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21/03 - Ajuda na criação dos filhotes retarda envelhecimento em aves fêmeas, diz estudo
Segundo pesquisadores, resultado mostra que este tipo de cooperação- similar a dos humanos- pode aumentar a expectativa de vida dos animais. Toutinegra de Seychelles com anéis coloridos para a identificação Martijn Hammers Um estudo publicado nesta quinta-feira (21) indica como a criação cooperativa - que também ocorre em outras espécies, incluindo seres humanos - pode aumentar o tempo de vida de aves da espécie Toutinegras de Seychelles. Biólogos das Universidade de Groningen, East Anglia, Leeds, Sheffield e Wageningen analisaram as aves e concluíram que quando existe ajuda na incubação e alimentação dos filhotes, as fêmeas dominantes envelhecem mais lentamente e vivem mais. Os resultados foram publicados na revista "Nature Communications". O estudo mostra como a criação cooperativa pode aumentar a expectativa de vida de um indivíduo. "Obviamente, os efeitos que medimos estavam dentro de uma geração, não entre gerações". No entanto, apoia uma hipótese de longa data de que o melhoramento cooperativo - que também é a norma em seres humanos - pode reduzir o impacto da criação de filhos e pode retardar os efeitos negativos do envelhecimento. "Isso explica por que mais espécies sociais tendem a ter uma vida mais longa", disse Martijn Hammers, biólogo da Universidade de Groningen, principal autor do estudo. Estas aves se reproduzem em grupos familiares na pequena ilha de Cousin, no Oceano Índico. Em cada grupo, uma fêmea e um macho dominantes se reproduzem. "Há cerca de cem territórios de reprodução em Cousin, cada um com um macho e uma fêmea dominantes e um número de subordinados, que são muitas vezes os filhotes do casal dominante", explica Hammers. Dentro dos grupos, alguns subordinados - muitas vezes fêmeas - podem ajudar a fêmea dominante com as tarefas exigentes de incubação e criação dos filhotinhos. "Nem todas as fêmeas dominantes conseguem ajuda", explica Hammers. No anos 90, os toutinegras de Seychelles na ilha de Cousin foram equipadas com anéis coloridos para que os cientistas pudessem acompanhá-las ao longo do tempo. Hammers e seus colegas usaram dados sobre sobrevivência e sucesso reprodutivo coletados ao longo de quinze anos. Envelhecimento mais lento Além disso, mediram o encurtamento dos telômeros, que pode ser usado como marcador de condição e envelhecimento. Os telômeros são sequências de DNA repetitivas no final dos cromossomos, que encurtam em resposta ao estresse. O encurtamento dos telômeros é um sinal do envelhecimento biológico e, na toutinegra das Seicheles, o comprimento dos telômeros prediz a sobrevivência. “Nossa análise mostrou que em fêmeas dominantes que recebem ajuda de subordinados, o encurtamento dos telômeros é mais lento do que em aves que não recebem ajuda. Além disso, para as mulheres mais velhas e dominantes, essa ajuda resulta em uma sobrevivência muito melhor ”. Os machos dominantes não parecem se beneficiar tanto de ter ajudantes, provavelmente porque investem muito menos energia na reprodução.
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21/03 - Bombeiros resgatam sucuri de 2 metros de comprimento em Novo Horizonte
Animal estava em uma ponte e foi visto por moradores. Réptil foi levado até a base da Polícia Ambiental. Cobra foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros de Novo Horizonte Arquivo Pessoal Uma sucuri de mais de dois metros de comprimento foi capturada na noite desta quarta-feira (20) em Novo Horizonte (SP). Os moradores acionaram o Corpo de Bombeiros quando viram a cobra em uma ponte que dá acesso ao bairro Jardim Santa Clara. O animal foi capturado com a ajuda de uma escada e retirada do córrego. O réptil foi levado até a base da Polícia Ambiental, que deve devolveu a cobra à natureza. Corpo de Bombeiros resgata sucuri de 2 metros em Novo Horizonte Veja mais notícias da região em G1 Rio Preto e Araçatuba
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21/03 - Araraquara aprova lei para preservar pegadas de dinossauros nas pedras das calçadas
Cidade tem mais de mil marcas catalogadas espalhadas em placas de arenito. Calçadas em São Paulo e Araraquara trazem vestígios de dinossauros Uma lei aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal de Araraquara (SP) coloca barreiras para a manipulação de placas de arenito que contenham pegadas de dinossauros. O objetivo é proteger esse patrimônio histórico que é desconhecido até dos próprios moradores da cidade. Segundo levantamento da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Araraquara tem mais de mil pegadas de dinossauros catalogadas. Elas estão no revestimento das calçadas feito, décadas atrás, com lajes de arenito de uma pedreira da Formação Botucatu. Várias calçadas de Araraquara tem pegadas de dinossauros. Reprodução EPTV As placas de pedra são encontradas em vários pontos da cidade como as calçadas do Parque Infantil e do Boulevard dos Oitis, na rua Voluntários da Pátria (Rua 5), onde foi criado um museu a céu aberto com placas indicativas de onde estão as marcas deixadas pelos dinossauros e de que espécie eles eram. Segundo vereadora Juliana Damus (Progressistas), autora do projeto, parte significativa desse acervo já foi danificada ou descartada, na maioria das vezes, por falta de conhecimento das pessoas. O Boulervad dos Oitis em Araraquara é considerado um museu a céu aberto, onde há placas que indicam onde estão as pegadas dos dinossauros. A CidadeON/Araraquara Com a lei, fica estabelecido que todo serviço de remoção, reforma ou remodelação de áreas destinadas ao passeio público revestidas de lajes de arenito deve ser avaliado pelo Poder Público. Uma equipe especializada vai fazer a análise das placas e se tiver um fóssil, o material vai ser levado para o museu de arqueologia e paleontologia. Quem desrespeitar a regra vai ser multado. Há também a intenção de fazer um trabalho de conscientização nas escolas para que as crianças entendam a importância da preservação. Oásis O paleontólogo e professor da UFSCar Marcelo Adorna Fernandes mapeou as pegadas dos dinossauros pelas ruas de Araraquara. Reprodução EPTV Segundo o paleontólogo e professor da UFSCar Marcelo Adorna Fernandes, boa parte do interior de São Paulo foi um grande deserto e onde hoje está Araraquara havia uma espécie de oásis que permitiu que os animais deixassem seus rastros na areia molhada, depois transformada em pedras. “A pequena umidade que existia nesse ambiente ajudava a manter a forma das pegadas. A areia seca recobriu essas pegadas e com um evento vulcânico que teve posteriormente, a lava recobriu esse deserto, endureceu a areia que se transformou em arenito”, explicou o especialista. Representação do dinossauro celurossauro que viveu na região de Araraquara e deixou a marca de suas pegadas na areia que virou pedra e hoje está nas calçadas da cidade. Reprodução EPTV Fernandes coordenou a equipe de pesquisadores que mapeou as pegadas de dinossauros nas calçadas de Araraquara disse que a cidade é única neste tipo de patrimônio. “Há vários livros científicos que mencionam Araraquara, justamente por abrigar os únicos registros desse tempo de transição entre o período Jurássico e o Cretáceo”, afirmou. A maioria das pegadas encontradas é de celurossauro, dinossauros que tinham o tamanho de uma galinha e que viveram na região há, aproximadamente, 135 milhões de anos. Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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20/03 - Glifosato: decisão da justiça americana associa agrotóxico liberado no Brasil a câncer
O grupo alemão Bayer, que comprou a Monsanto, rejeitou fortemente as acusações de que o herbicida Roundup, à base de glifosato, seja cancerígeno. Herbicidas Roundup, da Monsanto Arquivo/Mike Blake/Reuters Um júri de San Francisco, nos Estados Unidos, decidiu na terça-feira (19) que o agrotóxico mais usado do Brasil e no mundo foi um "fator importante" no desenvolvimento do câncer de um homem. Ações da Bayer desabam após novo júri relacionar Roundup a câncer Trata-se do herbicida Roundup, à base de glifosato, principal ingrediente ativo de diversos pesticidas usados em plantações e jardins. No mês passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) propôs manter liberada a venda de glifosato no Brasil, já que não haveria evidências científicas de que a substância cause câncer, mutações ou má formação em fetos. O grupo alemão Bayer, que comprou a Monsanto, fabricante do produto, rejeitou fortemente as acusações de que a substância seja cancerígena. Mas o júri decidiu por unanimidade que o pesticida contribuiu para o linfoma não Hodgkin (LNH) de Edwin Hardeman, de 70 anos, que vive na Califórnia. A próxima etapa do julgamento vai considerar a responsabilidade e os danos causados pela Bayer. Durante a segunda fase, que começa nesta quarta-feira, espera-se que os advogados de Hardeman apresentem evidências mostrando os supostos esforços da Bayer para influenciar cientistas, agências reguladoras e a opinião pública sobre a segurança de seus produtos. O grupo alemão, que adquiriu o Roundup como parte da aquisição da concorrente americana Monsanto por US$ 66 bilhões, disse que ficou desapontada com a decisão inicial do júri. "Estamos confiantes de que as evidências na segunda fase vão mostrar que a conduta da Monsanto foi apropriada e que a empresa não deve ser responsabilizada pelo câncer de Hardeman", declarou a empresa. A Bayer continua "a acreditar firmemente que a ciência confirma que os herbicidas à base de glifosato não causam câncer". Este é o segundo processo de cerca de 11,2 mil ações judiciais contra o Roundup a ir a julgamento nos EUA. Em agosto do ano passado, a Monsanto foi condenada em primeira instância pela Justiça americana a pagar US$ 289 milhões (R$ 1,1 bilhão) a um homem com câncer - ele alegava que a doença foi causada por herbicidas da empresa, como o Roundup. As ações da Bayer despencaram na época. A indenização foi posteriormente reduzida para US$ 78 milhões e está em fase de recurso. Uso frequente A Bayer argumenta que décadas de estudos e avaliações regulatórias mostraram que o agrotóxico é seguro para uso humano. Hardeman usou o herbicida com regularidade de 1980 a 2012 em sua propriedade em Sonoma County, na Califórnia, e acabou sendo diagnosticado com linfoma não Hodgkin, que tem origem nas células do sistema linfático. Seus advogados, Aimee Wagstaff e Jennifer Moore, afirmaram em comunicado conjunto que seu cliente estava "satisfeito" com a decisão. "Agora podemos nos concentrar nas evidências de que a Monsanto não adotou uma abordagem objetiva e responsável para a segurança do Roundup", acrescentaram. "Em vez disso, fica claro pelas ações da Monsanto que a empresa não se importa particularmente se seu produto está, de fato, causando câncer às pessoas, e em contrapartida se concentra em manipular a opinião pública e enfraquecer quem levanta preocupações genuínas e legítimas sobre a questão." Outro julgamento envolvendo o Roundup está marcado para começar no dia 28 de março no tribunal estadual de Oakland, também na Califórnia - um casal com linfoma não Hodgkin afirma que a doença foi causada pelo pesticida. O que é glifosato? O glifosato foi introduzido pela Monsanto em 1974, mas sua patente expirou em 2000, e agora o produto químico é vendido por vários fabricantes. Nos EUA, mais de 750 produtos contêm a substância. Em 2015, a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer, da Organização Mundial de Saúde (OMS), concluiu que o glifosato era "provavelmente cancerígeno para humanos". No entanto, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA insiste que é seguro quando usado com cuidado. A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA, na sigla em inglês) também afirma que é improvável que o glifosato cause câncer em humanos. Em novembro de 2017, os países da União Europeia votaram para a renovação da licença do glifosato, apesar das campanhas contra a substância.
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20/03 - Informações necessárias para quem começa a trilha de estudos sobre oceanos
A ilha de Fernando de Noronha é vista do mar durante passeio de barco Fábio Tito/G1 Na aula inaugural do Programa de Engenharia Oceânica da Coppe/Ufrj, que aconteceu segunda-feira (18), os alunos ouviram uma palestra bastante informativa sobre o valor dos mares. Há 15 anos trabalhando com tudo o que se refere aos oceanos, o professor português Miguel Marques, convidado da Coimbra Business School, levou aos estudantes a chance de refletirem sobre o futuro da profissão que querem abraçar. Foi também o momento de lançar o livro que o professor ajudou a organizar - junto com Andre Panno Beirão e Rogério Ruschel - e tem o mesmo título da palestra: “O valor do mar – uma visão integrada dos recursos do oceano do Brasil” (Ed. Essential Idea). “Valor não é cifrão, nem dólar, nem euro. É um conjunto de coisas”, disse o professor, para fugir de interpretações equivocadas. Corroborando o que disse, Marques apresentou uma pesquisa bem variada sobre o Brasil no mundo marítimo, mostrando que o país oferece muitas oportunidades no setor, justamente porque ainda está aquém em algumas questões. O Brasil não está no corredor de navegação com maior tráfego comercial, segundo o estudo feito pela empresa PWc, apesar de ter carga e frota suficientes. Construiu-se em território brasileiro, até agora, meio por cento dos navios que trafegam pelo mundo. Apenas Japão, Coreia do Sul e China constroem 90% dos navios, o que o professor classifica de “algo insustentável”. O Brasil está entre os dez maiores em termos de energia fóssil offshore (petróleo e gás), mas não aposta em energias renováveis. Neste quesito, o Reino Unido fica em primeiro lugar, seguido por Alemanha, China e Dinamarca. Nosso país também tem bons atletas no surf e na vela, mas consta também dos registros internacionais de ataques de piratas. “E não estamos falando de cenas românticas dos filmes. Pirataria é coisa séria”, disse Marques. Informações importantes para quem quer se especializar no setor. Faltou tempo, porém, para mostrar aos estudantes os valores intangíveis do mar, que vêm sendo menosprezados, recorrentemente, por um sistema que prefere valorizar mais o lucro rápido. Ou o desenvolvimento a qualquer custo. O estudo sobre engenharia oceânica não necessariamente vai exigir dos alunos informações sobre a saúde dos mares. Mas, necessariamente, quem estuda qualquer coisa ligada aos oceanos um dia vai sentir necessidade de se conectar mais com tudo o que diz respeito à maneira insustentável que a humanidade os tem tratado. Assim que cheguei em casa, uma das notícias em destaque do G1 era sobre uma baleia que morreu e nela foram encontrados 40 quilos de plástico em seu estômago. Eram 40 quilos de sacas de arroz, sacolas de supermercado, sacolas de plantação de banana e sacolas plásticas em geral. Dezesseis sacas de arroz no total, afirmou o biólogo marinho Darrell Blatchey, que tentou salvar o animal. Era tanto plástico que não houve espaço mais para alimentos e a baleia morreu de fome e desidratação. O plástico se tornou o tipo mais comum de detrito em mares. É grande a preocupação dos pesquisadores. Num estudo publicado há cinco anos pelo site “The Scientist” os pesquisadores já advertiam para o fato de que, a maior parte desse lixo consiste em minúsculos fragmentos menores do que uma unha. Mas são micropartículas que podem ficar presas em grandes concentrações: há trechos do Atlântico Norte, por exemplo, que possuem mais de 50 mil dessas peças por quilômetro quadrado. São as chamadas “externalidades” dos plásticos, considerados parte integrante da economia global. Em 2016, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, a Agência da ONU para o Meio Ambiente, o Pnuma, lançou um estudo estimando em 40 bilhões de dólares o prejuízo causado pelas tais externalidades. Naquele mesmo Fórum, um estudo mostrou que “dado o crescimento projetado no consumo, se nada mudar, espera-se que até 2050 os oceanos contenham mais plásticos do que peixes (por peso), e toda a indústria de plásticos consumirá 20% da produção total de petróleo, e 15 % do orçamento anual de carbono” . Eis um valor sobre o qual os estudantes precisam se debruçar para mudar a situação. Plástico é retirado do estômago de baleia morta encontrada nas Filipinas D'Bone Collector/Facebook Por outro lado, também no setor pesqueiro temos problemas. A sobrepesca, resultado direto de uma ida com toda sede ao pote do capital, já está causando a extinção de espécies marinhas. O relatório Living Blue Planet, que a organização WWF faz anualmente, em 2015 deu conta de que populações de animais selvagens marinhos despencaram pela metade nos últimos 40 anos, “com algumas espécies sofrendo quedas muito maiores em decorrência da perda de habitat, pesca excessiva, aumento da temperatura do mar e piora da acidez dos oceanos”. É um declínio “potencialmente catastrófico”, afirmam os pesquisadores. E vale lembrar que a catástrofe maior recairá sobre a humanidade, caso não haja uma tomada de consciência a tempo. A tal ponto vai a crise, que hoje já se cria salmão em cativeiro em fazendas com enormes redes flutuantes. Peixes que não vivem uma vida normal, apenas nascem e são engordados para alimentar o homem. Há impactos disso na natureza, é claro. E fica a sugestão, para a nossa lista de desafios aos jovens que começam agora a descobrir os segredos do mar. E o valor dele. Outra questão séria é o aquecimento dos oceanos. O ano passado foi o mais quente já registrado nos mares, o que não só ameaça as espécies como contribui para o aumento do nível das águas. É nas águas dos mares que se pode sentir, com toda a força, o aquecimento global. O fenômeno está sendo tão rápido que vem assustando até mesmo os cientistas acostumados com a ideia. Estamos vivendo tempos difíceis. No Brasil e no mundo as opiniões estão polarizadas, e vêm ganhando terreno a opinião das pessoas que pensam em fazer crescer primeiro, para depois repartir. Esta visão abre caminho para uma corrida sobre os bens que a natureza nos oferece, a todos indiscriminadamente. Aqueles que têm mais e melhores ferramentas é que neles chegam primeiro. Seja como for, é importante que a geração que começa agora a corrida, se informe sobre as consequências de um desastroso ceticismo quanto a tudo o que a ciência vem afirmando. O poder de escolha é que nos diferencia, já que vivemos num sistema democrático.
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20/03 - Outono começa nesta quarta-feira; veja previsão para todas as regiões
O El Niño ainda deverá ter fraca influência em todo o país. Estação começa às 18h58 do dia 20 de março e termina em 21 de junho, às 12h54. Outono deverá ter uma ibfluência moderada do El Niño CadreLuxe/Pixabay O outono, que começa nesta quarta-feira (20), às 18h58, deve sofrer influência moderada do El Niño. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a probabilidade de o fenômeno atingir algumas regiões do Brasil é de 70%, ocorrendo em intensidade fraca até o início do inverno. Previsão do tempo no G1 - consulte a sua cidade Ainda segundo o instituto, "as condições climáticas frequentemente associadas ao El Niño, como excessos de chuvas sobre a região Sul e a diminuição sobre a parte Norte e Nordeste do país, bem como uma tendência de aumento moderado das temperaturas médias na parte central, não estão descartadas e podem ocorrer de maneira irregular em alguns locais". Outono começa nesta quarta-feira (20) Veja, abaixo, a previsão para o Outono em cada região do Brasil: Norte O verão foi bastante chuvoso na região, principalmente no centro-norte e oeste do Amazonas, parte norte do Pará e sul do Amapá. No outono, de acordo com o Inmet, as chuvas continuarão entre os índices normais e acima da média. A exceção será a pequena parte que abrange o sul de Roraima, noroeste do Pará e nordeste do Amazônia, onde as chuvas deverão ficar abaixo da média. Nordeste Nos primeiros meses do ano, Ceará, Rio Grande do Norte, parte da Paraíba e norte do Maranhão apresentaram chuvas acima da média. A população sofreu com alagamentos e outros transtornos – em algumas capitais, como São Luís, Fortaleza e João Pessoa, foram registrados índices acima de 100 e 200 mm. O Inmet prevê que, no outono, chuvas com índices normais e abaixo da média em parte da região. A diminuição da temperatura das águas próximas à costa deve reduzir os períodos chuvosos. Centro-Oeste No verão, as chuvas foram mais frequentes na região. A previsão para o outono é que os índices ocorram dentro da normalidade a ligeiramente acima da média. "A partir do mês de maio começa o período seco na parte central. As temperaturas deverão ficar acima da média em toda região, principalmente no leste de Mato Grosso e Goiás. Não se descarta a possibilidade da ocorrência das primeiras geadas e friagens sobre o Mato Grosso do Sul e sul de Goiás", informa o instituto. Sudeste O verão apresentou uma quantidade de chuva significativa, com transtornos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Para o outono, a previsão indica que os índices devem ficar entre a média normal e ligeiramente acima. As massas de ar frio devem ser registradas com maior frequência a partir de maio, mas as temperaturas devem ficar acima do normal. Sul O verão apresentou irregularidade na quantidade de chuvas: o Paraná teve estiagem, enquanto em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul os índices ficaram acima da média. Para o outono, as chuvas devem ficar acima da média em toda a região, principalmente na parte oeste. Um aquecimento da área oceânica próxima à costa da Argentina e mais acentuada no sudeste do Brasil favorece as condições de instabilidade atmosférica e, por isso, chance de chuva. Além disso, o fenômeno El Niño deve agir a região com fraca intensidade, aumentando as temperaturas. Isso não impede que comecem a surgir as geadas comuns nas serras.
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19/03 - Armando, o pombo mais veloz do mundo, é vendido por mais de R$ 5 milhões
Conhecido como o 'Lewis Hamilton dos pombos', ele está aposentado das corridas, mas pode gerar ninhada de campeões. Armando, na foto, é conhecido como o 'Lewis Hamilton dos pombos' Pipa Um pombo-correio campeão de corridas foi vendido pelo preço recorde de 1,25 milhão de euros (cerca de R$ 5,3 milhões). Armando, como é chamado, foi descrito pela casa de leilões Pigeon Paradise (Pipa) como "o melhor pombo belga de longa distância de todos os tempos". Ele também é conhecido como "o Lewis Hamilton dos pombos" - uma referência ao piloto britânico de Fórmula 1, cinco vezes campeão mundial. Até então, o recorde era de 376 mil euros (R$ 1,6 milhão), valor que foi ultrapassado logo no primeiro dia em que Armando foi colocado a leilão, informou a Pipa. "Foi irreal, o sentimento - foi algo de outro mundo", disse à BBC Nikolaas Gyselbrecht, CEO da Pipa, quando alguém fez uma oferta de mais de 1 milhão de euros. "Nos nossos sonhos mais loucos, nunca imaginamos um valor como esse. Esperávamos algo em torno de 400 mil a 500 mil euros, e sonhávamos com 600 mil euros só". Segundo Gyselbrecht, dois compradores da China protagonizaram uma guerra de lances, que em pouco mais de uma hora passaram de 532 mil euros para 1,25 milhão de euros. Para efeito de comparação, diz ele, o preço padrão de um pombo de corrida é de aproximadamente 2,5 mil euros. Mas Armando não é um pombo qualquer. De acordo com Fred Vancaillie, presidente da associação local de entusiastas de pombos, ele é um dos melhores pombos da história do esporte, conhecido como columbofilia. As últimas três corridas da carreira dele foram disputadas no Campeonato de Pombos Ace 2018, na Olimpíada de Pombos 2019 e no Angoulême - e ele venceu todas as competições. Prestes a completar cinco anos, Armando está agora aposentado das corridas. Mas, embora seus dias de competidor tenham ficado para trás, Gyselbrecht diz que os pombos de corrida podem ter filhotes até os 10 anos e costumam viver até 20 anos. É provável, portanto, que os novos donos coloquem a ave para procriar na esperança de gerar uma ninhada de campeões.
