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22/07 - Bolsonaro diz que divulgação de dados ambientais do Inpe 'dificulta' negociações comerciais
Após questionar dados de desmatamento na Amazônia, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (22) que a divulgação de informações ambientais diretamente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) "dificulta" negociações comerciais conduzidas pelo governo brasileiro com outros países e citou o acordo fechado recentemente entre o Mercosul e a União Europeia. Bolsonaro declarou que, na medida em que, atualmente, o mundo todo "leva em conta" a questão ambiental, não pode ocorrer divulgação de dados sobre desmatamento sem que ele tenha conhecimentos previamente para não ser surpreendido e "pego de calçar curtas". "A questão ambiental o mundo todo leva em conta, outros países que estamos negociando a questão do Mercosul, ou até acordos bilaterais, nos dificulta com a divulgação destes dados. Temos que ter responsabilidade", disse o presidente a repórteres nesta segunda-feira após participar de um almoço com oficiais da Aeronáutica, em Brasília. Jair Bolsonaro questionou os dados divulgados pelo Inpe sobre o aumento do desmatamento na Amazônia na última sexta-feira (19). Na ocasião, ele afirmou a jornalistas estrangeiros que, se existisse "toda a devastação que vocês nos acusam de estar fazendo e de ter feito no passado, a Amazônia já teria se extinguido". Na mesma entrevista, o presidente levantou suspeita de que o diretor do Inpe Ricardo Magnus Osório Galvão estaria "a serviço de alguma ONG". O dirigente do instituto respondeu ao presidente no dia seguinte negando as acusações e reafirmando a veracidade dos dados sobre desmatamento divulgados pelo Inpe. Também no sábado (20), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais afirmou, por meio de nota, que sua política de transparência permite o acesso completo aos dados e acrescentou que a metodologia do instituto é reconhecida internacionalmente. A declaração de Bolsonaro colocando em dúvida a credibilidade dos dados sobre desmatamento divulgados pelo Inpe motivou uma manifestação pública de apoio ao instituto por parte do Conselho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A entidade divulgou neste domingo (21) um manifesto em apoio ao instituto no qual destacou que, "em ciência, os dados podem ser questionados, porém, sempre com argumentos científicos sólidos, e não por motivações de caráter ideológico, político ou de qualquer outra natureza". "Críticas sem fundamento a uma instituição científica, que atua há cerca de 60 anos e com amplo reconhecimento no país e no exterior, são ofensivas, inaceitáveis e lesivas ao conhecimento científico", diz trecho do manifesto divulgado pelo conselho que reúne cientistas brasileiros. De acordo com números divulgados pelo Inpe no início deste mês, o desmatamento na Amazônia Legal brasileira atingiu 920,4 km² em junho, um aumento de 88% em comparação com o mesmo período do ano passado. Ainda de acordo com o instituto, as áreas da Amazônia que deveriam ter "desmatamento zero" perderam território equivalente a 6 cidades de São Paulo em três décadas. O estudo também mostrou que, fora das áreas protegidas, a Amazônia perdeu 39,8 milhões de hectares em 30 anos, o que representa 19% sobre toda a floresta natural não demarcada que existia em 1985, uma perda equivalente a 262 vezes a área do município de São Paulo. Nas áreas protegidas, a perda acumulada foi de 0,5%. 'Responsabilidade, respeito e patriotismo' Ao voltar ao assunto no final de semana, Bolsonaro disse no domingo que, na avaliação dele, antes de divulgar dados sobre desmatamento no Brasil, o diretor do Inpe deveria, no mínimo, procurar o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, para informar antecipadamente sobre o conteúdo que seria divulgado. O Inpe está subordinado ao Ministério de Ciência e Tecnologia. "No mínimo, se o dado for alarmante, ele [Ricardo Magnus Osório Galvão, diretor do Inpe] deveria, em tom de responsabilidade, respeito e patriotismo procurar o chefe imediato, no caso o ministro, e e dizer: 'Olha ministro, temos uns dados aqui, vamos divulgar, devemos divulgar, o senhor se prepare. Assim que deve ser feito e não de forma rasa como ele faz, que coloca o Brasil em situação complicada. [...] Um dado desse aí, da maneira de divulgar, prejudica a gente", opinou o presidente.
