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20/05 - Jardim Botânico publica edital para escolha de conselheiros em Juiz de Fora
Podem participar órgãos, entidades públicas e representantes da sociedade civil organizada.Os interessados devem enviar por e-mail a documentação exigida no edital de seleção até o dia 3 de junho. Os visitantes terão acesso a cerca de 10 hectares da área total do Jardim Botânico da UFJF em Juiz de Fora Raul Mourão/UFJF O Jardim Botânico da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) publicou nesta semana um edital de convocação para compor o conselho do local em Juiz de Fora. Podem participar órgãos, entidades públicas e representantes da sociedade civil organizada. O edital prevê duas vagas: uma para representantes de órgãos públicos e outra para representantes da sociedade civil organizada, todos com atuação na esfera ambiental e em áreas correspondentes aos objetivos do Jardim Botânico. Os interessados devem enviar por e-mail (jardimbotanico@ufjf.edu.br) a documentação exigida no edital de seleção até o dia 3 de junho. Os aprovados deverão comparecer presencialmente no dia 7 de junho, às 14h, na sede administrativa do Jardim Botânico, que fica na Rua Cel. Almeida Novais, nº246, Bairro Santa Terezinha. Segundo o diretor do Jardim Botânico, Gustavo Soldati, o espaço atua em três esferas: Administrativa: formada pelos pró-reitores da UFJF; Técnica: composta por professores dos cursos ligados ao Jardim Botânico; Comunitária: espaço em que estes órgãos e representantes da sociedade civil atuam como conselheiros, representam os bairros do entorno e a sociedade em geral. “É o conselho quem define as políticas, os processos, os projetos de extensão. Ele quem constrói o plano diretor, avalia os planos de atividades anuais e define como o Jardim Botânico caminha.” explicou o diretor. De acordo com a UFJF, em caso de falta de candidatos interessados em participar do processo eletivo, serão reabertos os prazos para a realização das fases estabelecidas pelo edital. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes
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20/05 - Governo edita decreto que regulamenta mercado de créditos de carbono no Brasil
Segundo governo, foco é exportar créditos a países e empresas que precisam compensar emissões para cumprir compromissos de neutralidade de carbono. O governo federal publicou nesta quinta-feira (19), em edição extraordinária do "Diário Oficial da União" (DOU), um decreto para regulamentar o mercado de crédito de carbono no país. O mercado de crédito de carbono é um sistema de compensações de emissão de carbono ou outros gases de efeito estufa (GEE). Os créditos são gerados pelas empresas que diminuem suas emissões e podem vender esses ativos para empresas e países que não atingiram suas metas de redução destes. Entenda o que é o mercado de carbono Segundo o governo, o foco da regulamentação será a exportação de créditos, especialmente a países e empresas que precisam compensar emissões para cumprir com compromissos de neutralidade de carbono. Entenda o que é o mercado de carbono As regras também instituem o crédito de metano, unidades de estoque de carbono, e o sistema de registro nacional de emissões e reduções de emissões e de transações de créditos. Também será possível registrar a pegada carbono dos produtos, processos e atividades – que é a quantidade total de emissões de gases de efeito estufa que são emitidos de maneira direta ou indireta por produtos ou serviços ao longo do seu ciclo de vida. Com o decreto, também poderão ser comercializados os créditos de carbono de vegetação nativa – que pode ser gerado em 280 milhões de hectares em propriedades rurais, o carbono do solo – fixado durante o processo produtivo, e o carbono azul – presente em áreas marinhas e fluviais. A publicação do decreto foi anunciada pelo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, na quarta-feira (18) durante congresso sobre o mercado de carbono. O decreto estabelece também os procedimentos para a elaboração dos Planos Setoriais de Mitigação das Mudanças Climáticas e institui o Sistema Nacional de Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Sinare). Os Planos Setoriais de Mitigação das Mudanças Climáticas deverão estabelecer metas gradativas de redução de emissões e remoções por sumidouros de gases de efeito estufa. Os planos serão propostos pelos ministérios do Meio Ambiente, da Economia ou por outras pastas setoriais relacionadas. Já o Sinare será uma central única de registro de emissões, remoções, reduções e compensações de gases de efeito estufa e de atos de comércio, de transferências, de transações e de aposentadoria de créditos certificados de redução de emissões. VÍDEOS: notícias sobre política
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19/05 - Pesquisadores comemoram registro de alimentação de três filhotes de sebito em Noronha: 'um evento raro', diz biólogo
Foto foi produzida pelo biólogo Rihel Venuto e repassada para estudo do Projeto Aves de Noronha, que desenvolve pesquisa na ilha desde 2016. O registro do sebito alimentando três filhotes é considerado raro Rihel Venuto/Projeto Flora Pesquisadores festejaram, nesta quinta (19), o registro de uma ave nativa, o sebito, alimentando três filhotes, em Fernando de Noronha. “É um evento muito raro. Estamos muito felizes por esse achado”, disse o biólogo Heideger Nascimento, pesquisador do projeto Aves de Noronha. A foto foi produzida pelo biólogo Rihel Venuto, voluntário do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio). O registro foi feito, inicialmente, para a pesquisa de preservação da flora e encaminhada para estudo dos pássaros. A coordenadora do Projeto Aves de Noronha, Cecília Licarião, festejou o registro. “A raridade do registro está no fato de serem três filhotes. O normal é identificar dois filhotes. Eu trabalho na ilha desde 2016 e nunca tinha visto. Na maior plataforma de ciência cidadã também não há registro como esse”, disse Cecília. O sebito tem nome científico Vireo gracilirostris. É uma espécie endêmica. Ou seja, só é encontrada em Noronha. O pássaro fez o ninho uma árvore nativa, o feijão bravo. “Esse fato nos desperta para avaliar se existem plantas que favorecem melhores ninhos, que possibilitem uma quantidade maior de filhotes. Isso nos impressionou. Estamos muitos felizes e vamos acompanhar”, declarou Heideger Nascimento. O normal é a ave alimentar dois filhotes Heideger Nascimento/Projeto Aves de Noronha A estudiosa Cecília Licarião também exaltou a importância da flora. “Existe uma associação. A flora nativa é importante para as aves da ilha. É muito bom constatar o ambiente equilibrado. Seria ruim ver os sebitos utilizarem espécies exóticas, como linhaça, para fazer ninhos “, avaliou a coordenadora. Existe uma parceria entre os pesquisadores. A foto rara foi feita pelo pesquisador do Projeto Flora de Noronha. Os estudiosos trocam informações e registros que ajudem na preservação do meio ambiente. “É uma parceria que tem dado certo, nós trabalhamos pela preservação do bioma”, afirmou Heideger Nascimento. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
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12/05 - Elefantas que viveram 2 décadas em ecoparque na Argentina chegam ao Santuário em MT onde vão viver na natureza
Após seis dias de viagem, Pocha e Guillermina chegaram ao Santuário dos Elefantes e estão se adaptando ao ambiente ao qual nunca tiveram acesso. Pocha e Guillermina chegam ao Santuário dos Elefantes em MT Pocha e Guillermina que estavam sendo transferidas do Ecoparque de Mendoza, na Argentina para o Santuário dos Elefantes (SEB), em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, chegaram no local, nesta quinta-feira (12). As duas viveram duas décadas em um recinto de concreto subterrâneo. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram Foram seis dias de viagem. Como as duas viviam em um local fechado, não conhecem o ambiente natural. De acordo com os biólogos que estavam na viagem, elas ficaram bem tranquilas, mas estão cansadas. O próximo passo é esperar as elefantas se acostumarem e conhecerem o local novo. Pocha e Guillermina chegaram ao Santuário nesta quinta-feira (12) Reprodução Desde junho do ano passado, as elefantas estavam se preparando para ser transferidas ao Santuário dos Elefantes. Elas precisam se acostumar com uma caixa de transporte e para isso é feito um treinamento. Eles só ficam nas caixas quando estão confortáveis para a viagem. Pocha tem 55 anos e vivia nas instalações de Mendoza desde 1968, depois de chegar da Alemanha. Guillermina, filha de Pocha e Tamy, tem 22 anos e nasceu no local. A filha nunca conheceu outra realidade, além das paredes. Guillermina ainda está se adaptando ao Santuário Reprodução/Luiz Gongaza Neto Pocha é uma mãe quieta e protetora, enquanto Guillermina tem uma grande personalidade, age como uma criança mimada. A mãe tem pele clara por esfregar nos muros de concreto e também devido à pele seca. Ela também tem muita pele rosada com pintas pretas, comum com a despigmentação que ocorre nos elefantes asiáticos. Ela tem um sorriso largo e olhos brilhantes. As duas estão consideravelmente acima do peso e não possuem nenhum problema de saúde conhecido. As elefantas ficaram em uma caixas de transporte durante seis dias Reprodução/Luiz Gongaza Neto Guillermina não conhece o comportamento apropriado dos elefantes, e sua mãe a deixa fazer o que quiser. A elefanta é insegura, tímida e um pouco medrosa. Ambas são curiosas. A filha tem uma aparência jovem com uma estrutura pequena, pele firme e uma pequena barriga. A vida inteira dela foi em um recinto de concreto. Ela nunca pôde explorar qualquer forma de vida dinâmica e, por causa disso, a insegurança regula as poucas escolhas que tem. Campanha De acordo com o SEB, um dos grandes custos diários é com a alimentação oferecida aos elefantes, como feno, frutas, legumes, grãos, melaço, entre outros. A quantidade necessária desses alimentos para os elefantes é muito grande. Com isso, a campanha foi criada para arrecadar recursos e adquirir os itens de alimentação de Pocha e Guillermina, durante o período de dois meses.
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11/05 - Conselho da Amazônia se reúne pela 1ª vez no ano, mas não adota novas ações contra desmatamento
Desmatamento da floresta no mês passado foi o maior para meses de abril em 15 anos. Reunião do conselho teve a presença de governadores dos estados da Amazônia Legal. O Conselho Nacional da Amazônia Legal teve o primeiro encontro de 2022 nesta quarta-feira (11). Mesmo após mais de duas horas de reunião, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que também preside o colegiado, não apresentou novas ações do governo federal para desacelerar o ritmo do desmatamento na floresta. Mourão conversou com jornalistas depois da reunião e citou apenas medidas que já estão sendo adotadas para combater o desmatamento ilegal na região, como a Operação Guardiões do Bioma – de responsabilidade dos ministérios do Meio Ambiente e da Justiça. LEIA TAMBÉM: Alertas de desmatamento batem recorde para o mês de abril Cai número de autuações e aumenta taxa de desmatamento “Os diferentes ministérios apresentaram toda a gama de atividades que estão realizando principalmente na questão do desenvolvimento da Amazônia. Assim como o Ministério do Meio Ambiente, o Ministério da Justiça expôs seu planejamento quanto ao combate aos ilícitos ambientais que ocorrem na Amazônia e que estão sob o guarda-chuva da Operação Guardiões do Bioma”, apontou o vice-presidente. Mourão também destacou a ação da Polícia Federal na repressão dos crimes no bioma e citou que, até o momento, foram realizadas 66 operações. Entidades enviam carta aos EUA por verba contra desmatamento Desmatamento em abril Dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgados nesta quarta-feira (11), mostram uma perda de 1.197 km² de vegetação na Amazônia em abril, 54% a mais do que o registrado no mesmo mês de 2021. Esse foi o pior abril dos últimos 15 anos, desde que o instituto iniciou o monitoramento por satélites, em 2008. Esses números confirmam as informações apresentadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais há cinco dias. Segundo aferição do sistema Deter, os alertas de desmatamento na Amazônia passaram de 1 mil km² em abril e bateram recorde para o período. Desta vez, a reunião contou com a presença dos governadores da Amazônia Legal. Até então, por conta de decretos editados pela Presidência da República, em 2020, os gestores tinham sido excluídos do conselho. No entanto, uma decisão do Supremo Tribunal Federal em abril determinou a retomada da participação dos governadores no colegiado. Os cinco estados com maior área sob alertas de desmatamento em abril foram: Amazonas - 346.89 km² Pará - 241.92 km² Mato Grosso - 286.68 km² Rondônia - 107.86 km² Garimpo em terras yanomamis Questionado sobre as ameaças que os indígenas yanomamis e ONGs ambientais vêm enfrentando nos últimos meses, Mourão respondeu que os números de garimpeiros na região são “fantasiosos”: “Existem alguns dados que, muitas vezes, são fantasiados, como aquela história de que tem 20 garimpeiros lá dentro, não é? A nossa avaliação é que temos na faixa de 3 mil, que já é extremamente fora daquilo que se destina à terra indígena.” A Terra Yanomami é a maior reserva indígena do país em extensão territorial e há décadas é alvo de exploradores ilegais que buscam ouro, cassiterita e outros minérios. A Hutukara Associação Yanomami (HAY) estima que, atualmente, há 20 mil garimpeiros explorando ilegalmente a região. Segundo o relatório "Yanomami sob ataque", divulgado em abril pela HAY, o garimpo ilegal avançou 46% na região no ano passado, a maior devastação da história desde a demarcação e homologação do território há quase 30 anos. Em 2021, a degradação chegou à marca de 3.272 hectares, frente aos 2.234 hectares de 2020 -- 1.038 hectares a mais em um ano. VÍDEOS: notícias de política
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11/05 - Tamanduá-bandeira é resgatado pela Polícia Ambiental no quintal de residência em Pacaembu
Animal foi solto em uma mata ciliar próxima ao Rio do Aguapeí. Tamanduá-bandeira foi resgatado em Pacaembu (SP) Polícia Militar Ambiental A Polícia Militar Ambiental resgatou, nesta terça-feira (10), um tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) no quintal de uma residência no Bairro Guaraniuva, em Pacaembu (SP). Os policiais foram acionados para o atendimento da ocorrência e, ao chegarem ao local, realizaram a contenção do animal. Como foi constatado que não havia nenhuma evidência de ferimentos, o tamanduá foi solto em seu habitat natural, em uma mata ciliar próxima ao Rio do Aguapeí, em Pacaembu. Tamanduá-bandeira foi resgatado em Pacaembu (SP) Polícia Militar Ambiental Olfato apuradíssimo A espécie tem distribuição em campos e cerrados das Américas Central e do Sul, desde a Guatemala até a Argentina. São insetívoros. Comem apenas formigas e cupins. Abrem os cupinzeiros e os formigueiros com as garras poderosas. Eles introduzem a longa língua, com diâmetro entre 1cm e 1,5cm, que pode se projetar a 60cm para fora da boca. Os insetos ficam grudados na língua e, desta forma, o animal apenas os engole. Os tamanduás-bandeira são os únicos mamíferos terrestres que não possuem dentes. Os tatus e preguiças possuem dentes incompletos, sem a presença de esmalte. Seu comprimento da cabeça e do corpo é de 1 a 1,2 metro. Só de focinho são quase 45 centímetros e tem ainda a cauda, com 60 a 90 centímetros. A cauda tem pelos longos que formam uma espécie de bandeira, o que serviu para adjetivação de nome vulgar. Animal de hábitos diurnos, normalmente vagaroso, mas quando perseguido pode fugir em galope. O famoso abraço de tamanduá, tido como símbolo de traição, é praticamente a única defesa desse animal desajeitado e de visão e audição muito limitadas. O melhor sistema de alerta do tamanduá-bandeira é o olfato, que é apuradíssimo. Ao pressentir o perigo, ele faz uso de articulações extras e levanta as patas dianteiras, apoiando o peso num tripé formado pelas duas patas traseiras e a cauda. É a posição de defesa, mas mesmo assim o tamanduá-bandeira suporta certa proximidade com o homem, sobrevivendo em áreas de lavouras e até perto de cidades. Tamanduá-bandeira foi resgatado em Pacaembu (SP) Polícia Militar Ambiental VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.
