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17/09 - Grupo de fotógrafos do Oeste Paulista faz raro registro de lontra com leucismo durante expedição pelo Pantanal; veja VÍDEO
Avistamento foi às margens do Rio Aquidauana, em Mato Grosso do Sul. Condição genética altera a coloração normal do animal silvestre. Fotógrafos do Oeste Paulista e guia de MS fazem registro raro de lontra com leucismo no Pantanal “A natureza é isso, é uma caixinha de surpresas. No mesmo lugar, todo dia é um dia diferente e a gente vai só aprendendo”. A afirmação é do guia turístico Luiz Fabiano Aragão Vargas, de Aquidauana (MS), no Pantanal Sul. Foi ele quem conduziu por rio um grupo de fotógrafos do Oeste Paulista para um momento inesquecível e emocionante: um raro registro de uma lontra-neotropical com leucismo. Entre os dias 10 e 14 de setembro, foi promovido pelo fotógrafo de natureza e documentarista Adriano Kirihara, de Presidente Prudente (SP), um workshop de fotografia, no formato de expedição fotográfica, em Aquidauana. Com ele, foram os fotógrafos/alunos Flávia Pelloso, Claudete Longo e José Roberto Pireni, que são de Presidente Prudente, Martinópolis (SP) e Teodoro Sampaio (SP), cidades que ficam na região oeste do Estado de São Paulo. Registro raro de lontra com leucismo é realizado por grupo de fotógrafos do Oeste Paulista no Pantanal sul-mato-grossense Adriano Kirihara/Cedida Na manhã do segundo dia de expedição, havia no roteiro um passeio pelo Rio Aquidauana, conforme contou Kirihara ao G1. Ele afirmou que o grupo sempre vai preparado para várias situações, pois sabe que vai encontrar alguns animais. A programação era descer o rio, mas o tempo fechado e uma breve garoa os fizeram mudar os planos. O guia, então, falou que achava melhor subir o rio, pois, se começasse um temporal, seria mais fácil a volta. Além disso, o instrutor também comentou com o grupo que havia uma “lontra albina” na região e que tinha vontade de avistá-la. “Embora todo mundo a chame de albina, é leucística”, destacou Kirihara, ao lembrar que, para ser 100% albina, os olhos também têm de ter outra coloração. Registro raro de lontra com leucismo é realizado por grupo de fotógrafos do Oeste Paulista no Pantanal sul-mato-grossense Adriano Kirihara/Cedida Emoção "Nós começamos a subir e, de repente, vimos algo mexer na água e falamos: é a lontra albina! Aí foi uma festa”, relatou ao G1 Adriano Kirihara. O fotógrafo acrescentou que, no momento do flagrante, os expedicionários pararam o barco no meio do rio e o grupo começou a observá-la. Mesmo com movimentos rápidos do animal, foram feitos registros do bicho caçando. Registro raro de lontra com leucismo é realizado por grupo de fotógrafos do Oeste Paulista no Pantanal sul-mato-grossense Adriano Kirihara/Cedida “Ela mergulhava e saía em pontos diferentes do rio, então, a gente começou a observar esse comportamento dela. Acho que até por ela ser diferente, dessa cor não característica, ela sabe disso e sabe que ela é uma presa fácil, então, ela se comporta diferente das outras lontras, isso foi uma coisa que a gente acabou percebendo lá na hora”, contou ao G1. Então, começaram os registros. “Ela começou a caçar e vinha com os peixes. Ela é pequena. A lontra é menor, diferente da ariranha, e além de tudo ela é muito rápida, nada muito rapidamente. Ela sobe e mergulha de novo, então, são aqueles poucos momentos em que a gente consegue fazer a foto”, explicou. “Foi uma emoção muito grande. Logicamente que encontrar qualquer animal silvestre na natureza já é uma emoção muito grande para quem gosta desse tipo de fotografia, para quem gosta da natureza”, salientou Kirihara. O fotógrafo e documentarista ainda contou que, durante a expedição, o grupo encontrou tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), tamanduá-bandeira com filhote, lobinho (Cerdocyon thous), gaviões, vários pássaros raros, como o pica-pau-de-testa-branca (Melanerpes cactorum) e a tiriba-fogo (Pyrrhura devillei), além de flagrar um grupo de capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris) brincando na água. “Mas na hora em que vimos a lontra, que já é um animal silvestre e além de tudo leucístico, a emoção dentro do barco foi contagiante e o guia também ficou muito emocionado com o momento”, destacou. Kirihara já foi outras vezes para a região de Aquidauana, inclusive neste ano, e não tinha avistado o raro animal. “Foi gratificante para mim, enquanto fotógrafo de natureza, documentarista, emocionante de estar ali com o grupo, que pôde avistar algo raro na natureza, e muito emocionante como um portfólio pro meu trabalho de estar naquele momento, presenciar isso e fotografar”, admitiu o documentarista. “Com certeza, é um daqueles momentos e uma daquelas fotos que levarei pra vida diante de todo o trabalho que tenho. Aquela foto que sempre que vai ser especial pelo momento, pela complexidade de fotografar no rio em movimento, em cima de um barco, pela complexidade de não ter uma luz perfeita. Foram muitas coisas, mas a gente conseguiu fazer o registro”, enfatizou ao G1. Registro raro de lontra com leucismo é realizado por grupo de fotógrafos do Oeste Paulista no Pantanal sul-mato-grossense Adriano Kirihara/Cedida Privilégio Luiz Fabiano Aragão Vargas é um guia nativo da região. Nasceu em Aquidauana e trabalha em uma pousada há quase 26 anos, dos quais há três tenta avistar a "lontrinha diferente”, já que em 2019 ela foi registrada, também às margens do rio que leva o nome da cidade. “A natureza é um livro com que você todo dia aprende alguma coisa. Então, isso só agrega conhecimento. E, quando você tem amor no que faz, você coleta muitas informações e a lontra que a gente viu é uma coisa que vai ficar marcada na vida da gente. Fiquei muito feliz”, ressaltou Vargas ao G1. O guia contou que sempre navega pelo rio no intuito de avistar a lontra branca. “Doido para ver o animal”, no último dia 11 de setembro ele contou o desejo e sugeriu aos fotógrafos a subida do rio. “Foi um momento mágico. No que eu fechei a boca, a gente andou mais umas três curvas e a lontra lá se alimentando. Pra mim mesmo, um bicho difícil, é um momento raro de você ver”, lembrou. Para ele, também foi uma coisa nova. “Coisas assim que só a natureza proporciona pra gente esses momentos. Pra mim, foi uma satisfação muito grande, foi emocionante. Eu trabalho desde moleque aqui, sempre com turismo, e a gente acaba criando muito amor nas coisas. Quando tem um avistamento de um animal raro assim, é emocionante mesmo”, enfatizou ao G1. Ele contou que o grupo ficou observando o animal por cerca de duas horas. "Pra gente, como guia, é importante também; esse momento fica marcado na vida da gente", pontuou. "É um bicho que parece saber que é diferente. O normal da lontrinha é ir subindo. Não liga muito pra gente, pois ninguém agride, o bicho vai pegando confiança. E ela [branca] a gente não chegava tão perto, eu dava um intervalo pra ela, descia ou subia um pouco de barco, mas sempre deixando ela, sem deixar ela estressada ou desconfiada, sempre dando uma folga pra ela", comentou. Registro raro de lontra com leucismo é realizado por grupo de fotógrafos do Oeste Paulista no Pantanal sul-mato-grossense Adriano Kirihara/Cedida “Dando um espaço pro animal, você consegue fazer um trabalho legal e ter paciência com o animal. Isso vai muito da gente, que é guia local, porque o pessoal está confiando em você e tem de procurar fazer o melhor possível pro pessoal que está com você e pro animal, não agredir o animal”, acrescentou. Outra novidade que em mais de 20 anos Vargas teve recentemente foi observar o comportamento de uma fêmea da espécie tamanduá-bandeira, que carregava um filhote. “A natureza não cansa de surpreender a gente, de trazer coisas maravilhosas, como essa lontra. No geral, o trabalho que a gente faz, a gente trabalha com pessoas e tem pessoas que sonham em vir pro Pantanal, então, a gente tem que se dedicar o máximo, fazer com amor e carinho pra não ser constrangedora aquela vinda da pessoa ao Pantanal. E é tão gratificante quando você olha a pessoa e o olho chega a brilhar porque foi bom. Isso não tem preço, é muito gratificante”, salientou. Para Vargas, sua função é um privilégio. "Trabalhar com a natureza, ainda mais quando a gente tem amor no que faz, é tão prazeroso. Agradeço a Deus todo dia, porque poucas pessoas hoje têm oportunidade de fazer o que amam e, graças a Deus, eu sou uma dessas pessoas; privilegiado de viver num lugar desse”, salientou. Leucismo e albinismo O biólogo Rondinelle Artur Simões Salomão, professor doutor na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), em Presidente Prudente, explicou ao G1 que "tanto o albinismo como o leucismo são considerados eventos raros na vida selvagem, por consequência da força da seleção natural, uma vez que indivíduos portadores desses genes ficam mais aparentes aos predadores, perdendo o mecanismo de camuflagem, sendo eliminados juntamente com sua carga genética recessiva". Entenda as diferenças: O albinismo é uma síndrome que tem como característica a ausência ou perda total de pigmentação na pele, no cabelo e nos olhos. "No albinismo, o indivíduo deixa de produzir a melanina, proteína essencial na pigmentação e na proteção contra a radiação solar", explicou. Já no leucismo ocorre uma falha na síntese de melanina e, "como consequência, isso pode resultar na perda parcial da cor natural em certas regiões do corpo, mas raramente afeta as partes sem pelos, como o nariz, os pés e a pele exposta, e nunca afeta os olhos". Conhecida como lontra, lontra-neotropical, lobinho-de-rio ou lontrinha, a espécie sofre riscos. O biólogo explicou que no Pantanal, local do registro do animal, "não existem dados suficientes e a escassez de estudos limita o conhecimento sobre seu real status de conservação". "No entanto, a última avaliação da IUCN [União Internacional para a Conservação da Natureza] considerou uma tendência de diminuição para as populações de lontras devido principalmente à degradação de habitat, sendo então categorizada como quase ameaçada no Brasil", citou. Salomão ainda acrescentou que a Lontra longicaudis "tem ampla distribuição no Brasil, de hábitos solitários, embora possam ser observados pequenos grupos compostos de fêmeas e filhotes". "São carnívoros semiaquáticos com adaptações morfológicas e fisiológicas que permitem a eficiente ocupação dos ambientes aquáticos, como rios, riachos, lagoas e em áreas costeiras com disponibilidade de água doce. Apesar de apresentar forte dependência de corpos d’água, algumas atividades da espécie são realizadas no ambiente terrestre, como, por exemplo, sinalização odorífera, reprodução, descanso e cuidado parental", explicou ao G1 o biólogo. "A Lontra longicaudis apresenta um comportamento esquivo, podendo utilizar como refúgio praticamente qualquer cavidade disponível na margem do rio, assim como escavar buracos rasos ou abrir espaços em meio à vegetação, dificultando assim a observação do animal na natureza", finalizou. Lontra A lontra (Lontra longicaudis) é distribuída pelo México, pela América Central, pelo oeste da América do Sul para o Peru e o sul da América do Sul para o Uruguai. Costuma habitar pequenos canais e banhados, até rios, lagos, estuários e também na costa marítima. Aprecia rios de planície razoavelmente grandes, lagos ou uma costa rochosa abrigada que são os habitats ideais. A espécie é carnívora, alimenta-se de peixes, pequenos mamíferos, ovos, crustáceos, anfíbios e répteis. São animais semiaquáticos. Os hábitos da lontra são predominantemente noturnos, mas podem ser observadas em atividades diurnas. O comum da espécie é possuir coloração marrom, com pelos mais claros na região da garganta. O corpo é alongado, flexível, com pernas curtas, cabeça alongada e chata, orelhas pequenas e arredondadas. Seu comprimento varia de 1,00 a 1,30 metro; a cauda é forte e musculosa, mede mais de um terço de seu comprimento total; as patas têm membranas interdigitais. Seus dentes são muito fortes e afiados. Estudos demonstraram que a lontra possui uma sensibilidade à poluição e à destruição de habitats aquáticos. Desta forma, a sobrevivência desta espécie está relacionada à conservação dos diversos ambientes aquáticos, sejam rios, lagos, banhados ou costa marítima. Registro raro de lontra com leucismo é realizado por grupo de fotógrafos do Oeste Paulista no Pantanal sul-mato-grossense Adriano Kirihara/Cedida VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região.
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17/09 - Maioria do STF conclui que abate de animal apreendido em razão de maus-tratos viola a Constituição
Ministros analisam ação que questiona interpretação da Lei de Crimes Ambientais. Legislação permite a medida, mesmo sem comprovação de doenças, pragas e outros riscos sanitários. A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional o abate de animais apreendidos em razão de maus-tratos. No entendimento dos ministros, se não há casos comprovados de doenças e pragas ou outros riscos sanitários, o sacrifício destes animais não é justificável. A Corte analisa, no plenário virtual, uma ação do partido Pros contra a interpretação que vem sendo conferida à Lei de Crimes Ambientais, tanto em decisões do Poder Público quanto em decisões da Justiça, que permitiria o abate de animais nessas circunstâncias. O julgamento começou na última sexta-feira (10) e termina às 23h59 desta sexta-feira. Para o relator do caso, ministro Gilmar Mendes, cuja posição prevaleceu, a permissão para o abate de animais apreendidos em situação de maus-tratos viola a Constituição, que impõe um dever de proteção à fauna. "No caso, observa-se que a interpretação da legislação federal proposta pelos órgãos administrativos e adotada pelas autoridades judiciais, ao possibilitar o abate de animais apreendidos em condições de maus-tratos, ofende normas materiais da Constituição", afirmou. "Destaque-se que o caso em análise não se refere às situações concretas de abatimento de animais quando constatada a contaminação por doenças ou pragas infecto-contagiosas, mas sim à eliminação a priori da fauna apreendida em situação de maus-tratos, sob a alegada e hipotética possibilidade da ocorrência desses riscos ou em virtude de falhas do poder público na destinação dos animais às entidades previstas em lei", completou. O ministro afirmou que os problemas em relação aos custos de manutenção dos animais são relevantes, mas não podem ser usados como justificativa para a medida. "É certo que os problemas estruturais e financeiros mencionados nas decisões judiciais e nas manifestações administrativas são relevantes. Contudo, tais questões não autorizam o abate dos animais apreendidos em situações de maus-tratos, mas sim o uso dos instrumentos acima descritos, quais sejam a soltura em habitat natural ou em cativeiros, a doação a entidades especializadas ou a pessoas habilitadas e inclusive o leilão", afirmou. Segundo o ministro, autoridades públicas "têm se utilizado da norma de proteção aos animais em sentido inverso ao estabelecido pela Constituição, para determinar a opção preferencial de abate de animais apreendidos em situação de risco". Seis ministros acompanharam o voto do relator: Edson Fachin, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Rosa Weber, Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski. VÍDEOS: notícias de política
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17/09 - Fernando de Noronha convoca voluntários para auxiliar em mutirões do Dia Mundial de Limpeza de Praias e Rios
Programação acontece nas praias de Atalaia, Leão e Sueste, a partir das 9h, no sábado (18). No dia seguinte, mergulhadores fazem limpeza subaquática do Porto de Santo Antônio. Limpeza vai ser realizada na Praia do Leão, entre outros locais Ana Clara Marinho/TV Globo Uma série de ações de limpeza ocorrem em Fernando de Noronha no sábado (18) e no domingo (19) como parte da programação do Dia Mundial de Limpeza de Praias e Rios, que busca conscientizar sobre a importância de preservar esses ambientes. Na ilha, entidades e órgãos públicos participam dos mutirões e também convocam voluntários para auxiliar. O Dia Mundial de Limpeza acontece sempre no terceiro sábado de setembro e foi idealizado em 1986 pelo Ocean Conservancy, o Centro para a Conservação da Vida Marinha. As atividades começam no sábado (18), a partir das 9h. Equipes seguem para as praias de Atalaia, Leão e Sueste. Os interessados em participar precisam estar usando máscara, como exigido pelo governo estadual em todo território pernambucano devido à Covid-19. No mês de agosto as praias do Parque Nacional Marinho foram poluídas com mais de uma tonelada de lixo oceânico e fragmentos de óleo. Os organizadores informaram que vão disponibilizar equipamentos e luvas especiais para coleta de fragmentos de óleo, se for necessário. No domingo (19), a partir das 14h, mergulhadores realizam uma ação limpeza subaquática do Porto de Santo Antônio. Devem participar dos mutirões profissionais da Escola Arquipélago, da Administração da Ilha, do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) e também dos projetos Golfinho Rotador, Tamar, Aves de Noronha, Alma Solar, Neuronha, entre outros. Segundo os organizadores, além de ampliar o conhecimento sobre a origem e o descarte de resíduos, as pessoas que participarem como voluntárias vão receber informações sobre o Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar, que faz parte de um esforço para a conservação da biodiversidade. Vídeos de PE mais assistidos em sete dias O trabalho voluntário vai contar com a participação de profissionais da Escola Arquipélago, administração Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (
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17/09 - Joe Biden reúne líderes para debater mudança climática e redução de emissão de gases poluentes
Brasil não participou do encontro, que reuniu, entre os líderes latino-americanos, os presidentes da Argentina e do México. Intenção é impulsionar ações antes da COP26, reunião da ONU sobre o clima marcada para novembro. Tema da reunião foi emissão de metano. ‘Temos que levar à COP-26 nossas maiores ambições’, diz Joe Biden no Fórum das Grandes Economias O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, organizou, nesta sexta-feira (17), o Fórum das Grandes Economias sobre Energia e Clima (MEF, na sigla em inglês), on-line, para debater com líderes mundiais os esforços para combater a mudança climática. A ideia do encontro é tentar criar ímpeto antes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas deste ano, a COP26, marcada para 1º a 12 de novembro. O Brasil não participou do encontro – que reuniu, entre os líderes latino-americanos, os presidentes da Argentina e do México (veja detalhes mais abaixo). No discurso de abertura, Biden falou sobre as emissões de metano. "Temos que nos comprometer a reduzir o gás metano, reduções em 30% abaixo de 2020 em 2030. Isso vai produzir efeito colateral de melhorar saúde pública e agricultura", afirmou. Embora tenha vida mais curta e seja menos abundante que dióxido de carbono (CO2), o metano (CH₄) é muito mais poderoso na captura de calor e seu impacto sobre o aquecimento global é mais de 80 vezes maior (que o CO2) a curto prazo. Os EUA e a União Europeia concordam em tentar cortar as emissões do gás em cerca de um terço até o final desta década e estão pressionando outras grandes economias a se unirem a eles, de acordo com documentos vistos pela Reuters. A luta para combater 'nuvens' de metano tão grandes que podem ser vistas do espaço Os 15 países que emitiram mais CO2 nos últimos 20 anos (e em que posição está o Brasil) Nesta semana, Casa Branca anunciou que Biden espera usar o fórum de líderes depois da COP26 para continuar pressionando por medidas para combater as mudanças climáticas. Sem Bolsonaro O presidente Jair Bolsonaro não participou do encontro, mas Alberto Fernández, da Argentina, e Andrés Manuel Lopez Obrador, do México, foram confirmados. Veja a lista de participantes: Alberto Fernández, da Argentina Sheikh Hasina, de Bangladesh Charles Michel, do Conselho Europeu Ursula von der Leyen, da União Europeia Joko Widodo, da Indonésia Moon Jae-In, da Coreia do Sul Andres Manuel Lopez Obrador, do México Boris Johnson, do Reino Unido António Guterres, da ONU Países em desenvolvimento No discurso de abertura, Biden citou duas vezes os países em desenvolvimento. "Estamos também comprometidos em ajudar países em desenvolvimento que querem melhorar o meio ambiente. Demos passos para melhorar empregos, abandonando poços de petróleo e gás" afirmou. "Temos que apoiar países em desenvolvimento, queremos dobrar nosso financiamento de clima até 2024. Posso garantir que estamos avançando para mobilizar US$ 6 bilhões [cerca de R$ 32 bilhões] por ano para esses países", disse. Preparação para COP26 A reunião organizada pelos EUA é uma preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas deste ano, a COP26. Marcada para novembro em Glasgow, na Escócia, a conferência reúne, anualmente, líderes do mundo inteiro para discutir as mudanças climáticas. Nesta edição, os governantes vão avaliar os resultados previstos no Acordo de Paris, de 2015, um marco nas negociações internacionais sobre o clima. Isso porque, naquele ano, os países se comprometeram a manter o aumento de temperatura da Terra a no máximo 1,5ºC desde a era pré-industrial. O progresso feito até agora deveria ter sido avaliado em 2020, mas, por causa da pandemia, a conferência foi adiada para este ano. 00:00 / 31:39 Até hoje, o planeta já aqueceu 1,2ºC. No ritmo em que está, o mundo não vai atingir a meta prevista no acordo. Na verdade, as metas anunciadas em Paris resultariam em um aquecimento bem acima de 3ºC até 2100 em comparação com os níveis pré-industriais. Para conseguir cumprir o acordo, o mundo precisa reduzir as emissões pela metade na próxima década e atingir emissões líquidas zero de carbono até a metade do século se quiser limitar os aumentos da temperatura global a 1,5ºC. Líderes em emissões Como parte do Acordo de Paris, todos os países concordaram em comunicar ou atualizar suas metas de redução de emissões – sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês) – a cada cinco anos, para refletir sua ambição mais elevada possível e uma progressão ao longo do tempo. O site da COP26 alerta que "é especialmente importante que os países desenvolvidos e os maiores emissores assumam a liderança“. Em 2019, o Global Carbon Atlas (Atlas Global de Carbono, em tradução livre) divulgou um ranking dos 20 maiores emissores de CO2 do mundo ao longo do tempo. O Brasil aparece em 13º lugar. Veja os outros: China EUA Índia Rússia Japão Irã Alemanha Indonésia Coreia do Sul Arábia Saudita Canadá África do Sul Brasil México Austrália Turquia Reino Unido Itália França Polônia Veja vídeos de meio ambiente:
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15/09 - Conheça o tubarão com 'cara de porco'
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15/09 - Indígenas do AC participam de encontro no Peru para debater abertura de estrada ilegal na fronteira
Ainda em agosto, indígenas acreanos e peruanos apesentaram documentos mostrando desmatamento com abertura de estrada. No Acre, mais de 2,3 mil indígenas devem ser afetados, além da Reserva Extrativista Alto Juruá. Lideranças indígenas participam de encontro no Peru que vai debater abertura de estrada ilegal na fronteira Francisco Piyãko/Arquivo pessoal A comunidade Ashaninka do Rio Amônia, no Acre, está no Peru para participar de um encontro que vai tratar a abertura da estrada ilegal UC-105 que avança e ameaça comunidades tradicionais do lado acreano. Nesta quarta-feira (15), lideranças indígenas tanto do Peru como do Acre estão em um encontro em Puerto Breu, no distrito de Yurúa, provincia de Atalaya no Peru. O objetivo é debater como frear a invasão no território indígena. Leia também: Dossiê denuncia invasão e abertura de estrada ilegal em terras indígenas do Acre e Peru Leonardo DiCaprio cita abertura de estrada ilegal do lado peruano que ameaça indígenas no Acre "Não vamos abrir mão de lutar por nossos direitos, estamos em parceria com as comunidades do Peru na luta!", reforçou Francisco Piyãko, liderança Ashaninka da Apiwtxa. A UC-105 é uma estrada que pretende ligar a região de Nueva Italia a Puerto Breu, no Peru, cortando comunidades indígenas e de populações tradicionais de forma ilegal. O avanço está sendo feito por grupos madeireiros, que invadiram recentemente a comunidade indígena de Sawawo, do povo Ashaninka do Rio Amônia, no Peru. Segundo as lideranças, a rodovia, além de ser crime ambiental, facilita o narcotráfico, extração ilegal de madeira e ocupação indevida ao longo de todo o seu trajeto. "As cabeceiras dos rios e igarapés serão altamente afetados, levando a consequências perigosas aos moradores do lado brasileiro da Amazônia. Rio Ucayali, Rio Genepanshea, Rio Sheshea, Igarapé Shanuya, Igarapé Noaya, Igarapé Shatanya, Igarapé Alto Tamaya, Rio Amônia, Rio Dorado, Rio Juruá, Rio Arara, Rio Breu, Rio Huacapishtea são alguns dos corpos d’água que podem ser contaminados com o aumento de atividades ilegais", destaca o documento dos Ashaninkas. A Fundação Nacional do Índio (Funai) já informou que acompanha o caso e que se trata de acordos diplomáticos. Leonardo DiCaprio cita abertura de estrada ilegal do lado peruano que ameaça indígenas no Acre Reprodução/Instagram Leonado DiCaprio chama atenção O ator norte-americano Leonardo DiCaprio usou mais uma vez suas redes sociais, no começo deste mês, para chamar atenção a um tema relacionado à Amazônia. Desta vez, em seu perfil no Instagram, ele citou o dossiê, apresentado por indígenas do Acre e do Peru, que denuncia a abertura ilegal de uma estrada peruana e ameaça comunidades indígenas do Acre, além de moradores da Reserva Extrativista do Alto Juruá, no interior do estado. O documento intitulado: “Uma grande ameaça para os povos indígenas do Yurua, Alto Tamaya e Alto Juruá” é assinado pela Associação Ashaninka do Rio Amônia (Apiwtxa); Comissão Pró-Índio do Acre (CPI-Acre) e Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ), além de mais oito entidades indígenas peruanas. "A construção de estradas ilegais por uma empresa madeireira na Amazônia peruana está causando poluição da terra e pilhagem ilegal de recursos naturais, e abrindo esta parte da Amazônia para mais invasões, ameaçando as casas, meios de subsistência, culturas e vidas dos povos indígenas de Sawawo e Aconadysh." Imagens mostram avanço do desmatamento na fronteira do Acre e Peru Arquivo pessoal Dossiê Nas denúncias, os indígenas falam sobre a abertura ilegal do trecho da estrada UC-105, que vai de Nueva Italia a Puerto Breu, no Peru, por empresas madeireiras e outros grupos. O dossiê também expõe uma série de documentos oficiais, mapas e falas das lideranças, que mostram o risco que este empreendimento representa para os povos indígenas e comunidades tradicionais da região. Sawawos percorrem a estrada e acionaram os ashaninkas do lado acreano para falar sobre o problema Arquivo pessoal A comunidade Breu fica na fronteira com a cidade de Marechal Thaumaturgo, município isolado acreano. Segundo as associações, essa estrada foi aberta há alguns anos para transporte de madeira, porém, se mantinha fechada. Agora, estão reabrindo a estrada sem nenhum projeto ou trâmite burocrático. Nas últimas semanas, invasores se aproximaram da terra dos ashaninkas. Segundo eles, são madeireiros e grupos que agem de forma ilícita na região. O G1 teve acesso à denúncia do povo Sawawo, do Peru, que protocolou um documento alertando as autoridades responsáveis pelo Meio Ambiente no país no dia 11 de agosto. O documento já revela maquinários e invasões nas terras indígenas do país. Os Ashaninkas do lado acreano foram acionados. Vídeos, divulgados pela associação, mostram a evolução desse desmatamento e eles também encontraram indícios de acampamento e maquinários usados para as derrubadas. Indígenas encontram estrada aberta e temem invasão nas comunidades Arquivo pessoal “No começo de agosto de 2021, o Comitê de Vigilância da Comunidade de Sawawo (Hito 40) confirmou à Associação Ashaninka do Rio Amônia – Apiwtxa, que à frente de abertura da estrada UC-105 (Nueva Italia-Puerto Breu) já se encontra a aproximadamente 11,3 km da fronteira com o Brasil, às cabeceiras do Rio Amônia, ameaçando inclusive a soberania nacional brasileira. No início de agosto de 2021, o Comitê de Sawawo realizou uma expedição no rio Amônia para verificar as ações ilegais das madeireiras na região e identificar o tamanho do impacto, quantidade de máquinas, qual empresa é responsável e quantos trabalhadores há no local”, destaca o dossiê. Indígenas do Brasil e do Peru estão denunciando desmatamento ilegal perto da fronteira Crimes na fronteira Francisco Piyãko, liderança Ashaninka da Apiwtxa, diz que a reabertura dessa estrada deve acabar interferindo no aumento de crimes na fronteira, além do impacto ambiental nas comunidades nativas. Veja reportagem exibida no Jornal Nacional no dia 27 de agosto. “O impacto disso será muito grande, com a migração de grupos ao longo desta rodovia, trazendo para próximo da nossa fronteira e para a cabeceira dos nossos rios, extração de madeira ilegal, tráfico de drogas e outras ações ilícitas", destaca. Uma comissão de organizações de apoio aos povos indígenas do Peru esteve no local, no dia 6 de agosto, segundo Apiwtxa, e apurou os relatos de invasão da última semana. “É possível ver o caminho aberto pelas máquinas, de forma ilegal, pelo território do povo Ashaninka da comunidade Sawawo Hito 40. As organizações constataram que o grupo de Sawawo já está sofrendo ameaças e o trânsito de tratores por seu território está ocorrendo sem eles poderem impedir”, pontuou a organização. Maquinários foram encontrados pelos sawos na fronteira do Acre com o Peru Arquivo pessoal Perigo à Resex e aos indígenas As lideranças acreanas informaram que mais de 2,3 mil indígenas devem ser afetados, já que a estrada deve afetar todas as cabeceiras dos rios e, consequentemente, todas as terras indígenas de Marechal Thaumaturgo. Moradores da Reserva Extrativista do Alto Juruá, que está localizada no extremo oeste do estado do Acre, no município de Marechal Thaumaturgo, também devem ser afetados com a estrada ilegal. Ao longo do último século, a população local tem se ocupado com atividades de subsistência (agricultura, caça, pesca, e artesanato), e com atividades comerciais (borracha). Com o declínio do comércio da borracha na década de 80, a agricultura ganhou força. “Como coordenador da OPIRJ, nós estamos percebendo que esta região do Juruá, além da estrada, representa um processo de construção sem levar em conta os cuidados, sem consulta às comunidades, sem estudo prévio. Tudo isso representa uma ameaça para nossa população. O que pode gerar um empreendimento como esse? É a abertura para muitas coisas ruins para uma região como essa. Nós estamos em uma região que estamos precisando fazer um debate coordenado, articulado com várias intuições e comunidades locais para pensar qual o desenvolvimento desta região que é necessário fazer. Quando se abre uma estrada, isso a gente conhece, ela não traz benefício para as comunidades locais. Isto está mais do que claro. Ela traz uma oportunidade para que os interesses de fora consigam acessar as riquezas locais. Ela transforma as comunidades locais em mão de obra. Vai destruir o modo de vida das comunidades", enfatiza Piyãko. Atualmente, segundo informações do governo federal, a unidade de conservação tem mais de 528 mil hectares e 18,4 mil habitantes. "O que ameaça uma região dessas é essa aproximação de fora para cá, com outros modos de vida, com outros valores, com outras coisas que vai querer sobrepor esse jeito de viver aqui, e esse talvez seja o lugar do mundo que tem uma qualidade que está tão pura, que não tem o mercúrio, que não tem nenhuma contaminação. A água é pura, você pode beber, você pode andar, você pode vir e comer peixe, a caça", pontua Piyãko no dossiê. Francisco Piyãko, do Povo Ashaninka e coordenador da OPIRJ, diz que estrada não traz benefícios para as comunidades Eliane Fernandes As terras indígenas afetadas são: Terra Indígena Kampa do Rio Amônia: Povo Ashaninka Terra Indígena Apolima-Arara do Rio Amônia: Povo Apolima-Arara Terra Indígena Jaminawa/Arara do rio Bagé: Povo Jaminawa/Arara Terra Indígena Kaxinawá/Ashaninka do Rio Breu: Povo Huni Kuī e Ashaninka Reserva Extrativista do Alto Juruá: Povo Kuntanawa, extrativistas e ribeirinhos dos rios Breu, Tejo, Juruá e Arara Os documentos foram encaminhados tanto para a Fundação Nacional do Índio (Funai), como para autoridades peruanas. O G1 entrou em contato com o Consulado Peruano e não recebeu resposta, mas a Funai informou que o caso está sendo analisado pelas áreas técnicas do órgão para que sejam encaminhados à Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA) e aos Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores. "A fundação esclarece que, por se tratar de área transfronteiriça e de possível ameaça à soberania nacional, são necessárias mediações e acordos diplomáticos com o Peru, tendo em vista se tratar de trecho rodoviário em execução apenas em território peruano. A Funai esclarece ainda que permanecerá dando todo o suporte necessário à elaboração dos Planos de Proteção Territorial das Terras Indígenas da região e realizará os encaminhamentos que forem necessários junto aos órgãos competentes", enfatizou em nota. VÍDEOS: Acre Rural