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22/07 - Governo aprova registro de mais 51 agrotóxicos, totalizando 262 no ano
Entre os produtos liberados para agricultores está o princípio ativo sulfoxaflor, que está em estudos no exterior e é relacionado à redução de enxames de abelhas. Ministério promete regras para o uso do defensivo. Agrotóxicos podem afetar polinizadores e podem prejudicar lavouras vizinhas que não são resistentes a eles Getty Images O Ministério da Agricultura aprovou nesta segunda-feira (22) o registro de mais 51 agrotóxicos, totalizando 262 neste ano. O ritmo de liberação de novos pesticidas é o mais alto já visto para o período. Desse total, 7 são produtos formulados, aqueles que os agricultores podem comprar em lojas de insumos agrícolas. O princípio ativo sulfoxaflor, que controla insetos que atacam frutas e grãos, como a mosca branca e o psilídeo, está em 6 desses produtos. Brasil usa 500 mil toneladas de agrotóxicos por ano, mas quantidade pode ser reduzida, dizem especialistas O sulfoxaflor é relacionado à redução de enxames de abelhas e está em estudo no exterior. Segundo o governo, o uso do agrotóxico no Brasil deverá seguir as orientações estabelecidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Os agricultores terão que algumas regras para uso, como evitar a aplicação em períodos de floração das culturas e seguir as dosagens máximas do produto e de distâncias mínimas de aplicação em relação à bordadura para a proteção de abelhas não-apis (aquelas sem ferrão). O ministério afirma que as restrições de uso do pesticida vão constar no rótulo dos produtos e serão estabelecidas de acordo com cada ingrediente e cultura. Por que o futuro do agronegócio depende da preservação do meio ambiente no Brasil O sulfoxaflor teve o registro de uso industrial concedido no fim de 2018 e o produto formulado estava em avaliação final das autoridades ambientais. Depois de passar por consulta pública, o produto foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Ibama. Outros registros Entre os produtos formulados registrados nesta segunda-feira também está um herbicida à base do ingrediente ativo florpirauxifen-benzil. O produto técnico já havia sido aprovado em junho. O agrotóxico poderá ser utilizado para o controle de plantas daninhas na cultura do arroz. Outros 44 são produtos "equivalentes", que são genéricos de princípios ativos já autorizados no país. Desse número, 18 são para a produtos técnicos de uso industrial e outros 26 produtos são formulados, sendo quatro de origem microbiológica. Registro mais rápido A maior velocidade na liberação de pesticidas nos últimos 3 anos, segundo o Ministério da Agricultura, se deve a "medidas desburocratizantes" adotadas nos órgãos que avaliam os produtos, em especial na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), considerada o principal gargalo. Como é feito: É preciso o aval de 3 órgãos: Anvisa, que avalia os riscos à saúde; Ibama, que analisa os perigos ambientais; Ministério da Agricultura, que analisa se ele é eficaz para matar pragas e doenças no campo. É a pasta que formaliza o registro, desde que o produto tenha sido aprovado por todos os órgãos. Tipos de registros de agrotóxicos: Produto técnico: princípio ativo novo; não comercializado, vai na composição de produtos que serão vendidos. Produto técnico equivalente: "cópias" de princípios ativos inéditos, que podem ser feitas quando caem as patentes e vão ser usadas na formulação de produtos comerciais. É comum as empresas registrarem um mesmo princípio ativo várias vezes, para poder fabricar venenos específicos para plantações diferentes, por exemplo; Produto formulado: é o produto final, aquilo que chega para o agricultor; Produto formulado equivalente: produto final "genérico".