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10/05 - Violência contra yanomamis: Câmara instala comissão para acompanhar denúncias
Grupo vai acompanhar diligências da Câmara e do Senado na comunidade de Aracaçá, em Roraima, onde PF investiga denúncia de crimes supostamente cometidos por garimpeiros. A Câmara dos Deputados instalou nesta terça-feira (10) uma comissão externa criada na semana passada para acompanhar as denúncias de violações de direitos contra indígenas na Terra Yanomami. A comissão terá 13 membros e será coordenada pela única parlamentar indígena do Congresso, a deputada Joenia Wapichana (Rede-RR). O Congresso decidiu acompanhar o assunto após relatos de que uma menina yanomami, de 12 anos, teria morrido após ter sido estuprada por garimpeiros na comunidade de Aracaçá, em Roraima. A denúncia foi feita pelo presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye'kwana (Condisi-YY), Júnior Hekurari Yanomami, que relatou ainda a morte na região de uma outra criança, de 3 anos, devido à ação de garimpeiros. Na sexta (6), a Polícia Federal afirmou que as investigações, ainda não concluídas, não encontraram indícios dos supostos crimes. PF fala sobre denúncia de estupro e morte de adolescente ianomâmi O delegado Daniel Ramos avaliou, em conversa com jornalistas, que a denúncia pode ter sido originada por um “conflito de narrativas”. A PF aguarda laudo de cinzas coletadas na cabana encontrada queimada no local para saber se há algum material biológico. Relatos de violações As primeiras ações do grupo serão focadas no acompanhamento da denúncia e da investigação feita pelas autoridades locais. Mas, de acordo com deputada Joenia Wapichana, a comissão também deve levantar os “relatos contínuos” de violações de direitos humanos contra os yanomamis. “Existe violência na área yanomami e não somente neste caso da menina que pode ter sido estuprada. Todos esses casos em Roraima merecem ser averiguados”, disse. As comissões de Direitos Humanos do Senado e da Câmara estarão na comunidade Aracaçá nestas quarta (11) e quinta (12). O objetivo é acompanhar o trabalho de investigação e conversar com lideranças indígenas. Segundo a coordenadora, além de reuniões semanais, a comissão deve ouvir autoridades e especialistas para fazer um diagnóstico da situação vivenciada pelos yanomamis, além de avaliar as ações do Poder Executivo para a defesa dos indígenas. VÍDEOS: notícias de política
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09/05 - 'Péssimos, horrorosos', diz Mourão sobre dados de alerta de desmatamento na Amazônia em abril
Dados do Deter mostraram que a Amazônia teve uma área sob alerta de desmatamento de mais 1 mil km² em abril, recorde para o período. O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira (9) que os dados de alerta de desmatamento na Amazônia em abril foram "péssimos, horrorosos". Os dados, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), aferidos por meio do Deter, foram divulgados na sexta-feira (6). Apontaram que os alertas de desmatamento na Amazônia passaram de 1 mil km² em abril e bateram recorde para o período. Mourão comandou o Conselho da Amazônia, órgão criado pelo governo para organizar ações de combate ao desmatamento. As atividades do conselho se encerraram em 2021. O vice foi questionado sobre o recorde negativo de alertas para o mês de abril ao chegar ao Palácio do Planalto. "Péssimos. Horrorosos. Estamos vendo onde é que estamos errando", respondeu Mourão. Segundo o vice-presidente, o governo mantém em curso a operação Guardiões do Bioma, sob a tutela dos ministérios do Meio Ambiente e da Justiça, e estuda medidas para reverter a alta da derrubada da floresta. Em abril, área com alertas de desmatamento na Amazônia foi a maior dos últimos sete anos Como uma possível justificativa para o aumento no desmate, Mourão afirmou que há pessoas utilizando o período eleitoral para aumentar a invasão sobre a região. “Não sei, pessoas querendo se aproveitar de um momento, né? Nós estamos num processo eleitoral. Então, vamos dizer, assim, há uma vigilância menor na tese deles. É muita gente operando na ilegalidade”, disse. Dados do Deter Os meses de janeiro e fevereiro deste ano também acumularam recordes de derrubada de florestas no bioma. Segundo especialistas, esses números sinalizam que são grandes as chances de o acumulado no período 2021/2022 levar a Amazônia a superar os 15 mil km² de destruição até julho. Temporada de desmatamento mais intensa O Observatório do Clima analisa os dados do Deter/Inpe e aponta que, no acumulado do ano/período, os alertas já chegam a 5.070 km², 5% a mais do que na temporada passada e segundo maior número da série histórica — perdendo apenas para o recorde de 5.680 km2 batido pelo próprio governo Bolsonaro em 2020. VÍDEOS: veja mais notícias de política
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06/05 - Parque Municipal tem inscrições abertas para visita guiada em Juiz de Fora; saiba como participar
Os interessados devem ligar ou mandar e-mail para agendar, nos dias e horários determinados. Visita Guiada no Parque Municipal de Juiz de Fora Prefeitura de Juiz de Fora/Divulgação O Parque Municipal de Juiz de Fora está com inscrições abertas para as visitas guiadas gratuitas. O espaço, localizado no Bairro Nova Califórnia, oferece momentos de lazer e apreciação da natureza. De acordo com a Prefeitura, o agendamento deve ser feito com no mínimo 5 dias de antecedência da data pretendida. Podem participar escolas, faculdades, turistas, instituições ou visitantes em geral, com grupos a partir de cinco pessoas. O objetivo é atingir diferentes faixas etárias da população para desenvolver e despertar as necessidades de preservação do Meio Ambiente, por meio da Educação Ambiental. A visita conta também com atividades lúdicas e interpretativas. Para agendar, é necessário ligar para o telefone (32) 3690-3655 ou pelo e-mail parquemunicipaljf@gmail.com. Os horários são de terça a sexta-feira às 9h ou 14h; e sábado, às 9h. O projeto apresenta o parque e oferece visita guiada à trilha que tem cerca de 600 metros. O Parque Municipal oferece paisagens deslumbrantes da fauna e flora. Os inscritos podem aproveitar toda a estrutura do local enquanto por lá estiver. Na estrutura do parque ainda há quatro campos de futebol, quatro quadras, um ginásio poliesportivo coberto, um parque infantil, instalações de churrasqueiras, além de estacionamento, áreas arborizadas. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes
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06/05 - Morador do Jardim Planalto, em Presidente Prudente, leva multa de R$ 8 mil por manter 16 aves silvestres em cativeiro
Oito coleirinhas, quatro trinca-ferros, três canários-da-terra e uma cambacica foram resgatados pela Polícia Militar Ambiental nesta sexta-feira (6). Aves foram resgatadas em Presidente Prudente (SP) nesta sexta-feira (6) Polícia Militar Ambiental A Polícia Militar Ambiental resgatou 16 aves da fauna silvestre que eram mantidas irregularmente em cativeiro em uma residência no Jardim Planalto, em Presidente Prudente (SP), nesta sexta-feira (6). Após uma denúncia, os policiais compareceram ao local e tiveram a permissão do morador da casa, um rapaz de 19 anos, para realizar uma vistoria no imóvel. A fiscalização encontrou, então, oito coleirinhas, quatro trinca-ferros, três canários-da-terra e uma cambacica que eram mantidos em cativeiro sem autorização. Segundo a polícia, o morador afirmou desconhecer a legislação vigente e confirmou não ter qualquer autorização para manter as aves naquela condição. Ele recebeu um auto de infração ambiental no valor de R$ 8 mil por manter em cativeiro aves da fauna silvestre. Como ainda se encontravam em estado bravio, as aves foram devolvidas ao seu habitat natural. Aves foram resgatadas em Presidente Prudente (SP) nesta sexta-feira (6) Polícia Militar Ambiental Aves foram resgatadas em Presidente Prudente (SP) nesta sexta-feira (6) Polícia Militar Ambiental Aves foram resgatadas em Presidente Prudente (SP) nesta sexta-feira (6) Polícia Militar Ambiental Aves foram resgatadas em Presidente Prudente (SP) nesta sexta-feira (6) Polícia Militar Ambiental VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.
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06/05 - Vídeo mostra pescador 'disputando' peixe com tubarão no fundo do mar em Noronha; 'era bem atrevido', diz
Morador da ilha Nego Noronha praticava pesca artesanal quando teve que 'disputar pescado' com um animal, a sete metros de profundidade. Mergulhador e tubarão disputam peixe no fundo do mar em Noronha Um vídeo flagrou o momento em que um peixe era "disputado" por um mergulhador e um tubarão, no fundo do mar, em Fernando de Noronha. "Era bem atrevido", disse o morador da ilha Erivaldo Alves da Silva, que fazia pesca artesanal, nesta sexta (6) (veja vídeo acima). Conhecido como Nego Noronha, Erivaldo contou que, durante a pescaria, "lutou" com o tubarão. É que o bicho avançou no anzol em busca de um dos peixes que o pescador já tinha fisgado. “O tubarão tirou o peixe do anzol, comeu a metade e depois voltou para devorar a outra metade da piraúna. Ele ainda tentou comer um segundo peixe maior, uma mariquita”, contou Nego Noronha. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram Tubarão fez mais de uma investida Nego Noronha/Acervo pessoal O pescador contou que a "disputa marinha" aconteceu na região do Porto de Santo Antônio, a uma profundidade de sete metros. O morador da ilha disse que não teve medo da situação e até achou graça. “Eu achei engraçado, era um tubarão de tamanho médio. Ele tentou engolir um peixe maior e não conseguiu, não cabia na boca. Eu e meu amigo rimos muito, foi bem engraçado”, contou o pescador. Apesar da disputa, Nego Noronha garantiu a pescaria do almoço e o pescado da venda para o fim de semana. Tubarão atacou o peixe fisgato pelo pescador Nego Noronha/Acervo pessoal VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
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06/05 - Alertas de desmatamento na Amazônia passam de 1 mil km² em abril e batem recorde para o período
Ambientalistas explicam que esta é a 1ª vez nas medições oficiais em que os alertas passam de 1 mil km² em abril, último mês do “inverno” amazônico, quando ritmo das motosserras é historicamente inferior. Alerta de desmatamento na Amazônia bate recorde para o mês de abril Os alertas de desmatamento na Amazônia passaram de 1 mil km² em abril e bateram recorde para o período, de acordo com os dados do sistema de alertas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Deter, divulgados nesta sexta-feira (6). 97% dos alertas de desmatamento no Brasil emitidos desde 2019 não foram fiscalizados, aponta levantamento Maior taxa de desmatamento na Amazônia em 15 anos coincide com menor número de autuações do Ibama Alertas de desmatamento em abril, série histórica: 2016: 440 km² 2017: 127 km² 2018: 490 km² 2019: 247 km² 2020: 407 km² 2021: 580 km² 2022: 1.012 km² "Esta é a primeira vez na história do sistema Deter-B, do Inpe, que os alertas mensais de desmatamento ultrapassam 1 mil km² no mês de abril", alerta o Observatório do Clima, rede de organizações e entidades especializada no monitoramento de temas do meio ambiente no Brasil. Segundo o Observatório, o cenário é grave porque abril ainda é um mês de chuvas na Amazônia — o último do chamado "inverno" amazônico, quando o ritmo das motosserras naturalmente arrefece. "Antes do governo Bolsonaro, era raro um dado mensal de alertas ultrapassar 1.000 km² até mesmo na estação seca", complementa o Observatório do Clima. Em março, o g1 já havia apontado que a alta dos alertas no período do chuva é preocupante e, segundo especialistas, sinaliza que são grandes as chances de o acumulado no período 2021/2022 levar a Amazônia a superar os 15 mil km² de destruição até julho. O atual cenário de devastação vai na contramão das metas e compromissos assumidos pelo Brasil durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26), entre eles, acabar com o desmatamento ilegal antes de 2030. Brasil atualiza metas de redução de emissões na ONU, mas especialistas apontam retrocesso e falta de metas já anunciadas Localidades sob maior impacto em abril Os cinco estados com maior área sob alertas de desmatamento em abril foram: Amazonas - 346.89 km² Pará - 241.92 km² Mato Grosso - 286.68 km² Rondônia - 107.86 km² Os municípios com maior área sob alerta de desmatamento foram: Lábrea/AM: 107.05 km² Altamira/PA: 94.02 km² Apuí/AM: 86.62 km² Colniza/MT: 74.58 km² Novo Progresso/PA: 67.07 km² Itaituba/PA: 42.02 km² Porto Velho/RO: 41.55 km² Manicore/AM: 39.47 km² Humaitá/AM: 32.53 km² São Felix do Xingu/PA: 30.71 km² Temporada de desmatamento mais intensa O Observatório do Clima analisa os dados do Deter/Inpe e aponta que, no acumulado do ano/período, os alertas já chegam a 5.070 km², 5% a mais do que na temporada passada e segundo maior número da série histórica — perdendo apenas para o recorde de 5.680 km2 batido pelo próprio governo Bolsonaro em 2020. Desde agosto passado, os alertas vêm batendo recordes: em outubro, janeiro, fevereiro e agora em abril, aponta o Observatório do Clima. “As causas desse recorde têm nome e sobrenome: Jair Messias Bolsonaro. O ecocida-em-chefe do Brasil triunfou em transformar a Amazônia num território sem lei, e o desmatamento será o que os grileiros quiserem que seja. O próximo presidente terá uma dificuldade extrema de reverter esse quadro, porque o crime nunca esteve tão à vontade na região como agora”, disse Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima. 'Se prendermos financiadores, garimpo quebra', defende diretor de associação ianomâmi Apenas 2,17% dos alertas de desmatamento tiveram algum tipo de fiscalização no Brasil
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04/05 - Senado aprova projeto que facilita construção de linha de transmissão de energia em terra indígena
Objetivo é viabilizar instalação do 'linhão' de Tucuruí, que pretende interligar Roraima ao sistema nacional de transmissão passando pela terra Waimiri-Atroari. Proposta segue para a Câmara. O Senado aprovou nesta quarta-feira (4) um projeto que facilita a instalação de linhas de transmissão de energia elétrica em terras indígenas. A medida pretende viabilizar a construção do chamado "linhão" de Tucuruí, uma linha de transmissão de 721 quilômetros entre Manaus (AM) a Boa Vista (RR). O projeto prevê que 122 quilômetros dela vão passar pela Terra Indígena Waimiri-Atroari. O "linhão" foi licitado em 2011, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), mas foi questionado na Justiça e até hoje não saiu do papel. Os indígenas que vivem na reserva Waimiri-Atroari cobram do governo federal um plano de compensações socioambientais por causa dos impactos irreversíveis que terão na floresta. Assista abaixo à reportagem de 2019 sobre a decisão do governo de acelerar a obra do "linha". Governo quer acelerar conclusão do linhão de Tucuruí para levar energia elétrica a Roraima Defensores da proposta afirmam que a construção do "linhão" de Tucuruí é necessária para interligar Roraima à rede nacional de transmissão de energia. O estado é o único "isolado" dessa rede e, por causa disso, toda a energia consumida em Roraima vem de termelétricas, usinas que usam diesel para produzir eletricidade. E parte do custo bilionário de compra desse diesel é bancada por consumidores de todo o país. Críticos cobram compensações e querem que as comunidades indígenas sejam consultadas sobre a construção do empreendimento. Além disso, temem que a proposta viabilize construções desse tipo em outras terras indígenas no país. Na terça-feira (3), o governador de Roraima, Antonio Denarium, deputados e senadores do estado se reuniram com o presidente Jair Bolsonaro para tratar do "linhão" de Tucuruí. Na reunião, foi apresentada uma proposta que previa R$ 90 milhões em compensação a ser paga aos indígenas. A proposta A construção de empreendimentos, mesmo que públicos, em terras indígenas é permitida desde que não impeça as atividades desses povos e que seja acompanhada de alguma compensação. Todavia, as construções podem ser questionadas judicialmente pelas comunidades por esbarrar em parágrafo da Constituição que estabelece que "as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se à sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes". O projeto aprovado pelo Senado nesta quarta prevê que a passagem de linhas de transmissão de energia elétrica por terras indígenas será considerada "de relevante interesse público da União" quando "observadas desproporcionalidades nos custos econômicos, financeiros e socioambientais das alternativas técnicas e locacionais". A mudança proposta busca atender a uma regra prevista na Constituição Federal, no capítulo que trata dos indígenas. O trecho permite a ocupação, o domínio e a posse de terras indígenas, desde que haja "relevante interesse público da União". Conforme o parágrafo 6º do artigo 231 da Constituição, "são nulos e extintos, não produzindo efeitos jurídicos, os atos que tenham por objeto a ocupação, o domínio e a posse das terras a que se refere este artigo, ou a exploração das riquezas naturais do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes, ressalvado relevante interesse público da União". Para os defensores da proposta, a alteração evitará eventuais questionamentos do Ministério Público sobre a construção do "linhão" de Tucuruí. Pelo texto, a declaração de relevante interesse público será feita por meio de decreto do presidente da República. Segundo a proposta, antes da implantação do empreendimento, as comunidades indígenas diretamente afetadas serão ouvidas sobre as obras. O projeto também prevê indenização às comunidades indígenas afetadas pela restrição do usufruto das terras. Conforme a proposta, caberá ao Poder Executivo a regulamentação dos procedimentos de consulta às comunidades indígenas e de cálculo da indenização a que terão direito. Soberania Em 2019, o governo federal, por meio do Conselho de Defesa Nacional, reconheceu que a obra linhão se enquadrava no “escopo da soberania e da integridade nacional” e, por isso, seria acelerada. Depois, as tratativas seguiram até que a Associação Indígena Waimiri-Atroari (ACWA) pediu a saída da Fundação Nacional do Índio (Funai) das negociações após o órgão afirmar que os indígenas estavam agindo, com ajuda externa, para atrasar o trabalho. Depois disso, a associação propôs ao governo um acordo de compensação a fim de que a obra fosse liberada. As regras foram enviadas a órgãos federais, como Ibama e Ministério Público Federal (MPF). VÍDEOS: notícias de política
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29/04 - Vídeo de jiboia em praça de Chapada dos Guimarães (MT) repercute como se ela tivesse surgido no local
Cobra havia sido resgatada horas antes de uma equipe de guias estarem na praça para um curso de treinamento. Um deles fez o vídeo e enviou para colegas em um grupo de WhatsApp e a mensagem acabou sendo distorcida, como se ela tivesse aparecido por conta própria. Jiboia em praça de Chapada estava sendo mostrada aos profissionais do ecoturismo O vídeo de uma jiboia 'passeando' pela Praça Dom Wunibaldo, em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, repercutiu nas redes sociais nesta semana e, ao contrário do que estava sendo espalhado, ela havia sido resgatada horas antes e, durante o trajeto para ser solta, coincidiu com um treinamento de um grupo de profissionais do ecoturismo sobre primeiros-socorros, que ocorria na praça. O caso aconteceu na quarta-feira (27). A informação que repercutiu dizia que o animal teria aparecido no local por conta própria, mas não. Ela tinha sido levada por um amigo dos guias, como explica a guia de turismo Márcia Marisa Bortoluzzi, de 54 anos, que gravou o vídeo e enviou em um grupo de WhatsApp. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram A jiboia estava sendo levada para ser devolvida ao habitat natural. Cobra foi mostrada a um grupo de profissionais do ecoturismo durante curso de treinamento Arquivo pessoal Ela e outros profissionais participavam de um treinamento de preparação para o período de seca e baixa umidade durante as trilhas na mata, quando as cobras costumam sair com mais frequência. Com isso, Márcia soube de um colega que estava resgatando uma jiboia e passaria ali pela praça onde eles estavam e pediu para ele mostrar a cobra ao grupo para que todos entendessem e visualizassem o animal, com objetivo de estimular a educação ambiental, em vez de reagir por impulso e matá-la. "Eu pedi para ele levar ao grupo de guias de turismo para mostrar que a jiboia não oferece peçonha e não devemos matá-la, e sim resgatá-la", explicou. Quem resgatou essa e outras cobras nos últimos dias foi o funcionário da Vigilância Epidemiológica do município, Bruno Marrafon. Ele é conhecido na região por realizar esses salvamentos. "Ele estava vindo de uma aldeia, onde foi resgatar a cobra e ia soltá-la próximo a Chapada Ventura. Nunca teve cobra na praça. Era só uma transferência e eu tirei uma foto e postei no grupo do turismo. Alguém baixou o vídeo e viralizou com textos errôneos, dizendo que a cobra estava passeando pela praça e tiraram de contexto", disse. LEIA TAMBÉM MT registra mais de 260 resgates de animais silvestres na zona urbana neste mês 'BBB do Pantanal': Mais de 100 câmeras em árvores monitoram animais silvestres 24 horas por dia Número de animais silvestres resgatados em áreas urbanas aumenta 35% em MT Jiboia é resgatada pelos bombeiros em estacionamento de loja em MT; veja vídeo Cobra é encontrada em encomenda dos Correios em MT Animais silvestres na zona urbana Nos três primeiros meses deste ano, o resgate de animais silvestres aumentou 35,6% em zonas urbanas. Ao todo, foram realizados 291 salvamentos, e 214 no ano passado, em igual período. Em janeiro deste ano, o Batalhão Ambiental registrou mais de 260 resgates de animais silvestres em zonas urbanas. Em 2021, foram mais de 344 atendimentos por mês, totalizando mais de 4 mil ocorrências em que os animais foram encontrados em situação de risco. Segundo o Batalhão, eles possuem 16 pontos de referência de resgate animal, sendo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), a responsável pelo salvamento e tratamento de possíveis casos de maus-tratos, juntamente com instituições parceiras.
