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20/10 - Pará é o estado que mais desmatada na Amazônia, com 39% de destruição na região em setembro, diz Imazon
Floresta amazônica teve área desmatada de 1224 km² no mês de setembro, o que corresponde ao tamanho da cidade do Rio de Janeiro. A floresta amazônica teve área desmatada de 1224 km² no mês de setembro, de acordo com os dados do Imazon PF/Reprodução A floresta amazônica teve área desmatada de 1224 km² no mês de setembro, de acordo com os dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Isso ao tamanho da cidade do Rio de Janeiro. E pelo quinto mês consecutivo, o Pará foi o que mais desmatou. Em setembro, o estado foi responsável por 39% da destruição da Amazônia, com 474 km². Essa área corresponde a quase metade do território de Belém. De acordo com o boletim do desmatamento da Amazônia divulgado pelo Imazon, nesta quarta-feira (20), seis das dez terras indígenas mais afetadas pelo desmatamento em setembro estão em solo paraense, e das dez unidades de conservação mais atingidas, metade fica no Pará. Entre os municípios, Portel, Pacajá, São Félix do Xingu e Itaituba, concentraram 35% da destruição da floresta no estado e estão entre as dez cidades que mais desmataram a Amazônia. Desmatamento da Amazônia Em setembro de 2021, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) detectou 1.224 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal, que é a pior marca para setembro em 10 anos. O desmatamento detectado em setembro de 2021 ocorreu no Pará (39%), Amazonas (21%), Rondônia (14%), Mato Grosso (12%), Acre (10%), Maranhão (2%), Roraima (1%) e Amapá (1%). As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 1.137 quilômetros quadrados em setembro de 2021, o que representa uma redução de 63% em relação a setembro de 2020, quando a degradação detectada foi de 3.048 quilômetros quadrados. Em setembro de 2021 a degradação foi detectada no Mato Grosso (84%), Pará (7%), Amazonas (4%), Rondônia (3%) e Acre (2%). Esse foi o sexto mês de 2021 em que a Amazônia teve a maior área destruída na década: março, abril, maio, julho e agosto também registraram o pior desmatamento desde 2012. Com isso, o acumulado de janeiro a setembro deste ano chegou a 8.939 km², 39% a mais do que no mesmo período em 2020 e o pior índice em 10 anos. Geografia do desmatamento Em setembro de 2021, a maioria (59%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado em assentamentos (29%), unidades de conservação (10%) e Terras Indígenas (2%). VÍDEOS com ás principais notícias do Pará
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20/10 - Desmatamento no Amazonas aumenta 71% em setembro
Aumento é em comparação com o mesmo período de 2020 e foi divulgado pelo Sistema de Alerta de Desmatametno (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Operação contra desmatamento é deflagrada em Humaitá, Sul do AM. Pelegrine Neto/SSP-AM O desmatamento no Amazonas aumentou 71% em setembro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatametno (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), e foram divulgados nesta quarta-feira (20). De acordo com o levantamento apresentado pelo instituto, em setembro de 2020 o desmatamento no estado atingiu uma área de 153 Km². Esse ano a faixa devastada foi de 261Km². O Imazon também detectou que a floresta perdeu diariamente uma área maior do que 4 mil campos de futebol apenas em setembro. Em todo o mês, foram devastados 1.224 km², o que corresponde ao tamanho da cidade do Rio de Janeiro. Com isso, o desmatamento no Amazonas corresponde a 21% de toda área devastada na Floresta Amazônica em setembro de 2021. O estado só perde para o Pará, que lidera o cenário, sendo responsável por 39% da devastação da floresta nesse período. A área com a maior intensidade de desmatamento fica na região Sul do estado, nas fronteiras com o Acre, Rondônia e Mato Grosso. Segundo o Imazon, setembro é o sexto mês do ano em que a Amazônia teve a maior área destruída na década. Março, abril, maio, julho e agosto também registraram o pior desmatamento desde 2012. Com isso, o acumulado de janeiro a setembro deste ano chegou a 8.939 km², 39% a mais do que no mesmo período em 2020 e o pior índice em 10 anos. Veja os vídeos mais assistidos do g1 Amazonas
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19/10 - Peixes agonizam na lama em baía seca no Pantanal; veja também vídeo do antes e depois
Os vídeos mais recentes foram feitos em uma expedição que busca explicar sobre as 'extinção das espécies'. No Pantanal, os registros foram feitos pelo biólogo e cinegrafista Luiz Felipe Mendes. Peixes agonizam em resto de bacía, no Pantanal Lama, um resto de água, peixes e o último suspiro de vida se esvaindo em agonia. Um vídeo mostra peixes típicos da fauna pantaneira agonizando em meio a lama, do que restou de uma das bacias da Serra do Amolar, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. O registro foi feito pelo biólogo e produtor de conteúdo audiovisual, Luiz Felipe Mendes. Assista ao registro acima. LEIA TAMBÉM PESQUISA: 4,65 bilhões de animais foram afetados com as queimadas no Pantanal PERDA: Um ano após perder 26% do bioma, Pantanal corre o risco de ter incêndios piores neste inverno LEVANTAMENTO: Pantanal aumenta 556 mil hectares em área de pastagem em vinte anos Mendes foi ao Pantanal para gravar vídeos para um documentário alemão, que contará a história de extinção das espécies. No bioma, além de ver e registrar o vídeo dos peixes se debatendo, outros sentidos ficaram marcados. "Ali vemos a imagem, mas tem o som e o cheiro. Cheiro de morte, barulho dos peixes se batendo, é muito triste", relembra. "Ali", descrito por Mendes, é a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Eliezer Batista, na Serra do Amolar. A primeira ida do biólogo ao local foi em 2018, onde registrou um Pantanal completamente diferente do visto em 2021. Veja abaixo o vídeo com o antes e o agora do mesmo ponto. Imagens mostram o antes e depois de mesmo ponto na Serra do Amolar, no Pantanal 'É tudo muito triste' Peixes agonizam por vida em resto de bacía no Pantanal. Luiz Felipe Mendes/Reprodução Na semana do dia 24 de setembro deste ano, Mendes aterrissou no Pantanal. O biólogo já sabia que não encontraria as paisagens exuberantes vistas há anos. O cenário era o pós-fogo: seca extrema, resquícios de queimadas e um ressurgimento tímido do bioma. "Eu estou acostumado a ir ao Pantanal há muito tempo. Trabalho com filmagens de paisagens há vários anos. Meu foco sempre foi a beleza, o bonito, o Pantanal intenso, o Pantanal pleno. Participar da gravação deste documentário foi um choque muito grande. Eu já conhecia a região do Amolar, conheci em uma época que não estava na cheia, mas era cheio de vida. Dos pantanais que conheço, era o mais bonito em questão de paisagens, o que mais tinha água e refletia. Eu fiquei apaixonado. Voltar agora e ver estas condições, é muito triste", descreve. CENÁRIO NO BIOMA, Pantanal em seca: bioma perdeu 29% da superfície de água entre as cheias de 1988 e 2018 'Brasil em chamas': 57% do Pantanal foi queimado ao menos uma vez entre 1985 e 2020, aponta pesquisa Em 2020, quase 60% dos focos de incêndios no Pantanal foram provocados por ações humanas, dizem MPs Mendes diz que foi tomado por tristeza quando viu o Pantanal, até então desconhecido. A fauna e flora exuberantes, então afetadas pelas queimadas de 2018, 2019, 2020 e 2021, já era diferente. "O primeiro contato quando vi foi aquilo. É muito triste saber que o Pantanal tem essa beleza exuberante e que agora, com esta seca, é muito triste ver estas vidas se perdendo", reflete. Nos três primeiros dias de expedição, Mendes diz ter ficado impactado. Conforme o tempo passou e diante da missão de registrar o rescaldo da destruição, um sentimento anestésico tomou conta. "Saber que por conta da nossas atitudes o mundo está vivendo essa mudança climática que afeta a vida. Você presenciar isso de perto é muito doloroso". Futuro... incerto Pantanal registrado por Luiz Felipe Mendes, em 2021. Luiz Felipe Mendes/Arquivo pessoal "É importante mostrarmos para o pessoal que estas mudanças estão acontecendo. O choque é bem importante, porque corremos o risco de perder esta beleza. Temos que mudar os nossos hábitos para termos o Pantanal por mais tempo", alerta o biólogo. Mesmo que as águas e chuvas voltem, os 4,65 bilhões de animais afetados com as queimadas no Pantanal podem não se recuperar totalmente. Outros 10 milhões morreram, afetando a diversidade biológica da região. "A baía que estava cheia de vida, os peixes morreram. Se a chuva demorar, os peixes colocam ovos, alguns podem conseguir retornar. 95% foram extintos. Onde era uma bacia cheia de vida, virou um deserto árido. Mesmo que as águas voltem, as vidas que foram perdidas não voltam mais", explica. Já em casa, depois da expedição, Mendes remonta que ao rever as fotos e vídeos, junto da família, sentiu a tristeza novamente. "Chegar em casa e ver todos os vídeos, de novo, é impactante demais, é triste. As nossas ações estão acabando com o bem que a gente tem. Isso é o registro no Pantanal, mas é reflexo do que está acontecendo na Amazônia, no Cerrado e em todos os biomas. É triste saber que talvez a minha filha não tenha o mesmo privilégio que eu tive", finaliza. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
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19/10 - Após reunião com Duque, Bolsonaro diz que Brasil e Colômbia vão à COP 26 'unidos' sobre a Amazônia
Presidentes do Brasil e Colômbia se reuniram no Palácio do Planalto a pouco menos de duas semanas da conferência da ONU. Duque defendeu uma luta eficaz contra os crimes ambientais. O presidente da Colômbia, Iván Duque, e o presidente Jair Bolsonaro se reuniram no Palácio do Planalto Antonio Cruz/Agência Brasil O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (19), após reunião com o presidente da Colômbia, Iván Duque, que os dois países chegarão "unidos" à conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima, a COP 26, para tratar da "querida, rica e desejada Amazônia". Bolsonaro e Duque se reuniram no Palácio do Planalto. Os dois tiveram uma reunião privada e, depois, um encontro com ministros e outros assessores. Após, os dois líderes fizeram um pronunciamento. Bolsonaro mencionou a floresta, que está no território dos dois países, ao final da sua fala. "Com toda a certeza chegaremos unidos em Glasgow para tratarmos de um assunto muito importante e caro para todos nós: a nossa querida, rica e desejada Amazônia", disse Bolsonaro em declaração à imprensa ao lado do presidente colombiano. A COP 26 se inicia no próximo dia 31 de outubro, na Escócia. O encontro debaterá medidas que deverão ser adotadas por países e empresas para tentar frear o processo de mudanças climáticas. Assim, a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Empresários pedem que o Brasil apoie a regulamentação dos créditos de carbono na COP-26 O governo brasileiro deverá apresentar na conferência sua estratégia para cumprir metas estabelecidas, entre as quais, zerar o desmatamento ilegal até 2030. O governo brasileiro enfrenta críticas desde o início da gestão de Bolsonaro, em 2019, críticas pela política ambiental do presidente, um crítico do que chama de indústria da multa. Durante o atual governo o desmatamento na Amazônia registrou altas históricas. Duque também abordou a preservação da Amazônia em seu discurso. Para o presidente colombiano, é preciso respeitar a soberania na região e ter uma luta "eficaz" contra crimes ambientais. "A Amazônia para nós é um território muito valioso e a cuidamos dentro da nossa soberania. É também muito importante que esta defesa traga consigo uma luta eficaz contra crimes ambientais", disse. Duque defendeu que os países amazônicos levam juntos à COP 26 uma mensagem "inequívoca" sobre a necessidade de proteger a floresta, o que poderá reduzir emissões de gases de efeito estufa. Pandemia, aeronaves e comércio Bolsonaro afirmou que Brasil e Colômbia esperam "brevemente voltar à normalidade" com o avanço da vacinação e da queda de casos de Covid-19. Duque já se vacinou, enquanto Bolsonaro declarou que não pretende receber o imunizante. O presidente do Brasil também informou que Duque deseja renovar a frota de aeronaves militares da Colômbia, em especial da família do Super Tucano, feito pela Embraer. Bolsonaro não deu detalhes sobre quantidade de aeronaves e valores. Bolsonaro ainda relatou que discutiu com Duque temas sobre biodiesel e etanol e segurança nas fronteiras. Já o presidente Colombiano destacou o bom momento da relação entre os dois países e reforçou o convite para investimentos brasileiros no país vizinho. Durante a visita de Duque, Brasil e Colômbia assinaram sete atos bilaterais, entre os quais, um acordo de serviços aéreos. VÍDEOS: veja mais notícias de política
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19/10 - Governadores da Amazônia Legal devem apresentar ações para bioeconomia no COP26, diz Helder Barbalho
Acordo para direcionar recursos à bioeconomia foi assinado durante Fórum Mundial em Belém com objetivo de 'conciliar emprego e renda sem conflito com preservação da floresta', segundo governador do Pará. Pará recebe Fórum Mundial de Bioeconomia para discutir propostas de desenvolvimento sustentável Os governadores que integram a Amazônia Legal assinaram durante o Fórum Mundial de Bioeconomia em Belém um acordo para direcionar recursos à bioeconomia na região. Segundo o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), em entrevista à Globo News nesta terça-feira (19), as ações serão apresentadas na COP26 (Conferência das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas). "Estamos construindo soluções. Reunimos o consórcio de governadores que compõem a Amazônia Legal para também construir ações coletivas, que inclusive estaremos apresentando na COP26", afirmou. O documento foi assinado na noite de segunda-feira (18) e prevê direcionar recursos para cadeias produtivas da área de bioeconomia. Além do Pará, estiveram no encontro Flávio Dino, governador do Maranhão; Gladson de Lima Cameli, governador do Acre; Wilson Miranda Lima, governador do Amazonas; Otaviano Pivetta, vice-governador do Mato Grosso; Marcos José Rocha dos Santos, governador de Rondônia; Antonio Denarium, governador de Roraima; Wanderlei Barbosa Castro, vice-Governador do Tocantins; e Antônio Waldez Góes da Silva, governador do Amapá. Governadores da Amazônia Legal com um dos documentos assinados no Fórum Mundial da Bioeconomia em Belém Bruno Cecim/Agência Pará Além do termo conjunto, houve assinatura de decreto para criar uma estratégia Estadual de Bioeconomia. Produção aliada à sustentabilidade O governador do Pará destacou entre as possibilidades de incentivos na bioeconomia, apoio a produtores de cacau, açaí, castanha-do-Pará, pimenta-do-reino e dendê "Para conciliar geração de emprego e renda à proteção de milhões de brasileiros que aqui moram ,sem que seja conflitante com o compromisso que todos devemos ter com a preservação da floresta, com a agenda climática, com a redução de gases do efeito estufa", disse. Ainda conforme o governador, o Fórum da Amazônia tem dialogado com o governo federal para que lidere os processos de ampliação de produções voltadas à bioeconomia. "É importante que haja a participação do governo federal para liderar este processo. Estamos fazendo nosso dever de casa. [...] Também estamos dialogando com o Ministério do Meio Ambiente, com BNDS [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], que seja fonte de financiamento e apoio a produtores à industria vinculada à bioeconomia. Mas compreendo que não devemos esperar um pelo outro: há pressa, há necessidade". Belém sedia Fórum Internacional de Bioeconomia Esta é a primeira vez que o Fórum Mundial de Bioeconomia (WCBEF), que vai até quarta-feira (20), é realizado fora do local sede, na Finlândia. Além de autoridades, participam expositores. A pauta de discussões é o uso e diversidade de recursos naturais, aliada à sustentabilidade. - veja no vídeo acima. Outros compromissos firmados Além do acordo pela bioeconomia, também foi assinado um "Memorando de Entendimento à Cooperação Alemã-GIZ e Emergente/LEAF Coalition" para "financiamentos para projetos de combate ao desmatamento e conservação florestal", segundo o governo do Pará. A cooperação entre os países envolvidos deve ocorrer também na Cop26. Um edital também foi lançado para que empresas "para concessão florestal destinada à venda de crédito de carbono". A empresa concessionária teria de proteger à unidade vinculada. "O desmatamento evitado deve ser convertido em crédito de carbono, a ser comercializado no mercado voluntário e o produto, repartido com o Estado", informou o govermo. Durante o Fórum, o governo do Pará assinou ainda um decreto para criação da Unidade de Conservação de São Benedito, na cidade de Novo Progresso, e decreto para criar um Comitê Gestor da Política Estadual de Clima. Leia mais: COP26: O que é a conferência do clima em Glasgow e por que ela será tão importante VÍDEOS com as notícias do Pará Veja outras notícias do estado no g1 Pará
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18/10 - Iniciativas sustentáveis em unidades de conservação garantem sustento de famílias e protegem a natureza no AM