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22/07 - Veja onde e como fazer turismo de observação de onças no Pantanal
Nos últimos anos, várias localidades de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul têm desenvolvido o negócio de ecoturismo, que aumenta a renda dos moradores locais e ajuda na conservação das espécies. Veja imagens do Desafio Natureza no Pantanal É possível acordar em São Paulo de manhã e, antes do por-do-sol, estar a poucos metros de distância de uma onça-pintada no Pantanal. Para o Desafio Natureza sobre a caça e a pesca ilegal, o G1 visitou Porto Jofre, uma localidade do município de Poconé (MT) onde o turismo de observação de onças e outros animais está em franca expansão e, em 2015, movimentou quase 7 milhões de dólares naquele ano (cerca de R$ 28 milhões, na conversão atual, sem considerar a inflação). Os dados são do pesquisador Fernando Tortato, da ONG Panthera, uma das organizações ambientalistas que atua na conservação da biodiversidade no Pantanal. Uma das frentes para evitar a caça e a sobrepesca da fauna local inclui oferecer outras fontes de renda à população, e o ecoturismo vem tomando a dianteira nessas ações. A reportagem do G1 passou mais de meia hora observando de cerca de 20 metros de distância a onça-pintada Juru, o macho dominante da região, e vice-versa Eduardo Palacio/G1 Além de Porto Jofre, outras regiões de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também já oferecem pacotes turísticos para a observação de onças, principalmente entre julho e novembro, quando ocorre o período de seca no Pantanal, e as praias que ficam inundadas no resto do ano atraem os animais silvestres para mais perto dos humanos em passeios em barco. Outras estão mais longe dos rios, e os passeios para encontrar o maior felino das Américas é feito de carro. Veja abaixo onde e como ver uma onça de perto no Pantanal. Mas, antes, confira dicas que valem para todos os locais: RESPEITE AS NORMAS: é possível chegar perto dos animais silvestres, mas essa harmonia só funciona se os limites forem respeitados, incluindo a distância mínima a ser mantida e, principalmente, não intervindo no habitat dos animais. Usar comida para atrair onça-pintada é perigoso e proibido por lei; PROTEJA-SE DOS INSETOS: o bioma do Pantanal é propício para muitas espécies de insetos, principalmente durante a cheia, mas também na seca. Por isso, use sempre repelente em todos os momentos do dia, em especial no fim da tarde. Outra dica é evitar roupas pretas, cor que atrai os insetos; ROUPAS CONFORTÁVEIS E PROTETOR SOLAR: Ir ao Pantanal é ir para o meio do mato, por isso é preciso se vestir de acordo para aproveitar melhor a viagem; PACOTES: Por serem áreas remotas, em geral os pacotes são oferecidos com a hospedagem, a alimentação e os passeios guiados; os preços costumam ser um pouco salgados, mas as pousadas oferecem quartos equipados com wi-fi e ar-condicionado, entre outros confortos, além da comida farta; 'CIENTISTA CIDADÃO': Quem é adepto do turismo fotográfico pode ajudar diretamente na conservação das espécies. Em Porto Jofre, por exemplo, um catálogo de onças-pintadas está em construção permanente a partir de fotos de animais que ainda não foram registrados – e quem fotografa um deles pela primeira vez ainda ganha o direito de batizá-lo. Turismo para ver onças no Pantanal gera empregos e preserva os animais Porto Jofre (MT) A principal forma de ver onças-pintadas em Porto Jofre é nos barcos que saem do porto e percorrem os rios e canais do Parque Estadual Encontro das Águas. O local, porém, é remoto: para chegar, a reportagem do G1 alugou um veículo 4x4 no aeroporto de Cuiabá e passou cerca de cinco horas na estrada. Além das rodovias estaduais asfaltadas, também é preciso pegar a Estrada Transpantaneira, construída na década de 1970 e que tem 145 quilômetros de trechos de terra, incluindo mais de 100 pontes sobre áreas pantaneiras. O trajeto deu mostras de que nem todo modelo de carro consegue chegar ao fim da estrada, especialmente quando chove. Naquele domingo de maio, a lama fez muita gente atolar, e tratores tiveram que ser usados para