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28/04 - Feira de animais doa todos os filhotes em menos de uma hora em Cuiabá
Antes mesmo de começar o evento, as pessoas já se aglomeravam para conseguir um novo companheiro. Cãozinho ganhou novo lar em feira de adoção Davi Valle/Secom-MT Em menos de uma hora, os 30 animais disponibilizados em feira de adoção em Cuiabá nesta quinta-feira (28), tiveram um novo tutor. A segunda edição do evento foi realizada na Praça Alencastro, no centro da capital. Antes mesmo da abertura, as pessoas já se aglomeravam no local da feira para garantir seu novo gato ou cachorro. O evento foi promovido pela Diretoria de Bem-Estar Animal, da Prefeitura de Cuiabá. Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram Animais ganham novos tutores em menos de uma hora em feira de adoção Davi Valle/Divulgação Os novos tutores receberam orientações sobre os cuidados domésticos e de saúde, recomendados aos cães e gatos. A Prefeitura de Cuiabá disse que ficou surpresa com o tamanho da procura pelos animais. Segundo o município, o evento mostrou ser um sucesso desde a primeira edição. A Diretoria de Bem-Estar Animal afirmou que a feira ajuda o município a expandir os atendimentos e acolher outros bichinhos em situação de vulnerabilidade. LEIA TAMBÉM Presos fazem 'casinhas pets' que serão doadas para ONGs e famílias carentes em MT Estudante apaixonada por animais vira 'pet sitter' nas horas vagas e profissão cresce em MT Cão Luke viaja para Petrópolis com bombeiros de MT para ajudar nas buscas por desaparecidos Cão atropelado tem coluna quebrada ao meio e é resgatado por casal que cria vaquinha para custos com tratamento As atividades da diretoria seguem vigentes durante todo ano, sem interrupções, por meio de agendamentos pelo telefone 0800 647 7755. O horário de funcionamento é de segunda-feira à sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h.
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28/04 - Jaguatirica é encurralada ao tentar entrar em área protegida por tela em MT; veja vídeo
Momento foi registrado por agricultor na madrugada desta quinta-feira (28), em Primavera do Leste. Jaguatirica é flagrada nas ruas de Primavera do Leste Uma jaguatirica foi flagrada nas ruas de Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá, nesta quinta-feira (28). O animal tentava entrar em área protegida por um alambrado, mas não conseguia. O momento foi flagrado pelo agricultor Mateus Viana, que estava voltando para Cuiabá. Segundo ele, as imagens foram feitas entre uma mata ciliar e dois condomínios residenciais da cidade. Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram Ele conta que estava passando pela avenida com o vidro aberto, por volta das 4h30, quando ouviu o barulho de animal na mata. Logo que visualizou o felino, o agricultor pensou que era uma onça. No entanto, pela cabeça pequena pensou ser uma jaguatirica. LEIA TAMBÉM Filhote de jaguatirica é resgatado pela Polícia Civil em chácara em MT Jaguatirica morre atropelada em BR-070 perto de área de preservação ambiental em MT Onça-parda é encontrada morta às margens de estrada para Chapada dos Guimarães (MT) Onças-pintadas são filmadas por turistas durante pesca no Pantanal em MT; veja vídeo Agricultor perguntou nas redes sociais se animal flagrado era onça ou jaguatirica Reprodução O agricultor postou nas redes sociais e pediu ajuda aos seguidores para ajudar a desvendar qual espécie era o animal. Segundo o biólogo Fernando Tortato, doutor em ecologia e conservação da biodiversidade e pesquisador associado da ONG Panthera, é comum ver jaguatiricas em Mato Grosso. "Eventualmente pode até entrar em ambientes urbanos durante a noite, mas não é comum e ali ela ficou encurralada pela tela, sem ter como fugir. Geralmente, ela fica em ambientes de florestas e evita a cidade", explicou.
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28/04 - Artigo avalia árvores plantadas há 35 anos em Parque Zoobotânico de universidade no Acre
Estudo faz parte da dissertação de mestrado do técnico-administrativo e engenheiro florestal da Ufac Harley Araújo da Silva. Pesquisadores avaliaram 138 árvores plantadas no parque e como elas se desenvolveram e regeneraram ao longo dos anos. Árvore jatobá plantada em 1980 foi analisada no estudo Arquivo pessoal O técnico-administrativo Harley Araújo da Silva publicou um artigo falando sobre a regeneração natural de árvores plantadas há 35 anos no Parque Zoobotânico (PZ) da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco. A pesquisa faz parte da dissertação de mestrado do técnico, que é engenheiro florestal e trabalha no PZ desde 2014. LEIA MAIS No AC, estilista usa insumos amazônicos para tingir ecobags artesanalmente: ‘Colorir o mundo com as plantas’ Apaixonada por moda, bióloga do AC monta desfile com reutilização de roupas tingidas com açafrão, crajiru e café No estudo, Silva analisou 138 árvores plantadas no parque há quase quatro décadas, a evolução das espécies ao longo dos anos, o atual estado de sobrevivência e a regeneração natural dessas árvores. A ideia era identificar as espécies que se reproduziram ou se regeneraram para serem recomendadas em áreas degradadas ou alteradas. O artigo científico 'Sobrevivência e regeneração natural de essências florestais cultivadas em áreas alteradas 35 anos após o plantio' foi publicado em janeiro deste ano na Revista Floresta. O material produzido teve a participação também do professor do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza Thiago Augusto Cunha da Cunha e da professora do Parque Zoobotânico Verônica Telma da Rocha Passos. Parque Zoobotânico tem renegeração natural de ipê que foi plantado em 1980 Arquivo pessoal "O interessante para uma área é plantar uma espécie no intuito de recompor e que essa espécie se perpetue através da frutificação. Fomos atrás de indivíduos regenerantes das espécies porque quando essa árvore, que vai até um ciclo de vida, morrer vai ter um ciclo de vida regenerante que vai substituir. Então, vão perpetuar essa espécie na área no decorrer do ano. O objetivo do artigo foi fazer esse link também, da questão da restauração, não adianta só fazer plantio se essas espécies não conseguem se reproduzir e colonizar a área. Nosso objetivo é enriquecê-la", destacou. Das 138 espécies plantadas no início do experimento e analisadas pelo técnico, 19 se regeneraram, 32 têm indícios de frutificação e em pelo menos 59 foram encontrados indivíduos ainda vivos. Na área há plantio de cedro, ipê, amarelão, jatobá, copaíba e outros. O técnico acrescentou que no Parque Zoobotânico da Ufac há experimentos em áreas abertas e em capoeiras, que são áreas onde já existiam alguma floresta. A área escolhido por ele para o estudo foi a área aberta onde as espécies foram plantadas ao sol. "Fiz minha dissertação avaliando as espécies que foram plantadas a pleno sol. A intenção era pensando também nessa questão do Código Florestal, que precisamos recompor áreas de passivo. Então, a intenção era saber que depois de 35 anos quais espécies se desenvolveram melhor. Desenvolvemos essa questão da sobrevivência e também da regeneração natural", complementou. Estudo descobriu também frutos e sementes de cetro de rosa de árvores plantadas em parque Arquivo pessoal Reveja os telejornais do Acre
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27/04 - Dia Internacional da Anta: Sobrevivente do maior incêndio no Pantanal ainda passa por reabilitação após dois anos
'Tião' ainda possui algumas sequelas causadas pelo incêndio e o objetivo é reinseri-lo de volta à natureza. Novo recinto com lago natural vai auxiliar nessa nova fase. Dia da Anta: Tião passa por reabilitação após sequelas de queimaduras O 'Tião' - uma anta sobrevivente do maior incêndio no Pantanal há dois anos -, ainda passa por reabilitação após ter as quatro patas queimadas pelo fogo. Desde que foi resgatado, ainda filhote, o animal iniciou um tratamento para conseguir voltar a viver na natureza. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram A anta e outro filhote foram resgatadas com no dia 12 de setembro de 2020 após as mães delas morrerem no incêndio. Tião e Jabuticaba estavam com desidratação e desnutrição severa quando foram encontrados e ainda passam por reabilitação. Tião passa por reabilitação após o incêndio do Pantanal em 2020 Reprodução/Ampara Silvestre Após dois anos de tratamento, os animais continuam com algumas sequelas. Tião possui algumas sequelas nas patinhas causadas pelo fogo Reprodução/Ampara Silvestre Segundo o veterinário da anta e técnico da ONG Ampara Silvestre Jorge Salomão, Tião está respondendo bem ao tratamento, mas perdeu massa óssea em uma das patas, o que dificulta a volta para o habitat natural. "Ele ainda está em processo de avaliação, mas demos um passo importante que foi trocá-lo para um recinto maior. Isso vai auxiliar na recuperação dele. Tião ainda tem algumas alterações nos cascos e outras lesões causados pelo incêndio", contou. O animal foi transferido para outro recinto maior com o objetivo de auxiliar na reabilitação Reprodução/Ampara Silvestre No dia 18 deste mês, Tião foi transferido para um recinto que possui um lago maior e natural, no Parque Sesc Baía das Pedras, em Poconé, a 103 km de Cuiabá. "O objetivo é de introduzi-lo na natureza. As patas foram muito prejudicadas e um lago maior e natural vai fortalecer a musculatura, além dele poder mergulhar e nadar", contou. Atualmente, o Tião está bem e é tratado diariamente por voluntários. Segundo o veterinário, ainda não há uma previsão para a anta retornar ao habitat natural. "Agora que transferimos ele para um recinto grande, vai auxiliar no processo. Ainda estamos otimistas com a possibilidade de reintrodução, mas temos ainda pelo menos de seis meses a um ano de avaliação para podermos decidir e concluir se vai ser possível reintroduzir ou não", disse. Dia da Anta Tião queimou as quatro patas no incêndio do Pantanal Reprodução/Ampara Silvestre Em 27 de abril é comemorado o Dia Internacional da Anta, o maior mamífero terrestre do Brasil. Elas têm um grande papel ecológico porque auxiliam na dispersão de sementes. Em relação à alimentação, as antas ingerem entre oito e nove quilos de vegetais diariamente. São animais muito inteligentes e de importância notável, mas que, enfrentam ameaças e correm risco de extinção. A espécie é considerada vulnerável à ação de animais menores, como cães que acabam indo para a mata. Normalmente, os cachorros seguem o instinto natural, de brincar, correr e cercar o animal silvestre e as antas podem acabar se ferindo. Também há o risco de possíveis ataques desses animais. Maior incêndio da história Queimadas destroem fauna e flora no Pantanal Mayke Toscano/Secom-MT Em 2020, o Pantanal foi atingido pela maior tragédia de sua história. Incêndios destruíram cerca de 4 milhões de hectares. 26% do bioma - uma área maior que a Bélgica - foi consumida pelo fogo. Cerca de 4,6 bilhões de animais foram afetados e ao menos 10 milhões morreram. Em Mato Grosso, quase 2,2 milhões de hectares foram destruídos e, em Mato Grosso do Sul, 1,7 milhão de hectares, virou cinzas. Estudo feito por pesquisadores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) aponta que os incêndios no bioma afetaram pelo menos 65 milhões de animais vertebrados nativos e 4 bilhões de invertebrados.
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26/04 - Apaixonada por moda, bióloga do AC monta desfile com reutilização de roupas tingidas com açafrão, crajiru e café
Desfile com peças tingidas de forma natural vai ocorrer no próximo dia 30, em Rio Branco. Roupas foram tingidas com insumos regionais em fevereiro Hannah Lydia/arquivo pessoal Utilizando açafrão, folhas de crajiru, urucum e até café para o tingimento, a bióloga Denise Arruda organiza um desfile de moda com peças reutilizadas e tingidas de forma natural. O evento de Moda Sustentável Hibrida: Tingimento Natural com insumos Acreanos e técnicas de upcycling vai ocorrer no sábado (30), em Rio Branco. LEIA MAIS No AC, estilista usa insumos amazônicos para tingir ecobags artesanalmente: ‘Colorir o mundo com as plantas’ No desfile serão apresentadas mais de 15 peças reutilizadas. As roupas foram desenhadas e produzidas em fevereiro por pessoas sorteadas para participarem do projeto gratuito e pioneiro de moda ecológica. O grupo aprendeu sobre desenhos, cortes, costura e tingimentos com insumos regionais. O evento é financiado pela Lei Aldir Blanc e gerenciado pela Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM). "Não demos curso, mas viveram essas experiências junto com a gente. Contratei uma pessoa para fazer o tingimento porque tinha fogo e ela já tem experiência com isso. Mas, os participantes escolheram tudo, vivenciaram tudo, desenharam", relembrou Denise. A bióloga contou que o evento será aberto ao público para dar visibilidade e estimular a produção de moda voltada à sustentabilidade. Ela destacou que esse é o primeiro desfile de tingimento natural no estado. Participantes de projeto aprenderam sobre moda sustentável durante aulas Hannah Lydia/arquivo pessoal "Têm pesquisas com algodão cru, por exemplo, mas a roupa pronta não há registro. Nossas roupas são reutilizadas, não fizemos aquisições de tecido, pegamos roupas brancas ou claras de bazar, velhas ou aquelas guardadas há muito tempo e transformamos as peças", explicou. As peças serão avaliadas por cinco jurados, que vão analisar exclusivamente a criatividade. O primeiro lugar vai levar R$1 mil, o segundo R$ 500 e o terceiro R$ 300. Entre os jurados está uma pesquisadora de tingimento e também a empresária Manu Paim, que tem uma marca de roupas sustentáveis. As peças não serão vendidas. "É para conscientização, quero que as pessoas vejam que, a partir dali, tudo é possível, que tenhamos uma moda mais limpa, menos agressiva e pensando na questão ambiental e que na passarela também pode", concluiu. Projeto de moda sustentável utilizou insumos naturais em tingimento de roupas Hannah Lydia/arquivo pessoal Reveja os telejornais do Acre
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26/04 - Filhote de peixe-boi nasce em cativeiro pela 1ª vez em Porto de Pedras, Alagoas
Fêmea Paty seria reintroduzida na natureza em 2021, quando profissionais do ICMBio perceberam que ela estava prenhe e adiaram soltura. Filhote também do sexo feminino nasceu nesta terça-feira. Filhote de peixe-boi nasce em cativeiro pela 1ª vez em Porto de Pedras Técnicos e profissionais do ICMBio comemoraram, nesta terça-feira (26), o nascimento de uma filhote de peixe-boi em cativeiro na cidade de Porto de Pedras, Litoral Norte de Alagoas. De acordo com o Instituto, é a primeira vez no mundo que o nascimento de um filhote dessa espécie é registrado em cativeiro. "Apesar de machos e fêmeas terem ficarem juntos desde 1994, nunca tinha ocorrido uma gravidez e um nascimento de filhote em cativeiro. Geralmente as fêmeas reproduzem depois que são soltas, cinco, seis, sete anos depois. Mas dentro do recinto é a primeira vez e, até onde eu sei, é a primeira vez no mundo", explicou a médica veterinária do ICMBio, Fernanda Attademo. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram O nascimento aconteceu no recinto de aclimatação da APA Costa dos Corais, que é um local onde os animais permanecem em adaptação às condições ambientais - como corrente marinhas, temperatura da água e movimentos de oscilações da maré - antes de serem reintroduzidos no seu habitat natural. É a última etapa antes da soltura. A mãe é a fêmea adulta chamada de Paty, resgatada em 2014 ainda filhote, na Praia de Pratagy, em Maceió. O resgate foi feito pelas equipes do ICMBio, Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos aquáticos (CMA), APA Costa dos Corais, em parceria com o Instituto Biota de Conservação. Os técnicos relataram que Paty teve sérios problemas de saúde no início da reabilitação, sendo tratada pela equipe de médicos veterinários. Ela conseguiu se recuperar em cativeiro e foi dado início ao processo de readaptação e soltura na natureza. Para isso, ela foi transferida para Porto de Pedras em 2019, onde permaneceu no recinto de aclimatação. Foi nessa última fase antes da soltura que Paty dividiu o espaço com o macho Raimundo, que também aguardava soltura. As equipes então perceberam que Paty poderia estar prenhe e decidiram suspender a soltura dela, prevista para 2021, bem como qualquer manejo clínico. Somente o peixe-boi macho foi reintroduzido na natureza. Desde então, a fêmea passou a ser monitorada em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Com o nascimento do filhote, os técnicos do ICMBio acreditam que podem desenvolver novas pesquisas sobre a reprodução da espécie, comportamento e saúde, além da sensibilização ambiental da população em relação ao peixe-marinho, espécie ameaçada de extinção no Brasil. Peixe-boi nasce em recinto de aclimatação em Porto de Pedras, Alagoas Assista aos vídeos mais recentes do g1 AL Veja mais notícias da região no g1 AL
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26/04 - 'BBB do Pantanal': Mais de 100 câmeras em árvores monitoram animais silvestres 24 horas por dia
Monitoramento com câmeras faz parte de um projeto de pesquisadores em busca de preservar as espécies. Onça-pintada flagrada bebendo água no Pantanal Mais de 90 mil imagens já foram registradas pelas câmeras de monitoramento que estão em armadilhas no Pantanal. Uma reserva particular na maior planície alagável do planeta é vigiada 24 horas por dia por 110 equipamentos espalhados na área de 108 mil hectares. Ao todo, são 46 armadilhas fotográficas, com câmeras trap instaladas nas árvores. Compartilhar esta notícia no WhatsApp Compartilhar esta notícia no Telegram Onça-parda flagrada no Pantanal O monitoramento com câmeras faz parte da pesquisa "Onças-pintadas e pardas em um mosaico de pantanais no Mato Grosso: uma perspectiva a partir da Reserva Particular do Patrimônio Natural do Brasil (RPPN) Pantanal e adjacências, que compreende os municípios de Barão de Melgaço e Poconé, realizada em parceria com o Museu Nacional. Ariranha em reserva no Pantanal As câmeras funcionam o tempo todo. No entanto, o registro de fotos e vídeos são feitos quando o sensor de presença é acionado. Segundo o Sesc, na reserva ambiental já foram identificadas cerca de 60 espécies de vertebrados. Dos animais, 13 são ameaçadas em extinção, como onça-pintada, onça-parda, tamanduá-bandeira, cachorro-do-mato-vinagre, ariranha, anta e cervo-do-pantanal. O projeto ganhou ainda mais importância após os incêndios no Pantanal em 2020. O monitoramento buscava soluções emergenciais para a oferta de alimentos e água aos animais. Após os incêndios, a reserva recebeu mais dez câmeras de monitoramento doadas pelo Instituto de Pesquisas Ecológicas - IPÊ. Cervo-do-pantanal flagrado em reserva Dummies do Pantanal Segundo o Sesc, os guardas que atuam na unidade participam ativamente do projeto. Eles indicam os locais em que já há registro de animais, auxiliam na instalação e monitoramento das áreas, garantindo a melhor posição para a captura de imagens. Já os pesquisadores que atuam na reserva realizam a revisão dos flagrantes, analisam os dados e organizam informações para produção de publicações e relatórios sobre a situação da fauna. A bióloga e gerente de Pesquisa e Meio Ambiente do Sesc Pantanal, Cristina Cuiabália, destaca que o projeto é importante porque possibilita o registro da fauna silvestre em seu habitat, possibilitando a análise do comportamento e a localização, dados considerados fundamentais para entender a fauna dos vertebrados da reserva. Conheça o BBB do Pantanal Onça, a rainha do Pantanal. Cristian Dimitrius/ Arquivo Pessoal Biodiversidade A biodiversidade do Pantanal é composta por mais de 2 mil espécies de plantas, 269 peixes, 131 répteis, 57 anfíbios, 580 aves e pelo menos 174 mamíferos. O número de invertebrados é desconhecido. Grandes vertebrados como cervos, veados, antas e onças não foram observados a partir dos transectos dada a baixa densidade populacional dessas espécies no Pantanal. Mas foram frequentemente encontrados durante o trabalho de combate aos incêndios, mortos ou feridos perto de estradas. O estudo alerta que as mudanças climáticas provocadas pelas ações do homem têm influenciado a frequência, a duração e a intensidade das secas na região. O impacto de seguidas queimadas pode ser catastrófico e empobrecer o ecossistema, que já é frágil durante o período sem chuvas. O fogo faz parte da dinâmica natural do Pantanal, mas não nessas proporções. Diante da possibilidade de novos desastres na região, os pesquisadores esperam com o estudo ajudar a dimensionar os impactos cumulativos causados por incêndios recorrentes no bioma.