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15/09 - VÍDEO: pescador encontra ovo de tubarão no mar em Fernando de Noronha
Imagens foram feitas na região do Morro São José. Segundo especialista, ovo é de tubarão-lixa e, apesar de ser o segundo registro em menos de um mês, é um flagrante raro. VÍDEO: Ovo de tubarão é filmado no mar em Fernando de Noronha Um ovo de tubarão, uma imagem considerada rara pelos pesquisadores, foi encontrado no mar pela segunda vez, em menos de um mês, em Fernando de Noronha. O surfista e pescador local Erivaldo Alves Silva, mais conhecido como Nego Noronha, estava mergulhando quando fez o registro (veja vídeo acima). Oito peixes invasores venenosos são capturados em Noronha Entenda riscos de peixe venenoso para meio ambiente “Eu mergulhava para capturar polvo, quando vi um material que boiava e fiquei curioso. Não fazia ideia do que se tratava. Ao chegar mais perto, percebi que era um ovo de tubarão”, disse o pescador. O avistamento anterior ocorreu no dia 26 de agosto, quando o fotógrafo Renato Magalhães estava nas proximidades da Ressureta, na Ilha Rata. O novo flagrante do ovo, também conhecido como bolsa de sereia, foi realizado na terça-feira (14), na região do Morro São José. Ovo de tubarão-lixa encontrado em Noronha Nego Noronha/Acervo pessoal Nascido em Fernando de Noronha, o pescador de 43 anos contou que nunca tinha encontrado um ovo de tubarão, também conhecido como cápsula bolsa de sereia, e reconheceu do que se tratava por ter visto a reportagem do G1. Nego Noronha contou que, após fazer as imagens, deixou a cápsula no mar. O engenheiro de pesca Léo Veras, especialista em tubarões, disse que, como o outro, esse é um ovo de um tubarão-lixa, uma das espécies que coloca ovos. Para o especialista, o novo registro é uma evidência positiva sobre a saúde do ecossistema local. “Isso é uma evidência de que a população de tubarões está crescendo em Noronha. O tubarão-lixa, felizmente, deixa esse rastro de reprodução. A repetição do avistamento é positiva [e mostra que a política de] conservação está funcionando bem. Nos lugares onde existem muitos predadores, como tubarões, a base da cadeira alimentar está saudável”, avaliou Veras. VÍDEO: Conheça os tubarões mais comuns em Fernando de Noronha O estudioso, que mora há 31 anos e nunca viu no mar a "bolsa de sereia", disse, ainda, que o tubarão-lixa se reproduz a cada dois anos e, por isso, existe uma tendência de que ocorra um número maior de nascimentos em anos com números ímpares, como 2021. “Em cada gestação, podem nascer de 20 a 30 filhotes. Os tubarões eclodem do ovo ainda dentro da fêmea. Os tubarões-lixas nascem com cerca de 30 centímetros de comprimento, é quando a fêmea expele o ovo”, detalhou Léo Veras. Para o pesquisador, Fernando de Noronha pode ajudar a comprovar que a política de conservação em vigor tem resultado positivo. Ovo de tubarão encontrado foi devolvido ao mar Nego Noronha/Acervo pessoal Vídeos de PE mais vistos nos últimos 7 dias
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15/09 - Indígenas recebem aulas de pilotagem de drone para ajudar no monitoramento de terras em Rondônia
Intuito da capacitação é fazer com que os próprios indígenas registrem ilícitos ambientais como invasões, queimadas, garimpo ilegal e roubo de madeira. Indígenas recebem aulas de pilotagem de drone para monitorar próprias terras Pi Suruí Indígenas de cinco etnias de Rondônia participam de aulas de pilotagem de drone para auxiliar no monitoramento territorial. O curso é ofertado pela Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, em Porto Velho. Segundo o coordenador-geral da associação, Israel Vale, participam do curso indígenas de: Cacoal, Ji-Paraná, Guajará-Mirim, Ariquemes e indígenas convidados do sul do Amazonas. Os participantes recebem aulas com noções básicas sobre o manuseio dos equipamentos para pilotagem de drones, além da explicação sobre aplicativos de monitoramento que permitem fazer medições diárias e processamento de imagens, explicou o coordenador e professor do curso. De acordo com Israel, o intuito da capacitação é fazer com que os próprios indígenas registrem ilícitos ambientais como invasões, queimadas, garimpo ilegal e roubo de madeira. Indígenas recebem aulas de pilotagem de drone para monitorar próprias terras Pi Suruí Na última segunda-feira (13), indígenas das etnias Gavião, Arara e Paiter Suruí concluíram o curso. No dia 16, indígenas Wari e Uru-Eu-Wau-Wau darão início nas atividades. Monitoramento de terras Desde 2020, o drone se tornou um instrumento importante no monitoramento da terra indígena Uru-Eu-Wau-Wau. Em meados de julho, a ONG WWF doou o equipamento, treinou os indígenas e em quatro dias, as imagens aéreas ajudaram a identificar 15 áreas novas de desmatamento. Após a capacitação, um grupo encontrou um invasor enquanto fazia o monitoramento de suas terras. Cerca de 23 indígenas já haviam recebido o treinamento da ONG Kanindé para saber como agir durante as incursões na floresta e chamaram a polícia. Na ocasião, a Polícia Militar prendeu em flagrante o invasor por entrar na terra indígena sem autorização. Portões de acesso à comunidade Uru-Eu-Wau-Wau trancados devido à pandemia Equipe de Autodocumentação Uru-eu-wau-wau Registro da história Para o jovem líder do povo Uru-Eu-Wau-Wau, Bitate, de 20 anos, além de ajudar nas fiscalizações, o uso de drones fortalece as tradições dos povos. "O uso de drones fortalece o trabalho que a gente vem fazendo dentro do nosso território, principalmente no fortalecimento da cultura e das áreas tradicionais de cada povo. A gente consegue fazer várias festas culturais e é um momento que a gente consegue registrar", explicou Bitate. Segundo o coordenador-geral da Kanindé, os drones também podem ser usados para registrar as belezas naturais das terras indígenas. "Eles também podem estar registrando as belezas cênicas das terras indígenas e a cultura deles, utilizando essa ferramenta que dá um outro olhar, uma perspectiva diferente, quando você vê a vista de cima", explicou. Indígena Uru-eu-wau-wau durante pesca Equipe de Autodocumentação Uru-eu-wau-wau Fotografia em terras indígenas O líder Bitate criou uma equipe de autodocumentação no período em que o seu povo ficou isolado durante a pandemia. Através dessa autodocumentação, momentos tradicionais, festas e elementos da cultura do povo são registrados e guardados. Para ele, o registro em imagens, além de fortalecer a cultura e as tradições de cada povo, também auxilia na confirmação e localização de ilícitos ambientais. "A fotografia ajuda bastante a gente na hora de fazer a denúncia. É uma segurança a mais que a gente tem quando fazemos as denúncias. Por exemplo, teve uma invasão ali, a gente vai e denuncia verbalmente e os órgãos falam 'não achei', e a fotografia nos deu uma força muito grande nessa questão. Temos uma prova concreta para que a gente possa fazer as denúncias", explicou. *Estagiária, sob supervisão de Thaís Nauara. Veja mais notícias de Rondônia
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14/09 - Aeroporto de Cruzeiro do Sul tem barreira para evitar saída de praga que atinge plantio de cacau
Bagagens começaram a ser inspecionadas pelas equipes do Mapa e do Idaf a partir desta terça (14). Objetivo é evitar a saída de mudas e frutos do cacau e do cupuaçu contaminados. Em Cruzeiro do Sul, MS e Idaf fazem barreira no aeroporto para evitar entrada da moliníase O Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul, interior do Acre, passa a ter uma barreira sanitária com inspeção de bagagens a partir desta terça-feira (14) para evitar a saída da praga que atinge plantações de cacau e cupuaçu, a Monilíase do Cacaueiro (Moniliophthora roreri). A monilíase do cacaueiro é uma doença que causa danos diretos, porque o ataque do fungo é exatamente no fruto, que é a parte comercial, tanto do cacau quanto do cupuaçu. O fungo não causa danos à saúde humana, segundo estudos, mas traz graves riscos econômicos. A fiscalização é feita por equipes do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A praga foi detectada pela primeira vez no Brasil no município de Cruzeiro do Sul no início de julho. Após a identificação, o Mapa e o Idaf iniciaram o trabalho de fiscalização e orientação a produtores de cacau e cupuaçu. O fungo foi descoberto em duas propriedades de Cruzeiro do Sul e outras duas de Mâncio Lima, cidade vizinha. Nesta terça, o Mapa informou que aguarda a confirmação da praga em outras duas plantações de Mâncio Lima. As equipes trabalham para erradicar a praga nos locais confirmados. Moradores que saem de Cruzeiro do Sul passam por inspeção no aeroporto Reprodução/Rede Amazônica Acre À Rede Amazônica Acre, o coordenador de Educação Sanitária Vegetal do Idaf, Samuel Almeida, explicou que a ideia é impedir que o fungo se dissemine para outros municípios acreanos e estado da federação. No início de agosto, o Ministério da Agricultura declarou o estado do Acre como “área sob quarentena” por causa da praga e, com isso, o estado acreano fica proibido de enviar produtos para outros estados. “Todos aqueles que forem se deslocar saindo de Cruzeiro do Sul vão passar por uma inspeção de bagagem para saber se estão levando fruto de cacau e cupuaçu e outras espécies nativas que também são hospedeiros da monilíase. Os frutos de cacau e cupuaçu estão impedidos de serem transportados porque mesmo com a aparência saudável podem estar infectados pela monilíase”, destacou. Também em agosto, relatório das equipes do Idaf e do Mapa apontaram que, possivelmente, o fungo pode ter chegado ao estado pelo Peru. A suspeita é de que pessoas que carregavam material contaminado trouxeram o fungo para o Acre. Equipes do Idaf e Mapa começaram a inspecionar bagagens nesta terça-feira (14) Reprodução/Rede Amazônica Acre Inspeção na BR O Idaf e o Mapa já montaram uma barreira de inspeção, semelhante a que tem no aeroporto, na BR-364, na região do Rio Liberdade, para evitar a saída dos frutos nos veículos. "Hoje em dia existe uma força-tarefa coordenada pelo Ministério da Agricultura, que conta com o Idaf e com o auxílio de Agência de Defesa Agropecuária de todo o Brasil. Estamos em ações tanto de contenção de focos no município de Cruzeiro do Sul quanto em barreira de trânsito. Essa é mais uma ação implementada nessa força-tarefa", frisou. Monilíase do Cacaueiro pode ter sido trazido do Peru para o Acre Erisney Mesquita/Secom O representante do Mapa e coordenador da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), Marcelo Maziero, destacou a importância de não deixar a praga chegar a grandes produções dos frutos em outros estados. "Uma vez chegando nas regiões produtoras, como o Sul da Bahia, Pará e até mesmo Rondônia, que são grande exportadores do cacau, isso vai ser prejudicial e uma vez a praga aparecendo nesses locais certamente o pessoal fecha a importação do produto. Para o país isso é bem penoso. Barrando as exportações geral desemprego, falta de renda para o produtor. É bem prejudicial", complementou. Descoberta Um morador de Cruzeiro do Sul percebeu a doença nas frutas e acionou o Idaf no dia 21 de junho. No dia seguinte, um servidor do instituto esteve no local para verificação e foram enviadas amostras para análise. O laudo oficial do laboratório com a confirmação da praga foi emitido no último dia 7 de julho. Após a descoberta do foco, equipe do governo federal foi mobilizada para fazer o trabalho de monitoramento no estado. Equipes monitoram quatro propriedades de Mâncio Lima e duas de Cruzeiro do Sul Erisney Mesquita/Secom Até então, o fungo já havia sido encontrado em todos os países produtores de cacau da América Latina, exceto o Brasil. Para evitar a proliferação do fungo, os moradores estão recebendo visita das equipes e orientações. Entre as orientações estão, no caso de suspeita, manter a área isolada, e passar um produto na planta para matar a praga. Já na área onde não há suspeita, as equipes mostram como é a doença para que a pessoa fique alerta e, por fim, orientam que a área seja mantida limpa. Os produtores acreanos começaram a ser alertados sobre a praga em 2018. O Idaf fez campanhas de alerta e orientações. Na época, a engenheira agrônoma do Idaf, Lidiane Amorim, explicou que o "Acre era considerado como alto risco para a entrada dessa doença, porque faz fronteira com esses países". Em 2019, servidores do instituto visitaram comunidades rurais de Cruzeiro do Sul para orientar os produtores sobre a monilíase. Na oportunidade, foram cadastrados mais de 2 mil propriedades produtoras de cupuaçu e cacau. Reveja os telejornais do Acre
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14/09 - Cerca de 1,5 mil golfinhos são alvo de caçada nas Ilhas Faroé; ONG denuncia massacre com imagens fortes
Pesca em massa é uma tradição, criada no século 16, que consiste em arrastar os animais para a praia, onde são mortos a facadas para que sua carne e gordura sejam distribuídas para a população. Cerca de 1,5 mil golfinhos são alvo de caçada nas Ilhas Faroé O massacre de 1.428 golfinho-de-laterais-brancas durante uma caçada tradicional reacendeu um debate nas Ilhas Faroé, um arquipélago da Dinamarca localizado no Atlântico Norte. Todos os anos, os habitantes locais arrastam os animais para a praia, onde são mortos a facadas para que sua carne e gordura sejam distribuídas para a população. ATENÇÃO: abaixo, esta reportagem reproduz outras imagens fortes da matança. Elas foram divulgadas como alerta pela ONG Sea Shepherd Conservation Society. Imagens divulgadas pela Sea Shepherd Conservation Society mostram matança de golfinhos nas Ilhas Faroé, no Atlântico Norte. Sea Shepherd Conservation Society/via AP A caça nas ilhas do Atlântico Norte é autorizada e não visa fins comerciais, mas ainda assim ativistas ambientais alegam ser algo cruel. A caça aos golfinhos e baleia faz parte de uma tradição criada no século 16. Segundo a tradição, os animais - principalmente baleias-piloto - são arrastadas até a praia para serem mortos a facadas. Um gancho é usado para prender as baleias encalhadas, enquanto elas têm a coluna e artéria principal cortadas com facas. Ambientalistas dizem que 1.428 animais foram mortos no local, que é um ponto tradicional de caça, pois as águas rasas da enseada são usados para encurralar os animais. Sea Shepherd Conservation Society/via AP Apesar da tradição, os golfinhos do lado branco e as baleias-piloto não são espécies ameaçadas de extinção. Após o último evento, mesmo as pessoas que defendem a caça dos golfinhos temem que a quantidade de animais mortos, muito superior ao ano anterior, traga uma atenção indesejada para a tradição local. Leia também: Queimadas mataram 17 milhões de animais vertebrados no Pantanal em 2020, aponta estudo No ano passado, 35 golfinhos foram mortos em comparação com os quase 1.500 animais deste ano. Imagens divulgadas pela Sea Shepherd Conservation Society mostram matança de golfinhos nas Ilhas Faroé. Sea Shepherd Conservation Society/via AP Tradição em risco? Heri Petersen, chefe de um grupo que caça baleias-piloto no centro das Ilhas Faroé, onde as mortes ocorreram no final de semana, disse que não foi informado do incidente. Peterson disse ao site de notícias in.fo. que na ocasião havia muitos golfinhos e poucas pessoas na praia para matá-los. Anualmente, os moradores das Ilhas Faroé matam cerca de 1.000 mamíferos marinhos, incluindo as baleias-piloto e os golfinho-de-laterais-brancas. Imagens divulgadas pela Sea Shepherd Conservation Society mostram matança de golfinhos nas Ilhas Faroé. Sea Shepherd Conservation Society/via AP Olavur Sjurdarberg, presidente da Pilot Whale Hunting Association, teme que a discussão reacenda e lance uma luz negativa sobre a tradição realizada pelas 18 ilhas rochosas situadas entre a Islândia e a Escócia. “Precisamos ter em mente que não estamos sozinhos na terra. Pelo contrário, o mundo se tornou muito menor hoje, com todos andando por aí com uma câmera no bolso ”, disse Sjurdarberg à emissora local KVF. "Esta é uma situação perfeita para aqueles que querem que nós (pareçamos maus) quando se trata de captura de baleias-piloto." O Ministro das Pescas das Ilhas Faroé, Jacob Vestergaard, disse à estação de rádio local Kringvarp Foeroya que tudo foi feito de acordo com as regras da caça aos golfinhos. Durante anos, a Sea Shepherd Conservation Society, sediada em Seattle, se opõe a caça dos mamíferos aquáticos. Em uma publicação no Facebook, a organização descreveu os eventos do fim de semana como "caça ilegal". Atividade legal A Convenção sobre a Vida Selvagem e os Habitats Naturais da Europa, em vigor desde 1982, classifica as baleias-piloto e todos os cetáceos, o que inclui os golfinhos, como "estritamente protegidos" sem permissão para o abate. Apesar disso e dos protestos de ambientalistas, o abate dos animais não é ilegal nas Ilhas Faroé. Isso ocorre porque o arquipélago não é membro da União Europeia, apenas se remete politicamente à Dinamarca, que controla a defesa, a política externa e a moeda. Segundo a organização Sea Shepherd, a principal razão para as Ilhas não se juntarem à UE é manter a atividade pesqueira. Matança de golfinhos nas Ilhas Faroé, no Atlântico Norte, na Dinamarca. Sea Shepherd Conservation Society/via AP Veja mais vídeos: Extermínio no Pantanal: 17 milhões de animais morreram nas queimadas em 2020, diz estudo
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14/09 - No aniversário de 33 anos, Parque Nacional Marinho de Noronha recebe visita de servidores do ICMBio
Funcionários do órgão estiveram, nesta terça (14), no viveiro de mudas e nos mirantes do Sancho e Baía dos Porcos. O Parque é uma reserva ambiental de responsabilidade do Instituto Chico Mendes. Servidores do ICMBio visitaram o Mirante do Sancho Ana Clara Marinho/TV Globo O Parque Nacional Marinho (Parnamar) de Fernando de Noronha completou, nesta terça (14), 33 anos de criação. Para marcar a data, o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela reserva ambiental, promoveu um dia de visitas. A ideia foi aproximar os funcionários do trabalho realizado em campo. A primeira parada foi no viveiro de mudas do Parnamar. No local, os profissionais do instituto ouviram informações sobre o cultivo das espécies nativas, usadas no reflorestamento de Noronha. Foram plantados dois ipês brancos, para marcar a data. Em seguida, o grupo percorreu a trilha de acesso aos mirantes do Sancho e Baía dos Porcos. Mudas foram plantadas para marcar o aniversário do Parque Ana Clara Marinho/TV Globo Dona Maria Lucimar da Silva é copeira do ICMBio. Ela só visita essas áreas no aniversário do Parque Nacional. “Eu só consigo vir no aniversário do Parque Nacional Marinho, porque não dá para fazer a visita sem companhia. É muito bonito.Visitar este local é um presente”, disse Lucimar. O Parnamar encanta os moradores e os turistas. Vale esperar na fila para descer a escadaria que dá acesso à praia do Sancho. Praia do Sancho faz parte do Parque Nacional Marinho Ana Clara Marinho/TV Globo “Estou ansiosa para descer essa escadaria, que eu não conheço. É a primeira vez. É muito lindo. Estou com um frio no estômago”, declarou a microempresária Cristiane Lima, turista do Recife. A Praia do Sancho foi eleita a praia mais bonita do mundo cinco vezes pelo site especializado Trip Advisor. Esse é apenas um dos atrativos do Parque Nacional, que tem também as praias do Leão, Sueste e Atalaia. “O Parque Nacional é encantador, extraordinário. É muita natureza. Vale muito a pena, eu recomendo”, disse a servidora pública Maíra Alfaro, turista da cidade Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul. “O sacrifício para chegar a algumas áreas do parque de Noronha é recompensado pelas belezas. É o lugar mais bonito em que já estive”, falou a advogada Rosani Teixeira, que também é do Rio Grande do Sul. Mirante da Baía dos Porcos foi um dos pontos visitados Ana Clara Marinho/TV Globo Antes da pandemia, em 2019, o Parque Nacional Marinho recebeu a visitação de mais de 115 mil turistas. A chefe do ICMBio em Fernando de Noronha, Carla Guaitanele, afirmou que a crescente procura não oferece riscos. “Aos poucos, estamos retomando a visitação, como estava em 2019. Esperamos, em 2022, voltar a ter visitação frequente. O movimento é pequeno, perante o tamanho da área. Isso não é um problema”, falou Carla Guaitanele. A chefe do Chico Mendes disse, ainda, que é preciso prezar pela qualidade. “O desafio é que os visitantes conheçam o ambiente e saibam que é um Parque Nacional. O mais importante não é ter quantidade e ter qualidade”, declarou. Reserva O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha foi criado em 14 de setembro de 1988. A reserva ocupa uma área total de 11.270 hectares, o que correspondente a 70% da ilha principal, chamada Fernando de Noronha, e as outras 20 ilhas do arquipélago. O Parnamar tem rica biodiversidade, tanto marinha quanto terrestre. Entre a ampla variedade de aves terrestres e marinhas que circulam pelas ilhas, é possível ver viuvinhas, o rabo-de-junco e as espécies endêmicas (que só existem em Noronha) sebito e cucuruta. Segundo dados do ICMBio, o parque também conta com tartarugas marinha, tubarões, cerca de 230 espécies de peixes e 15 de corais, além de golfinhos-rotadores, entre outros animais. Vídeos mais vistos de PE nos últimos 7 dias R
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14/09 - Ao menos 27 mil hectares de madeira foram explorados sem autorização no Pará entre agosto de 2019 e julho de 2020, diz Imazon
Concentração da exploração de madeireira é na Terra Indígena Baú, que corresponde a 158 campos de futebol. Mais de 50 mil hectares de floresta amazônica foram desmatados entre 2019 e 2020 Mais da metade da área com exploração madeireira no Pará não foi autorizada por órgãos ambientais. É o que diz o mapeamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgado nesta terça-feira (14). A área total mapeada corresponde ao tamanho de Belém. O Instituto analisou 50.139 hectares e constatou que 55% (27.595 hectares) não têm autorização dos órgãos ambientais para exploração da madeira. Nos outros 45%, a atividade foi permitida. A pesquisa foi feita com dados correspondentes a agosto de 2019 a julho de 2020. No relatório anterior, que analisou agosto de 2018 a julho de 2019, a área não autorizada representava 38%. Ainda de acordo com os dados do mapeamento, em relação a toda a área com extração de madeira na Amazônia entre agosto de 2019 e julho de 2020, de 464 mil hectares, o Pará foi o quarto estado com o maior território explorado, que correspondeu a 10,8% do total. Não foi detalhado o percentual ecolocação dos outros estados. Sudeste paraense Madeira apreendida em operação da Semas-PA Alex Ribeiro / Agência Pará De toda a área explorada sem autorização no estado, mais da metade (56%) concentrou-se no Sudeste (15.349 hectares). Em relação aos municípios, Paragominas foi o que teve a maior área explorada sem permissão, 8.073 hectares, representando 29%. Juruti foi o segundo, com 3.954 (14%), e Goianésia do Pará ocupou o terceiro lugar, com 3.271 (12%). “O Sudeste paraense é uma região que possui uma zona madeireira antiga, onde a atividade segue sendo bastante intensa devido à expansão da rede de estradas e à existência de estoques florestais remanescentes”, informou o pesquisador do Imazon, Dalton Cardoso. Terra Indígena Baú A maior parte da área explorada sem autorização foi em imóveis rurais cadastrados, que representam 64,2% da área (17.726 hectares), e o restante da extração de madeira não autorizada foi identificada nos assentamentos rurais, que tiveram 5.434 hectares explorados (19,7%); nos vazios cartográficos, 2.635 hectares (8,7%); nas terras não destinadas, 1.858 hectares (6,8%); e em um território indígena, 158 hectares (0,6%). Este território indígena trata-se da Terra Indígena Baú, que concentrou toda a exploração madeireira não autorizada em áreas protegidas paraenses, de acordo com o mapeamento. A área com derrubada de árvores no local corresponde a 158 campos de futebol. O G1 procurou a Fundação Nacional do Índio (Funai) e aguardava retorno até a publicação desta reportagem. Leia também: Dia da Amazônia: entenda quanto de madeira a floresta perdeu e outros 7 alertas recentes sobre a urgência da preservação Exploração x desmatamento A exploração madeireira é um problema ambiental que pode provocar a degradação florestal, mas não é o mesmo que desmatamento. Na exploração da madeira sem autorização e planos de manejo, a terra é empobrecida por distúrbios. Este empobrecimento da floresta ocorre com a redução da biomassa florestal, da biodiversidade e dos estoques de madeira comerciais. Já o desmatamento é quando ocorre o chamado “corte raso”, ou seja, a remoção completa da vegetação, que pode ser feita com objetivo de transformar a área em pastagem, lavoura ou garimpo. Apreensão de madeira em operação da Semas, em 2021 Agência Pará /Reprodução O mapeamento foi baseado em imagens de satélite e foi realizado pela Rede Simex, integrada por quatro organizações de pesquisa ambiental: Imazon, (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e Instituto Centro de Vida (ICV). Além de identificar as áreas, os pesquisadores analisaram as autorizações para exploração de madeira emitidas pelos órgãos ambientais, o que permitiu apontar o percentual de legalidade da atividade. O que dizem os órgãos responsáveis por fiscalizar Sobre a análise do Imazon, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) informou ao G1 que “de forma integrada com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ministério da Defesa e demais órgãos do governo federal, têm realizado operações de combate ao crime organizado e aos crimes ambientais em todas as regiões brasileiras, com destaque para as ações conjuntas de combate ao desmatamento ilegal, realizada ao longo dos últimos meses”. Ainda na nota, o Ministério diz que reduziu em 32,45% o desmatamento no mês de agosto deste ano, se comparado com agosto passado. Especificamente sobre números relacionados à exploração ilícita da madeira, o órgão não respondeu. Essa redução foi ressaltada pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão, ao finalizar visita com embaixadores estrangeiros no Pará, de que o resultado da atuação. Mas durante a coletiva de imprensa, em Belém, Mourão informou que a solução para casos de explorações irregulares passa pela conscientização da população juntamente com o trabalho de fiscalização das equipes de órgãos do meio ambiente. A área sobrevoada por Mourão e a comitiva internacional, no entanto, não é a mesma analisada pelo Imazon. A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) informou em nota que de acordo com dados do Sistema de Integrado de Monitoramento e Licenciamento Ambiental da Semas (Simlam), nos anos de 2019 e 2020, foram emitidas 304 Autorizações para Exploração Florestal – AUTEFs, abrangendo uma área de 340 mil hectares. De acordo com a Secretaria, as áreas licenciadas são monitoradas constantemente por sensoriamento remoto, através de imagens de satélite, relacionando estas informações com as movimentações virtuais dos créditos florestais.Com as Operações Amazônia Viva, foram apreendidos nove mil metros cúbicos de madeira explorada clandestinamente, além de equipamentos utilizados para a exploração. A Semas alega ainda que cerca de 70% do território paraense são terras federais. VÍDEOS com as principais notícias do Pará Veja outras notícias do estado em G1 PA