resgatar os viajantes. Uma família de turistas de Mato Grosso precisou estacionar o carro na Jaguar Ecological Reserve, uma pousada a mais de 30 quilômetros do ponto final, e desistir de chegar até o rio, mas conseguiu aproveitar o fim de semana para fazer fotos das várias espécies de pássaros que dormem nas árvores da pousada. DICA: Ajuste o relógio biológico! As araras-azuis acordam cedo e são falantes. Arara azul em Porto Jofre: além das onças, observação de pássaros também atrai turistas à região do Pantanal matogrossense Eduardo Palacio/G1 Os passeios pelo rio para observar a fauna pantaneira costumam acontecer em barcos abertos com capacidade para até sete pessoas. Como há pelo menos 145 onças já identificadas no território, os profissionais que trabalham com turismo costumam se comunicar via rádio e indicar onde encontraram uma onça. Por isso, é comum que a observação ocorra junto com outros barcos. Em Porto Jofre há menos de dez pousadas, e a maioria está aberta apenas na época de seca, a partir de junho e até o fim do ano; mas já existem ofertas de turismo de observação o ano todo, como na Pousada Jaguar Camp. Em geral, as pousadas oferecem pacotes que combinam a hospedagem, a alimentação e os tours guiados por profissionais especialistas. Os turistas costumam optar pela viagem de quatro dias e três noites, que sai em torno de R$ 6 mil. Na temporada de seca, porém, é preciso agendar com antecedência, porque a turismo na região, apesar de em expansão, é limitado e os quartos costumam lotar meses antes. Ailton Lara começou a trabalhar como motorista para turistas em Porto Jofre e hoje tem sua própria pousada: 'a onça é o meu ganha-pão' Ana Carolina Moreno/G1 Miranda e Aquidauana (MS) Algumas fazendas localizadas nos municípios de Miranda e Aquidauana, em Mato Grosso do Sul, oferecem passeios nos quais os hóspedes podem fazer avistamento das onças-pintadas e outros animais dentro de carros, como nos safáris africanos. A ideia, aliás, surgiu na África e profissionais de lá cruzaram o oceano para treinar guias e conservadores brasileiros. O modelo, batizado de Onçafari, foi importado por Mario Haberfeld, brasileiro que fez carreira como piloto de automobilismo e, depois da aposentadoria, decidiu se dedicar à conservação dos animais. Fazendeiros e ambientalistas se unem em MS para proteger as onças-pintadas O processo envolve mudar o hábito e a relação das onças com os homens. No Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda, onças resgatadas e criadas em cativeiro passaram por um processo de adaptação à vida selvagem. Depois, quando já sabiam caçar sozinhas, elas passaram a ter contato com os seres humanos dentro de veículos, que, para ela, não são vistos nem como comida nem como uma ameaça. As gerações seguintes de filhotes já nascem habituadas nessa nova dinâmica, o que faz com que fique mais fácil levar turistas para avistarem onças. No último ano, 95% dos hóspedes conseguiram ver um exemplar do maior felino das Américas, e a região já identificou pelo menos 140 animais diferentes. Na região, é possível fazer passeios diurnos e também as chamadas "focadas noturnas", quando um grupo de turismo sai à noite com lanternas para observar os animais no habitat natural. O projeto é realizado em parceria com outras fazendas da região, como a do Projeto Onças do Rio Negro, em Aquidauana. No Onçafari, avistamentos são feitos de dia ou à noite de carro Divulgação/Onçafari Cáceres (MT) Já a cidade de Cáceres, no Alto Pantanal, é principalmente conhecida pelo turismo de pesca esportiva, uma modalidade em que os visitantes adeptos da prática passam alguns dias no rio e costumam pescar e soltar peixes. Apesar dessa tradição, a região também começou a desenvolver projetos de ecoturismo. Ali, assim como em Porto Jofre, os passeios turísticos costumam ser feitos de barco, e os turistas podem escolher dormir confortavelmente em hoteis e pousadas que ficam à beira do Rio Paraguai, rodeadas de tuiuiús, jacarés e outros animais. Macacos perto da Pousada Recanto do Dourado, que fica às margens do Rio Paraguai, a cerca de 50 minutos de barco de Cáceres (MT) Eduardo