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26/04 - Entenda como investir em cadeias de produtos da sociobiodiversidade pode conservar a Amazônia
Objetivo é gerar renda às comunidades tradicionais da floresta e, ao mesmo tempo, manter os serviços ecossistêmicos prestados pelo bioma. Mas ainda há desafios a serem superados, como implantar e atualizar políticas públicas; biólogo diz que pensar em uma bioeconomia bem estruturada pode ser a solução. Cadeias produtivas bem estruturadas dos ingredientes amazônicos podem ajudar a manter a floresta em pé. Marcelo Ferri A captura do jacaré na Reserva Extrativista Lago do Cuniã, em Rondônia, não é inimiga da natureza. A ideia é fazer o controle populacional. Para isso, o abate é feito por mãos treinadas. O processo de manejo resulta em um produto fresco e ideal para consumo. Em paralelo, une ciência, capacitação, conservação da floresta e geração de renda para as famílias em um trabalho só. Segundo Cristiano Andrey do Vale, chefe substituto do Núcleo de Gestão Integrada ICMBio Cuniã-Jacundá, o esforço começou a ser pensado em 2004 em conjunto entre o instituto e a comunidade, sendo colocado em prática 7 anos mais tarde. Os extrativistas optaram pelo manejo comercial de duas espécies nativas de jacaré: açu e jacaretinga. Manejo do jacaré na resex Lago do Cuniã, em Rondônia, se transforma em um produto fresco e pronto para ser consumido. ICMBio Cuniã-Jacundá/Divulgação "O jacaré foi um recurso passivo de uso. Tiveram de 2004, até hoje, muitas reuniões com as comunidades. Tiveram capacitações, apoios de entidades governamentais e não governamentais para construção do frigorífico, realização de intercâmbio e compra de equipamentos", explicou Cristiano. A implementação do manejo do jacaré na resex, atualmente ancorado por instrução normativa do ICMBio, ilustra como uma cadeia de produtos da sociobiodiversidade bem estruturada pode dar bons frutos. Engloba geração de renda, infraestrutura e uso equilibrado dos recursos oferecidos pela Amazônia. A iniciativa ainda inibe o avanço do desmatamento e de outros crimes ambientais. Também ajuda a manter vivo o modo de produção que carrega a ancestralidade das comunidades tradicionais da floresta. "Cada povo tem o seu conhecimento sobre a floresta, sobre o uso desses produtos. Nós temos a maior sociobiodiversidade, uma diversidade étnica, cultural, capaz de conhecer esses ingredientes, saber o uso deles e colocar o Brasil em um lugar de destaque nesse cenário", resumiu Patrícia Gomes, gestora de projetos do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). Manejo do Jacaré na resex Lago do Cuniã, em Rondônia. ICMBio Cuniã-Jacundá/Divulgação Mas o que são produtos da sociobiodiversidade? Primeiro, é preciso entender a definição de sociobiodiversidade. Trata-se da união de bens e serviços formados pela conexão entre a diversidade biológica da floresta e a prática de atividades sustentáveis. "É a economia da vida. A maneira como as pessoas lidam com os produtos oriundos de uma determinada região. É a maneira que se tem de fazer a sua reprodução social, de gerar a sua economia, a sua riqueza e todos os benefícios que pode trazer para a qualidade de vida dessas pessoas", explicou o biólogo Marcelo Lucian Ferronato, coordenador do Programa Floresta e Agricultura na Ação Ecológica Guaporé-Ecoporé. Série sobre sociobiodiversidade na Amazônia O Ministério do Meio Ambiente define os produtos da sociobiodiversidade como "bens e serviços (produtos finais, matérias-primas ou benefícios) gerados a partir de recursos da sociobiodiversidade, voltados à formação de cadeias produtivas de interesse dos povos e comunidades tradicionais e de agricultores familiares". A variedade existente é enorme. Tanto que o ICMBio criou em 2019 o "Catálogo de Produtos da Sociobiodiversidade do Brasil", guia com os principais ingredientes de 60 unidades de conservação do país. Na lista constam itens como açaí, óleos vegetais, madeira de manejo comunitário, frutas, polpas e, inclusive, o jacaré. Estima-se que o número de produtos originários da natureza ultrapasse a marca de 200. "[O catálogo] foi um esforço feito no sentido de identificar associações que trabalham com produtos da sociobiodiversidade, de conectar com algum acordo de mercado dentro desses elos de comercialização. E o intuito é ser retroalimentado", explicou João da Mata, coordenador de Produção e Uso Sustentável do ICMBio. Açaí compõe a lista de produtos da sociobiodiversidade. Joilson Arruda / arquivo pessoal Estratégias x desafios Para então impulsionar cadeias produtivas com os componentes amazônicos, o governo federal criou há 13 anos um plano com instruções estratégicas de gestão aos estados e municípios. Mas conforme João da Mata, é usado hoje como referência a novas táticas de administração, pois não há um orçamento para montar políticas públicas mais eficazes. Por vezes, populações inteiras necessitam de políticas focadas nos potenciais das áreas em que vivem. Isso pode demandar investimentos em infraestruturas para agregar valor e ampliar a variedade de produtos, bem como envolver a comunidade no processo de geração de renda e preservação ambiental. "Não tem, por exemplo, um programa orçamentário que preveja a implementação do plano nacional da sociobiodiversidade. O plano sempre foi utilizado no escopo de construção de desenvolvimento de outras estratégias de gestão", complementou João da Mata, coordenador de Produção e Uso Sustentável do ICMBio. Série sobre sociobiodiversidade na Amazônia Por meio da Política de Garantia dos Preços Mínimos (PGPM), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) auxilia extrativistas e agricultores familiares a conquistarem uma renda justa com os produtos manejados. Com foco na relação legítima de valores, os ministérios da Agricultura e Economia decidem os preços mínimos a partir de estudos sobre custos de produção. Mas apesar do aval de uma política com um preço base, o superintendente de Estudos Agroalimentares e da Sociobiodiversidade da Conab, Marisson Marinho, lista três desafios a serem superados pelo Executivo e para quem vive na mata fazendo a extração. "É preciso conhecimento, a retirada da informalidade e as questões fiscais, a isenção de nota fiscal avulsa, a possibilidade de fazer romaneios para não ficar emitindo nota semana a semana. Tem que ajustar essa questão fiscal para que esse público que recebe o mínimo do mínimo possa receber um pouquinho mais pelo seu produto", detalhou. Falta de políticas públicas mais eficazes prejudica implementação de cadeias produtivas de sucesso na Amazõnia. Armando Júnior Ainda há muitos obstáculos para estruturar cadeias produtivas de sucesso, mas segundo a coordenadora de Articulação e Apoio ao Extrativismo do Ministério da Agricultura, Tarcila Portugal, é possível sim enfrentá-los. "Temos poucas informações, poucos dados estatísticos reais sobre produção, beneficiamento, comercialização dos produtos. Esses dados são muito importantes para que possamos formular políticas públicas ou adequar as já existentes", concluiu. Mareilde Freire, uma das fundadoras da Saboaria Rondônia, cobra por políticas voltadas aos pequenos produtores. Com a premissa de colher, produzir e preservar, a associação, com sede em Ouro Preto do Oeste (RO), confecciona produtos de higiene orgânicos com base nas palmeiras de babaçu e buriti. A união dessas atividades foi a forma que o grupo de mulheres encontrou para, ao mesmo tempo, conservar os serviços ecossistêmicos da Amazônia vivos e gerar renda. O trabalho também envolve valorizar outras iniciativas locais, como a cafeicultura e a apicultura. "A gente agrega valor econômico a essas duas palmeiras, fazendo com que as mulheres da comunidade onde estão inseridas participem desse momento. Mas é preciso que o poder público comece a ter um olhar diferenciado. Estou falando do pequeno, daquele que está dando os primeiros passos”, explicou a produtora rural. Mulheres da Saboaria Rondônia confeccionam produtos de higiene orgânicos com as palmeiras de babaçu e buriti. Saboaria Rondônia/Divulgação Mira na expansão de mercado e bioeconomia Enquanto políticas públicas mais eficazes continuam em falta, empresas e iniciativas nacionais e internacionais tentam reduzir esse gargalo com projetos, planos de gestão e negócios, como é o caso do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam). "É assessorar o desenvolvimento de um produto que tenha um valor competitivo, que possa concorrer com outras atividades legais e, ao mesmo tempo, tenha um custo de produção viável. E para isso a gente busca não só assistência técnica de gestão, mas também conectar com o mercado que pague esse valor', disse André Vianna, coordenador do Projeto Manejo Florestal do Idesam. Com foco em óleos vegetais, Idesam atua na Amazônia para ajudar no fomento de cadeias produtivas da sociobiodiversidade. Idesam/Divulgação Além do grupo ajudar há mais de 15 anos povos tradicionais no desafio de elevar o modo de produção a outro patamar, ainda conecta quem maneja com quem consome. Financiado com recursos do Fundo Amazônia, o aplicativo Cidades Florestais do Idesam funciona como um rastreador ao possibilitar o acesso a informações sobre quem, onde e como manejou. "As empresas precisam considerar os aspectos de meio ambiente, de impacto social, questões de governança", acrescentou André. A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) também investe no potencial dos produtos amazônicos e em quem maneja. Alinhada ao governo federal brasileiro, tem ao menos 10 projetos na Amazônia Legal e já chegou a injetar R$ 17 milhões em soluções para desenvolver a economia da região. "A USAID tenta apoiar atores que já têm presença no sistema. Estamos falando de produtos, estamos falando de mercado que é feito por pessoas, por processos", explicou Catherine Hamlin, diretora do Escritório de Meio Ambiente da USAID/Brasil. Para escalar a produção de pequenas empresas no mercado, a startup do Matheus Pedroso e da Kaline Rossi, chamada Amazônia HUB, vende na internet produtos compostos por ingredientes advindos de 13 empreendimentos focados no impacto socioambiental positivo do Pará, Amazonas, Amapá e Acre. "É oferecer para os nossos clientes produtos que agregam para a Amazônia, para a Floresta e que são únicos. Que ali dá o seu valor tanto na parte produtiva, quanto na questão da qualidade", explicou Matheus. E a indústria de pães do Pedro Wickbold atua para expandir a ideia de que a floresta preservada tem mais valor. Em parceria com a rede de negócios sustentáveis Origens Brasil, aproxima extrativistas e consumidores por meio de produtos como a castanha, por exemplo. "A gente compra uma castanha e transforma em pão. Um consumidor hoje no Sul, no Sudeste do Brasil que compra esse pão está contribuindo, eu não sei se indiretamente, talvez diretamente para manutenção da floresta em pé", detalhou Pedro. Série sobre sociobiodiversidade na Amazônia Mesmo com o apoio de iniciativas e empresas, o potencial dos ingredientes sociobiodiversos ainda é pouco aproveitado. De acordo com o biólogo e diretor do projeto Amazônia 4.0, Ismael Nobre, uma das soluções para equilibrar valorização, mercado e preservação da floresta é pensar em uma bioeconomia estruturada, o que selaria os laços culturais carregados pelos produtos da sociobiodiversidade. "Por um olhar científico sobre o bioma amazônico, da importância dos serviços ecossistêmicos à manutenção do clima no planeta, precisamos de um modelo que mantenha a floresta. Mantenha ou recupere parte da floresta que já perdemos, já demonstra mudanças nesses padrões ecológicos e hídricos. O Brasil poderia pensar em fazer um melhor uso desse ambiente em função das suas vocações. E uma grande vocação da Amazônia é a bioeconomia. É a economia dos produtos da floresta", finalizou. VÍDEOS mais vistos do g1
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24/04 - 'Onde está o bacurau?': projeto em Uberaba recebe mais de R$ 260 mil em recurso para preservar ave ameaçada de extinção
Estudo será feito pela Funepu. Objetivo será encontrar novas populações do bacurau-de-rabo-branco no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Bacurau é uma ave também conhecida como curiango Ananda Porto/TG Um termo de destinação de R$ 260.060,00 ao projeto “Onde está o bacurau?” foi assinado em Uberaba para estudo de preservação da espécie do bacurau-de-rabo-branco, ave ameaçada de extinção. O recurso é da Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente das Bacias dos Rios Paranaíba e Baixo Rio Grande. O termo foi assinado na última quarta-feira (20) pela Prefeitura com a Fundação de Ensino e Pesquisa de Uberaba (Funepu), responsável pelo estudo. Conforme a Prefeitura, o projeto tem duração de dois anos. O objetivo será encontrar novas populações dessa ave no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, de modo a identificar as principais ameaças e propor ações para conservação e, assim, auxiliar na redução do status de ameaça de extinção. Com as informações captadas, será possível auxiliar o licenciamento ambiental de empreendimentos minerários e agrossilvipastoris em relação a medidas de mitigação, como também potencializar geração de renda e emprego a partir do turismo de observação de vida silvestre. A prefeita Elisa Araújo (Solidariedade) afirmou que o projeto dará visibilidade ao turismo rural, uma das forças e potencialidades no Município e que deve ser explorada. “Nosso governo tem o compromisso com o meio ambiente, em manter esse equilíbrio e prover a sustentabilidade dentro de uma perspectiva econômica. Com essas parcerias, Uberaba só tem a ganhar, assim como o meio ambiente e o desenvolvimento. Com esse projeto, além de incentivar o turismo, outras espécies também serão preservadas”, ressaltou. O promotor Carlos Valera, coordenador regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente das Bacias dos Rios Paranaíba e Baixo Rio Grande, comentou que projetos como este acendem no Ministério Público a esperança de que as propriedades podem ter outras utilidades que não a produção intensificada. “Esse recurso vem de medidas compensatórias impostas àqueles que transgrediram as normas ambientais, criando um círculo virtuoso, porém a penalização vem por meio de um ajustamento de conduta e os recursos passam a beneficiar a população que sofreu aquele crime ambiental”, acrescentou. O diretor de Sustentabilidade da Associação de Gestão Socioambiental do Triângulo Mineiro (Angá), Gustavo Malacco, disse que o turismo de observação de aves é um turismo importante pelo mundo e que Uberaba é o melhor local para observar o bacurau-de-rabo-branco. Também estiveram presentes na solenidade de assinatura do termo a coordenadora Administrativa da Fundação de Ensino e Pesquisa de Uberaba (Funepu), Keila Cristina Telles Furtado; o secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, Rui Ramos; a diretora de Turismo, Feiras e Eventos, Maria Aparecida Basílio; o secretário adjunto da Secretaria de Meio Ambiente, Vinícius Arcanjo; a secretária de Educação, Sidnéia Zafalon; a secretária de Comunicação, Celi Camargo; e a representante da vereadora Rochelle (PP), Gabriela Bento. Assinatura do convênio para preservação do bacurau Prefeitura de Uberaba/Divulgação VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
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23/04 - Twitter veta anúncios que contrariam o que diz a ciência sobre as mudanças climáticas
Segundo a empresa, a negação das mudanças climáticas não deve ser monetizada e publicidade desonesta não deve prejudicar discussões sobre esse tema. Ártico é uma das regiões mais afetadas pelas mudanças climáticas Getty Images via BBC O Twitter anunciou nesta sexta-feira (22) o Dia da Terra, que não permitirá anúncios que neguem a realidade das mudanças climáticas. O anúncio ocorre em um momento em que a rede social tenta se defender de uma compra indesejada pelo bilionário Elon Musk, que acredita que os usuários devem ser capazes de expressar o que querem na plataforma. "Anúncios enganosos no Twitter que contradizem o consenso científico sobre mudanças climáticas estão proibidos, em linha com nossa política sobre conteúdo impróprio", disse Casey Junod, executivo de sustentabilidade global da empresa, por meio de seu blog oficial. "Acreditamos que a negação das mudanças climáticas não deve ser monetizada no Twitter, e essa publicidade desonesta não deve prejudicar discussões importantes sobre a crise climática", acrescentou. Twitter Matt Rourke/AP Photo No ano passado, o Twitter introduziu um recurso temático que ajuda os usuários a encontrar conversas sobre mudanças climáticas e implementou centros de informações "confiáveis e oficiais" em uma lista de temas importantes, incluindo a ciência por trás das mudanças climáticas. "Reconhecemos que informações enganosas sobre o clima podem minar os esforços para proteger o planeta", afirmou Junod. "Agora, mais do que nunca, uma ação climática significativa, por parte de todos nós, é crucial." Por mais tentador que seja ter acesso à fortuna de Musk, o Twitter não quer ficar sob a direção do magnata, conhecido por dizer o que pensa sem pesar muito as consequências. A plataforma tomou medidas para evitar que Musk assuma o controle de todas as ações do Twitter, pois as preocupações com a direção que ele poderia dar à administração da empresa superam a recompensa oferecida. No início de abril, Musk fez uma oferta não solicitada de US$ 43 bilhões para comprar a rede social, sob o argumento de que queria dar aos usuários maior liberdade de expressão. Musk defende que o conteúdo não seja moderado, uma questão sensível em especial nos perfis de personalidades famosas como o ex-presidente americano Donald Trump, que foi banido da plataforma após o ataque ao Capitólio por seus apoiadores, que recusavam os resultados da eleição presidencial de 2020. Mas a campanha de Musk também despertou preocupações entre especialistas em tecnologia e liberdade de expressão. Eles ressaltam as declarações imprevisíveis de Musk e seu histórico de críticas, que contradizem seus objetivos declarados.