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14/09 - Dois objetos com mais de 10 mil anos são achados dentro do estômago de crocodilo nos EUA
Segundo um geólogo, os artefatos são de nativos americanos que habitaram a região há cerca de 12 mil anos. O crocodilo levado pelo grupo de caçadores possuía 4 metros de comprimento Red Antler Processing | Reprodução Dois objetos com milhares de anos foram encontrados dentro do estômago de um crocodilo no estado do Mississippi, nos Estados Unidos. A verdadeira identificação dos itens foi revelada por um geólogo. Uma sucuri viva entre 9 milhões de cobras mortas: achado traz esperança para pesquisadora no Pantanal Queimadas mataram 17 milhões de animais vertebrados no Pantanal em 2020, aponta estudo Os objetos foram encontrados por Shane Smith, proprietário da Red Antler Processing, uma loja de artigos para caça, onde o crocodilo foi levado para ter sua pele e carne processada após ter sido capturado no início de setembro. Nos Estados Unidos, a caça selvagem é permitida em determinados locais mediante uma licença especial. No momento da descoberta, Smith não soube identificar o que eram os objetos, mas achou que eram interessantes o bastante para publicar uma foto no Facebook. "Estamos abrindo alguns crocodilos grandes para ver o que está dentro de seus estômagos. Até agora, todo mundo achou algo legal. O jacaré (...) de hoje, produziu o choque do ano!!", escreveu na publicação. Objetos foram encontrados dentro do estômago do crocodilo Red Antler Processing | Reprodução O geólogo James Starnes, conseguiu identificar os objetos com base em sua pesquisa em artefatos nativos americanos encontrados no Delta do Mississippi, informou a CNN americana. Segundo ele, trata-se de um prumo, que é um objeto de metal em forma de lágrima de uso desconhecido, e uma "ponta de dardo atlatl", que pode ser usado como lança ou dardo durante a caça. O especialista aponta que os nativos americanos que habitaram a região há cerca de 12 mil anos utilizam esse tipo de tecnologia em suas tarefas diárias. Além dos artefatos, também foram encontrados ossos e escamas de peixes, ossos de pequenos mamíferos, sementes de frutas e até mesmo pequenas rochas. Os caçadores estimam que o crocodilo tinha entre 80 e 100 anos quando foi abatido. Onça-pintada ataca jacaré no Pantanal de MT LEIA TAMBÉM: Empresa anuncia US$ 15 milhões para trazer à vida um mamute extinto há 10 mil anos VÍDEO: Onça pintada ataca jacaré no Pantanal Veja mais vídeos: VÍDEO: Tartaruga gigante ataca filhote de andorinha; vídeo evidencia prática da caça
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14/09 - Mudanças climáticas: número de dias com calor acima de 50ºC no mundo dobrou em 40 anos
Estudo feito pela BBC mostra também que fenômeno agora acontece em mais partes do mundo do que antes. Calor extremo pode ser mortal para humanos e natureza, além de causar grandes problemas para edifícios, estradas e sistemas de energia. Enchentes, neve e calor extremo: como as mudanças climáticas afetam o planeta O número de dias extremamente quentes, quando a temperatura passa de 50°C, registrados a cada ano dobrou desde a década de 1980. Essa foi a conclusão de um estudo realizado pela BBC, que apontou também que isso acontece agora em mais áreas do mundo do que antes, criando desafios sem precedentes à saúde humana e à forma como vivemos. O número total de dias com temperaturas acima de 50ºC aumentou em cada uma das últimas quatro décadas. Entre 1980 e 2009, as temperaturas ultrapassaram os 50ºC cerca de 14 dias por ano em média, subindo para 26 dias por ano entre 2010 e 2019. No mesmo período, temperaturas de 45ºC e acima ocorreram em média duas semanas a mais por ano. "O aumento pode ser 100% atribuído à queima de combustíveis fósseis", disse Friederike Otto, cientista do clima, do Instituto de Mudança Ambiental da Universidade de Oxford. Veja também: Crise do clima faz jovens hesitarem sobre ter filhos, diz estudo Carne ainda mais cara e pecuária mais poluente: os efeitos da mudança climática FOTOS: as imagens impactantes da maior seca no rio Paraná, o 2º maior do continente, em quase 8 décadas À medida que o mundo inteiro esquenta, as temperaturas extremas se tornam mais prováveis e intensas. O calor intenso pode ser mortal para os humanos e a natureza, além de causar grandes problemas para edifícios, estradas e sistemas de energia. Temperaturas de 50°C acontecem predominantemente nas regiões do Oriente Médio e do Golfo. E, depois de temperaturas recordes de 48,8ºC na Itália e 49,6ºC no Canadá neste verão, os cientistas alertaram que dias acima de 50ºC acontecerão em outros lugares, a menos que reduzamos as emissões de combustíveis fósseis. "Precisamos agir rapidamente. Quanto mais rápido cortarmos nossas emissões, melhor para todos", disse o pesquisador do clima Sihan Li, da Universidade de Oxford, no Reino Unido VÍDEO: Onda de calor cozinha mariscos e outros moluscos em praia no Canadá "Com as emissões contínuas e a inação, não apenas esses eventos de calor extremo se tornarão mais graves e mais frequentes, mas a resposta de emergência e a recuperação se tornarão mais desafiadoras", alerta Li. A análise da BBC também descobriu que, na década mais recente, as temperaturas máximas aumentaram 0,5°C em comparação com a média de longo prazo de 1980 a 2009. Mas esses aumentos não foram sentidos igualmente em todo o mundo: a Europa Oriental, o sul da África e o Brasil viram algumas temperaturas máximas subirem mais de 1°C, e partes do Ártico e do Oriente Médio registraram aumentos de mais de 2°C. Os cientistas estão pedindo uma ação urgente dos líderes mundiais na cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) em novembro, onde os governos serão solicitados a se comprometer com novos cortes de emissões a fim de limitar o aumento da temperatura global. Impactos do calor extremo Esta análise da BBC lança uma série de documentários chamada Life at 50ºC (Vida a 50ºC, em tradução livre), que investiga como o calor extremo está afetando vidas em todo o mundo. Mesmo abaixo de 50°C, altas temperaturas e umidade podem criar graves riscos à saúde. Cerca de 1,2 bilhão de pessoas em todo o mundo podem enfrentar condições de estresse por causa do calor até 2100 se os níveis atuais de aquecimento global continuarem, de acordo com um estudo da Universidade Rutgers (EUA) publicado no ano passado. Isso é pelo menos quatro vezes mais do que os afetados hoje. As pessoas também enfrentam escolhas difíceis à medida que a paisagem ao redor muda, já que o calor extremo aumenta a probabilidade de secas e incêndios florestais. Sheikh Kazem Al Kaabi é um agricultor de trigo de uma vila no centro do Iraque, que sofre com as temperaturas extremas quase todos os anos. A terra ao seu redor já foi fértil o suficiente para sustentar ele e seus vizinhos, mas aos poucos se tornou seca. "Toda essa terra era verde, mas tudo isso se foi. Agora é um deserto, seca." Quase todas as pessoas de sua aldeia se mudaram para procurar trabalho em outras regiões. "Perdi meu irmão, queridos amigos e vizinhos leais. Eles compartilharam tudo comigo, até meu riso. Agora ninguém compartilha nada comigo, estou só nesta terra vazia." Extermínio no Pantanal: 17 milhões de animais morreram nas queimadas em 2020, diz estudo Metodologia O local onde moro ultrapassou os 50ºC, por que ele não está representado? Relatórios de temperaturas recordes geralmente vêm de medições feitas por uma estação meteorológica individual. Mas os dados estudados representam áreas maiores do que aquelas cobertas por uma única estação. Por exemplo, o Parque Nacional do Vale da Morte, no sul da Califórnia, nos Estados Unidos, é um dos lugares mais quentes da Terra. As temperaturas em certas partes do parque regularmente passam de 50ºC no verão. Mas ao criar uma média para as temperaturas máximas para a área mais ampla, usando várias fontes diferentes, um valor abaixo de 50ºC é alcançado. De onde vêm os dados? A BBC usou as temperaturas máximas diárias do conjunto de dados ERA5 global de alta resolução, produzido pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus. Estes dados são frequentemente usados ​​para estudar tendências climáticas globais. O ERA5 combina observações meteorológicas reais de muitas fontes, como estações e satélites, com dados de modelos modernos de previsão do tempo. O processo preenche lacunas criadas pela cobertura deficiente de estações em muitas partes do mundo e nos ajuda a entender as mudanças climáticas. Que análise fizemos? Usando a temperatura máxima para todos os dias de 1980 a 2020, identificamos com que frequência as temperaturas ultrapassavam os 50ºC. Contamos o número de dias e locais com temperatura máxima de 50ºC ou mais para cada ano, para determinar a tendência ao longo do tempo. Também observamos a mudança nas temperaturas máximas. Fizemos isso calculando a diferença entre a temperatura máxima média em terra e no mar para a década mais recente (2010-2019) em comparação com os 30 anos anteriores (1980-2009). Médias de pelo menos 30 anos consecutivos são conhecidas como climatologias. As climatologias de 30 anos são usadas para mostrar como os períodos recentes se comparam a uma média do clima. O que queremos dizer com 'local'? Cada local tem aproximadamente 25 km², ou cerca de 27-28 km² na região do equador. Essas grades podem cobrir grandes áreas e conter muitos tipos diferentes de paisagem. As áreas quadriculadas são formadas por quadrados de 0,25º de latitude por 0,25º de longitude. Créditos Metodologia desenvolvida com o apoio de Sihan Li, da Escola de Geografia e Meio Ambiente da Universidade de Oxford, e de Zeke Hausfather de Berkeley Earth e The Breakthrough Institute. Análise externa do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo. Agradecimentos especiais a Ed Hawkins, da University of Reading, bem como a Richard Betts e a John Caesar, do Met Office. Análise de dados e jornalismo por Nassos Stylianou e Becky Dale. Design de Prina Shah, Sana Jasemi e Joy Roxas. Desenvolvimento de Catriona Morrison, Becky Rush e Scott Jarvis. Engenharia de dados por Alison Benjamin. Estudo de caso de Namak Khoshnaw e Stephanie Stafford. Entrevista com Otto por Monica Garnsey. A visualização clima é cortesia de Ed Hawkins e da University of Reading.
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14/09 - Mudanças climáticas: governo Bolsonaro quer convencer o mundo que problema do Brasil é 'de imagem'
Enquanto o mundo se prepara para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, governo brasileiro chega às vésperas do encontro convencido de que problema do país é principalmente de suposta percepção equivocada que demais países teriam do desmatamento no Brasil. Em Londres, ativista segura cartaz com foto de Bolsonaro e de florestas em chamas, com as palavras 'negligência' e 'genocídio' em inglês Getty Images via BBC Enquanto o mundo se prepara para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021, também conhecida como COP26 e marcada para novembro, o governo brasileiro chega às vésperas do encontro convencido de que o problema do país é principalmente "de imagem". Isto é, de uma suposta percepção equivocada que os demais países — particularmente da Europa — teriam do desmatamento no Brasil, fruto de interesses comerciais. Para ambientalistas e especialistas em relações internacionais, essa linha de argumentação não deve convencer ninguém e o país desperdiça com isso a chance de avançar em medidas mais ousadas de combate às mudanças climáticas. COP26: Quais as grandes metas da ONU para limitar as mudanças climáticas? No agronegócio, há posturas distintas. A CropLife Brasil — entidade criada em 2019, a partir de uma fusão de associações dos segmentos de defensivos agrícolas, inovação em sementes e biotecnologia —, por exemplo, credita a imagem ruim do país na área ambiental a "maus brasileiros" que jogam contra o país e a "entidades que passaram a viver dessa agenda". Já o presidente da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), Marcello Brito, que se diz um "agroambientalista", admitiu em entrevista recente ao Roda Viva da TV Cultura que "o Brasil vai chegar na COP devendo" e "não entre os líderes, mas entre os liderados". 'Problema de imagem' A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, apresentou sua visão quanto à questão ambiental brasileira em um evento sobre mudanças climáticas promovido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) no fim de agosto. O Fórum Brasil Pró-Clima foi transmitido ao vivo pelas redes sociais da entidade representativa da indústria, mas teve pouca repercussão. A íntegra do encontro está no YouTube. "Todos aqui sabemos das características da nossa agricultura tropical, que se singulariza como uma das mais produtivas, inovadoras e descarbonizantes do mundo", iniciou a ministra, em sua fala na abertura do evento. "No entanto, muitas vezes nos surpreendemos ao descobrir o quão pouco se sabe efetivamente sobre a nossa agropecuária fora do Brasil. Esse desconhecimento acaba sendo aproveitado por aqueles que querem avançar narrativas tendenciosas, que buscam transferir para este setor parte do ônus histórico pela emissão de gases do efeito estufa", seguiu ela. Bolsonaro diz que não há 'sequer um hectare de selva devastada' na Amazônia Reconhecendo o aumento da urgência para que os países tomem medidas concretas para o enfrentamento do aquecimento global, Tereza Cristina defendeu a importância de o Brasil mostrar ao mundo que sua agropecuária "promove a conservação ambiental". "Precisamos apresentar o verdadeiro agro brasileiro ao mundo", disse a ministra, considerada uma voz moderada do agronegócio no governo Jair Bolsonaro. Também presente, o embaixador Orlando Ribeiro, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), aprofundou em sua fala a visão da pasta quanto ao "problema de imagem" brasileiro. "É preciso a gente diferenciar o problema que nós temos do problema da imagem", disse Ribeiro. "Nós temos sim um problema com números crescentes de desmatamento, o governo está ciente disso e procurando reverter essa tendência que não nos ajuda." Desmatamento na Amazônia na temporada 2020/2021 é o maior dos últimos dez anos, diz Imazon 94% do desmatamento na Amazônia brasileira é ilegal "Mas existe um outro problema maior, que é a percepção no exterior dessa situação. No imaginário popular europeu, a Amazônia está queimando, estão extraindo madeira no coração da Amazônia e a gente sabe que não é isso", afirmou, destacando a grandeza do bioma amazônico e o fato de que o desmatamento ocorre mais nas "franjas" de maior ocupação humana, como o norte do Mato Grosso e o sul do Pará. "É um problema muito localizado." Interesse comercial europeu O moderador do debate questionou Ribeiro sobre até que ponto as críticas ao Brasil focadas nos desmatamentos, nos incêndios florestais e na questão da preservação ambiental seriam "uma tentativa de impor uma barreira comercial à exportação e ao desenvolvimento do agronegócio brasileiro". O secretário respondeu que o Brasil está atento a iniciativas como a intenção do Reino Unido de criar uma obrigação de rastreamento das importações de alimentos oriundos de áreas de desmatamento (obrigação de "due diligence", na expressão em inglês) e a implementação da política "Farm to Fork" (da fazenda ao garfo) pela União Europeia, que busca implementar ações para maior sustentabilidade da cadeia produtiva alimentar do bloco. "Essas iniciativas poderão sim ter impactos na competitividade das exportações agrícolas do Brasil", afirmou o diplomata. "De fato, essa pressão internacional, sobretudo da União Europeia, veio após a conclusão das negociações do Acordo Mercosul-União Europeia", acrescentou, ponderando que não se trata de uma pressão de todos os países europeus, mas de alguns países que desde o princípio manifestam contrariedade com a tratativa. Esses países, segundo ele, usam da questão ambiental como "uma desculpa para não avançar na implementação do acordo". "A agricultura brasileira é muito competitiva e isso às vezes assusta. Então é normal esse tipo de reação por parte de alguns países que querem defender seus sistemas ineficientes e seus modelos tradicionais", afirmou. 'Maus brasileiros' Também parte do debate, o presidente executivo da CropLife Brasil, Christian Lohbauer, levou as críticas além. "Tem muitos brasileiros lá fora, em universidades, em instituições e institutos, que fazem um serviços que não ajuda o Brasil de dentro. Isso tem que ser dito. São os 'maus brasileiros', como a gente costuma dizer, nós que estamos na indústria, na produção, no agronegócio, no front", afirmou Lohbauer. Carta aberta de empresas e organizações da Europa é contra privatização de terras na Amazônia "Além da questão comercial, que acho que é essencial — existe uma resistência sim, uma tentativa de se conter o acordo por interesse comercial. Mas tem uma outra questão que é uma corporação internacional: todas as entidades que passaram a viver dessa agenda ambiental, institutos de pesquisa, organizações não-governamentais de toda natureza, que recebem dinheiro privado de doação do bom contribuinte holandês, norueguês, alemão", disse o executivo. "São bilhões de dólares disponíveis, cada vez mais, e se criou uma corporação de pessoas que têm um trabalho e uma responsabilidade que não querem mais perder. Essa corporação trabalha para que essa agenda fique mais complicada do que ela é", afirmou. "Essas instituições vivem do confronto porque recursos bilionários são direcionados a elas, se não tiver recurso, o sujeito não tem trabalho — acho que aí começa a solução do problema." 'Parte da elite não entende que o jogo mudou' Maurício Santoro, professor do Departamento de Relações Internacionais da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) avalia como "surpreendente" que esse tipo de discurso persista diante do avanço evidente das crises climáticas. "Esses argumentos foram usados em outras ocasiões, principalmente na época da campanha eleitoral e no início do governo Bolsonaro", lembra Santoro. "O que é surpreendente é que esse tipo de retórica ainda seja utilizado hoje, depois de três anos de governo e de uma série de crises que temos visto no meio ambiente e na economia. Já era hora de ter mudado", considera o internacionalista. Segundo ele, parece haver uma dificuldade de aceitação de um cenário internacional que se tornou mais complexo para o Brasil. "O que estamos vendo agora no mundo são impactos muito duros da mudança climática. Vemos isso, por exemplo, nos grandes incêndios florestais no hemisfério Norte, nas queimadas na Amazônia e no Pantanal e já vemos o início de retaliações econômicas contra o Brasil por causa do desrespeito ao meio ambiente", diz Santoro. "Há uma dificuldade de parte da elite brasileira de entender que o jogo mudou e que, se o Brasil quiser continuar a ser relevante e a ter acesso aos grandes mercados globais, vai precisar se adaptar a essas novas regras internacionais", afirma. 'É preciso sinais claros de intolerância à ilegalidade' Para Natalie Unterstell, ativista climática e presidente do instituto Talanoa, é "sintomático" que a estratégia do governo para lidar com os maus resultados e os parcos esforços públicos para conter emissões seja tratar a questão como um problema de relações públicas. "Não temos resultados bons para mostrar, os resultados são de aumento das emissões em todos os setores, principalmente do desmatamento. E os esforços são muito pouco críveis, como fazer GLO atrás de GLO", diz a ambientalista, fazendo referência às operações de Garantia da Lei e da Ordem, em que militares das Forças Armadas são empregados no combate aos crimes ambientais na Amazônia. Para Unterstell, o governo deveria ter como prioridade dar sinais corretos de intolerância à ilegalidade. "Quando o presidente diz que tudo bem garimpo ilegal, quando fala em nenhum milímetro a mais de terra indígena, são sinais incentivadores de ações ilegais e de conflito." O segundo ponto, de acordo com ela, seria a realização de esforços concentrados nas áreas com maior pressão de desmatamento, sob liderança dos órgãos ambientais como Ibama e ICMBio, que têm competência técnica para essa ação, diferentemente das Forças Armadas. Por fim, a ativista defende que o país precisa ter metas ambiciosas para uma redução consistente do desmatamento. A meta da gestão Jair Bolsonaro, apresentada durante a Cúpula do Clima em abril, de zerar o desflorestamento ilegal até 2030, é considerada insuficiente e Unterstell lembra que metas anteriores não chegaram a ser cumpridas. 'Amazônia é problema de todos' Ex-ministra do Meio Ambiente (2010-2016), a bióloga Izabella Teixeira destaca que a agricultura brasileira acontece de maneira expressiva fora da Amazônia, uma parte na Amazônia Legal (área que engloba nove estados pertencentes à Bacia Amazônica) e parte da pecuária na Amazônia propriamente dita. "A agricultura brasileira não se posiciona politicamente de forma afirmativa contra o desmatamento ilegal da Amazônia", considera a ex-ministra. "Eles têm um raciocínio de que 'eu não planto na Amazônia, então a Amazônia não é meu problema'. Mas a Amazônia é um problema de todos, pois ela significa segurança climática para o mundo e para o Brasil." Assim, ela avalia que a agricultura brasileira deveria assumir uma posição política de exigir soluções permanentes para o desenvolvimento sustentável da região. "Eu não vejo isso no agronegócio de uma maneira uníssona. Pelo contrário, os que estão hoje tomando decisão não demonstram esse compromisso de maneira assertiva, optando por uma política da disputa, uma política de negar [o problema]", afirma a bióloga. Segundo ela, de fato há um desconhecimento no exterior quanto à dimensão da Amazônia e do território brasileiro. Mas ela avalia que o clima de desconfiança com relação ao país foi fomentado pela postura do governo brasileiro, que não se coloca de forma assertiva no combate ao desmatamento e esvaziou as instituições que tinham essa prerrogativa, segundo ela. Oportunidades perdidas Para os especialistas, um dos problemas de tudo isso é que o Brasil perde oportunidades. "Há uma busca por parte dos interlocutores internacionais do Brasil por sinais positivos. De alguma coisa que indique que o governo brasileiro vai estar disposto ao diálogo. Mas, na atual conjuntura política, com o Bolsonaro presidente e as políticas ambientais do governo dele, a credibilidade para essa mudança é muito baixa", afirma Santoro, da UERJ, citando como exemplo como o Brasil tem sido deixado de lado nas tratativas com o governo Biden. Segundo o professor de relações internacionais, o Brasil deixa de aproveitar com isso um cenário que é interessante para o país. "Temos um potencial muito grande de atrair investimentos em economia verde, em desenvolvimento sustentável, em cadeias produtivas que não signifiquem uma destruição da floresta", afirma. "São muitas as possiblidades importantes para o Brasil, que seriam muito ricas para um governo que entrasse com essa disposição em dialogar e negociar", completa. Unterstell, do instituto Talanoa, lembra que, nas últimas semanas, o Brasil ficou de fora de uma decisão do Banco Mundial para priorizar países que receberão apoio para desenvolver seus mercados de carbono — que é a prática de compra e venda de créditos de carbono (certificados de redução da emissão de gases do efeito estufa) entre países e instituições privadas, como estratégia de combate ao aquecimento global. "Colômbia, México e Chile foram selecionados e o Brasil não. Isso é uma derrota importante para o governo", avalia a ativista. Ela lembra, porém, que tramita no Congresso um projeto de autoria do deputado Marcelo Ramos (PL-AM) sobre o tema, que ela acredita que tem chance de decolar até a COP26. "Essa talvez seja uma das boas notícias que a gente tenha para levar ao encontro", diz ela. 'É preciso considerar fatos e dados' A BBC News Brasil procurou a CropLife Brasil para dar a Lohbauer a oportunidade de detalhar as críticas feitas por ele no evento da CNI. O presidente da entidade diz que o que chama de "maus brasileiros" são as pessoas que não consideram dados e fatos sobre o agronegócio nacional. Ele cita como exemplos o aumento de produtividade da agropecuária, que reduz a necessidade de expansão territorial da produção; o fato de que a matriz energética nacional é muito mais limpa do que a de outros países; e dados que mostram que há de fato um aumento do desmatamento desde 2018, mas que em 2004 esse desmatamento era mais do que o dobro do atual "e o mundo não estava acabando". Todos esses dados constam do Atlas do Agronegócio Brasileiro: Uma Jornada Sustentável, documento lançado pela CropLife Brasil em junho deste ano. Quanto à sua visão de uma suposta "corporação internacional" de entidades ambientalistas, Lohbauer afirma que a crítica sistemática contra o Brasil na imprensa nacional e internacional não se deve somente ao protecionismo comercial europeu. "A principal causa — e é isso que eu estou chamando de 'corporação' — são centenas, milhares de instituições que vivem dessa agenda e que são sustentadas por recursos privados e até públicos no caso da comunidade europeia. São dezenas, centenas, milhares de pessoas que vivem disso e, se a gente chegar e mostrar com dados e fatos que não é bem assim, essas pessoas não vão mais ter trabalho", afirma. Ele cita como exemplo disso um documentário feito pelo Brasil Paralelo — produtora audiovisual de conteúdo voltado ao público de direita — que mostra um diretor do Greenpeace que se desiludiu com a organização ambientalista por ela ter se tornado "um grande negócio". Também procurado, o Ministério da Agricultura disse o seguinte: "A fala da ministra se explica pelo fato de o Brasil ser responsável por 3% das emissões globais, incluindo aquelas emitidas pelos setores industrial, energético, agropecuário e uso do solo", diz a pasta, através de sua assessoria de imprensa. "Apontar a produção agropecuária brasileira como principal responsável pelo aumento das emissões globais é desconhecer o processo produtivo brasileiro e a tecnologia de agricultura tropical que é parte da solução para uma economia de baixa emissão de carbono", completa. O ministério destaca ainda diversas medidas de sustentabilidade adotadas pelo agro brasileiro, como o Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono) de redução de emissões e a rigorosa legislação ambiental brasileira, que prevê a preservação ambiental de 80% das propriedades situadas na Amazônia. "O debate proposto pela ministra está baseado em ciência, e as medidas adotadas pelo agro brasileiro ajudam efetivamente no combate às mudanças climáticas", diz a pasta. "O que ocorre na Amazônia decorre de problemas fundiários históricos sobre o qual o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está trabalhando arduamente para solucionar."