Levantamento mostra que entre os meses de janeiro e agosto deste ano houve uma redução de 61% no número de queimadas em 16 unidades de conservação do estado. Comunidades estão reduzindo focos de incêndio no Amazonas No Amazonas, apesar do recorde de queimadas no mês de agosto, iniciativas sustentáveis em 16 unidades de conservação tem garantido o sustento de famílias e a redução dos focos de incêndio nesses locais. Na Comunidade do Tumbira, a uma hora de barco de Manaus, Roberto Brito trabalha com turismo - uma rotina bem diferente de anos atrás. “Se você olhar dez anos atrás, onze anos atrás, a gente estaria no mato derrubando madeira para se sustentar, sem qualidade de vida nenhuma, só somando mais com o desmatamento", diz Brito. Ele deixou a extração de madeira quando a comunidade passou a fazer parte de uma unidade de conservação ambiental. Agora, para fazer o uso da terra ou extrair qualquer matéria-prima da floresta, é preciso ter autorização e o acompanhamento de órgãos ambientais. Qualquer ação que cause impactos negativos ao ambiente é considerada criminosa. A artesã Izolena Garrido produz biojóias. “Sem a natureza a gente não teria nenhuma matéria-prima para construir, não teria cores para minha fibra, não teria fibra para eu fazer, então a minha maior parceira, aliada, amiga, chama-se Natureza”, diz. Um estudo da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostrou que as medidas de proteção têm gerado bons resultados. O levantamento mostra que entre os meses de janeiro e agosto deste ano houve uma redução de 61% no número de queimadas em 16 unidades de conservação do estado, comparado ao mesmo período do ano passado. O número é bastante significativo porque essas unidades abrangem mais de 11 milhões de hectares de floresta. Os moradores de uma comunidade de indígenas da etnia baré transformam a madeira que encontram caída na mata em artesanato. As peças são vendidas em uma plataforma digital. “De 70% a 80% do valor de compra do produto é feito diretamente para o artesão. A grande vantagem é que o impacto econômico disso possa ajudar as comunidades a melhorarem economicamente e isso possa melhorar a qualidade de vida dos que moram na floresta”, explica Wildney Mourão, coordenador de empreendedorismo da FAS. “Através da arte é representada a identidade do povo. Representa essa conexão com a natureza”, disse o artesão Joarlison Garrido. “Importante lembrar que a Amazônia em pé é de interesse nacional. A crise hídrica que hoje afeta a tarifa de energia elétrica, ela vai ser muito mais grave no futuro se continuarmos desmatando a Amazônia como estamos fazendo, porque a Amazônia demita os rios flutuantes, as chuvas que abastecem os reservatórios em todo o Brasil”, explicou o superintendente da FAS, Virgílio Viana. Unidades de conservação no Amazonas Janailton Falcão/Sema Veja os vídeos mais assistidos do Amazonas
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18/10 - Especialista que atua no Caribe capacita mergulhadores para capturar peixe invasor venenoso em Fernando de Noronha
Moradores da ilha também participaram do treinamento com o biólogo brasileiro Paulo Bertuol, que trabalha no Parque Nacional Marinho de Bonaire. Peixe-leão é venenoso Fábio Borges/Acervo pessoal Mergulhadores e moradores de Fernando de Noronha participaram de um treinamento sobre o peixe-leão, espécie invasora e venenosa encontrada na ilha. A capacitação foi realizada pelo biólogo brasileiro Paulo Bertuol, que trabalha no Parque Nacional Marinho de Bonaire, no Caribe, local onde o animal foi identificado em 2009. Entenda riscos oferecidos pelo peixe-leão Infográfico detalha animal invasor venenoso Segundo o especialista, é possível dizer que existe uma invasão da espécie em Fernando de Noronha. “Eu acredito que há uma invasão porque existem locais não explorados pelo mergulho. Nesses lugares há uma grande possibilidade de existir o peixe-leão", afirmou. As palestras e os exercícios práticos no mar aconteceram até o domingo (17) em Fernando de Noronha (veja detalhes do treinamento mais abaixo). O especialista visitou a ilha a convite do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio). Mergulhadores participaram do treinamento ICMBio/Divulgação Em Noronha, foram capturados 13 peixes-leão. A última captura ocorreu no dia 14 de outubro e foi feita pela equipe da operadora Águas Claras, que recolheu o animal com vida e o entregou ao ICMBio. Segundo pesquisadores, o peixe-leão oferece riscos ao meio ambiente e pode causar desequilíbrio ecológico. O animal, que tem nome científico Pterois volitans, pode consumir espécies endêmicas, que só existem na região da ilha. Peixe-leão foi capturado vivo na ilha Dayvson Reis/Acervo pessoal A primeira captura do peixe-leão em Noronha aconteceu em dezembro de 2020. Esses animais voltaram a ser vistos na ilha no segundo semestre de 2021, com um deles sendo recolhido em julho. Em agosto, foram três animais capturados. No mês de setembro, houve a captura de sete peixes-leão. Treinamento Durante o treinamento, o biólogo Paulo Bertuol apresentou um histórico da captura do animal no Caribe e as ações desenvolvidas naquele local, além de fazer comparações com a situação atual de Noronha. Peixe-leão capturado em Fernando de Noronha no dia 14 de outubro Dayvson Reis/Acervo pessoal Além disso, o especialista indicou as melhores formas de fazer a captura do peixe invasor e os cuidados necessários para evitar ser atingido por um dos espinhos do animal. Paulo, inclusive, já precisou de atendimento médico por causa do peixe-leão. O biólogo explicou que é preciso utilizar o arpão em tiros certeiros, para evitar depredar corais. Ele sugeriu uma aproximação lenta do animal e recomendou nunca utilizar o peixe-leão para alimentar outras espécies. Paulo Bertuol falou do trabalho realizado no Caribe Ana Clara Marinho/TV Globo O profissional também avaliou os trabalhos de controle do animal realizados em Noronha, que incluem desde capacitação até a coleta realizada pos profissionais de mergulho. “Em Fernando de Noronha, eu vejo de forma muito positiva as ações desenvolvidas com a participação das operadoras de mergulho, dos moradores e os trabalhos do ICMBio. O órgão conseguiu atuar rapidamente e realizar um plano de controle”, declarou. Os participantes da capacitação a consideraram importante. “Esse treinamento vai ajudar nessa nova demanda que encontramos na ilha. Eu não tive a oportunidade de capturar o peixe-leão, mas, se for necessário, estou capacitado. As informações recebidas vão ajudar", disse o instrutor de mergulho José Alfredo Neto. Mergulhadores e moradores participaram do treinamento Ana Clara Marinho/TV Globo O mergulhador e fotógrafo Fábio Borges também participou do treinamento. Ele, que já fez capturas desse peixe em mergulhos no exterior, contou que a capacitação possibilitou ampliar o seu conhecimento. “Recebemos informações importantes de situações que podemos esperar em Noronha. Acredito que podemos planejar as ações e prevenir que a situação se alastre muito na ilha”, disse Fábio. A direção do ICMBio montou etapas de monitoramento para o controle do peixe-leão em Noronha. “É possível ter um ambiente controlado, mas não acredito que seja possível eliminar a espécie na ilha”, declarou a chefe do ICMBio em Noronha, Carla Guaitanele. Peixe-leão Arte/G1 Vídeos de PE mais vistos nos últimos 7 dias “Em Fernando de Noronha eu vejo de forma muito positiva as ações desenvolvidas com a participação das operadoras de mergulho, dos moradores e os trabalhos do ICMBio. O órgão que rapidamente conseguiu atualizar e conseguiu realizar um plano de controle”, declarou. 00:00 / 28:30
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18/10 - Após reunião com Mourão, novo embaixador da Noruega diz que Brasil precisa de plano concreto contra o desmatamento
Odd Magne Rudd discutiu com o vice-presidente ações de preservação na Amazônia. A Noruega financia o Fundo Amazônia, parado desde 2019. O embaixador da Noruega, Odd Magne Rudd, falou com jornalistas após reunião com Mourão Guilherme Mazui/g1 O novo embaixador da Noruega no Brasil, Odd Magne Rudd, afirmou nesta segunda-feira (18), após reunião com o vice-presidente Hamilton Mourão, que o Brasil precisa de um plano concreto para o desmatamento. Rudd deu a declaração a jornalistas após a audiência com Mourão, que preside o Conselho Nacional da Amazônia e tenta destravar o Fundo Amazônia. A Noruega é um dos países financiadores. “Nós temos algumas discordâncias sobre o Fundo da Amazônia, mas estamos prontos para conversar”, disse o embaixador, que acrescentou: “O Brasil precisa de um plano concreto para o desmatamento, precisa acordar um estilo de gestão do comitê.” Criado em 2008 para financiar projetos de redução do desmatamento e fiscalização, o Fundo Amazônia está parado desde abril de 2019, quando o governo Bolsonaro extinguiu os colegiados Comitê Orientador (COFA) e o Comitê Técnico (CTFA), que formavam a base do Fundo. À época, Noruega suspendeu repasses ao fundo. Em resposta, Bolsonaro afirmou que o Brasil não precisava do dinheiro da Alemanha para preservar a Amazônia. No ano passado, a rede Observatório do Clima apontou que o fundo tem cerca de R$ 2,9 bilhões parados. Fernando Gabeira sobre a Amazônia: ‘Recuperar órgãos ambientais e substituir pessoas colocadas politicamente é melhor que colocar o Exército’ Mourão Mourão está desde fevereiro de 2020 à frente do Conselho da Amazônia. Em abril passado, ele afirmou que o Brasil pretende reduzir pouco a pouco o desmatamento ilegal até zerar a prática em 2030. Na oportunidade, o conselho oficializou o Plano Amazônia 2021/2022 que indicou uma meta. A meta, contudo, é menor do que a quantidade de desmatamento registrada no governo Bolsonaro. O texto prevê reduzir o desmatamento, até o fim de 2022, aos níveis do que foi registrado, na média, entre 2016 e 2020. Entretanto, na prática, segundo a rede Observatório do Clima (OC), o objetivo do governo não é reduzir, mas deixar a Amazônia ao final de 2022 com uma devastação "apenas" 16% maior do que a registrada no período anterior ao governo Bolsonaro. Plano Amazônia e COP 26 Mourão também concedeu entrevista após a audiência com o embaixador da Noruega. O vice-presidente declarou que o Brasil tem planos em execução e deu como exemplo o Amazônia 2021-2022. O vice declarou que discutiu com Rudd a retomada do Fundo Amazônia e destacou que será importante nesse processo o desempenho do Brasil nas reuniões da conferência sobre o clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 26. O evento começa em 31 de outubro na Escócia e debaterá mudanças climáticas e preservação ambiental. "O nosso desempenho nas reuniões que vão ocorrer na COP vai ser importantíssimo para que a imagem do país em termos de questão ambiental seja recuperada", disse Mourão, que não tem previsão de ir à conferência. O vice-presidente informou que na próxima quinta-feira (21) terá reunião com o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, na qual será apresentar a estratégia do Brasil na COP 26. "Dentro desta estratégia está o planejamento de como atingir as obrigações nacionalmente determinadas, entre elas, o fim do desmatamento ilegal até 2030", disse Mourão. VÍDEOS: veja mais notícias de política
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18/10 - No AC, economista larga carreira e investe em acessórios feitos de crochê com fios de malha de resíduos têxteis
Amanda Leão faz acessórios usando o Upcycling, alternativa sustentável para criar e transformar peças utilizando material que seria descartado para criar algo novo. Amanda fabrica acessórios feitos de fios de malha Arquivo pessoal Encontrar uma forma de se reinventar, ganhar dinheiro para sustentar a família em meio à pandemia. Esse foi o pontapé inicial para que a economista e microempreendedora Amanda Leão, de 44 anos, começasse a pensar em investir em um novo desafio: criar acessórios feitos de crochê com fios de malha a partir de resíduos têxteis. Para isso, Amanda conta que resolveu utilizar o upcycling, uma alternativa sustentável para criar e transformar peças utilizando material que seria descartado para criar algo novo. Diferente da reciclagem, que utiliza resíduos para transformar algo em um produto de baixo custo, a ideia da técnica é agregar valor ao novo produto confeccionado. Tudo isso é feito a partir da sustentabilidade. Kits de escritório e vasinhos para plantas são acessórios que mais saem Arquivo pessoal O primeiro passo foi saber como iria fabricar as peças. Aí veio a ideia de utilizar o crochê moderno e fabricar acessórios coloridos, diferenciados e que chamassem atenção dos futuros clientes. A economista conta que precisava pensar em algo que desse dinheiro, mas que fosse sustentável. “Bom, eu sou mãe solo, então, tudo começou porque tive minha filha e deixava ela com babá. Mas, não estava dando muito certo, porque ela estava magrinha, não se acostumava, aí pensei que precisava de um trabalho que eu pudesse ficar mais com ela. Pensei: ‘o que eu sei fazer?’. Aí lembrei que quando era pequena fazia roupas para mim, e sabia fazer tricô, então, fui atrás de uma matéria-prima que eu pudesse usar para fabricar acessórios, aí resolvi testar o crochê, e fui na pegada do crochê moderno.” Bolsas feitas de fios de malha Arquivo pessoal Amanda fala que usar fios de malha, além de agregar beleza nos acessórios que fabrica ainda ajuda a preservar o meio ambiente. “A reciclagem é uma tendência quase que mundial, você transformar uma coisa que ia ser jogada no lixo em peças e agora, além de chaveiros, kits de escritório, agora estou fazendo bolsas, eu amo essa técnica. Usando os fios de malha tanto para quem faz quanto para quem compra é uma alternativa mais sustentável e aí a agente acaba tendo um consumo consciente”, acrescenta. A microempreendedora lembra que as primeiras peças com fios de malha que fez foram uns sousplats que uma amiga pediu que ela fizesse. "Quando comecei, já me apaixonei. É muito bom tecer com o fio de malha, além disso, como eu falei, tem essa pegada do crochê moderno, diferente do crochê da vovó." Amanda Leão diz que seu hobby, que é crochetar, agora virou profissão Arquivo pessoal Hobby que virou profissão A ideia de montar a lojinha virtual e fabricar as peças de crochê com fios de malha surgiu durante a pandemia, quando Amanda ficou sem emprego. Em maio deste ano ela conta que postou as primeiras peças e diz que a aceitação foi boa. O preço das peças varia de R$ 30 a R$ 230. “Sou economista, saí do trabalho aí fui trabalhar como maquiadora e como animadora de festa. Só que veio a pandemia e essas duas atividades ficaram 100% paradas. Durante a pandemia, antes de começar a fazer os acessórios de malha, eu conseguia me sustentar com uma renda que eu recebo, mas eu precisava de algo mais. Quando fiquei em casa pensei em uma alternativa e resolvi investir no crochê”, acrescenta. Hoje, Amanda fala que gosta do que faz e que pretende expandir seus negócios. “Quero futuramente ter uma marca de bolsas artesanais. Por enquanto tenho uma loja virtual de onde eu tiro o meu sustento, mas as vendas estão boas, as pessoas gostam dos produtos que eu fabrico e eu sou muito agradecida.” Amanda deixa um recado a todas as mulheres que querem se aventurar a empreender. "Eu usei meu hobby e transformei em profissão. Amo fazer crochê, é minha terapia, então, deu certo”, finaliza. Agora Amanda foca na produção de bolsas Arquivo pessoal Veja os jornais do Acre
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18/10 - O Assunto #560: CLIMA - o desafio maior das cidades
Em menos de 2% da superfície, elas concentram mais da metade da população e respondem por 60% das emissões de gases que aquecem o planeta. Sentem particularmente as consequências –na forma, por exemplo de temperaturas extremas e inundações– e são, ao mesmo tempo, território para a busca de soluções para a crise climática. Você pode ouvir O Assunto no g1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio. Em menos de 2% da superfície, elas concentram mais da metade da população e respondem por 60% das emissões de gases que aquecem o planeta. Sentem particularmente as consequências –na forma, por exemplo de temperaturas extremas e inundações– e são, ao mesmo tempo, território para a busca de soluções. É esse o tema do terceiro episódio da série especial que O Assunto publica como preparação para a Conferência da ONU sobre o Clima -a partir de 31 de outubro em Glasgow, na Escócia. “Os lugares para começar a atuar dentro das nossas cidades são aqueles onde vivem os mais vulneráveis”, afirma o geógrafo Henrique Evers, gerente de desenvolvimento do Instituto WRI Brasil. Ele se refere a áreas de risco urbanizadas no atropelo, e explica por que, a esta altura, será preciso não apenas mitigar as ameaças, mas também inventar adaptações a mudanças climáticas já em curso. Na conversa com Renata Lo Prete, Henrique detalha experiências como a dos “jardins de chuva” e apoia a ideia de cobrir de plantas toda a superfície possível das cidades. A natureza, lembra ele, não é barreira, e sim “fonte de solução”. Participa também o arquiteto e urbanista Roberto Montezuma, professor da Universidade Federal de Pernambuco. Ele analisa problemas e experiências de Recife, capital especialmente exposta a um dos efeitos mais dramáticos do aquecimento global: a elevação do nível dos oceanos. A série especial será publicada às segundas-feiras, até o início da COP-26. O que você precisa saber: O Assunto #556: CLIMA - quem pagará a conta das mudanças? O ASSUNTO #551: CLIMA - onde estamos 6 anos depois de Paris ELEVAÇÃO DO NÍVEL DO MAR: veja como cidades brasileiras podem ser afetadas PALHOÇA: Cerca de 20 famílias ficam ilhadas na cidade catarinense CAMPO GRANDE: Tempestade de poeira encobre a capital de MS SÃO PAULO: Poluição do ar na cidade de SP aumenta 44% em agosto CANADÁ: pessoas morreram em decorrência à forte onda de calor EUA: estados enfrentam a pior seca em 20 anos O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Arthur Stabile, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Giovanni Reginato. Neste episódio colaboraram também: Gabriel de Campos e Ana Flávia Paula. Apresentação: Renata Lo Prete. Comunicação/Globo O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça - e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.