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22/04 - Taylor Swift, Bob Marley, RuPaul: veja famosos que cientistas homenagearam com nomes de espécies
Músicos e outros famosos já receberam de cientistas homenagens sob a forma de terem seus nomes incluídos na classificação de uma nova espécie. A mais recente é a cantora Taylor Swift, que virou nome de um tipo de artrópode; confira este e outros casos. Espécie Nannaria swiftae em nome em homenagem a Taylor Swift Hennen, Means & Marek/Zookeys/Divulgação O entomologista americano Derek Hennen descobriu uma nova espécie de diplópode (classe de artrópodes que inclui os animais conhecidos no Brasil como piolhos-de- cobra) e a nomeou em homenagem a Taylor Swift, como detalha num artigo publicado nesta sexta-feira (22) na revista especializada "ZooKeys". A espécie foi chamada de Nannaria swiftae. A descoberta da espécie foi parte de um artigo de Hennen, juntamente com os coautores Jackson Means e Paul Marek, em que identificam 17 novas espécies de diplópodes de garras torcidas da região dos Apalaches, nos Estados Unidos. Os pesquisadores concluem que o artrópode cujo nome homenageia Swift é uma espécie única por causa da sua genética e das suas "pernas especiais", explica Hennen. Taylor Swift foi homenageada por entomologista Divulgação A homenagem é um "obrigado" de Hennen à cantora, disse o cientista à rede pública americana NPR. A música dela o ajudou a passar por "alguns momentos difíceis", contou. Suas músicas favoritas são "New Romantics" e "Betty". Taylor Swift não é a única famosa homenageada com nomes de espécies. Veja outros exemplos de personalidades "eternizadas" em alguma variedade de animais ou plantas: Bob Marley Crustáceos Gnathia marleyi vistos ao microscópio. Paul Sikkel/Divulgação O pesquisador Paul Sikkel, da Universidade Estadual do Arkansas, nos EUA, ao descobrir uma nova espécie de crustáceo que habita áreas de corais no leste do Caribe, resolveu homenagear o cantor de reggae Bob Marley. O pequeno parasita Gnathia marleyi ganhou esse nome por causa do “respeito e admiração” que o biólogo tem pela música do artista. “Além disso, essa espécie é exclusivamente caribenha, como foi o Marley”, disse o especialista. O animal fica escondido em corais e esponjas, e infesta peixes que vivem por ali. Bob Marley em foto de 1980 Marcello Mencarini/Leemage via AFP/Arquivo RuPaul Pesquisador batiza nova espécie de mosca furta-cor com nome em homenagem à drag RuPaul CSIRO/Divulgação O instituto australiano de pesquisa CSIRO homenageou uma das drag queens mais famosas do mundo, RuPaul, batizando uma nova espécie de mosca-soldado como Opaluma rupal. A inspiração para o nome do inseto vai além das cores furta-cor em seu corpo, e leva também em consideração os espinhos na parte inferior do abdômen. O pesquisador responsável, Bryan Lessard, disse que escolhe nomes "fabulosos" para atrair a atenção de cientistas e legisladores para os esforços na recuperação dos incêndios florestais. Joe Biden Reconstrução artística da espécie de cefalópode Syllipsimopodi bideni Reuters/K. Whalen/Christopher Whalen As cerca de 300 espécies conhecidas de polvos que habitam os nossos oceanos possuem uma característica singular: têm oito braços. O Syllipsimopodi bideni, o parente mais antigo dos polvos de hoje, possuia dez. A nova espécie, de apenas 12 cm de comprimento, foi descoberta durante uma escavação em uma antiga baía no estado de Montana, nos Estados Unidos, e levou o nome do presidente Joe Biden pois os pesquisadores queriam homenagear o compromisso do mandatário americano com a ciência. A descoberta representa um achado único para a pesquisa científica pois fósseis de animais moles, como os polvos, raramente estão em um estado de conservação que permita seu estudo. Presidente americano, Joe Biden, durante discurso realizado nesta quinta-feira (21) Evelyn Hockstein/REUTERS Pabllo Vittar Cretapalpus vittari homenageia a cantora brasileira e viveu no Cariri cearense há 122 milhões de anos. The Journal of Arachnology/Reprodução O fóssil de uma aranha que viveu na Chapada do Araripe, na região do Cariri cearense, há 122 milhões de anos, foi nomeada em homenagem à cantora Pabllo Vittar -- chama-se Cretapalpus vittari . A peça é considerada pelos pesquisadores como o exemplar mais velho já registrado nas Américas. O fóssil foi devolvido ao Ceará em outubro do ano passa, após a universidade americana que a tinha em seu catálogo observar que ela saiu do Brasil por meio de tráfico internacional. Jackson do Pandeiro Peixe encontrado no interior da Paraíba recebe nome de Jackson do Pandeiro Divulgação/Projeto Peixes da Caatinga Descoberta na bacia do Rio Mamanguape, no interior da Paraíba, uma espécie de peixe foi batizada em homenagem a Jackson do Pandeiro, artista que completaria 102 anos em 2022. O achado ocorre em Alagoa Grande, onde nasceu Jackson. A nova espécie, cientificamente chamada de Parotocinclus jacksoni é um peixe do tipo cascudinho, conhecido como limpa-vidro ou chupa-pedra, com estrutura corporal coberta de placas ósseas. Jackson do Pandeiro nasceu em Alagoa Grande, na Paraíba TV Cabo Branco/Reprodução Leonardo DiCaprio Leonardo DiCaprio no tapete vermelho do Oscar 2020 Jordan Strauss/Invision/AP Uma árvore tropical descoberta na floresta de Ebo, em Camarões, foi batizada pelos cientistas do jardim botânico britânico de Kew com o nome do ator Leonardo DiCaprio. A planta de 4 metros de altura com um tronco de grandes flores amarelo-verdes foi descoberta na floresta de Ebo, situada ao norte de Douala, a capital econômica de Camarões. Os pesquisadores quiseram homenagear o ator por sua luta para tentar salvar a floresta tropical africana da exploração descontrolada de madeira. David Bowie Espécie de briozoário 'Bugula bowiei', identificada por cientistas no litoral brasileiro Reprodução/"PLoS One" Cientistas do Centro de Biologia Marinha (Cebimar) da Universidade de São Paulo (USP) descobriram no litoral brasileiro nove espécies novas de briozoários, pequenos animais invertebrados que formam colônias em pedras e sendimentos no mar. Um deles, o Bugula bowiei, foi batizado em homenagem ao músico britânico David Bowie. Segundo a pesquisa, publicada no período científico "PLoS One", as novas espécies podem ser encontradas em profundidades de zero a 20 metros no fundo do mar. O Bugula bowiei foi identificado no litoral de Alagoas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Os briozoários individualmente são microscópicos, e unidos formam colônias que lembram plantas ou corais. David Bowie Divulgação Harry Potter Trimeresurus salazar, nova espécie de cobra descoberta na índia, teve nome escolhido em homenagem a personagem de 'Harry Potter' Divulgação Pesquisadores indianos se inspiraram na série de livros e filmes de "Harry Potter" para batizar uma nova espécie de cobra descoberta na região de Arunachal Pradesh, na Índia. A víbora venenosa de tom verde vívido foi batizada de Trimeresurus salazar. A homenagem faz referência a Salazar Sonserina, um dos fundadores da escola de magia de Hogwarts, onde o personagem principal dos livros estuda. Na história, Sonserina era conhecido por ter a habilidade de se comunicar com cobras. A nova espécie foi mostrada em um estudo publicado na revista científica "Zoosystematics and Evolution". Led Zeppelin Rã de olhos vermelhos descoberta no Equador foi batizada como 'Pristimantis ledzeppelin' David Brito-Zapata/Universidade San Francisco de Quito Os olhos vermelhos impactantes chamaram a atenção dos pesquisadores, que decidiram batizar de Led Zeppelin uma nova espécie de rã terrestre descoberta no Equador. A homenagem à banda de rock britânica também quer aproximar os anfíbios da população em geral. A Pristimantis ledzeppelin pode medir entre 2,4 e 3,6 centímetros e foi descoberta pelos equatorianos David Brito-Zapata e Carolina Reyes, cientistas do Museu de Zoologia da Universidade San Francisco de Quito.
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20/04 - Quem é 'Xingu'? Uma das maiores onças-pintadas monitoradas no Pantanal
Onça atrai atenção de turistas e observadores pelo tamanho, cor dos olhos e da pelagem. Xingu fotografado com expressão de 'mal-humor' em Porto Jofre Gustavo Gaspari A onça-pintada macho conhecida como 'Xingu' ficou famosa após ser fotografada bebendo água no ano passado e agora voltou a dar o que falar nas redes sociais. Agora, ele foi visto com um sorriso meio entreaberto, como se estivesse mal-humorado. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram A onça foi vista em Porto Jofre, em Mato Grosso, pelas lentes da câmera do biólogo Gustavo Gaspari, que acompanha ele desde o ano passado. Xingu foi visto descansando no Pantanal Mato-grossense Gustavo Gaspari "Uma vez ele estava com uma fêmea chamada Ibaca. Ele é bem tranquilão. Ele chama bastante atenção por causa do olhar e das cores. Ele é bem bonito", disse. O felino Xingu nasceu em 2018, filho de Uka e irmão de Paraíba. De acordo com o monitoramento, Xingu teve relações com a onça Ibaca, em 2021, e no mesmo ano, foi visto deitado com Baguá, outra onça. Xingu costuma circular pela região da Boca do Corixo do Caxiri e no Rio Três Irmãos. Felino Xingu lambendo a pata em Porto Jofre Gustavo Gaspari Segundo o biólogo, o trabalho de monitoramento começa a partir da pousada Pantanal Jaguar Camp e segue de barco pela região pantaneira. Gustavo disse que viu Xingu cerca de 5 vezes. A observação dos animais ocorre por meio de fotografias, seja de barco ou pelas armadilhas com câmeras espalhadas pela mata fechada. Em relação à saúde dos animais, Gustavo explicou que não há nenhuma interferência humana, exceto em casos extremos, como o que aconteceu nas queimadas intensas de 2020. "Caso eles fiquem doentes, o certo é não interferir. Só fizeram isso na época das queimadas em 2020, quando algumas tiveram as patas queimadas, mas geralmente não se interfere", contou. Turismo de onças-pintadas vale 56 vezes mais do que prejuízo de ataques a gado no Pantanal em MT, diz pesquisa 'Lei da Onça' prevê indenização a pecuaristas que tiverem prejuízo com ataques ao rebanho em MT Onça-pintada aparece no meio de lavoura de soja em Mato Grosso; veja vídeo VÍDEO: Dois filhotes de onça-parda são encontrados brincando em estrada em MT Onça-pintada trava batalha com jacaré na água no Pantanal mato-grossense e perde a luta; veja vídeo Refúgio das onças O Parque Estadual Encontro das Águas, no Pantanal mato-grossense, é considerado um dos maiores abrigos de onças-pintadas do mundo. O lugar fica localizado entre os rios Cuiabá e Piquiri, em Porto Jofre, entre Poconé e Barão de Melgaço. Combinado com o ecoturismo, os turistas podem passear de barco pelo bioma enquanto fazem o monitoramento das onças através de fotos e vídeos. O parque possui 108 mil hectares de extensão. Segundo os guias do local, entre os meses de julho e final de setembro é considerado o melhor período para observar as onças. Durante a seca, os felinos ficam mais próximos das margens dos rios, em busca de água e de alimento, o que torna mais fácil de observá-los. 'Lei da Onça' Um projeto chamado 'Lei da Onça' visa proteger a onça-pintada a partir do pagamento de indenização a fazendeiros que tiverem prejuízos com o abate de gado pelos felinos tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul. O projeto argumenta que as onças estão ameaçadas de extinção no bioma e, por isso, se houver indenização aos pecuaristas pela perda, a probabilidade é reduzir o número de mortes dos animais. A renda com a conservação e o turismo de observação de onças-pintadas no Pantanal supera em 56 vezes eventuais ataques das onças na pecuária, de acordo com um estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade de East Anglia.
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18/04 - FOTOS: Exposição revela belezas do Parque Nacional do Iguaçu com registros de funcionários
Mostra tem 41 imagens de 20 fotógrafos da concessionária do parque. Fotografias estão expostas no Centro de Visitantes das Cataratas do Iguaçu, uma das Sete Maravilhas da Natureza. Fotografia das Cataratas do Iguaçu faz parte de exposição no parque, em Foz do Iguaçu Nilmar Fernando/Cataratas S.A Visitar o Parque Nacional do Iguaçu (PNI) e não voltar para casa com pelo menos uma fotografia é quase impossível diante das belezas da Unidade de Conservação (UC), em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Mas indo além dos registros apressados dos turistas, uma exposição fotográfica no parque tem destacado a riqueza da Mata Atlântica que abriga as Cataratas do Iguaçu, uma das Sete Maravilhas da Natureza. Veja, abaixo, algumas das fotos expostas. A mostra “Belezas do Parque" conta com 41 fotografias feitas pela equipe de 20 fotógrafos da concessionária Cataratas do Iguaçu S.A., empresa responsável pela administração do lugar. Fotos aéreas mostram a beleza das Cataratas do Iguaçu; VEJA Parque Nacional do Iguaçu divulga fotos do céu estrelado nas Cataratas do Iguaçu; VEJA PodParaná #73: Projeto no Parque Nacional do Iguaçu luta para preservar onças-pintadas Tucano aparece em fotografia com as Cataratas do Iguaçu ao fundo Nilmar Fernando/Cataratas S.A Registro com longa exposição dá ideia de desenho em foto das Cataratas do Iguaçu Nilmar Fernando/Cataratas S.A. Os profissionais que participam da exposição são responsáveis por fotografar momentos únicos dos visitantes brasileiros e estrangeiros nas Cataratas. Registros que são, frequentemente, com muita água diante dos olhos e das lentes. Entretanto, para a exposição, o foco e os cliques se voltaram especialmente para a fauna, a flora e natureza da unidade. "Pessoal começou a marcar para fotografar depois do horário comercial, que pega o pôr do sol, tem muita imagem de pôr do sol bonita. Alguns grupos vieram na primeira hora da manhã, onde os animais saem para se alimentar, ficam mais ativos. Quando têm turistas na trilha, esses animais se escondem um pouco mais. Então teve um empenho muito grande por parte dos fotógrafos", contou o curador e supervisor da exposição, Nilton Rolin. Quati foi flagrado próximo da passarela das Cataratas do Iguaçu Bruno Santos/Cataratas S.A A iniciativa começou com um concurso interno de fotografia na concessionária, com duração de três meses para captação das imagens. Segundo Rolin, após o resultado ser ainda melhor do que o esperado, a direção aceitou a ideia de expor o material no Centro de Visitantes da Unidade de Conservação. "Essa exposição contempla a beleza da nossa Mata Atlântica, fauna e tudo mais, muito bem representado nessas imagens." Ave foi registrada com quedas d'água ao fundo, em Foz do Iguaçu Nilmar Fernando/Cataratas S.A. Fotografias Nilmar Fernando trabalha como fotógrafo no parque há mais de 10 anos. Ele teve sete imagens selecionadas para a exposição. Segundo o profissional, as Cataratas são como uma segunda casa para ele. "Sempre que possível, costumo ficar no pôr do sol fotografando porque o parque se transforma depois que os turistas vão embora. Nós possuímos um dos pores de sol mais lindos do Brasil, senão do mundo. Poder eternizar esses momentos me enche de alegria, é como se fosse uma terapia, a qual sempre estou em busca da foto perfeita", contou. Pôr do sol foi fotografado nas Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu Ana Paula Ferreira/Cataratas S.A. Já a fotógrafa Ana Paula Ferreira, que trabalha na área há sete anos, explicou que se sente honrada em poder registrar a emoção das pessoas ao sentirem a energia das águas no parque. Entretanto, disse que se surpreendeu com o resultado dos registros que fez apenas da natureza, pois nunca tinha fotografado no horário do pôr do sol no parque. Com a foto acima, ela ganhou o 1º lugar do concurso fotográfico do PNI na categoria natureza. "Foi uma experiência única. [...] Estava acostumada a tirar só fotos de dia, dos turistas ali na frente das principais quedas. Aí ir lá, sair a rotina e registrar coisas totalmente diferentes, foi muito bom. A luz do sol nas águas, entre 18h30 e 19h, é divina. É um dos melhores pores de sol que vi na vida. O sol se pondo reflete na água, dando aqueles reflexos bonitos que tem a foto," contou. Passarela do Parque Nacional do Iguaçu vazia após fechamento da unidade para visitantes Lucas Demetrio/ Cataratas S.A Quati se molha com água das Cataratas do Iguaçu Lucas Demetrio/Cataratas S.A. Cataratas do Iguaçu são fotografadas ao cair da noite Jonny Benitez/Cataratas S.A. Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu Fábio Júnior/ Cataratas S.A Fauna, a flora e natureza são registradas na exposição das Cataratas do Iguaçu Alexandre Klein/Cataratas S.A. Vazão média das Cataratas do Iguaçu é de 1,5 milhões de litros por segundo Henrique Britez/Cataratas S.A. Lagarto nas Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu Halisson Denior Kock/Cataratas S.A. Coruja nas Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu Wesley Wanderley/Cataratas S.A. Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu Nilmar Fernando/Cataratas S.A. Exposição fotográfica Belezas do Parque está no Centro de Visitantes Alexandro Soto/Cataratas S.A. Sobre o Parque Nacional do Iguaçu A criação do parque aconteceu no dia 10 de janeiro de 1939 por meio de um decreto do presidente Getúlio Vargas. Já em 1986, a unidade de conservação recebeu o título de Patrimônio Natural da Humanidade. O principal atrativo do parque são as Cataratas do Iguaçu, consideradas uma das Sete Maravilhas da Natureza desde 2011. A unidade de conservação é um dos principais destinos turísticos do Brasil. O parque conta com uma área de 185 mil hectares de Mata Atlântica que abriga diversas espécies de plantas e animais, como a onça-pintada. A unidade, localizada em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, recebe anualmente visitantes de diversas regiões do Brasil e do mundo. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 PR Veja mais notícias da região no g1 Oeste e Sudoeste.