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14/09 - Mudança climática afeta decisão de jovens brasileiros sobre ter filho, diz pesquisa internacional
Estudo feito em dez países mostra que jovens sofrem com ansiedade sobre o futuro do planeta – e os brasileiros têm índices de preocupação acima da média em quase todos os critérios. Foto mostra fumaça subindo em meio à vegetação perto da Transamazônica, em Humaitá (AM), no dia 8 de setembro. Bruno Kelly/Reuters Uma pesquisa internacional feita com jovens de dez países mostra que os brasileiros entre 16 e 25 anos são os que mais hesitam em ter filhos por causa das mudanças climáticas. Quase metade (48%) dos brasileiros entrevistados disseram que as mudanças climáticas os fazem ficar hesitantes em relação a ter filhos. Essa proporção ficou bem acima da média mundial (39%) e foi o maior percentual registrado nos dez países pesquisados – Austrália, Estados Unidos, Reino Unido, Índia, Nigéria, Filipinas, Finlândia, Portugal, Brasil e França. No Reino Unido, por exemplo, a porcentagem de jovens que pensam com hesitação em ter filhos por causa das mudanças climáticas é de 38%. Nos EUA, é de 36% e, na Austrália, de 42%. O estudo, que ouviu 10 mil pessoas entre 16 e 25 anos e fez perguntas sobre o nível de ansiedade dos jovens em relação às mudanças climáticas, foi feito por pesquisadores de diversas instituições – como o Centro de Inovação em Saúde Global da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford e a Universidade de Helsinque – e foi financiado pela plataforma Avaaz. Os dados coletados no Brasil mostram que os jovens brasileiros têm um nível de ansiedade em relação ao futuro do clima no planeta acima do nível mundial – que já é bastante alto. A maioria dos jovens entrevistados no Brasil sentem que o governo está falhando com eles (79%), enquanto o índice é de 65% entre jovens britânicos e de 67% entre os australianos. A maior parte dos jovens brasileiros ouvidos (92%) também acredita que a humanidade falhou em tomar conta do planeta e acham que o futuro é assustador (86%). Essas preocupações não estão desconectadas da realidade. O último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) mostrou que as mudanças climáticas estão se intensificando e confirmou novamente que elas são resultado das ações humanas. Com elas, eventos climáticos extremos tendem a aumentar. No Senado, Greta Thunberg diz que atuação de líderes do Brasil no meio ambiente é 'vergonhosa' O relatório mostra que o Brasil será fortemente impactado – a América do Sul terá mais aumento de temperatura que a média global. No país e em outros da América do Sul e América Central, as "temperaturas médias provavelmente aumentaram e continuarão a aumentar em taxas maiores do que a média global", diz um resumo do relatório do IPCC. O sudeste do continente terá aumento de chuvas – que inclui a região sul do Brasil e parte do sudeste, com São Paulo e Rio de Janeiro. As consequências para o Brasil são graves, e podem fazer com que o país deixe de ser uma potência agrícola global, na avaliação do cientista Carlos Nobre, que já foi pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e coordena o Instituto Nacional de Tecnologia para Mudanças Climáticas. Ele aponta que o país terá nos próximos anos secas cada vez mais prolongadas, temperaturas mais altas e extremos climáticos que terão um profundo impacto na forma como sobrevivemos e produzimos energia e comida. Carne ainda mais cara e pecuária mais poluente: os efeitos da mudança climática Ansiedade generalizada Os dados mundiais mostram um cenário generalizado de ansiedade sobre as mudanças climáticas, de acordo com a pesquisadora Caroline Hickman, da Universidade de Bath, no Reino Unido, uma das coautoras do estudo. Segundo ela, os "níveis elevados de estresse psicológico nos jovens estão relacionados à falta de atitude governamental". Entre os 10 países estudados, os índices de ansiedade e preocupação tendem a ser maiores entre aqueles em desenvolvimento – como Brasil, Nigéria e Filipinas – ou que ficam no Hemisfério Sul, como a Austrália. Mais da metade dos jovens nos países estudados estão muito preocupados com as mudanças climáticas e acham que terão menos oportunidades que seus pais por conta delas. O índice de confiança na ação dos governos também é baixo – cerca de 60% dos jovens ao redor do mundo acreditam que os governos ignoram as preocupações das pessoas. E somente 31% dos jovens acreditam que os governos são confiáveis e 36% acham que eles estão agindo de acordo com a ciência. No Brasil, esses índices são de ambos de 22%. E apenas 18% dos jovens brasileiros entrevistados acreditam que o governo está protegendo eles, o planeta e as futuras gerações – um índice ainda mais baixo que a média global para esse critério, que é de 33%. Veja VÍDEOS de natureza e meio ambiente:
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14/09 - Exposição Amazônia será apresentada pela 1ª vez no Brasil e traz fotos pouco conhecidas de Sebastião Salgado
O fotógrafo Sebastião Salgado mostrará 200 grandes painéis fotográficos sobre a região amazônica em uma live no YouTube nesta terça-feira (14). Exposição chegará ao Brasil no ano que vem. Exposição Amazônia será apresentada pela 1ª vez no Brasil. Divulgação Fotos de matas, rios e montanhas da região amazônica, como o Monte Roraima, poderão ser vistas nesta terça-feira (14) na exposição Amazônia, do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado. A mostra será transmitida ao público brasileiro pela primeira vez através do Youtube, às 14h, durante a quarta reunião do Observatório do Meio Ambiente ao Poder Judiciário, coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Serão 200 grandes painéis fotográficos sobre a região amazônica. As fotos foram tiradas entre 2013 e 2019 durante viagens de Salgado à Amazônia. A exposição também inclui imagens de tribos indígenas que habitam a região. Exposição Amazônia apresenta fotos poucas conhecidas de Sebastião Salgado. Divulgação "Estas imagens são um testemunho do que ainda existe, antes mesmo de desaparecer mais. Para que a vida e a natureza superem a destruição e a depredação, todos os seres humanos, em todo o planeta, devem participar de sua proteção”, disse Sebastião Salgado, em um post no Instagram. A exposição foi inaugurada na Filarmônica de Paris e vai passar por Roma, Londres, São Paulo e Rio de Janeiro. No Brasil, as fotos estarão no Sesc (SP) a partir de fevereiro de 2022 e no Museu de Amanhã (RJ) a partir de julho do próximo ano. A apresentação do fotógrafo brasileiro ocorre em meio à crescente preocupação, no Brasil e no exterior, com a conservação da Amazônia. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a região registrou 28.060 focos de queimadas em agosto - número acima da média histórica e terceiro maior índice para o mês desde 2010, perdendo apenas para 2019 e 2020. Exposição Amazônia, de Sebastião Salgado, chega ao Brasil. Divulgação Entenda como o Inpe monitora as queimadas no Brasil Brasil perdeu 15% dos seus recursos hídricos nos últimos 30 anos G1 no YouTube
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14/09 - Uma sucuri viva entre 9 milhões de cobras mortas: achado traz esperança para pesquisadora no Pantanal
Pesquisadora da UFMT participou de estudo contabilizou impacto das queimadas de 2020 no bioma. Cientista conta como foi caminhar no meio do fogo e da fumaça para contabilizar animais mortos. Sucuri encontrada viva e protegida durante temporada de fogo no Pantanal em 2020 Gabriela do Valle Alvarenga/Arquivo Pessoal Durante a maior queimada da história do Pantanal, em 2020, Gabriela do Valle Alvarenga, de 26 anos, fazia contagem dos animais mortos. Ela caminhava sempre em dupla, revezando o trabalho de medição da área com outros e outras cientistas. No final, o estudo estimou 9 milhões de cobras assassinadas pelo fogo. Um exemplar "extremamente grande" de uma sucuri mudou, mesmo que ainda no meio da fumaça, a atmosfera do trabalho. Queimadas mataram 17 milhões de animais vertebrados no Pantanal em 2020, aponta estudo “Nós estávamos ali há horas fazendo contagem e só tinha serpente morta. Era um saco cheio de cobras e, aí, a gente pensava: 'Não vamos encontrar nada vivo'", contou Gabriela do Valle Alvarenga, doutoranda do Programa de Pós-graduação em Ecologia e Conservação da Biodiversidade da Universidade do Mato Grosso. "De repente, nós vimos um bicho gigante, uma sucuri. Nós encontramos várias delas mortas de todos os tamanhos possíveis. E esse bicho era extremamente grande e nós ficamos superimpactadas". Extermínio no Pantanal: 17 milhões de animais morreram nas queimadas em 2020, diz estudo A sucuri estava protegida em um buraco e com uma aparência saudável. Segundo Gabriela, apesar do "cenário de filme de terror" e da dificuldade para respirar, encontrar uma cobra enorme no meio do trabalho foi inesperado e trouxe esperança. "Encontramos vários sobreviventes na parte do solo. Como lagartos anfíbios, ratos, e a sucuri amarela. Diversos invertebrados", lembrou. “Nós chegamos a observar no mesmo buraquinho um sapo, um opilião, um ratinho e um pouquinho de água no fundo. Nós desconhecíamos completamente que ainda era possível ter água no chão, mesmo que o fogo tenha passado por cima e deixado várias vítimas". Sucuri estava escondida e com aparência saudável no Pantanal Gabriela do Valle Alvarenga/Arquivo Pessoal O Pantanal já era objeto de pesquisa de Gabriela. Antes das queimadas, ela trabalhava com mimetismo de cobras corais. A cientista criava réplicas dos répteis e as colocava em posições estratégicas para os predadores. “Eu queria trabalhar com biodiversidade, mas não tinha nada a ver com o fogo”. Ano passado, no entanto, aceitou trabalhar com o assunto junto à orientadora Christine Strüssmann. A pesquisa contabilizou o impacto da destruição nas espécies: mais de 17 milhões de vertebrados mortos entre janeiro e novembro do ano passado. As serpentes aquáticas representaram mais de 60% das vítimas. O avistamento da sucuri viva em meio ao cenário devastado foi uma exceção. Sucuri encontrada morta durante pesquisa no Pantanal em 2020 Gabriela do Valle Alvarenga/Arquivo Pessoal Por outro lado, uma surpresa desagradável As botas que não aguentavam o calor durante as queimadas foram a menor das surpresas desagradáveis na pesquisa: as piores eram mesmo as carcaças de pequenos animais que enchiam sacos e mais sacos de coleta. A pior delas é a suspeita de que uma espécie em específico pode ter sido extinta pelas queimadas. “Tem uma serpente aquática que só existe no Pantanal. Até hoje, no mundo inteiro, ela só foi encontrada lá. Em 2019, o artigo sobre ela foi publicado. A espécie foi descrita com apenas 1 exemplar. A gente só conhecia um indivíduo. E aí, depois, encontramos mais 5”, contou a pesquisadora. Helicops boitata, espécie de serpente encontrada apenas no Pantanal, morta por queimadas no Pantanal em 2020 Marcos Ardevino/Arquivo Pessoal Ela se refere à espécie Helicops boitata, cobra encontrada por quatro biólogos durante um passeio pela Transpantaneira, em 2016. Na época, os pesquisadores não imaginavam estar frente a frente com um réptil nunca antes descrito pela ciência. Em 2020, depois das caminhadas no meio da fumaça, Gabriela trouxe a dúvida sobre se essas cobras ainda existem no bioma. “No fogo, encontramos vários indivíduos queimados e nenhum com vida. A gente tem essa preocupação. Essa espécie é rara e sofreu uma pressão muito grande com o fogo no ano passado. Não encontramos um indivíduo vivo. A gente nem sabe como está a situação dela [espécie] atualmente”.
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14/09 - Queimadas mataram 17 milhões de animais vertebrados no Pantanal em 2020, aponta estudo
Pesquisa contabilizou carcaças de animais e criou um modelo matemático para fazer uma estimativa da destruição provocada pelo fogo no bioma. Serpentes aquáticas representam 60% das vítimas. Extermínio no Pantanal: 17 milhões de animais morreram nas queimadas em 2020, diz estudo Estudo realizado por 30 pesquisadores de órgãos públicos, de universidades e de organizações não-governamentais estima que, ao menos, 17 milhões de animais vertebrados morreram em consequência direta das queimadas no Pantanal no ano passado. As vítimas mais recorrentes foram as pequenas cobras, principalmente as aquáticas: mais de 9 milhões de mortes. O estudo (ainda não publicado em revista científica) foi submetido ao periódico Scientific Reports, do grupo Springer Nature, e está sob avaliação de outros cientistas. Os pesquisadores dizem que o trabalho é pioneiro no uso da "técnica de amostra de distâncias em linhas" para calcular mortes de animais em queimadas. 57% do Pantanal foi queimado ao menos uma vez entre 1985 e 2020, aponta pesquisa A metodologia é baseada nos chamados transectos: trilhas em linha reta através de áreas pré-determinadas pelos focos de incêndio no bioma. Cada linha percorrida tinha entre 500m e 3km. Ao todo, o grupo percorreu 114 km de transectos. Nestes trajetos lineares, as carcaças avistadas eram registradas com datas e coordenadas geográficas, assim como a distância perpendicular de cada uma delas em relação à linha de referência. Quanto mais longe do transecto, menor a quantidade de animais encontrados. Ao conhecer o comportamento dessa probabilidade, os pesquisadores conseguiram elaborar um modelo matemático para estimar o número de carcaças presentes na área. Isso permitiu a modelagem de estimativas que o grupo considerou confiáveis para o cálculo da densidade de animais mortos. "O método é diferente, ele se baseia no conhecimento da probabilidade de detectar um animal a diferentes distâncias da linha. É uma estratégia moderna para corrigir o erro de “detectabilidade”, que é a probabilidade de enxergar o animal quando ele está presente na área em que se passa", explica Walfrido Moraes Tomas, pesquisador da Embrapa Pantanal e coordenador do estudo. Número subestimado Os 17 milhões de animais vertebrados são assumidamente uma subestimativa, porque muitos animais que vivem em tocas ou dentro de ocos de árvores podem ter morrido nesses locais sem terem sido avistados. Há também o caso de vertebrados muito pequenos que podem ter sido completamente calcinados pelo fogo intenso. 4,65 bilhões de animais foram afetados com as queimadas no Pantanal, apontam pesquisadores A busca em campo era feita em até 72 horas após o início de cada foco do incêndio, mas a maioria dos casos foi catalogado entre 24 e 48 horas. A força-tarefa para o trabalho de campo ocorreu entre 1º de agosto e 17 de novembro de 2020 (como noticiou o G1 à época), do norte ao sul do Pantanal. A estimativa abrange o período entre janeiro e novembro de 2020. No ano passado, o Pantanal foi consumido pela maior tragédia de sua história, com a destruição de cerca de 4 milhões de hectares (26% da área de todo o bioma). Os animais registrados no levantamento foram divididos em dois grupos, de acordo com o tamanho da carcaça: pequenos vertebrados (menos de 2kg), como anfíbios, pequenos lagartos, cobras, pássaros e roedores; e médios para grandes vertebrados (2kg ou mais), como queixadas, capivaras, mutuns, grandes cobras, tamanduás e primatas. As serpentes aquáticas representaram 60% das vítimas. "Esses animais possuem baixa capacidade de locomoção, o que dificulta a fuga durante um incêndio. Durante a estação seca costumam ficar enterradas em áreas de campo inundáveis. Quando o fogo atinge uma área úmida seca é bastante comum ocorrer o incêndio de turfa, que consome a espessa camada de matéria orgânica. Esse tipo de fogo é de difícil combate e detecção, podendo queimar por semanas e atingir os animais que habitam esses ambientes", explicou a bióloga Gabriela do Valle Alvarenga, pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), participante da pesquisa. Impacto na biodiversidade A biodiversidade do Pantanal é composta por mais de 2 mil espécies de plantas, 269 peixes, 131 répteis, 57 anfíbios, 580 aves e pelo menos 174 mamíferos. O número de invertebrados é desconhecido. Grandes vertebrados como cervos, veados, antas e onças não foram observados a partir dos transectos dada a baixa densidade populacional dessas espécies no Pantanal. Mas foram frequentemente encontrados durante o trabalho de combate aos incêndios, mortos ou feridos perto de estradas. O estudo alerta que as mudanças climáticas provocadas pelas ações do homem têm influenciado a frequência, a duração e a intensidade das secas na região. O impacto de seguidas queimadas pode ser catastrófico e empobrecer o ecossistema, que já é frágil durante o período sem chuvas. O fogo faz parte da dinâmica natural do Pantanal, mas não nessas proporções. Diante da possibilidade de novos desastres na região, os pesquisadores esperam com o estudo ajudar a dimensionar os impactos cumulativos causados por incêndios recorrentes no bioma. "Esses números dão uma ideia do cenário das mudanças climáticas. A probabilidade de ter incêndios como esses é alta. Isso pode acontecer, acontecer, e acontecer, destruindo o ecossistema", comenta o coordenador Walfrido Moraes Tomas. Força-tarefa O trabalho contou com pesquisadores da Embrapa Pantanal, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP), Universidade do Mato Grosso (UFMT), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fundação Meio Ambiente do Pantanal, Instituto Smithsonian (dos Estados Unidos), entre outras instituições. Houve também o apoio logístico e suporte financeiro de ONGs como WWF Brasil, ONG Panthera, Instituto Homem Pantaneiro, Ecologia e Ação (ECOA), Museu Paraense Emílio Goeldi, além da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul e da colaboração de voluntários. No início dos levantamentos no ano passado, a escassez de verbas impactou o planejamento e as ações no campo, e pesquisadores precisaram trabalhar voluntariamente. Com a repercussão da força-tarefa, chegaram depois recursos de governos estaduais e ONGs. Sem apoio em 2021 O trabalho no Pantanal foi retomado recentemente em 2021, mas não tem havido suporte financeiro. O ICMBio conta com recursos próprios para enviar equipes, enquanto outras instituições dependem de doações. O veterinário Diego Viana, integrante do Projeto Felinos Pantaneiros do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), explica que, em um "cenário de guerra" como o do ano passado, o apoio das pessoas, inclusive financeiro, é muito importante. "Precisa-se de combustível, barcos, e carro para deslocamento a grandes distâncias até locais remotos. No ano passado teve gente doando R$ 2, R$ 5, e isso ajuda. O que importa, além do recurso, é a vontade de se envolver e colaborar de alguma forma. Isso nos dá força para continuar", afirma. A rotina, explica, é acordar, resgatar animais e contar os que não sobreviveram. "Para nós que trabalhamos com a conservação do Pantanal, é muito importante fazer parte de pesquisas assim e ter essa dimensão do quanto o nosso trabalho foi impactado. O Pantanal é sinônimo de abundância. Desastres como os do ano passado acabam ameaçando todo o equilíbrio", diz. 5 pontos sobre as queimadas no Pantanal Felizmente, as queimadas registradas até agora no Pantanal nos últimos meses não tiveram as mesmas proporções do ano anterior — cerca de 10% do que queimou em 2020. Os focos de incêndio em agosto foram poucos e controlados por bombeiros, proprietários de terras e a população pantaneira. No entanto, a época de seca na região se estende até outubro.
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14/09 - Frente fria derruba temperatura e traz chuvas a partir de quarta; SP pode ter recorde de calor antes da queda
Apesar da chegada da massa de ar, o frio não deve durar muito tempo. Quedas de temperatura não devem ser bruscas e a previsão é que sejam menos intensas e duradouras com a aproximação do fim do inverno. Massa de ar frio atinge regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país desta quarta (15) TV Globo Uma massa de ar frio vai entrar no Sul do Brasil nesta semana provocando queda de temperatura e chuva no Sudeste e partes do Centro-Oeste. No Sul, o resfriamento será acompanhado de chuva fortes nos três estados da região e pode haver geada. Apesar da chegada dessa massa de ar frio e das chuvas, o frio não deve durar muito tempo. Com a aproximação do fim do inverno, no dia 22 de setembro, a tendência é que mesmo diante de frentes frias, as quedas de temperatura não sejam bruscas e as ondas de frio sejam menos intensas e duradouras. Semana terá frente fria no Sul e risco de queimadas no centro do país; veja previsão do tempo Refugiados climáticos: 17 milhões de pessoas na América Latina poderão ser forçadas a migrarem até 2050 "A massa de ar frio não é extremamente intensa, mas irá causar queda de temperatura e levar chuva na região Sul, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil", explica César Soares, meteorologista da Climatempo. Em Porto Alegre (RS) as temperaturas para terça-feira oscilam entre 22ºC e 16ºC, enquanto na quarta-feira a massa de ar frio fará os termômetros ficarem entre 18ºC e 10ºC. Em São Paulo (SP), na terça a previsão é de 35ºC de máxima e 19ºC de mínima, sendo que na quarta-feira os índices devem ficar entre 26ºC e 15ºC. (Confira aqui a previsão do tempo na sua cidade) Imagens de satélite mostram baixa pressão sobre o RS que vai originar frente fria Recorde de calor em SP Antes que o frio atinja o estado de São Paulo, a temperatura vai subir, podendo chegar a 35ºC nesta terça. Caso a marca seja confirmada, será a maior temperatura registrada no estado no ano. Segundo Soares, esse aumento de temperatura que antecede a chegada de uma frente fria é chamado de pré-frontal e acontece porque a massa de ar frio muda o sentido dos ventos. O usual é que eles soprem do litoral sentido ao interior, levando ar úmido. Nesse caso, acontecerá o contrário: o vento irá soprar do interior para o litoral, fazendo com que uma massa de ar quente chegue ao estado. "Esse pré-frontal é popularmente conhecido como aquele 'bafão' antes da chegada da chuva", aponta Soares. Entenda por que é comum esquentar antes da chegada de frente e fria e veja previsão pelo Brasil Veja mais vídeos:
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13/09 - Programação do aniversário de 33 anos do Parque Marinho de Noronha é divulgada
Aniversário é na terça-feira (14). Entre as atividades previstas estão caminhadas, limpeza de praias e apresentações culturais. A Praia do Sancho faz parte da área do Parque Nacional Marinho Ana Clara Marinho/TV Globo O aniversário de 33 anos de criação do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha vai ter uma programação especial, na terça-feira (14). Entre as atividades previstas estão caminhadas, limpeza de praias e apresentações culturais. Seguindo os representantes do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), órgão federal responsável pela unidade de conservação, as atividades são abertas ao público e os protocolos de segurança para evitar a Covid-19 vão ser adotados, como uso obrigatório de máscara de proteção. A abertura das festividades vai ser realizada às 8h da manhã, com pronunciamento da gestora do Núcleo de Gestão Integrada de Noronha (NGI), Carla Guaitanele, na sede do ICMBio. A partir das 8h30, começa uma caminhada pelo complexo Sancho. A concentração da caminhada vai ser no Posto de Informação e Controle Golfinho-Sancho. Os participantes saem desse local e a primeira parada vai ser feita no viveiro do parque para apresentação da flora local. Também serão repassadas informações funcionamento do viveiro e a plantio de mudas. Depois dessa parada, a caminhada segue para o Mirante Dois Irmãos. Na manhã da terça-feira, os voluntários do Parque Nacional também farão ações educativas na Escola Arquipélago, com dinâmicas de educação ambiental. As atividades vão ser executadas e com os alunos das turmas de ensino fundamental. A partir das 9h, os servidores e voluntários vão se reunir no portão da Enseada dos Abreus para realizar um mutirão de limpeza, aberto ao público. Os organizadores vão disponibilizar luvas e sacos para o trabalho voluntário. A chefe do NGI, Carla Guaitanele, vai participar da programação da rádio local para falar sobre o Parque Nacional Marinho e as unidades de conservação de Noronha, pela manhã. A programação segue no período da tarde, com uma apresentação cultural de capoeira, às 16h30, na praça ao lado do Centro de Visitantes, no Boldró. O grupo vai seguir o protocolo de segurança da Covid-19. Por isso, o número de integrantes será reduzido. A partir das 17h, vão ser promovidas homenagens aos primeiros condutores de visitantes da ilha, monitores de trilha, brigadistas, fiscais e voluntários. A comemoração termina com o corte do bolo, às 18h, seguido de apresentação do grupo de maracatu da ilha, também no Centro de Visitantes. 00:00 / 20:29 Vídeos mais vistos de PE nos últimos 7 dias A programação segue no período da tarde com uma apresentação cultural de capoeira às 16:30, na praça ao lado do Centro de Visitantes, no Boldró. O grupo vai seguir o protocolo de segurança da Covid-19 , por isso o número de integrantes será redui.