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16/10 - Mudanças climáticas: por que a política da China para o clima afeta você também
A batalha contra o aquecimento global depende muito do sucesso dos esforços da China, que lidera as emissões de gases nocivos. Ilustração de paisagem na China com a bandeira do país BBC/Getty Images A luta contra a mudança climática passa invariavelmente pela redução das emissões de carbono pela China, hoje uma das mais elevadas do planeta e em trajetória ainda crescente. Segundo o presidente do país, Xi Jinping, as emissões atingiriam um pico ainda antes de 2030 e, graças à política de transição energética, a neutralidade de carbono seria alcançada até 2060. Ele não detalhou, contudo, como alcançará essa meta extremamente ambiciosa. Crescimento explosivo Enquanto todos os países enfrentam problemas para reduzir suas emissões, a China tem possivelmente o maior desafio, dado o tamanho de sua população e seu agressivo crescimento econômico. Suas emissões per capita são cerca de metade do registrado pelos Estados Unidos. Com 1,4 bilhão de habitantes, entretanto, a China libera em termos nominais mais gases nocivos ao meio ambiente do que qualquer outro país. Tornou-se o maior emissor mundial de dióxido de carbono em 2006 e agora é responsável por mais de um quarto das emissões globais de gases do efeito estufa. SAIBA MAIS: Os 15 países que emitiram mais CO2 nas últimas 2 décadas (e em que posição está o Brasil) EUA e China estão 'comprometidos a cooperar' diante da crise climática Mapa mostra usinas a carvão em construção na China BBC Os compromissos assumidos estarão sob os holofotes na cúpula climática global COP26 neste mês de novembro. ENTENDA: COP26 - O que é a conferência do clima em Glasgow e por que ela será tão importante Junto com todos os outros signatários do Acordo de Paris em 2015, a China concordou em fazer mudanças para tentar manter o aquecimento global em 1,5°C acima dos níveis pré-industriais e "bem abaixo" de 2°C. O país reforçou seus compromissos em 2020, mas o Climate Action Tracker, um grupo internacional de cientistas e especialistas em políticas para o clima, aponta que as ações tomadas para cumprir essa meta são "altamente insuficientes". Dependência do carvão Reduzir as emissões da China é possível, de acordo com muitos especialistas, mas exigirá uma mudança radical. O carvão é a principal fonte de energia do país há décadas. O presidente Xi Jinping afirma que irá "reduzir gradualmente" o uso de carvão a partir de 2026. E que não construirá novos projetos movidos a carvão no exterior - mas alguns governos e ativistas dizem que os planos são pouco ambiciosos. Pesquisadores da Universidade Tsinghua, em Pequim, dizem que o país precisará parar de usar carvão inteiramente para gerar eletricidade até 2050. O sistema deverá ser substituído pela produção de energia nuclear e renovável. E, longe de fechar usinas elétricas movidas a carvão, a China está atualmente construindo novas plantas em mais de 60 pontos do país. Em muitos desses locais há mais de uma usina sendo erguida. Energia consumida na China por fonte BBC Como as novas estações de produção costumam ficar ativas por 30 a 40 anos, a China precisará reduzir a capacidade das usinas mais novas e também fechar as antigas se quiser reduzir as emissões, afirma o pesquisador Philippe Ciais, do Instituto de Ciências Ambientais e Climáticas de Paris. Pode ser possível fazer uma reforma em alguns deles para diminuir as emissões, mas a tecnologia para fazer isso em grande escala ainda está em desenvolvimento - muitas plantas terão que ser fechadas após o uso mínimo. Emissões globais de CO2 terão segundo maior aumento da história em 2021, diz Agência Internacional de Energia A China argumenta que tem o direito de fazer o que os países ocidentais fizeram no passado, liberando dióxido de carbono no processo de desenvolvimento de sua economia e redução da pobreza. No curto prazo, Pequim ordenou que as minas de carvão aumentem a produção para evitar a escassez de energia no próximo inverno. O aumento da demanda da indústria pesada após a pandemia de Covid-19 levou à escassez em várias regiões do país nas últimas semanas. Pesquisadores da Universidade de Tsinghua dizem que 90% da energia deve vir de fontes nucleares e renováveis ​​até 2050. Para alcançar esse objetivo, a liderança da China na fabricação de tecnologia verde, como painéis solares e baterias em grande escala, pode ser de grande ajuda. A China primeiro adotou as tecnologias verdes como meio de combater a poluição do ar, um problema sério para muitas cidades. Mas o governo também acredita que eles têm um enorme potencial econômico, proporcionando empregos e renda para milhões de chineses, além de reduzir a dependência do petróleo e gás estrangeiros. "A China já está liderando a transição energética global", disse Yue Cao, do Overseas Development Institute. "Uma das razões pelas quais somos capazes de implantar tecnologia verde cada vez mais barata é a China." A China gera mais energia solar e eólica do que qualquer outro país. Isso pode não ser tão impressionante, dada a enorme população chinesa, mas é um sinal de para onde o país está se dirigindo. A estimativa é que a proporção de energia gerada a partir de fontes renováveis atingir 25% do total até 2030 - e muitos especialistas acreditam que a meta seja atingida antes. Carros elétricos Carros elétricos no mundo BBC A China ocupa o sétimo lugar no mundo em vendas de carros elétricos, proporcionalmente. Mas, devido ao seu enorme tamanho, ela fabrica e compra mais carros elétricos do que qualquer outro país por uma margem considerável. Atualmente, cerca de um em cada 20 carros comprados na China é movido a eletricidade. As autoridades chinesas e representantes da indústria automobilística preveem que quase todos os veículos novos vendidos na China serão totalmente elétricos ou híbridos até 2035. Determinar o quanto a mudança para veículos elétricos reduz as emissões não é simples - principalmente quando se leva em consideração as fontes de fabricação e de carregamento. Mas estudos sugerem que as emissões ao longo da vida útil dos veículos elétricos são normalmente inferiores às dos equivalentes a gasolina e diesel. Isso é importante porque a queima de combustível do transporte é responsável por cerca de um quarto das emissões de carbono, sendo os veículos rodoviários os maiores emissores. A China também vai produzir, até 2025, baterias com o dobro da capacidade das usadas no restante do mundo. Observadores afirmam que isso permitirá o armazenamento e a liberação de energia de fontes renováveis ​​em uma escala antes impossível. A terra da China está ficando mais verde Mapa mostra reflorestamento na China BBC Mudar a forma de produção de energia não significa que a China parará de produzir emissões de gases do efeito estufa. Isso significa que a China vai cortar as emissões o máximo possível e absorver o que sobrar, por meio de uma combinação de diferentes abordagens. Aumentar a área de terra coberta por vegetação ajudará no processo, pois as plantas absorvem dióxido de carbono. Aqui, novamente, há notícias encorajadoras. O país está se tornando mais verde em um ritmo mais rápido do que qualquer outro país, em grande parte como resultado de seus programas florestais projetados para reduzir a erosão do solo e a poluição. Também é em parte resultado do replantio de campos para produzir mais de uma colheita por ano, o que mantém a terra coberta de vegetação por mais tempo. Qual o próximo passo? O mundo inteiro necessita que a China seja bem-sucedida na questão climática. "A menos que a China se 'descarbonize', não vamos vencer as mudanças climáticas", disse o professor David Tyfield, do Lancaster Environment Center. A China tem algumas grandes vantagens, principalmente sua capacidade de seguir estratégias de longo prazo e mobilizar investimentos de grande escala. As autoridades chinesas enfrentam uma tarefa colossal. O que acontece a seguir dificilmente poderia ser mais importante.
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16/10 - Para fomentar novos modelos de negócios sustentáveis, Instituto Amazônia +21 é lançado no AC
Lançamento foi feito neste sábado (16) na sede da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac). Para fomentar novos modelos de negócios sustentáveis, Instituto Amazônia +21 é lançado no AC Quésia Melo/Rede Amazônica Voltado para fomentar novos modelos de negócios capazes de promover o desenvolvimento sustentável, o Instituto Amazônia +21 foi lançado neste sábado (16) na sede da Federação das Indústrias do Acre (Fieac), em Rio Branco. O programa é para interessados em investir e fazer parcerias na Amazônia. A iniciativa se trata de um fórum internacional criado para promover negócios sustentáveis, conectar grandes empresas com empreendedores locais e articular projetos inovadores de alto impacto na Amazônia. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO) e articulador do Instituto, Marcelo Thomé, participa do evento e destacou que o objetivo é levar melhor qualidade de vida à população de toda região. O lançamento reuniu diversos empresários e autoridades na sede da Fieac. Segundo Thomé, a iniciativa do Instituto Amazônia+21 nasceu da percepção e do reconhecimento do potencial econômico e da geração de negócios, considerando a biodiversidade e o bioma amazônico. “Nossa iniciativa tem por objetivo fomentar negócios sustentáveis, a partir das potencialidades da floresta amazônica. O público-alvo são as pequenas e médias empresas da Amazônia, conectadas às grandes empresas nacionais e estrangeiras, inserindo-as nas cadeias de fornecimentos dessas empresas e, principalmente, podendo atrair investidores e sensibilizar as instituições financeiras a orientar e criar linhas de financiamento específicas para o negócio na Amazônia”, disse. Lançamento do Instituto Amazônia +21 foi feito neste sábado (16) na sede da Fieac Quésia Melo/Rede Amazônica Assessoria aos empreendedores Entre as ações que devem ser desenvolvidas pelo instituto estão os serviços de assessoria na aplicação de recursos para projetos sustentáveis e articulação de parcerias voltadas para a incorporação de novas tecnologias. Além de consultoria técnica com base em critérios ESG (Environmental, Social and Governance) orientados por gestão eficiente de projetos, difusão de práticas ESG voltadas para a região Amazônica e mensuração de resultados e impactos dos projetos implementados. “Cada vez mais o mundo exige que a produção seja sustentável, que as empresas tenham responsabilidade socioambiental. O instituto vem para apoiar os empresários locais na construção da cultura ESG nos negócios amazônicos. Nossos projetos, essencialmente, são projetos que permitam a agregação de valor, processos industriais limpos e sustentáveis na Amazônia, a partir da pesquisa e da inovação. Precisamos pensar em soluções tecnológicas compatíveis com a identidade amazônica”. Serão contempladas as comunidades locais e populações tradicionais da Amazônia, que é um dos objetivos que tem a participação dos nove estados da Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do estado do Maranhão. O presidente da FIEAC, José Adriano, ressalta a importância de viabilizar diálogos para o desenvolvimento sustentável, proteção do bioma Amazônia, geração de riqueza e qualidade de vida para 23 milhões de pessoas nos noves estados que compõem a Amazônia Legal. “Hoje é um dia especial para nossa federação, para nosso estado e para a região Amazônica. O Amazônia +21 é um instituto que vai fazer todo um trabalho conectado às empresas locais. Estamos ansiosos, porque talvez essa seja a primeira oportunidade que essas empresas do nosso estado vão ter de estarem se conectando a empresas do Brasil e do mundo, baseado na proposta de projetos que possam trazer uma industrialização e incentivo ao desenvolvimento de forma sustentável.” Reveja todos os telejornais do Acre Colaborou a repórter Quésia Melo da Rede Amazônica Acre.
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15/10 - Tamanduá-bandeira é resgatado pelo Corpo de Bombeiros em lagoa de tratamento de água em Dracena
Após a captura, o animal foi solto na natureza. Espécie suporta certa proximidade com o homem, sobrevivendo em áreas de lavouras e até perto de cidades. Tamanduá-bandeira é resgatado em lagoa de tratamento de água pelo Corpo de Bombeiros Corpo de Bombeiros Um tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) foi resgatado em uma lagoa de tratamento de água pelo Corpo de Bombeiros nesta quinta-feira (14), no bairro Córrego das Antas, em Dracena (SP). De acordo com a corporação, o animal havia caído na lagoa, que está desativada, e, depois de ser resgatado, foi solto na natureza. Olfato apuradíssimo A espécie tem distribuição em campos e cerrados das Américas Central e do Sul, desde a Guatemala até a Argentina. São insetívoros. Comem apenas formigas e cupins. Abrem os cupinzeiros e os formigueiros com as garras poderosas. Eles introduzem a longa língua, com diâmetro entre 1cm e 1,5cm, que pode se projetar a 60cm para fora da boca. Os insetos ficam grudados na língua e, desta forma, o animal apenas os engole. Tamanduá-bandeira é resgatado em lagoa de tratamento de água pelo Corpo de Bombeiros Corpo de Bombeiros Os tamanduás-bandeira são os únicos mamíferos terrestres que não possuem dentes. Os tatus e preguiças possuem dentes incompletos, sem a presença de esmalte. Seu comprimento da cabeça e do corpo é de 1 a 1,2 metro. Só de focinho são quase 45 centímetros e tem ainda a cauda, com 60 a 90 centímetros. A cauda tem pelos longos que formam uma espécie de bandeira, o que serviu para adjetivação de nome vulgar. VEJA TAMBÉM: Mãe tamanduá-bandeira, carregando filhote nas costas, é flagrada em área de reflorestamento em Presidente Epitácio; veja VÍDEO Animal de hábitos diurnos, normalmente vagaroso, mas quando perseguido pode fugir em galope. O famoso abraço de tamanduá, tido como símbolo de traição, é praticamente a única defesa desse animal desajeitado e de visão e audição muito limitadas. O melhor sistema de alerta do tamanduá-bandeira é o olfato, que é apuradíssimo. Ao pressentir o perigo, ele faz uso de articulações extras e levanta as patas dianteiras, apoiando o peso num tripé formado pelas duas patas traseiras e a cauda. É a posição de defesa, mas mesmo assim o tamanduá-bandeira suporta certa proximidade com o homem, sobrevivendo em áreas de lavouras e até perto de cidades. Tamanduá-bandeira é resgatado em lagoa de tratamento de água pelo Corpo de Bombeiros Corpo de Bombeiros Tamanduá-bandeira é resgatado em lagoa de tratamento de água pelo Corpo de Bombeiros Corpo de Bombeiros VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.
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15/10 - Morador de Presidente Prudente leva multa de R$ 5,5 mil por manter arara-canindé e papagaio-verdadeiro em cativeiro sem autorização
Segundo a Polícia Ambiental, o homem alegou que as aves estão na família há cerca de 30 anos e que encontrou a arara ainda filhote machucada na estrada quando era caminhoneiro. Homem mantinha arara-canindé em cativeiro em Presidente Prudente (SP) Polícia Militar Ambiental A Polícia Militar Ambiental aplicou uma multa de R$ 5,5 mil a um morador de Presidente Prudente (SP) que mantinha sem autorização em sua residência, no Jardim São Gabriel, uma arara-canindé e um papagaio-verdadeiro em cativeiro. Os policiais compareceram ao imóvel nesta sexta-feira (15) para a verificação de uma denúncia de aves em cativeiro e no local fizeram contato com o morador, de 68 anos, que permitiu a entrada da equipe e acompanhou a vistoria. Segundo a polícia, o homem alegou que as aves estão na família há cerca de 30 anos e que encontrou a arara ainda filhote machucada na estrada quando era caminhoneiro. As aves foram apreendidas, mas permaneceram sob a responsabilidade do infrator, a título de depositário fiel, por, segundo a polícia, não haver local apropriado para a destinação, aguardando decisão da Justiça. Em razão da presença das aves da fauna silvestre em cativeiro sem a autorização da autoridade ambiental competente, a multa de R$ 5,5 mil foi aplicada com base no artigo 25, parágrafo 3°, inciso III, da Resolução Sima-05/2021, da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, que dispõe sobre as condutas infracionais ao meio ambiente e suas respectivas sanções administrativas e dá providências correlatas. Homem mantinha arara-canindé em cativeiro em Presidente Prudente (SP) Polícia Militar Ambiental Ameaçada de extinção A arara-canindé (Ara ararauna), também conhecida como arara-de-barriga-amarela, arara-amarela, arara-azul-e-amarela, araraí e canindé, é uma das mais conhecidas representantes do gênero Ara, sendo uma das espécies emblemáticas do cerrado brasileiro e importante para muitas comunidades indígenas. Os indivíduos congregam-se frequentemente com outras araras e psitacídeos em barrancos de rios com solos ricos em minerais específicos. Vivem em bandos com até 25 indivíduos e chegam a medir 83 centímetros de comprimento. A ave tem uma longa cauda triangular, asas largas, um bico escuro grande e forte e as típicas patas zigodáctilas dos psitacídeos, com dois pares de dedos opostos, o que lhe dá grande destreza para escalar árvores e manipular os alimentos. A arara-canindé, que traz na plumária as cores da bandeira do Brasil, está ameaçada de extinção. Homem mantinha papagaio-verdadeiro em cativeiro em Presidente Prudente (SP) Polícia Militar Ambiental Casais unidos pela vida inteira O papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) nidifica em troncos ocos de palmeiras e outras árvores e regularmente em buracos de barrancos. O casal permanece junto, no ninho, mesmo durante o dia. Os ovos são pequenos, brancos e arredondados, e a postura é de 4 ovos. O papagaio-verdadeiro mede entre 35 e 40 centímetros, pesando 400 gramas. Parte da cabeça é amarela na área próxima aos olhos, com fronte e loros azuis, enquanto o encontro das asas e base da cauda é vermelho. Como todos os psitacídeos, vivem rigorosamente aos casais, permanecendo unidos pela vida inteira. Seu bico é escuro e o restante do corpo, verde. Ainda é muito procurado como animal de estimação (xerimbabo – na língua indígena), pelo motivo de ser considerado um falador, aprender a pronunciar palavras, imitar músicas, latir, tossir, rir; esta espécie é apta ao arremedo condicionado. Está entre as aves mais inteligentes do mundo. Daí ser uma das maiores vítimas do tráfico de animais no Brasil. Oitenta por cento dos animais apreendidos pela polícia são papagaios-verdadeiros. A espécie está distribuída, no Brasil, entre a região Nordeste (PI, PB e BA), pelo Brasil Central (MG, GO e MT), ao Rio Grande do Sul, e também é encontrada no Paraguai, no norte da Argentina e na Bolívia. Tem como habitat áreas de mata úmida ou seca, palmais e beira dos rios. Alimenta-se de sementes, frutos e flores, e aprecia muito os cocos de palmeiras. Homem mantinha papagaio-verdadeiro em cativeiro em Presidente Prudente (SP) Polícia Militar Ambiental VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.
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15/10 - Mourão diz que governo não renovará GLO na Amazônia; militares darão apoio logístico
Com decisão, operação de Garantia da Lei e da Ordem acaba nesta sexta (15). Chefe do Conselho da Amazônia, Mourão disse que órgãos fiscalizadores estão com maior capacidade de ação. Vice-presidente, Hamilton Mourão, em imagem de maio deste ano Guilherme Mazui/G1 O vice-presidente Hamilton Mourão informou que o governo federal não renovará a operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que permite o emprego de militares em ações de combate a crimes ambientais na Amazônia. Assim, a operação termina nesta sexta-feira (15). Segundo Mourão, que preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal, as Forças Armadas continuarão a atuar na Amazônia para prestar apoio logístico nas ações lideradas por órgãos civis de fiscalização. A operação foi autorizada pelo presidente Jair Bolsonaro no final de julho e tinha previsão de se encerrar em 31 de agosto. O governo, no entanto, decidiu prorrogar por mais 45 dias. Agora, foi anunciada a opção por não prorrogar o emprego dos militares. "Sem renovação da GLO. O que foi acertado: as Forças Armadas continuam a prestar apoio logístico, de comunicações e de inteligência. O Ministério do Meio Ambiente, que teve o seu orçamento duplicado, repassa o recurso necessário para o Ministério da Defesa. Coordenação feita dentro do grupo gestor e pronto, segue o baile", disse Mourão. Desmatamento na Amazônia pode elevar temperaturas a ponto intolerável ao corpo humano, diz estudo Apoio logístico O apoio logístico por parte das Forças Armadas, mencionado pelo vice-presidente, já é previsto por lei, de forma permanente. Na chamada "GLO ambiental", as tropas também foram autorizadas a agir em operações preventivas e repressivas para combater desmatamento e queimadas ilegais, por exemplo. O governo já tomou decisão similar em abril, quando encerrou a Operação Verde Brasil 2. Na ocasião, as Forças Armadas também voltaram a atuar no apoio logístico das ações, lideradas por órgãos como Ibama e ICMBio. No entanto, os altos índices de desmatamento fizeram o governo empregar os militares outra vez. Segundo Mourão, agora os órgãos de fiscalização estão com maior capacidade de fazer o trabalho, pois houve reforço de pessoal e de dinheiro. "As agências ambientais estão com mais gente agora em condições de trabalhar. Vamos lembrar que no ano passado a intensidade da Covid era muito maior, pessoal não estava vacinado, tem muita gente de mais idade que são funcionários das agências e agora estão em condições de trabalhar full [tempo integral]", argumentou Mourão A decisão de retirar os militares mais uma vez da liderança das ações de preservação ambiental ocorreu às vésperas da conferência sobre o clima das Nações Unidas (ONU), a COP 26, que discutirá no próximo mês, na Escócia, formas de reforçar a preservação ambiental e tentar conter as mudanças climáticas. O governo do presidente Jair Bolsonaro é criticado por ambientalistas, empresários e políticos por conta da política ambiental, com registros de aumento do desmatamento e das queimadas desde o início da gestão, em 2019.