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19/03 - Falta de acesso à água afeta bilhões e provoca aumento de conflitos no mundo, diz relatório da ONU
Demanda por água deve continuar a crescer nos próximos anos e pode afetar produção de alimentos. Mais de dois bilhões de pessoas não têm acesso à água potável. Demanda por água não para de crescer e pode gerar conflitos Pixabay Em 2015, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu o acesso à água e ao saneamento básico como um direito universal. Desde então, os países membros precisam trabalhar para que as pessoas tenham acesso a estes direitos até 2030. A meta, no entanto, parece distante. Em relatório divulgado nesta segunda-feira (18), a ONU aponta que mais de dois bilhões de pessoas não têm acesso à água potável e mais de quatro bilhões não tem acesso à esgoto sanitário. Além disso, a demanda por água seguirá crescendo e pode afetar a produção de alimentos e gerar conflitos. “Os números falam por si. Como mostra o relatório, se a degradação do ambiente natural e a pressão insustentável sobre os recursos hídricos globais continuarem em ritmo atual, 45% do Produto Interno Bruto global e 40% da produção global de grãos estarão em risco até 2050. Populações pobres e marginalizadas serão afetadas de forma desproporcional, agravando ainda mais as desigualdades”, disse Gilbert F. Houngbo, Presidente da ONU-Água e Presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola. A agricultura (incluindo irrigação, pecuária e aquicultura) é a maior consumidora de água globalmente, respondendo por 69% da retirada anual de água em todo o mundo. A indústria (incluindo a geração de energia) responde por 19% e as residências particulares por 12%. Estimativas recentes mostram que 31 países experimentam estresse hídrico entre 25% e 70%. Outros 22 países estão acima do nível de 70% e, por isso, encontram-se em uma situação grave de estresse hídrico. Ou seja, estão fazendo uso substancial de recursos hídricos, com maiores impactos sobre a sustentabilidade desses recursos e um crescente potencial de conflito entre os seus usuários. Fatores que levam a falta de acesso à água, segundo a ONU Crescimento populacional Urbanização Pobreza Desigualdade social Falta de acesso a educação e trabalho Aumento dos conflitos por água Segundo dados do relatório, houve um aumento de conflitos envolvendo água no período entre 2010-2018 se comparado com 2000-2009. Foram 263 conflitos em que a água teve um papel de destaque (123 tendo a água como a causa do conflito, 29 em que água foi usada como arma e 133 em que o acesso à água foi afetado acidentalmente ou propositalmente pelos conflitos). Porém, o relatório ressalta que este número tem que ser avaliado com cautela já que o aumento de conflitos de maneira geral pode ter contribuído para o aumento dos registros deste tipo de disputa. Risco na produção de grãos A agricultura é a maior consumidora de recursos hídricos e a escassez de água afeta diretamente a produção de grãos. Segundo o relatório, os principais efeitos das alterações climáticas nas áreas rurais serão sentidos através de impactos no abastecimento de água, segurança alimentar e rendimentos agrícolas. Em algumas regiões, é provável que ocorram mudanças na produção agrícola, não apenas como resultado de mudanças de temperatura e precipitação, mas também através de mudanças na disponibilidade de água para irrigação. Produção agrícola é a que mais gasta água no mundo Pixabay Segundo a ONU, as mudanças climáticas terão um impacto desproporcional no bem-estar dos pobres nas áreas rurais. Pesquisas de diferentes partes do mundo mostram que a irrigação suplementar em sistemas agrícolas podem não só garantir a sobrevivência das culturas, mas também duplicar ou mesmo triplicar a produção de chuvas por hectare para culturas como trigo, sorgo e milho. Mais ricos pagam menos Além da diferença entre os países mais ricos e pobres, discrepâncias significativas no acesso à água existem mesmo dentro dos países, especialmente entre os ricos e os pobres. Nas áreas urbanas, os desfavorecidos alojados em acomodações improvisadas sem água corrente muitas vezes pagam de 10 a 20 vezes mais do que seus vizinhos em bairros mais ricos por água de qualidade semelhante ou menor comprada de vendedores de água ou caminhões-pipa. Segundo o relatório, a melhoria dos serviços de saneamento e água, especialmente para grupos vulneráveis, teria um custo-benefício capaz de mudar o status social e a dignidade percebidos por esses grupos. Estudos existentes indicam que os custos de saúde são mais onerosos para as famílias mais pobres do que os mais ricos, de tal forma que a poupança nas despesas relacionadas com a saúde teria um efeito multiplicador de benefícios (educação, produtividade no trabalho, etc). Mudanças climáticas e mau uso da água causam estresse hídrico em vários países Pixabay Situação pelo mundo Os países árabes são os que mais sofrem com estresse hídrico, segundo o relatório. A escassez de água continuará a aumentar devido ao crescimento populacional e à mudança climática. Além disso, a região sofre com conflitos e violência em países menos desenvolvidos da região, como Somália, no Sudão e no Iêmen. Na ásia, 29 de 48 países foram classificados como “hidricamente não seguros”, devido à baixa disponibilidade de água e à retirada insustentável de águas subterrâneas. Altos níveis de poluição hídrica pioram a situação com águas residuais não tratadas despejadas em corpos d’água superficiais – de 80% a 90% na região da Ásia e Pacífico. Na Europa, 57 milhões de pessoas não têm água encanada em casa e 36 milhões de pessoas não têm acesso ao saneamento básico. A situação é mais grave em países do Leste Europeu. No Caribe e na América Latina, somente 22% tem acesso a saneamento básico de qualidade. Nestas regiões, o acesso à água potável e saneamento básico é inferior nas áreas rurais se comparadas aos centros urbanos. Na África Subsaariana, apenas 24% da população da tem acesso a serviços melhorados de água potável. O acesso médio a serviços de saneamento básico era de apenas 28%.
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18/03 - Outono começa nesta quarta-feira; veja a previsão para cada região do Brasil
O El Niño ainda deverá ter fraca influência em todo o país. Estação começa às 18h58 do dia 20 de março e termina em 21 de junho, às 12h54. Um dia de outono no Rio de Janeiro Marcos Serra Lima/G1 O outono, que começa nesta quarta-feira (20), às 18h58, deve sofrer influência moderada do El Niño. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a probabilidade de o fenômeno atingir algumas regiões do Brasil é de 70%, ocorrendo em intensidade fraca até o início do inverno. Ainda segundo o instituto, "as condições climáticas frequentemente associadas ao El Niño, como excessos de chuvas sobre a região Sul e a diminuição sobre a parte Norte e Nordeste do país, bem como uma tendência de aumento moderado das temperaturas médias na parte central, não estão descartadas e podem ocorrer de maneira irregular em alguns locais". Veja, abaixo, a previsão para o Outono em cada região do Brasil: Norte O verão foi bastante chuvoso na região, principalmente no centro-norte e oeste do Amazonas, parte norte do Pará e sul do Amapá. No outono, de acordo com o Inmet, as chuvas continuarão entre os índices normais e acima da média. A exceção será a pequena parte que abrange o sul de Roraima, noroeste do Pará e nordeste do Amazônia, onde as chuvas deverão ficar abaixo da média. Nordeste Nos primeiros meses do ano, Ceará, Rio Grande do Norte, parte da Paraíba e norte do Maranhão apresentaram chuvas acima da média. A população sofreu com alagamentos e outros transtornos – em algumas capitais, como São Luís, Fortaleza e João Pessoa, foram registrados acima de 100 e 200 mm. O Inmet prevê que, no outono, chuvas com índices normais e abaixo da média em parte da região. A diminuição da temperatura das águas próximas à costa deve reduzir os períodos chuvosos. Centro-Oeste No verão, as chuvas foram mais frequentes na região. A previsão para o outono é que os índices ocorram dentro da normalidade a ligeiramente acima da média. "A partir do mês de maio começa o período seco na parte central. As temperaturas deverão ficar acima da média em toda região, principalmente no leste de Mato Grosso e Goiás. Não se descarta a possibilidade da ocorrência das primeiras geadas e friagens sobre o Mato Grosso do Sul e sul de Goiás", informa o instituto. Sudeste O verão apresentou uma quantidade de chuva significativa, com transtornos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Para o outono, a previsão indica que os índices devem ficar entre a média normal e ligeiramente acima. As massas de ar frio devem ser registradas com maior frequência a partir de maio, mas as temperaturas devem ficar acima do normal. Sul O verão apresentou irregularidade na quantidade de chuvas: o Paraná teve estiagem, enquanto em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul os índices ficaram acima da média. Para o outono, as chuvas devem ficar acima da média em toda a região, principalmente na parte oeste. Um aquecimento da área oceânica próxima à costa da Argentina e mais acentuada no sudeste do Brasil favorece as condições de instabilidade atmosférica e, por isso, chance de chuva. Além disso, o fenômeno El Niño de fraca intensidade deve agir com fraca intensidade, aumentando as temperaturas na região. Isso não impede que comecem a surgir as geadas comuns nas serras.
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18/03 - Orangotango fica cega após ser baleada dezenas de vezes na Indonésia
Um raio X mostrou pelo menos 74 balas de chumbinho no animal. Espécie está criticamente ameaçada de extinção. Orangotango chamada Esperança ficou cega após levar tiros AP Photo/Binsar Bakkara Uma fêmea orangotango, espécie em alto risco de extinção, da ilha de Sumatra, na Indonésia, ficou cega depois de ter sido baleada pelo menos 74 vezes com uma pistola de ar, informou uma veterinária do Programa de Conservação do Orangotango de Sumatra nesta segunda-feira (18). Um raio-x mostrou pelo menos 74 balas de chumbinho em seu corpo, incluindo quatro no olho esquerdo e dois no direito, disse Yenny Saraswati. Ela disse que o animal, chamada de "Esperança" pela equipe de resgate, ficou cego por causa dos ferimentos e também tinha várias feridas abertas que se acredita terem sido causadas por objetos pontiagudos. Ela disse que Esperança foi submetida a uma cirurgia no domingo (17) para reparar uma clavícula quebrada e estava se recuperando nesta segunda. Os ataques a orangotangos aumentaram à medida que as indústrias de óleo de palma e papel avançam sobre o habitat selvagem dos animais. Aldeões avistaram a orangotango gravemente ferida em uma fazenda no distrito de Subulussalam, na província de Aceh, na semana passada, com seu bebê de um mês, que estava sofrendo de desnutrição crítica, disse Sapto Aji Prabowo, chefe da agência de conservação provincial de Aceh. O bebê morreu de desnutrição quando as equipes de resgate levaram os dois animais para uma clínica veterinária. "Espero que Esperança passe deste período crítico, mas ela não pode mais ser solta", disse Saraswati, acrescentando que durante a operação eles só removeram sete balas de chumbinho porque eles tinham que priorizar a fixação da clavícula quebrada e o risco de infecção que ele causava. Raio-X mostra as balas de chumbinho no corpo de orangotango AP Photo/Binsar Bakkara O Programa de Conservação dos Orangotangos disse que o uso de armas de ar para atirar e matar animais selvagens, incluindo orangotangos, é um grande problema na Indonésia. Segundo a organização, nos últimos 10 anos mais de 15 orangotangos foram tratados com um total de quase 500 balas de chumbinho em seus corpos. No ano passado, um orangotango na parte indonésia de Bornéu morreu depois de ter sido baleado pelo menos 130 vezes com uma pistola de ar, o segundo assassinato conhecido de um orangotango naquele ano. Um estudo abrangente de 2018 sobre os orangotangos de Bornéu estima que seus números despencaram em mais de 100.000 desde 1999, à medida que as indústrias de óleo de palma e papel encolhem seu habitat e os conflitos fatais aumentam. Apenas cerca de 13.400 orangotangos de Sumatra permanecem em estado selvagem. A espécie está listada como criticamente ameaçada pela União Internacional para a Conservação da Natureza.
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18/03 - Baleia é encontrada morta com 40 quilos de plástico no estômago
Carcaça foi encontrada nas Filipinas. Biólogo diz que animal morreu de fome e desidratação. Plástico é retirado do estômago de baleia morta encontrada nas Filipinas D'Bone Collector/Facebook Uma baleia da espécie bicuda de Cuvier foi encontrada em Mabini, na costa das Filipinas, morta com 40 quilos de plástico em seu estômago. A informação foi divulgada pelos cientistas do grupo D'Bone Collector Museum, organização que visa educar as pessoas sobre a preservação do meio ambiente. O biólogo marino Darrell Blatchley, fundador da organização, disse em entrevista à rede americana "CNN" que a baleia morreu de desidratação e inanição e vomitou sangue antes de morrer. "Eu não estava preparado para a quantidade de plástico", disse Blatchley. "Cerca de 40 quilos de sacas de arroz, sacolas de supermercado, sacolas de plantação de banana e sacolas plásticas em geral. Dezesseis sacas de arroz no total." Biólogo retira plásticos do estômago de baleia D'Bone Museum/Facebook Ele ressaltou que havia tantos sacos plásticos no estômago do animal que alguns começaram a se calcificar. Blatchley explicou que os cetáceos - uma família de mamíferos aquáticos que inclui baleias e golfinhos - não bebem água do oceano, mas obtêm a água dos alimentos que comem. Como a baleia não era mais capaz de consumir grandes quantidades de comida devido ao plástico ingerido, ela morreu de desidratação e fome. Em um comunicado no Facebook, a organização declarou que foi a maior quantidade de plástico que já registrou em uma baleia: "Uma lista completa dos itens de plástico seguirá nos próximos dias. Esta baleia tinha a maior quantidade de plástico que já vimos em uma baleia. É nojento. A ação deve ser tomada pelo governo contra aqueles que continuam a tratar os rios e oceanos como lixeiras". Baleia encontrada morta nas Filipinas tinha plástico no estômago D'Bone Museum/Facebook
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18/03 - Carta à geração que precisa provocar mudanças para garantir seu próprio bem viver
Um sentimento de impotência e de desilusão com a humanidade tem tomado conta da maioria das pessoas com quem converso ultimamente. Diante dos últimos acontecimentos – jovens assassinando outros jovens numa escola; homens assassinando religiosos numa mesquita (e fazendo um vídeo sobre o crime!); mais notícias sobre esta imensa crise institucional, política e econômica que se vive no país; desmatamento aumentando na Amazônia – não é difícil concordar. O desvio para a saúde, como prefere o médico homeopata Mauricio Tatar, muitas vezes será evitar ler tais notícias e buscar se conectar com outras energias. Nem sempre é possível, porém. Mas há derivas, e há chance de encontrá-las. No meu último post, eu escrevi sobre a reação dos jovens de todo o mundo (incluindo o Brasil) contra o pouco caso que líderes de nações e grandes empresas estão demonstrando para o necessário enfrentamento das mudanças climáticas. Eis aí minha deriva. Creio na geração que não tem nem duas décadas de vida e se interessa, se informa, percebe que a mudança de paradigma civilizatório é emergencial para garantir-lhes um bem viver. Nossa mania é personalizar. Assim, Greta Thunberg, jovem sueca de 16 anos, que teve a coragem de levar seu recado aos líderes que estavam debatendo sobre o clima na Conferência Mundial que aconteceu na Polônia em dezembro do ano passado, passou a ser reconhecida como líder dessa geração que não se cala contra os excessos que a humanidade vem cometendo contra o meio ambiente. Aconteceu a mesma coisa em 1992, quando Severn Suzuki, então com 12 anos, falou aos líderes mundiais da Conferência Mundial de Meio Ambiente (Rio-92) que acontecia aqui no Rio de Janeiro. Ela pertencia a um grupo de crianças de sua idade que tentava, como disse no microfone, “fazer a diferença por um mundo melhor”. Talvez Severn Suzuki tenha influenciado Greta, ou Alexandria Villasenor, a norte-americana de 13 anos que puxou os manifestos de sexta-feira em seu país. Não importa muito, na verdade. O que eu quero aqui é trazer boas notícias desta vez: ao que tudo indica, os jovens acordaram. E, se você, caro leitor, tem um adolescente em casa que anda se esquivando do mundo, vale contar para ele a novidade, e instigá-lo a participar deste movimento. A juventude precisa de revoluções, em toda História há revoluções. E, indignar-se contra os maus feitos ao meio ambiente, ingressar em grupos que estejam pensando como viver sem causar tantos impactos, é o melhor que há. Neste sentido, fiquei bastante afetada quando li uma carta escrita por Sasja Beslik à Greta Thunberg e publicada no site Climate Home News. Beslik é um executivo, que se chama de “velho” na carta, mas tem 46 anos, está à frente do banco sueco Nordea há dez anos, e tem feito um trabalho interessante com as empresas parceiras, tentando movê-las a lidar com proteção ambiental, responsabilidade social e ética nos negócios. A Boeing, por exemplo, foi descredenciada pela equipe de Beslik porque não cumpriu alguns requisitos obrigatórios. Na carta que endereça à garota conterrânea, o executivo expõe uma certa amargura, condizente com o pensamento de um homem que tenta, mas não consegue inteiramente provocar a mudança necessária. “A menos que estejamos dispostos a deixar nossas casas, largar nossos empregos, cultivar nossa própria comida, parar de viajar para ver amigos e família e simplesmente nem usar a internet (muito menos dispositivos eletrônicos), então não há como nos extrairmos completamente de nós mesmos. nosso sistema atual em nome do combate ao aquecimento global”, escreve ele. As reflexões de Beslik são lúcidas, e ele não mostra o caminho a seguir, mas abre a trilha para os jovens quando diz: “Minha geração não pode falar com o poder do jeito que você pode”. “Você e seus companheiros climáticos são exatamente o que o mundo precisa agora: um grupo de jovens implacavelmente exigindo que façamos reformas drásticas e amplas para enfrentar o problema do aquecimento global”. A questão é: os jovens serão ouvidos? Severn Suzuki se tornou uma ativista ambiental, criou uma organização, participou de um documentário e hoje continua elevando a voz contra os líderes, contra a globalização do sistema econômico: “Temos que trazer os valores humanos de volta a ser os principais princípios organizadores da sociedade humana. Nós amamos, podemos ser altruístas, podemos demonstrar generosidade sem limites, e podemos nos importar com os outros. Vamos trazer de volta nossa humanidade” disse ela, em 2017, numa reunião de empresários noruegueses. Na carta à jovem Greta, o executivo sueco diz acreditar que o capitalismo, uma força gigantesca segundo ele, pode ser transformado numa “força para o bem”. “Cem corporações no mundo representam 71% de todas as emissões de carbono industriais neste planeta. Conhecemos seus nomes, sabemos onde eles operam e sabemos o quanto dependemos deles em nossa vida cotidiana. Também sabemos quem é o proprietário dessas corporações - são seus pais e avós, os poupadores do mundo. Se pudermos redirecionar apenas uma pequena porcentagem dos trilhões de dólares investidos nessas empresas para empresas que priorizam e promovem a sustentabilidade, o efeito pode ser profundo”, escreve ele. Soa como um canto da sereia, é claro. Para nós, lidando no dia a dia com questões tão graves e tão conhecidas e tão enraizadas como, por exemplo, o assédio das grandes corporações aos alimentos (já assistiram o documentário “Em Defesa da Comida” de Michael Polland?) que nos obriga a ter uma atenção redobrada na hora de comprar comida para não cairmos na tentação de desembalar mais do que descascar, a mensagem de Beslik é como algo muito bom para ser verdade. Porém, prossigo na minha intenção de ter uma visão otimista. Estamos precisando disto. Amélia Gonzalez Arte/G1
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17/03 - Índios plantam soja no Mato Grosso e levantam polêmica
Os paresis movimentam cerca de R$ 50 milhões nas duas safras, em parceria com agricultores da região. Cultivo começou há 15 anos, mas até hoje não tem aval dos órgãos públicos. Agronegócio em terra indígena A tribo dos índios paresis, no Mato Grosso, não vive só de tradições. Há 15 anos ela entrou no agronegócio e está cultivando 10 mil hectares de soja com investimento pesado. Do plantio à colheita, só neste ano, ela deve movimentar algo em torno de R$ 50 milhões nas duas safras. Mas ainda esbarra em questões polêmicas: até hoje os órgãos públicos não entraram num acordo sobre a liberação dessas grandes lavouras. O território paresi tem hoje uma população aproximada de 3 mil índios. Eles estão divididos em 63 aldeias distribuídas em 1,3 milhão de hectares onde mais de 95% é de cerrado nativo. O cultivo é alternado: soja no verão, milho, feijão e o girassol, no inverno. De tudo o que é colhido, o valor correspondente a 3 sacas por hectare é destinado tanto aos que trabalham quanto os que não atuam diretamente nela. No ano passado, o total distribuído chegou a R$ 2,7 milhões. Índios vivem conflito entre tradição e mudança no Mato Grosso Necessidade e vocação Segundo um dos líderes mais engajados na defesa desse tipo de produção nas terras do seu povo, o agronegócio por aqui surgiu numa mistura de necessidade e vocação. Ele explica que o cultivo das lavouras trouxe de volta os índios que estavam trabalhando em fazendas vizinhas. “Com a implantação desse projeto aqui dentro nós trouxemos 180 indígenas imediatamente para trabalhar dentro do território”, diz Arnaldo zunizakae Paresi. Mas o início do agronegócio nessas terras também foi um momento de muita tensão. Na época, nenhum órgão público autorizou a abertura das áreas. Mesmo assim, os índios forçaram o plantio e a Funai tentou barrar a produção. “Nós viemos, paralisamos o início das atividades. Os índios ficaram revoltados e prenderam a equipe até o presidente da Funai aparecer para poder nos soltar”, lembra Carlos Márcio Vieira de Barros, técnico da fundação. A partir daí, foram estabelecidas parcerias entre os índios e os agricultores da região. Sem licença A produção deslanchou, mas as questões ambientais continuaram. “O Ibama nunca autorizou esse plantio, nunca licenciou a área”, diz o técnico da Funai. Na prática, segundo Barros, isso significa que os índios ficam anônimos nessa situação: o agricultor vende a safra como se fosse dele. Nesses 15 anos de cultivo de grandes lavouras também foram cometidas irregularidades, como o arrendamento das áreas e o uso de transgênicos, práticas proibidas em se tratando do cultivo nesse tipo de território. Multas ultrapassam R$ 140 milhões, a maior parte destinada a 17 produtores rurais e o restante, para 5 associações indígenas. Segundo o Ibama, eles contrariaram as normas previstas na Constituição tanto no que se refere ao estatuto do índio quanto à lei florestal. Os índios reconhecem o erro. “Dentro da terra indígena paresi, eram 9 contratos de parceria. Então, boa parte delas seguiu corretamente. Outra parte, infelizmente, partiu para a prática do arrendamento”, explica Arnaldo zunizakae Paresi. “Alugam a terra e ficam esperando o resultado chegar sem fazer esforço, sem adquirir conhecimento, sem participar do trabalho.” O presidente do sindicato rural de Campo Novo do Paresis, que representa 183 produtores, acredita que os agricultores provavelmente sabiam que arrendar terra indígena é proibido. Sobre a falta de licença ambiental, Antônio Brólio afirma que eles já têm uma liberação. “Pode ser não estar no papel, mas os órgãos públicos já liberam eles para fazer esse plantio.” Numa tentativa de regularizar essa atividade nas suas terras, os paresis criaram uma cooperativa no ano passado, a fim de chamar para si a compra de insumos, a venda da produção e os contratos bancários. Mas há dificuldades para acesso ao crédito. O que diz a ministra Historicamente, a produção em escala dos paresis nunca foi escondida. Tanto que, recentemente, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, visitou a reserva e discursou em prol da grande lavoura. “Eles são brasileiros como nós. Então, precisam ter as mesmas regras, as mesmas leis para todos. São produtores rurais. Não interessa são índios, se são japoneses, se são gaúchos, se são matogrossenses... São produtores rurais”, disse ela. Restrições legais “Eu acho que o caminho não é o agronegócio”, afirma Antonio Carlos Bigonha, subprocurador da República que coordena a câmara dos indígenas e das comunidades tradicionais. “Porque, quando a constituição fala de posse, fala da posse tradicional. Então, isso remete a uma agricultura que tem uma ligação com as raízes culturais da comunidade”, explica. “Nós estamos dentro de uma terra indígena que não é uma reserva de preservação ambiental, não é uma área de preservação permanente”, rebate Deoclécio zalaizukaê Paresi. “É uma terra indígena onde a legislação dá direito do índio trabalhar nessa terra, sim. E eu acredito que não possa obrigar o índio a fazer uma agricultura primitiva.”