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13/09 - Vacas são treinadas para fazerem xixi no 'tapetinho' em estudo de redução de gases poluentes
Animais recebem um líquido doce como recompensa após urinarem em um cercado chamado de MooLoo, na Alemanha. Vacas são treinadas para urinarem em 'penico' em estudo sobre redução de gases poluentes Assim como os cães, as vacas também podem ser ensinadas a usarem o "tapetinho". E, na Alemanha, um experimento desse tem sido feito para tentar reduzir a emissão de gases poluentes. O estudo, publicado nesta segunda-feira (13) na revista científica "Current biology", demonstrou que a emissão de amônia, gerada pela urina dos animais, pode ser reduzida se o dejeto do gado for tratado. Vaca fica presa em árvore após passagem do furacão Ida nos EUA Para tentar convencer as vacas a urinarem em um local específico, um grupo de pesquisadores da Universidade de Auckland e do Instituto Federal de Pesquisa em Saúde Animal da Alemanha, utilizaram-se de uma técnica muito usada por pais com seus filhos: oferecer doces como recompensa. As vacas foram colocadas em curral especial, uma estrutura de cercado verde, chamado de MooLoo, onde receberam, depois de urinarem, um líquido doce, composto principalmente por melaço. Já os animais que fizeram a necessidade fora do cercado, receberam um jato de água fria. O experimento foi feito com 16 bezerros. Vacas são treinadas para urinarem em 'penico' em estudo de redução de gases poluentes Thomas Häntzschel/AFP Por conter nitrogênio, a urina, quando misturada às fezes, transforma-se em amônia, que causa diversos problemas ambientais, como a chuva ácida, diz o cientista de comportamento animal da Universidade de Auckland, Lindsay Matthews, um dos autores da pesquisa. A amônia também pode ser convertida, por micróbios de solo, em óxido nitroso, que é o terceiro gás de efeito estufa mais danoso, atrás do metano e do dióxido de carbono. A partir desse experimento, os cientistas calcularam que a captura de 80% da urina do gado nas latrinas pode levar a uma redução de 56% nas emissões de amônia. Vacas pegam carona em helicóptero nos Alpes suíços Uma única vaca pode produzir cerca de 30 litros de urina por dia, disse Matthews à agência de notícias Associated Press. Em 2019, o óxido nitroso compreendia 7% de todos os gases de efeito estufa dos EUA, de acordo com a Agência de Proteção Ambiental. Bovinos também emitem metano, por meio do arroto. VÍDEOS: tudo sobre o agronegócios
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13/09 - Empresa anuncia US$ 15 milhões para trazer à vida um mamute extinto há 10 mil anos
Intenção da empresa americana "Colossal" não é fazer cópias perfeitas do gigante extinto, mas sim adaptar o DNA do mamute usando parte do genoma do elefante asiático. Reconstrução de um exemplar de mamute-lanoso que está no Museu Real da Columbia Britânica rpongsaj/Wikimedia Commons Uma empresa de biociência e genética anunciou nesta segunda-feira (13) o investimento de 15 milhões de dólares (cerca de 78 milhões de reais) para trazer o mamute-lanoso de volta à vida. Para recriar o animal extinto há cerca de 10 mil anos, os pesquisadores planejam usar parte do genoma dos elefantes asiáticos. Esqueleto bem preservado de mamute é encontrado em lago no Ártico Pesquisadores descobrem DNA mais antigo do mundo em mamutes da Sibéria O gigante conhecido por suas presas invertidas e alongadas era um mamífero que se alimentava de plantas e habitava as áreas mais congelantes do globo, façanha que só era possível graças às duas camadas de pelo espesso que mantinham seu sangue quente. O audacioso projeto que promete trazer de volta à vida criaturas da Idade do Gelo foi anunciado pela empresa americana Colossal, fundada por Ben Lamm, um empresário de tecnologia e software, e George Church, geneticista pioneiro na abordagem sobre edição de genes e professor de genética de Harvard. Segundo eles, trazer o mamute-lanoso representa não só um grande avanço para a ciência na possibilidade de reverter o cenário de espécies extintas, mas também uma forma de combater às mudanças climáticas. RELEMBRE: Jornal Nacional (2012) - Filhote de mamute começa a ser exposto em países da Ásia É possível trazer espécies extintas de volta à vida? Segundo a Colossal, sim. Contudo, a ideia não é fazer cópias exatas do gigante extinto, mas sim adaptá-lo utilizando parte do DNA do elefante asiático, o animal vivo que possui o maior número de genes semelhantes ao do mamute. "Embora o mamute-lanoso não esteja vivo andando pelas tundra, o código genético do animal está quase 100% vivo nos elefantes asiáticos de hoje. Precisamente, os dois mamíferos compartilham uma composição de DNA 99,6% semelhante", defendem os cientistas. Para isso, os pesquisadores irão criar embriões utilizando células retiradas da pele de elefantes asiáticos e, em laboratório, irão reverter os estágios dessas células até que se tornem células-tronco, que são células mais versáteis e que carregam o DNA dos mamutes. Aquecimento global: animais passam por metamorfose para sobreviver, diz estudo O mistério da 'concepção imaculada' dos tubarões Células específicas responsáveis pela caracterização dos peles, presas, camada de gordura e outras características que fazem os mamutes adaptáveis às regiões mais frias do globo serão identificadas a partir da comparação com o genoma extraído da carcaça de mamutes recuperados no permafrost -nome dado à camada permanentemente congelada abaixo da superfície da Terra. "Graças ao seu habitat no permafrost, tundra e regiões congeladas de estepe, muitos mamutes que morreram nunca se deterioraram completamente - em vez disso, permaneceram selados no gelo para serem descobertos posteriormente. Assim, as amostras de tecido coletadas contêm DNA intacto, comida não digerida nos estômagos dos mamutes, pelos, presas e muito mais", afirmam os pesquisadores. Caso esses processos sejam bem-sucedidos, os embriões serão levados para uma barriga de aluguel ou um útero artificial, onde serão gestados. A gestação de um elefante, caso se desenvolva sem problemas, dura 22 meses. RELEMBRE: Jornal das Dez (2015) - Esqueleto de um mamute é encontrado por um fazendeiro nos Estados Unidos Como poderia ajudar no combate às mudanças climáticas? Segundo os pesquisadores, os mamutes poderiam ajudar a combater o avanço das mudanças climáticas trazendo de volta a vegetação original das tundras, que mais se assemelham a um pasto, do que o que é atualmente, coberto por musgos. Isso ajudaria a evitar o aquecimento do permafrost e, consequentemente, seu descongelamento. Pesquisadores estimam que o permafrost mantém quase 1,7 trilhão de toneladas de carbono aprisionado, ou seja, quase o dobro do dióxido de carbono (CO2) presente na atmosfera. G1 no YouTube
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13/09 - Refugiados climáticos: 17 milhões de pessoas na América Latina poderão ser forçadas a migrarem até 2050
Relatório do Banco Mundial alerta que, ao todo, 216 milhões de pessoas poderão ter que deixar suas regiões por causa das alterações do clima. Pessoas passam diante de uma casa destruída pelo terremoto em Les Cayes, no Haiti Joseph Odelyn/AP O Banco Mundial publicou um alerta preocupante sobre os efeitos das mudanças climáticas na vida dos seres humanos já para os próximos anos: 216 milhões de pessoas em seis regiões do mundo, incluindo a América Latina, poderão ser forçadas a se mudarem de seus países até 2050 para fugirem de eventos climáticos adversos. De acordo com o relatório "Groundswell", publicado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Mundial, as pessoas serão forçadas a se mudarem das suas regiões por causa, principalmente, de: Escassez de água Diminuição da produtividade no campo como um todo Temperaturas muito elevadas (estresse térmico) Aumento do nível do mar, o que levará a perda de terras Eventos climáticos extremos, como tempestades Enchentes, neve e calor extremo: como as mudanças climáticas afetam o planeta A região mais afetada deverá ser a África Subsaarinana, concentrando quase 40% dos migrantes climáticos (86 milhões) das próximas três décadas. Na sequência aparece o Leste Asiático e Pacífico, com 22,6% (49 milhões) das futuras migrações do tipo. A América Latina também é classificada como área de alerta, de onde deverão sair 17 milhões de migrantes climáticos até 2050, mais de 7% do total para o período. Demais populações que deverão sofrer com as alterações do clima estão no Sul da Ásia, Ásia Central, África do Norte e a Europa Oriental. Migração por causa das mudanças climática no mundo, segundo Banco Mundial Arte/G1 O vice-presidente de Desenvolvimento Sustentável do Banco Mundial, Juergen Voegele, aponta que os mais afetados pelas mudanças climáticas já são e continuarão sendo os mais pobres do mundo, justamente "aqueles que menos contribuem para suas causas". Porém, ele lembra que os efeitos do aquecimento global são sentidos por todos. "Os impactos das mudanças climáticas são cada vez mais visíveis. Acabamos de viver a década mais quente já registrada e estamos vendo eventos climáticos extremos em todo o mundo, com mudanças no clima da Terra ocorrendo em todas as regiões", diz Voegele. Veja também: VÍDEO: Entenda onda de frio que atingiu o Brasil no fim de julho VÍDEO: Veja cenas de eventos climáticos extremos pelo mundo Década de 2010 a 2019 foi a mais quente da história Mudança climática: 7 pontos sobre como será a vida na Terra nos próximos 30 anos, segundo a ONU Dois homens observam mar agitado pela chegada dos ventos do furacão Hanna, em Corpus Christi, Texas, no sábado (25) AP Photo/Eric Gay Em agosto, o Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês), afirmou que as mudanças climáticas causadas pelos seres humanos são irrefutáveis, irreversíveis e levaram a um aumento de 1,07º na temperatura do planeta, afetando todas as sub-regiões do mundo. Um dos alertas diz que a influência humana aumentou a chance de eventos extremos desde 1950 e isso inclui a frequência da ocorrência de ondas de calor, secas em escala global, incidência de fogo e inundações. América Latina O relatório anterior do Banco Mundial sobre os refugiados climáticos, publicado em 2018, já destacava a América Latina como local de alerta para refugiados ambientais. "Três anos atrás, o primeiro relatório Groundswell projetou que, até 2050, as mudanças climáticas poderiam levar 143 milhões de pessoas em três regiões do mundo (Sul da Ásia, América Latina e África Subsaariana) a migrar dentro de seus próprios países", lembrou Voegele. Moradores removem destroços de suas casas destruídas pela passagem do furacão Iota em Puerto Cabezas, na Nicarágua, no dia 17 de outubro de 2020 Oswaldo Rivas/Reuters O Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas também apontou a América Latina como área de preocupação para as mudanças climáticas nas próximas décadas. Entre as projeções para a América do Sul estão: Crescimento na duração das secas no Nordeste brasileiro; Redução nas chuvas no Nordeste da América do Sul (Nordeste do Brasil) e Sudoeste da região (Chile e sul do Peru). Crescimento da seca, da aridez e/ou das queimadas no sul da Amazônia brasileira e em parte do Centro-Oeste. Número de dias com temperaturas máximas superiores a 35°C na Amazônia aumentarão em, no mínimo, 60 dias por ano até o final do século (podendo passar de 150 dias em um cenário mais extremo); Mudança no regime das monções no sul da Amazônia brasileira e em parte do Centro-Oeste, com atraso nas chuvas torrenciais; Impacto das mudanças na América do Sul: as projeções do IPCC Editoria de Arte/G1 Janela de oportunidade Apesar dos alertas, o documento conclui que, caso os países em todo o mundo adotem medidas imediatas para reduzir as emissões globais dos gases de efeito estufa, apoiar o desenvolvimento sustentável e restaurar seus ecossistemas, os fatores que impulsionam a migração climática poderão ser reduzidos em até 80%. Ou seja, a migração climática poderá ser reduzida para 44 milhões de pessoas em 2050. Em 2018, o Banco Mundial anunciou um investimento de US$ 200 bilhões (cerca de R$ 773 bilhões na época) para "apoiar países a tomarem ações climáticas ambiciosas", como sistemas de alerta antecipado sobre eventos climáticos e serviços de informação climática para melhor preparar 250 milhões de pessoas em 30 países em desenvolvimento, além de investimentos em agricultura inteligente em 20 nações. O dinheiro deve ser investido entre 2021 e 2025. Outra metade do investimento do Banco Mundial anunciado em 2018 deve ir para "construir casas, escolas e infraestruturas melhor adaptadas, e investir em agricultura inteligente, gestão sustentável de água e redes de segurança social".
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13/09 - Alta comissária da ONU pede proteção de indígenas e ambientalistas do Brasil
O alerta de Bachelet ocorre uma semana antes da viagem do presidente Jair Bolsonaro a Nova York. Como manda a tradição, o Brasil abre a Assembleia Geral da ONU, na qual o líder brasileiro deve responder às afirmações da alta comissária. Indígenas kayapó patrulham Terra Indígena Menkragnoti para proteger território de garimpeiros e madeireiros, na aldeia Krimej, sudoeste do Pará, no dia 7 de setembro. Lucas Landau/Reuters A proteção do meio ambiente, de povos indígenas e ativistas é "o desafio mais importante para o exercício dos direitos humanos", afirmou nesta segunda-feira (13) a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet. Na abertura da 48ª sessão do Conselho de Direitos Humanos em Genebra, a ex-presidente chilena fez um apelo direto às autoridades brasileiras. "No Brasil, estou alarmada por ataques recentes contra membros dos povos Yanomami e Munduruku por mineiros ilegais na Amazônia", disse a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos. Segundo ela, a expansão de atividades do setor e "tentativas de legalizar a entrada de empresas em territórios indígenas" são motivo de forte preocupação no Conselho dos Direitos Humanos da ONU. A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, durante sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre a situação no Afeganistão, em 24 de agosto de 2021 Denis Balibouse/Reuters Crianças Yanomami com malária morrem por falta de socorro em comunidade, diz Conselho de Saúde Desnutrição infantil, garimpo e Covid: entenda os problemas que afligem a Terra Indígena Yanomami "Eu apelo às autoridades para reverter políticas que afetam negativamente os povos indígenas", ressaltou Bachelet, durante discurso transmitido ao vivo no canal das Nações Unidas no YouTube.  A chilena também criticou o projeto de lei antiterrorismo que está sendo analisado no Brasil. Segundo ela, o texto pode resultar em abusos e perseguições de ambientalistas e defensores dos direitos humanos no país.  O alerta de Bachelet ocorre uma semana antes da viagem do presidente Jair Bolsonaro a Nova York. Como manda a tradição, o Brasil abre a Assembleia Geral da ONU, na qual o líder brasileiro deve responder às afirmações da alta comissária.  No Senado, Greta Thunberg diz que atuação de líderes do Brasil no meio ambiente é 'vergonhosa' Ação climática ambiciosa Foto mostra fumaça subindo em meio à vegetação perto da Transamazônica em Humaitá (AM), no dia 8 de setembro. Bruno Kelly/Reuters A poucas semanas da 26ª Conferência Mundial sobre o Clima (COP26), em Glasgow, Bachelet também pediu uma "ação climática mais ambiciosa" contra o aquecimento global, a poluição e a destruição da biodiversidade. Segundo ela, a "tripla crise planetária", em grande parte provocada pela ação do homem, já tem um impacto amplo e direto sobre uma série de direitos humanos, como "os direitos a uma alimentação adequada, à água, educação, moradia, saúde, ao desenvolvimento e inclusive à vida". A poluição "é a causa de uma a cada seis mortes mortes prematuras", reiterou. Garimpo em terras indígenas cresce 495% em dez anos A alta comissária enumerou uma lista de crises ambientais pelo mundo, incluindo, entre outras, a fome em Madagascar, a desertificação na região do Sahel, a escassez de recursos hídricos no Oriente Médio, os incêndios na Sibéria e na Califórnia e as inundações na China e Alemanha. "Abordar a tripla crise ambiental mundial é um imperativo e é "alcançável", disse. China e palestinos Instalação murada em Xinjiang, na China, onde o governo chinês é acusado de deter muçulmanos da etnia uigur pela religião Aysha Khan/RNS via AP Bachelet afirmou que várias outras regiões enfrentam violações dos direitos humanos. É o caso de Xinjiang, onde vive a etnia muçulmana uigur. Segundo a chilena, seu escritório está "finalizando a avaliação das informações disponíveis no local para divulgar publicamente". A China rejeita uma investigação em Xinjiang. O governo americano, com base em estudos de investigadores ocidentais, acusa Pequim de ter detido mais de um milhão de membros desta minoria em campos de trabalho forçados. O governo chinês recusa o número e se refere a esses locais como "centros de formação profissional". Relatório acusa a China de esterilizar a população uigur Bachelet também chamou a atenção do Conselho sobre a "continuidade e multiplicação dos casos de uso excessivo ou totalmente injustificável da força contra civis palestinos por parte das forças de segurança israelenses". Palestinos protestam no norte da Faixa de Gaza contra a "Marcha das Bandeiras", passeata de grupos israelenses de extrema-direita dentro e ao redor da Cidade Velha, em Jerusalém Oriental, que comemoram a "conquista" da Cidade Sagrada durante a Guerra dos Seis Dias Mohammed Salem/Reuters Desde janeiro, 54 palestinos, incluindo 12 menores de idade, morreram em ações das forças israelenses na Cisjordânia ocupada, um número que representa mais que o dobro de todo o ano de 2020. Além disso, mais de 1.000 pessoas foram feridas por tiros. A alta comissária expressou preocupação com as "medidas de repressão da dissidência adotadas nos últimos meses" pelas autoridades palestinas. Ela disse que teme um agravamento da situação. A ex-presidente chilena denunciou em particular "o uso injustificado" da força por parte da polícia palestina durante as manifestações que ocorreram após a morte de Nizar Banat, um militante crítico da Autoridade Palestina que faleceu em junho pouco depois de ser preso. Veja VÍDEOS de natureza e meio ambiente:
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13/09 - Estados Unidos exterminam segundo ninho de vespas assassinas
Insetos atacam abelhas e vespas de outras espécies, matando toda a população e consumindo tudo o que tem nas colmeias. O que se sabe sobre vespas assassinas encontradas no EUA O Departamento de Agricultura do Estado de Washington (WSDA - sigla em inglês), nos Estados Unidos, divulgou nas redes sociais que mais um ninho de vespas assassinas foi encontrado e eliminado. Este é o segundo ninho da vespa derrubado pelo órgão. Saiba mais: Caçada às 'vespas assassinas': cientistas conseguem capturar animal nos EUA após meses de armadilhas Tudo que você precisa saber sobre as vespas-mandarinas que apareceram nos EUA ‘Vespas assassinas’ não representam perigo tão grande a humanos, dizem especialistas nos EUA As vespas assassinas, que podem chegar até 5 centímetros recebem este nome porque quando atacam abelhas e vespas de outras espécies matam toda a população, além de consumirem tudo o que tem nas colmeias. Por isso, elas também prejudicam a polinização. Estados Unidos derrubam segundo ninho de vespas assassinas Reprodução / WSDA Veja abaixo vídeo da primeira exterminação feita pelo WSDA. VÍDEO: Ninho de vespas gigantes asiáticas é destruído no estado de Washington Essa espécie de vespa não é nativa da América do Norte, mas, sim, da Ásia. O primeiro ninho derrubado pelo órgão foi em agosto. Na ocasião, os insetos tentaram atacar os trabalhadores que ficaram responsáveis por acabar com o foco, mas a roupa protetora impediu que eles fossem picados. Um terceiro ninho foi localizado e deve ser eliminado nos próximos dias. Vespas assassinas medem até 5 cm e atrapalham a polinização Reprodução /WSDA Veja também: Mais dois peixes invasores venenosos são capturados em Noronha Entenda por que peixes-leão ameaçam ecossistema Vídeos: tudo sobre agronegócios
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13/09 - Semana terá frente fria no Sul e risco de queimadas no centro do país; veja previsão do tempo
Em grande parte do país, tempo fica firme, mas há alerta de tempestade para Região Sul e parte de Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira. Veja previsão para as capitais nesta semana. Imagens de satélite mostram baixa pressão sobre o RS que vai originar frente fria A 9 dias do início da primavera, o Brasil terá, nesta semana, a última frente fria do inverno, que deverá derrubar as temperaturas e trazer risco de temporal em todo o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina e Paraná (veja vídeo acima). Em grande parte do país, o tempo fica firme, mas há alerta de tempestade, com perigo potencial, para partes do Paraná, de Santa Catarina de Mato Grosso do Sul e do Rio Grande do Sul até as 23h desta segunda (13): Paraná: noroeste, oeste, sudeste, sudoeste, região serrana, centro-sul Santa Catarina: oeste, sul Mato Grosso do Sul: sudoeste Rio Grande do Sul: nordeste Para a região Norte e o Maranhão, há alerta de chuva intensa até o meio-dia desta segunda-feira (13) para: Pará: nordeste, sudeste, Marajó, sudoeste e Região Metropolitana de Belém Maranhão: oeste, leste, norte, centro, sul, Acre: Vale do Acre, Vale do Juruá Tocantins: Mesorregião Ocidental Amazonas: Baixo Amazonas, centro, sudoeste, sul e norte Mato Grosso: norte Rondônia: leste e Madeira-Guaporé Amapá: norte e sul Roraima: sul No centro do país, as temperaturas altas e o clima seco favorecem o surgimento de queimadas (veja imagem abaixo). Imagem mostra quantidade de água disponível no solo nas regiões brasileiras nesta segunda-feira (13). Reprodução/TV Globo Veja a previsão do tempo nas capitais para esta semana, segundo o Inmet: Aracaju Segunda: 24ºC / 29ºC. Umidade de 60% a 90%. Muitas nuvens com chuva isolada.
 Terça: 23ºC / 28ºC. Umidade de 50% a 80%. Tempo encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
 Quarta: 24ºC / 28ºC. Umidade de 65% a 75%. Poucas nuvens com chuva isolada.
 Quinta: 23ºC / 28º C. Umidade de 65% a 80%. Poucas nuvens com chuva isolada.
 Sexta: 24ºC / 30ºC. Umidade de 50% a 80%. Tempo claro.
 Belém Segunda: 23ºC / 34ºC. Umidade de 55% a 95%. Muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada.
 Terça: 23ºC / 32ºC. Umidade de 60% a 95%. Muitas nuvens com chuva isolada.
 Quarta: 23ºC / 33ºC. Umidade de 35% a 90%. Poucas nuvens.
 Quinta: 23ºC / 34ºC. Umidade de 40% a 90%. Muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
 Sexta: 22ºC / 33ºC. Umidade de 50% a 100%. Tempo claro.
 Belo Horizonte Segunda: 19ºC / 33ºC. Umidade de 20% a 60%. Poucas nuvens.
 Terça: 18ºC / 33ºC. Umidade de 20% a 60%. Pela manhã, tempo encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. À tarde e à noite, tempo claro.
 Quarta: 19ºC / 35ºC. Umidade de 20% a 65%. Poucas nuvens.
 Quinta: 19ºC / 30ºC. Umidade de 30% a 70%. Poucas nuvens.
 Sexta: 16ºC / 30ºC. Umidade de 30% a 80%. Tempo claro.
 Boa Vista Segunda: 24ºC / 36ºC. Umidade de 65% a 95%. Muitas nuvens, com possibilidade chuva isolada à tarde e à noite.
 Terça: 24ºC / 35ºC. Umidade de 55% a 90%. Muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada pela manhã; à tarde, poucas nuvens com possibilidade de chuva isolada. À noite, poucas nuvens.
 Quarta: 23ºC / 36ºC. Umidade de 45% a 90%. Muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
 Quinta: 24ºC / 36ºC. Umidade de 50% a 90%. Muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas.
 Sexta: 25º 37ºC. Umidade de 35% a 90%. Tempo encoberto com chuvisco.
 Brasília Segunda: 21ºC / 33ºC. Umidade de 15% a 35%. Poucas nuvens com névoa seca
 Terça: 20ºC / 34ºC. Umidade de 15% a 40%. Pela manhã, tempo encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. À tarde e à noite, tempo claro.
 Quarta: 19ºC / 35ºC. Umidade de 15% a 50%. Poucas nuvens com névoa seca.
 Quinta: 20ºC / 34ºC. Umidade de 15% a 45%. Poucas nuvens com névoa seca
. Sexta: 20ºC / 35ºC. Umidade de 20% a 50%. Tempo claro.