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15/10 - Na pandemia, professora indígena improvisa sala de aula em casa e faz plantão tira-dúvidas para alunos em aldeia no AC
A indígena da etnia Puyanawa Maria de Fátima Rosa, de 42 anos, fala sobre desafios de educar durante a pandemia em uma aldeia, amor pela profissão e orgulho de ter conseguido vencer na vida. Professora indígena monta sala de aula em casa e faz plantão tira-dúvidas para alunos em aldeia no AC Arquivo pessoal "A educação transforma vidas". Essa frase representa bem a história de vida da professora indígena Maria de Fátima Rosa, de 42 anos, chamada em sua língua nativa de Awī peykãba, que significa mulher alegre. A educadora, que está se formando em pedagogia, nasceu e se criou na aldeia Barão, que fica no município acreano de Mâncio Lima, que faz fronteira com o Peru. No local há pelo menos 660 indígenas da etnia Puyanawa, de acordo com o último levantamento feito em 2018 pela Comissão Pró-Índio Acre. Apaixonada pela profissão, no Dia dos Professores, Maria diz que quem merece ser homenageada não é ela, mas sim, seus alunos, que ela tanto se dedica e ama. E foi pensando neles que ela, para evitar a evasão escolar durante a pandemia, teve a ideia de montar uma sala de aula alternativa dentro da própria casa para atender individualmente e seguindo todas as regras as regras sanitárias os alunos. "Os desafios para os professores no Brasil não são poucos, aí veio a pandemia. Primeiro eu tive que aprender a usar celular, que eu não tinha, comprei um e depois veio o acesso à internet. Mas, mesmo assim, a gente trabalha também com atividades impressas, manuscritas e ficamos de forma remota. Tive a ideia de fazer plantões tira-dúvidas. Montei uma sala de aula na minha casa para dar aulas individuais de reforço para ajudá-los e deu muito certo." Fátima diz que aulas domiciliares ajudaram alunos Arquivo pessoal Ela fala que foi dessa forma, com aulas na própria casa, remotas e também indo dar aulas na casa dos alunos que ela conseguiu fechar o ano letivo de 2020 sem prejuízos. "Com a chegada da pandemia a gente trabalhou muito de forma remota mas, como nem todos têm acesso às ferramentas digitais, no caso celular e notebook, eu, como trabalho com a turma de alfabetização do 4º ano, fazia a entrega das atividades de casa em casa e assessorava com os plantões pedagógicos domiciliares, na escola e também na minha casa e deu muito certo. Nossa escola, mesmo sendo indígena, tem todas as ferramentas que os alunos precisam", acrescenta. Plantão pedagógico tira-dúvidas na escola Arquivo pessoal Maria atua na escola Īxūbãy Rabuī Puyanawa há 10 anos e diz que começou ensinando turmas de alfabetização. Atualmente, ela trabalha com alunos do 4º ano e ministra todas as disciplinas. As aulas ainda estão sendo ministradas remotamente e o retorno presencial, segundo ela, está marcado para o dia 18 de outubro. Awī conta que resolveu atender individualmente os alunos, pois se preocupou com a qualidade do ensino e não queria que eles perdessem o ano por falta de apoio pedagógico. "Diante de toda a situação que a gente vivenciou em 2020 e ainda vive em 2021, não foram tempos fáceis para ninguém e isso repercutiu em todas as áreas das nossas vidas, desde o psicológico, até a profissional. A gente estava adaptado com a vida normal e os alunos com a interação, então, todos sofreram. Eu vi que precisava fazer algo fiz e continuo fazendo. Sou muito fã da educação, a educação transforma vidas e pessoas. Todas as outras profissões começam pela escola, pela educação.” À esquerda, a professora entraga as atividades para a aluna do quarto ano e à direita, aluna entrega das atividades escolares para a professora Arquivo pessoal 'Alunos são como filhos' Maria diz que seus alunos são como os filhos que ela ainda não teve e que não mede esforços para que eles aprendam e saiam da sala de aula com o conhecimento que precisam para conseguir realizar os sonhos de serem quem eles quiserem. “Amo a minha profissão, apesar de não ser mãe, tenho um carinho de mãe por todos os alunos. Hoje tenho alunos que já se formaram, cresceram e têm sua própria família e tenho muita admiração e respeito por eles", fala. LEIA MAIS Aos 32 anos, indígena do povo Puyanawa, no Acre, ganha bolsa para cursar doutorado nos EUA: 'Sonho' Com sonho de entrar na faculdade, indígenas saem do interior do AC para se preparar em pré-Enem na Ufac Fátima diz que tem orgulho de ser Puyanawa Arquivo pessoal Orgulho de ser Puyanawa A professora diz que tem muito orgulho e ser indígena e, principalmente de ser da etnia Puyanawa. Ela fala que os indígenas estão cada vez mais conquistando espaços importantes na sociedade. "É um privilégio ser Puyanawa e ser docente dentro da minha própria comunidade. Os índios hoje também são fonte de pesquisa e muito orgulho. Com muito entusiasmo hoje os indígenas podem dizer também que estão sendo valorizados. Nos deparamos com vários preconceitos e isso ainda acontece até hoje, mas, como professora indígena, eu digo que somos capacitados para viver em sociedade e podemos ser o que a gente quiser, basta sonhar e realizar", acrescenta. Até conseguir ser professora, Maria conta que sua vida não foi fácil. Filha de pais separados, ela diz que teve que sair da aldeia para conseguir um futuro melhor, pois na aldeia na época não tinha todas as séries para que ela terminasse os estudos. “Fui criada pela minha minha avó como se fosse filha, tive que lutar pela minha própria sobrevivência, saí da comunidade para estudar. Morei dois anos em Cruzeiro do Sul trabalhando como doméstica, depois fui para Rio Branco e trabalhei mais quatro anos também como doméstica. Quando conclui o ensino médio tive o meu primeiro emprego de carteira assinada como balconista, trabalhei cinco anos como vendedora e depois voltei para a aldeia, casei, mas, infelizmente, meu marido faleceu.” 'Meu irmão me inspira' O amor pelos livros está no sangue. Maria é irmã do indígena Jósimo da Costa Constant, de 32 anos, que ganhou uma bolsa de estudos integral para cursar doutorado em ciências políticas nos EUA. Orgulhosa, ela não poupa elogios para falar do irmão. “Sou grande fã do meu irmão Jósimo que está concluindo seu doutorado e já adquiriu uma bolsa para estudar nos EUA. Isso é a prova de que quando a gente quer a gente consegue. Esses exemplos fortalecem o nosso povo, a nossa cultura, a nossa sociedade." Ela deixa ainda um recado para quem ainda tem dúvidas de que tudo começa com o sonho e que as pessoas em geral devem confiar em si e acreditar que tudo é possível. "Quero dizer para todos os indígenas e para todas as pessoas que vale a pena sonhar, que vale a pena a gente enfrentar os preconceitos, que vale a pena a gente buscar aquilo que é de melhor. Se eu não tivesse ido buscar o conhecimento talvez eu não tivesse essa visão de mundo que tenho hoje. Estudem, o futuro começa pela educação", finaliza. Professora Fátima durante aulas em domicílio na pandemia Arquivo pessoal Assista os telejornais do Acre
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15/10 - 'Fóssil vivo', peixe-jacaré é capturado em rio nos EUA
Animal tinha 1,37 m de comprimento e pesava quase 18 kg. Autoridades ambientais tentam descobrir como o bicho foi parar no Kansas, local onde a espécie nunca tinha sido vista antes. Peixe-jacaré pescado no Kansas Kansas Department of Wildlife & Parks via Twitter Um homem pescou um raro peixe-jacaré no rio Parsons, no Kansas (Estados Unidos), informou a autoridade estadual de parques na terça-feira (12). O animal tinha 1,37 m de comprimento e pesava quase 18 kg. Encontrados em rios no meio-oeste americano, principalmente em Ohio, Missouri e Illinois, peixes-jacarés são chamados de fósseis vivos porque os registros desses animais datam de 100 milhões de anos atrás. LEIA TAMBÉM Saiba mais sobe o peixe-leão, espécie invasora que preocupa Fernando de Noronha 'Peixe-pênis' encontrado na Califórnia após tempestade é verme; saiba mais O Departamento de Parques e Vida Selvagem do Kansas (KDWP, na sigla em inglês) ainda tenta entender o que um peixe-jacaré fazia por ali, onde foi pescado. "Acreditamos que a informação do pescador seja precisa e que o peixe tenha sido, de fato, capturado no rio Neosho. Mas isso não quer dizer que o peixe é nativo daquele rio", disse o biólogo Connor Ossowski, que trabalha para o órgão. Uma hipótese é que o peixe tenha ido parar no Kansas depois de ser abandonado por um tutor que comprou o bicho em uma loja de animais, apontou o diretor da divisão de pescaria do KDWP. Isso fez as autoridades locais gerarem um alerta: é proibido jogar peixes e outros animais não nativos em rios pelo risco de impacto à biodiversidade. VÍDEOS: mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias
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13/10 - Califórnia proíbe cortadores de grama com motor a gasolina
Usar um cortador de grama durante uma hora implica uma emissão de gases equivalente a uma viagem de carro de 1.700 quilômetros. Imagem de uma corrida de cortadores de grama motorizados no estado do Oregon em 2016 Reprodução O estado da Califórnia, nos Estados Unidos, vai proibir cortadores de grama e sopradores e aspiradores de folhas com motor a gasolina ou diesel. O governador assinou uma lei no último sábado (9), de acordo com uma reportagem do “Washington Post”. Para possibilitar uma transição para equipamentos com motor que não emitem gases do efeito estufa, haverá uma linha de US$ 30 milhões. A deputada Lorena Gonzalez, a autora do texto que virou lei, afirmou que esses pequenos motores não só são ruins para o ambiente, mas também causam doenças como asma nos trabalhadores que os usam. Brasil é o quinto maior emissor de gases de efeito estufa do planeta A agência que controla a qualidade do ar na Califórnia estima que existam cerca de 14,4 milhões de equipamentos como esses no estado. Segundo a agência Associated Press, um soprador de folhas emite a mesma poluição que um carro que viaja 1.170 quilômetros feita com um Toyota Camry de 2017. Veja os vídeos mais assistidos do g1
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13/10 - Transição para energias limpas é 'muito lenta', adverte AIE
Petróleo, gás e carvão ainda estão na origem de 80% do volume total da energia consumida, destaca relatório. A Agência Internacional de Energia (AIE) advertiu nesta quarta-feira (13) que a transição para energias limpas é "muito lenta" e pediu mais investimentos em fontes renováveis para evitar a mudança climática e "turbulências" no mercado energético. A duas semanas da abertura da reunião de cúpula do clima COP26 da ONU e em plena escalada dos preços da energia elétrica na Europa, a agência apresenta, em seu relatório anual, "sérias advertências diante da direção que o mundo está seguindo" nesta questão. O relatório deste organismo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reconhece a emergência de uma nova economia de baterias, hidrogênio, ou carros elétricos, mas este progresso é contrastado pela "resistência do 'status quo' e das energias fósseis". "O progresso das energias limpas é muito lento para posicionar as emissões globais em uma queda sustentada a zero até 2050, o que permitiria manter o aquecimento global abaixo de +1,5ºC", afirma a agência. Petróleo, gás e carvão ainda estão na origem de 80% do volume total da energia consumida e são responsáveis por 75% dos desequilíbrios climáticos, completa o relatório. Até o momento, os compromissos climáticos anunciados pelos Estados permitiriam, se cumpridos, alcançar até 2030 apenas 20% da redução total de emissões de gases do efeito estufa necessária para manter o aquecimento sob controle. "Os investimentos em projetos energéticos descarbonizados devem triplicar em dez anos para (alcançar) a neutralidade de carbono em 2050", afirmou o diretor da AIE, Fatih Birol. Como a crise da covid-19 freou os progressos na eletrificação, especialmente na África subsaariana, o financiamento dos países emergentes é chave, de modo que possam se equipar para evitar as centrais de carvão. 'Risco de turbulências' A agência apresenta três cenários de futuro. No primeiro, os Estados continuam como atualmente: as energias limpas são desenvolvidas, mas o aumento da demanda e a indústria pesada mantêm os níveis atuais de emissão. Neste caso, o aquecimento chegaria a +2,6ºC na comparação com a era pré-industrial, longe do +1,5ºC que garante um impacto administrável do clima. No segundo cenário, os países cumprem seus compromissos, e mais de 50 deles, incluindo os da União Europeia, alcançam a neutralidade de carbono. Nesta situação, a demanda de combustíveis fósseis alcançaria o teto em 2025, e o aumento das temperaturas seria de +2,1ºC. A terceira opção, a única para não superar +1,5ºC, é a neutralidade de carbono mundial. Ela "exigirá mais esforços, mas oferece vantagens consideráveis para a saúde e para o desenvolvimento econômico", argumenta a AIE. O financiamento adicional "é menos significativo do que parece", acrescenta. Quase 40% das reduções "são autofinanciadas" pela eficiência energética, pela luta contra os vazamentos de metano, ou pelos parques de energia solar, ou eólica, onde a tecnologia é mais competitiva. A AIE também destaca que o atual déficit geral de investimentos não afeta apenas o clima, mas também os preços e o abastecimento. Este quadro antecipa mais "turbulências" no mercado, porque a oferta de energia limpa não satisfaz o aumento de demanda. "Projeta o risco de turbulências mais intensas nos mercados mundiais de energia", destaca Birol. "Não investimos o suficiente para atender às necessidades futuras, e esta incerteza nos prepara para um período volátil. A forma de responder é clara: investir, de maneira maciça e rapidamente, em energia limpa para atender às necessidades de curto e longo prazo", completou. Em caso contrário, "o risco de uma volatilidade desestabilizante apenas aumentará com o tempo", afirma o relatório, que insiste na importância de uma transição "acessível a todos os cidadãos". Por isso, Birol pede aos líderes da COP26 de Glasgow "que trabalhem para fazer dos anos 2020 a década do uso em larga escala de energias descarbonizadas, um mercado com potencial para criar milhões de empregos".
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13/10 - O Assunto #557: Em busca das árvores gigantes da Amazônia
Elas se erguem muito acima da média do dossel da floresta. Como conseguem crescer tanto e não quebrar é algo que sempre intrigou estudiosos. Na expedição mais recente, quatro guias e quatro engenheiros florestais partiram da pequena Cupixi, na região central do Estado do Amapá, e se embrenharam durante três dias no rio e na mata com o objetivo de chegar à segunda mais alta já identificada pelos radares do Inpe: um angelim vermelho de 85 metros, marca que o faz superar um prédio de 30 andares ou duas vezes a estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro. Você pode ouvir O Assunto no g1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio. Elas se erguem muito acima da média do dossel da floresta. Como conseguem crescer tanto e não quebrar é algo que sempre intrigou estudiosos. Na expedição mais recente, quatro guias e quatro engenheiros florestais partiram da pequena Cupixi, na região central do Estado do Amapá, e se embrenharam durante três dias no rio e na mata com o objetivo de chegar à segunda mais alta já identificada pelos radares do Inpe: um angelim vermelho de 85 metros, marca que o faz superar um prédio de 30 andares ou duas vezes a estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro. Concluída a missão - repleta de áudios captados especialmente para este episódio do podcast - o professor Diego Armando Silva conversou com Renata Lo Prete a respeito da importância do projeto que coordena. "As árvores gigantes são as mães da floresta", diz. “Além de resistir ao vento, à luz e às tempestades, elas precisam sustentar o próprio peso". A observação de perto, o inventário e a coleta de informações nos ensinam não apenas sobre elas, mas sobre “a estrutura da floresta”. E ele não tem dúvida: ainda há muitas gigantes por mapear e conhecer na Amazônia. A busca pela árvore mais alta já visitada na Amazônia Angelim Vermelho de 85 metros, visitado no Amapá Equipe da expedição do projeto Árvores Gigantes coordenado pelo Instituto Federal do Amapá (Ifap) Angelim Vermelho de 85 metros, visitado no Amapá Equipe da expedição do projeto Árvores Gigantes coordenado pelo Instituto Federal do Amapá (Ifap) Equipe demorou 3 dias para localizar angelim vermelho de 85 metros no Amapá Equipe da expedição do projeto Árvores Gigantes coordenado pelo Instituto Federal do Amapá (Ifap) Depois de encontrar o angelim, equipe mede o diâmetro da árvore Equipe da expedição do projeto Árvores Gigantes coordenado pelo Instituto Federal do Amapá (Ifap) Equipe da expedição em busca do Angelim Vermelho de 85 metros Equipe da expedição do projeto Árvores Gigantes coordenado pelo Instituto Federal do Amapá (Ifap) O que você precisa saber: Pesquisadores encontram árvore mais alta da Amazônia Proteção total, maior do país e uso sustentável: as unidades de conservação do Amapá Por que o tamanho da árvore mais alta da Amazônia intriga cientistas O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Arthur Stabile, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Giovanni Reginato. Neste episódio colaboraram também: Gabriel de Campos e Ana Flávia Paula. Apresentação: Renata Lo Prete. Comunicação/Globo O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça - e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.