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16/03 - 'Marcha do Século' pelo clima reúne milhares de pessoas na França
Segundo os manifestantes, é "hora de mudar o sistema industrial, político e econômico para proteger o meio ambiente, a sociedade e os indivíduos". Em Paris, manifestantes protestam contra a falta de ação dos governos contra as mudanças climáticas Charles Platiau / Reuters Enquanto o protesto dos “coletes amarelos” terminou com confrontos e vandalismo neste sábado (16) em Paris, praticamente ao mesmo tempo o centro da capital francesa era palco da “Marcha do Século”, manifestação destinada a denunciar a falta de ação dos governos contra as mudanças climáticas. Nenhum incidente foi registrado. De acordo com a polícia, 45 mil pessoas participaram da marcha parisiense. Os organizadores afirmam 107 mil manifestantes compareceram. Cerca de 140 organizações, do Greenpeace da França à Fundação Nicolas Hulot, pediram para que as pessoas se manifestassem neste sábado alegando que é "hora de mudar o sistema industrial, político e econômico para proteger o meio ambiente, a sociedade e os indivíduos". Os participantes caminharam entre Ópera de Paris e a praça da République, no centro da capital. A marcha também foi realizada em outras regiões do país. "Mais de 350 mil pessoas em 220 cidades da França se uniram para denunciar a falta de ação do governo francês frente à mudança climática e seu cinismo frente à crise social", afirmou um dos organizadores. A manifestação acontece um dia após uma mobilização dos jovens pelo clima. Convocados pela ativista sueca Greta Thunberg, 168 mil pessoas se manifestaram em diferentes cidades francesas na sexta-feira (15).
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16/03 - Como espécies mudam asas, bicos e cantos para sobreviver à vida na cidade
Biólogos não precisam mais ir às ilhas Galápagos para estudar a formação de novas espécies, como Charles Darwin fez. Para o cientista holandês Menno Schilthuizen, é possível ver exemplos surpreendentes de evolução dentro das cidades. Para o biólogo Menno Schilthuizen, as cidades são redes de ecossistemas em miniatura GENTILEZA MENNO SCHILTHUIZEN/BBC "As cidades são como cientistas malucos", diz o biólogo holandês Menno Schilthuizen. "Elas criam suas próprias misturas ecológicas com todos os tipos de elementos nativos e externos, bem como luz artificial, poluição e muitos outros desafios." E nesses caldeirões únicos os animais e as plantas não apenas se adaptam como também evoluem. Charles Darwin se inspirou em suas observações de aves nas Ilhas Galápagos para desenvolver sua teoria da evolução. Mas, segundo Schilthuizen, "os biólogos não devem mais viajar para lugares remotos como Galápagos para descobrir a formação de novas espécies". "Esse processo está acontecendo nas mesmas cidades onde eles trabalham", diz o cientista, autor do livro "Darwin Comes to Town" (Darwin vem à cidade), ainda sem tradução no Brasil. O biólogo explora em seu livro exemplos de adaptações, desafios e evolução em centros urbanos, e compartilhou alguns dos casos mais surpreendentes em uma entrevista para a BBC. O metrô de Londres e o mosquito chato O mosquito do metrô de Londres, ou Culex molestus, é uma espécie que evoluiu recentemente (desde o século 19) e se adaptou para viver em espaços subterrâneos. Mosquitos em túneis de diferentes linhas no metrô de Londres são geneticamente diversos MARTIN DOHRN/SCIENCE PHOTO LIBRARY/BBC "É provável que tenha se separado de (outras) espécies de mosquitos na superfície. Esses últimos se alimentam principalmente do sangue das aves. O Culex molestus, por outro lado, se alimenta de sangue humano", explica Schilthuizen. O nome da espécie se refere a histórias sobre o insuportável mosquito que incomodava os londrinos nos abrigos das estações de metrô durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial. Já nos anos 1990, a geneticista Katharine Byrne, da Universidade de Londres, descobriu que os mosquitos nos túneis de três linhas do metrô, Victoria, Bakerloo e Central, eram geneticamente diferentes um do outro. E nos últimos anos ficou claro que o mosquito subterrâneo não é exclusivo de Londres. Também é possível encontrá-lo em túneis e porões de outros centros urbanos. "Culex molestus também vive em grandes cidades da América Latina", diz Schilthuizen. O canto do melro Um dos animais urbanos mais bem estudados é um pássaro chamado Melro-preto, o Turdus merula. Em cidades da Europa e do norte da África, os biólogos descobriram que os melros têm bicos mais curtos do que seus parentes florestais, o que supostamente se deve à abundância de alimentos que não requerem bicar. O Melro-preto tem um bico mais curto e canta em um tom mais alto do que seus parentes da floresta SCIENCE PHOTO LIBRARY/BBC Também o tom de seu canto é mais alto, eles cantam à noite e não migram mais. Para Schilthuizen, tanto o mosquito do metrô de Londres quanto o melro-preto são "exemplos de espécies que estão em estágios iniciais de especiação", o processo de formação de espécies diferentes. Corvo quebra-Nozes Em outros casos citados por Menno Schilthuizen à BBC, não há registro do surgimento de novas espécies, mas de adaptações surpreendentes. Os corvos de Sendai, no Japão, aprenderam a colocar nozes em frente aos carros para que os pneus quebrem as cascas OSAMU MIKAMI "Os corvos da cidade de Sendai, no Japão, são um exemplo incrível, não de evolução urbana, mas de como um novo truque pode ser estendido por meio da imitação", diz o biólogo holandês. "Os corvos descobriram que podiam quebrar nozes colocando-as nas estradas, na frente de carros que se aproximavam lentamente e rompiam as cascas com seus pneus", explica. "O hábito se espalhou na cidade e recentemente a mesma espécie de corvo aprendeu esse truque na Alemanha e em Portugal." Andorinhas de asa curta Nos Estados Unidos, uma espécie de ave, a Andorinha-de-dorso-acanelado, Petrochelidon pyrrhonota, começou a fazer seus ninhos sob as pontes das rodovias. Andorinha-de-dorso-acanelado tem asas mais curtas e arrendondadas, o que a permite manobrar melhor nas estradas CHARLES R. BROWN/BBC Inicialmente muitas andorinhas foram atropeladas, mas com o passar dos anos essas aves evoluíram e agora possuem asas mais curtas e arredondadas. As asas mais longas são melhores para voar em linha reta, mas as mais curtas permitem que os pássaros decolem rapidamente na estrada e manobrem quando um carro se aproxima. "A morte das aves eliminou lentamente a população com genes de asas longas e isso causou sua evolução", explicou Schilthuizen. Plantas nas estradas Não só os animais se adaptam à vida nas cidades. Uma planta chamada Cochlearia danica geralmente cresce apenas em terras com alto teor salino, na costa. Cochlearia danica agora cresce nos canteiros entre as entradas europeias LIDY POOT Mas Schilthuizen aponta que a planta agora cresce em canteiros de um metro entre as estradas europeias. E isso se deve à grande quantidade de sal jogada nas estradas durante o inverno a fim de derreter o gelo. O ouriço McFlurry e o besouro apaixonado por uma garrafa Alguns encontros urbanos podem ser letais, como um caso imortalizado no Museu de História Natural de Roterdã. Ouriço McFlurry enfiou a cabeça pela abertura de uma tigela de sorvete do McDonald's, mas não conseguiu tirá-la e morreu de fome NATURAL HISTORY MUSEUM ROTTERDAM/BBC O museu tem uma galeria que preserva animais mortos na cidade nas circunstâncias em que perderam a vida. Um de seus espécimes mais famosos é o "ouriço McFlurry", que enfiou a cabeça pela abertura de um pote de sorvete McFlurry, da rede McDonald's, mas não conseguiu se soltar e acabou morrendo de fome. "É um exemplo dos tipos de desafios que os ambientes urbanos severos às vezes representam", diz Schilthuizen. Outro exemplo de animais afetados por riscos urbanos é o de milhares de aves que colidem com postes ou ficam desorientadas com as luzes. Besouro australiano correu o risco de se extinguir por confundir uma garrafa de cerveja com uma fêmea gigante DAVID RENTZ/BBC E a de uma espécie de besouro da Austrália, Julodimorpha bakewelli, que tentava copular com garrafas de cerveja de aparência similar às fêmeas da espécie. A atração sexual pela garrafa era tão forte que a espécie correu o risco de desaparecer (até que a cervejaria mudou o design da embalagem). 'Observe a cidade' O cientista holandês Menno Schilthuizen faz uma comparação um tanto desconcertante em suas palestras. Quais são as semelhanças entre uma pessoa que alimenta pombos em uma praça e as chamadas espécies mirmecófilas, como, por exemplo, os besouros, que "enganam" as formigas e vivem em seus ninhos para obter alimento? "É a mesma coisa, certo?", Schilthuizen pergunta. "Em ambos os casos, uma espécie se apropria do sistema de comunicação de outra e faz com que ela compartilhe sua comida." Aos olhos de biólogo de Menno Schilthuizen, as cidades são muito mais do que edifícios e seus moradores. São redes de ecossistemas em miniatura, cada uma com suas oportunidades e desafios. E à medida que o planeta se torna mais urbano, exemplos de adaptação e evolução aumentarão. O cientista holandês recomenda àqueles que moram em cidades de qualquer parte do mundo que cultivem o hábito de observar os mini-ecossistemas e os desafios das espécies ao seu redor. E oferece um último conselho. "Junte-se a uma plataforma de ciência cidadã, como o iNaturalist, e compartilhe com a comunidade suas observações (de espécies)."
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15/03 - Fridays for Future: em Brasília crianças e jovens fazem ato contra mudanças climáticas
Manifestação foi em frente ao STF. 'Chegamos ao ponto de uma criança ter que explicar o óbvio para a gente', disse um pai sobre movimento criado por Greta Thunberg, na Suécia. Em Brasília, o servidor público José Porfírio e a mulher levaram os filhos para participar do Fridays for Future Daumildo Júnior/G1 José Porfírio, de 40 anos, levou os filhos para a Praça dos Três Poderes, em Brasília, na tarde desta sexta-feira (15) para que eles participassem do Fridays for Future, um ato mundial de jovens preocupados com as mudanças climáticas. Segundo ele, a decisão foi tomada em acordo a mulher, Simone e as crianças: Lucas, de 10 anos e Luana, de 7 anos. “Vi o apelo da Greta e expliquei para eles que teria o evento. Perguntei para eles se queriam vir e se entendiam, e eles vieram.” Greta Thunberg é uma adolescente de Estocolmo que todas as sextas-feiras, desde agosto do ano passado, falta às aulas e senta em uma praça em frente ao Parlamento da Suécia para protestar por medidas concretas dos políticos contra as mudanças climáticas (veja detalhes abaixo). Nesta sexta, em 123 países, grupos se comprometeram em multiplicar o ato solitário de Greta. Estudantes protestam em Roma, na Itália, pedindo mais medidas contra as mudanças climáticas em um movimento internacional chamado "Fridays For Future". Alessandro Di Meo/ANSA via AP O número de manifestantes na capital federal foi pequeno, cerca de 10 pessoas, mas contou com cartazes coloridos feitos à mão. Os filhos de José Porfírio seguravam alguns deles. O servidor público, disse ao G1 que é necessário mudar os hábitos e a maneira de viver. Segundo ele, a forma de crescimento econômico deve ser revista, pesando no custo para o planeta. “Chegamos ao ponto de uma criança ter que explicar o óbvio para a gente.” A universitária Gabriela Almeida, que acabou participando do ato, disse que “caiu de paraquedas", mas logo decidiu dar apoio. Para a jovem, é preciso “trazer para a manifestação a origem do problema”. Paloma Costa, estudante de direito, ressaltou a necessidade de falar sobre meio ambiente e mudanças climáticas para garantir o futuro das novas gerações. “Não adianta a gente estudar e não ter planeta depois para exercer a profissão.” Grupo apoiou o movimento Fridays for Future em Brasília, nesta sexta-feira (15) Daumildo Júnior/G1 Mudanças de hábitos Os manifestantes que foram à Praça dos Três Poderes, em Brasília, são favoráveis à redução de gases que provocam o efeito estufa. Alguns, já usam a bicicleta como principal meio de transporte. Outros, como José Porfírio, estão reduzindo o consumo de carne vermelha. Origem do 'Fridays for Future' Greta Thunberg, a adolescente que começou um movimento global de greve escolar contra as mudanças climáticas Reprodução/Instagram Os organizadores do movimento em Brasília renderam homenagens à Greta Thunberg que, nesta sexta, mais uma vez protestou diante do Parlamento em Estocolmo. Mas hoje a adolescente não estava sozinha, cerca de 30 manifestantes participaram da greve junto com ela. Greta foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz por suas iniciativas contra as mudanças climáticas. A adolescente também já fez discursos na Conferência do Clima da ONU, em 2018, e no Fórum Econômico Mundial de Davos, neste ano. Leia mais notícias sobre a região no G1 DF
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15/03 - Nas ruas do mundo, a juventude que cobra e se empenha em mudar o rumo do aquecimento global
Estudantes protestam em Erfurt, na Alemanha, pedindo medidas efetivas contra as mudanças climáticas nesta sexta (15). Jens Meyer/AP Jovens de mais de cem países pretendem protestar hoje nas ruas por causa dos excessos que a humanidade vem cometendo contra a natureza, o que vem causando aquecimento do planeta e mudanças climáticas perigosas para todos, sobretudo para os mais pobres. No mapa da organização do evento, o Brasil está marcado em algumas cidades, entre elas o Rio de Janeiro, onde, segundo as informações, moças e rapazes vão se reunir em frente à Prefeitura a partir das 8h. Há países da Europa mais bem organizados, assim como a Austrália. Nos Estados Unidos, uma juventude ativista repetidamente invade os corredores do Congresso para protestar. O grito é contra a absoluta apatia dos adultos diante do que vem acontecendo. Como disse Greta Thunberg à repórter Ana Carolina Moreno, aqui no G1, “eles estão ocupados fazendo outras coisas”. Estudantes vão às ruas em protesto global contra mudança climática 'Poucos adultos estão escutando', diz adolescente indicada ao Nobel que criou uma greve global pelo clima A “Fridays for Future” é um evento encabeçado por Thunberg, 16 anos. A ela se juntou, mesmo à distância, Alexandria Villasenor, norte-americana de 13 anos, que há 14 semanas vem se expondo ao frio e ao vento em frente ao prédio das Nações Unidas, em Nova York, para fazer seu protesto. A menina já foi internada algumas vezes por causa da péssima qualidade do ar na Costa Oeste dos Estados Unidos, onde morou com a mãe. "Minha geração é a mais impactada. Alguns dos meus colegas na escola não entendem, mas eu estou tentando educá-los. Estamos pressionando os líderes mundiais porque não temos tempo para esperar”, disse ela à reportagem da agência de notícias Al Jazeera. A torcida é para que os jovens, de fato, consigam afetar os dirigentes, de empresas e países, para um tema que nem sempre tem recebido a atenção que merece. Enquanto isso, os impactos contra a natureza recrudescem, se espalham e afetam até mesmo pequenas criaturas, além de criar tsunamis de problemas. Uma notícia recente, publicada semana passada pela Agência Pública e pela ONG Repórter Brasil, dá conta de que apicultores brasileiros descobriram que, em três meses, meio bilhão de abelhas foram mortas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. As abelhas foram abatidas pelo uso de agrotóxicos, descobertos em cerca de 80% dos enxames mortos. Entre os produtos encontrados estão os neonicotinoides e o Fipronil, banidos da União Europeia, justamente por causa de seu alto potencial de danos ao meio ambiente e aos homens. Mas estão liberados no Brasil. Só para resumir o grau do dano, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 75% dos cultivos destinados à alimentação humana no mundo dependem das abelhas. O uso de agrotóxicos é necessário em monoculturas e em plantações de produtos transgênicos. E aqui podemos diversificar ainda mais o assunto de hoje, que começou com a notícia dos jovens conscientes de que sua geração será mais prejudicada do que a anterior por causa das mudanças climáticas. Apresentado durante a Assembleia do Meio Ambiente da ONU que está terminando hoje em Nairóbi, capital do Kenya, país africano, um relatório preparado por mais de 400 cientistas pela agência da ONU que cuida do meio ambiente, que se chamou Global Chemicals Outlook, mostra que o tamanho da indústria química global ultrapassou US$ 5 trilhões em 2017 e que este valor está previsto para dobrar até 2030. Por causa disso, escrevem os pesquisadores, “os países não cumprirão o objetivo acordado internacionalmente para minimizar os impactos adversos de produtos químicos e resíduos até 2020, o que significa que medidas urgentes são necessárias para reduzir mais danos à saúde humana e às economias”. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 1,6 milhão de pessoas morreram em 2016 em decorrência de doenças causadas por produtos químicos. A poluição química também ameaça uma série de serviços ecossistêmicos, como no caso das abelhas brasileiras. De produtos farmacêuticos à proteção de plantas, os produtos químicos desempenham um papel importante na sociedade moderna e no alcance das metas da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. "As descobertas do segundo Global Chemicals Outlook são muito importantes para os países em desenvolvimento, já que a produção e o consumo de produtos químicos estão mudando para economias emergentes, em particular a China. Estima-se que a região da Ásia-Pacífico vá responder por mais de dois terços das vendas globais até 2030”, diz o relatório. E, se a questão é o lucro, os especialistas que estudaram para escrever o relatório avisam: ações para minimizar os impactos negativos causados por produtos químicos poderiam ajudar a fazer uma baita economia. O tema deste ano da Quarta Assembleia do Meio Ambiente da ONU foi soluções inovadoras para os desafios ambientais e consumo e produção sustentáveis. No último dia do encontro, a China anunciou que vai sediar as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente em 5 de junho de 2019 com o tema sobre poluição do ar, outro assunto que interessa muito os jovens, já que aproximadamente sete milhões de pessoas no mundo morrem prematuramente a cada ano devido à poluição do ar. O Dia Mundial do Meio Ambiente de 2019 vai estimular governos, indústria, comunidades e indivíduos a se unirem para explorar a energia renovável e as tecnologias verdes, além de melhorar a qualidade do ar em cidades e regiões de todo o mundo. A questão, que se impõe, é que são temas que vêm sendo debatidos recorrentemente, com poucos avanços. Que a juventude, mais ágil e assertiva na hora de exigir seus direitos, se empenhe cada vez mais e passe a engrossar as fileiras de quem consegue enxergar possibilidades de mudança no nosso paradigma civilizatório.