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08/04 - VÍDEO: Temporada de nascimento de tartarugas marinhas tem início em Fernando de Noronha
Projeto Tamar fez o monitoramento do nascimento dos animais na Praia do Bode. Até esta sexta-feira (8), foram registradas 241 desovas na ilha. Começa a temporada de nascimento de tartarugas marinhas em Fernando de Noronha A temporada de nascimento de tartarugas marinhas começou em Fernando de Noronha (veja vídeo acima). Os pesquisadores do Projeto Tamar realizaram o monitoramento de um ninho na Praia do Bode, na quinta-feira (7). Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram Os ninhos são de tartarugas-verde, espécie que tem o nome científico Chelonia mydas. Até esta sexta-feira (8), 241 desovas foram contabilizadas, das quais 173 ocorreram na Praia do Leão e as outras aconteceram nas praias da região chamada de Mar de Dentro, entre o Sancho e o Boldró. Teve início a temporada de nascimento de tartarugas em Noronha Ana Clara Marinho/TV Globo O período reprodutivo começa em dezembro, com as cópulas. Em seguida, são registrados os primeiros ninhos nas praias, que levam entre 45 e 60 dias para eclodir. Os nascimentos começam em abril e ocorrem até junho. Os pesquisadores acreditam que, nesta temporada 2021/2022, o total de ninhos pode chegar a 300. Pesquisadores do Tamar monitoram os ninhos de tartarugas Ana Clara Marinho/TV Globo “É uma boa temporada. Não chega a ser um recorde, mas não é uma temporada ruim. Para garantir o sucesso nos nascimentos, estamos nas praias e realizamos o monitoramento”, declarou a coordenadora do Projeto Tamar , Rafaely Silva Ventura. Segundo os estudiosos, de cada grupo de mil tartarugas que nascem apenas duas chegam à idade adulta. Elas têm uma série de predadores, como as aves, que podem devorar os filhotes na caminhada até o mar. Tartarugas seguem para o mar após nascimento Ana Clara Marinho/TV Globo “Os pássaros, no caminho até o mar, os peixes e os crustáceos são predadores das tartarugas. Os primeiros momentos de vida são muito importantes para as tartaruguinhas”, contou Rafaely Ventura. Desde o início da pandemia da Covid-19, os estudiosos deixaram de realizar a aberturas públicas de ninhos, que reuniam cerca de 300 pessoas. Apesar da diminuição de casos da doença, esse tipo de evento ainda não voltou a ser realizado pelo Projeto Tamar para evitar aglomerações. Presente de lua de mel Casal fez ensaio fotográfico na Praia do Bode, onde ocorreu o nascimento das tartarugas Ana Clara Marinho/TV Globo Os médicos Vitor Otávio e Júlia Braga estão em Fernando de Noronha em viagem de lua de mel. Eles são da cidade de Campinas (SP) e foram até a Praia do Bode para fazer um ensaio fotográfico. O casal ficou encantado com o nascimento das tartarugas. “Nós nunca vamos esquecer. Aproveitamos para fotografar, até ajudamos a proteger os filhotes das aves”, disse Vitor. “Nós ganhamos esse presente. É emocionante, lindo demais”, contou Júlia. O fotógrafo Santiago Salazar, que mora em Noronha e fez o ensaio fotográfico do casal, ficou emocionado com as tartarugas. “Fiquei surpreso. Foi a primeira vez que eu vi o nascimento das tartarugas. Fiquei extasiado. Foi um presente para o casal e para mim também”, declarou. VÍDEOS: Mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias O período reprodutivo inicia em dezembro, com as cópulas, em seguida são registrados os primeiros ninhos nas praias, que levam entre 45 e 60 dias para eclodir. Os nascimentos começam agoaocorrem até junho.
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07/04 - Onça-pintada trava batalha com jacaré na água no Pantanal mato-grossense e perde a luta; veja vídeo
Imagens gravadas por veterinário mostram a disputa acirrada dos dois gigantes do bioma. Onça-pintada perde a presa Uma onça-pintada atacou um jacaré no Pantanal mato-grossense, em Porto Jofre, no Parque Estadual Encontro das Águas, mas não teve tanta sorte. O jacaré conseguiu escapar do ataque ao fazer um movimento rotativo e mergulhar para longe do felino. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram A cena foi gravada pelo veterinário Jorge Salomão durante visita ao Pantanal no ano passado. O vídeo começou a repercutir nas redes sociais (veja acima). Ele estava conhecendo o ecossistema e monitorando as onças, quando foi surpreendido pelo ataque da onça ao jacaré. Projeto no Parque Nacional do Iguaçu luta para preservar onças-pintadas Onça-pintada ataca jacaré, mas acaba perdendo a presa Jorge Salomão/Divulgação A bióloga Lorena Castilho explicou que as onças são habilidosas na água, apesar de serem felinos. "Provavelmente a onça mergulhou para pegar o jacaré. Elas são exímias nadadoras, mesmo sendo felinos. Esse movimento rotativo é um mecanismo de defesa do jacaré para se livrar da onça porque a mobilidade dele é mais limitada. Ao que parece, ele consegue se livrar dela. A onça mobiliza ele pelo pescoço. Pode ser uma onça jovem, que ainda não está tão preparada ou só não era tão forte quanto o jacaré nesse caso", disse. O ataque natural faz parte da manutenção da cadeia alimentar, segundo ela. Leia Mais: Turismo de onças-pintadas vale 56 vezes mais do que prejuízo de ataques a gado no Pantanal Onças-pintadas são monitoradas com chips em MT; câmeras em árvores flagram rotina VÍDEO: Dois filhotes de onça-parda são encontrados brincando em estrada em MT "A população de jacarés aumenta bastante no Pantanal e há poucos os predadores dessa espécie, e a onça é uma delas. É um ataque natural de um predador para a presa, o que mantém a cadeia alimentar", afirmou. A bióloga também disse que cenas como essa são boas até mesmo para o turismo, porque impressiona os turistas. "O ecoturismo também acaba se beneficiando com cenas como essa, porque quem está lá tem a sorte de ver esse comportamento de caça", explicou. Onças-pintadas podem ser observadas no Pantanal de Mato Grosso Pablo Cersosimo Maior concentração das onças O Parque Estadual Encontro das Águas é considerado o maior refúgio de onças-pintadas do mundo. Turistas do país e do exterior procuram o parque para fazer a observação dos felinos durante passeios de barco. O parque fica no encontro dos rios Cuiabá e Piquiri, na região de Porto Jofre, entre Poconé e Barão de Melgaço, municípios a 104 e 121 km de Cuiabá. A reserva tem 108 mil hectares onde é possível ver a exuberância do Pantanal bem de perto. O melhor período para observar a onça é entre julho e final de setembro, período da seca. Nesses meses as onças ficam mais próximas das margens dos rios em busca de água e caça, então, é mais fácil de deparar com o animal. Em 2020, o Parque foi um dos mais atingidos pelas queimadas, com 85% da área afetada. Desde então, a recuperação dos animais e do bioma acontece de forma gradativa.
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04/04 - Projeto 'Floresta+ Amazônia' oferece incentivos financeiros a produtores rurais que preservam a mata
Produtores selecionados receberão incentivos financeiros pela conservação da vegetação nativa, após a verificação e cumprimento dos critérios de seleção. Inscrições seguem até o dia 30 de março para pequenos produtores, proprietários e possuidores de imóveis rurais dos nove estados da Amazônia Legal. Vitor Souza/Secom O projeto " Floresta+ Amazônia" está com uma chamada pública aberta para novos beneficiários. Os produtores rurais selecionados receberão incentivos financeiros pela conservação da vegetação nativa, após a verificação e cumprimento dos critérios de seleção. Pequenos produtores, proprietários e possuidores de imóveis rurais dos nove estados da Amazônia Legal podem se inscrever até o dia 30 de junho na chamada pública da modalidade Floresta+ Conservação O projeto é uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Verde para o Clima. A chamada pública selecionará beneficiários e beneficiárias sem infração ambiental e que tenham vegetação nativa conservada além do mínimo exigido por lei. Produtores e produtoras também precisam estar com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pelo órgão competente, além de cumprir com os demais critérios previstos na chamada pública para serem elegíveis. Os beneficiários selecionados receberão o pagamento de, no mínimo, R$ 400,00 por hectare de excedente de vegetação nativa por ano. Conforme o Termo de Adesão a ser assinado pelos selecionados, os pagamentos serão iniciados no ano em que o beneficiário for selecionado e estarão condicionados ao cumprimento de todas as obrigações previstas no Termo. Os recursos serão disponibilizados diretamente aos beneficiários e beneficiárias. Para realizar a inscrição, é necessário preencher o formulário eletrônico no site https://ee.humanitarianresponse.info/single/Wd0mApNB de forma voluntária e gratuita. Devem ser informados no formulário dados pessoais e informações de contato (telefone e/ou email). Após as análises das informações, o(a) potencial beneficiário(a) será notificado sobre a finalização do cadastro e assinatura do Termo de Adesão. Somente após a assinatura do Termo e a confirmação que o(a) potencial beneficiário(a) foi selecionado(a) é que a participação no projeto será validada. Projeto Floresta+ Amazônia O Projeto Floresta+ Amazônia recompensa quem protege e recupera a floresta e contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa. Com o foco na estratégia de pagamentos por serviços ambientais, até 2026 a iniciativa reconhecerá o trabalho de pequenos produtores rurais e agricultores familiares, apoiará projetos de povos indígenas e de comunidades tradicionais, assim como ações de inovação com foco no desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal. O projeto funciona por meio de quatro modalidades: Floresta+ Conservação; Floresta+ Recuperação; Floresta+ Comunidades; Floresta+ Inovação. VÍDEOS mais assistidos do Amazonas
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02/04 - Ocitocina, o 'hormônio do amor', incentiva laços sociais e ajuda na conservação de leões ferozes
Nos mamíferos, a ocitocina fortalece os laços sociais. Ela é produzida no cérebro da mãe quando ela olha nos olhos do recém-nascido, gerando sentimentos de bem-estar e felicidade. Leões são vistos no Entabeni Safari Conservancy, em Limpopo, na África do Sul, em foto de 31 de julho de 2012 AFP Photo/Stephane De Sakutin Cientistas que passaram anos pulverizando ocitocina no nariz dos leões descobriram que os grandes felinos se tornaram muito mais amigáveis com seus vizinhos e menos propensos a rugir para estranhos quando receberam o chamado "hormônio do amor". Os resultados, publicados na revista iScience na quarta-feira (30), podem contribuir significativamente para os esforços de conservação, já que a expansão urbana força mais exemplares a viverem juntos em reservas. "Sempre gostei de leões", disse à AFP a neurocientista e principal autora do estudo, Jessica Burkhart, explicando que se envolveu na pesquisa porque se cansou de examinar os cérebros dos animais em laboratório e queria estudá-los na vida real. Os felinos em geral têm a reputação de serem independentes, mas os leões, por outro lado, vivem socialmente em bandos enquanto conquistam e defendem territórios valiosos na savana africana. "Se você pensar em leões machos, por exemplo, eles deixarão o bando quando tiverem alguns anos e se depararão com outros leões machos que eles não conhecem e com os quais não são parentes, e eles se unirão por toda a vida", disse Burkhart. Esses tipos de comportamentos indicaram que os leões, ao contrário de guepardos solitários ou leopardos, são biologicamente programados para serem sociais em algumas situações, tornando-os uma espécie interessante para estudar o efeito da ocitocina. Laços sociais Leões são felinos comuns das savanas africanas Luiz Tambasco/VC no TG Nos mamíferos, a ocitocina é a principal molécula que fortalece os laços sociais. Às vezes chamado de hormônio do carinho, é produzido no cérebro da mãe quando ela olha nos olhos do recém-nascido, gerando sentimentos de bem-estar e felicidade, enquanto ajuda o bebê a buscar seu seio para mamar. Efeitos semelhantes foram documentados em outras espécies e também entre cães e seus tutores. Os terapeutas até sugerem que casais com problemas podem se beneficiar do aumento do contato visual, que libera ocitocina. Trabalhando em uma reserva de vida selvagem em Dinokeng, África do Sul, nos verões de 2018 e 2019, Burkhart e colegas da Universidade de Minnesota realizaram um teste usando pedaços de carne crua para atrair leões para uma cerca. O hormônio foi pulverizado nos narizes dos felinos usando um instrumento semelhante a um frasco de perfume antigo, de modo que viajasse diretamente para o cérebro. Após o tratamento, os 23 leões que receberam ocitocina tornaram-se mais tolerantes com os outros leões em seu espaço. Isso foi medido observando o quão perto um leão que está de posse de um objeto desejado, neste caso um brinquedo, permite que outros se aproximem dele. "Depois que os leões foram tratados com ocitocina e demos a eles seu brinquedo favorito , vimos que a distância média entre eles diminuiu de cerca de sete metros sem tratamento para cerca de 3,5 metros depois que lhes demos a ocitocina", disse Burkhart. Os leões também não responderam quando os rugidos gravados de intrusos desconhecidos foram reproduzidos, ao contrário dos do grupo de controle que não foram pulverizados com nada ou foram pulverizados com solução salina. Benefícios para a conservação Reduzir a hostilidade em relação a estranhos foi uma descoberta especialmente encorajadora, disse Burkhart, porque a ocitocina é conhecida por ter um lado sombrio em humanos: embora promova sentimentos positivos entre os membros de um grupo, pode aumentar a rivalidade com estranhos. O tratamento pode ser útil em vários cenários, explicou a neurocientista. Primeiro, poderia ajudar leões resgatados de situações abusivas, como circos ou zoológicos em zonas de guerra, a coexistirem em santuários. Em segundo lugar, à medida que as cidades na África se expandem e invadem o território dos leões, os conservacionistas são forçados a transportar os animais para reservas particulares onde estão alojados bandos desconhecidos, e a ocitocina pode ajudar a prevenir conflitos. Também pode ajudar as realocações na natureza, ajudando os leões a se tornarem "mais aptos ao seu novo ambiente social por serem mais curiosos e menos temerosos, levando a uma ligação mais bem-sucedida", disse Burkhart. Um temor é que pessoas sem escrúpulos como o infame Joe Exotic, da "Máfia dos Tigres", possam usar o produto químico para administrar zoológicos que promovem o abraço de filhotes, muito criticado por defensores do bem-estar animal. "A verdade é que as pessoas são corruptas... mas espero que neste caso ajude mais do que machuque", disse Burkhart.