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12/10 - Após quase entrar em extinção, árvore que produz óleo de pau rosa passa por novo processo de extração
Linalol, substância extraída da planta, é usado como fixador de perfumes. Linalol, substância extraída da planta, é usado como fixador de perfumes. globo reporter Extraído da árvore de mesmo nome, o óleo do Pau Rosa é famoso na indústria da perfumaria e também quando o assunto é medicina caseira. O linalol, substância extraída da planta, é usado como fixador de perfumes. E é esse o principal ingrediente de perfumes franceses que, inclusive, ganharam fama e foram eternizados por estrelas como Marilyn Monroe. Mas a extração dessa essência quase levou o Pau Rosa a extinção. Estima-se que até 2002, cerca de dois milhões de árvore foram derrubadas em cerca de 10 milhões de hectares da Floresta Amazônica. A árvore que já foi encontrada em toda a Amazônia, hoje só é possível ser vista em municípios, como, Parintins, Maués, Presidente Figueiredo e Novo Aripuanã. E para manter as árvores em pé para as próximas gerações, empresários deram início à extração sustentável do óleo. A técnica que antes usava o tronco da espécie, hoje se debruça sobre as folhas, permitindo uma maior utilização da espécie. Pau Rosa quase foi extinto por causa da extração descontrolada no Amazonas Reprodução Veja os vídeos mais assistidos pelo g1 Amazonas
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12/10 - China anuncia US$ 233 milhões para novo fundo para proteger biodiversidade em países em desenvolvimento
Anúncio foi durante a cúpula de biodiversidade COP15, na China, onde diplomatas, cientistas e conservacionistas devem apresentar as bases de um acordo global para interromper e reverter a destruição da natureza, a ser finalizado em maio do próximo ano. A China anunciou nesta terça-feira (12) a criação de fundo de US$ 233 milhões para proteger a biodiversidade nos países em desenvolvimento, durante negociações sobre um novo pacto global pós-2020 para lidar com a perda de espécies. "A China tomará a iniciativa de estabelecer o Fundo da Biodiversidade de Kunming com uma contribuição de 1,5 bilhão de yuans (US$ 233 milhões) para apoiar a conservação da biodiversidade nos países em desenvolvimento", anunciou o presidente chinês, Xi Jinping, durante a COP15 realizada em Kunming, no sudoeste da China. Diplomatas, cientistas e conservacionistas estão se reunindo para apresentar as bases de um acordo global para interromper e reverter a destruição da natureza, a ser finalizado em maio do próximo ano. "A China convida (...) todas as partes a contribuírem para o fundo", acrescentou. O presidente chinês falou em uma "cúpula de alto nível" organizada de forma virtual, com discursos pré-gravados dos presidentes russo Vladimir Putin, francês Emmanuel Macron, costarriquenho Carlos Alvarado e turco Recep Tayyip Erdogan, cujo país sediará a COP16 da biodiversidade. Devido à pandemia de Covid-19, a COP15 foi dividida em duas partes, uma neste mês e uma segunda que reunirá fisicamente as delegações dos 196 membros da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) em abril e maio de 2022, também na China, para selar as negociações. Uma sessão intermediária ocorrerá em Genebra, em janeiro. Essas discussões dizem respeito ao estabelecimento de um novo marco para a proteção da natureza, prejudicada pelas atividades humanas, até 2050, com uma etapa em 2030. "Os países em desenvolvimento precisam de ajuda e suporte, e a solidariedade precisa ser fortalecida para permitir que os países em desenvolvimento se beneficiem de uma maneira mais justa", disse Xi. Li Shuo, assessor climático sênior do Greenpeace China, disse que o novo fundo "deve impulsionar uma conversa urgentemente necessária sobre financiamento da biodiversidade". "Estamos perdendo nossa guerra suicida contra a natureza", alertou o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres. Ele advertiu que "o colapso dos ecossistemas pode custar quase três trilhões de dólares por ano até 2030", impactando principalmente os países pobres. "A COP15 é a nossa chance de um cessar-fogo, com a COP26 sobre o clima", que será realizada em novembro em Glasgow, acrescentou. A questão do financiamento é um dos principais pontos de conflito, com os países em desenvolvimento pedindo aos países desenvolvidos que paguem por sua transição. O texto em negociação na COP15 prevê reorientar e eliminar subsídios ambientalmente prejudiciais "de pelo menos US$ 500 bilhões por ano", e "aumentar os recursos financeiros, de todas as fontes, para pelo menos US$ 200 bilhões por ano (...) aumentando os fluxos financeiros internacionais para os países em desenvolvimento em pelo menos US$ 10 bilhões por ano". Para alguns países, o Fundo Global para o Meio Ambiente (EGF) é a ferramenta adequada para financiar ações em favor da biodiversidade. "Todas as fontes, especialmente aquelas provenientes de fundos existentes, como o Fundo Global para o Meio Ambiente, mas também fundos climáticos, devem, portanto, ser mobilizadas para proteger, administrar de forma sustentável e restaurar a biodiversidade", defendeu o presidente francês Emmanuel Macron. A França se comprometeu a "dedicar 30% de seu financiamento climático internacional à biodiversidade", lembrou o chefe de Estado, conclamando outros países a fazerem o mesmo. O anúncio feito pela China "é um primeiro passo bem-vindo", comentou Georgina Chandler, da ONG Royal Society for Protection of Bird, mas a soma de 233 milhões de dólares está "longe de ser suficiente". Em setembro, organizações filantrópicas, incluindo as de Jeff Bezos e Mike Bloomberg, prometeram US$ 5 bilhões para proteger a natureza.
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12/10 - ESPECIAL CLIMA: ouça todos os episódios da série de O Assunto
Às vésperas da COP-26, marcada para começar no dia 31 de outubro, em Glasgow, O Assunto publica uma série especial para discutir a emergência climática e os temas que vão dominar a Conferência das Nações Unidas para o Clima. Idealizada por Isabel Seta, produtora e roteirista de O Assunto, a série é publicada sempre às segundas-feiras até o início da COP. Você pode ouvir O Assunto no g1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio. Às vésperas da COP-26, marcada para começar no dia 31 de outubro, em Glasgow, O Assunto publica uma série especial para discutir a emergência climática e os temas que vão dominar a Conferência das Nações Unidas para o Clima. Idealizada por Isabel Seta, produtora e roteirista de O Assunto, a série é publicada sempre às segundas-feiras até o início da COP. O Assunto #551: CLIMA - onde estamos 6 anos depois de Paris O histórico acordo de 2015, firmado entre mais de 190 países, pretendia reduzir as emissões de gases do efeito estufa a um patamar capaz de conter o aumento da temperatura do planeta. Não aconteceu. Nem mesmo a recessão pandêmica derrubou as emissões na proporção necessária. Agora, em meio a eventos extremos como a seca que aflige vários Estados brasileiros, e sob pressão global de ativistas, uma nova cúpula do clima patrocinada pelas Nações Unidas pretende atualizar compromissos e lançar “um alerta vermelho para a humanidade”, nas palavras do secretário-geral Antonio Guterres. No episódio introdutório de uma série especial a ser publicada todas as segundas-feiras até a COP-26 -- que tem início marcado para 31 de outubro em Glasgow, na Escócia -- Renata Lo Prete recebe Carlos Nobre, presidente do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas e pesquisador sênior do Instituto de Estudos Avançados da USP. A conversa é para entender a ciência que pauta o debate público sobre o tema, e Nobre não poderia ser mais claro. Ele mostra a velocidade sem precedentes da escalada da temperatura na Terra. Explica a diferença entre conseguir limitar a alta a 1,5 grau Celsius até 2100 (como queriam os signatários do Acordo de Paris) ou deixá-la subir 3 graus. Dá exemplos de adaptações, como agricultura regenerativa, que precisarão ser feitas mesmo no cenário menos catastrófico -- porque parte das mudanças climáticas já está contratada. E é assertivo ao enunciar a consequência maior de subestimar a emergência: “As novas gerações vão viver num mundo muito mais perigoso”, diz. “Num outro planeta, muito pior, em todos os sentidos, para a vida humana e para as outras espécies.” 00:00 / 27:55 O Assunto #556: CLIMA - quem pagará a conta das mudanças? No segundo episódio de uma série especial, O Assunto aborda “a discussão que vai pegar” na Conferência das Nações Unidas, a partir de 31 de outubro em Glasgow, na Escócia. Quem alerta é Claudio Angelo, coordenador de comunicação do Observatório do Clima. Ele lembra que a responsabilização dos países ricos, historicamente os maiores emissores dos gases que aquecem o planeta, esteve na pauta da cúpula de Paris, 6 anos atrás. Mas nem por isso foi cumprida a promessa de que eles alocariam US$ 100 bilhões por ano para medidas de mitigação. Agora, num contexto econômico degradado pela pandemia, a negociação promete ser ainda mais dura. “Os países ricos não querem ver isso como compensação. Não vão produzir provas contra si próprios”, diz o jornalista. Renata Lo Prete conversa também com Ana Toni, ex-presidente do conselho do Greenpeace Internacional e diretora-executiva do Instituto Clima e Sociedade. A economista defende “uma conversa séria” não apenas sobre investimentos, mas também sobre como são empregados os recursos que já existem - dando como exemplo o fato de que governos continuam a subsidiar a indústria de combustíveis fósseis. O Brasil, afirma, chega à COP-26 em posição delicada: “Querem ação e entrega. E a entrega brasileira continua terrível.” A série especial será publicada às segundas-feiras, até o início da cúpula. #560 - CLIMA: o desafio maior das cidades Em menos de 2% da superfície, elas concentram mais da metade da população e respondem por 60% das emissões de gases que aquecem o planeta. Sentem particularmente as consequências –na forma, por exemplo de temperaturas extremas e inundações– e são, ao mesmo tempo, território para a busca de soluções. É esse o tema do terceiro episódio da série especial que O Assunto publica como preparação para a Conferência da ONU sobre o Clima -a partir de 31 de outubro em Glasgow, na Escócia. “Os lugares para começar a atuar dentro das nossas cidades são aqueles onde vivem os mais vulneráveis”, afirma o geógrafo Henrique Evers, gerente de desenvolvimento do Instituto WRI Brasil. Ele se refere a áreas de risco urbanizadas no atropelo, e explica por que, a esta altura, será preciso não apenas mitigar as ameaças, mas também inventar adaptações a mudanças climáticas já em curso. Na conversa com Renata Lo Prete, Henrique detalha experiências como a dos “jardins de chuva” e apoia a ideia de cobrir de plantas toda a superfície possível das cidades. A natureza, lembra ele, não é barreira, e sim “fonte de solução”. Participa também o arquiteto e urbanista Roberto Montezuma, professor da Universidade Federal de Pernambuco. Ele analisa problemas e experiências de Recife, capital especialmente exposta a um dos efeitos mais dramáticos do aquecimento global: a elevação do nível dos oceanos. A série especial será publicada às segundas-feiras, até o início da COP-26. O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Arthur Stabile, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Giovanni Reginato. Neste episódio colaboraram também: Gabriel de Campos e Ana Flávia Paula. Apresentação: Renata Lo Prete. Comunicação/Globo O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça - e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.
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11/10 - Sitiante de Presidente Bernardes leva multa de mais de R$ 3,6 mil por desmatamento em área de preservação
Autuação foi feita pela Polícia Militar Ambiental após o recebimento de uma denúncia. Local ficou embargado. Sitiante de Presidente Bernardes (SP) levou multa de R$ 3,6 mil por desmatamento Polícia Militar Ambiental Um sitiante recebeu uma multa de R$ 3.634,40 por desmatamento em uma área especial de preservação, em Presidente Bernardes (SP), nesta segunda-feira (11). A Polícia Militar Ambiental foi atender a uma denúncia de desmatamento em um sítio do município e constatou uma área de 0,6608 hectare desmatada. Segundo a polícia, a área é objeto de especial preservação, com vegetação em estágio secundário inicial de regeneração. Os policiais emitiram contra o sitiante um auto de infração ambiental no valor de R$ 3.634,40, por destruir vegetação nativa em estágio inicial em área de objeto especial preservação. A área referente à autuação ficou embargada, ainda segundo a polícia. Sitiante de Presidente Bernardes (SP) levou multa de R$ 3,6 mil por desmatamento Polícia Militar Ambiental Sitiante de Presidente Bernardes (SP) levou multa de R$ 3,6 mil por desmatamento Polícia Militar Ambiental Sitiante de Presidente Bernardes (SP) levou multa de R$ 3,6 mil por desmatamento Polícia Militar Ambiental VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.
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11/10 - Filhotes gêmeos de panda nascidos no Japão ganham nomes
Após receber mais de 190 mil sugestões, zoo de Tóquio anunciou que escolhidos foram Lei Lei, para fêmea, e Xiao Xiao, para macho. Bebês nascidos em junho serão oficialmente apresentados ao público em janeiro de 2022. Filhotes gêmeos de panda gigante que nasceram em Tóquio ganham nomes Filhotes gêmeos de panda gigante nascidos no zoológico de Ueno, em Tóquio, em junho, ganharam nomes na sexta-feira (8) - Lei Lei para a fêmea e Xiao Xiao para seu irmão. Eles foram escolhidos entre centenas de milhares de sugestões enviadas por fãs de todo o Japão. Os filhotes, que eram criaturas cor de rosa do tamanho da palma de uma mão quando nasceram em 23 de junho, cresceram e agora têm suas pelagens pretas e brancas características, com pelo preto ao redor dos olhos, orelhas e membros. Os filhotes de panda gêmeos Lei Lei (esquerda) e Xiao Xiao, nascidos no Ueno Zoo, de Tóquio, no Japão, em foto divulgada no dia 4 de outubro Tokyo Zoological Park Society via AP A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, anunciou os nomes durante sua entrevista coletiva semanal. Ela disse que Xiao Xiao significa “a luz do amanhecer ficando mais brilhante”, e Lei Lei retrata um botão se tornando uma bela flor e desenvolvendo um futuro brilhante. “Juntos, Xiao Xiao e Lei Lei podem significar um amanhecer brilhante que leva ao futuro. Acho que seus nomes têm uma imagem muito brilhante”, disse ela. A filhote de panda Lei Lei, nascida no Ueno Zoo, de Tóquio, no Japão, em foto divulgada no dia 4 de outubro Tokyo Zoological Park Society via AP Em um pequeno vídeo que Koike exibiu, os irmãos em um berço se aninharam, engatinharam lentamente e foram dormir. “Adorável”, disse ela, que reproduziu o vídeo duas vezes. LEIA TAMBÉM: Pandas gêmeos nascem em zoológico de Madri Panda gigante dá à luz 2 filhotes em zoológico na França; veja vídeo Como os pandas gigantes escaparam da lista de animais ameaçados de extinção Urso-pardo idoso é tetracampeão na ‘Semana do Urso Gordo do Alasca’; veja VÍDEO Como em outras partes do mundo, os pandas são extremamente populares no Japão. Antes de decidir seus nomes, as autoridades de Tóquio até criaram um comitê de seleção de nomes. Autoridades do zoológico e do governo de Tóquio escolheram os nomes entre mais de 190 mil sugestões enviadas de todo o Japão e após consulta ao Parque Nacional do Panda Gigante na China, dono dos pandas. Os filhotes de panda gêmeos Lei Lei (esquerda) e Xiao Xiao, nascidos no Ueno Zoo, de Tóquio, no Japão, em foto divulgada no dia 4 de outubro Tokyo Zoological Park Society via AP Ambos pesam agora cerca de 6 quilos cada – quase 50 vezes o seu peso ao nascer – e tem aproximadamente 60 centímetros de comprimento, de acordo com o zoológico. Koike disse que os filhotes de panda ainda são criados dentro de um espaço reservado no zoológico, mas sua estreia perante o público está prevista para janeiro, quando completarem 6 meses, quando serão apresentados junto com sua mãe, Shin Shin.