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15/03 - Estudantes vão às ruas em protesto global contra mudança climática
Greve escolar deve ser repetida em mais de 2 mil eventos de 123 países – no Brasil, 20 cidades têm protestos agendados. Estudantes protestam em Roma, na Itália, pedindo mais medidas contra as mudanças climáticas em um movimento internacional chamado "Fridays For Future". Alessandro Di Meo/ANSA via AP Milhares de estudantes saíram às ruas nesta sexta-feira (15) para protestar por medidas efetivas no combate às mudanças climáticas. O movimento "Fridays For Future" (Sextas-feiras pelo futuro) ganhou força com Greta Thunberg, que uma vez por semana falta às aulas em sua escola, em Estocolmo, para se sentar em uma praça em frente ao Parlamento da Suécia e pedir medidas concretas contra o aquecimento global. Nesta sexta, não foi diferente. Greta protestou diante do Parlamento na capital do país, cercada por 30 manifestantes. Ao todo, nesta sexta estão previsto 2 mil eventos em 123 países – no Brasil, 20 cidades têm protestos agendados (veja no vídeo abaixo). Estudantes protestam na Alemanha nesta sexta (15) pedindo medidas efetivas contra as mudanças climáticas no movimento internacional 'Friday for future' Jens Meyer/AP "Não sou a origem do movimento. Já existia. Precisava apenas de uma faísca para acender", disse Thunberg, enquanto um manifestante agitava um cartaz com um jogo de palavras em referência à ativista: "Make the planet Greta again". "Vivemos uma crise existencial ignorada durante décadas. Se não agirmos agora, será muito tarde", disse Thunberg. Desde o ano passado, Greta já discursou em eventos internacionais como a COP24, a Conferência do Clima da ONU, em dezembro, e no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em janeiro. Nesta quinta (14), ela foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz por três políticos noruegueses por causa da sua atuação na agenda ambiental. 'Poucos adultos estão escutando', diz adolescente indicada ao Nobel que criou uma greve global pelo clima Estudantes de mais de 100 países protestam por atitudes contra mudanças climáticas Sextas-feiras pelo Futuro Os jovens saíram de suas escolas e ocuparam as ruas em cidades como Wellington, Sydney, Bangcoc, Hong Kong, Kampala, Roma, Recife e Belo Horizonte aderindo à greve estudantil internacional que deve atingir outras cidades durante o dia, de Boston a Bogotá, passando por Daca, Durban, Lagos e Londres, além de outras cidades do Brasil. No Recife, cerca de 30 estudantes se concentraram na Praça do Derby, na região central da cidade. “Se Greta conseguiu chamar tanta atenção sozinha e comover diversos países para entrarem no movimento com ela, por que não nos reunirmos em duas, três ou trinta [pessoas]? Meu sonho é ver a Agamenon Magalhães inundada de gente mostrando que temos que cuidar do Rio Capibaribe”, afirma uma das organizadoras, Luciana Naira. Estudantes no Recife fizeram ato com apelo e alerta para as mudanças climáticas, na sexta-feira (15) Isabela Veríssimo/G1 Em Brasília, o número de manifestantes na capital federal foi pequeno, cerca de 10 pessoas, mas contou com cartazes coloridos feitos à mão. Os filhos de José Porfírio seguravam alguns deles. O servidor público disse ao G1 que é necessário mudar os hábitos e a maneira de viver. Segundo ele, a forma de crescimento econômico deve ser revista, pesando no custo para o planeta. "Vi o apelo da Greta e expliquei para eles que teria o evento. Perguntei para eles se queriam vir e se entendiam, e eles vieram." - José Porfírio Em Brasília, o servidor público José Porfírio e a mulher levaram os filhos para participar do Fridays for Future Daumildo Júnior/G1 Em Belo Horizonte, um grupo de cerca de 100 pessoas se reuniu na Praça da Liberdade com cartazes pedindo mais atenção ao ambiente. Roberta Scarpelli, de 17 anos, estudante de Ciências Socioambientais na UFMG, disse que já se mobiliza em prol das questões ambientais há muitos anos e que, assim que soube do "Fridays for Future" se empenhou para que ele acontecesse na capital mineira. "É importante participar de iniciativas como essa porque não podemos nos silenciar frente às atrocidades que são praticadas diariamente contra o nosso planeta. O Brasil está na iminência de sair do Acordo de Paris e não podemos deixar que isso ocorra. Precisamos ter leis mais conscientes quanto a mineração para evitar que crimes como os de Brumadinho e Mariana continuem ocorrendo", diz. Tulio Silva, de 28 anos, era um dos participantes. “Nenhuma profissão ou formação faz sentido sem um planeta estável para exercê-la”, diz. Grupo com cerca de 100 estudantes protesta em Belo Horizonte por medidas mais efetivas contra as mudanças climáticas. Roberta De Abreu Fantini Scarpelli/Arquivo Pessoal No Rio de Janeiro, os manifestantes se reuniram em frente à Assembleia Legislativa (Alerj). Cerca de 40 jovens com entre 15 e 25 anos participaram do protesto. No Rio de Janeiro, o movimento contra as mudanças climáticas reuniu cerca de 40 jovensem frente à Alerj, no centro da cidade. Marcio Isensee e Sá / O Eco Na França, onde estão previstas diversas manifestações, um grupo bloqueou a entrada da sede do banco Société Générale no bairro de negócios de Paris, com o objetivo de denunciar o financiamento nocivo da instituição para o clima. Estudantes protestam perto do Panteão de Paris por medidas contra as mudanças climáticas nesta sexta (15). Lina Conti/Arquivo Pessoal Nos Estados Unidos, cerca de 50 estudantes nova-iorquinos se fingiram de mortos em frente à ONU para exigir ações urgentes contra o aquecimento global. "Hoje os jovens dos Estados Unidos declaram o fim da era da negação da mudança climática (...) Pedimos aos líderes para agir com urgência", disse Villasenor Alexandria, uma das organizadoras do protesto, de 13 anos. O presidente Donald Trump nega o aquecimento climático e retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris, que visa impedir o aumento da temperatura do planeta. "Peço aos políticos que reflitam sobre que vai acontecer quando já não estiverem aqui, e sobre as crianças que sofrerão por causa de suas decisões", disse à AFP Emma Rose Turoff, de 15 anos. Em Uganda, muitos jovens não compareceram às aulas em diversas escolas. O país "sofre deslizamentos de terra, inundações, onde as pessoas morrem em consequência da mudança climática", denunciou à AFP Leah Namugera, 14 anos, durante um protesto em uma estrada entre Kampala e Entebbe. Estudantes de Cape Town, na África do Sul, aderem ao protesto mundial que pede ações efetivas dos governantes contra as mudanças climáticas nesta sexta (15). Nasief Manie/AP Em Amsterdã, cerca de seis mil estudantes foram às ruas um dia após o governo holandês confirmar as dificuldades para atingir os objetivos de redução de emissões de CO2. Na Nova Zelândia, as escolas advertiram que marcariam a falta dos estudantes. Na Austrália, o ministro da Educação, Dan Tehan, também questionou os protestos. "Que os estudantes abandonem as escolas durante o horário de aula para protestar não é algo que deveríamos estimular", disse. Mas os ativistas receberam o apoio da primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, que destacou a importância para as jovens gerações de enviar uma mensagem. Na Coreia do Sul, menino usa máscara durante protesto que pede ações efetivas contra as mudanças climáticas nesta sexta (15). Movimento atraiu cerca de 150 pessoas. Lee Jin-man/AP Josei Mason, uma estudante de 20 anos da Universidade de Wellington, afirmou que está "emocionada porque os jovens estão sendo ouvidos e estão se posicionando neste momento". "Chamam a nossa geração de 'slacktivist' (ativistas de sofá) porque é muito fácil dizer que você vai a um evento em uma página do Facebook, ou que gosta de algo, mas depois realmente não faz nada". No Rio de Janeiro, o movimento contra as mudanças climáticas reuniu cerca de 40 jovensem frente à Alerj, no centro da cidade. Marcio Isensee e Sá / O Eco Aquecimento persiste Apesar dos 30 anos de advertências sobre as graves consequências doa aquecimento global, as emissões de dióxido de carbono atingiram níveis recorde nos últimos dois anos. Os cientistas afirmam que seguir despejando gases que provocam o efeito estufa na atmosfera ao ritmo atual pode resultar em um planeta impossível de viver. Estudantes protestam nesta sexta (15) na Dinamarca cobrando medidas efetivas contra as mudanças climáticas. Um dos cartazes diz que 'Não há planeta B', alertando sobre a urgência das ações. Henning Bagger/Ritzau Scanpix via AP "Sobre a mudança climática, temos que reconhecer que falhamos", disse Thunberg no Fórum Econômico Mundial de Davos, em janeiro último. O Acordo de Paris sobre o clima anunciado em 2015 exige limitar o aumento da temperatura no planeta abaixo de 2ºC, se possível 1,5ºC. Atualmente, porém, o aquecimento do planeta segue a caminho do dobro deste índice. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU advertiu em outubro passado que apenas uma completa transformação da economia global e dos hábitos de consumo poderia impedir uma catástrofe climática. Estudantes protestam em Erfurt, na Alemanha, pedindo medidas efetivas contra as mudanças climáticas nesta sexta (15). Jens Meyer/AP *Com agências internacionais. Colaborou G1 PE e G1 DF
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15/03 - 'Poucos adultos estão escutando', diz adolescente indicada ao Nobel que criou uma greve global pelo clima
Indicada ao Nobel da Paz, Greta Thunberg, de 16 anos, falou ao G1 sobre como começou uma greve em agosto que, nesta sexta-feira, será replicada em mais de 100 países. Greta Thunberg, a adolescente com Asperger que começou um movimento global de greve escolar contra as mudanças climáticas Reprodução/Instagram Nesta sexta-feira (15), a adolescente Greta Thunberg vai repetir a mesma atividade que tem feito todas as sextas desde agosto do ano passado: faltar propositalmente às aulas em sua escola, em Estocolmo, e sentar em uma praça em frente ao Parlamento da Suécia para protestar por medidas concretas dos políticos contra as mudanças climáticas. Dessa vez, porém, a garota de 16 anos estará acompanhada de outros estudantes do mundo inteiro: sua greve escolar semanal deve ser repetida em mais de 2 mil eventos de 123 países – no Brasil, 20 cidades têm protestos agendados (veja vídeo abaixo). O movimento iniciado por Greta a fez alcançar fama mundial e, desde o ano passado, a adolescente sueca já discursou em eventos internacionais como a COP24, a Conferência do Clima da ONU, em dezembro, e no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em janeiro. Nesta quinta (14), ela foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz por três políticos noruegueses. Estudantes de mais de 100 países protestam por atitudes contra mudanças climáticas Ao G1, porém, ela afirma que a greve global não deve ter adesão de muitos adultos porque, segundo a jovem, poucos deles estão escutando as demandas dos jovens. "Eles estão ocupados fazendo outras coisas para serem reeleitos", disse ela. Em entrevistas, ela já afirmou que foi diagnosticada com síndrome de Asperger, uma forma de autismo. À jornalista Christiane Amanpour, da CNN, ela diz que a síndrome pode ter contribuído para que ela dedique todo o seu foco à proteção do clima. "Tenho síndrome de Asperger e isso significa que meu cérebro funciona de um jeito um pouco diferente. Eu vejo as coisas em preto e branco, com lógica. Se eu não fosse tão estranha, então eu teria me distraído com o jogo social que as pessoas jogam", explicou ela. "Eu sou o tipo de pessoa que não gosta quando alguém fala uma coisa e faz outra. E esse é o caso com as mudanças climáticas." Apesar de ser criticada por faltar às aulas uma vez por semana para protestar, Greta defende que seu movimento também faz parte de sua formação. "Meus professores na escola me contaram que existiam as mudanças climáticas e o aquecimento global, e que ele é causado pelos humanos e o nosso comportamento. Achei que era muito estranho, porque se fosse algo tão grande que ameaçasse nossa existência, então seria nossa primeira prioridade, não estaríamos falando sobre qualquer outra coisa." A garota de trancinhas e palavras duras Aos eventos, a adolescente leva sempre consigo as tranças laterais que costuma usar como penteado e as palavras duras contra o que ela considera uma inação por parte dos adultos, que pode ser devastadora para as próximas gerações. "Os adultos ficam dizendo: 'devemos dar esperança aos jovens'. Mas eu não quero a sua esperança. Eu não quero que vocês estejam esperançosos. Eu quero que vocês estejam em pânico. Quero que vocês sintam o medo que eu sinto todos os dias. E eu quero que vocês ajam. Quero que ajam como agiriam em uma crise. Quero que vocês ajam como se a casa estivesse pegando fogo, porque está", afirmou Greta Thunberg em Davos. Ela diz que escreve seus próprios discursos, mas que consulta especialistas em clima e ouve a opinião de outras pessoas antes de apresentá-los publicamente. Assista ao trecho do discurso no vídeo abaixo: Initial plugin text Ela afirmou que começou dentro de casa a promover mudanças que beneficiem o meio ambiente. sGreta diz que convenceu sua mãe a nunca mais viajar de avião, por exemplo, para não contribuir com a emissão de gases. Movimento mundial Por meio de uma assessora que ajuda a família Thumberg a conversar com jornalistas de todo o mundo, Greta explicou ao G1 que começou a se dedicar à crise climática anos atrás depois de aprender sobre as mudanças no clima com seus professores na escola. "O fato de ninguém parecer se importar ou fazer qualquer coisa sobre isso parecia absurdo pra mim. Então eu decidi agir eu mesma." Ela afirmou que começou dentro de casa a promover mudanças que beneficiam o meio ambiente. Greta diz que convenceu sua mãe a nunca mais viajar de avião, por exemplo, para não contribuir com a emissão de gases. Após a adesão de Greta ao movimento climático, a família Thunberg parou de viajar de avião, e faz seus trajetos pela Europa apenas de trem, para não contribuir com a emissão de gases Reprodução/Instagram Quando ela decidiu agir publicamente em prol da causa, ela diz que sua greve escolar ganhou apoio e projeção desde o início. "No começo, era só eu e meu cartaz. Depois eu publiquei no Twitter e no Instagram e mais pessoas começaram a aparecer", disse ela. "O plano era sentar lá [no Parlamento] durante três semanas, mas no fim dessas três semanas eu decidi continuar, e foi assim que comecei o 'Fridays For Future'", explicou ela sobre a ideia de manter a greve uma vez por semana para chamar a atenção dos políticos. Greta diz que a escola em que estuda não é favorável a ela faltar às aulas todas as sextas-feiras, mas que a comunidade escolar colabora com seu movimento ajudando com que ela recupere as lições perdidas nos outros dias da semana. A greve escolar semanal de Greta aconteceu mesmo durante o inverno sueco Reprodução/Instagram "Acho que percebi que estava crescendo mesmo quando os estudantes na Austrália aderiram de forma massiva no fim de novembro. Depois veio a Bélgica. E a Alemanha, a Suíça, o Canadá." Nesta sexta-feira, pelo menos 54 cidades australianas terão estudantes em greve escolar para pressionar os políticos locais no movimento climático global. Em fevereiro e janeiro, outros protestos chegaram a reunir mais de 30 mil estudantes na Bélgica. No Brasil, 20 cidades de 12 estados e o DF anunciaram a intenção de aderir ao protesto desta sexta: Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo. 'Poucos adultos estão escutando' Greta diz que não espera a adesão de políticos, sindicalistas ou "qualquer outro grupo grande de adultos" na greve desta sexta-feira. "Sinto que poucos deles estão escutando. Mas também acho que a maioria deles ainda não têm o conhecimento básico sobre a crise climática. Isso é porque eles estão ocupados fazendo outras coisas para serem reeleitos." Segundo ela, "para mudar isso as pessoas precisam se educar, para que possam entender as consequências da nossa inação e pressionar os políticos, a sociedade e a imprensa".
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13/03 - Mulheres se diplomam e disputam com os homens os canteiros de obras
A ocasião era festiva, e isto se percebia até mesmo pelas roupinhas caprichadas das crianças, que deixavam o auditório do Senac, no Flamengo, em polvorosa. Seria exigir muito dos baixinhos, ficarem quietos numa formatura. Mesmo sendo suas mães as homenageadas. Sentadas do lado esquerdo da plateia, vestindo a camiseta amarela do uniforme do projeto “Mãos na massa”, estavam as 60 mulheres que receberiam o certificado de formação para atestar que estão aptas a enfrentarem as exigências do setor de construção civil. Como lidar com o peso, com as ferramentas difíceis de manipulação, a convivência com homens pouco habituados a terem mulheres no canteiro de obras, tudo isso faz parte da capacitação que recebem em 460 horas de aulas no campo e na escola. A manhã de ontem (12) foi de encerramento para aquela turma, décima quinta desde que o projeto, idealizado pela engenheira civil Deise Gravina, começou em 2007. E faz todo sentido estarem festejando. No fim das contas, quem estava ali conseguiu sair vitoriosa num processo de seleção que excluiu outras 540 mulheres candidatas. O projeto é pago desde sempre pela Petrobras, que desta vez exigiu que as beneficiadas fossem da região de São Gonçalo, área que faz parte do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). É uma espécie de mitigação no aspecto social pelos danos provocados pelas obras do maior empreendimento único da empresa, investimento de 8,4 bilhões de dólares que está paralisado, sem data certa para ser retomado. Não custa lembrar que os trabalhos foram interrompidos por conta das apurações da Operação Lava Jato, que não tem se contentado em prender os executivos corruptos, mas estraçalha também as empresas envolvidas nos processos. Sobre este assunto, merece ser lida a entrevista que fiz recentemente com o sociólogo e escritor Jessé Souza. Dada a grandeza da empresa madrinha provedora, tudo ali era numa escala muito menor do que a real necessidade da região, do estado, do país, e do que poderia ser oferecido. As mulheres diplomadas agora ainda terão que buscar um emprego num mercado de trabalho desanimador – os últimos dados do IBGE mostram que a taxa de desemprego é maior entre mulheres (13,6%), pretos (14,6%) e pardos (13,8%), jovens com até 17 anos (40%) e entre trabalhadores sem ensino superior. Mas ontem foi dia de festa, e eu estava ali a convite dos organizadores do Projeto Mão na Massa para observar a celebração. Como é meu costume, aproveitei para refletir enquanto ouvia alguns relatos emocionantes das vitoriosas. “Não é fácil, mas não é impossível. Hoje sou a única mulher na minha equipe e muito respeitada como profissional. Sou apaixonada pelo que faço. Mas, no início, teve um dia que eles deixaram um caminhão de cimento para as mulheres descarregarem. Éramos umas vinte. Eu disse: ‘vamos nos unir que a gente consegue’. E conseguimos”, disse, ao microfone, Leci Mota, que trabalhou no PAC do Alemão e se formou na turma de 2009. As beneficiadas são quase todas negras, que vivem em situação de vulnerabilidade social, viúvas de homens vivos, como lembrou Deise Gravina. Ou, nas palavras de Cristiane Malungo, representante do Sebrae, chamada à mesa composta por outras entidades que ajudam o Mão na Massa, elas são o retrato do pé da pirâmide, “que quando se movimentam como estão fazendo, desestruturam a sociedade”. A madrinha, que ocupou o lugar central na mesa, como não podia deixar de ser, foi a representante da Petrobras Marcela Silva e Souza. Havia uma justificada emoção no ar. A cada fala de suas colegas as diplomadas vibravam, torciam, aplaudiam, seguindo o estilo de sua mentora, Deise Gravina, uma autointitulada inimiga dos protocolos. Geisa Garibaldi, micro empresária da “Concreto Rosa”, uma espécie de “faz-tudos-mulheres”, criada firma criada por ela e outras ex-alunas do projeto. Amélia Gonzalez/G1 Geisa Garibaldi, também ex-aluna, hoje uma micro empresária da “Concreto Rosa”, firma criada por ela com outras ex-alunas do projeto, uma espécie de “faz-tudos-mulheres”, foi chamada ao microfone para contar sua experiência. Deu o tom certo, ajudou-me a alinhavar o pensamento: não havia espaço, ali, para melodramas. A realidade de cada uma requer união de todas, isto sim. “A gente não precisa se esforçar para ser como os homens. Não romantizo sofrimento. Mas também não acredito em carreira solo, a gente tem que se unir. A maioria das mulheres aqui é negra, somos mães, tanto que chamo de “Mãe na massa”. Precisamos nos unir, dar as mãos”, disse. Quando a festa acabou, busquei Geisa para conversar. Fiquei sabendo que tem um filho de nove anos, Caetano, mora em Pilares, tem o ensino médio completo e hoje, além de empreendedora, também é ativista da causa lésbica. Hoje se relaciona com mulheres, sempre gostou de consertar as coisas em casa, e adorou quando teve a oportunidade de fazer o link do que ela tanto gostava com uma chance de se profissionalizar. Foi assim que o Mãos na Massa entrou na sua vida: “Pensei assim: preciso deste certificado para entrar num canteiro de obras, comprar uma moto e ser feliz. Estava muito triste na época, há três anos, porque tinha acabado um relacionamento. Não comprei a moto, o relacionamento não voltou e eu criei a Concreto Rosa porque decidi que não queria trabalhar em canteiro de obras. Passei a querer trabalhar com mulheres porque os homens já têm muitos privilégios. Foi maravilhoso porque eu já fazia trabalho como pintora para as amigas, em casa, mas no curso aprendi hidráulica e consegui linkar mais uma coisa dentro do que eu fazia”, disse ela. Geisa foi a 402ª mulher inscrita e não passou na primeira entrevista: “Não sei porque! Eu não tinha ninguém que me ajudasse a me manter, estava desempregada, moro sozinha, ou seja, estava certinha no perfil que eles exigiam. Mas quando soube que não fui classificada eu comecei a ligar diariamente para o projeto. A atendente já até conhecia a minha voz. O que eu queria, e acabou acontecendo, era entrar no lugar de alguém que desistisse”, contou-me ela. A empresária não acha que é preciso competir com os homens em canteiro de obras. Até porque, as histórias que ouve das experiências de mulheres que trabalham neste setor não a deixam muito confortável. “Não quero isso para mim. Por isso abri um outro campo de possibilidades para mulheres que também não querem. O que eu quero é ter igualdade, não preciso competir e ganhar dos homens. O que fazemos na Concreto Rosa é muito mais um trabalho de rede, acredito muito nisso. E criamos uma relação de intimidade com nossas clientes. É o máximo. Sempre vou atender os pedidos com uma das associadas da Concreto, e no fim das contas a gente acaba conversando, tricotando com a mulher que nos pede o serviço. Até meu signo elas ficam sabendo, quantos anos eu tenho... Elas ficam à vontade, e isso é muito bom para todo mundo”, disse-me Geisa. Que as formandas tenham bons novos caminhos pela frente.