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01/04 - Lendas pantaneiras têm de 'Minhocão' que vira barcos para devorar pescadores até 'Pai do Mato' que protege a região
As lendas e mitos são inspiradas pelas influências que a região recebeu em sua ocupação, transmitidas de geração em geração – principalmente de forma verbal – e tem um papel importante para a formação da cultura local. Entre os destaques da novela Pantanal, que começou na segunda-feira, são duas lendas criadas pela ficção, a do “Velho do Rio”, um guardião da região que se transforma em sucuri, e a da “Maria Marruá”, a mulher que vira onça. O Pantanal da vida real, entretanto, tem suas próprias lendas. São inspiradas pelas influências que a região recebeu em sua ocupação, transmitidas de geração em geração — principalmente de forma verbal – com um papel importante para a formação da cultura local. "Essas narrativas míticas são construídas dentro de uma comunidade e, após um tempo, acaba, se perdendo dentro da memória da população. Algumas dessas histórias são contadas a partir de algo real que carregam consigo o propósito de alertar para o perigo ou até mesmo explicar um fato 'inexplicável'", afirmou o professor e antropólogo, Álvaro Banducci. Minhocão Uma das principais lendas pantaneiras é do minhocão. Seria um tipo de serpente, com focinho de porco, chifre e pele tão grossa que pareceria a casca de uma árvore. O monstro viveria nos rios da região e viraria os barcos de pescadores para se alimentar deles. "Eu escutei aquela água tremer, virei e vi mais ou menos um metro de ponta, igual focinho de porco jogando água, só pensava 'meu Deus do céu'", afirma o pescador Paulo Fernandes em um documentário feito pela Fundação de Cultura do estado (FCMS), em 2016, sobre a lenda pantaneira. Ilustração do que seria o minhocão Ric Milk/ Ilustração Outro ribeirinho que jura que viu o "monstro" e sobreviveu para contar a história é Quito Picolomoni. Ele também deu depoimento ao documentário. "Eu fui atravessando o rio com a minha família toda, aí quando chegamos perto ele levantou e abriu a boca. Era um monstro de bicho sua pele parecia um pé de carandá. Ele afundou, passou por baixo da canoa e foi embora", recorda assustado. Pé-de-garrafa Outra estória que ainda hoje assusta os moradores do bioma é o do "Pé-de-Garrafa". Seria um monstro "bicho-homem". Segundo os pantaneiros, a lenda é de um homem com o corpo coberto de pelos, menos na região do umbigo, que possui apenas um pé no formato de garrafa e solta assobios que servem para demarcar o território. O monstro devido o formato dos seus pés, se locomoveria com pulos, deixando no chão um rastro com marca de fundo de garrafa. Ilustração do mito do Pé-de-garrafa Alberto Filho/Ilutração Com o alto assovio, ele hipnotiza quem tenta invadir seu território e, como consequência, quem faz isso é levado para o seu covil, onde acaba por ser devorado. O Pai do Mato Outro ser, que, segundo o imaginário pantaneiro, viveria na região é o "Pai do Mato". Ele seria encarregado de guardar as matas e protegê-las de qualquer interferência que altere a ordem das coisas e, principalmente, que venha de quebrar o silêncio da noite. Um indicativo da presença do "Pai do Mato", conforme a lenda, é um forte grito que ecoa pelas matas. A estória alerta ainda que esse grito não deve ser respondido, caso contrário, a pessoa corre o risco de sofrer uma espécie de confusão mental e se perder em meio a vegetação. Ilustração da lenda pantaneira Pai-do-Mato Clube Brasileiro de Trens Fantasmas/Ilustração Outras lendas do estado Além da região pantaneira, Mato Grosso do Sul tem ainda muitas lendas difundidas entre a população de outras partes do estado. Entre as principais estão: Senhorzinho Conhecido pela bondade e o "dom da cura", a lenda Senhorzinho apareceu na década de 40 na região de Bonito, polo de ecoturismo do estado. Segundo a tradição oral, ele seria um profeta mudo, que foi perseguido devido a suas "curas" desbancarem os farmacêuticos do local. Teria sido capturado, preso e morto dentro do município. "O Senhorzinho é uma personalidade histórica e uma de suas lendas se resume a história da cobra que está presa em uma caverna na cidade de Bonito. Quanto mais essas histórias vão se acumulando ao redor dele, mais se reforça essa ideia de 'sagrado'", afirmou o professor ao g1MS. Manchete publicada no jornal de Bonito, em 1995 Documentário Mestre Divino/ Geisiany de Andrade e Kemila dos Santos Cobra da Serra Limpa Relacionada ao Senhorzinho está outra lenda da região de Bonito, a da "Cobra da Serra Limpa". O monstro teria sido trancado pelo curandeiro em uma gruta no alto da Serra Limpa e se um dia o ser for libertado pode atacar a cidade. "Essas narrativas que cercam o Senhorzinho é o que podemos chamar de lendas. Existem outras como a dele ter sido decapitado e, depois de jogarem sua cabeça no rio, saiu vivo do outro lado ou mesmo a que ele estava na cadeia e saiu flutuando durante a noite pela prisão. Ninguém sabe como ele morreu, mas essas lendas fazem ele ser sempre parte de um acontecimento milagroso e excepcional", diz o antropólogo. Sinhozinho era conhecido por suas veste simples e sempre deixar uma cruz como forma de benção. Documentário Mestre Divino/ Geisiany de Andrade e Kemila dos Santos A sandália de Frei Mariano Quem já percorreu a região de Corumbá ou "Capital do Pantanal", como também é conhecida, sabe a velha lenda de uma sandália escondida que impediria a cidade de evoluir. Muito conhecido, o mito é um dos mais importantes para a história da região. "Frei Mariano foi muito importante para Corumbá, porém ao entrar na política criou desavenças e acabou sendo expulso da cidade e, a lenda que ronda a personalidade é que o Frei tenha enterrado a sandália em algum lugar do município, dizendo que a cidade só iria se desenvolver se a encontrassem", disse o antropólogo. Corumbá: a cidade que guarda a lenda de Frei Mariano Anderson Viegas/g1 MS Entre mitos e verdades, o bioma Pantanal carrega uma vasta representatividade de fauna e flora, onde os animais são únicos, assim como a comunidade e a culinária típica. Na nova novela da Rede Globo, alguns desses costumes são apresentados em uma trama que garante emoção e também destaque para as belezas da região. Conheça algumas curiosidades da planície alagada Presente em dois estados do Centro-Oeste brasileiro, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, o Pantanal também avança por parte do território do Paraguai e da Bolívia. Clique aqui e veja algumas curiosidades da vida da maior planície alagável do mundo, Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera pela Unesco. Dia do Pantanal: conheça 5 curiosidades sobre o maior berço da biodiversidade brasileira REM/MT Saiba sobre a rotina dos pantaneiros A vida pantaneira segue um ritmo próprio. As regras são ditadas pelas fases da lua, pelo ciclo de vida dos animais e pelas águas. Para chegar aos locais mais afastados, onde as pessoas vivem ilhadas, é necessário seguir pelo curso do rio por horas. No Pantanal da vida real, estrada é o curso do rio, pôr-do-sol de 'cinema' é todo dia e respeito à natureza é obrigação. Pantaneiros dividem como é a experiência de viver isolados em meio a maior planície alagável do planeta Edemir Rodrigues/ Reprodução Culinária do Pantanal é simples, rústica e tem aproveitamento integral dos alimentos Para aguentar a "lida" diária ao acordar, o pantaneiro típico não abre mão do chimarrão, bebida trazida do sul do país, feita com água quente despejada em uma cuia com erva-mate. Depois, ainda na madrugada, vem a primeira refeição. O tradicional quebra-torto. O prato une arroz carreteiro feito com carne de sol, ovo, farofa e ainda outros alimentos do dia anterior. Ainda no desjejum, o pantaneiro ingere uma bebida em busca de mais energia e disposição para o trabalho, uma mistura de água e guaraná em pó. Para aguentar o dia inteiro de trabalho, sob o sol, o pantaneiro precisa de bastante energia e hidratação. Confira quais sãos os principais pratos do pantaneiro. Arroz com bochecha de boi é servido em reuniões entre peões. Reprodução/LunaGarcia Pantanal tem animais que 'brilham' aos olhos Pesquisador explica que as condições geológicas do território - planície alagada - possuem condições favoráveis à adaptação destes e tantos outros animais, os quais são considerados símbolos desta região. Entre os principais animais estão a Onça-pintada, o Tuiuiú, Ariranha, Arara-azul, Cervo-do-pantanal e Jacarés. Profissional registrou jacarés no fim de tarde no Pantanal de MS Luiz Mendes/Arquivo Pessoal Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
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31/03 - Fiscalização encontra garimpos ilegais e moradias irregulares em reserva sustentável no Amapá
Ação na RDS do Rio Iratapuru apreendeu objetos usados nos crimes ambientais e desmontou acampamentos dos garimpeiros. Acampamento de garimpeiros desmontado pela equipe de fiscalização Sema/Divulgação Fiscalização da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) encontrou indícios de atividade garimpeira ilegal e moradias irregulares na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru, com mais de 806 mil hectares, no Oeste do Amapá. Em uma RDS é permitida a ocupação pelos moradores nativos, desde que atendendo a critérios rígidos de ocupação e uso do ecossistema. Dois acampamentos usados para atividades de caçadores e garimpeiros ilegais tiveram as estruturas de barracos desmontadas pelas equipes das coordenadorias de Fiscalização e Monitoramento Ambiental (CMFA) e de Gestão de Unidades de Conservação e Biodiversidade (CGUCBio). Proteção total, maior do país e uso sustentável: conheça as unidades de conservação do Amapá De acordo com a Sema, os suspeitos de realizarem atividades ilegais fugiram para dentro da mata ao verem os agentes. A equipe apreendeu os equipamentos usados nos crimes ambientais e apresentou o aparato na Delegacia de Meio Ambiente (Dema). Placa de fiscalização instalada na Reserva Sustentável Sema/Divulgação A ação aconteceu na segunda-feira (28) e também notificou o morador de uma residência por construir em área de preservação ambiental, explicou o major André Carvalho, que atuou na fiscalização. “O proprietário tem que vir na Sema, porque ele não pode fazer a construção em área de reserva sustentável. A gente precisa saber se a construção foi antes ou depois da criação da lei da RDS em 1997”, disse. Além disso, a equipe realizou a instalação de sete placas de sinalização e ainda fez a manutenção de mais duas que foram colocadas em 2018. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:
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30/03 - Em meio a ação no STF, governo eleva de 23 para 36 número de conselheiros do Conama
Decreto desta quarta (30), porém, não restabelece as 96 cadeiras existente no conselho do meio ambiente antes de corte feito por Bolsonaro, em 2019, e que foi questionado no Supremo. O governo federal publicou no “Diário Oficial da União” nesta quarta-feira (30) um decreto do presidente Jair Bolsonaro que altera o número de vagas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). O decreto estabelece que os conselheiros passarão de 23 para 36. Apesar do aumento, o número de vagas ainda é inferior às 96 existentes antes da reestruturação do Conama feita pelo presidente Jair Bolsonaro em maio de 2019. A medida afetou especialmente a participação da sociedade civil no conselho. O Conama é o principal órgão consultivo do Ministério do Meio Ambiente. O colegiado é responsável por estabelecer critérios para licenciamento ambiental e normas para o controle e a manutenção da qualidade do meio ambiente. A publicação do decreto nesta quarta, ampliando as vagas no conselho, ocorre em meio à análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de uma ação que questiona a reestruturação do órgão feita por Bolsonaro em 2019, quando ele reduziu de 96 para 23 o número de conselheiros titulares. No ano passado, a ministra Rosa Weber, do STF, suspendeu o decreto que cortou número de integrantes do Conama e reduziu a participação da sociedade civil no colegiado. Ministra do STF Rosa Weber suspende decreto que diminuiu integrantes da sociedade no Conselho do Meio Ambiente Em março deste ano, ela votou para anular o decreto, porém o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Nunes Marques. A publicação do decreto também ocorre no dia em que está marcado para ocorrer no Supremo o julgamento de uma série de ações relacionadas a políticas ambientais do governo, entre elas uma que cobra a retomada do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia e outra que sugere a retomada de resolução do Conama que dispõe sobre padrões de qualidade do ar. A ação que trata do corte de vagas no conselho do Conama, porém, não foi pautada para a sessão desta quarta. A composição do Conama Sociedade civil: antes da reformulação, a sociedade civil contava com 22 assentos no Conama. Em 2019, Bolsonaro reduziu para quatro. O novo decreto eleva para oito o número de vagas para entidades ambientalistas; Empresas: o novo decreto eleva de dois para cinco as cadeiras destinadas ao setor privado (entidades empresariais); Governos estaduais: o novo decreto eleva de cinco para nove as vagas destinadas a representantes de governos. Procurado, o Ministério do Meio Ambiente não informou até o momento se a alteração no Conama tem relação com o julgamento no STF. A Secretaria-Geral da Presidência informou que, com o decreto, o governo deseja "possibilitar que os processos decisórios primem pela eficiência, densidade e qualidade das decisões acerca das políticas públicas na área de meio ambiente". Conforme o decreto publicado nesta quarta-feira, o Conama ficou com a seguinte composição: ministro do Meio Ambiente (presidente do conselho) secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente presidente do Ibama representantes da Casa Civil, Secretaria de Governo e ministérios da Economia, Infraestrutura, Agricultura, Minas e Energia e Desenvolvimento Regional nove representantes de governos estaduais dois representantes de prefeituras de capitais oito representantes de entidades ambientalistas da sociedade civil cinco representantes do setor privado (confederações nacionais da Indústria, do Comércio, de Serviços, da Agricultura e do Transporte) presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) presidente da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) VÍDEOS: notícias sobre meio ambiente
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29/03 - No Pantanal da vida real, estrada é o curso do rio, pôr-do-sol de 'cinema' é todo dia e respeito à natureza é obrigação
Pantaneiros dividem como é a experiência de viver isolados em meio a maior planície alagável do planeta, junto a natureza. Pantaneiros dividem como é a experiência de viver isolados em meio a maior planície alagável do planeta Edemir Rodrigues/ Reprodução Com estreia nesta segunda-feira (28), o remake da novela “Pantanal” tem como inspiração a realidade de cerca de 600 famílias pantaneiras, que vivem às margens dos rios da região, isolados em meio a maior planície alagável do planeta, no coração do Centro-Oeste. A vida pantaneira segue um ritmo próprio. As regras são ditadas pelas fases da lua, pelo ciclo de vida dos animais e pelas águas. Para chegar aos locais mais afastados, onde as pessoas vivem ilhadas, é necessário seguir pelo curso do rio por horas. No dia da estreia do remake de 'Pantanal', veja as curiosidades sobre a maior planície alagável do mundo O Pantanal é considerado a maior planície inundável do mundo - possui cerca de 250 mil quilômetros quadrados que se divide entre o lado norte, no Mato Grosso (MT) e no Mato Grosso do Sul (MS). A proteção da região é de responsabilidade conjunta do governo federal, por meio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, e dos dois governos estaduais. Pantaneiros na região de Corumbá Povo das Águas/ Reprodução Atualmente, de acordo com levantamento realizado pelo projeto ‘Povo das Águas’, a região pantaneira em Mato Grosso do Sul conta com mais de 600 famílias, o que corresponde a aproximadamente 3.250 pessoas. Veja nesta reportagem alguns relatos de pessoas que moram em um ambiente onde a força da natureza se faz presente e o céu se enfeita de cores; confira: ‘Seremos ouvidos e visto por esse Brasil’ A Área de Proteção Ambiental (APA) da Baía Negra, em Ladário (MS), é liderada por cinco mulheres: “nascidas e criadas no Pantanal”. Entre elas, Virgínia Lito, divide 51 anos, dos seus 55 de vida, com essa região, em que a paz transmitida pela natureza pode ser sentida em pequenas demonstrações, como os cantos dos pássaros. Virginia relatou que a rotina do pantaneiro se orienta aos sinais da natureza, junto com os primeiros raios do sol é a hora de levantar, e aos sinais da lua, é o momento de se recolher. “A rotina do pantaneiro é acordar cedo, acender o fogo a lenha, passar um café e ir para a lida, para depois retornar para casa e descansar para o outro dia. Por aqui o tempo é diferente. Descemos o rio, pescamos peixe e nos alimentamos com o que a natureza dá, esse privilégio não tem nada que pague”, disse. Pantaneira durante pesca em Ladário Arquivo pessoal/ Reprodução Ao ser questionada se tem algum receio de viver reclusa em meio ao bioma pantaneiro, lugar em que é comum se deparar com jacarés, capivaras, tuiuiús, onças, cobras, macacos e outros tantos nativos do bioma, Virginia é enfática ao afirmar que não há do que temer, respeitando o espaço dos animais. “Não tenho medo no meio do Pantanal, quando se respeita o espaço desde a formiga, não existe motivo para temer. O respeito pela natureza é o princípio de tudo, sempre! Moro com outras sete mulheres e todas sabemos do privilégio de estar aqui”, destacou. Quintal de casa dos pantaneiros, na APA da Baía Negra Arquivo pessoal/ Reprodução Com a estreia nesta segunda-feira (28), as gravações de "Pantanal" foram realizadas nos mesmo locais onde foram feitas as da primeira versão, escrita por Benedito Ruy Barbosa em 1990. Virginia está ansiosa para acompanhar a história, que mora no coração de todos os brasileiros, e principalmente no do pantaneiro, que está sendo representado. “Todo dia me apaixono pelo meu Pantanal, é uma riqueza muito grande que agora todos irão conhecer. Estou muito ansiosa para acompanhar a novela, agora seremos ouvidos e vistos por esse Brasil, isso é muito emocionante”, celebrou. ‘Vou ser representado na TV’ Há 23 anos morando na beira do rio, como legítimo pantaneiro, Gerverson Soares Cartelo, de 27 anos, trabalha como peão em uma fazenda na região de sua comunidade na região de Ladário (MS). “Desde cedo a gente aprende a encarar os mosquitos e levar a vida por aqui. Hoje tenho duas pantaneiras, que nasceram dentro do rio Paraguai e mais uma a caminho”, disse. Com duas crianças em casa e mais um bebê a caminho, ele percorre mais de 80 quilômetros diariamente para trabalhar e buscar sustento para a família. “Trabalho com o gado, trator e formo pasto, com o tempo você se acostuma com a distância. O importante é conseguir o sustento e voltar para ficar com as minhas filhas”, apontou. O amor pelo Pantanal atravessa gerações Arquivo pessoa/ Reprodução O pantaneiro também está ansioso pela estreia do remake Pantanal. Ele não assistiu a primeira versão da novela e espera se reconhecer nos personagens. “Vou ser representado pelo meu Pantanal na TV. Trabalho em fazenda como peão de campo, agora vamos nós assistir, o que é muito gratificante. Será a nossa história sendo vista e falada para o Brasil”, destacou. Quando questionado sobre o que mais o surpreende no bioma pantaneiro, Gerverson pontua que em cada nova estação, a região se transforma e cada dia é único. Segundo ele, há quem diga que nem parece o mesmo lugar. “Só vivendo aqui para entender como é especial, não troco meu Pantanal por nada”, afirmou. ‘O Pantanal chama a gente’ É assim que o pantaneiro e pecuarista, Armando Lacerda descreve a sua ligação com o bioma do Pantanal, sendo esse o local que reside há mais 30 anos, entre idas e vindas. “O Pantanal sempre puxa a gente de volta, existe uma força irresistível que faz a gente voltar, e quando não estivermos aqui, algum dos filhos vai sentir esse chamado interruptível. Muitas pessoas têm uma fase urbana, mas que acaba voltando”, declarou. Comitiva pantaneira Edemir Rodrigues/ Reprodução Como legítimo pantaneiro, Armando mora do Porto São Pedro, localizado no entorno da Serra do Amolar. Ele detalha que a ‘estrada’ dos moradores da região é o curso do rio, em um trajeto que demora pouco mais de cinco horas de barco para chegar à cidade mais próxima, que fica em Corumbá (MS). “Você vive isolado, mas é uma eterna continuidade. Em algumas épocas do ano você lida com mosquito o tempo todo, mas também tem pacu da hora, todo dia, um pôr-do-sol maravilhoso e o contato direto com as belezas da natureza. Sempre vale muito a pena!”, descreveu. Armado contou que o amor pelo Pantanal atravessa gerações, e o sentimento de cuidado e preservação sempre existiu. “O Pantanal não tem dono, a gente ama esse lugar e preserva, cuidando para as pessoas que vêm depois, sinto que estamos cumprindo uma missão”, declarou. Serra do Amolar: descubra o tesouro do Pantanal ‘Não podem ser esquecidos’ Pantaneiro durante ação do projeto Povo das Águas Povo das Águas/ Reprodução Mesmo isolados, mais de 600 famílias são atendidas pelo projeto ‘Povo das Águas’. A iniciativa leva serviços médicos, odontológicos, assistenciais e educacionais para diversas regiões do Pantanal. A coordenadora do projeto, Elisama de Freitas Cabalhero, de 53 anos, atua na linha de frente para auxiliar as famílias que vivem reclusas em meio ao bioma há mais de 13 anos. A ação visa promover o desenvolvimento comunitário integrado e sustentável nas comunidades. Apesar da equipe reduzida, os serviços foram todos mantidos normalmente durante a pandemia da Covid, com os cuidados necessários. “Não é porque vivem em uma região remota, que devem ser esquecidos. Eles são cidadãos brasileiros e têm total direito de ter acesso a saúde, educação, assistência social e todos os serviços disponíveis”, destacou. Durante a pandemia, mesmo com a equipe reduzida, os serviços foram todos prestados normalmente. Povo das Águas/ Reprodução A ação envolve todos os segmentos públicos, sociedade civil organizada e colaboradores que possam atender a população pantaneira prestando-lhe serviços de qualidade e oferecendo-lhe condições de minimizar as adversidades. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