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11/10 - 10 curiosidades incríveis sobre polvos
São criaturas brincalhonas e curiosas cujas habilidades podem surpreender muitos. Polvo é uma criatura brincalhona e curiosa Getty Images Com células cerebrais que percorrem por todo o corpo, o polvo é uma criatura brincalhona e curiosa cujas habilidades podem surpreender. Em seu audiolivro "Outras mentes: o polvo e a evolução da vida inteligente" (em tradução literal), o filósofo e mergulhador Peter Godfrey-Smith explora a surpreendente jornada evolutiva dos cefalópodes. Abaixo, conheça algumas das coisas incríveis que aprendemos sobre esses fascinantes invertebrados na obra de Godfrey-Smith. Leia também: Boi da carne mais cara do mundo já bebeu cerveja Conheça os cavalos que escutam música clássica Noronha tem 12 peixes invasores venenosos capturados O polvo médio tem cerca de 500 milhões de neurônios ou células cerebrais. Getty Images 1. Eles são inteligentes e a maioria de suas células cerebrais estão em seus tentáculos Os polvos têm um grande sistema nervoso. O polvo médio tem cerca de 500 milhões de neurônios ou células cerebrais. Isso os coloca na mesma "classificação cerebral" que mamíferos menores, como os cães, por exemplo. Mas ao contrário dos cães, seres humanos ou outras espécies, a maioria dos neurônios dos polvos não está no cérebro, mas sim em seus tentáculos (quase o dobro deles). Cada ventosa no braço de um polvo pode ter até 10 mil neurônios que o ajudam a controlar o paladar e o tato. A maioria dos neurônios dos polvos não fica no cérebro, mas sim em seus tentáculos Getty Images 2. Os polvos podem ser treinados para desenvolver habilidades de memória As pesquisas feitas nos últimos 70 anos mostraram que os polvos podem ser treinados para realizar tarefas simples. Em um experimento específico, vários polvos foram capazes de puxar uma alavanca para obter uma recompensa: um pedaço de sardinha. Eles também foram submetidos a testes visuais com tarefas simples para se lembrar, primeiro com um olho coberto e logo depois com o outro. Foi um longo processo, mas os polvos se saíram melhor do que muitos outros animais, como os pombos. 3. Eles são muito travessos Há relatos de polvos que aprenderam a desligar as luzes esguichando nas lâmpadas Getty Images Três polvos participaram do experimento com a alavanca, citado anteriormente: Albert, Bertram e Charles. Albert e Bertram foram os participantes mais engajados, enquanto Charles se confundiu um pouco e quebrou a alavanca. Como se isso não bastasse, Charles também esguichou naqueles que estavam realizando o experimento no dia. Há relatos de polvos com mau comportamento em alguns aquários, incluindo aqueles que aprenderam a desligar as luzes esguichando nas lâmpadas e causando um curto-circuito no fornecimento de energia. Na Universidade de Otago, na Nova Zelândia, essas ações se mostraram tão complicadas que um polvo precisou ser devolvido para a natureza. 4. Os polvos podem reconhecer pessoas No mesmo laboratório da Nova Zelândia, onde houve o problema em que um polvo "apagava as luzes", um outro polvo não gostou de um membro da equipe do laboratório, sem motivo aparente. Cada vez que essa pessoa passava, ela recebia um jato com quantidade próxima a meio galão de água na nuca. 5. Os polvos gostam de brincar Com as situações descritas acima, não é surpresa que eles sejam descritos como criaturas brincalhonas. Alguns polvos em laboratórios já foram vistos passando o tempo em seus tanques brincando com frascos de comprimidos, lançando eles no fluxo de água da válvula de entrada do tanque para que os objetos saltem. 6. Os polvos se reproduzem por tentáculo Fêmeas geralmente armazenam sêmen por algum tempo antes de fertilizar seus óvulos. Getty Images Em muitas espécies de polvos, você pode dizer se são machos ou fêmeas por meio de uma ranhura abaixo do terceiro tentáculo direito. Se ele tiver essa marca, é um macho e usa esse tentáculo para acasalar. Ele o estende até a mulher e, se ela aceitar, o espermatozoide é transmitido pela parte inferior do tentáculo. As fêmeas geralmente armazenam sêmen por algum tempo antes de fertilizar seus óvulos. 7. A saudação mais comum entre eles é algo como: "toca aqui" Quando os polvos estão em movimento, às vezes são vistos "atacando" outros polvos com os braços. No entanto, o professor Stefan Linquist, que estudou o comportamento dos polvos, acredita que esses "ataques" são interações similares ao "toca aqui" entre os humanos: palmadas que os ajudam a se reconhecer. 8. Eles têm vários corações Polvos têm três corações, que bombeiam um sangue azul-esverdeado. Getty Images Um polvo tem três corações, que bombeiam um sangue azul-esverdeado. Essa cor surge porque a molécula que transporta oxigênio para eles é o cobre, em vez do ferro, que faz com que o sangue humano seja vermelho. 9. Eles podem causar medo Os polvos podem mudar de cor e de forma. Quando um macho agressivo está prestes a atacar outro polvo, ele geralmente escurece e sobe do fundo do mar. Isso estica os tentáculos dele de forma que seu tamanho parece maior. Às vezes, ele levanta a sua capa, ou seja, toda a parte de trás do corpo, acima da cabeça. Isso é conhecido como pose de "Nosferatu", por causa da semelhança com a postura de um vampiro. Quando um macho agressivo se prepara para atacar, geralmente adota uma cor mais escura Getty Images 10. E não ter esqueleto tem algumas vantagens Um polvo pode passar por um buraco do tamanho do seu globo ocular e mudar o formato de seu corpo quase sem limites. Não ter um esqueleto ou uma concha é incomum para um animal do tamanho e complexidade de um polvo. Essa qualidade os torna mais vulneráveis aos predadores por um lado, mas também permite que se escondam. VÍDEOS: Globo Natureza
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11/10 - Com total de 12 peixes invasores venenosos capturados, Noronha recebe especialista que atua no Caribe para ajudar no combate
Peixe-leão é considerado uma ameaça ao meio ambiente. Biólogo brasileiro Paulo Bertuol, morador de Bonaire, onde animal causou problemas, realiza capacitações ao longo da semana. Peixe-leão é considerado uma ameaça ao meio ambiente Thiege Rodrigues/All Angle/Divulgação O Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) contabilizou 12 peixes-leão, espécie invasora e venenosa, já capturados em Fernando de Noronha desde dezembro de 2020, sendo 11 deles neste ano. Para tentar barrar a proliferação do animal, chega nesta segunda-feira (11) à ilha o biólogo brasileiro Paulo Bertuol, morador de Bonaire, no Caribe, local onde o animal tem causado problemas. Betuol vai trabalhar junto com as equipes de Noronha e compartilhar conhecimentos sobre estratégias de captura do peixe-leão. O treinamento começa nesta semana e inclui, entre outras ações, palestras para mergulhadores e moradores da ilha (veja detalhes da programação mais abaixo). Entenda riscos oferecidos pelo peixe-leão Infográfico detalha animal invasor venenoso Segundo os pesquisadores, o peixe-leão oferece risco ao meio ambiente e pode causar desequilíbrio ecológico (veja vídeo abaixo). O animal pode consumir espécies endêmicas, que só ocorrem nessa região. A primeira captura do animal em Noronha ocorreu em dezembro de 2020 e eles voltaram a ser vistos nos segundo semestre de 2021, com um recolhido em julho. Em agosto, foram três animais capturados e, no mês de setembro, foram sete, segundo balanço do ICMBio. Por que um peixe invasor ameaça o ecossistema em Fernando de Noronha O nome científico do peixe encontrado em Noronha é Pterois volitans. A espécie tem espinhos venenosos que contêm uma toxina que pode causar febre, vermelhidão e até convulsões aos seres humanos. Bertuol é formado pela Universidade Federal de Santa Catarian (UFSC) e trabalha na organização responsável pela gestão dos parques nacionais em Bonaire, no Caribe, que são o Parque Nacional Marinho de Bonaire e o Parque Washington Slagbaai. A equipe do parque marinho doou para Fernando de Noronha o equipamento que tem sido utilizado na captura dos peixes invasores na ilha. A primeira palestra do especialista foi marcada para acontecer na quarta-feira (13), às 19h30, na área externa do Projeto Tamar, no bairro do Boldró. Esse encontro é voltada para mergulhadores. Biólogo brasileiro Paulo Bertuol mora há anos em Bonaire, no Caribe Reprodução/Instagram Na sexta-feira (15), o biólogo conversa com os moradores que tiverem interesse em saber mais sobre a ameaça. O encontro é também às 19h30, na área externa Tamar, sem necessidade de inscrição prévia. “Paulo Bertuol fica até domingo (17). Além das palestras, vão ser feitas capacitações para os profissionais de mergulho autônomo. O treinamento será executado nos barcos, com indicações práticas para captura do peixe-leão", informou o coordenador de Pesquisa e Manejo do ICMBio, Ricardo Araújo. Para Araújo, é preciso um trabalho em conjunto para controlar a invasão e impedir que o peixe-leão se estabeleça e desequilibre o ecossistema de Fernando de Noronha. Os temas que vão ser abordados nos treinamentos serão os seguintes: Estudo de caso sobre a invasão do peixe-leão no Caribe e os inúmeros impactos Perceptivas da invasão do peixe-leão no Brasil Métodos de controle e erradicação do peixe-leão. Por conta dos riscos que o animal oferece, o ICMBio não indica que pessoas sem treinamento adequado façam a captura da espécie. Caso avistem o peixe-leão, as pessoas podem acionar o instituto através do e-mail ngi.noronha@icmbio.gov.br ou pelo telefone (81) 3619-1156. Mergulhadores da ilha que já receberam as primeiras orientações realizam capturas do peixe-leão Sea Paradise/Divulgação O peixe-leão pode viver a até 100 metros de profundidade e, por isso, os representantes do Instituto Chico Mendes consideram que a colaboração de mergulhadores autônomos na localização dos animais da espécie invasora é essencial. Os peixes capturados em Noronha são encaminhados para o Recife, para análise dos estudiosos do Projeto Conservação Recifal (PCR). Amostras dos peixes também são enviadas para a Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos para que também sejam realizadas análises nessas instituições. Peixe-leão Arte/G1 Vídeos mais vistos de PE nos últimos 7 dias s
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11/10 - O Assunto #556: CLIMA - quem pagará a conta das mudanças?
No segundo episódio de uma série especial, O Assunto aborda “a discussão que vai pegar” na Conferência das Nações Unidas, a partir de 31 de outubro em Glasgow, na Escócia. A série especial será publicada às segundas-feiras, até o início da cúpula. Você pode ouvir O Assunto no g1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio. No segundo episódio de uma série especial, O Assunto aborda “a discussão que vai pegar” na Conferência das Nações Unidas, a partir de 31 de outubro em Glasgow, na Escócia. Quem alerta é Claudio Angelo, coordenador de comunicação do Observatório do Clima. Ele lembra que a responsabilização dos países ricos, historicamente os maiores emissores dos gases que aquecem o planeta, esteve na pauta da cúpula de Paris, 6 anos atrás. Mas nem por isso foi cumprida a promessa de que eles alocariam US$ 100 bilhões por ano para medidas de mitigação. Agora, num contexto econômico degradado pela pandemia, a negociação promete ser ainda mais dura. “Os países ricos não querem ver isso como compensação. Não vão produzir provas contra si próprios”, diz o jornalista. Renata Lo Prete conversa também com Ana Toni, ex-presidente do conselho do Greenpeace Internacional e diretora-executiva do Instituto Clima e Sociedade. A economista defende “uma conversa séria” não apenas sobre investimentos, mas também sobre como são empregados os recursos que já existem - dando como exemplo o fato de que governos continuam a subsidiar a indústria de combustíveis fósseis. O Brasil, afirma, chega à COP-26 em posição delicada: “Querem ação e entrega. E a entrega brasileira continua terrível.” A série especial será publicada às segundas-feiras, até o início da cúpula. O que você precisa saber: O ASSUNTO #551: CLIMA - onde estamos 6 anos depois de Paris COP26: metas da ONU para limitar as mudanças climáticas Grandes nações são cobradas por ações mais ousadas sobre o clima Papa pede à COP26 ação 'urgente' para dar 'respostas eficazes' O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Arthur Stabile, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Giovanni Reginato. Neste episódio colaboraram também: Gabriel de Campos e Ana Flávia Paula. Apresentação: Renata Lo Prete. Comunicação/Globo O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça - e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.
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08/10 - A vida de Ndakasi, gorila que viralizou com 'selfie' em pose humana
Aos 14 anos, morreu a gorila que alcançou fama global depois de posar para uma selfie com guardas florestais. Ndakasi era órfã e foi cuidada no Parque de Virunga, na República Democrática do Congo Parque Nacional de Virunga/Divulgação Ndakasi, uma adorada gorila-das-montanhas que se tornou viral depois de posar para uma selfie com guardas florestais, morreu – após uma longa doença – aos 14 anos. Ela faleceu nos braços de um dos guardas que a resgataram quando bebê, Andre Bauma, em um orfanato de gorilas em Virunga (o parque nacional mais antigo da África), na República Democrática do Congo. Bauma resgatou Ndakasi quando ela tinha dois meses em 2007, depois que caçadores mataram seus pais. Ndakasi ainda estava agarrada à mãe morta quando foi encontrada. Sem parentes, os guardas decidiram que não era seguro deixar Ndakasi voltar para a selva. Ela foi criada no orfanato, que Bauma gerencia. Ndakasi alcançou fama global em 2019, quando ela e outra gorila-das-montanhas, Ndeze, posaram para uma selfie tirada por um guarda florestal. Ndakasi (à esquerda) ficou famosa por selfie com guarda florestal no Parque Nacional Virunga, na República Democrática do Congo, em 18 de abril de 2019. Mathieu Shamavu/Virunga National Park via AP Elas estavam tentando imitar os guardas que os criaram, disse um funcionário do parque. Os guardas florestais e os gorilas se aproximaram. Em declarações à BBC em 2014, Bauma disse que amava Ndakasi como se ela fosse sua filha. "Nós dividimos a mesma cama, eu brincava com ela, eu a alimentei... posso dizer que sou a mãe dela." Bauma disse que amava Ndakasi como se ela fosse sua filha Virunga National Park (via BBC) Os gorilas-das-montanhas vivem principalmente nas florestas dos parques nacionais de Uganda, Ruanda e Congo. Mas as mudanças climáticas, os caçadores e a invasão humana representam ameaças à sua sobrevivência. O leste da República Democrática do Congo, onde Virunga está localizado, vive um conflito entre o governo e vários grupos armados. Alguns desses grupos armados estão baseados no parque, onde costumam caçar animais. Parque Nacional Virunga: o leste da República Democrática do Congo, onde o Virunga está localizado, vive um conflito entre o governo e vários grupos armados. Alguns desses grupos armados estão baseados no parque, onde costumam caçar animais. g1 Na quinta-feira, Bauma disse que conhecer Ndakasi o "ajudou a entender a conexão entre humanos e grandes macacos e por que devemos fazer tudo ao nosso alcance para protegê-los". "Eu a amava como uma criança", disse ele, acrescentando: "Sua personalidade alegre trazia um sorriso ao meu rosto cada vez que eu interagia com ela." Todas as imagens estão sujeitas a direitos autorais. Veja VÍDEOS de meio ambiente:
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08/10 - Devido ao desmatamento, Acre tem 17 municípios ameaçados de calor extremo
Estudo aponta que calor extremo associado à baixa umidade e velocidade do vento são fatores que contribuem para o processo de 'savanização' da Amazônia que deve tornar a vida humana praticamente inviável até 2100. Acre tem 17 municípios ameaçados de calor extremos Arquivo/BP-AC Como consequência do desmatamento, queimadas, poluição e assoreamento dos rios, o Acre tem 17 municípios com risco de enfrentar situação de calor extremo até o final de século. É o que aponta um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O estudo aponta que o calor extremo associado à baixa umidade e velocidade do vento, são fatores que contribuem para o processo de savanização da Amazônia que pode tornar a vida humana praticamente inviável até 2100. Conforme o estudo, pelo menos 12 milhões de pessoas que vivem na Amazônia correm risco de morte por causa do calor. A pesquisadora da Fiocruz Beatriz Oliveira disse que o estudo chegou à conclusão de que pode ter aumento de até 3º C de temperatura. Sendo assim, de 30º C a 34º C é considerado alto risco para a saúde humana e acima disso é considerado de extremo risco. “Quando a gente tem esse índice atingindo determinados valores, eles podem indicar extremo risco para a saúde humana porque ele não é mais seguro para alguns grupos como idosos, portadores de pré disposições clínicas e de algumas atividades laborais”, disse durante entrevista à Rede Amazônica Acre. Devido o desmatamento, Acre tem 17 municípios ameaçados de calor extremo LEIA TAMBÉM: Desmatamento em julho foi o maior do ano no Acre com aumento de 124% Número de queimadas no Acre em agosto é o segundo maior para o mês em 11 anos A pesquisadora explica que o corpo em condições extremas de calor por colapsar. O desmatamento em grande escala associado às mudanças climáticas aumentará o risco de exposição ao calor extremo. Esses níveis de calor serão fisiologicamente intoleráveis ao corpo humano e afetarão profundamente as regiões onde residem populações altamente vulneráveis. Tarauacá é o município mais afetado, seguido de Feijó, Manuel Urbano e outras 14 cidades que terão a temperatura aumentada e passarão para o estado de Savana Amazônica, segundo o estudo. Acre registra maior número de queimadas dos últimos 11 anos, aponta Inpe Corpo de Bombeiros Acre Processo no corpo O que acontece é que em condições ambientais desfavoráveis que incluem alta exposição à temperatura e umidade, as mudanças começam a ocorrer e as capacidades de resfriamento do corpo são enfraquecidas, resultando em aumento da temperatura corporal. Com isso, a exposição a tais condições pode ocasionar desidratação e exaustão e, em casos mais graves, tensão e colapso das funções vitais, levando à morte. Além disso, o estresse causado pelo calor pode afetar o humor, os distúrbios mentais e reduzir o desempenho físico e psicológico das pessoas, segundo o estudo. “A nossa tendência é que a gente atinja esse valor no final do século. Estamos seguindo para esse caminho de atingir temperaturas que são extremas para a condição nossa”, pontua a pesquisadora. O Acre é um estado com uma projeção em termos de mudança climática e de ter o calor mais acentuado. Tem municípios com elevação de 2º C, Rio Branco teve aumento de 1º C, conforme explicou. “É uma situação em que a gente precisa repensar em algumas estratégias em todos os setores para a gente reduzir os gases de efeito estufa. Hoje, o Brasil faz parte do acordo de Paris e uma das principais metas é justamente a redução do desmatamento. Uma das primeiras coisas que a gente precisa deixar claro isso como meta”, pontua. Além disso, fatores como aumento do número de incêndios florestais, expansão de áreas agrícolas e atividades de mineração, tendem a impulsionar o crescimento desordenado e um processo de urbanização não planejado, com falta de infraestrutura sanitária básica e trabalho informal mais frequente. Redução do desmatamento pode contribuir para reversão Arquivo/PF-AC Municípios do Acre ameaçados Acrelândia Bujari Capixaba Cruzeiro do Sul Feijó Jordão Manoel Urbano Marechal Thaumaturgo Plácido de Castro Porto Walter Rio Branco Rodrigues Alves Santa Rosa do Purus Senador Guiomard Sena Madureira Tarauacá Porto Acre Colaborou Andryo Amaral, da Rede Amazônica Acre Reveja os telejornais
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07/10 - Vídeo mostra momento em que crocodilo gigante devora outro menor que ele
Cena de canibalismo animal foi flagrada em um lago no quintal de uma casa nos Estados Unidos. Crocodilo gigante devora outro menor que ele Um vídeo gravado por um morador da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, em um lago no quintal de casa, flagra um crocodilo gigante abocanhando um menor, de cerca de 2 metros. A cena foi postada no Twitter no dia 30 de setembro pelo filho do senhor que fez a filmagem, Taylor Soper. "Isso aconteceu no quintal dos meus pais hoje...O lanche é um jacaré de 6 pés [dois metros]", postou Soper. Vídeo: morador de rua diz a mulher de movimento antivacina que está vivo porque foi vacinado "Meu pai capturou algumas cenas boas, todos os créditos são dele, mas ele não tem redes sociais", justificou o filho. O vídeo recebeu vários comentários e muitos brincaram com postagens como: "Teus pais ainda moram aí?"; "Você ainda pensa que o quintal é dos teus pais depois de ver isso?". Vídeos: notícias internacionais
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06/10 - Tamanduá-mirim é resgatado pelo Corpo de Bombeiros depois de invadir residência em Santo Expedito; veja VÍDEO
Tânia Milena Góes dos Santos, que é a moradora do imóvel, disse ao g1 que estava sozinha quando viu o animal e que, apesar do susto, a experiência foi emocionante. Tamanduá-mirim é resgatado após invadir casa em Santo Expedito (SP) Um tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) foi resgatado nesta quarta-feira (6) pelo Corpo de Bombeiros depois de invadir uma casa na Rua Rui Barbosa, em Santo Expedito (SP). Ao g1, Tânia Milena Góes dos Santos, que é a moradora do imóvel, disse que, quando acordou, foi uma surpresa se deparar com o animal. Ele estava em cima de uma parede, entre os dois quartos da residência. "Eu estava dormindo e acordei com o barulho do som que ele fazia com a boca. Olhei para cima e vi as costas dele todinhas, ele estava pendurado próximo ao teto. Perdi algumas cobertas e lençóis, porque ele urinou neles, mas foi uma alegria receber essa visita inusitada, apesar do susto", contou. Tamanduá-mirim foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros depois de invadir casa em Santo Expedito (SP), na manhã desta quarta-feira (6) Tânia Milena Góes dos Santos Tânia estava sozinha e rapidamente saiu do imóvel para pedir ajuda a uma vizinha. De início, pensou que era um gambá, mas logo depois soube que se tratava de um tamanduá-mirim. "Quando eu soube que era um tamanduá, liguei para a polícia e eles disseram para eu ligar para os bombeiros. Eu liguei para os bombeiros, eles vieram e tiraram ele [o tamanduá-mirim], mas, antes disso, até em cima do teto, ele dormiu, fiquei olhando ele. Foi um susto emocionante. Fiquei bastante assustada, mas também impressionada, de ver de perto algo que eu só via pela televisão", disse ao g1. A proprietária da casa falou ao g1 que acredita que o tamanduá-mirim tenha entrado na residência durante a noite, pois os cachorros latiram bastante, mas ela pensou que fossem motivados pela presença de gatos. "Ele deu trabalho para sair de casa, chegou a quebrar uma tomada do meu quarto, mas acabou tudo bem. Ele era muito arteiro, chegou a levantar na gaiola dos bombeiros. Foi uma experiência única", comentou Tânia, que está grávida de seis meses. O animal foi encaminhado ao Parque Ecológico da Cidade da Criança, em Presidente Prudente (SP). 'Fortes garras' A espécie tem distribuição em campos e florestas da Venezuela até o Sul do Brasil. São insetívoros. Comem apenas formigas e cupins. Utilizam uma técnica bastante simples: valem-se de suas fortes garras (quatro ao todo) para fazer buracos no cupinzeiro e, com a língua pegajosa, capturar os insetos, guiados, sobretudo, por um olfato apuradíssimo, que compensa as fracas visão e audição. O tamanduá-mirim, ao contrário de outras espécies, ainda é um mamífero preservado na fauna brasileira. Mas pesa contra a sua manutenção uma atividade cada vez mais frequente em seu habitat: a redução das florestas em função das queimadas, o que geralmente elimina a sua principal fonte de alimento: formigas, cupins e larvas. Tamanduá-mirim foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros depois de invadir casa em Santo Expedito (SP), na manhã desta quarta-feira (6) Tânia Milena Góes dos Santos O animal é também frequentemente ameaçado por outras ações do homem, direta ou indiretamente, como os atropelamentos em rodovias próximas ao seu ambiente natural, e pelo ataque de cães domésticos. O grande problema é que, em função de seus baixos níveis metabólicos, o tamanduá-mirim tem longos períodos de gestação e um número reduzido de crias, daí a preocupação constante com o seu bem-estar. Em função de seus hábitos noturnos, dificilmente é visto de dia. São indivíduos essencialmente solitários, que só encontram um par na época do acasalamento. Tanto que em uma área de 350 a 400 hectares podem-se encontrar dois animais da mesma espécie. Como característica física principal, ele possui cabeça, pernas e parte anterior do dorso com uma coloração típica, amarelada. Já o restante do corpo é negro, formando uma espécie de colete. O tamanduá-mirim pesa até cinco quilos e vive aproximadamente nove anos. Tamanduá-mirim foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros depois de invadir casa em Santo Expedito (SP), na manhã desta quarta-feira (6) Corpo de Bombeiros Tamanduá-mirim foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros depois de invadir casa em Santo Expedito (SP), na manhã desta quarta-feira (6) Corpo de Bombeiros Tamanduá-mirim foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros depois de invadir casa em Santo Expedito (SP), na manhã desta quarta-feira (6) Tânia Milena Góes dos Santos Tamanduá-mirim foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros depois de invadir casa em Santo Expedito (SP), na manhã desta quarta-feira (6) Corpo de Bombeiros Tamanduá-mirim foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros depois de invadir casa em Santo Expedito (SP), na manhã desta quarta-feira (6) Corpo de Bombeiros Tamanduá-mirim foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros depois de invadir casa em Santo Expedito (SP), na manhã desta quarta-feira (6) Corpo de Bombeiros VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.