Palacio/G1 Corumbá (MS) Corumbá é o principal destino da pesca turística no Pantanal Sul, mas também começa a olhar para o turista que, em vez da vara, carrega equipamentos fotográficos na mala. Próxima de trechos amplos do Rio Paraguai rumo ao norte, na divisa com Mato Grosso, Corumbá é forte na modalidade de turismo de barco-hotel, em que o passeio dura vários dias e os hóspedes dormem em hoteis flutuantes com diferentes níveis de conforto. A embarcação é usada como base e os passeios de pesca em si acontecem em pequenas voadeiras acopladas. Pressão faz governo de MS adiar implantação do 'pesque e solte' para pescadores amadores Além da conservação das espécies, o ecoturismo é uma forma de esses barcos gerarem renda durante os quatro meses de defeso (ou piracema), o período do ano em que é proibido pescar, porque os peixes estão no ciclo reprodutivo. A empresa Joicetur, dona de um barco-hotel em Corumbá, é uma das opções de turismo que já começaram a oferecer pacotes de ecoturismo pelo rio entre novembro e fevereiro, quando os turistas de pesca ainda não chegaram à cidade. Pantaneiros contam 'causos' reais com onças-pintadas Initial plugin text
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21/07 - Nova espécie de anfíbio é descoberta em área preservada no Sul do ES
Luetkenotyphlus fredi é, até o momento, natural do estado do Espírito Santo e não é conhecida em nenhuma outra parte do mundo até agora. Uma nova espécie de anfíbio foi descoberta por pesquisadores no Sul do Espírito Santo, nos remanescentes de floresta do Monumento Natural Estadual Serra das Torres (Monast), que abrange os municípios de Átílio Vivácqua, Mimoso do Sul e Muqui. Trata-se da Luetkenotyphlus fredi, que agora é uma das mais de 50 espécies de cobras-cegas ou cecílias já catalogadas. A descoberta foi feita em 2018, mas divulgada nesta sexta-feira (19) pelo governo do estado. Luetkenotyphlus fredi Thiago Marcial de Castro Foram pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), sob a coordenação da Dra. Jane C. F. de Oliveira e colaboração de alunos do Centro Universitário São Camilo, que encontraram a nova espécie. A espécie é agora a segunda que compõe o gênero Luetkenotyphlus. A primeira foi descrita há 168 anos, sendo agora as únicas duas espécies conhecidas neste gênero. Os registros da espécie foram feitos inicialmente durante inventários de anfíbios e répteis na Mata do Ouvidor, em Itapemirim. Em seguida foi incluída no inventário de anfíbios e répteis do Monumento Natural Serra das Torres, ambos em projetos compostos pelos mesmos pesquisadores. A parceria para a descrição taxonômica e da espécie foi feita com o Dr. Adriano Maciel, do Museu Paraense Emilio Goeldi que liderou as avaliações genéticas e morfológicas desta espécie até então desconhecida para a ciência. Segundo a Dra. Jane C. F. de Oliveira, a Serra das Torres já revelou em estudos anteriores feitos, também pela equipe dela, a importante biodiversidade que tem guardada em suas florestas. “Outros importantes estudos foram publicados para o Monumento, mas esta é a primeira espécie nova descrita para a Unidade e a primeira deste gênero que é endêmica do Espírito Santo. Luetkenotyphlus fredi mostra o quanto as matas da Serra das Torres são importantes para preservar espécies raras”, disse. A pesquisadora afirmou ainda que a espécie nova encontrada na Serra das Torres a na Mata do Ouvidor parece estar associada a florestas preservadas, pois é um anfíbio que vive enterrado entre as folhas e a terra e que depende portanto de uma camada de folhas e de umidade adequada para sua existência. “Na Serra das Torres a espécie foi encontrada nos municípios de Atílio Vivácqua e Mimoso do Sul, mas é provável que esteja distribuída em toda a região preservada do Monumento. Na Mata do Ouvidor ela foi encontrada apenas uma vez em uma parte preservada da mata. Nossa descoberta destaca a importância de estudos científicos para levantamento e conservação da biodiversidade, particularmente em tempos de regressão de políticas públicas relacionadas ao meio ambiente do Brasil”, explicou. O Agente de Desenvolvimento Ambiental e Recursos