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13/03 - Relatório da ONU faz extensa revisão científica para guiar futuro do planeta até 2050
Com análises do mundo atual e projeções, o Panorama Ambiental Global (Global Environmental Outlook) tem mais de 700 páginas e mostra status dos sistemas de energia, alimentação e água. A população urbana deverá crescer 66% até 2050 Marcelo Brandt/G1 Um relatório com 740 páginas traz um panorama completo da situação do mundo atualmente em três grandes sistemas econômicos e sociais – energia, alimentação e água. Ele serve como um guia para as metas de 2030 e de 2050 e foi montado após análise extensa das pesquisas científicas mais relevantes sobre esses setores. O texto será discutido em Nairóbi, no Quênia, até a próxima sexta-feira (15), durante a 4ª Assembleia Ambiental das Nações Unidas (UNEA), maior fórum mundial para questões de meio ambiente. Alguns dos pontos abordados no Panorama Ambiental Global (Global Environmental Outlook, GEO): As análises focaram no tema "Planeta saudável, pessoas saudáveis"; O GEO busca mostrar os estudos científicos que podem guiar os governos e demais interessados; Com base nas informações do Panorama, as metas para 2030 e 2050 podem ser estabelecidas pelas autoridades; Desde o primeiro relatório, lançado em 1997, a condição geral do meio ambiente no mundo continuou se deteriorando; É fundamental: buscar a redução da degradação do ar, da água, do solo e da biodiversidade. Estarão na UNEA: chefes de estado, ministros do Meio Ambiente, CEOs de companhias multinacionais, ONGs, ativistas ambientais e outros convidados. O ministro do Meio Ambiente no Brasil, Ricardo Salles, não comparecerá ao evento porque está em missão na Antártica para visitar o Programa Antártico Brasileiro. O cientistas mostram o que poderá acontecer em 2050 caso nenhuma medida seja tomada pelos países, quando a população atingirá a marca de 10 bilhões de pessoas na Terra: Mais pessoas viverão nas cidades: a população urbana deverá crescer 66% até 2050 - aproximadamente 90% disso irá ocorrer na África. Desenvolvimento econômico tirou bilhões de pessoas da pobreza e trouxe acesso à educação e saúde na maior parte das regiões do mundo. Por outro lado, as abordagens econômicas em algumas regiões não se preocuparam com as mudanças climáticas, com a poluição e com a degradação dos sistemas naturais. Essas abordagens econômicas acabaram aumentando a desigualdade entre os países – esse modelo não será o suficiente para garantir saúde, produtividade e realização para as 10 bilhões de pessoas no futuro. As inovações tecnológicas desde a década de 1990, segundo o GEO, trouxeram mais benefícios para a vida das pessoas do que malefícios. A organização aponta que novas abordagens aliadas à tecnologia podem reduzir as consequências negativas para a saúde e dos ecossistemas. Do ponto de vista ambiental, os países que priorizarem as políticas de baixo carbono terão vantagens econômicas, segundo os estudos analisados. Mudanças do clima As mudanças climáticas são prioridade. Elas afetam todos os sistemas da Terra ligados à vida: ar, diversidade biológica, água potável, oceanos, solos. "As emissões contínuas e históricas dos gases do efeito estufa comprometeram o mundo durante um período prolongado de mudanças climáticas, que estão levando ao aquecimento global do ar e do oceano, elevação do nível do mar, derretimento de geleiras, do permafrost (camada de solo permanentemente congelada) e do gelo marinho do Ártico, mudanças nos ciclos de carbono, bioquímicos e globais da água, crises de segurança alimentar, escassez de água doce", traz o artigo. Por isso, relatório reforça que o mundo está em vias de ultrapassar o limite de temperatura estabelecido no Acordo de Paris, feito em 2015. A ONU já havia divulgado um outro estudo em 2017 com a previsão de que as metas estabelecidas naquele ano representam um terço do que é necessário para combater o aquecimento global. Os riscos da degradação do meio ambiente e das mudanças do clima deverão afetar mais profundamente as pessoas em situação de vulnerabilidade, particularmente mulheres e crianças em países em desenvolvimento. Boa parte das mudanças serão irreversíveis. Poluição e espécies ameaçadas A poluição do ar é o principal contribuinte para o aumento das doenças no mundo, liderando entre 6 milhões e 7 milhões de mortes prematuras e uma perda financeira estimada em US$ 5 trilhões todos os anos. No mundo todo, a diminuição da emissão de poluentes em determinados locais é compensada por um aumento em outras regiões. Nível de poluição no ar é oito vezes maior que o indicado pela OMS Juan Diaz/Arquivo Pessoal Desde 1880, a superfície da Terra apresentou um aumento na temperatura entre 0,8ºC e 1,2ºC. Oito dos anos mais quentes da história foram registrados na última década. Se a emissão de gases continuar, as temperaturas continuarão a crescer. Outro ponto que influenciará a saúde está relacionado às interferências negativas na biodiversidade do planeta. Segundo o relatório, a estimativa é que 60% das doenças já estejam relacionadas a isso. A população das espécies está decaindo: 42% dos invertebrados terrestres estão em risco de extinção; 34% dos invertebrados aquáticos; 25% dos invertebrados marinhos. Entre 1970 e 2014, a população de espécies vertebradas diminuiu cerca de 60%. Dez em cada 14 habitats terrestres passaram por um declínio na produção de sua vegetação e quase metade dos ecossistemas têm um status desfavorável. Isso afeta diretamente a vida das pessoas, segundo o estudo, já que 70% das pessoas em situação de pobreza dependem de recursos naturais. Oceanos A pesca e a aquicultura geram US$ 252 bilhões (R$ 960 milhões) por ano. A pesca em pequena escala garante a subsistência de até 120 milhões de pessoas. Os peixes fornecem a mais de 3 bilhões mais de 20% de suas proteínas e nutrientes importantes para a saúde. Mesmo assim, a poluição dos oceanos ainda não foi controlada. Estimativas apontam que são 8 milhões de toneladas de plástico despejadas anualmente devido à má gestão dos resíduos. Há um aumento da presença de microplásticos com potencial de causar efeitos adversos na saúde de todos os organismos marinhos e humanos. O relatório apresenta, ainda, dados importantes relacionados à produção de alimentos, ao uso e direito da terra, água potável e o crescimento populacional, entre outros. Leia o documento simplificado.
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13/03 - Poluição é responsável por 1 a cada 4 mortes prematuras no mundo
Relatório da ONU aponta que poluição do ar mata entre 6 e 7 milhões de pessoas por ano. Falta de acesso à água potável é responsável por 1,4 milhão de mortes nesse mesmo período. Relatório da ONU aponta riscos da poluição do ar Juan Diaz/Arquivo Pessoal Um quarto das mortes prematuras e das doenças que proliferam atualmente no mundo estão relacionadas à poluição e a outros danos ao meio ambiente provocados pelo homem. O alerta é feito pela ONU em um relatório sobre o estado do planeta, divulgado nesta quarta-feira (13) em Nairóbi, capital do Quênia. O relatório, chamado de GEO (Global Environement Outlook), é resultado do trabalho de 250 cientistas de 70 países, durante seis anos. O documento utiliza uma base de dados gigantesca para calcular o impacto da poluição sobre centenas de doenças, além de listar uma série de emergências sanitárias no mundo. Segundo o GEO, a poluição atmosférica, os produtos químicos que contaminam a água potável e a destruição acelerada dos ecossistemas vitais para bilhões de pessoas estão provocando uma espécie de epidemia mundial. As condições ambientais "medíocres" são responsáveis por cerca de 25% das mortes prematuras e doenças no planeta. A poluição do ar mata entre 6 e 7 milhões de pessoas por ano. Já a falta de acesso à água potável mata 1,4 milhão de pessoas a cada ano devido a doenças que poderiam ser evitadas, como diarreias. O relatório também indica que produtos químicos despejados no mar provocam efeitos negativos na saúde de várias gerações. Além disso, 3,2 bilhões de pessoas vivem em terras destruídas pela agricultura intensiva ou pelo desmatamento. Já a utilização desenfreada de antibióticos na produção alimentar pode resultar no surgimento de bactérias ultrarresistentes, que poderiam se tornar a primeira causa de mortes prematuras até a metade do século. Desigualdades entre Norte e Sul O documento também revela outros problemas provocados pelas imensas desigualdades entre os países ricos e pobres. O consumo excessivo, a poluição e o desperdício alimentar no Hemisfério Norte resultam em fome, pobreza e doenças para o Sul. "Ações urgentes e de uma amplitude sem precedentes são necessárias para pausar e inverter essa situação", indica a conclusão do relatório. Para os autores do documento, sem uma reorganização da economia mundial em direção a uma economia sustentável, até mesmo o conceito de crescimento mundial pode ser questionado, diante da alta quantidade de mortes e custos dos tratamentos. "A principal mensagem é que se você tem um planeta saudável, isso vai ter impacto positivo não apenas no crescimento mundial, mas na vida dos pobres, que dependem do ar puro e da água limpa", afirma Joyeeta Gupta, vice-presidente do GEO. Apelo pela redução de CO2 O relatório aponta, no entanto, que a situação não é irremediável e pede, sobretudo, a redução das emissões de CO2 e do uso de pesticidas. É o que prevê o Acordo de Paris de 2015, que aspira limitar o aquecimento global a +2 ºC até 2100, e se possível a +1,5 ºC, na comparação com a era pré-industrial. No entanto, os cientistas lembram que não existe nenhum acordo internacional equivalente sobre o meio ambiente e os impactos sobre a saúde da poluição, do desmatamento e de uma cadeia alimentar industrializada são menos conhecidos. Segundo eles, o desperdício de alimentos também precisa ser reduzido: o mundo joga no lixo um terço da comida produzida (56% nos países mais ricos). "Em 2050, teremos que alimentar 10 bilhões de pessoas, mas isto não quer dizer que devemos dobrar a produção", insistiu Gupta, defendendo, por exemplo, a redução do gado. "Mas isto levaria a uma mudança do modo de vida", reconheceu.
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13/03 - #Trashtag Challenge: o desafio online que está levando internautas a recolherem lixo em locais públicos
Milhares de pessoas em vários países têm aderido ao Trashtag Challenge e limpado praias, parques e estradas tomadas por lixo ao redor do mundo; para especialista, iniciativa é positiva, mas é preciso 'fechar torneira do plástico'. Voluntários limpam lixo no entorno de casas em Santana Carlos Alberto Jr/G1 Não é sempre que uma hashtag viraliza para além das redes sociais. Mas um desafio online que estimula participantes a recolher lixo de locais públicos tem levado dezenas de milhares de pessoas a fazer exatamente isso. No chamado "Trashtag Challenge" - algo como hashtag "Desafio do Lixo", em português - os participantes escolhem um lugar poluído, limpam esse local e postam fotos mostrando o antes e o depois. A iniciativa tem ajudado a mudar o cenário em praias, parques e estradas e também a conscientizar sobre a quantidade de lixo plástico que produzimos. Como surgiu o Trashtag Challenge O Trashtag Challenge não é um desafio novo. Foi criado em 2015 pela fabricante de produtos de camping UCO Gear, como parte de uma campanha para proteger áreas silvestres. Mas foi com um post publicado na semana passada no Facebook, voltado a "adolescentes entediados", que aparentemente a ideia ganhou novo fôlego e a hashtag acabou viralizando. "Aqui está um novo #desafio para vocês, adolescentes entediados. Tire uma foto de uma área que precise de alguma limpeza ou manutenção, depois tire uma foto mostrando o que fez em relação a isso e poste a imagem. Aqui estão as pessoas fazendo isso #BasuraChallenge #trashtag Challenge, junte-se à causa. #BasuraChallengeAZ", diz a postagem. Initial plugin text Nas redes sociais, imagens de ações realizadas por participantes começaram então a se espalhar. "Eu não tenho foto de antes e depois, mas aqui estão imagens com a minha família apanhando lixo na marginal da rodovia, sempre que paramos para descansar", postou uma usuária do Twitter, da Argélia, com a hashtag do desafio. Initial plugin text Na Índia, outros usuários usaram o Instagram para mostrar que também estão participando. Mais de 25 mil postagens apareceram na rede social com a hashtag #trashtag - variações incluíam #trashtagchallenge e #trashchallenge. Em espanhol, ela foi traduzida como #BasuraChallenge. "Aqui estamos. Com uma pequena contribuição para o meio ambiente... Nós tentamos recolher parte do plástico que a população local jogou em Laldhori, Junagadh, uma das áreas mais bonitas de Girnar (na Índia)", disse um dos que aderiram. "É nosso humilde dever manter o MEIO AMBIENTE LIMPO E VERDE e LIVRE do lixo de PLÁSTICO e de outros tipos de LIXO, para que a próxima geração possa desfrutar da beleza original de GIRNAR". Initial plugin text Este outro grupo em Novosibirsk, na Rússia, disse ter enchido 223 sacolas com lixo, das quais 75% seriam enviadas para reciclagem. Initial plugin text Usuários no Brasil também comentaram o assunto, elogiando o desafio como "um que realmente vale à pena". Há quem tenha aderido à iniciativa, como esta internauta de Curitiba: Initial plugin text E este outro do México, que partiu para a ação: "Hoje completamos o primeiro dia em que nos propusemos a limpar um terreno baldio bem grande, em que colônias vizinhas se acostumaram a jogar lixo e entulho. Anexo o pequeno primeiro avanço. Aceita-se ajuda para os próximos dias de limpeza. #basurachallenge", postou ele. Initial plugin text E quais serão os rumos dessa história? "Tirar o plástico do meio ambiente é importante", disse Mark Butler, diretor de políticas do Centro Canadense de Ação Ecológica (EAC, da sigla em inglês), ao jornal Star de Halifax. "Mas nós precisamos fazer mais do que apenas ir atrás de quem está jogando esse lixo e mais do que limpar essas áreas. Nós precisamos fechar a torneira do plástico", disse ele, se referindo à produção desse tipo de resíduo e acrescentando que espera que a campanha leve a mudanças fundamentais sobre plásticos descartáveis, por exemplo. "Existe a hierarquia dos resíduos, que é recusar, reduzir, reutilizar, reciclar. Se nós não fizermos isso, tudo o que vai nos restar é ficar recolhendo o lixo sem parar."
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13/03 - Como chegar e o que fazer no Raso da Catarina e no Boqueirão da Onça
Regiões no sertão da Bahia estão repletas de atrações para quem tem espírito aventureiro e quer ver paisagens quase intocadas. Araras-azuis-de-lear são vistas na área da Toca Velha, em Canudos, no norte da Bahia Marcelo Brandt/G1 Viajar para a caatinga do sertão da Bahia exige preparo e desapego, mas conhecer o bioma semiárido mais biodiverso do mundo tem as suas compensações: araras-azuis-de-lear voando soltas pela natureza, paisagens inóspitas com paredões e cânions, cactos de todos os tipos e formas, além da história envolvendo a região de Canudos são alguns exemplos. A viagem para a região pode despertar a atenção para os 182 animais da caatinga que estão ameaçados de extinção. As ameaças à conservação das espécies e o desafio de preservá-las são foco do especial "Desafio Natureza", que já abordou a ‘redescoberta’ da arara-de-lear na região e as ações de preservação da onça-pintada e parda. 5 coisas que você precisa saber antes de ir: O calor gira em torno dos 40°C. Piscinas são um sacrilégio para uma região que pode ter como sinônimo a palavra ‘seca’. Prepare-se para suar e hidrate-se Protetor solar não é suficiente para preservar sua pele. Use roupas específicas para a exposição ao sol (como as de pescadores ou surfistas) e evite cores muito chamativas quando for avistar as aves A revoada das aves ocorre ao amanhecer. Prepare-se para acordar às 4h Os deslocamentos precisam ser feitos em carros com tração 4x4 - e tudo é bem longe Não há resorts ou hotéis luxuosos; as acomodações, em geral, são simples Raso da Catarina: revoada em Canudos Toca Velha, dormitório das araras-de-lear, em Canudos Marcelo Brandt/G1 A cidade de Canudos (BA), que ficou famosa pelo messianismo de Antônio Conselheiro e a guerra travada entre 1896 e 1897 que matou 25 mil pessoas, é também um dos principais destinos para quem gosta de observar os pássaros em seus habitats naturais. A beleza da região é tamanha que Antonio Conselheiro chamava-a de Belo Monte, referindo-se às montanhas do entorno. A 20 km de Canudos, a Fundação Biodiversitas mantém uma área de 1.500 hectares onde está um dos principais dormitórios da arara-azul-de-lear, a Toca Velha. Fica na Estação Biológica de Canudos. A visita precisa ser agendada com a fundação. Arara considerada extinta volta à caatinga ao lado de onças e outras espécies ameaçadas Alimentação, musculação e defesa: treino de 3 fases garante retorno de araras à vida selvagem De avião, é possível chegar em Canudos pelos aeroportos de Petrolina (178 km), Paulo Afonso (208 km), e Salvador (395 km). A hospedagem pode ser na cidade de Canudos ou em alojamentos dentro da área da fundação, que oferece 6 quartos para até 12 pessoas. Casal de arara-de-lear sobrevoa a área da Toca Velha, em Canudos. Local é mantido pela Fundação Biodiversitas. Marcelo Brandt/G1 Há dois tipos de roteiros para os visitantes: Revoada das araras-de-lear: saída do alojamento às 4h, de carro 4x4, em direção aos paredões de arenito, acompanhados dos guarda-parques. A visão das araras é feita por cima dos paredões. Depois, os guarda-parques levam os visitantes para fazer uma trilha pela reserva para observação de outras aves da caatinga. Alimentação das araras-de-lear: o passeio até as áreas da região onde ficam os licurizeiros, palmeiras que produzem os alimentos preferidos das araras. No caminho, o visitante passará pela vegetação da Caatinga e comunidades tradicionais. Os custos são de R$ 150 por pessoa, para visitar o parque, e R$ 150 por pessoa/dia, se for ficar hospedado dentro da Estação Biológica de Canudos. Parque Estadual de Canudos Panorâmica no Parque Estadual de Canudos: represa cobriu a antiga cidade, que já havia sido alvo de incêndio durante a Guerra de Canudos. Parque abriga memória histórica e cultural. Marcelo Brandt/G1 O parque foi feito sobre a área onde teve a batalha histórica entre o exército brasileiro e os seguidores de Antonio Conselheiro. Foi feito para preservar a história e a memória de quem lutou na guerra. A taxa de visitação é de R$ 20. Trata-se de um sítio histórico e arqueológico, com vegetação nativa e sem construções históricas -- a antiga cidade de Canudos foi queimada pelo exército, e a que se reconstruiu das ruínas foi inundada por uma represa. O parque fica a 13 km da atual Canudos. Exposição a céu aberto dentro do Parque Estadual de Canudos com retratos dos descendentes dos conselheiristas. Marcelo Brandt/G1 Os pontos de visitação foram marcados com base em ilustrações da época feitas para jornais que reportavam a batalha -- um dos correspondentes foi o autor Euclides da Cunha, que depois escreveu o livro ‘Os Sertões’. Algumas trincheiras usadas no combate ainda estão lá. Uma Palmatória (Tacinga palmadora), espécie de cacto típica da caatinga, é vista no Parque Estadual de Canudos, no norte da Bahia Marcelo Brandt/G1 A indicação de Luiz Paulo Neiva, diretor do Campus Avançado de Canudos da Universidade Estadual da Bahia (Uneb) é começar a visita pelo Alto da Favela (onde estão as árvores que deram origem ao nome dos morros), seguir pelo Vale da Morte (onde os militares eram sepultados), o Vale da Degola (onde jagunços tiveram pescoços cortados), o Alto do Maio ou Mário (onde morreu o coronel Antônio Moreira César em 1897, comandante da terceira expedição) e está a ruína de uma casa da Fazenda Velha. Retratos com descendentes dos conselheiristas estão expostos por todo o parque, para preservar a memória. Revoada das araras-de-lear e cânion seco Cânion seco da Baixa do Chico, local que tem atraído araras-de-lear desde 2014. Marcelo Brandt / G1 O cânion seco da Baixa do Chico impressiona pelo tamanho das formações rochosas de arenito e pela extensão: são 12 km de vale, onde é possível fazer trilha e se sentir pequenininho frente à exuberância da natureza. Desde 2014, a área vem sendo repovoada pelas araras-azuis-de-lear. A cidade mais próxima é Paulo Afonso (BA), que tem aeroporto que recebe vôos duas vezes por semana. A cidade é estruturada, com hotéis bem avaliados e opções de pousadas. Cactos do tipo facheiro (Pilosocereus pachycladus), são vistos durante amanhecer na Baixa do Chico, no norte da Bahia Marcelo Brandt/G1 A entrada do cânion seco está a cerca de 40 km do centro da cidade, e fica dentro na Reserva Ecológica do Raso da Catarina. Os índios pankararés habitam a entrada do cânion e cobram uma taxa de visitação de R$ 20. Os passeios precisam ser feitos com guias turísticos e marcados com antecedência. A lua cheia é vista durante amanhecer na Baixa do Chico, região de caatinga no norte da Bahia Marcelo Brandt/G1 Para chegar lá, é preciso passar por comunidades rurais e pegar estrada de chão com veículo 4x4. A revoada das araras-de-lear acontece nas primeiras horas do amanhecer. Durante a trilha, é possível vê-las saindo das tocas de dentro dos paredões. Boqueirão da Onça: cavernas e pinturas rupestres Vista em estrada no Parque Nacional do Boqueirão da Onça, no norte da Bahia Marcelo Brandt/G1 O Parque Nacional do Boqueirão da Onça ainda não está aberto para visitação, mas há passeios que podem ser feitos na região. Ao lado de guias, é possível conhecer cavernas, pinturas rupestres e vivenciar a própria caatinga. Maior felino das Américas, a onça-pintada está criticamente ameaçada na caatinga Onças ganham parque nacional na caatinga Agências de turismo de Petrolina (PE), onde está o aeroporto mais próximo, e de cidades da região, como Campo Formoso e Sento Sé, na Bahia, organizam os passeios ou podem indicar guias autônomos. Mas, fique atento: como o turismo na região ainda não está totalmente formalizado, encontrar as informações pode exigir um pouco mais de preparação. Toca da Barriguda com o 'portal' formado pela junção de estalactites e estalagmites Thiago Mattos Espírito Santo/Arquivo Pessoal O G1 entrevistou os espeleólogos André Araújo, presidente da Sociedade Espeleológica Azimute, e Thiago Mattos Espírito Santo, que também é guia autônomo, para saber quais os principais destinos da região. Segundo Santo, os roteiros são para quem está “disposto a conhecer algo bem diferente e sair da zona do conforto.” Confira: Toca da Barriguda: a caverna que tem 30 km de extensão pode ser percorrida em 1h30. É uma caverna labiríntica, com galerias subterrâneas que se interligam. Dentro dela, há estalactites e estalagmites, formações rochosas sedimentares formadas a partir da ação do tempo e da água no teto e no chão de cavernas. É preciso usar equipamentos de proteção, como capacetes e lanternas. Toca da Boa Vista: considerada a maior do Brasil e do hemisfério sul, com 106 km de galerias subterrâneas já fotografadas e catalogadas. O local, no entanto, está aberto apenas para pesquisas. O solo está coberto por uma fina camada de poeira, que fica em suspensão quando os visitantes passam por lá, causando mal-estar para quem não está acostumado. Gruta do Sumidouro e cachoeira do rio Salitre: a gruta é mais espaçosa para o turista e não exige o uso de capacete e lanterna. Dentro dela passa o rio, e é possível tomar um banho para se refrescar durante o passeio. A 30 km dali fica a cachoeira do rio Salitre, com queda de 3 metros e poço de 3,5 metros de profundidade. É um "oásis" no sertão, porque está em meio à paisagem semiárida da caatinga. Pinturas rupestres: elas estão em cavernas no entorno da comunidade de Queixo Dantas. São grandes e representam cenas cotidianas. Ainda não foram datadas. Toca da Barriguda e a formação de estalactites e estalagmites Thiago Mattos Espírito Santo/Arquivo Pessoal Initial plugin text
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12/03 - A cachoeira que 'cospe fogo' nos Estados Unidos
Raro fenômeno da natureza acontece todos os anos no Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, e é causado pela incidência da luz solar. Raro fenômeno acontece no Parque Nacional de Yosemite, nos EUA BBC Um raro fenômeno da natureza acontece todos os anos no Parque Nacional de Yosemite, no Estado americano da Califórnia. (Assista ao vídeo) É a chamada 'cachoeira de fogo'. O fenômeno ocorre em fevereiro, quando a luz do pôr do sol atinge a cachoeira El Capitan, fazendo com que as rochas pareçam 'cuspir fogo'. O Yosemite é um dos parques mais famosos dos Estados Unidos, localizado nas montanhas da Serra Nevada. A 'cachoeira de fogo' acontece quando a luz do pôr do sol atinge a cachoreira de El Capitan BBC
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12/03 - Leites vegetais estão em alta, mas qual é melhor para o ambiente?