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05/10 - Mãe tamanduá-bandeira, carregando filhote nas costas, é flagrada em área de reflorestamento em Presidente Epitácio; veja VÍDEO
Registro foi feito pelo ambientalista Djalma Weffort, que explicou ao g1 que a aparição da espécie é reflexo de restaurações florestais e dos corredores ecológicos no Oeste Paulista. Mãe tamanduá-bandeira carrega filhote nas costas no parque da Apoena, em Presidente Epitácio (SP) Uma mãe tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), carregando um filhote nas costas, foi flagrada em uma área de restauração florestal do parque da Associação em Defesa do Rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar (Apoena), em Presidente Epitácio (SP). O registro em imagens foi feito pelo ambientalista e também presidente da Apoena, Djalma Weffort, nesta segunda-feira (4) (veja o vídeo acima). A espécie tinha desaparecido da área havia muitos anos e, agora, está retornando aos poucos. Ao g1, Weffort explicou que isso tem acontecido de uns tempos para cá, há aproximadamente quatro anos, em decorrência da restauração florestal que é feita na área, que é o que tem possibilitado a volta da fauna silvestre. "Antes dessa restauração, isso nunca tinha acontecido. De uns quatro anos para cá, já tínhamos visto algumas pegadas, mas essa foi a primeira vez que tivemos a sorte de ver pessoalmente o animal", falou o ambientalista. A aparição do tamanduá-bandeira, segundo Weffort, significa que o animal tem voltado a se sentir seguro e protegido naquela área. "A restauração da vegetação permitiu que a mãe se sentisse segura para vir com o filhote em busca de alimento. Ela estava andando tranquilamente, em nenhum momento se mostrou amedrontada ou coagida. A vegetação em volta contribuiu muito com isso. Caso não tivesse a vegetação, provavelmente ela teria fugido", explicou ao g1. Mãe tamanduá-bandeira carrega filhote nas costas no parque da Apoena, em Presidente Epitácio (SP) Reprodução/Djalma Weffort Ainda de acordo com o presidente da Apoena, a volta do tamanduá-bandeira é reflexo dos reflorestamentos e dos corredores ecológicos que estão sendo implantados no Oeste Paulista, demonstrando que a restauração florestal é importante para a fauna e que o local tem se tornado seguro para os animais. "Nossa proposta é, justamente, replicar as restaurações em toda a nossa região, fazer esse trabalho em larga escala", ressaltou Weffort. Além da comprovação da importância do reflorestamento, o ambientalista afirmou que o registro também foi um momento de muita emoção. "É a recompensa pelo trabalho, é a melhor retribuição que a gente poderia ter. Estava fazendo uma caminhada e escutei alguns barulhos de galhos, foi quando a vi. Fiquei de longe vendo ela encontrar um novo habitat, onde antes ela não se sentia segura", enfatizou ao g1. Olfato apuradíssimo A espécie tem distribuição em campos e cerrados das Américas Central e do Sul, desde a Guatemala até a Argentina. São insetívoros. Comem apenas formigas e cupins. Abrem os cupinzeiros e os formigueiros com as garras poderosas. Eles introduzem a longa língua, com diâmetro entre 1cm e 1,5cm, que pode se projetar a 60cm para fora da boca. Os insetos ficam grudados na língua e, desta forma, o animal apenas os engole. Mãe tamanduá-bandeira carrega filhote nas costas no parque da Apoena, em Presidente Epitácio (SP) Reprodução/Djalma Weffort Os tamanduás-bandeira são os únicos mamíferos terrestres que não possuem dentes. Os tatus e preguiças possuem dentes incompletos, sem a presença de esmalte. Seu comprimento da cabeça e do corpo é de 1 a 1,2 metro. Só de focinho são quase 45 centímetros e tem ainda a cauda, com 60 a 90 centímetros. A cauda tem pelos longos que formam uma espécie de bandeira, o que serviu para adjetivação de nome vulgar. Animal de hábitos diurnos, normalmente vagaroso, mas quando perseguido pode fugir em galope. O famoso abraço de tamanduá, tido como símbolo de traição, é praticamente a única defesa desse animal desajeitado e de visão e audição muito limitadas. O melhor sistema de alerta do tamanduá-bandeira é o olfato, que é apuradíssimo. Ao pressentir o perigo, ele faz uso de articulações extras e levanta as patas dianteiras, apoiando o peso num tripé formado pelas duas patas traseiras e a cauda. É a posição de defesa, mas mesmo assim o tamanduá-bandeira suporta certa proximidade com o homem, sobrevivendo em áreas de lavouras e até perto de cidades. VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.
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05/10 - Mundo enfrentará crise hídrica se não houver uma reforma global urgente, alerta agência meteorológica da ONU
O número de pessoas com acesso inadequado à água chegará a 5 bilhões em 2050, ante 3,6 bilhões em 2018, alertou a agência. Segundo especialistas, crise hídrica pode gerar 'catástrofe de saúde' Reuters/Manaure Quintero A gestão global dos recursos hídricos é "fragmentada e inadequada" e os países devem adotar com urgência reformas para aumentar o financiamento e impulsionar a cooperação em sistemas de alerta de emergência antes de uma crise iminente, disse a agência meteorológica da ONU nesta terça-feira (5). As mudanças climáticas devem aumentar os riscos relacionados à água, como secas e inundações, enquanto o número de pessoas que vivem com estresse hídrico deve aumentar devido à crescente escassez e ao crescimento populacional, alertou o relatório. 40% das reservas hídricas do mundo podem encolher até 2030, diz ONU "Precisamos acordar para a iminente crise da água", disse Petteri Taalas, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM) das Nações Unidas. 'The State of Climate Services 2021: Water', uma colaboração entre a OMM, organizações internacionais, agências de desenvolvimento e instituições científicas, estima que o número de pessoas com acesso inadequado à água chegará a 5 bilhões em 2050, ante 3,6 bilhões em 2018. Pior seca no Brasil em 91 anos acende alerta: existe o risco de um novo apagão? A cooperação pede mais financiamento e ações urgentes para melhorar a gestão cooperativa da água, mencionando a necessidade de melhores sistemas de alerta de enchentes na Ásia e sistemas de alerta de seca na África. Apesar de alguns avanços recentes, constatou-se que 107 países permanecem fora do caminho para uma meta de gestão sustentável de seus recursos hídricos até 2030. "Cerca de 60% dos serviços meteorológicos e hidrológicos nacionais --os órgãos públicos nacionais encarregados de fornecer informações hidrológicas básicas e serviços de alerta ao governo, ao público e ao setor privado-- carecem de todas as capacidades necessárias para fornecer serviços climáticos para a água", segundo o relatório. Taalas afirmou em uma coletiva de imprensa que essas "grandes lacunas" nos dados eram piores na Ásia Central, na África e entre os Estados insulares. Em alguns casos, ele disse que as lacunas de informação podem ser mortais, como quando o Zimbábue abriu as suas barragens durante o Ciclone Idai em 2019, que exacerbou as inundações em Moçambique. "Este foi um exemplo em que uma melhor coordenação entre o Zimbábue e Moçambique teria evitado vítimas", disse ele. No geral, mais de 300 mil pessoas morreram por inundações e mais de 700 mil por secas e seu impacto na produção de alimentos, informou a OMM.
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05/10 - Animais do Pantanal aprendem a 'mendigar comida' para sobreviver na seca
Oferta menor de alimentos naturais e necessidade de intervenção humana têm tido impacto no comportamento dos bichos; 'a fome não é tão escandalosa quanto o fogo (dos incêndios), mas seu efeito é ainda mais devastador', diz integrante de fundação pantaneira. Macaco com a pata estendida; primatas aprenderam a 'pedir comida' aos humanos em meio à situação adversa no Pantanal, dizem ONGs Fundação ecotrópica/via BBC A sucessão de eventos adversos no Pantanal, que sofreu incêndios devastadores em 2020, perdeu parte importante de sua superfície de água e vive seca histórica neste ano, pode estar tendo efeitos nos hábitos dos animais que vivem ali – a começar pela oferta de comida disponível a eles. Embora estabelecer (ou não) uma relação causal direta dependa de estudos aprofundados, profissionais que atuam no Pantanal observam algumas mudanças. Compartilhe essa notícia no WhatsApp Compartilhe essa notícia no Telegram "O fogo pode estar menos intenso (neste ano), mas a fome e a seca estão mais presentes", diz à BBC News Brasil Ilvanio Martins, presidente da Fundação Ecotrópica, que gerencia quatro reservas ambientais no Pantanal – uma delas praticamente inteira consumida pelas queimadas no ano passado. Grupo de resgate alimenta animais com fome no Pantanal "A fome não é tão escandalosa quanto o fogo, mas seu efeito é ainda mais devastador. Ela é severa e silenciosa. E afeta toda a cadeia (ecológica). A árvore que queimou não floriu; as que floriram não germinaram tantas sementes, e daí conseguem alimentar uma quantidade menor de pássaros e roedores", ele relata. Incêndio já destruiu 965 mil hectares do Pantanal de MS; fumaça e fuligem chegam às cidades próximas MS perdeu 57% da água que tinha em 36 anos, aponta pesquisa Um exemplo são as árvores de ipê, que segundo Martins são fonte de alimento aos animais. "E a florada dos ipês foi muito mais tímida neste ano." Estão fazendo falta também muitas palmeiras que alimentavam e abrigavam araras azuis e roedores. Segundo Jorge Salomão, veterinário da organização Ampara Animal Silvestre no Pantanal, muitos animais haviam tido sucesso em se adaptar ao ambiente após os incêndios do ano passado: se deslocando e migrando para outras áreas do bioma, eles conseguiam, de alguma forma, se alimentar. "O que complicou muito, neste ano, foi a seca", explica o veterinário à BBC News Brasil. "Então os animais saíram de uma situação crítica (de fogo) e emendaram na seca mais intensa dos últimos dez anos." Mudança de hábitos e 'mendicância' Integrantes da Fundação Ecotrópica preparando alimentos a serem cedidos aos animais; seca reduziu a oferta de comida natural Fundação Ecotrópica via BBC A seca reduz as áreas naturais disponíveis para os animais se banharem, tomarem água e se alimentarem. Ilvanio Martins conta que, em uma de suas visitas recentes a campo, em setembro, se deparou com "animais debilitados, perambulando". "Quando esses animais não encontram a água que antes estava ali, eles se desorientam." Além disso, nos pontos em que a água deixou de fluir com a mesma intensidade de antes, os peixes não conseguiram se reproduzir no mesmo volume, ele explica. Portanto, deixaram de ser fonte de alimentos para as aves. Segundo Martins, a consequência é que parte dos animais precisou mudar de hábitos para obter comida. Alguns passaram a "furtar" alimentos de cozinhas e restaurantes ou de locais dos quais antes não ousariam se aproximar. Outros passaram a comer alimentos diferentes do que normalmente comeriam. "Vimos macacos e periquitos comendo manga verde, que não seria parte da dieta deles." Macacos passaram, também, a estender a pata a humanos, pedindo comida – "como se fossem mendigos", diz Martins –, porque descobriram que são capazes de conseguir alimentos dessa forma. Para o veterinário Jorge Salomão, porém, esse comportamento dos macacos vem do fato de eles terem se condicionado a contar mais com os alimentos distribuídos pelos humanos. "Teve essa mudança de comportamento, mas acho que ela se deve muito ao assistencialismo feito no ano passado (para minimizar os danos dos incêndios)", explica. "Os primatas aprendem muito rápido, passaram a pegar comida da mão da gente. Mas eu acho que é uma alteração comportamental mais por eles terem perdido o medo de se aproximar do que pela dificuldade (em conseguir comida)." Macacos se alimentando de melancia deixada por voluntários; Pantanal vive seca histórica após incêndios devastadores do ano passado Chico Ferreira via Fundação Ecotrópica (via BBC) O zootenista Thiago Graça também notou mudanças de hábito "absurdas e não naturais" dos animais por culpa da escassez. Ao verem a comida ofertada pelos humanos, "os animais chegam com uma voracidade alarmante, com o desespero da fome", diz Graça, que é técnico da organização GRAD (Grupo de Resgate de Animais em Desastres). "O Pantanal perdeu muita árvore frutífera, muito material verde e muita fauna também. Não é natural eles se aproximarem tanto da gente." Na opinião da bióloga e zoóloga Daniella França, da organização pantaneira Chalana Esperança, os animais parecem estar passando fome em consequência da seca e dos incêndios, mas os relatos ainda precisam ser analisados caso a caso e devidamente estudados para estabelecer uma relação causal. "O que podemos fazer, por enquanto, é nos basear em situações que já tenham ocorrido no passado e, é claro, tentar ajudar com a dessedentação (combate à sede) e alimentação em locais estratégicos, como fizemos no ano passado, mas sempre aprendendo com os erros", diz ela. Do ponto de vista técnico, ela explica, isso passa por evitar ao máximo dar alimentos errados para alguns tipos de animais (por exemplo, alimentos que possam expor os bichos a bactérias às quais não estão acostumados) ou deixar a comida muito perto da rodovia Transpantaneira (onde os animais correm o risco de serem atropelados). Portanto, diz ela, a oferta de comida tem de passar pelo crivo de especialistas no ecossistema pantaneiro. Essa oferta humana – especializada – de alimentos e água tem sido necessária, explicam as organizações, para amenizar a situação crítica de animais neste momento. A Ampara Silvestre tem alugado caminhões-pipa que comportam 50 mil litros de água para irrigar lugares onde habitualmente haveria água natural e que, portanto, são frequentados pelos animais. Área sendo irrigada artificialmente pela Ampara Animal, para minimizar ausência de água para os animais da região Reprodução/Ampara Animal (via BBC) "Mas o tempo está muito seco. Então de onde tirar 50 mil litros de água? Estamos tirando de poços, mas não dá para fazer isso por muito tempo. Temos que torcer para que chova logo", diz Salomão. Nesses mesmos lugares alagados, os membros da ONG também colocam comida. "Compramos (o peixe) tuvira dos pescadores e deixamos para as lontras, ariranhas – é uma comida do próprio bioma", explica Salomão. "Também deixamos frutas e verduras, como banana, mamão, batata doce e maçã. É complexo, porque não é o que os animais comeriam normalmente. Mas tomamos cuidado ao escolher para que, mesmo que mais deles (frutas e verduras) nasçam pela dispersão de sementes, não prejudiquem o bioma nem atrapalhem as espécies nativas." Ovos, que são fonte de proteína, também têm sido devorados por muitos animais, explica Thiago Graça. "Até mesmo as cascas dos ovos, os pequenos pedacinhos, estão sendo comidos. É uma situação surreal." Bioma ameaçado Com a comida mais escassa, esses mesmos animais terão mais dificuldade em cumprir um papel ecológico importante: o de dispersar sementes pela mata e ajudar a renová-la, afirma Martins. Dessa forma, a fome dos animais contribui para um ciclo vicioso na região. Historicamente, prossegue, "o Pantanal não é um ambiente pronto e acabado: ele está em constante mudança e construção, em sua alternância entre cheia e vazante". O que preocupa, porém, é que as áreas afetadas pelas secas e pelo fogo intenso estão com uma terra mais arenosa e empobrecida, afirma ele. "A terra perde nutrientes e capacidade de gerar vida", diz Martins. "A semente cozinha no chão e não brota. Esse 'agrestamento' é perceptível por aqui." Nos incêndios do ano passado, quase um terço de todo o Pantanal foi consumido pelo fogo. De janeiro de 2020 até meados deste ano, as queimadas haviam destruído 3,8 milhões de hectares nesse bioma, afetando ao menos 65 milhões de animais vertebrados nativos e 4 bilhões de invertebrados, aponta um estudo publicado em junho por pesquisadores das organizações ambientais ICMBio, PrevFogo/Ibama e Embrapa Pantanal, feito com base na densidade das espécies presentes nos locais afetados. Guia de turismo se torna voluntário para ajudar brigadistas no Pantanal Esses animais sofreram tanto impacto direto – como ferimentos ou morte – ou indireto, pela perda de seu habitat. Neste ano, a seca provoca quedas históricas nos níveis dos rios pantaneiros e traz risco de devastação ainda mais grave, segundo ambientalistas ouvidos pela Câmara dos Deputados em julho em audiência na Comissão de Queimadas nos Biomas Brasileiros. "Desde o fim da década de 1990, o período seco tem ficado mais seco e também o período chuvoso tem ficado mais seco", disse na audiência, segundo a Agência Câmara, Gilvan de Oliveira, coordenador de Ciências da Terra do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). "De 2010 em diante, temos um predomínio de chuva abaixo da média. Então algo realmente está acontecendo no Pantanal, e obviamente chama a atenção o período 2020-2021. Neste ano, não é possível somente fazer orientação ou informativos: têm que ocorrer ações efetivas", disse. Segundo dados de satélite analisados pela organização MapBiomas, o Pantanal – que é a maior planície úmida do planeta – perdeu 29% de sua superfície alagada nos últimos 30 anos. A seca prejudica a reprodução de animais, como peixes, e propicia que mais incêndios ocorram. Com a oferta humana de alimentos, "estamos atendendo uma demanda emergencial neste período de seca, que espero que pare quando a chuva volte", afirma Thiago Graça. No entanto, a preocupação é que, à medida que o Pantanal fica cada vez mais exaurido, não consiga se regenerar e se preparar para as temporadas de seca futuras. "A cada ano o Pantanal parece que vai precisar mais da nossa ajuda", conclui. 00:00 / 27:55 Veja VÍDEOS de meio ambiente:
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04/10 - Em menos de duas semanas, onça-parda é novamente registrada em área urbana de Presidente Prudente; veja VÍDEO