Hídricos do IEMA, Guilherme Mendonça, destaca que essa descoberta reforça a importância da conservação do Monumento Natural Serra das Torres. “Pelo tamanho e relevância de sua cobertura florestal, as pesquisas ainda são relativamente escassas, contudo as que vêm sendo feitas têm confirmado a importância dessa Unidade de Conservação para conservação no Espírito Santo”, destacou. Importância da descrição da espécie Luetkenotyphlus fredi é, até o momento, natural do estado do Espírito Santo e restrita às duas localidades onde foi encontrada (Mata do Ouvidor e Serra das Torres), ou seja, esta espécie não é conhecida em nenhuma outra parte do mundo até agora. Segundo o Instituto Estadual de Meio Ambiente do Espírito Santo (Iema), o nome escolhido para a nova espécie é uma homenagem ao biólogo Dr. Carlos Frederico Duarte Rocha (Fred Rocha), por sua imensa contribuição aos estudos de ecologia de anfíbios e répteis no Brasil e no mundo, além dos esforços para a conservação da Mata Atlântica. Riqueza de Cecílias do mundo As Cecílias são anfíbios, geralmente, difíceis de serem encontrados na natureza porque estão quase sempre escondidos no solo, e o único método até agora eficiente para coletá-los é cavando com enxadas ou ferramentas semelhantes. Esta é a Cecília número 2013 do mundo, e dez delas foram descobertas pelo taxonomista Adriano Marciel. Outros estudos na Serra das Torres Entre 2009 e 2012 outros estudos importantes foram publicados também sob coordenação da Dra. Jane de Oliveira, alguns deles destacam um dos menores sapos do mundo e o menor do Brasil encontrado pela primeira vez nos limites desta Unidade de Conservação, conhecido como Sapo-Pulga (Brachycephalus didactylus). Embora já fosse conhecido no estado do Rio de Janeiro foi encontrado pela primeira vez no Espírito Santo, e até hoje continua sendo o único fragmento de floresta neste Estado onde encontramos este sapinho. Foi também o caso de outros dois anfíbios, Zachaenus parvulus e Phasmahyla guttata, que também eram conhecidos em outras localidades do Brasil, mas que continuam sendo os únicos registros para o Estado. Estas espécies também estão associadas a florestas preservadas e mostra o bom estado de conservação da Serra das Torres. Uma outra publicação mostrou que a combinação de profundidade da camada de folhas depositadas no chão da floresta e a cobertura do dossel são fatores que permitem a manutenção de espécies de anfíbios sensíveis a mudanças na conservação da floresta. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Espírito Santo
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21/07 - Grupo de cientistas lança manifesto em apoio ao Inpe após Bolsonaro questionar dados de desmatamento na Amazônia
Bolsonaro disse que se a devastação divulgada tivesse mesmo ocorrido, 'a Amazônia já teria se extinguido'. Ele também acusou o diretor do Inpe de trabalhar para alguma ONG. O diretor defendeu os dados e negou a acusação. O Conselho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) divulgou neste domingo (21) um manifesto em apoio ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) após críticas do presidente Jair Bolsonaro. "Em ciência, os dados podem ser questionados, porém sempre com argumentos científicos sólidos, e não por motivações de caráter ideológico, político ou de qualquer outra natureza", diz o texto do manifesto. "Críticas sem fundamento a uma instituição científica, que atua há cerca de 60 anos e com amplo reconhecimento no País e no exterior, são ofensivas, inaceitáveis e lesivas ao conhecimento científico", afirma o documento (leia a íntegra abaixo). Na última sexta-feira (19), Bolsonaro questionou os dados divulgados pelo Inpe sobre o aumento do desmatamento na Amazônia. "Com toda a devastação que vocês nos acusam de estar fazendo e de ter feito no passado, a Amazônia já teria se extinguido", afirmou. Ele também disse suspeitar que o diretor do Inpe estaria "a serviço de alguma ONG". As declarações foram dadas durante uma entrevista a jornalistas estrangeiros. No sábado (20), Ricardo Magnus Osório Galvão, diretor do Inpe, negou as acusações de Bolsonaro, reafirmou