Resposta não é clara, pois índices variam em quesitos como uso da terra e emissão de gases; mas uma coisa é certa: o leite de vaca é o que tem o maior impacto negativo. Cresce interesse em leites vegetais BBC Janeiro, mês em que muitos cumprem resoluções de mudanças no estilo de vida, é também o mês em que consumidores se abrem mais para experimentar produtos veganos ou simplesmente mais saudáveis. No Reino Unido, isto tem se refletido também nas latas de vendas dos leites vegetais, alternativas ao leite de vaca, à base de aveia, soja, amêndoa ou coco. Agora, evidências coletadas por pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, mostram que o critério de impacto ao meio ambiente pode fomentar ainda mais essa tendência. É que eles mostraram, por exemplo, que a produção de um copo de leite de vaca gera quase três vezes mais emissões de gases do efeito estufa do que qualquer alternativa vegetal. Considerando o uso de terra necessário para a produção, a diferença é ainda maior. A produção de um copo de leite de vaca para todos os dias de um ano requer 650 metros quadrados de terra - o equivalente a dois campos de tênis e mais de dez vezes o necessário para a mesma quantidade de leite de aveia, de acordo com o estudo. Infográfico mostra impacto dos leites vegetais BBC O leite de amêndoa requer mais água para sua produção do que soja ou aveia. Um único copo demanda 74 litros - mais do que a quantidade gasta em um banho de chuveiro padrão. O leite de arroz também é relativamente "sedento", demandando 54 litros de água na produção para resultar em um copo. No entanto, tanto a bebida à base de amêndoa quanto à de arroz ainda precisam de menos água na produção do que um copo de leite de vaca. Impacto sobre o clima O impacto da produção de leite de vaca sobre o clima varia de região para região. América Latina, Caribe e África, por exemplo, ficam acima da média global na emissão de gases poluentes para a produção de um copo de leite. O gráfico abaixo leva em conta as emissões da agropecuária e, além disso, o transporte, a embalagem e o processamento. Onde a alimentação do gado teve um impacto no desmatamento, essa medida também foi incluída. A nível local, a opção por produção local ajuda a reduzir a pegada de carbono. Impacto climático da produção de leite de vaca BBC O custo ambiental 'invisível' do consumo A produção de alimentos é responsável por um quarto de todas as emissões de gases do efeito estufa produzidas pelo homem, contribuindo para o aquecimento global, de acordo com os estudos liderados por Joseph Poore, da Universidade de Oxford. A pesquisa descobriu também que carne e outros produtos animais são responsáveis ​​pela maior parte das emissões relacionadas à alimentação - apesar de fornecerem apenas um quinto das calorias consumidas. As pessoas tendem a subestimar a poluição embutida em alimentos e - o leite não é exceção, de acordo com Adrian Camilleri, psicólogo da Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália. "As emissões de gases do efeito estufa do leite são cerca de 30 vezes maiores do que as pessoas estimam", disse ele à BBC News. Embora não se saiba exatamente o quanto os consumidores estão informados sobre as diferenças no impacto ambiental dos diversos tipos de leite, é fato que a venda de opções alternativas está crescendo muito no Reino Unido, segundo a consultoria de mercado Mintel. As buscas na internet por leite de aveia, por exemplo, dispararam no Reino Unido desde que o produto foi lançado no mercado. Gráfico mostra interesse em leites veganos BBC No ano passado, um recorde de 50 mil pessoas se inscreveram para a última campanha Veganuary (uma fusão das palavras "vegano" e "janeiro" em inglês), que propõe a abstinência de produtos de origem animal por um mês. Mas como esta tendência se traduz em números reais? Existem cerca de 540 mil veganos no Reino Unido, de acordo com uma pesquisa de 2016 da organização Vegan Society. Em 2006, estimava-se que este número era de 150 mil. No entanto, alguns representantes do setor agropecuário são críticos à ideia do Veganuary. Segundo a Associação Nacional de Criadores de Ovelha, esta campanha pelo veganismo ignora o fato de que a criação destes animais "trabalha muito em harmonia com o meio ambiente, nossas paisagens e a ecologia humana" no Reino Unido. "Algumas pessoas parecem empenhadas em retratar (a criação de) ovelhas como um inimigo global - mas, na verdade, elas são o máximo de uma tecnologia renovável e uma forma eficiente de gestão da terra produtiva de forma amigável ao planeta", diz Phil Stocker, executivo da associação.
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11/03 - Filme conta a história do menino africano que descobriu o vento e ajuda a refletir sobre nossas atitudes
William Kamkwamba em imagem reproduzida do livro “O menino que descobriu o vento” (Ed. Objetiva). Reprodução/“O menino que descobriu o vento” De uma lista de 189 países, o africano Malawi está no 171º lugar em desenvolvimento humano, segundo o Índice editado ano passado pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (Pnud). Ali nasceu Kamkwamba, em 1987, menino curioso, afável, muito bem criado pelos pais, cuja vida nunca foi fácil. Como se pode imaginar, num país com baixa expectativa de vida, alta mortalidade infantil, Kamkwamba já podia se sentir um vitorioso aos 6 anos por conseguir ter à mesa, diariamente, a nsima (que se pronuncia sima), um bolo feito à base de fubá e água quente, ao qual se acrescentam molhos variados (mostardas, feijões, folhas verdes), dependendo do que se tenha na despensa. “Conheci” Kamkwamba em 2011, quando o livro “O menino que descobriu o vento” foi lançado no Brasil pela Ed. Objetiva e já ocupava a lista dos mais vendidos no jornal “The New York Times”. Na época eu editava o suplemento “Razão Social”, do “Globo”, que buscava atualizar o debate sobre responsabilidade social corporativa e desenvolvimento sustentável. Li o livro e me encantei pela história do menino que conseguiu, depois de frequentar clandestinamente a biblioteca da escola que o expulsara por falta de pagamento (US$ 80 anuais), com ajuda do livro “Using Energy”, fazer um moinho de vento que acionou uma bomba para captar água do solo ressequido da região onde morava. A engenhoca permitiu que o pai de Kamkwamba, junto com toda a família, conseguisse romper uma violenta seca pós inundação que submetia os moradores de Malawi à fome e miséria sem nenhuma ajuda do governo. O jovem então tinha 14 anos e fez um moinho de cinco metros de altura utilizando uma bicicleta quebrada, uma pá de ventilador de trator, um velho amortecedor e árvores de eucalipto azuis. Depois de ligar o moinho de vento a uma bateria de carro para armazenamento, William foi capaz de alimentar quatro lâmpadas e carregar os telefones celulares dos vizinhos. Este sistema foi ainda equipado com interruptores de luz caseiros e um disjuntor feito de pregos, fios e ímãs. O moinho foi posteriormente estendido: passou a ter doze metros para melhor captar o vento acima das árvores. Um terceiro moinho bombeava água para irrigação. A resenha do livro de William Kamkwamba, que na verdade contou sua história para o jornalista Bryan Mealer escrever, foi publicada no Razão Social do dia 6 de setembro de 2011. Então com 24 anos, o rapaz do moinho de vento estava, na época, cursando engenharia ambiental no Colégio Dartmouth, em Hanover, Estados Unidos, um dos mais respeitados do país. Ele já tinha feito palestras na conferência global TED, aprendeu o inglês, tornou-se conhecido em todo o mundo, e eu temia que sua velha aldeia, junto à família, passassem a ser apenas uma foto pendurada na parede. Pois não é que a história de Kamkwamba virou filme? Foi produzido pela Netflix, que o exibe desde o dia 1 de março. Chama-se “O menino que descobriu o vento” e foi dirigido por Chiwetel Ejiofor. O ator que representa Kamkwamba é muito bom, assim como todo o elenco. Assisti neste fim de semana e recomendo, embora para os corações mais sensíveis eu recomende pular a cena em que o menino encontra o cachorro morto de fome. Mas a narrativa se assemelha bastante à história real de Kamkwamba. Agora, o melhor de tudo é que pesquisei sobre a história atual do protagonista, hoje com 32 anos, e fiquei feliz por ter errado completamente os prognósticos. Kamkwamba estudou nos Estados Unidos, leu “O Anticristo” do escritor alemão Frederick Nietzsche e foi escolhido como um dos cem bolsistas para participar da reunião bienal de grandes mentes da TED, onde celebrizou a frase: “Eu tento, e consegui”. Tom Rielly, diretor da comunidade, se encantou pelo rapaz e passou a ajudá-lo. Acompanhou-o a Malawi porque queria conhecer, in loco, o moinho de vento que deu fama a Kamkwamba. E quando viu a vida de privações daquela família e da região, Rielly se sentiu convidado a estender a ajuda: durante os sete anos seguintes seria responsável pela formação do jovem adulto mas lá mesmo, numa escola na capital de Malawi, Lilongwe e depois na prestigiada African Leadership Academy, na África do Sul. Numa entrevista à revista do colégio Dartmouth , Kamkwamba disse que tudo o que queria era conseguir estudar para “resolver alguns dos problemas que o meu povo enfrenta": “Estou sempre pensando é em como eu posso aplicar o que estou aprendendo aqui para ajudar aqueles em casa", disse Kamkwamba. A entrevista foi publicada em 2011. E, já naquela época, com o adiantamento que recebera pelo livro, ele tinha construído um poço em águas profundas com uma bomba movida a energia solar que toda a sua aldeia pode acessar e abrira uma fábrica de moagem de milho. William criou ainda uma associação sem fins lucrativos com a qual conseguiu patrocinar um time de futebol para a sua aldeia, o que praticamente acabou com os problemas de jovens que já estavam entrando em vícios. A história de Kamkwamba é inspiradora sob diversos pontos de vista. O filme mostra, de forma contundente, a miséria de um povo que vive sobre um solo riquíssimo. E convida a refletir, “um pensamento produtivo, ousado e inovador. Um pensamento que não resulte da repetição de lugares comuns, de fórmulas e de receitas já pensadas pelos outros”. Neste sentido, lembrei-me de um conto do escritor moçambicano Mia Couto – “Os sete sapatos sujos” –, onde ele lembra que uma das formas de pobreza é a “da nossa reflexão sobre nós mesmos”. “Algumas nações africanas podem justificar a permanência da miséria porque sofreram guerras. Mas a Zâmbia nunca teve guerra. Alguns países podem argumentar que não possuem recursos. Todavia, a Zâmbia é uma nação com poderosos recursos minerais. De quem é a culpa deste frustrar de expectativas? Quem falhou? Foi a Universidade? Foi a sociedade? Foi o mundo inteiro que falhou? E porque razão Singapura e Malásia progrediram e a Zâmbia regrediu?” Mia Couto faz uma reflexão que leva a concluir que os africanos precisam ter forças para superar sua condição histórica, de continente atrasado e dependente da ajuda de outros. Precisam criar, coletivamente, atitudes que os levem a ter orgulho do que são. A história de Kamkwamba, como se percebe, é inspiradora sob diversos pontos de vista.
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08/03 - Água contaminada cria novo obstáculo para limpeza de Fukushima, no Japão, 8 anos após acidente
Um milhão de toneladas de água contaminada precisa ser armazenada, possivelmente durante anos, na usina de energia. Tanques para armazenar água contaminada por radiação em Fukushima, no Japão, cidade atingida por tsunami em 2011 Issei Kato/Reuters Oito anos após a crise nuclear de Fukushima, no Japão, um novo obstáculo ameaça minar a grande operação de limpeza. Um milhão de toneladas de água contaminada precisa ser armazenada, possivelmente durante anos, na usina de energia. No ano passado, a Tokyo Electric Power (Tepco) disse que um sistema que deveria purificar a água contaminada não conseguiu eliminar contaminantes radioativos perigosos. Contador Geiger mostra nível de radiação em 54 microsievert por hora em um dos reatores nucleares da usina de Fukushima, no Japão Issei Kato/Reuters Isso significa que a maior parte dessa água, estocada em mil tanques ao redor da usina, terá que ser reprocessada antes de ser liberada no oceano, o local mais provável para seu descarte. O reprocessamento pode levar quase dois anos e desviar pessoal e energia do desmantelamento dos reatores atingidos pelo tsunami de 2011 – projeto que exigirá até 40 anos. Não está claro quanto tempo isso adiaria a desativação, mas qualquer atraso pode sair caro. Em 2016 o governo estimou que o gasto total do desmantelamento da usina, da descontaminação das áreas afetadas e das indenizações chegará a US$ 192,5 bilhões – cerca de 20% do orçamento anual do país. Risco de novo acidente Trabalhadores da Tepco observam barreira para impedir vazamento de água contaminada na usina de Fukushima, no Japão Issei Kato/Reuters A Tepco já está ficando sem espaço para armazenar a água tratada. Caso aconteça outro grande terremoto, especialistas dizem que os tanques podem rachar, liberando líquido contaminado e lançando destroços altamente radioativos no oceano. Os pescadores que lutam para reconquistar a confiança dos consumidores são veementemente contrários à liberação da água reprocessada no mar – procedimento considerado inofensivo pela vigilância nuclear japonesa, Autoridade de Regulamentação Nuclear (NRA). "Isso destruiria o que estivemos construindo nos últimos oito anos", disse Tetsu Nozaki, chefe da Federação de Associações Cooperativas de Pescadores da Prefeitura de Fukushima. Terremoto seguido de um tsunami devastou a região de Fukushima em 2011 Hiro Komae/AP A coleta do ano passado foi só 15% dos níveis pré-crise, em parte por causa da relutância dos consumidores em consumir peixes fisgados nos arredores de Fukushima. Durante uma visita à usina arruinada de Fukushima Dai-ichi no mês passado, viam-se guindastes enormes pairando sobre os quatro edifícios dos reatores à beira-mar e operários em cima do terceiro edifício preparando equipamentos para erguer bastões de combustível usados de suas piscinas de contenção, um processo que pode começar no mês que vem.
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08/03 - Pesquisadora conta a rotina de quem vive sob o medo do rompimento de barragens de minério
Barragem de rejeitos da Mina do Sapo, do projeto Minas-Rio, da Anglo American em Conceição do Mato Dentro Arquivo Pessoal Existe uma geração, que nasceu há pouco menos de dez anos na região mineira de Conceição de Mato Dentro, que só conhece água quando ela chega de caminhão pipa cedido pela empresa britânica Anglo American, que tem uma planta de mineração no local. Seus pais e avós, no entanto, conservam a lembrança de um tempo em que a água jorrava, vinda da Serra do Espinhaço, e permitia que eles tivessem plantações de arroz e feijão, não só para consumo próprio como para vender em feiras locais e, assim, garantir as outras necessidades básicas da família. Pouco tempo depois de, em 2008, a empresa começar a operar ali, os agricultores perceberam que a água escasseava e desconfiaram que ela estava sendo usada para limpar o minério. A certeza veio quando o primeiro caminhão pipa chegou: era a Anglo American assumindo sua responsabilidade na escassez de água e tentando diminuir o problema. São cerca de 400 as famílias atingidas pelo projeto Minas Rio, o segundo maior projeto de mineração do país depois de Carajás, da Vale. E hoje os pequenos agricultores locais têm que comprar – e pagar caro – o arroz e o feijão que consomem. Plantam milho, mas a roça é pequena. A pesquisadora brasileira Ana Alvarenga, da Universidade Humboldt de Berlim, está no Brasil fazendo um trabalho sobre os impactos da mineração na produção de alimentos do modo camponês (agroecologia e agricultura familiar) e escolheu a região de Conceição do Mato Dentro para fazer o trabalho de campo, ou seja, entrevistas com os diretamente atingidos. Tinha acabado de pegar uma carona com o pessoal da Cáritas (entidade que atua na defesa dos direitos humanos), até Belo Horizonte, quando as notícias sobre o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho começaram a correr. Foi o tempo de chegar ao Rio, onde está hospedada, e voltar a Minas para conhecer, in loco, o resultado da tragédia. Poucos dias depois de voltar de Brumadinho, Ana Alvarenga aceitou meu convite para uma conversa. As impressões da pesquisadora ajudam a alicerçar reflexões sobre nosso modelo de desenvolvimento, para ela “muito moldado no extrativismo”. E clareia também a situação em que se encontram agora os moradores de Conceição do Mato Dentro, que moram abaixo de uma barragem capaz de armazenar 370 milhões de metros cúbicos de rejeitos que e correm o mesmo perigo que os de Mariana e os de Brumadinho: “Depois de Mariana e de Brumadinho, eles agora vivem sob o signo do medo. E não é paranoia, sabemos bem o que acontece”, disse ela. Ana Alvarenga Arquivo Pessoal Abaixo, a entrevista na íntegra: Nas entrevistas que você fez em Conceição do Mato Dentro foi possível colher evidências do impacto da mineração naquela região? Ana Alvarenga – Sim. Estou falando só com mulheres camponesas diretamente atingidas pelo projeto da Anglo American. Elas moram a sete quilômetros desta mina e há evidências de sobra dos impactos na produção de alimentos e no acesso ao alimento por elas e pelas famílias delas. Que tipo de impacto? Ana Alvarenga - Todos produziam arroz e feijão - alimentação básica deles - e vendiam os excedentes em feiras. Hoje ninguém mais produz arroz por causa da escassez de água – a mineradora sugou os lençóis freáticos, as nascentes secaram - e por escassez de terra. Eles plantam o milho, mas não o suficiente. Eles falam disso o tempo todo. Os adolescentes viram acontecer, e as pessoas mais velhas, que viveram o tempo inteiro de uma forma e agora estão vivendo sem água – sobrevivem com água de caminhão de pipa que a própria empresa fornece – não têm mais terra para plantar. Como é o regime de terras na região? Ana Alvarenga – Cada família de quilombola tem um pedacinho de terra, mas não tem papel oficializando. Têm contrato com fazendeiros e fazendeiras grandes que, por gerações, são os donos de terras: eles deixam que as famílias produzam nas terras desde que metade da produção vá para eles. Já é uma relação violenta, escravocrata, mas era relativamente harmonioso. O que está acontecendo depois da chegada da Anglo American é que os próprios fazendeiros e fazendeiras, impactados pela mineração, não querem mais que eles plantem porque não sabem se vão vender a terra para a mineradora a qualquer momento. Muitos já venderam. São cerca de 400 famílias, como você me falou. Essas pessoas deram licença para a mineradora operar? Ana Alvarenga – Vou te contar um episódio que aconteceu e que responde a esta tua questão. Eu estava lá, fazendo uma entrevista, quando a empresa mandou avisar que no dia seguinte ia ter uma audiência em Belo Horizonte. É difícil reunir todo mundo porque lá não tem internet, telefone, é preciso ir às casas. Isto foi feito. E horas depois, a empresa manda outro funcionário avisar que a audiência tinha sido remarcada para janeiro. Foi o maior trabalho para desmobilizar todo mundo: tem que considerar que a região fica a três horas, de carro, de Belo Horizonte. E a audiência era lá. Bem, no dia seguinte ficamos sabendo que a audiência tinha, de fato, acontecido, sem a presença de nenhum dos diretamente atingidos pelo projeto. É isto o que acontece. E dez dias depois aprovaram a licença de uma nova etapa do projeto, que já é gigante. Como foi a reação das pessoas quando aconteceu a tragédia de Brumadinho? Ana Alvarenga – Eles agora vivem sob o signo do medo, e não é paranoia. Fui a Brumadinho para entender melhor a situação das pessoas, mas só conseguia pensar nos moradores de Conceição do Mato Dentro. Porque depois de Mariana eles já estavam vivendo com medo, pouca gente tomava banho de rio, imagine agora. Vou escrever uma parte da minha tese sobre Brumadinho. Lá a agricultura acabou totalmente. Mesmo as produções que não foram afetadas pela lama, porque eles não conseguem mais vender nada. Em Brumadinho é diferente do que em Conceição do Mato Dentro, até onde eu pude perceber: eles viviam muito da venda dos produtos para Belo Horizonte. De que maneira as empresas – tanto a Vale quanto a Anglo American – lidam com a existência das barragens? Elas passam a ideia de que é uma coisa perigosa? Ana Alvarenga – Quando comecei a fazer as entrevistas em Conceição do Mato Dentro, e só tinha acontecido o rompimento de Mariana, a empresa dizia que uma coisa era uma coisa, outra coisa era outra coisa. Aí veio Brumadinho e eles ensaiaram ouvir um pouco mais as pessoas. Teve até uma audiência extraordinária dentro de uma comunidade que não tinha sido ainda diagnosticada como atingida, e ficou decidido o reconhecimento desta comunidade como atingida. O que significa ser reconhecida como atingida? Ana Alvarenga – É uma grande questão: no estudo de impacto ambiental feito pela Anglo American, aquelas pessoas não eram consideradas como atingidas porque não têm o papel da posse da terra. Os atingidos são apenas os donos da terra. Mas na audiência, com ajuda dos movimentos que estão sempre apoiando aquela comunidade (o Movimento pela Soberania Popular na Mineração, as universidades de Juiz de Fora e UFMG, a Cáritas, o Coletivo Margarida Alves, com apoio do Ministério Público), eles tiveram essa conquista. De boca, nada assinado. Mas o discurso da empresa sempre é de que não tem perigo nenhum, de que só está fazendo isso para tranquilizar aquelas pessoas. Os atingidos têm direito a quê? Ana Alvarenga – Eles podem sair dali, serem reassentados com verba da empresa. O ruim é que estão chegando a esse ponto, mas é por desespero. Muitas não querem sair e dizem, claramente: “Quem tem que sair daqui é a barragem, não nós”. Olha, é preciso deixar claro que eu não estou dizendo que é maravilhoso o jeito que eles viviam antes de a mineradora entrar lá, porque não era. Não quero romantizar. Tinham uma vida bem difícil. Mas está claro que quando a mineradora destrói o meio de vida de uma comunidade como esta, ela está produzindo mais pobreza e mão-de-obra barata para aqueles que decidem abandonar a atividade agrícola e ingressar na empresa, e criando um grupo de consumidores porque eles vão parar de comer o que produzem e começam a comprar no mercado. Sempre que se põe na mesa o debate sobre impactos socioambientais que a atividade de mineração provoca, há o racionalismo dizendo que sem minério o mundo que conhecemos não existiria. E ficamos, assim, numa espécie de beco sem saída, entre o desenvolvimento ou a preservação. Essa discussão vem sendo feita no mundo acadêmico? Ana Alvarenga – Sim, há pesquisadores fazendo um trabalho crítico, tanto quanto a produzir quanto consumir. Na Europa é interessante notar que o foco maior é o consumo porque eles sabem que consomem muito. Mas há também uma exacerbação, de achar que é tudo pelo consumo: vou ficar vegano, vou andar de transporte público, e tudo funcionará? Sabemos que é mais complexo do que isso porque o sistema de acumulação intensa de capital se molda, vai criando outras intensidades de exploração. O que te levou a fazer essa pesquisa para uma universidade alemã? Ana Alvarenga – Meu objetivo foi mostrar vozes que estão muito distante deles. Os europeus não entendem bem quando se fala de agroecologia, de produzir de forma diversificada, acham exótico. O mais interessante é perceber que o urbano europeu moderno está descobrindo agora o jeito “novo” de plantar em casa e ter contato com o alimento. Ou seja: os quilombolas e os indígenas, vistos aqui como atrasados, estão anos à frente. Amélia Gonzalez Arte/G1
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07/03 - Após desistência do Brasil, conferência do clima é confirmada no Chile
Segundo Itamaraty, restrições orçamentárias e transição de governo causaram desistência do país em sediar em evento. Conferência anual da ONU tem foco em mudanças climáticas. A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou que o Chile sediará a 25ª edição da Conferência Mundial do Clima. O Brasil sediaria o evento em 2019, mas desistiu. Segundo nota do Itamaraty enviada na época, restrições orçamentárias e transição de governo causaram a desistência de sediar a COP 25. A conferência acontecerá entre os dias 2 e 13 de dezembro em Santiago. Sediar COP 25 seria importante, mas decisão de Bolsonaro deve ser respeitada, disse ministro Conferência para mudanças climáticas A Conferência do Clima da ONU discute mudanças climáticas no mundo e como as nações podem trabalhar para melhorar as condições do clima, em especial no trabalho para a redução dos gases de efeito estufa. Segundo relatório da ONU divulgado durante a COP 24 em 2018, para alcançar os objetivos do Acordo de Paris até 2030, os países do G20 devem triplicar seus esforços no controle das emissões de gases do efeito estufa. Ainda de acordo com o documento, apesar de os países não estarem no caminho para cumprir as promessas climáticas, ainda é possível alcançar a meta para limitar o aumento de temperatura a 2° C ou 1,5 ° C. Para isso, precisam implementar políticas adicionais para reduzir ainda mais suas emissões de gases de efeito estufa.