Câmeras capturaram a presença do felino em uma rua no Jardim Vale do Sol. Polícia Ambiental monitora pontos com informações de eventual aparecimento do animal. Onça-parda foi vista no Jardim Vale do Sol por meio de câmeras Mais um registro de observação de onça-parda (Puma concolor) foi feito na área urbana de Presidente Prudente (SP). A Polícia Militar Ambiental informou ao g1 na manhã desta segunda-feira (4) que monitora o aparecimento do felino. Em menos de duas semanas, foram três relatos de visualização, de acordo com a corporação. A mais recente visualização foi na última sexta-feira (1º), no Jardim Vale do Sol. Câmeras de segurança de uma conveniência registraram a passagem do felino por uma rua do bairro. O proprietário do estabelecimento, João Aparecido Ferreira, contou ao g1 que estava limpando o local, depois do vendaval e da chuva, quando os cachorros "começaram a latir muito". “Aí olhei na câmera e vi [a onça]”, lembrou. Ferreira ainda relatou que a curiosidade o fez sair na rua junto com uma de suas cachorras, que começou a farejar o espaço entre a calçada e uma pracinha, por onde a onça passou. Porém, depois João achou melhor entrar e levar a cadelinha. “Saí lá fora pra ver, mas não tive sorte”, disse ao g1. Onça-parda foi vista em rua do Jardim Vale do Sol, em Presidente Prudente (SP) Cedida/João Ferreira Monitoramento De acordo com o capitão Júlio Cesar Cacciari de Moura, que responde pela 3ª Companhia da Polícia Militar Ambiental, a corporação está fazendo o monitoramento dos pontos em que é informado o eventual aparecimento da onça-parda, tendo em vista a grande extensão que ela vem percorrendo. “São animais que utilizam grandes espaços, chegando a áreas superiores a 100 quilômetros quadrados”, explicou ao g1. O oficial ainda comentou que, de momento, é inviável a captura do felino com contenção ou disposição de armadilhas. “Aquele que visualizar o animal em área urbana deve imediatamente acionar o policiamento ambiental indicando o endereço que foi visualizado. Salientamos a importância de não acuar o animal”, orientou o capitão. “Caso visualize, entre em contato conosco pelo telefone ou WhatsApp 3906-9200”. Ainda conforme declarou o oficial, as onças-pardas são animais de hábitos solitários e territorialistas, tendo maior atividade ao entardecer e à noite. Esse felino possui tendência natural a se afugentar quando percebe a aproximação humana. Câmeras de condomínio registraram movimentação de onça e carro da família Observações Um dos registros foi feito por uma família que trafegava por uma avenida do Parque Residencial Funada, na zona oeste de Presidente Prudente, na noite de 21 de setembro. O trajeto, que até então era rotina, virou “aventura” e marcou os prudentinos naquela data. Segundo a Polícia Militar Ambiental, houve outro avistamento do felino às margens do Balneário da Amizade e, agora, no Jardim Vale do Sol. VEJA TAMBÉM Percurso de família vira 'safári' após flagra de onça-parda, ameaçada de extinção, passeando em avenida na zona urbana de Presidente Prudente; veja VÍDEO Ao verificar câmera de segurança, morador de Presidente Prudente constata 'visita' de tamanduá-mirim; veja VÍDEO Ameaçada de extinção, onça-parda aparece embaixo de carro em garagem de residência em Presidente Venceslau; veja VÍDEO Perda de habitat André Gonçalves Vieira, biólogo responsável por diversos levantamentos de fauna em Presidente Prudente, declarou ao g1 que esta visualização ocorreu a, mais ou menos, quatro quilômetros de distância do registro feito pela família e compreende a rota composta por córregos e matas. Segundo o biólogo, a onça-parda não tem o hábito de atacar pessoas, a não ser que se sinta acuada, com filhotes ou extrafragilidade alimentar. “Infelizmente, com a perda de seu habitat natural (cobertura vegetal nativa) e, consequentemente, queda de presas (alimentos), esse animal passa cada vez mais a ser observado próximo de áreas urbanas”, salientou Vieira. De acordo com o especialista, “pelas primeiras imagens trata-se de um animal jovem e que pode estar se beneficiando de pequenas presas dessa região”. “Cabe ressaltar que partes desses córregos são cercadas com alambrados e possuem altura considerável entre o leito dos córregos e suas margens. Sendo um ambiente de certa forma seguro para a locomoção do animal”, explicou o biólogo ao g1. Quando a família viu o felino, o biólogo Rondinelle Artur Simões Salomão, professor doutor na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), em Presidente Prudente, explicou que “provavelmente este animal estava transitando entre os fragmentos de área verde preservados que existem no local em busca de presas e/ou abrigo, uma vez que o Balneário da Amizade propicia um ambiente adequado a sobrevivência de diferentes espécies”. “Uma das maiores ameaças à sobrevivência dos felinos selvagens em todo o mundo é a perda de habitats em virtude da expansão urbana, da matriz agropecuária, a retaliação por predação de animais domésticos e os atropelamentos. Portanto, é sempre importante obedecer aos limites de velocidade das vias e se manter atento”, salientou ao g1. Salomão ainda orientou que, ao avistar um animal selvagem nas vias, é importante manter uma distância considerável e não tentar afugentá-lo. “Esses animais não oferecem riscos diretos aos seres humanos e, se não forem incomodados, seguirão seu caminho. Onças-pardas só se defendem nos casos em que ficam acuadas ou estão protegendo suas crias”, ressaltou. Câmeras de segurança de condomínio registraram movimentação de onça-parda no Residencial Funada Reprodução VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Ferreira ainda relatou que a curiosidade o fez sair na rua junto com uma de suas cachorras, que começou a farejar da calçada até uma pracinha. No momento, João achou melhor entrar e levar a cadelinha. Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.
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04/10 - Jiboia de quase três metros de comprimento é 'fiel companheira' de consultor de vendas em Presidente Prudente
Khatty é uma cobra criada como animal de estimação na família de Djalma Monteiro há oito anos. Réptil é o único bicho que ele tem na casa e recebe muito amor e carinho do dono. Jiboia de quase três metros é criada como animal de estimação em Presidente Prudente (SP) "O cão é o melhor amigo do homem". Provavelmente você já ouviu essa frase e possivelmente você concorde com ela. Apesar de o cachorro ser um dos animais mais comuns para se ter em casa, assim como os gatos também são, não é todo mundo que escolhe criar um bichinho comum como esses. Exemplo disso é o consultor de vendas Djalma Monteiro, de 65 anos, que mora em Presidente Prudente (SP) e tem como "fiel companheira" a Khatty, uma jiboia (Boa constrictor) de aproximadamente três metros de comprimento (veja o vídeo acima). No Dia Mundial dos Animais, comemorado nesta segunda-feira (4), Monteiro contou ao g1 sobre a experiência de possuir um animal exótico. A data também marca o Dia de São Francisco de Assis, santo padroeiro dos animais e da natureza. Jiboia Khatty possui aproximadamente três metros de comprimento Cedida Com o corpo alongado roliço e ligeiramente comprido nas laterais, a cobra, mesmo sendo um exótico animal de estimação, é tratada como uma verdadeira princesa por Monteiro e por toda a família dele. O amor por cobras surgiu na adolescência e, desde então, ele nutre esse interesse peculiar. Amor de adolescência "O amor por cobras veio na adolescência, pois eu era fã do cantor Alice Cooper e ele tinha uma jiboia. Sempre nas apresentações, ele cantava com ela no pescoço", contou o consultor de vendas ao g1. Djalma Monteiro e a jiboia de estimação Khatty Cedida A paixão pelo animal é tanta que já ultrapassa gerações. O pequeno Theo Bertoni Monteiro, de 8 anos, neto de Djalma, também já tem muito amor pela jiboia. "Ele já é apaixonado pela Khatty e por cobras. O amor do avô, com certeza, passou para ele também", contou ao g1. Khatty, ou "Princesa Khatty", como é chamada por Monteiro, está na família há oito anos. O animal é legalizado, veio de um criatório comercial autorizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e viajou muitos quilômetros para chegar a Presidente Prudente, no interior do Estado de São Paulo. Theo Bertoni Monteiro, de 8 anos, neto de Djalma, também já tem muito amor pela jiboia Cedida "A partir da vontade de ter uma cobra, fui lendo sobre o assunto e me informando. Pesquisei na internet e encontrei a Khatty. Ela veio do Pará, é totalmente legalizada. É minha fiel companheira há oito anos", falou ao g1. No geral, as jiboias são alimentadas com um tipo de presa, o que é bem diferente na natureza, onde elas podem se alimentar de diversas espécies de animais. Na casa de Monteiro, a alimentação principal da Khatty, de acordo com o consultor de vendas, são os ratos. Serpente tranquila Criar um animal desse tipo demanda cuidado, no entanto, Monteiro contou ao g1 que Khatty é uma serpente tranquila e nunca tentou atacar ninguém. Prova disso é que até modelo fotográfica ela já foi. Jiboia Khatty foi usada como modelo em um ensaio fotográfico Cedida "Emprestei a Khatty para um modelo, que fez um ensaio fotográfico com ela. Ela não apresenta nenhum risco, é muito tranquila e super dócil", ressaltou. O consultor de vendas, que não possui nenhum outro animal de estimação, também disse ao g1 que a jiboia chama muito a atenção de todos que visitam sua residência. Ele, que é conhecido popularmente pelo apelido de Kabello, afirma que o animal é muito tranquilo e acostumado com o contato com os humanos todos os dias. "É uma febre. As pessoas que vão em casa ficam loucas querendo vê-la e todos ficam encantados com ela. Ela é uma coisa linda e encantadora, é a princesa da nossa casa, é tratada com o maior carinho do mundo. É como se fosse um filho da gente", pontuou. Jiboia Khatty possui aproximadamente três metros de comprimento Cedida Jiboia Khatty possui aproximadamente três metros de comprimento Cedida Jiboia Khatty possui aproximadamente três metros de comprimento Cedida Jiboia Khatty possui aproximadamente três metros de comprimento Cedida Jiboia Khatty possui aproximadamente três metros de comprimento Cedida Terrário em que Khatty vive na casa de Monteiro, em Presidente Prudente (SP) Cedida VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.
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04/10 - No AC, estilista usa insumos amazônicos para tingir ecobags artesanalmente: ‘Colorir o mundo com as plantas’
Bolsas são feitas de crochê com fibras naturais e de algodão. As peças são desenhadas pela estilista Alessandra Dutra, de 24 anos, e ganham vida pelas mãos de artesãs locais. Após serem confeccionadas, passam pelo processo de tingimento. Dentre as matérias-primas usadas para tingis as ecobags estão o açafrão da terra e o crajirú Arquivo pessoal O sonho de um planeta com menos poluição e mais sustentabilidade fez com que a estilista Alessandra Dutra, 24 anos, resolvesse se aventurar em um projeto desafiador; usar insumos amazônicos como matéria-prima para tingir ecobags. É isso mesmo, as bolsas sustentáveis, feitas de crochê com fibras naturais e de algodão, são desenhadas por ela e ganham vida pelas mãos de artesãs locais, moradoras da capital acreana. Após serem confeccionadas, passam pelo processo de tingimento. Dentre os insumos que Alessandra usa para fazer o tingimento das bolsas estão: a catuaba, romã, teca, crajirú e açafrão da terra. O processo de tingimento até a secagem leva até 14 horas. Estilista tinge ecobags com insumos amazônicos Arquivo pessoal Alessandra conta que se formou pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Rio Grande do Norte (Senai-RN) e começou a estudar insumos amazônicos para o tingimento natural há pouco mais de um ano. “A inspiração foi trazer a exuberância da natureza em forma de peças do vestuário e levar a Amazônia para outros lugares através das plantas, raízes-do-brasil e ervas. A Uze Amazônida nasceu do desejo real de tingir o mundo com as plantas, a biodiversidade e a sustentabilidade. Isso foi o que me motivou, poder mostrar o que podemos fazer com insumos naturais daqui”, conta. Ela fala que alguns insumos são plantados por ela, mas que a maioria ela colhe de plantações de produtores locais. “Hoje, nossa cartela é composta por mais de 10 cores, muitas em estudos e descobertas, respeitamos e alimentamos um ciclo natural das coisas”, acrescenta. Processo de tingimento requer atenção e cuidado Arquivo pessoal Sustentabilidade X economia local A estilista diz que em sua opinião duas coisas são muito importantes nos dias de hoje: a sustentabilidade e projetar a economia local. “A maioria dos nossos insumos são plantados aqui no Acre e por pessoas daqui. O Crajirú, por exemplo, é nossa principal fonte de estudos e feitorias. É uma planta nativa da Região Amazônica. Plantada e colhida no Acre.” Sua marca é autoral e ela fala que tem orgulho de ela ser nortista e de ter nascido no coração da Amazônia, no Acre. Bolsas são desenhadas pela estilista e fabricadas por artesãs locais Arquivo pessoal “Apoiamos a moda local e com produtos feitos por mãos daqui. Entendemos a necessidade urgente de uma moda transparente e, por isso, somos a favor de um mercado mais justo, inclusivo, igualitário, por trás de quem pensa, costura, e faz nossas peças”, acrescenta. Ela fala que tingir as ecobags com insumos amazônicos traz memórias da natureza, faz com que as pessoas que vão adquirir esses produtos repensem em como estão tratando o mundo e pensem na sustentabilidade. “Tecemos memórias através da natureza e estampamos em nosso peito o orgulho de sermos nortistas. Sim, o tingimento para nós é real, e por isso respeitamos a natureza”, finaliza. Tecido em processo de tingimento usando o açafrão da terra e o crajirú Arquivo pessoal Reveja os jornais do Acre
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04/10 - O Assunto #551: CLIMA - onde estamos 6 anos depois de Paris
O histórico acordo de 2015, firmado entre mais de 190 países, pretendia reduzir as emissões de gases do efeito estufa a um patamar capaz de conter o aumento da temperatura do planeta. Não aconteceu. E a temperatura da Terra escala em uma velocidade sem precedentes. Você pode ouvir O Assunto no g1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio. O histórico acordo de 2015, firmado entre mais de 190 países, pretendia reduzir as emissões de gases do efeito estufa a um patamar capaz de conter o aumento da temperatura do planeta. Não aconteceu. Nem mesmo a recessão pandêmica derrubou as emissões na proporção necessária. Agora, em meio a eventos extremos como a seca que aflige vários Estados brasileiros, e sob pressão global de ativistas, uma nova cúpula do clima patrocinada pelas Nações Unidas pretende atualizar compromissos e lançar “um alerta vermelho para a humanidade”, nas palavras do secretário-geral Antonio Guterres. No episódio introdutório de uma série especial a ser publicada todas as segundas-feiras até a COP-26 -- que tem início marcado para 31 de outubro em Glasgow, na Escócia -- Renata Lo Prete recebe Carlos Nobre, presidente do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas e pesquisador sênior do Instituto de Estudos Avançados da USP. A conversa é para entender a ciência que pauta o debate público sobre o tema, e Nobre não poderia ser mais claro. Ele mostra a velocidade sem precedentes da escalada da temperatura na Terra. Explica a diferença entre conseguir limitar a alta a 1,5 grau Celsius até 2100 (como queriam os signatários do Acordo de Paris) ou deixá-la subir 3 graus. Dá exemplos de adaptações, como agricultura regenerativa, que precisarão ser feitas mesmo no cenário menos catastrófico -- porque parte das mudanças climáticas já está contratada. E é assertivo ao enunciar a consequência maior de subestimar a emergência: “As novas gerações vão viver num mundo muito mais perigoso”, diz. “Num outro planeta, muito pior, em todos os sentidos, para a vida humana e para as outras espécies.” Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram O que você precisa saber: COP26: metas da ONU para limitar as mudanças climáticas Juventude pelo Clima: '30 anos de blá-blá-blá', diz Greta Thunberg Preparativos: mais de 40 países se reúnem antes de Conferência Eventos extremos em 2021: causa é o aquecimento global? VÍDEO: Representantes de mais de 40 países se reúnem para último evento antes da COP-26 O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Arthur Stabile, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Giovanni Reginato. Neste episódio colaboraram também: Gabriel de Campos e Ana Flávia Paula. Apresentação: Renata Lo Prete. Comunicação/Globo O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça - e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.
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02/10 - Grandes nações são cobradas por ações mais ousadas sobre o clima
As maiores economias do mundo precisam fazer mais na próxima cúpula do clima da ONU, a COP26, na Escócia, para mostrar que levam a sério o aquecimento global e para atender aos alertas de jovens ativistas, afirmaram políticos neste sábado (2). Representantes de mais de 40 países se reúnem para último evento antes da COP-26 O presidente da COP26, Alok Sharma, disse que há urgência no debate climático após conversas preparatórias em Milão, onde milhares de jovens ativistas cobraram que os governos ajam de acordo com suas palavras e desembolsem bilhões de dólares para livrar o mundo de combustíveis fósseis. "Tivemos discussões muito construtivas e há um senso real de urgência", afirmou o britânico Sharma a jornalistas após a reunião na capital financeira da Itália. Sharma afirmou que líderes em Milão concordaram em fazer mais para manter a meta ao alcance e entregar uma promessa de 100 bilhões de dólares por ano para ajudar os países mais vulneráveis a enfrentar as mudanças climáticas. "A energia que apareceu (dos jovens) galvanizou os ministros", disse Sharma. "Ao avançarmos nas próximas semanas e na COP, precisamos manter (suas) vozes… em nossas cabeças". A conferência COP26 em Glasgow buscará ações climáticas mais ousadas de cerca de 200 países que assinaram o Acordo de Paris de 2015 e concordaram em tentar limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais. ‘Temos que levar à COP-26 nossas maiores ambições’, diz Joe Biden no Fórum das Grandes Economias Promessas de financiamento de Estados Unidos e China aumentaram esperanças dos negociadores, mas muitos países do G20 ainda não anunciaram atualizações dos planos climáticos de curto prazo. O enviado do Clima dos EUA, John Kerry, também cobrou que as grandes economias se comprometam com políticas mais radicais. Kerry disse que, embora espere que doadores completem a promessa, um plano financeiro pós-2025 "com ênfase não apenas em bilhões, mas em trilhões", será necessário.
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