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28/03 - 'Não existe preocupação ambiental de Bolsonaro com Noronha', diz secretário de Meio Ambiente de PE sobre disputa do governo federal pela ilha
Segundo José Bertotti, 'alegações da Advocacia Geral da União são infundadas'. O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, afirma que Pernambuco precisa 'cumprir contrato de gestão'. Fernando de Noronha se tornou alvo de disputa entre os governos federal e estadual Cláudio Belline/Acervo pessoal "Não existe preocupação ambiental de Bolsonaro com Noronha". A declaração é do secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, José Bertotti, sobre o pedido de liminar protocolado pelo governo federal no Supremo Tribunal Federal (STF), que solicita o reconhecimento do domínio da União sobre a ilha. O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, disse que o estado "precisa cumprir contrato de gestão". Na ação civil com pedido de liminar, protocolada na quinta-feira (24), a Advocacia Geral da União (AGU) solicitou que seja reconhecido que o "domínio sobre o Arquipélago de Fernando de Noronha é de titularidade integral da União". Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram A União alega que o estado tem descumprido um contrato de cessão, assinado em 2002 pelo então governador Jarbas Vasconcelos (MDB), “embaraçando a atuação da Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União e de órgãos ambientais federais na gestão da área”. O governo federal alega ter evidências de descumprimento de cláusulas contratuais na gestão de Fernando de Noronha e usa como exemplos a "concessão de autorizações indevidas para edificações na faixa de praia", "crescimento de rede hoteleira em ocupações irregulares", e "conflitos de competências" entre o Ibama e a Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH). Na ilha a serviço, José Bertotti rebateu a informação, nesta segunda (28), e disse que o governo de Pernambuco cumpre com todas as responsabilidades constitucionais. "As alegações da Advocacia Geral da União são infundadas. Nós não impedimos fiscalizações da Secretaria do Patrimônio da União, muito menos ações de fiscalizações relativas ao cuidado ambiental”, salientou. Secretário José Bertotti defendeu que ilha pertence a Pernambuco Ana Clara Marinho/TV Globo Além de criticar a política de meio ambiente do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), o secretário reforçou que Noronha é um patrimônio de Pernambuco, assim como já tinha dito o governador Paulo Câmara (PSB) na sexta-feira (25). “Noronha é um patrimônio pernambucano, consagrado na Constituição Federal, e não admitimos que Bolsonaro questione o que está previsto legalmente. Não deixaremos que o presidente Jair Bolsonaro, que não tem cuidado com o meio ambiente, transforme a ilha num paraíso artificial. Fernando de Noronha é um paraíso natural e vai continuar assim”, disse José Bertotti. O secretário também afirmou que os representantes do governo do estado estão otimistas quanto ao julgamento no STF. “O governador Paulo Câmara solicitou uma audiência com o ministro relator do STF, Ricardo Lewandowski. Estamos absolutamente tranquilos porque a constitucionalidade está do lado de Pernambuco. Fernando de Noronha é um território que integra o estado", declarou Bertotti. LEIA TAMBÉM: Advocacia Geral da União aciona o STF pelo domínio da ilha 'Afronta à nossa história e Constituição', diz governador de PE Entenda a disputa entre os governos federal e estadual Ele contou, ainda, que o estado vem realizando trabalhos de preservação, como a ampliação da produção de energia solar, uso de carros elétricos e a proibição de circulação de produtos descartáveis na ilha. Apesar do pedido de liminar solicitar que seja “declarado que o domínio sobre o Arquipélago de Fernando de Noronha é de titularidade integral da União”, o advogado-geral da União, Bruno Bianco, negou, em vídeo divulgado nas redes sociais, que o governo federal tenha feito pedido de federalização. O g1 entrou em contato com a AGU para saber como o governo federal espera que seja feita a gestão de Noronha, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Ministro se pronuncia Sobre disputa por Noronha, ministro do Turismo diz que estado precisa cumprir contrato O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, que cumpre agenda em Pernambuco nesta segunda (28), falou sobre a disputa por Fernando de Noronha. “Em nenhum momento, nós dissemos que Noronha não é de Pernambuco. O governo apenas foi provocado pelo TCU para que se cumpra o contrato de gestão”, alegou (veja vídeo acima). O representante do governo federal estava sem máscara, assim como os políticos que o acompanhavam, apesar de um decreto do governo do estado exigir o equipamento de segurança contra a Covid-19. “Você vê Noronha com um turismo pujante, mas que precisa de infraestrutura. Noronha, que é uma pérola do Atlântico, infelizmente, não tem sido tratada pelo governo”, criticou. Ele afirmou que o governo federal tem investido na ilha. “Pelo contrato de gestão de 2002, que contempla vários itens, por exemplo as rodovias, a estrutura de Noronha, nosso governo tem feito várias coisas para melhorar, como as antenas que nós colocamos agora”, disse. Gilson Machado Neto falou sobre disputa por Fernando de Noronha Priscilla Aguiar/g1 Apesar de criticar a gestão do governo de Pernambuco na ilha, Gilson Machado Neto não detalhou quais seriam os problemas e nem disse o que o governo federal faria de diferente. Questionado sobre o que exatamente a União pretende fazer caso a decisão do STF seja favorável, o ministro se limitou a afirmar que não trabalha com projeção do que a justiça vai fazer. “Eu espero que ela se pronuncie”. VÍDEOS: Mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
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28/03 - Pantanal: veja as curiosidades sobre a maior planície alagável do mundo
O bioma está presente em dois estados do Centro-Oeste brasileiro, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, além de ter espaço no Paraguai e Bolívia. Pantanal é a maior planície alagável do planeta. Luiz Mendes/Arquivo Pessoal A natureza pulsa, a vida é vista em cada gota - seja de suor ou das chuvas -, a fauna e flora em suas exuberâncias e os ciclos de extremos. Seja no rugido de uma onça, o sibiliar das cobras, o canto inconfundível de um mutum ou o berrante de um peão em frente da comitiva, a vida no Pantanal é uma verdadeira simbiose, feita de encontros e desencontros, fins e nascimentos. Tudo será mostrado no remake de "Pantanal", que estreia nesta segunda-feira (28). Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram Veja nesta reportagem algumas curiosidades da vida na maior planície alagável do mundo e Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera pela Unesco. Maior planície alagável do mundo, com mais de 220 mil km², o que equivale à soma das áreas de quatro países europeus – Bélgica, Suíça, Portugal e Holanda; Menor bioma brasileiro; Abriga mais de 5 mil espécies, seja na fauna ou flora; Está presente no Brasil, Paraguai e Bolívia; No território brasileiro, o bioma pode ser visto em 22 cidades; Pantanal abriga características de outros biomas brasileiros; Duas estações definidas: seca e chuvosa; Vasta atuação agropecuária; 65% do Pantanal brasileiro está em Mato Grosso do Sul e 35% em Mato Grosso; O animal símbolo do bioma é o tuiuiú. Assista ao vídeo abaixo e veja alguns flagrantes que mostram a fauna e flora pantaneira. Fotos mostram exuberância do Pantanal de Mato Grosso do Sul Território Pantanal: maior planície alagável do mundo. REM/MT O Pantanal é feito de inúmeras peculiaridades, que são encontradas nos 220 mil km² do bioma que se espalha por 22 cidades de dois estados do Centro-Oeste brasileiro, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, Paraguai e Bolívia. Com área de mais de 150 mil km² em território brasileiro, o Pantanal é a maior planície inundável do mundo. Esse total representa menos de 2% de toda a extensão do Brasil, o que coloca o Pantanal como o menor bioma brasileiro. Mais do que ser multi quando se fala em fauna e flora, o Pantanal abriga inúmeras características de outros biomas, como a Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Além dos outros biomas brasileiros, a borda oeste do Pantanal tem influência de outros dois domínios naturais, os quais são praticamente desconhecidos em outras partes do território brasileiro: o Chaco e os Bosques Chiquitanos. Um território é visto no Paraguai, outro na Bolívia. Fauna A imagem acima não usou uma 'câmera trap', mas sim um drone para chegar ao topo de uma árvore e registrar um tuiuiú, ave símbolo do Pantanal, com seus bebês Arquivo pessoal/Jaguar Ecological Reserve Pantanal é verde em sua natureza, vermelho pelo papo de um tuiuiú - símbolo do bioma -, amarelo na pele da onça e muitas outras cores. A aquarela pantaneira é vista de forma indescritível em cada pedaço olhado. Até o fim de 2018 já foram identificadas no bioma 3,5 mil espécies de plantas, 325 peixes, 53 anfíbios, 98 répteis, 656 aves e 159 mamíferos, segundo os dados da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro). Segundo a Embrapa Pantanal, quase duas mil espécies de plantas já foram identificadas no bioma e classificadas de acordo com seu potencial, e algumas apresentam vigoroso potencial medicinal. Arara-azul, cervo-do-pantanal, onça-pintada, sucuri e as ariranhas. Ao mencionar a palavra "Pantanal", alguns animais típicos da região remontam a mente de muitos. A presença da fauna no bioma é inigualável, a vida selvagem pulsa, como em uma vez que o biólogo Eduardo Fragoso registrou um verdadeiro "UFC" entre duas onças. Assista ao vídeo abaixo. Onças-pintadas brigam pela defesa de filhotes no Pantanal de MS Elas já foram até tema de filmes. Em alguns flagrantes na natureza, causam medo e espanto, mas, por sua imponência, se destacam no reino animal. Em todo o mundo há quatro espécies das sucuris, todas com registros na América do Sul (e três são encontradas no Brasil). Uma das terras dessas serpentes é o Pantanal. As espécies são: Eunectes murinus (Sucuri-verde) Eunectes notaeus (Sucuri-amarela) Eunectes beniensis (Sucuri de bene) Eunectes deschauenseei (Sucuri malhada) Sucuri-amarela - Eunectes notaeus Ernane Junior/Foto A Sucuri-amarela, também conhecida como a sucuri do Pantanal, tem como nome cientifico Eunectes notaeus, por causa do seu fundo amarelado. A espécie ocorre em áreas alagáveis das bacias dos rios Paraguai e Paraná. "Na bacia do Paraguai, ela ocorre na região do Pantanal que abrange Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, além de Paraguai e Bolívia. Já na bacia do Paraná, ela pode ser encontrada em áreas alagadas da Argentina", relata Juliana. Conforme a especialista, é uma espécie considera de grande porte. As fêmeas podem atingir no máximo 4m de comprimento e os machos em torno de 2,5m. As fêmeas também podem se alimentar de animais de médio porte, e as aves aquáticas também são presas consumidas por ambos sexos. Flora Entardecer no Pantanal tem destaque de ipê-roxo Ernane Junior / VC no TG Estudo da Embrapa mostrou os tipos de vegetação do Pantanal e apontou uma variação enorme, principalmente em função da inundação e do solo, um verdadeiro mosaico. As principais paisagens encontradas no bioma, segundo a instituição, são: Baías: lagoas temporárias ou permanentes de tamanho variado, podendo apresentar muitas espécies de plantas aquáticas emergentes, submersas, ou flutuantes. As plantas aquáticas são importantes ambientes para a fauna aquática; Cordilheira: pequenas faixas de terreno não inundável, com 1 a 3 metros acima do relevo adjacente, com vegetação de cerrado, cerradão ou mata; Cambarazal: mata inundável de cambará, árvore amazônica; Campos: áreas inundáveis, é a formação vegetal mais importante do Pantanal. Eventualmente são confundidos como um resultado do desmatamento; Capão: mancha de vegetação arbórea, de cerrado, cerradão ou mata, formando verdadeiras ilhas nos campos; Carandazal: campos inundáveis e capões com dominância de carandá, uma palmeira do Chaco, com folhas em forma de leque, parente da carnaúba do Nordeste, e com madeira utilizada para cercas e construções; Corixo: curso d´água de fluxo estacional, com calha definida (leito abandonado de rio), geralmente com mata ciliar; Paratudal: campo com árvores de paratudo, que é um dos ipês-amarelos. Salinas: distintas, são lagoas de água salobra, sem cobertura de plantas aquáticas, mas com grande densidade de algas - o que confere uma cor esverdeada à água; Vazante: curso d´água temporário, amplo, sem calha definida; no período seco geralmente é coberta por gramíneas como o mimosinho (Reimarochloa), preferido pelo gado e por herbívoros silvestres. Água Pantanal vive com água. Marcos Vergueiro/Secom-MT Falar de Pantanal é falar sobre água. Parte do território vive a vontade das águas. O clima marca, antigamente de forma mais incisiva, as estações no bioma: uma de seca e outra extremamente chuvosa. No período de cheia, um lençol d'água é vista e o acesso à região é feito apenas por avião. Durante a estação das cheias mais de 2/3 do Pantanal costuma ficar alagado, embora esse número varie de ano a ano. A vegetação nas áreas que alagam é coberta principalmente por plantas aquáticas ou de pequeno porte. O bioma é considerado a região central da Bacia do Alto Paraguai (BAP). Para entender o fluxo da água no Pantanal, é preciso compreender a dinâmica entre os relevos, que são o planalto e a planície. As águas que chegam ao Pantanal nascem em no planalto - região do Cerrado -, assim, a inundação do bioma depende das chuvas que ocorrem em outros biomas, mostrando a interligação entre eles. Conforme dados do World Wide Fund for Nature (WWF), na época de cheia, 80% do Pantanal é alagado, enchentes se encontram em dezembro e janeiro e, durante este momento, são 180 milhões de litros despejados por dia nos rios pantaneiros. O Pantanal cumpre inúmeras funções no meio ambiente: conservação da biodiversidade e do solo, estabilização do clima e fornecimento de água. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
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25/03 - Ministério da Justiça cria força-tarefa para tentar coibir desmatamento ilegal na Amazônia
Governo pretende investir R$ 170 milhões na ação, que deve envolver, ao todo, 1,2 mil servidores. Força-tarefa, chamada de 'Guardiões do Bioma', vai atuar no Amazonas, Pará e Rondônia. O Ministério da Justiça anunciou nesta sexta-feira (25) a criação de uma força tarefa para tentar coibir o desmatamento ilegal na Amazônia. A operação, batizada de Guardiões do Bioma, vai atuar nos estados nos estados do Amazonas, Pará e Rondônia. O governo federal deve investir R$ 170 milhões nos trabalhos. Ao todo, 1,2 mil servidores vão compor o efetivo de fiscalização. Desmatamento na Amazônia tem o pior mês de fevereiro dos últimos 15 anos O Ministério da Justiça informou que as bases da operação vão receber profissionais das forças federais, estaduais e dos órgãos de fiscalização ambiental. O objetivo, segundo a pasta, é intensificar as ações para identificar e punir os responsáveis pelos crimes ambientais. Participarão da coordenação da Força-tarefa o Ministério da Justiça, o Ministério do Meio Ambiente, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, Ibama e Icmbio. No ano passado, o Ministério da Justiça lançou uma operação parecida com foco nos incêndios florestais. O balanço da pasta aponta que em cinco meses de operação os agentes combateram 17 mil focos de incêndio e aplicaram 1,5 mil multas. VÍDEOS: veja mais notícias de política
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24/03 - Tamanduá-bandeira é resgatado pela Polícia Ambiental de quintal de residência em Presidente Bernardes; veja VÍDEO
Captura foi registrada nesta quinta-feira (24), no bairro Santa Elizabete. Animal não tinha ferimentos e foi solto na natureza, às margens do Rio do Peixe. Tamanduá-bandeira é resgatado de quintal de residência Um tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) foi resgatado pela Polícia Militar Ambiental do quintal de uma residência no bairro Santa Elizabete, em Presidente Bernardes (SP), nesta quinta-feira (24) (veja o vídeo acima). Quando chegaram ao local, os policiais fizeram a contenção do animal. Como não havia nenhuma evidência de que estivesse ferido, o tamanduá, depois de capturado, foi devolvido à natureza. O animal foi solto em uma mata ciliar próxima ao Rio do Peixe, em Emilianópolis (SP). Tamanduá-bandeira é resgatado de quintal de residência, em Presidente Bernardes (SP) Polícia Ambiental Olfato apuradíssimo A espécie tem distribuição em campos e cerrados das Américas Central e do Sul, desde a Guatemala até a Argentina. São insetívoros. Comem apenas formigas e cupins. Abrem os cupinzeiros e os formigueiros com as garras poderosas. Eles introduzem a longa língua, com diâmetro entre 1cm e 1,5cm, que pode se projetar a 60cm para fora da boca. Os insetos ficam grudados na língua e, desta forma, o animal apenas os engole. Os tamanduás-bandeira são os únicos mamíferos terrestres que não possuem dentes. Os tatus e preguiças possuem dentes incompletos, sem a presença de esmalte. Seu comprimento da cabeça e do corpo é de 1 a 1,2 metro. Só de focinho são quase 45 centímetros e tem ainda a cauda, com 60 a 90 centímetros. A cauda tem pelos longos que formam uma espécie de bandeira, o que serviu para adjetivação de nome vulgar. Tamanduá-bandeira é resgatado de quintal de residência, em Presidente Bernardes (SP) Polícia Militar Ambiental Animal de hábitos diurnos, normalmente vagaroso, mas quando perseguido pode fugir em galope. O famoso abraço de tamanduá, tido como símbolo de traição, é praticamente a única defesa desse animal desajeitado e de visão e audição muito limitadas. O melhor sistema de alerta do tamanduá-bandeira é o olfato, que é apuradíssimo. Ao pressentir o perigo, ele faz uso de articulações extras e levanta as patas dianteiras, apoiando o peso num tripé formado pelas duas patas traseiras e a cauda. É a posição de defesa, mas mesmo assim o tamanduá-bandeira suporta certa proximidade com o homem, sobrevivendo em áreas de lavouras e até perto de cidades. VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.
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24/03 - Globo Repórter: live reúne Sandra Annenberg e repórteres da RMC sobre edição especial do Pantanal
Programa desta sexta (25) revela os bastidores do remake da novela ‘Pantanal’. Equipes de reportagem acompanharam a superprodução. Live reúne Sandra Annenberg e repórteres da RMC sobre edição especial do Pantanal Em live nas redes sociais na noite de quarta-feira (3), os repórteres Alysson Maruyama e Cláudia Gaigher foram entrevistados por uma das apresentadoras do Globo Repórter, Sandra Annenberg. A transmissão foi uma prévia para o Globo Repórter desta sexta-feira (25), que revela os bastidores da gravação do remake da novela Pantanal, que estreia na próxima segunda-feira (28). Em um bate-papo descontraído que durou pouco mais de 40 minutos, os repórteres contaram sobre os bastidores das gravações da novela Pantanal, e detalhes e revelações sobre encantamento dos atores pela natureza exuberante que encontraram em Mato Grosso do Sul. Equipe do Globo Repórter e Juliana Paes Globo Repórter O programa foi produzido em parceria entre a Rede Globo e a Rede Matogrossense de Comunicação (RMC). Durante duas semanas, equipes de reportagem acompanharam a superprodução gravada em propriedades rurais de Aquidauana (MS), a 141 quilômetros de Campo Grande. O programa conversou com atores que fizeram a primeira versão, 32 anos atrás, e também participaram dessa. Com exemplo, o Globo Repórter mostra, com exclusividade, o encontro emocionante da atriz Cristiana Oliveira, que viveu a Juma Marruá da primeira versão, uma das personagens mais marcantes da trama, com a atriz Alanis Guillen, que fará o papel em 2022. O ator Jesuíta Barbosa em entrevista para o Globo Repórter Globo Repórter Entre as curiosidades, o programa mostra o ponto onde começa o Pantanal em Mato Grosso do Sul, em Aquidauana, no morro do Paxixi, região da serra de Maracaju. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
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