os dados sobre desmatamento e disse que não deixará cargo. O Inpe disse em nota que sua política de transparência permite o acesso completo aos dados e acrescentou que a metodologia do instituto é reconhecida internacionalmente. Neste domingo, o presidente voltou a criticar a divulgação de dados sobre desmatamento no Brasil. "No mínimo, se o dado for alarmante, ele [Ricardo Magnus Osório Galvão, diretor do Inpe] deveria, em tom de responsabilidade, respeito e patriotismo procurar o chefe imediato, no caso o ministro e dizer: olha ministro, temos uns dados aqui, vamos divulgar, devemos divulgar, o senhor se prepare. Assim que deve ser feito e não de forma rasa como ele faz, que coloca o Brasil em situação complicada. [...] Um dado desse aí, da maneira de divulgar, prejudica a gente", declarou Bolsonaro. Desmatamento De acordo com números divulgados pelo Inpe no início deste mês, o desmatamento na Amazônia Legal brasileira atingiu 920,4 km² em junho, um aumento de 88% em comparação com o mesmo mês no ano passado. As áreas da Amazônia que deveriam ter 'desmatamento zero' perdem o equivalente a 6 cidades de SP em três décadas. Fora das áreas protegidas, a Amazônia perdeu 39,8 milhões de hectares em 30 anos, o que representa 19% sobre todas a floresta natural não demarcada que existia em 1985, uma perda equivalente ao tamanho de 262 cidades de São Paulo. Nas áreas protegidas, a perda acumulada foi de 0,5%. Imagem aérea mostra desmatamento na Amazônia Paulo Whitaker/Reuters Fundo Amazônia De acordo com o Inpe, os dados dos satélites também servem de referência para orientar as doações ao Fundo Amazônia, criado em 2008 e administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para desenvolver ações de conservação da floresta e redução do desmatamento. A maior parte das doações vem da Noruega e da Alemanha. Desde maio o ministro do Meio Ambiente tenta mudar algumas regras do Fundo, mas Alemanha e Noruega se opõem. Entre as propostas do governo está usar os recursos para pagar indenizações a donos de propriedades privadas que viviam em áreas de unidades de conservação. As atuais regras não permitem o uso do dinheiro para tal pagamento. Veja a nota da SBPC na íntegra: MANIFESTO DO CONSELHO DA SBPC EM DEFESA DO INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS (INPE) O Conselho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC, em reunião realizada no dia 20/07/2019, deliberou por unanimidade manifestar seu apoio integral ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, dirigido pelo Dr. Ricardo Galvão, face às críticas do trabalho do INPE de monitoramento do desmatamento da Amazônia brasileira, apresentadas em entrevista à imprensa internacional pelo Presidente da República, Sr. Jair Messias Bolsonaro. Conforme carta das principais entidades nacionais representativas da ciência brasileira, enviada ao Presidente Bolsonaro no dia 10/07/2019 (OF. ABC-97/2019), a ciência produzida pelo INPE está entre as melhores do mundo em suas áreas de atuação, graças a uma equipe de cientistas e técnicos de excelente qualificação, e presta inestimáveis serviços ao País. O Diretor do INPE, Dr. Ricardo Galvão, é um cientista reconhecido internacionalmente, que há décadas contribui para a ciência, tecnologia e inovação do Brasil. Críticas sem fundamento a uma instituição científica, que atua há cerca de 60 anos e com amplo reconhecimento no País e no exterior, são ofensivas, inaceitáveis e lesivas ao conhecimento científico. Em ciência, os dados podem ser questionados, porém sempre com argumentos científicos sólidos, e não por motivações de caráter ideológico, político ou de qualquer outra natureza. Desmerecer instituições científicas da qualificação do INPE gera uma imagem negativa do País e da ciência que é aqui realizada. Reafirmamos nossa confiança na qualidade do monitoramento do desmatamento da Amazônia realizado pelo INPE, conforme a carta anteriormente enviada ao Presidente da República, e manifestamos nossa preocupação com as ações recentes que colocam em risco um patrimônio científico estratégico para o desenvolvimento do Brasil e para a soberania nacional.