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07/03 - Contra a ingestão de lixo, criadores colocam ímãs no esôfago de vacas
Prática é considerada contestável do ponto de vista de bem-estar animal e não resolve o problema da ingestão de plásticos. Agricultores inserem ímãs no esôfago de vacas para tentar evitar ingestão de metais Pixabay Para quem não vê problema em jogar latinhas de refrigerante pela janela do carro no meio de uma estrada, um alerta: a poluição não afeta só a paisagem, mas também vai parar na barriga dos animais. Uma organização francesa adverte que, a cada ano, pelo menos 60 mil vacas desenvolvem infecções que podem levar à morte após ingerirem restos metálicos encontrados no meio do pasto. As latinhas são apenas uma parte do problema. Arames farpados abandonados, pregos, ferragens, restos de pneus e uma infinidade de outros objetos metálicos acabam triturados pelo maquinário agrícola ou pelos próprios rebanhos. Desta forma, são engolidos acidentalmente pelas vacas, com consequências que vão de infecções à perfuração do abdome. “Sabemos há bastante tempo que os pássaros, os peixes ou as tartarugas engolem plástico e outros dejetos jogados pelo homem. E um dia nos questionamos se esse problema de ingestão involuntária de objetos tóxicos e perfuradores não poderia estar acontecendo com outros animais, como as vacas”, conta a presidente da associação protetora Robin des Bois, Jacky Bonnemains . “Encontramos uma série de dados oficiais que provam que sim, o problema existe e é conhecido dos agricultores e os veterinários, mas ainda era ignorado do grande público.” “Doença do lixo” A federação francesa que reúne profissionais da pecuária, Interbev, denomina o problema como a “doença do lixo”. A entidade informa os agricultores sobre os riscos, que podem causar prejuízos como baixa de produtividade de leite ou a morte. Para contornar a ameaça, muitos produtores adotam uma solução preventiva, mas que não é 100% segura: obrigam o animal a ingerir um ímã. “O método é introduzir à força no esôfago dos bois ímãs que podem pesar até um quilo, que se apresentam em forma de caixa, ou então modelos menores de 100 gramas. Eles servem para captar todas as peças metálicas que os bovinos comeram no campo”, explica Bonnemains. “É uma prática muito contestável do ponto de vista de bem-estar animal, dolorosa. No momento da introdução do ímã, ele pode perfurar a laringe do animal.” Problema mundial Além disso, ressalta a presidente da associação, os ímãs não captam plásticos que, na sua forma mais rígida, podem ser igualmente prejudiciais à saúde dos rebanhos. A francesa destaca que a ingestão de resíduos pelos animais é um problema mundial: há registros de pesquisas nesse sentido na Holanda, na África do Sul ou no Brasil. “O melhor seria uma grande limpeza dos campos, dos estábulos e todos os locais onde as vacas gostam de ir. Pedimos uma operação para a retirada progressiva dos milhões de pneus velhos que são utilizados na agricultura para diversas funções. É algo que não será feito com uma varinha de condão: será uma operação cara, mas necessária”, alerta. “Seria importante também os abatedores informarem melhor as autoridades sobre o assunto, afinal eles são os mais aptos a verificar o que acontece. E por fim, é preciso que as pessoas se deem conta de que, ao jogar uma latinha pela janela, podem causar a morte de um animal e problemas para os agricultores”, relata Bonnemains. As vacas não são as únicas atingidas. A presidente da associação diz que estudos feitos no leste da África mostram que ovelhas e cabras também sofrem com esse problema.
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07/03 - Os materiais encontrados na natureza que podem substituir o plástico
Apesar dos esforços de reciclagem e mudança de hábitos de consumo, a poluição por plástico persiste por causa da grande dependência que temos do material; mas, com ajuda da natureza, é possível achar um plano B. Plástico tem efeitos tóxicos para o meio ambiente Pixabay Canudos, sacolas e garrafas pet são os plásticos descartáveis mais vilanizados atualmente em campanhas de defesa do meio ambiente, mas o problema maior é a grande dependência humana do polietileno. Do transporte aos serviços de alimentação, o plástico está em toda parte, e o combate a essa "poluição branca" levará a uma mudança radical no próprio material. Felizmente, cientistas, engenheiros e designers estão mudando o foco para alternativas sustentáveis que criam ecossistemas circulares com menos desperdício - madeira líquida, uso de algas marinhas em sistemas de isolamento térmico e substitutos para polímeros feitos de amido de plantas fermentadas, a exemplo do milho e da batata. Veja abaixo algumas alternativas que apontam para novos caminhos em questões como abrigar adequadamente uma população crescente, compensar as emissões de carbono e devolver nutrientes à terra. Lã de pedra A lã de pedra surge da rocha magmática - que se forma depois que a lava esfria - e de um produto descartado na produção do aço chamado escória; essas substâncias são fundidas e transformadas em fibras, que se parecem com um algodão doce. Ao contrário do isolamento térmico à base de fibra de vidro (feito com vidro reciclado) ou espuma de poliuretanto (materiais geralmente usados para bloquear a transferência de calor em sótãos e telhados), a lã de pedra pode ter propriedades especiais, incluindo resiliência ao fogo, capacidades acústicas e térmicas, resistência à água e durabilidade em condições climáticas extremas. Nos últimos anos, a lã de pedra ganhou força entre arquitetos e designers preocupados com o meio ambiente em busca de materiais de construção sustentáveis e que sejam econômicos e estéticos. O Grupo Rockwool é um dos principais fabricantes de isolamento de lã de pedra e gerencia unidades na Europa, América do Norte e Ásia. A empresa instalou o material em edifícios comerciais e industriais ao redor do mundo, incluindo a O2 Arena, de Londres, e o Aeroporto de Hong Kong. Fungos remodelados Cogumelos não são apenas ingredientes saborosos refogados ou em molhos. Em breve, fungos que crescem em árvores e cogumelos do solo da floresta poderão substituir materiais de poliestireno, embalagens, isolamento acústico, móveis, materiais aquáticos e até artigos de couro. Na MycoWorks, uma equipe de engenheiros criativos, designers e cientistas trabalha para extrair tecidos de cogumelos e solidificá-los em novas estruturas. O objetivo é moldar fungos em outros materiais orgânicos, a exemplo da borracha ou cortiça. Outra empresa, a Evocative Design, sediada em Nova York, utiliza o micélio - o caule - como agente aglutinante na produção de painéis de madeira e para embalagens retardantes de chamas. Substitutos naturais para plásticos podem ajudar a reverter a maré crescente de resíduos plásticos nos oceanos Fábio Tito/G1 Cogumelos consistem em uma rede de filamentos chamados hifas. Em condições adequadas, seus corpos frutíferos - as estruturas especializadas na produção de esporos - se multiplicam rapidamente. Enquanto isso, o micélio pode ser cultivado em praticamente qualquer resíduo agrícola, da serragem a cascas de pistache. E pode ser moldado em qualquer formato, criando polímeros naturais tão aderentes quanto a cola mais forte do mercado. Além disso, esquentados em temperaturas precisas, eles se tornam inertes, param de se multiplicar. Enquanto cantarelo, shitake e portobello vão melhor com uma pizza do que um gesso de cogumelos, uma coisa é certa: o futuro é do fungos. Tijolos de urina A fabricação do cimento, principal ingrediente do concreto, é responsável por cerca de 5% das emissões de dióxido de carbono do mundo. Por isso, pesquisadores e engenheiros trabalham para criar alternativas com menos gasto de energia. Entre as opções estão tijolos feitos a partir dos restos de produção de cerveja, concreto modelado a partir de quebra-mares romanos (misturas de cal e rocha vulcânica que formam um material altamente estável) e tijolos feitos de… urina. Como parte de sua monografia, o estudante da Faculdade de Arte de Edimburgo Peter Trimble trabalhava em uma exposição que tratava de sustentabilidade. Quase que por acidente, ele criou o Biostone, uma mistura de areia, nutrientes e ureia - substância da urina humana. Por um ano, Trimble testou centenas de fórmulas em que acrescentava uma solução bacteriana a areia em um molde. Eventualmente, os microrganismos metabolizaram a mistura de areia, ureia e cloreto de cálcio, colando as moléculas de areia. O design de Trimble substituiria métodos de uso intensivo de energia por um processo biológico que não produz gases de efeito estufa. O material ainda precisaria ser reforçado para ter a mesma resistência que o concreto, e, se for possível, ele poderia se tornar uma opção barata para se construir estruturas temporárias. De todo modo, a Biostone já gerou uma discussão sobre maneiras pelas quais a manufatura industrial pode se tornar mais sustentável. Isso seria particularmente relevante na África Subsaariana e em outros países em desenvolvimento onde a areia está prontamente disponível. Esses tijolos biológicos têm, no entanto, uma desvantagem ambiental: o mesmo metabolismo bacteriano que os solidifica também transforma a ureia em amônia, o que pode poluir as águas subterrâneas se vazarem para o meio ambiente. Um compensado mais verde Apesar do que parece, o compensado de madeira, usado em móveis em todo o mundo, não tem assento no panteão da construção verde. A cola usada para aglutinar as fibras de madeira contém formaldeído - uma substância incolor, inflamável, de cheiro forte e conhecida como irritante respiratório e carcinogênico. Isso significa que sua prateleira de madeira falsa está silenciosamente liberando toxinas no ar. A empresa NU Green criou um material feito de resíduos industriais ou fibras de madeira recuperadas. O Uniboard, como é chamado, preserva árvores e reduz o lixo de aterros sanitários enquanto produz menos gases do efeito estufa do que o tradicional compensado de madeira - e não contém toxinas. A empresa é pioneira no uso de fibras renováveis como caules de milho e lúpulo e sem adição de resina de formaldeído para servir de cola. Placas de madeira contém colas que podem liberar vapor tóxico de formaldeído Pixabay Não é segredo que a extração de petróleo, necessária para produzir plástico, traz consequências ambientais devastadoras. Mas ainda pior é como esse plástico é descartado, pois os produtos químicos nele contidos acabam chegando a alimentos, bebidas e águas subterrâneas. E o mais chocante é que a reciclagem apenas retarda a chegada do plástico aos aterros sanitários ou oceanos, uma vez que o material é apenas quebrado em fragmentos cada vez menores, mas nunca completamente degradados. Alguns relatórios preveem que, até 2030, 111 milhões de toneladas de plástico vão acabar em aterros sanitários e oceanos. Reciclar é um passo na direção certa, mas para reverter de fato esse curso é preciso buscar alternativas ao plástico.
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06/03 - Acordo para cortar emissões ameaça empregos na Europa, diz presidente da Peugeot Citroën
'Se fabricantes não venderem carros elétricos suficientes até 2020, 2025 e 2030, serão arruinadas pelas multas', destacou Carlos Tavares. Ele preside também a associação das montadoras europeias. Carlos Tavares, presidente-executivo da PSA, no Salão de Genebra Denis Balibouse/Reuters Os planos da União Europeia de cortar as emissões de CO2 dos veículos e pressionar os fabricantes a aderirem às versões elétricas vão ameaçar 13 milhões de empregos na indústria automobilística europeia e beneficiar os países asiáticos, afirmou o presidente do Grupo PSA Peugeot Citroën em entrevista ao jornal "Le Figaro". O Parlamento europeu e os países da UE fecharam em dezembro um acordo para cortar as emissões dos carros em 37,5% até 2030, comparado com os dados de 2021, e em 31% das vans. "Isso vai por em risco os empregos de 13 milhões de pessoas na indústria e pode desestabilizar algumas sociedades europeias", disse Carlos Tavares, presidente-executivo da PSA, que também é o presidente da associação de fabricantes de automóveis da Europa. Tavares elogiou o plano de Alemanha e França de incentivar a indústria europeia de baterias para carros elétricos e reduzir a dependência de rivais asiáticos ao propor a construção de novas fábricas. No entanto, ressaltou, algumas empresas, como a Bosch, estudaram o projeto e concluíram que não é lucrativo. "Se as fabricantes europeias não venderem carros elétricos suficientes até 2020, 2025 e 2030, elas serão arruinadas pelas multas. Isso nos obriga a reservar um volume significativo de baterias com os fornecedores asiáticos", disse.