 Campo Grande Segunda: 24ºC / 36ºC 
. Umidade de 20% a 60%. Poucas nuvens pela manhã e à tarde. Muitas nuvens à noite. Terça:
 25ºC / 36ºC. Umidade de 25% a 60%. Pela manhã, encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. À tarde e à noite, tempo claro. Quarta:
 22ºC / 32ºC. Umidade de 35% a 85%. Muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Quinta:
 19ºC / 31ºC. Umidade de 30% a 80%. Muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Sexta:
 23ºC / 41ºC. Umidade de 20% a 85%. Tempo encoberto com chuvisco. Cuiabá Alerta de tempestades aparece em 21 cidades de MT, aponta Inmet Segunda: 29ºC / 41ºC. Umidade de 15% a 50%. Poucas nuvens. Terça:
 26ºC / 40ºC. Umidade de 20% a 55%. Pela manhã, tempo encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Pela tarde, tempo claro. À noite, tempo encoberto. Quarta:
 26ºC / 41ºC. Umidade de 15% a 55%. Poucas nuvens. Quinta:
 26ºC / 41ºC. Umidade de 10% a 60%. Poucas nuvens com névoa seca. Sexta:
 26ºC / 44ºC. Umidade de 10% a 70%. Tempo claro. Curitiba Segunda: 13ºC / 30ºC. Umidade de 30% a 95%. Pela manhã, muitas nuvens com névoa úmida. À tarde e à noite, muitas nuvens. À noite, pancadas de chuva isoladas. Terça: 17ºC / 25ºC. Umidade de 30% a 70%. Tempo encoberto, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas pela manhã. Quarta: 9ºC / 19ºC. Umidade de 40% a 100%. Tempo nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Quinta: 9ºC / 13ºC. Umidade de 90% a 100%. Tempo nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Sexta: 10ºC / 16ºC. Umidade de 90% a 100%. Tempo encoberto com pancadas de chuva isoladas. Florianópolis Segunda: 21ºC / 25ºC. Umidade de 70% a 95%. Muitas nuvens, com pancadas de chuva isoladas à tarde e à noite. Terça: 18ºC / 23ºC. Umidade de 60% a 100%. Tempo encoberto, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas pela manhã. Quarta: 13ºC / 18ºC. Umidade de 65% a 95%. Tempo nublado com chuva isolada. Quinta: 13ºC / 17ºC. Umidade de 80% a 95%. Muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada. Sexta: 12ºC / 18ºC. Umidade de 80% a 100%. Tempo encoberto com chuva isolada. Fortaleza Segunda: 23ºC / 33ºC. Umidade de 55% a 95%. Poucas nuvens. Terça: 23ºC / 32ºC. Umidade de 50% a 90%. Poucas nuvens pela manhã e à noite; à tarde, tempo claro. Quarta: 24ºC / 32ºC. Umidade de 50% a 75%. Poucas nuvens. Quinta: 24ºC / 32ºC. Umidade de 50% a 80%. Poucas nuvens. Sexta: 24ºC / 31ºC. Umidade de 40% a 80%. Tempo claro. Goiânia Segunda: 19ºC / 38ºC. Umidade de 15% a 60%. Poucas nuvens com névoa seca. Terça: 22ºC / 38ºC. Umidade de 10% a 40%. Pela manhã, tempo encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. À tarde e à noite, tempo claro. Quarta: 23ºC / 37ºC. Umidade de 15% a 50%. Poucas nuvens. Quinta: 23ºC / 38ºC. Umidade de 10% a 40%. Poucas nuvens com névoa seca. Sexta: 24ºC / 37ºC. Umidade de 15% a 40%. Tempo claro. João Pessoa Segunda: 22ºC / 30ºC. Umidade de 60% a 95%. Muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada. Terça: 23ºC / 29ºC. Umidade de 60% a 95%. Muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada pela manhã, e, à tarde e a noite, poucas nuvens, mas ainda com possibilidade de chuva isolada. Quarta: 23ºC / 29ºC. Umidade de 55% a 85%. Poucas nuvens com chuva isolada. Quinta: 23ºC / 29ºC. Umidade de 50% a 80%. Poucas nuvens com chuva isolada. Sexta: 22ºC / 30ºC. Umidade de 45% a 90%. Tempo claro. Macapá Segunda: 23ºC / 34ºC. Umidade de 65% a 95%. Muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada. À tarde e a noite, pancadas de chuva isoladas. Terça: 24ºC / 36ºC. Umidade de 55% a 95%. Muitas nuvens com chuva isolada pela manhã e à tarde. À noite, poucas nuvens. Quarta: 23ºC / 36ºC. Umidade de 30% a 85% Tempo nublado. Quinta: 22ºC / 35ºC. Umidade de 30% a 90%. Poucas nuvens. Sexta: 22ºC / 37ºC. Umidade de 30% a 90%. Tempo claro. Maceió Segunda: 23ºC / 29ºC. Umidade de 65% a 95%. Muitas nuvens com chuva isolada. Terça: 23ºC / 30ºC. Umidade de 65% a 95%. Muitas nuvens com chuva isolada pela manhã e à tarde. À noite, tempo nublado com possibilidade de chuva isolada. Quarta: 22ºC / 29ºC. Umidade de 55% a 90% Poucas nuvens com chuva isolada. Quinta: 23ºC / 30ºC. Umidade de 40% a 80%. Poucas nuvens com chuva isolada. Sexta: 21ºC / 30ºC. Umidade de 40% a 90%. Poucas nuvens. Manaus Segunda: 26ºC / 35ºC. Umidade de 65% a 95%. Muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas pela manhã; à tarde e à noite, muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Terça: 25ºC / 34ºC. Umidade de 60% a 95%. Muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas pela manhã e à tarde. À noite, muitas nuvens com chuva isolada. Quarta: 25ºC / 36ºC. Umidade de 60% a 100%. Muitas nuvens com pancadas de chuva. Quinta: 25ºC / 35ºC. Umidade de 55% a 100%. Muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas. Sexta: 23ºC / 34ºC. Umidade de 50% a 100%. Tempo encoberto com chuvisco. Natal Segunda: 23ºC / 30ºC. Umidade de 60% a 95%. Muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada. Terça: 23ºC / 29ºC. Umidade de 60% a 95%. Muitas nuvens, com chuva isolada pela manhã. Quarta: 23ºC / 29ºC. Umidade de 55% a 85%. Poucas nuvens com chuva isolada. Quinta: 24ºC / 30ºC. Umidade de 50% a 75%. Poucas nuvens com chuva isolada. Sexta: 23ºC / 30ºC. Umidade de 50% a 80%. Tempo claro. Palmas Segunda: 26ºC / 38ºC. Umidade de 20% a 85%. Poucas nuvens. Terça: 26ºC / 37ºC. Umidade de 20% a 80%. Tempo claro. Quarta: 25ºC / 40ºC. Umidade de 20% a 55%. Poucas nuvens com névoa seca. Quinta: 25ºC / 41ºC. Umidade de 15% a 50%. Tempo claro. Sexta: 23ºC / 41ºC. Umidade de 10% a 50%. Tempo claro. Porto Alegre Segunda: 19ºC / 22ºC. Umidade de 70% a 85%. Tempo nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Terça: 15ºC / 20ºC. Umidade de 80% a 100%. Tempo encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas pela manhã e à noite. À tarde, tempo encoberto com chuva isolada. Quarta: 10ºC / 17ºC. Umidade de 60% a 90%. Poucas nuvens. Quinta: 9ºC / 19ºC. Umidade de 60% a 95%. Poucas nuvens. Sexta: 9ºC / 21ºC. Umidade de 60% a 100%. Tempo claro. Porto Velho Segunda: 25ºC / 35ºC. Umidade de 55% a 95%. Muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas. Terça: 24ºC / 33ºC. Umidade de 45% a 90%. Poucas nuvens. Quarta: 25ºC / 37ºC. Umidade de 30% a 85%. Muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Quinta: 25ºC / 35ºC. Umidade de 30% a 90%. Muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas. Sexta: 24ºC / 36ºC. Umidade de 40% a 90%. Tempo encoberto com chuvisco. Recife Segunda: 22ºC / 30ºC. Umidade de 60% a 95%. Muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada. Terça: 23ºC / 30ºC. Umidade de 40% a 80%. Pela manhã, tempo encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. À tarde, tempo nublado, e, à noite, muitas nuvens. Quarta: 23ºC / 29ºC. Umidade de 60% a 85%. Poucas nuvens com chuva isolada. Quinta: 24ºC / 29ºC. Umidade de 45% a 80%. Poucas nuvens com chuva isolada. Sexta: 22ºC / 30ºC. Umidade de 40% a 80%. Tempo claro. Rio Branco Segunda: 24ºC / 32ºC. Umidade de 50% a 95%. Muitas nuvens, com pancadas de chuva isoladas à tarde e à noite. Terça: 24ºC / 35ºC. Umidade de 30% a 90%. Pela manhã, tempo encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. À tarde, tempo claro, e, à noite, encoberto. Quarta: 25ºC / 36ºC. Umidade de 30% a 95%. Muitas nuvens com pancadas de chuva. Quinta: 25ºC / 35ºC. Umidade de 40% a 90%. Muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas. Sexta: 24ºC / 36ºC. Umidade de 35% a 90%. Tempo encoberto com chuvisco. Rio de Janeiro Segunda: 20ºC / 32ºC. Umidade de 50% a 95%. Muitas nuvens, com possibilidade de chuva isolada pela manhã. Terça: 23ºC / 36ºC. Umidade de 30% a 100%. Pela manhã, tempo encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. À tarde, tempo claro, e, à noite, encoberto. Quarta: 23ºC / 30ºC. Umidade de 65% a 90%. Muitas nuvens com chuva isolada. Quinta: 20ºC / 23ºC. Umidade de 70% a 95%. Tempo nublado com chuva isolada. Sexta: 19ºC / 30ºC. Umidade de 55% a 100%. Tempo encoberto. Salvador Segunda: 23ºC / 29ºC. Umidade de 65% a 95%. Muitas nuvens, com possibilidade de chuva isolada pela manhã. Terça: 23ºC / 27ºC. Umidade de 60% a 80%. Pela manhã, tempo encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. À tarde e à noite, tempo encoberto. Quarta: 23ºC / 27ºC. Umidade de 55% a 85%. Poucas nuvens com chuva isolada. Quinta: 23ºC / 27ºC. Umidade de 55% a 85%. Poucas nuvens com chuva isolada. Sexta: 22ºC / 30ºC. Umidade de 50% a 90%. Tempo claro. São Luís Segunda: 23ºC / 31ºC. Umidade de 55% a 95%. Muitas nuvens, com possibilidade de chuva isolada. Terça: 24ºC / 33ºC. Umidade de 40% a 80%. Pela manhã, tempo encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. À tarde, tempo encoberto, e, à noite, claro. Quarta: 25ºC / 34ºC. Umidade de 50% a 80%. Tempo nublado. Quinta: 25ºC / 34ºC. Umidade de 45% a 85%. Muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Sexta: 25ºC / 34ºC. Umidade de 40% a 90%. Tempo claro. São Paulo Segunda: 17ºC / 35ºC. Umidade de 20% a 95%. Pela manhã, muitas nuvens com névoa úmida. À tarde e à noite, poucas nuvens. Terça: 19ºC / 35ºC. Umidade de 20% a 85%. Pela manhã, tempo encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. À tarde e à noite, tempo encoberto. Quarta: 16ºC / 21ºC. Umidade de 80% a 100%. Muitas nuvens com chuva isolada. Quinta: 15ºC / 19ºC. Umidade de 80% a 100%. Tempo nublado com chuva isolada. Sexta: 15ºC / 27ºC. Umidade de 50% a 100%. Tempo encoberto com chuvisco. Teresina Segunda: 21ºC / 39ºC. Umidade de 25% a 90%. Poucas nuvens. Terça:
 26ºC / 38ºC. Umidade de 20% a 60%. Pela manhã, tempo encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. À tarde e à noite, tempo encoberto. Quarta:
 25ºC / 40ºC. Umidade de 20% a 75%. Poucas nuvens. Quinta:
 26ºC / 39ºC. Umidade de 20% a 75%. Poucas nuvens. Sexta:
 26ºC / 39ºC. Umidade de 20% a 60%. Tempo encoberto. Vitória Segunda: 19ºC / 31ºC. Umidade de 50% a 95%. Poucas nuvens. Terça: 22ºC / 30ºC. Umidade de 50% a 90%. Pela manhã, tempo encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. À tarde e à noite, tempo claro. Quarta: 22ºC / 30ºC. Umidade de 50% a 85%. Poucas nuvens com chuva isolada. Quinta: 22ºC / 29ºC. Umidade de 55% a 95%. Poucas nuvens. Sexta: 19ºC / 29ºC. Umidade de 50% a 95%. Tempo claro. Veja VÍDEOS de natureza e meio ambiente:
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13/09 - Carne ainda mais cara e pecuária mais poluente: os efeitos da mudança climática
Mais calor e menos água devem prejudicar a qualidade do pasto, afetando a produção de carne, dizem cientistas. Preços altos vão tornar o consumo do produto ainda mais desigual. Mais calor e menos água devem prejudicar a qualidade do pasto, afetando a produção de carne, dizem cientistas. Preços altos vão tornar o consumo do produto ainda mais desigual Getty Images Quem está pagando R$ 40 o quilo em cortes de segunda ou já nem vê mais carne no prato neste ano de 2021 deve achar que pior do que está, a coisa não fica. Mas como no Brasil, diz o ditado, "no fundo do poço tem um alçapão", os cientistas trazem más notícias: pode ficar muito pior. O motivo é o rápido e já perceptível Seca vai deixar alimentos ainda mais caros; entenda Como as mudanças climáticas podem impactar a produção de alimentos no Brasil Durante dez anos, pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) em Ribeirão Preto simularam os efeitos do aumento de temperatura e menor oferta de água sobre a qualidade do pasto, que serve de alimento para mais de 90% do gado de corte brasileiro. Eles constataram que a qualidade das folhas será severamente afetada pelo aumento de pelo menos 2°C esperado nas temperaturas nos próximos anos. Com isso, vai ser mais difícil engordar o gado, ou será preciso complementar a alimentação dos animais "a cocho" — expressão usada pelos pecuaristas para a nutrição do gado em confinamento, geralmente feita com grãos como milho, soja e sorgo — o que tende a reduzir a oferta ou encarecer ainda mais a carne bovina. 'Quando aumenta a temperatura e chove menos, as plantas vão produzir menos folhas e a qualidade da folha também muda' Getty Images E talvez ainda mais grave: o pasto com menos proteína e mais lignina (um componente indigerível pelos animais) pode levar os bois a produzirem ainda mais metano no seu processo digestivo. Com isso, uma atividade que já é considerada atualmente uma "vilã" do clima pode contribuir ainda mais para as mudanças climáticas, num ciclo vicioso. Em outro processo pernicioso, o aumento de temperaturas deve fazer o gado precisar de ainda mais água para se refrescar, num ambiente onde a oferta do líquido será mais restrita. Diante desse cenário, o recado dos cientistas é unânime: é preciso atuar já para mitigar as mudanças climáticas, melhorar o uso dos recursos hídricos pela agropecuária e desenvolver novas forrageiras (como são chamadas as plantas usadas na alimentação animal) mais resistentes ao calor e à falta de água. A boa notícia, diz a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), é que o país já tem experiência no assunto, pois produz proteína animal no semiárido, que é uma espécie de "microcosmo" do que será um Brasil futuro mais quente e com menos chuva. Produção de carne e leite depende do acesso do gado a pastos de boa qualidade e em boa quantidade Getty Images O gado e a grama "Lá na USP Ribeirão Preto, nós temos uma estrutura montada para simular o clima futuro. Basicamente: o incremento do CO2 [gás carbônico, principal responsável pelo efeito-estufa], o aumento da temperatura e a falta de água", conta o professor Carlos Alberto Martinez Y Huaman, do departamento de Biologia da USP em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. "Nosso objetivo principal foi fazer uma simulação de como as pastagens poderiam responder às mudanças climáticas — ao aumento da temperatura em 2°C, ao aumento do CO2 em 50% e à restrição hídrica", explica o pesquisador. "Escolhemos para começar duas forrageiras brasileiras, uma gramínea e uma leguminosa, que foram cultivadas nesses ambientes modificados." E o que os pesquisadores encontraram nesses dez anos de estudos? "Encontramos o seguinte: o aumento de temperatura e a falta de água são muito prejudiciais para os pastos. Não somente para a produção de biomassa, mas também para a qualidade das folhas, que é a parte da planta que o gado come", diz Martinez, lembrando que os pastos ocupam no Brasil cerca de 160 milhões de hectares — uma área equivalente ao Irã e maior do que todo o Estado do Amazonas, a maior unidade federativa brasileira em território. Tanto a produção de carne, como a de leite, dependem do acesso do gado a pastos de boa qualidade e em boa quantidade. "Quando aumenta a temperatura e chove menos, as plantas vão produzir menos folhas e a qualidade da folha também muda: começa a cair o teor de proteína — nós encontramos uma queda entre 20% e 30%." "Com menos proteína e mais lignina — um polímero que o gado não consegue digerir —, o aproveitamento do pasto pelo gado cai. Assim, ele ganha menos peso. Para compensar, o gado vai ter que comer mais folha, mais pasto, ou o pecuarista vai ter que dar suplemento alimentar, se não o gado não engorda", afirma. "E se aumenta o teor de lignina, pode haver maior emissão de metano, um gás do efeito estufa que tem 20 vezes mais efeito de aquecimento que o CO2. Então pode causar mais problemas para as mudanças climáticas", alerta o especialista. Com a mudança climática também se altera a microbiota do solo — microbiota é o nome que se dá aos microrganismos que vivem em um ambiente. "Surgem fungos patogênicos que causam doenças nas plantas, isso é ruim para elas e para a produção pecuária." Além da emissão de metano, também podem aumentar as emissões de óxido nitroso, um gás que tem 300 vezes mais efeito de aquecimento que o CO2. "Quando se altera o ambiente e é aplicado, por exemplo, um adubo nitrogenado no pasto, pode haver uma perda grande de nitrogênio na forma de óxido nitroso. Isso tem impacto nas mudanças climáticas, contribuindo para o aquecimento global", explica o pesquisador. Preço da carne e desigualdade social Entre as soluções para mitigar o problema, Martinez enumera: o uso de plantas mais resistentes à seca, a fixação biológica do nitrogênio (feita através de bactérias colocadas junto com as sementes que fixam o componente químico no solo) e a recuperação de pastos degradados para evitar o avanço do desmatamento. Ele também defende o incentivo ao método de produção chamado ILPF (integração lavoura-pecuária-floresta), que inclusive ajuda no controle de temperatura na criação dos animais, que podem recorrer à sombra das árvores para se proteger, diminuindo consequentemente a necessidade de consumo de água pelo gado num futuro que será mais quente. "É preciso que a informação chegue aos produtores, aos tomadores de decisão, para que vejam que o problema já está acontecendo. As mudanças climáticas e os eventos extremos estão ocorrendo dia a dia", alerta. "Se não tomarmos medidas para enfrentar essa situação, o preço da carne e do leite vai subir, para compensar o aumento de custo que os pecuaristas terão com a piora da qualidade do pasto. É um problema social, econômico e científico", conclui. 'Se não tomarmos medidas para enfrentar as mudanças climáticas, o preço da carne e do leite vai subir', diz Carlos Martinez, da USP Ribeirão Preto Getty Images Ao se vislumbrar esse futuro de preços ainda mais altos, é preciso levar em conta que o consumo de carne é um importante marcador de desigualdade social no Brasil. Segundo um estudo de pesquisadores do IFMG (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais), com base em dados da POF do IBGE (Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o consumo médio per capita anual de carne bovina entre 2008 e 2009 era de 17,61 kg para as classes com rendimento acima de R$ 6,2 mil, sendo 11,33 kg de carne de primeira e 6,28 kg de carne de segunda. Para as classes com renda até R$ 830, o consumo médio por pessoa anual era de 8,88 kg, sendo 6,03 kg de carne de segunda e 2,85 kg de carne de primeira. Ou seja: um futuro em que as mudanças climáticas torne as carnes ainda mais caras deve aprofundar a desigualdade no acesso às proteínas mais nobres. "O que estava previsto para acontecer até 2050, 2100, agora se espera que aconteça até 2030, 2040. As estimativas mais pessimistas já falam que podemos chegar em cinco anos a [um aumento de temperatura de] 1,5°C, que é o limite do Acordo de Paris", alerta Martinez. "Normalmente, aqui no Brasil, a época de seca durava entre dois e quatro meses. Se a seca dura cinco, seis, oito meses, não há forma de cultivar plantas. Isso cria um cenário bastante pessimista na produção pecuária e agrícola. E temos que ter consciência de que isso é um problema sério de segurança alimentar." Água como questão-chave Gherman Araujo, pesquisador da Embrapa Semiárido, destaca que, com o aumento esperado da temperatura nos próximos anos, os animais podem demandar um consumo de água entre duas e quatro vezes maior para manter a temperatura de seus corpos sob controle. Segundo ele, o consumo de água pelos animais varia de 2% a 6% do seu peso vivo. Isso significa que um boi de cerca de 500 kg ingere pelo menos 20 litros de água por dia. "O componente água é o principal dentro do sistema de produção agropecuário e o que mais será afetado [pelas mudanças climáticas]", destaca Araujo. "Sem água não há possibilidade de se ter qualquer tipo de produção de proteína animal ou vegetal." 'Quando aumenta a temperatura e chove menos, as plantas vão produzir menos folhas e a qualidade da folha também muda' Getty Images via BBC Durante a elaboração do PNHS (Plano Nacional de Segurança Hídrica), a ANA (Agência Nacional de Águas) identificou que os riscos diretos à produção animal por "fragilidades no balanço entre oferta e demanda de água" já alcançam R$ 29,86 bilhões, podendo somar R$ 44,57 bilhões em 2030, conforme informou o coordenador de estudos setoriais da ANA, Thiago Fontenelle, durante simpósio promovido pela Embrapa no ano passado. "Isso é muito sério e pode afetar todas as cadeias de produção animal, desde suínos, aves, até os ruminantes caprinos, ovinos e bovinos de leite e de corte", diz o pesquisador. "Até porque esses animais dependem para sua nutrição de grãos e a produção de grãos será afetada — haverá uma competição natural entre a demanda de grãos para consumo humano e para atender o consumo dos animais." "É preciso que a zootecnia atue trazendo soluções tecnológicas para mitigar os efeitos da alteração do clima", defende o especialista da Embrapa. "A região semiárida pode ser uma referência para como se produzir e ser eficiente num ambiente onde haja aumento de temperatura e menor disponibilidade hídrica." Segundo Araujo, o semiárido tem a ensinar técnicas diversas de captação e conservação de água; o uso de espécies vegetais altamente eficientes no uso do líquido, como a palma forrageira, um cacto utilizado na alimentação animal; além de animais tolerantes a altas temperaturas e eficientes no consumo de alimentos de baixa qualidade. "Nós temos muito o que ofertar como alternativas em um ambiente menos favorável em relação a temperatura e precipitação. O semiárido vai ser olhado na busca por soluções para a adaptação de outros biomas. Não tenha dúvida disso."
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12/09 - 7 entre os 10 países com mais mortes de defensores ambientais e da terra estão na América Latina; conheça os casos do Brasil
Entre os assassinatos do Brasil e do Peru, mais de 70% ocorreram na região amazônica. Povos tradicionais representam metade das mortes brasileiras. Sete entre os 10 países com o maior número de assassinatos de ativistas ambientais em 2020 estão na América Latina. No Brasil — 4º na lista do planeta e 3º na América Latina —, foram 20 mortos, sendo que metade deles integram os povos tradicionais, como indígenas, quilombolas e ribeirinhos. (Veja a lista das vítimas brasileiras mais abaixo). 10 países com mais mortes de ativistas ambientais no mundo: Colômbia: 65 México: 30 Filipinas: 29 Brasil: 20 Honduras: 17 República Democrática do Congo: 15 Guatemala: 13 Nicarágua: 12 Peru: 6 Índia: 4 Os dados são de relatório da organização internacional "Global Witness" divulgado neste domingo (12). No mundo, foram 227 pessoas assassinadas que estavam ligadas a questões ambientais e direitos da terra no ano passado. No documento anterior, referente a 2019, o número era menor: 212 vítimas. Onde eles estavam? No planeta, 165 vítimas que foram mortas por defenderem suas terras e/ou o meio ambiente estavam na América Latina. O país que lidera a lista é a Colômbia, com 65 pessoas assassinadas — uma pessoa a mais do que em 2019. De acordo com o documento, um terço desses ataques ocorreram contra povos indígenas e pessoas negras do país. Quase metade deles foram contra pequenos produtores agrícolas. "Em muitas áreas remotas, grupos paramilitares e criminosos aumentaram o seu controle por meio da violência contra as comunidades rurais colombianas, e há falta de ação do estado para protegê-las. Ativistas que procuram proteger a terra e o meio ambiente estão cada vez mais na mira desses grupos, com um risco particular para aqueles que estão em terras indígenas", aponta o documento. De acordo com a "Global Witness", a principal motivação para as mortes de ativistas no mundo é a exploração madeireira. O relatório conseguiu confirmar 23 casos de assassinatos por disputas relacionadas à atividade. Eles ocorreram no Brasil, na Nicarágua, no Peru, nas Filipinas e no México, que contém o maior número: 9 vítimas. Agronegócio e mineração estão ligados a 34 mortes - 17 cada um. Entre as 30 pessoas assassinadas no México, está o defensor dos recursos hídricos Óscar Eyraud Adams, membro do povo kumiai. Ele foi morto após se opor às indústrias que contribuem para a escassez de água na Baixa California, fronteira com o estado que recebe o segundo nome nos Estados Unidos. Óscar está entre os indígenas mortos por defender a própria terra em 2020: 30 pessoas no total, sendo oito no Brasil. Quem são os brasileiros? No Peru e no Brasil, mais de 70% dos assassinatos relacionados à defesa do meio ambiente e da terra ocorreram na região amazônica. Foram 20 brasileiros, sendo oito indígenas e dois ribeirinhos. As causas: disputa de terra, defesa da reforma agrária, combate à exploração madeireira e mineração ilegais, agronegócio, proteção da água e barragens. Veja abaixo um resumo de quem são as vítimas: Celino Fernandes e Wanderson de Jesus Rodrigues Fernandes: pai e filho, os camponeses foram atacados dentro de uma residência em Arari, a cerca de 120 km de São Luís, no Maranhão. O governo do estado informou que "trata-se de uma região de conflito generalizado, envolvendo disputa de terras e criação de animais". Fernando Ferreira da Rocha: o advogado que atuava na área criminalista foi morto em Boca do Acre, município do Amazonas. A Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Rondônia divulgou uma nota de pesar e confirmou que o caso é tratado como assassinato. Raimundo Paulino da Silva Filho: o ex-vereador foi assassinado em Ourilândia do Norte, sudeste do Pará. Paulino era trabalhador rural e atuava como liderança comunitária. Era filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Virgínio Tupa Rero Jevy Benites: aos 24 anos, o indígena foi assassinado na Vila Ponte Nova, município de Diamante do Oeste, no Paraná. Conselho Indigenista Missionário (Cimi) informa que o povo Avá-Guarani segue recebendo ameaças e que mais um indígena foi agredido com extrema violência. Líder indígena Zezico Guajajara foi encontrado morto na Terra Indígena Araribóia em Arame, no Maranhão. Divulgação/Cimi Zezico Rodrigues Guajajara: morto a tiros, ele tinha forte atuação em defesa do território tradicional do povo indígena Guajajara. Como liderança, se posicionava contra a derrubada da floresta e vinha denunciando a crescente presença de invasores e o roubo de madeira. Ari Uru-Eu-Wau-Wau: morto após diversas ameaças de morte, Ari trabalhava no grupo de vigilância do povo indígena Uru-eu-wau-wau, em Rondônia. A função consistia em registrar e denunciar extrações ilegais de madeira dentro da aldeia. Ari Uru-eu-wau-wau foi encontrado morto em RO Reprodução/Kanindé Damião Cristino de Carvalho Junior: vigilante do Parque Estadual Intervales, em Sete Barras, no interior de São Paulo, morreu em confronto entre a Polícia Ambiental e garimpeiros. O assassinato ocorreu durante operação para encontrar e destruir o garimpo clandestino de ouro. Antônio Correia dos Santos: o líder quilombola foi atingido com três tiros em casa, na região sul da Bahia. Segundo a Defensoria Pública do estado, "desde 2014, a comunidade quilombola do Barroso vive um conflito quanto à posse de terras com a comunidade do Varjão, formada por pequenos agricultores da área". Marcos Yanomami e Original Yanomami: os dois jovens indígenas, de 20 e 24 anos, foram assassinados em Roraima. As vítimas foram atacadas a tiros no meio da floresta por garimpeiros armados. Carlos Augusto Gomes: o trabalhador rural foi morto a tiros no acampamento Emílio Zapata em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. A principal linha de investigação da Polícia Civil é de que o conflito tenha sido motivado por uma disputa por terras na área. Kwaxipuru Kaapor: indígena de 32 anos foi encontrado morto à beira de uma estrada perto do limite entre a Terra Indígena Alto Turiaçu e a cidade de Centro do Guilherme, no noroeste do Maranhão. Lideranças da etnia Ka'apor acreditam que o assassinato foi uma vingança de traficantes de drogas porque uma plantação de maconha havia sido destruída durante uma ronda realizada pelos indígenas. Josimar Moraes Lopes e Josivan Moraes Lopes: vítimas de uma onda de violência e confrontos na região do Rio Abacaxis, em Nova Olinda do Norte, a 134 Km de Manaus. São dois indígenas Munduruku. Mateus Cristiano Araújo, Anderson Barbosa Monteiro e Vanderlânia de Souza Araújo: Vanderlânia e Anderson eram um casal e estavam com filho, Mateus, quando ocorreu o crime. Os três ribeirinhos são vítimas da onda de violência em Rio Abacaxis. Raimundo Nonato Batista Costa: segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o trabalhador rural foi encontrado morto em Gleba Campina, povoado do município de Junco do Maranhão (MA). A terra é alvo de grilagem e os registros de conflitos agrários são recorrentes. Claudomir Bezerra de Freitas: Ele era dono de uma área na zona rural de Rio Branco. A cerca que fazia a divisão das terras acabou queimando durante um incêndio. Após a reconstrução do limite, o vizinho não teria concordado e acabou discutindo e, em sequência, atirando contra Freitas. G1 no Youtube
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12/09 - A desconhecida e ameaçada 'Galápagos' da Europa
Ohrid é o lago com maior biodiversidade do mundo — e agora, os pescadores estão ajudando a salvar seus 'fósseis vivos' da extinção. O Lago Ohrid se formou entre quatro e 10 milhões de anos atrás, sendo um dos lagos mais antigos do mundo. Getty Images via BBC São por volta de 8h da manhã, e sinto um ar frio enquanto olho para o horizonte nebuloso do Lago Ohrid, que fica na fronteira entre a Albânia e a Macedônia do Norte. Um grupo de pequenos barcos de pesca de madeira, pintados com cores primárias fortes, vai aumentando lentamente à medida que se movem em direção à costa. Um deles encosta na margem ao meu lado, onde um senhor com um boné de beisebol surrado está esperando para comprar peixe do pescador. Os pescadores vão para o lago todas as manhãs, a partir das 4h, para pescar a truta de Ohrid — conhecida na costa albanesa como "koran". Com dois milhões de anos, lago Ohrid, na Macedônia do Norte, é o mais antigo da Europa É uma espécie que existe apenas neste lago e que é muito procurada em toda a região graças à sua deliciosa carne rosada, que costuma ser grelhada ou assada. É popular aqui desde os tempos medievais, quando era celebrada na poesia. Animais estão sofrendo mudanças corporais por causa do aquecimento global, sugere pesquisa O problema é que essa popularidade está ameaçando agora sua existência. Na década de 1990, eram pescadas mais de 120 toneladas por ano no lago. De 2012 a 2018, a média foi de 61 toneladas. "Trinta anos atrás, podíamos sair com cerca de cinco linhas e pescar 30 kg", conta Roland Bicja, um pescador de Lin, uma vila pitoresca repleta de flores silvestres situada na margem albanesa do lago. "Agora, colocamos 100 anzóis e mal pegamos 3 kg." Cada família aqui tem uma longa tradição na pesca, e cada casa tem seu próprio barco ancorado do lado de fora. O pai e o avô de Bicja eram pescadores, e ele descreve ir ao lago todas as manhãs como uma experiência quase espiritual: "Quando estou no barco, é como se [meu pai] ainda estivesse lá comigo." Mas Bicja e seus colegas sabem que estão em uma situação precária. Eles precisam pescar a truta de Ohrid para seu sustento, mas, se pescarem muitas, pode acabar não sobrando nenhuma — e não haverá mais ganha-pão para as diversas pessoas que trabalham no lago. É por isso que ele e seus companheiros agora fazem parte de um projeto que visa reabastecer o lago com trutas de Ohrid, enquanto mantém os pescadores empregados. De dezembro a março, quando os peixes estão desovando, a pesca comercial é proibida no lago. Em vez disso, os pescadores são pagos para pescar as trutas, coletar o esperma e os óvulos sem matar os peixes, e fecundar artificialmente os óvulos. Em seguida, são levados para uma incubadora local, onde nascem e crescem por 10 meses. Mais tarde, os pescadores são pagos para soltá-los de volta na água. É uma solução ambiental e social para um problema que as comunidades pesqueiras de água doce enfrentam em todo o mundo. O Ohrid é um dos lagos mais antigos do mundo, e acredita-se que tenha se formado entre 4 milhões e 10 milhões de anos atrás. Suas águas azuis-esverdeadas hipnóticas são cercadas por montanhas cobertas de neve, e várias cidades e vilarejos estão localizados em suas margens, nos lados albanês e macedônio. O local é considerado há muito tempo sagrado pelo cristianismo ortodoxo, e acredita-se que a maior cidade macedônia da região — também chamada Ohrid — já tenha ostentado 365 igrejas, uma para cada dia do ano. Quase 30% das espécies conhecidas no planeta correm risco de extinção, diz órgão internacional O alfabeto cirílico, que é usado em muitas línguas eslavas, incluindo o russo, também foi desenvolvido aqui na Escola Literária de Ohrid. O lago foi declarado Patrimônio Mundial pela Unesco em 1979, tanto por seu significado cultural quanto por sua imensa beleza natural. Lago Ohrid - Macedônia Globo Repórter No entanto, este lugar especial está ameaçado não só pelo excesso de pesca. A construção e a poluição também aumentaram na última década devido ao "boom" do turismo. "Em 1979, era imaculado", conta Mechtild Rössler, diretora do centro de patrimônio mundial da Unesco. "Mas, com o tempo, se tornou motivo de preocupação." O lago em si é muitas vezes chamado de Galápagos da Europa, devido ao grande número de espécies encontradas em nenhum outro lugar a não ser aqui. São 212 no total, abrangendo toda a cadeia alimentar — de algas e zooplânctons a plantas, caracóis e minhocas. Há 17 espécies de peixes no total, das quais oito são endêmicas. O lago é descrito pelos cientistas como "um museu de fósseis vivos", diz Spase Shumka, professor da Universidade Agrícola de Tirana, capital da Albânia. Em seis milhões de anos de isolamento, as espécies dentro dele foram capazes de evoluir de forma única. Segundo a Unesco, é de longe o lago com maior biodiversidade do mundo, se levarmos em conta o tamanho. Shumka explica que o lago é oligotrófico, "o que significa que é um lago transparente com poucos nutrientes". Isso torna a água maravilhosamente límpida e segura até para os humanos mergulharem as mãos e beberem. No entanto, também significa que tem uma produtividade baixa — em outras palavras, os peixes se reproduzem em um ritmo muito mais lento em comparação com a maioria dos outros lagos. As espécies aqui evoluíram para prosperar nessas condições incomuns, incluindo a truta de Ohrid. Elas demoram cerca de cinco a seis anos para atingirem a maturidade sexual e, mesmo depois disso, têm apenas 2 mil-2,5 mil óvulos por quilo de peso corporal. Para efeito de comparação, uma carpa tem 500 mil. Também são muito dependentes do nível incomum de oxigênio do lago e só conseguem sobreviver em águas com no máximo 15,6 °C. Mas essa evolução delicada dentro do Lago Ohrid torna os peixes vulneráveis ​​a mudanças. Glória Maria lista 5 tesouros da Macedônia do Norte Shumka descreve o lago como um "ecossistema de cima para baixo" — a truta de Ohrid, que é um dos dois principais predadores junto ao caboz de Ohrid, controla as populações de todas as espécies mais abaixo na cadeia alimentar. Se seus números caem, há um impacto em todo o lago. Um plano para repor a truta de Ohrid foi desenvolvido pela primeira vez por cientistas da Macedônia do Norte em 1935, quando a mesma fazia parte da pré-comunista Iugoslávia. Naquela época, os pescadores pegavam os peixes usando redes de arrasto quando era época de desova, e a truta estava nadando perto da costa. Um limnologista local, Sinisha Stankovic, entendeu que isso estava acabando com a reprodução dos peixes. Ele estabeleceu um sistema em que os pescadores coletavam os óvulos e esperma da truta antes de vendê-las no mercado, e fundou o Instituto Hidrobiológico de Ohrid, em que os óvulos fecundados artificialmente poderiam se desenvolver. Após a Segunda Guerra Mundial, a Albânia e a Macedônia do Norte foram governadas por regimes comunistas, sendo a última como parte da ex-Iugoslávia. Ao longo desse período, a situação ambiental em ambos os lados manteve-se razoavelmente estável. A pesca era praticada apenas por empresas estatais, por isso o número de trutas capturadas era bem controlado. A fertilização artificial também ajudou a manter os números. Bicja se lembra de como, quando era criança, costumava olhar de sua casa para as águas límpidas do lago repletas de peixes. "Naquela época não tínhamos permissão para pescar", ele recorda. "Mas eu costumava sair para nadar por conta própria e pescar com anzol, quando tinha cerca de 12 anos." Tudo mudou no início dos anos 1990. Os regimes de ambos os lados entraram em colapso, levando ao caos generalizado. Todas as regras e sistemas que estavam em vigor agora haviam sido abolidos. A Albânia, em particular, sofria com extrema pobreza. Como a truta de Ohrid continuava sendo um dos peixes comerciais mais populares da região, e autoridades fragilizadas regulavam a atividade, muita gente desesperada viu uma maneira fácil de ganhar dinheiro. "De repente, todos estavam no lago", lembra Bicja. "Havia 100, talvez 200 barcos lá." Essa situação continuou por anos, criando um declínio nas populações de trutas do qual o lago ainda está tentando se recuperar, de acordo com Zoran Spirkovski, chefe de pesca aplicada e agricultura do Instituto Hidrobiológico de Ohrid. Ele me disse que ele e seus colegas começaram a cooperar com o lado albanês do lago na década de 1990 para tentar encontrar uma solução. Globo Repórter mostra as belezas da Albânia "Havia uma antiga incubadora em Lin, que havia sido usada para a criação de trutas arco-íris durante o período comunista", afirma. "Era uma espécie exótica, o que não está de acordo com nossas leis ambientais. Mas pensamos que as instalações poderiam ser reconstruídas." Em 2005, o Banco Mundial concordou em financiar a reforma da incubadora, que passou a ter capacidade para produzir um milhão de alevinos (peixes recém-nascidos) por ano. Do lado macedônio, outros 2,5 milhões são criados. Eu visitei a incubadora durante minha viagem a Lin, logo após conhecer Bicja. Fica no final do vilarejo, depois de passar por campos repletos de cebolinha. Pássaros cantam alto ao meu redor e lagartos disparam cruzando meu caminho enquanto caminho até lá. Me encontro com Celnike Shegani, que administra a incubadora desde sua reabertura. "Esses alevinos são minha vida", diz ela. "Até meus netos me perguntam: 'Como estão os alevinos?', assim que eles me veem." As restrições à pesca foram introduzidas na Albânia desde os caóticos anos da década de 1990, e agora todos devem ter uma licença e ser membro da associação de pesca local. O processo de fertilização dos óvulos também foi aprimorado ao longo dos anos para se adequar melhor à espécie da truta de Ohrid. Na década de 1930, os peixes eram vendidos no mercado após a coleta dos óvulos. Como a truta de Ohrid pode se reproduzir muitas vezes ao longo da vida, a venda comercial de peixes durante o período de desova agora está proibida. Em vez disso, os pescadores capturam os animais vivos, coletam os óvulos e espermatozoides e os misturam em uma tigela com água para fecundá-los. Um funcionário público então vem e compra os peixes vivos de volta, e leva os óvulos fecundados para a incubadora. Celnike pega alguns alevinos para me mostrar — eles têm cerca de cinco centímetros de comprimento e se contorcem e brilham na luz. "Eles têm cerca de 400-600 miligramas e cerca de quatro meses agora", diz ela. Quando atingirem 4g, os pescadores vão coletá-los e soltá-los no lago. O processo do lado macedônio também evoluiu. Spirkovski me disse que o ideal é que a fertilização seja realizada por cientistas, e não por pescadores, para garantir que o número ideal de óvulos seja usado, mas a Albânia não tem recursos para isso. Então, na Macedônia do Norte, os pescadores são pagos apenas para ajudar a capturar as trutas e levá-las até um grande barco de pesquisa. O óleo de cravo é usado como um anestésico natural enquanto os óvulos são coletados. Especialistas, como Shumka, acreditam que o projeto de repovoamento está ajudando, mas ainda faltam dados sobre quantos peixes soltos sobrevivem. "Apresentei um método em que 5% dos alevinos teriam um fio de prata inserido no focinho", explica Spirkovski. Os peixes adultos capturados seriam então testados com um detector de metais, para estimar quantos daquele grupo sobreviveram. Mas, infelizmente, essa parte do projeto não foi implementada. "Não temos financimento", afirma Shumka. "Teríamos de compensar os pescadores pela perda comercial de peixes." No lado macedônio, há atualmente uma proibição total da pesca da truta de Ohrid até que dados precisos possam ser coletados. Do lado albanês, embora a pesca esteja mais controlada do que costumava ser, especialistas acreditam que deveria ser proibida a captura da truta antes de atingir um determinado tamanho, devido ao longo tempo que leva para atingirem a maturidade sexual. "Eu sempre devolvo os peixes quando são pequenos, mas você vê pessoas que não fazem isso e vendem", concorda Bicja. A pesca ilegal também ainda acontece no lago, embora a associação de pescadores tenha autoridade para confiscar os equipamentos de quem é flagrado. "Não sei se é possível em qualquer lugar se livrar disso completamente", diz Spirkovski. "Só podemos trabalhar para tentar reduzir." Aqueles que vivem à beira do lago e dependem dele para sobreviver esperam um dia receber a ajuda necessária para conservar este lugar único. Há dois anos, foi recomendada a inclusão de Ohrid na lista de patrimônios ameaçados da Unesco. Caso o lago seja adicionado no futuro, encorajaria a comunidade internacional a tomar conhecimento. "Houve algum progresso", diz Rössler. "Mas ainda há um acúmulo de problemas. É preciso fazer mais para preservar essa natureza primitiva." Independentemente da percepção internacional do peixe, aqui no Lago de Ohrid, as pessoas que dependem do lago sabem o que ele significa. "A truta de Ohrid é a coisa mais importante que temos aqui no nosso vilarejo", conclui Bicja. "Todos precisam se importar com ela, e entender como é especial." Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Future. 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12/09 - Gorilas de zoológico nos EUA recebem tratamento para Covid-19
Zoo acredita que eles foram contaminados por um tratador assintomático vacinado. Não há risco para visitantes porque eles ficam a uma distância segura do público. Gorilas do zoo de Atlanta Reprodução/Instagram/Zoológico de Atlanta Vários gorilas do zoológico de Atlanta, no estado americano da Geórgia, testaram positivo para a Covid-19, segundo informou o próprio estabelecimento. Os primatas foram examinados depois que seus cuidadores os viram tossir e notaram outros sintomas, disse o zoológico. Os testes iniciais deram positivo para o vírus que causa a Covid-19, e o zoológico informou em um comunicado na sexta-feira que estava aguardando os resultados dos testes de confirmação. Os gorilas em risco de sofrerem complicações estavam sendo tratados com anticorpos monoclonais, proteínas produzidas em laboratórios para combater infecções. Todos os 20 gorilas do zoológico foram examinados. "As equipes estão monitorando de perto os gorilas afetados e esperamos sua recuperação total. Eles estão recebendo o melhor atendimento possível", disse Sam Rivera, diretor do Zoo Atlanta. "Estamos muito preocupados com a ocorrência dessas infecções, especialmente porque nossos protocolos sanitários aplicados para trabalhar com macacos e outras espécies animais suscetíveis durante a pandemia foram extremamente rigorosos", acrescentou. O zoológico acredita que os gorilas foram infectados por um tratador assintomático, embora ele tenha sido vacinado e usasse equipamento de proteção. "Embora os humanos possam transmitir o vírus a animais como gorilas, e isso já aconteceu em outros zoológicos, não há dados que indiquem que os animais do zoológico podem transmitir o vírus aos humanos", afirma o estabelecimento. Além disso, o zoo afirma que não há possibilidade de ameaça de contágio ao homem devido à distância que separa o público do habitat dos primatas. O jornal "Atlanta Journal-Constitution" informou que 13 gorilas foram infectados, incluindo Ozzie, a gorila fêmea mais velha em cativeiro. O Zoo Atlanta disse que permitiu a aplicação da vacina Zoetis Covid desenvolvida para animais e que inoculará os gorilas quando eles se recuperarem. O zoo também vacinará orangotangos, tigres de Sumatra, leões africanos e leopardos. Cães e gatos domésticos também já foram infectados com Covid-19. É o bicho: animais não transmitem a Covid-19 para os humanos
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12/09 - População em fronteiras da Amazônia contam com apoio de bases militares para desenvolvimento
Rede Amazônica conheceu obras executadas com recursos do Calha Norte, programa voltado às comunidades de áreas isoladas do Brasil. CALHA NORTE - Floresta Amazônica. Mayara Subtil/Rede Amazônica A população que habita a faixa de fronteira, em regiões remotas da Amazônia, conta com o apoio de bases militares para o atendimento de necessidades básicas. Essa mesma população ajuda a garantir a soberania nacional onde, para uns, o Brasil começa e, para outros, o Brasil termina. Indiscutível é que a presença brasileira nesses locais reduz o risco de ocupação estrangeira. É nesse contexto que, desde 1985, a atenção a essas comunidades ganhou o apoio institucional das Forças Armadas por meio do programa Calha Norte, criado pra possibilitar melhores condições de vida a esses brasileiros. São 442 municípios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e pouco mais de 15 milhões de pessoas beneficiadas, com recursos que passam de R$ 1 bilhão. A Rede Amazônica passou três dias nos estados do Amazonas e Acre conhecendo obras executadas pelo Calha Norte. A reportagem viajou à convite do Ministério da Defesa, visitou quatro obras executadas pelo programa e ouviu histórias de quem viveu o antes e depois das benfeitorias: 1º Pelotão Especial de Fronteira (1º PEF) na Terra Indígena Iauaretê, no Amazonas; Reconstrução da Feira Municipal de Tefé, no Amazonas; Unidade para atendimento às Pessoas Especiais (APAE), em Cruzeiro do Sul, no Acre; e Construção de passarelas em alvenaria no Bairro da Várzea, em Cruzeiro do Sul. Segundo o diretor do Calha Norte, general de divisão Ubiratan Poty, os recursos para obras de infraestrutura, como a construção de escolas e até pavimentação de estradas vicinais, são viabilizados por meio de emendas parlamentares, que são recursos do orçamento federal, destinados por senadores e deputados federais aos estados pelos quais foram eleitos. A execução dos investimentos se dá por meio de convênios firmados pelo programa com governos estaduais e prefeituras. Hoje, há 1.250 convênios ativos. “A ideia é criar condições para que aquelas pessoas possam viver nas melhores condições possíveis. É dar assistência à população mais distante do nosso país”, disse o general. Povo Iauaretê No ponto de confluência entre os rios Uaupés e Papuri, no Amazonas, na divisa com a Colômbia, os indígenas do povoado multiétnico Iauaretê vivem como podem para manter a tradição. Da etnia Tariana, Maria Gonçalves Cruz, de 62 anos, é uma das indígenas que cresceu no povoado. Desde os 9 anos faz artesanato que aprendeu com a mãe. As tiras do ramo de tucum que extrai da mata se transformam em bolsas, porta trecos e itens de decoração. CALHA NORTE - Maria Gonçalves Cruz, de 62 anos (a esquerda) vive do artesanato que vende na Terra Indígena Iauaretê, no Amazonas. Mayara Subtil/Rede Amazônica Mesmo com pouco recurso, a artesã faz questão de ajudar os filhos que moram em outros estados, principalmente o que estuda engenharia mecânica em São Paulo. “Para nós indígenas é muito difícil. Mas sempre tenho centavos para mim”, diz, orgulhosa. A rotina de Maria e dos cerca de 3 mil indígenas de 8 etnias – Tukano, Tariano, Dessanos, Piratapuia, Uananos, Tuiucas, Rupda e Rupdér – do povoado, localizado na região de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, contrasta com as atividades de pelo menos 63 militares. Desde a década de 1980, funciona na área o 1º Pelotão Especial de Fronteira (1º PEF), com a premissa de colocar em prática ações cívico sociais em prol da comunidade. As iniciativas são aderentes aos objetivos do Calha Norte. CALHA NORTE - Terra Indígena Iauaretê: Povoado é composto por 3 mil indígenas de 8 etnias. Mayara Subtil/Rede Amazônica CALHA NORTE - 1º PEF no povo Iauaretê é composto por mais de 60 militares, no Amazonas. Mayara Subtil/Rede Amazônica O comandante do pelotão, o primeiro tenente de Infantaria Daniel Silva, salientou que o combate ao contrabando e ao narcotráfico também engloba a missão. “O 1º Pelotão tem a missão de proteger e guarnecer a fronteira com a Colômbia. Então a gente faz essa proteção e vigilância permanente. Aqui é terra indígena, então não é permitida a venda e consumo de bebidas alcoólicas. Também ficamos na vigilância caso ocorra algum delito, como droga”. “Há uma interação muito grande do pelotão com a comunidade local. E um aspecto interessante: nós temos vários soldados que vêm das etnias. O índio fardado é um soldado que conhece os detalhes da selva”, declarou o general Ubiratan Poty, diretor do Programa Calha Norte. CALHA NORTE - Terra indígena Iauaretê faz divisa com a Colômbia. Mayara Subtil/Rede Amazônica No total, são 21 pelotões, uma companhia e um destacamento localizados ao longo da faixa de fronteira no Norte do país. Tropas que incorporam em seus efetivos indígenas locais. Alguns chegam a somar até 7 anos de atividade militar. Um deles é Carlos Vieira Garcia, de 24 anos, da etnia Piratapuia. Como soldado, ajuda pai, mãe e irmãos. Mas a ideia é sair do povoado para estudar Direito. “Quero melhorar meu português, mas tenho até o ensino médio. Quero ajudar mais e mais minha família”, explicou. CALHA NORTE - Carlos Vieira Garcia, de 24 anos, é da etnia Piratapuia e faz parte da equipe militar do 1º PEF no povo Iauaretê. Mayara Subtil/Rede Amazônica No outro lado do braço de apoio militar há o atendimento médico e odontológico. No 1º Pelotão, a médica Gilksânnia Moura é quem faz os atendimentos. Rondoniense e única no local, chegou à comunidade pelo Programa Mais Médicos. Para ela, o maior desafio é cuidar dos indígenas sem interferir nas crenças e nas tradições medicinais que ainda praticam. “Geralmente eles (indígenas) têm muitas crenças de cultura, benzimento, remédios caseiros. A gente tenta associar o que sabemos da medicina com o que eles acreditam e gostam. É especial e diferente do atendimento urbano na realidade”, explicou Gilksânnia. Feira de Tefé CALHA NORTE - Município de Tefé, no Amazonas. Mayara Subtil/Rede Amazônica. As alas do açaí, da goma de tapioca, da banana, do abacaxi, além de tantas outras frutas e produtos, agora estão bem divididas em espaços de 6m² cada. A Feira Municipal de Tefé está de cara nova, com cobertura reforçada e melhor distribuição dos espaços. As divisórias improvisadas de madeira ficaram no passado. Ao todo, 195 bancas abastecem atualmente os mais de 60 mil habitantes da cidade do interior do Amazonas. “Ixe, a feira antes da reforma era só um galpão. Uma casona de madeira. Hoje em dia está muito melhor. É boa, bonita, bem organizada”, é o que diz o vendedor de bananas Manuel Rodrigues, de 60 anos. CALHA NORTE - O vendedor de bananas Manuel Rodrigues, de 60 anos, na Feira Municipal de Tefé. Mayara Subtil/Rede Amazônica Assim como a maioria dos feirantes, seu Manuel chega às 5h todos os dias ao ponto e sai apenas às 18h, horário de fechamento da feira. Com R$ 1 mil em média de renda mensal, cuida da esposa e das duas filhas, uma de 5 anos e outra de apenas oito meses. “Tenho uma casinha de madeira, pois ali onde moramos alaga. Mas tenho energia, água, tudo. Menos internet, nem mesmo telefone. Peço todos os dias a Deus que me dê saúde e muitos anos de vida para criar minhas duas filhas. Deixá-las criadas, pois elas dependem muito de mim”. A agricultora Nilza Cavalcante dos Santos, de 35 anos, também chega às 5h para preparar as gomas de tapioca que vende a R$ 8. Com uma média de R$ 300 por dia que ganha, consegue sustentar quatro filhos. CALHA NORTE - A agricultora Nilza Cavalcante dos Santos, de 35 anos, na Feira Municipal de Tefé. Mayara Subtil/Rede Amazônica Para ela, a maior diferença pós reforma está no espaço que tem hoje para guardar o produto. “Era pequeninho, bem apertado. Agora não, cada um tem seu ponto. É bom porque a hora que a gente chega tem o local da gente. Podemos chegar a hora que quiser. Já tenho meus clientes também. As vendas até aumentaram”, detalhou. O novo visual da tradicional feira custou pouco mais de R$ 4,5 milhões ao Calha Norte e levou dois anos para tudo ficar pronto. A obra alçou a feira à posição de maior do estado e importante indutora do crescimento econômico no município. Em média, 3 mil pessoas passam pelo local diariamente, segundo o Ministério da Defesa. CALHA NORTE - Obra da Feira Municipal de Tefé custou R$ 4,5 milhões e levou dois anos. Mayara Subtil/Rede Amazônica O administrador da feira, Mazinho Moraes, contou que até o ano passado, os permissionários precisavam pagar uma taxa que variava de R$ 100 a R$ 500 para garantir seu ponto. Hoje, todos estão isentos. APAE Cruzeiro do Sul A diarista Maria das Graças da Silva, de 38 anos, se desdobra em muitas. Com um salário mínimo mensal, trabalha para garantir o básico aos seus 7 filhos. O marido também auxilia como pode nas despesas da casa sempre que arranja um bico como pedreiro. Mas a atenção da família gira em torno de Janderson, de 20 anos, que nasceu com paralisia cerebral. O jovem precisa fazer esforço para falar, se locomove em uma cadeira de rodas, mas entende o que acontece ao redor, ouve e até brinca. Sempre que Maria chega do trabalho, Janderson está cheio de assunto. E ela garante que, como mãe, compreende tudo que o filho quer dizer. CALHA NORTE - A diarista Maria das Graças da Silva, de 38 anos, e o filho Janderson na APAE de Cruzeiro do Sul. Mayara Subtil/Rede Amazônica “Ele tenta se comunicar com a gente também. Entendo o que ele me diz. É meu bebê, vai continuar sendo meu bebê até quando Deus permitir. Ele é carinhoso, é conversador, chego em casa já vai falando as coisas. Ele é minha vida, minha razão de viver”, declarou Maria. Janderson está entre os 250 alunos atendidos diretamente pelos profissionais da Unidade para Atendimento às Pessoas Especiais (APAE) de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, fronteira com o Peru. Outras mil pessoas recebem a assistência necessária de forma indireta. Pouco mais de R$ 1,2 milhão foram investidos na obra da estrutura pelo Calha Norte, finalizada em 2015. “Entre os profissionais e o pessoal de apoio, somos em torno de 20 pessoas que ajudam essas crianças, jovens e adultos. E nós atendemos a família também. Cada família tem em torno de 10 pessoas. A gente se doa muito”, explicou Caren Carvalho, coordenadora de projetos e sócio fundadora da APAE. CALHA NORTE - APAE de Cruzeiro do Sul. Mayara Subtil/Rede Amazônica Com espaços arejados, bem divididos e repletos de brinquedos, a sede em Cruzeiro do Sul conta com salas de computação, fonoaudiólogo, oficinas, atividades culturais e até de habilitação. O local também tem piscina e um galpão para aulas ao ar livre. Os familiares que vivem longe da sede ainda contam com o apoio de um ônibus que os busca e os leva de volta para casa. Mas com a pandemia do coronavírus, os profissionais vão até os pacientes e realizam o tratamento a domicílio. O trabalho remoto também é uma opção. “Primeiro fizeram a parte das salas e por último conseguimos o galpão e a piscina. Nós trabalhamos em parceria. Levamos cesta básica, levamos o que eles estão precisando, e damos esse suporte. Aqui, os alunos não ficam parados”, explicou a psicopedagoga Rosineis Souza de Oliveira. CALHA NORTE - APAE de Cruzeiro do Sul. Mayara Subtil/Rede Amazônica Bairro da Várzea Em meio ao esgoto a céu aberto e aparições de ratos, urubus e cobras, as cerca de 600 famílias que moram no Bairro da Várzea, em Cruzeiro do Sul, no Acre, tentam viver um dia de cada vez. A região convive com a incidência constante de alagamentos. No inverno amazônico, as passagens feitas de tábuas de madeira entre as casas tornam-se inúteis em razão das fortes cheias. O jeito é passar ou de barco ou até nadando. CALHA NORTE - Bairro da Várzea recebeu passarela de alvenaria para melhorar acesso, em Cruzeiro do Sul. Mayara Subtil/Rede Amazônica “Tem dia que a gente come por necessidade, pois o cheiro (do esgoto) é terrível. Os de fora sentem. Na alagação as crianças tinham diarreia, gripe, vômito. Nenhuma criança fica sadia. Quando a água cobre, nós só conseguimos passar nadando. Cobre tudo”, contou a dona de casa Marilena Braga da Conceição, de 37 anos. Para dar o mínimo de alívio no tráfego por dentro do bairro, pouco mais de R$ 500 mil em recursos do Calha Norte foram investidos na construção de uma passarela de alvenaria, concluída em 2019. A via elevada é o único meio de acesso a outros pontos da região durante o período de cheias. O coordenador de engenharia do Calha Norte, Hibernon Pessoa, concorda que ter uma passarela de alvenaria disponível aos moradores do bairro não resolve o problema de saneamento, mas garante a locomoção. CALHA NORTE - A dona de casa Marilena Braga da Conceição, de 37 anos, com um dos filhos no colo no bairro da Várzea, em Cruzeiro do Sul. Mayara Subtil/Rede Amazônica Pouco mais de 830 metros de passarela com um metro de largura foram construídos. Segundo a prefeitura da cidade, não existe infraestrutura para esgoto e a passarela funciona como uma alternativa. As casas, por sua vez, não seguem um padrão normal para habitação, já que tratam-se de invasões. “Eu perdi minhas coisas na alagação. Quando chovia? Meu Deus do céu. É aquele lamaçal. Aqui quando tá alagado piora. Dá tanto peixe, tanto peixe. As crianças pegam virose, dengue. Malária tem sempre. Já precisamos ir para abrigo”, explicou a dona de casa Maria Pereira, de 48 anos. CALHA NORTE - A família de Antônio Jorge Correia, de 50 anos, e de Maria Pereira, de 48 anos, conhece a realidade do bairro da Várzea, em Cruzeiro do Sul. Mayara Subtil/Rede Amazônica CALHA NORTE - Bairro da Várzea, em Cruzeiro do Sul. Mayara Subtil/Rede Amazônica Veja vídeos de natureza e meio ambiente