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05/03 - Filhotes de tartarugas marinhas ganham o mar pela primeira vez
Soltura de 77 filhotes foi realizada pelo Instituto Biota no Mirante da Sereia, em Maceió. Foram soltos mais de 70 filhotes de tartarugas marinhas em praia de Maceió nesta terça O Instituto Biota realizou a soltura de 77 filhotes de tartarugas marinhas recém-nascidos na praia do Mirante da Sereia, em Maceió, na tarde desta terça-feira (5). O Biota é uma Organização Não Governamental (ONG) que monitora mais de 100 ninhos de tartarugas na região. As fêmeas depositam seus ovos na areia da praia e os enterram. Os filhotes levam de 45 a 60 dias para nascer, e quando chega o momento, eles saem dos ovos e seguem direto para o mar. Mas às vezes é preciso dar uma forcinha nesse ciclo natural. De acordo com Luciana Salgueiro, voluntária do Biota, a soltura dos filhotes é parte do trabalho desenvolvido pelo instituto. "Dentro desse trabalho de pesquisa que a gente desenvolve, acompanhamos os ninhos e, quando possível, em função de diversas condições, fazemos um trabalho de educação ambiental. Alguns ninhos a gente traz e, ao invés de aguardar o nascimento natural, que provavelmente seria na noite de hoje, damos uma forcinha e trazemos para a população ver", explica Luciana. E esse espetáculo da natureza atrai mesmo muita gente. As mais animadas em participar da soltura eram as crianças. Os voluntários contaram com a ajuda delas para tirar os bichinhos da caixa onde estavam e colocá-los na areia. "Achei muito legal participar. Gostei principalmente de pegar a tartaruga. Espero que ela cresça no mar, que ela volte aqui e que tenha outros filhotes", conta a Júlia Guedes, de 10 anos. Muita gente acompanhou soltura de 77 filhotes de tartarugas marinhas na praia do Mirante da Sereia, em Maceió Derek Gustavo/G1 Uma vez na areia, as tartaruguinhas começavam seu primeiro grande desafio: vencer o trajeto da areia até o mar. Algumas conseguiam seguir em linha reta até a agua, já outras, precisaram de uma ajuda extra dos voluntários para achar o caminho certo. Tudo isso foi assistido por várias pessoas, que tiraram várias fotos. A dentista Camila Vardiero levou o filho de 4 anos para acompanhar a soltura. "Estou achando muito lindo. E o fato de as crianças terem a oportunidade de pegar a tartaruga e colocar na areia, cria um vínculo, uma conscientização de que é importante preservar tudo isso, cuidar das tartaruguinhas", afirma Camila. O Instituto Biota reconhece a importância da participação da população, que acaba virando parceira desse trabalho. "A população cada vez mais conhece [nosso trabalho] e até cobra a realização dessas solturas. Ficamos felizes de ver esse reconhecimento, pois as pessoas viram parceiras. Infelizmente, ainda temos muita violação de ninho, remoção de marcação. Com a ajuda da população, o trabalho de monitoramento é facilitado", afirma a voluntária Luciana. Crianças têm a oportunidade de ajudar na soltura dos filhotes de tartarugas marinhas no litoral de Alagoas Derek Gustavo/G1 Veja mais notícias da região no G1 Alagoas
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05/03 - VÍDEO flagra homem subindo em peixe-boi na praia de Sauaçuhy
Registro foi feito nesta manhã, no Litoral Norte de Alagoas. Veterinária orienta evitar contato com o animal porque, embora dócil, ele é selvagem e pode transmitir doenças. Banhista desrespeita normas e monta em peixe-boi na praia de Sauhaçuy, Maceió Um vídeo gravado por uma internauta mostra um homem subindo em um peixe-boi na praia de Sauaçuhy, em Maceió. As imagens foram gravadas no início da tarde desta terça-feira (5) (assista acima). Especialistas orientam que as pessoas devem evitar contato com o animal porque, embora dócil, ele é selvagem e pode transmitir doenças. As imagens foram gravadas pela estudante universitária Rayssa Melo. Ela conta que estava na praia com o namorado por volta do meio-dia, quando percebeu a movimentação estranha de banhistas na água. “Se não me engano, eram três peixes-bois na água. Fui até os banhistas e disse que eles não poderiam se aproximar, tanto para a segurança do bicho quanto a deles mesmos. Eles me ignoraram e começaram a abraçar, tirar foto. Teve um que até montou nele. Quando questionei, me disseram que o animal estava socializando com eles”, relata Rayssa. No vídeo, um homem de boné aparece montando e interagindo com o animal. Depois ele desce e se despede dele. O peixe-boi ainda tira o focinho da água algumas vezes, para respirar, enquanto é observado por outros banhistas, que tiram fotos com seus celulares. “O bicho ainda ficou por lá um tempo, e depois foram embora. As pessoas ficavam seguindo o animal, e só pararam quando ele foi para a parte mais funda da água. Já vi peixes-boi na praia várias vezes, e em todas elas, aconteceu a mesma coisa. As pessoas não têm noção ambiental e de respeito ao animal”, reclama a universitária. A veterinária Aline Isidoro da Silva, da Associação Peixe-Boi, em Porto de Pedras, explica que o peixe-boi é um animal costeiro, e costuma passar pelas praias na busca por parceiros, alimento ou só para descansar. Ainda segundo ela, a atitude das pessoas no vídeo está errada. “Eles são animais muito curiosos, que foram reintroduzidos na natureza, praticamente domesticados. Se eles virem movimento na água, vão ficar por ali. Instruímos as pessoas para que saiam da água por alguns minutos, para que eles se afastem, e só então voltem a mergulhar”, orienta a veterinária. Aline diz ainda que as pessoas devem evitar tocar nesses animais, para que não ocorra a transmissão de doenças. “Temos parceiros como o Corpo de Bombeiros, a Polícia Ambiental, para quem passamos todas as instruções, fizemos cursos com eles sobre como agir nesses casos. O interessante, se você vir um peixe-boi na água, além de não tocar nele, é também acionar algum desses órgãos. Eles podem reforçar as orientações e os cuidados com esses animais”, afirma. O peixe-boi é um mamífero, que, quando adulto, pode pesar até 550 kg e chegar aos 3 metros de comprimento. Homem é flagrado montando em peixe-boi em Maceió Reprodução Veja mais notícias da região no G1 Alagoas
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05/03 - Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo e recicla apenas 1%
Estudo foi feito pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e divulgado nesta segunda (4). País produz 11 milhões de toneladas de lixo plástico por ano. Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo; apenas 1,2% é reciclado. Adneison Severiano/G1 AM O Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia. O país também é um dos menos recicla este tipo de lixo: apenas 1,2% é reciclado, ou seja, 145.043 toneladas. Os dados são do estudo feito pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, sigla em inglês). O relatório “Solucionar a Poluição Plástica – Transparência e Responsabilização" será apresentado na Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-4), que será realizada em Nairóbi, no Quênia, de 11 a 15 de março. Veja os números: Brasil produz 11.355.220 milhões de toneladas de lixo plástico por ano Cada brasileiro produz 1 kg de lixo plástico por semana Somente 145.043 toneladas de lixo plástico são recicladas 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas de forma irregular 7,7 milhões de toneladas ficam em aterros sanitários Mais de 1 milhão de toneladas não é recolhida no país O Brasil é um dos países que menos recicla no mundo ficando atrás de Yêmen e Síria e bem abaixo da média mundial que é de 9%. Dentre os maiores produtos de lixo plástico, é o que menos recicla. Países maiores produtores de lixo plástico no mundo WWF "O fato de o Brasil está no 4º lugar como gerador de lixo plástico do mundo e reciclar somente 1% é resultado da falta de políticas públicas adequadas que incentivem a reciclagem em larga escala"- Anna Carolina Lobo, coordenadora do Programa Mata Atlântica e Marinho do WWF-Brasil. "Mas também da adoção de um trabalho conjunto com indústrias para desenvolver novas tecnologias, como plásticos de uso único ou plásticos recicláveis, ou substituir o microplástico de vários produtos. Além da própria sociedade enquanto consumidora porque podemos mudar o cenário de acordo com nossas atitudes do dia a dia", explica Lobo. Lixo plástico: como você pode fazer sua parte para diminuir os resíduos Segundo a ONG, a poluição pelo plástico afeta a qualidade do ar, do solo e sistemas de fornecimento de água, já que o material absorve diversas toxinas e pode levar até 100 anos para se decompor na natureza. Plástico: descarte irregular ameaça oceanos e ecossistemas Pixabay O que fazer com tanto plástico? Dentre as possíveis soluções estão a destinação correta, a reciclagem e a diminuição da produção de lixo plástico. O brasileiro produz, em média, 1 kg de lixo plástico por semana, uma das maiores médias do mundo. Soluções como o banimento de canudinhos e descartáveis são boas iniciativas, mas o trabalho precisa ir além da proibição. Para Lobo, é importante reconhecer e valorizar esses projetos de lei, mas é preciso um trabalho com os estabelecimentos comerciais para que eles não continuem ofertando produtos plásticos e com o consumidor para que faça o descarte corretamente. Fernando de Noronha já tentou vetar o plástico descartável em 1996; novo decreto prevê multa a partir de abril Para ela, os entraves no Brasil para uma taxa mais alta de reciclagem e descarte correto do lixo são muitos e passam por diferentes fatores: "Se a gente pensar que nem saneamento básico chegou para todo mundo, imagina a reciclagem. Tem também a falta de estrutura para fazer coleta seletiva em larga escala e a questão da educação ambiental de fazer a separação do lixo. E falta também uma conscientização por paste das empresas de que elas precisam ser responsáveis pelo produto durante todo o ciclo de vida". Uma das ideias possíveis e mais baratas a curto prazo é voltar com o uso de embalagens retornáveis, como anunciado pelas gigantes da indústria alimentícia Coca-Cola e a Pepsico, que já testam em alguns países o serviço. Plástico nos oceanos Sem a destinação adequada, boa parte dos resíduos plásticos acabam nos oceanos. Segundo o relatório da WWF, o volume de plástico que chega aos oceanos todos os anos é de aproximadamente 10 milhões de toneladas, o que equivale a 23 mil aviões Boeing 747 pousando nos mares e oceanos todos os anos – são mais de 60 por dia. Seringa, canudos e muito plástico: lixo oceânico ameaça piscina natural em Fernando de Noronha Neste ritmo, até 2030, encontraremos o equivalente a 26 mil garrafas de plástico no mar a cada km2. "De todo lixo encontrado no litoral brasileiro, a maior parte é plástico. Esse verão do fim de 2018/início de 2019 foi o recordista de animais mortos na costa brasileira- principalmente no litoral de São Paulo- e boa parte dos grandes mamíferos tinham plástico em seus estômagos", disse Anna Carolina Lobo, da WWF.
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04/03 - 'Os oceanos estão com febre', diz pesquisador em novo estudo que prova o aquecimento das águas
Estudo analisa ondas de calor nos oceanos dimitrisvetsikas1969/Creative Commons Num dos lados de um pedaço de papel cuidadosamente preso a um cabo que a moça ostentava como se fosse bandeira, estava escrito: “FUI!” Assim mesmo, com letras maiúsculas e exclamação. No outro lado, com o mesmo esmero, estava escrito: “FORA DA ÁREA DE COBERTURA”. E assim a foliã seguia brincando seu carnaval, sozinha em meio à multidão. Não, caros leitores, podem ficar sossegados que não vou tecer teorias sociológicas a respeito da farra anual, zombeteira, vinculante, que lava a alma de muita gente. Quando posso, eu mesma sigo pelas ruas como observadora e, sorte a minha, só o que vejo é leveza. Não por acaso, talvez, depois de um ano tão pesado para todos os brasileiros, sobretudo os cariocas, por aqui a fantasia de rua que mais “pegou” foi a de bailarina. Saias de filó transparente de várias cores e maiôs também coloridos estão sendo vendidos em cada camelô de cada esquina dos locais onde há muita gente passando. O conjunto fica tão bonito que muitos homens decidiram adotar. Eles vestem rosa, elas vestem azul, e saem assim singularizados, felizes, nem ligam para as ordens autoritárias. Pelo menos até quarta-feira, o melhor é não pensar em nada que quebre esta magia. Concordo. Mas, para os que me seguem aqui neste espaço e querem aproveitar os dias de folga para obter mais informações sobre o ambiente que nos cerca, sigo cumprindo meu ofício. E lá vai uma notícia preocupante. (Porque, infelizmente, os arroubos da humanidade sobre a natureza deixa poucas chances de trazer boas notícias.) Mais uma pesquisa, publicada no site da Nature Climate Change, mostra que aumentou drasticamente o número de ondas de calor que estão afetando os oceanos, como se fossem incêndios no mar. Trata-se da primeira análise global sistemática das ondas de calor oceânicas, quando as temperaturas atingem extremos por cinco dias ou mais, segundo reportagem publicada no “The Guardian” pelo jornalista Damian Carrington. No longo prazo, o número de dias de ondas de calor aumentou mais de 50% entre 1986 e 2016, em comparação com o período entre 1925 a 1954. Florestas de algas marinhas, tapetes de ervas daninhas e recifes de coral foram perdidos por causa do fenômeno, sobretudo na Califórnia e na região costeira da Austrália à Espanha. “Há incêndios que devastam florestas inteiras produzidos pelas ondas de calor que se percebem nos continentes, mas é importante saber que o mesmo ocorre nos oceanos, debaixo d'água”, disse Dan Smale, da Associação de Biologia Marinha, em Plymouth, no Reino Unido, que liderou a pesquisa. A questão é que, como as temperaturas já estão elevadas por causa do fenômeno El Niño, que aquece as águas do Pacífico, uma onda de calor, quando ataca, causa muito mais impacto. Alguns animais poderiam se safar, tentando buscar águas mais frias, mas o calor em excesso impede que eles façam isso. E isto, lembram os pesquisadores, pode provocar problemas socioeconômicos. Basta lembrar o que aconteceu em 2012, quando os estoques de lagostas baixaram, criando tensões entre Estados Unidos e Canadá. A reportagem do “The Guardian” ouviu o professor Malin Pinsky, da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, que não fez parte da equipe deste estudo, mas confirma o laudo: "Esta pesquisa deixa claro que as ondas de calor estão atingindo o oceano em todo o mundo ... Os oceanos estão com febre. Esses eventos provavelmente se tornarão mais extremos e mais comuns no futuro, a menos que possamos reduzir as emissões de gases de efeito estufa”, disse ele. Outro estudo, conduzido pela Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth (CSIRO), na Austrália, e publicado na semana passada, também comparou ondas de calor oceânicas a incêndios florestais. E mostrou que o aquecimento dos oceanos está reduzindo as capturas sustentáveis de peixes de 15 a 35% em diversas regiões, incluindo o Mar do Norte e o Mar da China. Esta constatação deixou os pesquisadores surpresos, segundo declarou uma delas, Éva Plagányi, à reportagem do jornal britânico. Se ainda é possível reverter este problema? Sim, admitem todos os pesquisadores. Desde que a humanidade passe a encarar seriamente a necessidade de rever paradigmas de produção e consumo. Os cidadãos comuns têm, sim, uma parte importante no rumo desta prosa, mas o timão está mesmo é com os governos e com as empresas. É bom, é mesmo saudável, ficar “fora da área de cobertura” em certas ocasiões. Até para repor as energias necessárias às mudanças que se precisa fazer. Bom carnaval a todos e todas! Amélia Gonzalez Arte/G1
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04/03 - Polícia das Filipinas apreende 1,5 mil tartarugas em malas abandonadas em aeroporto
Répteis de variedades raras e protegidas estavam envoltos em fita adesiva dentro de quatro malas. Malas estavam repletas de tartarugas de variedades raras e protegidas envoltas em fita adesiva Bureau of Customs Naia/Facebook A polícia das Filipinas descobriu 1.529 tartarugas vivas envoltas em fita adesiva dentro de quatro malas abandonadas no aeroporto de Manila no domingo (3). As malas estavam repletas de variedades raras e protegidas, incluindo tartarugas estelares, tartarugas de patas vermelhas, tartarugas sulcadas e escorregadores de orelhas vermelhas. Os animais foram trazidos em um voo de Hong Kong por um passageiro das Filipinas e deixados na área de desembarque do aeroporto internacional de Manila Ninoy Aquino. Os répteis foram avaliados em até 4,5 milhões de pesos (£ 60.000). As tartarugas foram transferidas para uma unidade de monitoramento. Malas com as tartarugas apreendidas no aeroporto de Manila Bureau of Customs Naia/Facebook Há uma alta demanda por tartarugas como animais de estimação exóticos, que são valorizados por sua carne e por uso na medicina tradicional em alguns países asiáticos. As Filipinas têm leis rígidas contra o contrabando de animais e, se encontradas, a pessoa que transporta pode pegar até dois anos de prisão e multa de 200 mil pesos. O contrabando de animais silvestres é um problema em todo o sudeste da Ásia. A alfândega filipina apreendeu 560 tipos de vida selvagem e animais ameaçados em 2018, incluindo 250 lagartixas, 254 pedaços de coral e várias espécies de répteis, e em 2019 já apreendeu 63 iguanas, camaleões e dragões barbudos em bagagens nos embarques internacionais. Tartarugas de espécies raras estavam abandonadas envoltas em fitas adesivas Bureau of Customs Naia/Facebook Tartarugas serão enviadas para uma unidade de monitoramento Bureau of Customs Naia/Facebook
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02/03 - As fascinantes descobertas no Buraco Azul de Belize, o maior sumidouro do mundo
O Buraco Azul de Belize é um dos lugares mais procurados por mergulhadores e cientistas que estudam os oceanos. Em meio a águas turquesas, esse círculo azul escuro parece um portal para outra dimensão. O Buraco Azul de Belize é o maior sumidouro do mundo - um grande buraco formado no desmoronamento do solo. Aquatica/BBC O Buraco Azul de Belize é um dos lugares mais procurados por mergulhadores e cientistas que estudam os oceanos. Em meio a águas turquesas, esse círculo azul escuro parece um portal para outra dimensão. Localizado a 64 quilômetros da costa, com 300 metros de largura e 125 metros de profundidade, é considerado o maior sumidouro do mundo - um grande buraco, formado quando o solo desmorona. É um "espaço interior planetário", na definição de Richard Branson, um magnata que financiou uma expedição ao Buraco Azul de Belize, em dezembro. O que fizeram os pesquisadores e por que o interesse por esse local é tão grande? No fundo do Buraco Azul não há nem luz nem oxigênio. Aquatica/BBC Uma foto do passado O sumidouro fica no meio da Barreira de Corais de Belize, a segunda maior do mundo. Uma das primeiras pessoas a explorar o local foi Jacques Cousteau, na década de 1960. Agora, seu neto Fabien Cousteau, juntamente com um grupo de expedicionários, utilizou submarinos de alta tecnologia para observar detalhes até então desconhecidos do Buraco Azul. Há dezenas de milhares de anos, esse sumidouro era terra firme. Mas com o aumento do nível do mar, após o fim das glaciações, acabou ficando submerso. "Foi como ver uma fotografia do passado", falou Bryan Price, um dos exploradores da empresa Aquatica, que construiu os submarinos utilizados na missão. "Pudemos ver como era o lugar quando não estava coberto pela água". Um dos pontos que mais surpreendeu os pesquisadores foi uma área que recebeu o nome de "catedral", cheia de estalactites que ainda não haviam sido observados em detalhes. Os pesquisadores identificaram que o Buraco Azul está dividido em três camadas, cada uma com características diferentes. A mais superficial é cristalina como as águas típicas do Caribe. Mas, à medida que aumenta a profundidade, "é como passar por nuvens ou fumaça", explica Price. Na terceira camada, mais profunda, quase não há luz nem oxigênio. Ali, a expedição observou espécies preservadas. No interior do sumidouro "No sumidouro em si não há muita vida, porque não há muita troca de água", explica Price. No entanto, a expedição pode observar alguns tubarões. Além disso, os exploradores coletaram informações que foram compartilhadas com as autoridades de Belize e com a comunidade científica. Um mapa 3D do Buraco Azul foi criado. Segundo Price, foi gratificante ver que o sumidouro está bem preservado, sem sinais de contaminação. Esse é, inclusive, um dos objetivos da missão: saber como conservar essa maravilha. "A gente protege o que ama e não pode saber o que ama a menos que o compreenda", conclui Price.
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01/03 - Em ato contra a extinção do Consea, organizações servem refeições sem agrotóxico no Centro do Rio
'Banquetaço' no centro do Rio divulgou qualidades da comida orgânica Amelia Gonzalez O Largo da Carioca, no Centro, seguramente está entre os lugares mais democráticos do Rio de Janeiro. E também um dos mais quentes. Estive lá no fim da manhã da quarta-feira (27), quando a sensação térmica, pelo menos para mim, devia estar perto dos 45 graus. Ocupavam o espaço barracas que vendem roupas e artesanatos; índios peruanos tocando flautas e arrecadando algum dinheiro; uma banca de jornal que contribuía para a pulverização de sons com uma caixa onde se ouvia músicas de rock antigas; um grupo religioso incitando as pessoas a identificarem maus e bons em seu caminho; sem-teto, muitos sem-teto e turistas, alguns conduzidos por guias, outros independentes. No meio disso tudo, uma grande mesa expunha alimentos os mais diversos, alguns cozidos, outros não. Era um buffet vegetariano. Mulheres e homens de touca na cabeça e camiseta laranja organizavam o Banquetaço, evento que ocorreu em mais 40 cidades de todo o país com o objetivo de mobilizar a população para uma causa tão nobre quanto a boa alimentação, saudável, sem produtos contaminados pelos herbicidas usados em grandes plantações agrícolas. Os alimentos expostos à mesa, oferecidos por pequenos produtores de agroecologia do Rio de Janeiro, mereciam uma degustação primorosa, cuidadosa. Como vocês devem imaginar, naquele cenário tão diverso, e sob uma temperatura que nos fazia buscar a sombra até de uma folha, não foi possível ser gourmet. Mas a fome de muitos foi devidamente saciada, e o sabor macio e sutil dos alimentos foi notado. Passei por trabalhadores de construção, que almoçavam sentados numa sombra ao pé da estação Metrô, e perguntei se a comida estava boa. De boca cheia, fizeram gesto afirmativo com o polegar e me lançaram um sorriso que não deixava dúvidas. Além do sabor especial, que não conseguiam identificar bem, comemoravam o fato de poderem economizar o dinheiro da quentinha que comprariam na outra esquina. Espraiar a informação de que os alimentos orgânicos são gostosos e de que é possível buscar este tipo de alimentação foi um objetivo alcançado pelo Banquetaço. Carlos Alves, morador de Maricá, estava passando e resolveu experimentar a comida, que achou deliciosa. Lamentando que o preço dos alimentos orgânicos ainda é impeditivo para torná-los populares, ele lembrou que em sua cidade a prefeitura reservou um terreno para uma horta orgânica. Por que não se espalha esta medida? A pergunta ficou no ar. Mas havia outra aspiração do grupo que promovia o evento. Era preciso, mesmo naquele espaço tão heterogêneo, calorento e ruidoso, chamar atenção da população para a Medida Provisória assinada pelo presidente Bolsonaro, logo no início de seu governo, que extingue o Consea, órgão criado em 1994 e que teve sempre um papel relevante no debate sobre alimentação de qualidade no país. Como a Medida ainda precisa ser votada pelos parlamentares para ser válida, a mobilização social tem sido a arma usada para tentar convencê-los a não apoiar o desmantelamento do órgão. E para que haja participação do povo na cobrança junto aos políticos, é preciso, antes de mais nada, informar. Consea não é um órgão vastamente popular. Embora tenha proposto políticas inovadoras, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Cisternas no Semiárido, tenha colaborado para a Aprovação da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, ele não está na lista de organizações mais conhecidas pela população. Logo, foi muito bem pensado espalhar, durante o Banquetaço, uma espécie de cartilha explicando o que é Consea. Muita gente aprendeu, acendeu a curiosidade de outros tantos. Algumas pessoas ligadas à causa da alimentação no país foram ao evento, entre eles o economista Francisco Menezes - que esteve ao lado do sociólogo Betinho na sua batalha contra a fome no fim dos anos 90. Procuramos uma sombra para que ele pudesse contar-me sobre sua expectativa com relação ao evento e me atualizar quanto ao quadro da fome no Brasil. “Em dezembro de 2018, o IBGE publicou dados de 2017 mostrando que temos 15 milhões de pessoas em extrema pobreza. É possível fazer uma relação entre esta situação com a de privação total dos alimentos básicos. E temos também o dado do desemprego: 13 milhões de pessoas. Agora estamos cobrando do Instituto a divulgação de uma pesquisa que foi feita no ano passado para sabermos o número certo de pessoas com fome para que seja preciso implantar políticas públicas para esta população”, disse ele. Francisco está relativamente otimista quanto ao sucesso dos Banquetaços realizados na terça-feira, já que em votação simbólica – quando não há a declaração nominal dos votos - os deputados derrubaram o decreto presidencial que aumentava a lista de servidores que podem transformar dados públicos em ultrassecretos. Pode ser um indício de conscientização. “Acredito que um número crescente de deputados e senadores está começando a ficar alerta para as diversas pautas de MPs que podem trazer retrocesso. Neste sentido, a mobilização popular conta muito. Chama a atenção para algo que pode ter ficado meio escondido na Medida, a extinção do Consea. Esperamos que os políticos escutem o ruído e compreendam que não se pode mais pretender governar sem ouvir a sociedade. Iniciamos uma reconstrução de defesa de interesses populares e a alimentação tem lugar importante nisso”, disse-me ele. Em pouco mais de 30 minutos, mais de 1,5 mil refeições já tinham sido servidas pelos voluntários. Restavam ainda alguns sanduíches feitos com pães artesanais e bolinhos de banana feitos com farinha e fruta orgânicos. À exceção de um pequeno e insignificante começo de briga logo no início do evento, tudo transcorreu às mil maravilhas. Aquele canto do Largo já começava a ficar vazio, já que o convite para as rodas de conversa e oficinas, também gratuitas, sobre alimentação saudável e tópicos relacionados foi aceito por poucos. Enquanto isso, o cenário era desfeito, os restos guardados, pelos homens e mulheres de camiseta laranja que passaram parte da calorenta manhã/tarde daquele dia fornecendo alimentos para toda uma população de rua num dos lugares mais populosos do Rio. Mas os rostos não estavam demonstrando cansaço ou impaciência. Pelo contrário. Quando começou o evento e eu vi a quantidade de pessoas que esperavam pela comida, fiquei preocupada e perguntei a Mariana Claudino, voluntária que estava ali representando a Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, se a organização tinha pedido ajuda a alguma instituição de segurança. Ela sorriu, placidamente, me disse que não e foi até a fila pedir que as pessoas esperassem só um pouco mais, que a comida já seria servida. Assim foi feito, sem atropelos. “Foi uma experiência incrível, é muito bom oferecer alimento saudável para as pessoas”, disse-me ela ao final. A votação da MP que extinguiria o Consea, que seria ontem, foi adiada. É mais tempo para a sociedade civil se manifestar contra a medida. Agora, com apoio também da ONU internacional, que em documento enviado à ONU Brasil no dia 22 de fevereiro, expressa preocupação com a medida do presidente Bolsonaro. “Expressamos preocupação ainda mais profunda com o impacto desproporcional que o fechamento do Consea ou a revisão do seu funcionamento poderia ter na situação de pessoas vivendo na pobreza, incluindo escolas infantis, povos indígenas, bem como pequenos agricultores e trabalhadores rurais”, diz a carta.
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