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11/09 - Aquecimento global: animais passam por metamorfose para sobreviver, diz estudo
Espécies estão evoluindo para ter bicos, pernas e orelhas maiores e regular melhor a temperatura corporal, mas isso não significa que estão lidando bem com mudanças, alertam cientistas. Os bicos dos papagaios australianos estão ficando maiores com o aumento da temperatura. Getty Images via BBC Quando você ouve a palavra "metamorfose", provavelmente pensa em um filme de ficção científica ou de terror e não no mundo animal. Mas é isso que os cientistas dizem que está acontecendo com algumas espécies de animais em resposta às mudanças climáticas. Paraíso do esqui e do turismo nos Andes fecha pela 1ª vez em décadas por falta de neve e por causa da seca O mistério da 'concepção imaculada' dos tubarões Elas estão evoluindo para ter bicos, pernas e orelhas maiores para regular melhor a temperatura corporal em resposta ao aquecimento do planeta, aponta um novo estudo. Os cientistas por trás da pesquisa alertam que as mudanças fisiológicas não significam que os animais estão lidando bem com as mudanças climáticas. "Muitas vezes, quando se discute as mudanças climáticas, as pessoas se perguntam 'os humanos podem superar isso?' ou 'que tecnologia pode resolver isso?'", diz a autora do estudo, Sara Ryding, da Universidade Deakin, na Austrália. "Já é hora de reconhecermos que os outros animais também precisam se adaptar a essas mudanças." Se os animais não conseguem controlar sua temperatura corporal, eles podem superaquecer e morrer. Os bicos dos papagaios australianos estão ficando maiores com o aumento da temperatura. Getty Images via BBC Alguns que vivem em climas mais quentes evoluíram historicamente para terem bicos ou orelhas maiores para se livrar do calor com mais facilidade. Uma asa, orelha ou bico maiores em relação ao tamanho do corpo conferem aos animais menores uma área de superfície maior para liberar o excesso de calor. Várias espécies de papagaios australianos mostraram um aumento de 4 a 10% no tamanho do bico desde 1871, o que se correlaciona com o aumento das temperaturas do verão ao longo dos anos, diz o estudo. Os pardais em climas mais quentes tendem a ter bicos maiores. Getty Images via BBC Os cientistas dizem que é difícil colocar o clima como a única causa da metamorfose, mas que outros exemplos de mudanças em espécies mostram o efeito do calor maior. Camundongos estão evoluindo para ter caudas mais longas; os musaranhos mascarados estão ficando com caudas e pernas mais longas; e os morcegos em climas quentes têm asas maiores. 'Um Dumbo de verdade' Embora as adaptações que as espécies estão fazendo atualmente sejam pequenas, Ryding diz que elas podem ficar mais pronunciadas à medida que o planeta se torna ainda mais quente. A cacatua gang-gang é uma espécie cujo bico tem crescido com o aquecimento do clima. Getty Images via BBC "Prevê-se que apêndices proeminentes, como orelhas, aumentem, então, podemos ter um Dumbo de verdade em um futuro não muito distante", diz a cientista em referência ao elefante da Disney que tinha orelhas maiores do que o normal. O estudo sugere que a metamorfose provavelmente continuará porque as temperaturas mais altas influenciarão a demanda dos animais para regular sua temperatura corporal. Neste ano, alguns países registraram suas temperaturas mais altas em décadas, e julho passado foi em parte desses países o mês mais quente de todos os tempos. "Isso não significa que os animais estão lidando com as mudanças climáticas e que está tudo bem", diz Ryding. "Significa apenas que eles estão evoluindo para sobreviver, mas não temos certeza de quais são as outras consequências ecológicas dessas mudanças, ou se todas as espécies serão capazes de mudar e sobreviver. As mudanças climáticas que criamos estão fazendo muita pressão sobre elas (espécies) e, embora algumas se adaptem, outras não conseguirão fazer isso." G1 no YouTube
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11/09 - Redes sociais se tornam novo território indígena para luta contra estereótipos e divulgação da cultura; vídeo
Jovens, indígenas e influenciadores digitais. Seguidos por dezenas de milhares de pessoas, eles usam a internet para ensinar o que muitos brasileiros não aprenderam na escola. Redes sociais se tornam novo território indígena Veja reportagem completa no VÍDEO acima Resumo: Eles usam as redes sociais para divulgar suas culturas e lutar contra estereótipos. Os indígenas brasileiros representam menos de 1% da população do país. Muitas comunidades precisam lutar pelos direitos básicos a um território e combater atitudes racistas. "Na verdade, a sociedade brasileira sempre teve esse desejo de tirar da gente o que a gente é e o nosso pertencimento. Então isso prevalece até hoje. Seja nos tirando de nossas comunidades, nos tirando dos nossos territórios de maneira forçada. Ou seja, colocando uma obrigação de que a gente seja completamente isolado para que isso seja uma realidade de ser indígena", explica Alice Pataxó, influenciadora digital. Veja também: Enchentes, neve e calor extremo: como as mudanças climáticas afetam o planeta
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11/09 - Dia Nacional do Cerrado: bioma já perdeu 50% da vegetação original e pesquisadoras alertam para aumento do desmate e do fogo
Data é celebrada neste sábado (11), mas, neste ano, não há motivo para festa: o bioma tem o maior desmatamento desde 2018 e a maior quantidade de pontos de incêndio desde 2012. Cerrado enfrenta o número mais alto de queimadas dos últimos 9 anos O Dia Nacional do Cerrado é celebrado neste sábado (11), mas, neste ano, não há motivo para festejar: o bioma tem visto, nas últimas semanas, recordes de incêndio e de desmatamento que, para especialistas ouvidas pelo G1, são preocupantes. "A preocupação é que é um bioma que já perdeu 50% da cobertura original, que já vem bastante pressionado sob as transformações das últimas décadas", explica a pesquisadora Mercedes Bustamante, professora titular da Universidade de Brasília (UnB) e uma das principais referências sobre o bioma no país. Após incêndio de 10 dias, reserva do cerrado em Luís Antônio (SP) vira 'cemitério de árvores' Valdinei Malaguti/EPTV De 1º janeiro até 31 de agosto, o Cerrado viu a maior quantidade de pontos de fogo para esse período desde 2012, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Considerados apenas os números do mês, houve a maior quantidade de focos de incêndio desde 2014 – mesmo com uma proibição do uso do fogo no país em vigor. Imagem de satélite do Inpe mostra pontos de incêndio no Cerrado em Minas Gerais, no dia 9 de setembro. Inpe O desmatamento também cresceu: no mês passado, o bioma teve a maior área sob alerta de desmatamento desde 2018, de acordo com o Inpe. "Quando você vê um aumento do alerta, é um sinal bastante negativo, porque a gente deveria estar controlando o desmatamento do Cerrado", completa Bustamante, que também integra a Academia Brasileira de Ciências. O crescimento do desmate no bioma tem a ver com a expansão da nova fronteira agrícola brasileira – na região chamada de "Matopiba", por abarcar parte dos estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. "O avanço do desmatamento no Cerrado, sobretudo nos últimos anos, é uma realidade preocupante. O plantio de commodities agrícolas nessas regiões vem causando grande impacto para a natureza e povos e comunidades tradicionais que aí habitam", afirma a cientista Terena Castro, assessora técnica do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), também em Brasília. Na avaliação de Bustamante, da UnB, o que ocorre no Cerrado é a repetição da degradação que houve na região sul do bioma – e que, hoje, avança para o norte, na região de fronteira entre os estados citada acima. "Muitas vezes as pessoas abrem a área, utilizam de forma inadequada, a produtividade cai, você abre novas áreas e vai aumentando o desmatamento, deixando terras degradadas para trás", explica. De 1970 até 2018, a perda de bioma no Cerrado foi de 50% – mais que o dobro da Amazônia, que perdeu 20%, segundo um levantamento feito pela ONG WWF. A velocidade de expansão, a intensidade do uso do solo e a extensão das áreas ocupadas pela agricultura no bioma atualmente são preocupantes, afirma a cientista da UnB. "Hoje você tem uma enorme quantidade de terras desmatadas no Cerrado que poderiam ser utilizadas novamente para a produção. A gente deveria estar modificando o rumo dessa história e encaminhando ações de conservação", diz. Recuperar o bioma, diz a pesquisadora, custa mais dinheiro do que simplesmente desmatar novas terras para plantar. Mas, no curto e no longo prazo, a destruição ambiental custa caro: o Brasil corre o risco de não ser mais uma potência na produção e exportação de alimentos. Para Terena de Castro, a queda na fiscalização ambiental nos últimos anos contribui para a situação precária. "A fragilização dos órgãos ambientais responsáveis pela fiscalização, bem como o enfraquecimento de políticas públicas para o meio ambiente nos últimos anos, contribuem para esse cenário que se anuncia cada vez mais catastrófico", afirma a especialista. Seca anunciada Com sede, tatu procura água em terra seca no Pantanal Desse Godoi/ Sesc Pantanal Por ser responsável pelo abastecimento hídrico de 8 das 12 regiões hidrográficas brasileiras, o que acontece no Cerrado não fica só lá: influencia o resto do país. (Entenda melhor aqui). Se a vegetação do bioma é retirada, o solo perde a capacidade de reter umidade – o que significa menos água indo para as bacias dos rios: vem a seca. Ao mesmo tempo, aumenta a evaporação da água e a temperatura da região. Para completar, quanto mais vegetação é destruída, menos chove. Nove municípios de MT decretam situação de emergência por causa da seca As imagens impactantes da maior seca no rio Paraná, o 2º maior do continente, em quase 8 décadas "A gente corre o risco de deixar o país numa situação de vulnerabilidade hídrica maior do que já está. Você tem a convergência das mudanças climáticas globais com as mudanças locais, que são essas de uso da terra. Essa combinação efetivamente acentua esses efeitos da degradação e reduz a capacidade do sistema de armazenar carbono, de armazenar água", alerta Bustamante. A seca pela qual passa o rio Paraná, por exemplo – a maior desde 1944 – é a crônica de uma morte anunciada. O Cerrado, que alimenta a bacia, já vinha tendo menos chuva nos últimos anos, lembra a cientista. "Em um país habitável, a gente vai precisar ter água, temperatura controlada. Está batendo recorde de área queimada no Cerrado e a gente sente o impacto disso na qualidade do ar em Belo Horizonte. Aqui em Brasília está horrível – eu abro a janela, entra fuligem. A gente começa a ver a poluição em São Paulo com as queimadas e as pessoas começam a perceber, 'o que é que está queimando?' É basicamente o Cerrado", relata Bustamante. Agora, resta esperar pelo período chuvoso, em novembro, para a situação melhorar. "Eu gostaria de ter um Dia do Cerrado em que a gente comemorasse a diminuição do desmatamento e o aumento da restauração. Vamos ver se a gente vai ter um dia do Cerrado que tenha essa boa notícia para dar", diz. Veja VÍDEOS de natureza e meio ambiente:
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11/09 - Chuva no Norte e geada no Sul: veja a previsão do tempo para todas as capitais no final de semana
No Rio e em SP, tempo segue nublado no sábado e no domingo, mas calor retorna na segunda-feira. Movimentação na Av. 23 de Maio, na capital paulista, na tarde desta sexta-feira (10), com tempo fechado, chuva isolada e rápida. Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo O final de semana será de calor e de pancadas de chuva no Norte do Brasil. No Sul, há previsão de geada no sábado (11), mas sem frio intenso. Os dias seguem nublados com temperatura amena no Rio e em São Paulo, mas, na segunda-feira (13), o calor retorna às capitais. Geada Segundo o Climatempo, a geada pode ocorrer nas serras do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, no planalto catarinense e no Sul do Paraná. O fenômeno, no entanto, não deverá acompanhar frio intenso e será registrado na madrugada de sábado. Em Urupema, cidade que chegou a registrar - 8,9ºC em julho, fica com a mínima perto dos 6ºC. Em São Francisco de Paula, cidade gaúcha que confirmou neve neste ano, terá mínima de 9ºC. Parque Nacional de São Francisco de Paula teve registro de neve em agosto de 2021. José Luís Soares/Arquivo Pessoal Chuva e calor O Norte do país deve apresentar certa instabilidade no tempo, que perde um pouco de força no sábado. Mesmo assim, ainda existe chance de chuva no oeste do Amazonas e do Acre, e também na região de Porto Velho. A capital de Rondônia tem máxima perto dos 30ºC. "No domingo (12), a previsão se mantém de calor e pancadas de chuva na maior parte do Norte do Brasil, mas o ar seco impede a ocorrência de chuva no Tocantins, no interior do Amapá e em parte do centro-sul paraense. As capitais Macapá e Belém podem recebem chuva entre a tarde e a noite", prevê o Climatempo. A frente fria deverá se afastar do Norte do país na segunda-feira (13), com a redução da instabilidade na região. Nublado, mas o sol já volta Já no Rio e em São Paulo, os dias seguem nublados e mais amenos no final de semana. Na segunda-feira, no entanto, as cidades voltam a registrar altas temperaturas, com sol em todas as regiões e quase sem nebulosidade. As temperaturas ficarão perto dos 33ºC nas duas capitais. "São Paulo poderá bater o recorde de calor na tarde da próxima terça-feira, 14 de setembro de 2021, se for confirmada a previsão de 34°C de temperatura máxima. O recorde atual de calor para o ano de 2021 é de 34,1°C, em 30 de janeiro", informou o site especializado. O que foi destaque na semana: Voltou a chover em Cuiabá depois de três meses na quinta-feira (9): antes da chuva, à 1h da madrugada, a temperatura era de 30°C no Aeroporto Internacional de Cuiabá; quando a chuva começou, na hora seguinte, caiu para 24°C. Mesmo assim, há previsão de 40ºC para a cidade no próximo domingo. Vento de mais de 150 km/h no Paraná: na quinta, a chegada da frente fria em choque com o calor criou instabilidade e algumas cidades registraram temporais, ventos fortes e até granizo. Um avião chegou a balançar com a força do vento no Aeroporto Regional de Maringá. De acordo com a estação meteorológica, os ventos chegaram a 150 km/h. Ventania de 150 km/h balança avião em Maringá, PR Mesmo no inverno, recordes de calor: em Campinas (SP), os termômetros alcançaram 35,9ºC na quarta-feira (8) e deram à metrópole um novo recorde de temperatura em 2021; Belo Horizonte (MG) registrou a temperatura mais alta do ano na segunda-feira (6) e atingiu 35°C na estação de medição da Pampulha; já Goiânia registrou 38,7°C na tarde de terça-feira (7), conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Previsão para as capitais, segundo o Climatempo: Aracaju Sábado: 29ºC / 24ºC Domingo: 30ºC / 22ºC Belém Sábado: 34ºC / 22ºC Domingo: 33ºC / 22ºC Belo Horizonte Sábado: 33ºC / 16ºC Domingo: 30ºC / 16ºC Boa Vista Sábado: 34ºC / 24ºC Domingo: 34ºC / 24ºC Brasília Sábado: 34ºC / 16ºC Domingo: 33ºC / 17ºC Campo Grande Sábado: 33ºC / 17ºC Domingo: 38ºC / 22ºC Cuiabá Sábado: 38ºC / 23ºC Domingo: 41ºC / 25ºC Curitiba Sábado: 22ºC / 11ºC Domingo: 28ºC / 12ºC Florianópolis Sábado: 24ºC / 14ºC Domingo: 26ºC / 16ºC Fortaleza Sábado: 32ºC / 23ºC Domingo: 32ºC / 24ºC Goiânia Sábado: 37ºC / 20ºC Domingo: 37ºC / 20ºC João Pessoa Sábado: 30ºC / 22ºC Domingo: 30ºC / 22ºC Macapá Sábado: 35ºC / 22ºC Domingo: 34ºC / 23ºC Maceió Sábado: 30ºC / 23ºC Domingo: 29ºC / 22ºC Manaus Sábado: 31ºC / 23ºC Domingo: 30ºC / 23ºC Natal Sábado: 31ºC / 22ºC Domingo: 31ºC / 22ºC Palmas Sábado: 37ºC / 22ºC Domingo: 38ºC / 23ºC Porto Alegre Sábado: 22ºC / 13ºC Domingo: 27ºC / 12ºC Porto Velho Sábado: 30ºC / 22ºC Domingo: 31ºC / 24ºC Recife Sábado: 29ºC / 22ºC Domingo: 30ºC / 22ºC Rio Branco Sábado: 31ºC / 20ºC Domingo: 32ºC / 21ºC Rio de Janeiro Sábado: 25ºC / 18ºC Domingo: 29ºC / 18ºC Salvador Sábado: 30ºC / 22ºC Domingo: 30ºC / 23ºC São Luís Sábado: 31ºC / 25ºC Domingo: 32ºC / 26ºC São Paulo Sábado: 22ºC / 17ºC Domingo: 28ºC / 15ºC Teresina Sábado: 39ºC / 23ºC Domingo: 39ºC / 23ºC Vitória Sábado: 31ºC / 19ºC Domingo: 30ºC / 20ºC G1 no Youtube
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10/09 - O mistério da 'concepção imaculada' dos tubarões
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10/09 - Congresso Mundial da Natureza aprova moção por preservação de 80% da Amazônia até 2025
As resoluções adotadas não são juridicamente vinculantes, mas costumam servir para orientar as políticas ambientais. Queimada de floresta amazônica ao lado da BR 163 no Pará deixou grande número de árvores mortas (na imagem, sem folhas e esbranquiçadas) Marizilda Cruppe/Rede Amazônia Sustentável O congresso da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) aprovou nesta sexta-feira (10), uma moção que pede a proteção de 80% da bacia amazônica até 2025. O encontro mundial mais importante para debater a situação da biodiversidade no planeta se encerra nesta sexta-feira (10) em Marselha, no sul da França. Sediado na França, Congresso da Natureza pressiona Brasil a preservar a Amazônia Quase 30% das espécies conhecidas no planeta correm risco de extinção A moção, apresentada pelos grupos indígenas, foi aprovada por unanimidade, declarou Mamadou Diallo, um dos integrantes da presidência do congresso. A aprovação foi seguida por uma salva de palmas dos participantes, conforme transmissão ao vivo do evento. O texto pede que os membros da UICN se comprometam a "proteger, conservar e administrar de forma sustentável pelo menos 80% da Amazônia até 2025”, uma reivindicação feita por indígenas presentes no evento. Para isso, eles devem “reconhecer e contar com a colaboração de liderança dos povos indígenas na Amazônia, garantindo seu consentimento livre, prévio e informado". O Congresso Mundial da Natureza, organizado pela UICN, acontece a cada quatro anos. As resoluções adotadas não são juridicamente vinculantes, mas costumam servir para orientar as políticas ambientais. Com a ausência de vários membros devido à crise sanitária, alguns participantes solicitaram, em caráter de emergência, uma votação online. Esta modalidade não era prevista nos estatutos da UICN. Nove países e territórios compartilham a bacia amazônica, considerada uma das áreas do planeta com maior biodiversidade. A moção sobre a região marcou a entrada dos grupos indígenas nos debates da UICN. Na discussão final, seus votos foram somados aos das ONGs participantes. Carta aberta de empresas e organizações da Europa é contra privatização de terras na Amazônia Moções aprovadas viram resoluções No congresso em Marselha, iniciado em 3 de setembro, os indígenas passaram a ser, pela primeira vez, reconhecidos como grupo integrante da entidade, depois de terem participado durante décadas como organizações não governamentais. Fundada em 1948, a UICN é uma organização pouco comum, com Estados, ONGs e agora povos indígenas em pé de igualdade. Na moção sobre a Amazônia, a UICN lamenta "a morte de milhares de indígenas e de seus líderes na região durante a pandemia, assim como a dos defensores assassinados deliberadamente, enquanto protegiam seus territórios". O texto lembra ainda que, em 2020, a floresta perdeu pelo menos 2,3 milhões de hectares, devido ao desmatamento, "o que significa um aumento de 17% em relação a 2019". Alertas de desmate somam 1.416 km² de área em julho e fazem Amazônia ter 2ª pior temporada em cinco anos Desmatamento na Amazônia em 2020 é mais de 3 vezes superior à meta proposta pelo Brasil para a Convenção do Clima Amazônia registra quase 5 mil focos de queimadas em julho mesmo com decreto que proíbe o uso do fogo A moção também pede aos "Estados e agências governamentais membros da UICN na Amazônia" que "reconheçam plenamente e delimitem todas as terras e territórios ancestrais pertencentes aos povos indígenas". Outras moções Representantes de 160 países participam do congresso. O Ministério do Meio Ambiente, entretanto, não enviou representantes, mas um diplomata da embaixada de Paris foi destacado a para acompanhar o evento em Marselha. Outro texto já adotado pelos participantes foi o pedido para “reforçar a proteção dos mamíferos marinhos”, como os golfinhos. A moção propõe uma cooperação regional para a criação de “zonas de proteção reforçadas” e medidas como “temporadas de pesca proibidas” e a “redução da velocidade de navios”. Mais de cem moções sobre vários temas mobilizam os debates. Entre elas, 30 são consideradas urgentes e devem ser aprovadas, como o uso de biologia sintética; o aumento do risco de propagação da zoonose, devido à perda de biodiversidade; as negociações internacionais para estabelecer um novo marco mundial para a proteção da natureza; mudança climática; e uma "moratória sobre a mineração no fundo do mar". G1 no YouTube
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10/09 - Cerrado tem a maior área sob alerta de desmatamento para agosto desde 2018, aponta Inpe
Foram 433 km² sob alerta de desmate, mais que o dobro para o mês em 2020. Na Amazônia Legal, foram 918 km² sob alerta em agosto, terceiro pior número nos últimos 3 anos. Queimada atinge o Cerrado da UFSCar em São Carlos Reprodução/EPTV O Cerrado registrou, em agosto, uma área de 433 km² sob alerta de desmatamento – a maior para o mês desde 2018, segundo o monitoramento do sistema Deter-B, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). É mais que o dobro da área sob alerta em agosto de 2020. Na Amazônia Legal, houve 918 km² de área sob alerta de desmatamento em agosto, terceiro pior número nos últimos 3 anos (veja detalhes mais abaixo). A maior parte do desmatamento visto em agosto no Cerrado ocorreu no Maranhão (123 km², equivalente a 28% do total). Em segundo lugar veio o Tocantins (92 km²) e, em terceiro, a Bahia (71 km²). O mês passado marcou o início da temporada de desmatamento no bioma. A medição do desmate no Brasil – tanto no Cerrado como na Amazônia – considera sempre a temporada que vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte, por causa das variações do clima. Desmatamento avança no Cerrado e faz crescer risco de apagão elétrico no Brasil O Deter não é o dado oficial de desmatamento, mas alerta sobre onde o problema está acontecendo. A medição oficial do desmatamento, feita pelo sistema Prodes, costuma superar os alertas sinalizados pelo Deter. 00:00 / 24:08 Além da alta no desmate, o Cerrado também registrou, de 1º de janeiro até 31 de agosto deste ano, o maior número de focos de queimadas para esse período desde 2012. Ao todo, o bioma, que é o segundo maior do Brasil, ocupa quase um quarto do território brasileiro e está presente em 15 estados – Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia, Roraima, São Paulo e Tocantins – e no Distrito Federal. Por ter o solo mais alto, ele é responsável por absorver umidade e levar água para 8 das 12 bacias mais importantes para o consumo de água e geração de energia no país. A falta de chuva que atinge a região neste ano influencia a seca vista no Pantanal, no Rio São Francisco e até na hidrelétrica de Itaipu. (Entenda mais sobre isso). Amazônia Legal Na Amazônia Legal, a área sob alerta de desmatamento foi de 918 km² em agosto, terceiro pior número nos últimos 3 anos. A região também viu o terceiro pior número de queimadas em 3 anos no mês passado, acima da média histórica. Em julho, um estudo liderado por uma pesquisadora do Inpe, publicado na revista "Nature" – uma das mais importantes do mundo – apontou que regiões da floresta afetadas pela degradação ambiental estão levando o conjunto da Amazônia a emitir mais carbono do que consegue absorver. A Amazônia Legal corresponde a 59% do território brasileiro e engloba a área de 8 estados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, além de parte do Maranhão. SATÉLITES: Entenda como funcionam satélites que monitoram desmatamento na Amazônia Estados que mais desmataram Queimada em área desmatada em Novo Progresso, no Pará, em agosto de 2020 CARL DE SOUZA / AFP O Pará foi, mais uma vez, o estado que teve a maior área da Amazônia Legal sob alerta de desmatamento: 399 km², equivalente a 43,5% do total registrado em agosto. Na temporada passada, o estado concentrou quase metade de todo o desmatamento na Amazônia Legal, segundo o monitoramento do Prodes. Com Amazônia emitindo mais CO2 do que absorvendo, mundo pode perder o seu 'ar condicionado' Em segundo lugar no desmatamento veio o Amazonas, com 202 km² sob alerta. Depois vieram Rondônia, com 122 km², e Mato Grosso, com 100 km². O Acre ficou em quinto lugar, com 81 km² sob alerta. O Maranhão teve 8 km² sob alerta, e Roraima, 4 km². O Tocantins teve 1 km² sob alerta. O Amapá não registrou área sob alerta de desmatamento. \ Veja VÍDEOS de natureza e meio ambiente:
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10/09 - Tartarugas invasoras viram canibais, expulsam animais nativos e são proibidas na Europa e na Austrália
Animal é nativo da América do Norte. Exemplares podem medir até 30 centímetros de comprimento, chegando a viver 30 anos e custam 5 dólares na Índia. As tartarugas invasoras que se tornam canibais Veja reportagem completa no VÍDEO acima Resumo: Embora pareça simpática, a tartaruga-de-orelhas-vermelhas é uma espécie exótica invasora temida por seu impacto negativos em diferentes ecossistemas. Podendo medir até 30 centímetros de comprimento e chegando a viver 30 anos, esses animais comem tudo o que veem e expulsam os animais nativos. É possível ver o impacto da inserção das tartarugas-de-orelhas-vermelhas na Índia, país onde é possível comprar os animais por cerca de 5 dólares. Em Bangalore, após comerem tudo que estava disponível, observou-se que as tartarugas se tornaram canibais, comendo umas às outras. Atualmente, Europa e Austrália proíbem a importação do animal, que é nativo da América do Norte. (VEJA TAMBÉM: Abaixo, VÍDEO mostra o peixe-leão, que é invasor em Fernando de Noronha e ameaça ecossistema local) Por que um peixe invasor ameaça o ecossistema em Fernando de Noronha G1 no YouTube
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