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21/07 - Bolsonaro diz que divulgação de dados sobre desmatamento prejudica o Brasil
Dados do Inpe apontam que o desmatamento na Amazônia aumentou 88% em comparação com o ano passado. Presidente acusou o órgão de mentir e de estar 'agindo a serviço de uma ONG'. Ricardo Magnus Osório Galvão, diretor do Inpe, negou as acusações de Bolsonaro. Bolsonaro volta a criticar dados do Inpe sobre desmatamento O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar neste neste domingo (21) a divulgação de dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre desmatamento no Brasil. Para Bolsonaro, divulgar dados alarmantes "prejudica" o país. Bolsonaro conversou com a imprensa na chegada a um restaurante, em Brasília, após participar de culto religioso em igreja da cidade, acompanhado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Na última sexta-feira (19), durante entrevista à imprensa estrangeira, Bolsonaro questionou dados divulgados pelo Inpe sobre o aumento do desmatamento na Amazônia e disse suspeitar que o diretor do órgão está "a serviço de alguma ONG". Neste domingo, o presidente disse que o desmatamento tem que ser combatido e não "fazer campanha contra o Brasil". "A questão ambiental aí fora é na verdade psicose ambiental. Você tem que combater se tiver desmatamento, não é justo aqui dentro fazer campanha contra o Brasil. No mínimo, se o dado for alarmante, ele [Ricardo Magnus Osório Galvão, diretor do Inpe] deveria, em tom de responsabilidade, respeito e patriotismo procurar o chefe imediato, no caso o ministro e dizer: olha ministro, temos uns dados aqui, vamos divulgar, devemos divulgar, o senhor se prepare. Assim que deve ser feito e não de forma rasa como ele faz, que coloca o Brasil em situação complicada. [...] Um dado desse aí, da maneira de divulgar, prejudica a gente", declarou Bolsonaro. De acordo com números divulgados pelo Inpe no início deste mês, o desmatamento na Amazônia Legal brasileira atingiu 920,4 km² em junho, um aumento de 88% em comparação com o mesmo mês no ano passado. O presidente minimizou as críticas feitas ao diretor do órgão. Justificou que os números divulgados lhe pareceram os mesmo do ano passado e que ele ficou achando que "poderiam não estar condizentes com a verdade". "Ele tem mandato, eu não vou falar com ele. Quem vai falar com ele é o Marcos Pontes e, talvez, o Ricardo Salles. O que nós não queremos é uma propaganda negativa para o Brasil. Não queremos fugir da verdade. Aqueles dados pareceram muito com os do ano passado e deram um salto. Então, eu fiquei preocupado com aqueles números, obviamente, mas também fiquei achando que eles poderiam não estar condizentes com a verdade, então, ele vai conversar com esses dois ministros e toca o barco", declarou Bolsonaro. Na tarde deste domingo, depois do almoço no restaurante, Bolsonaro recebeu o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) no Palácio da Alvorada. Salles deixou o local sem falar com a imprensa. Diretor do Inpe rebate críticas de Bolsonaro Reação O diretor do Inpe, Ricardo Magnus Osório Galvão, reagiu neste sábado (20) às críticas feitas pelo presidente e disse que não deixará o cargo. "Fazer uma acusação em público esperando que a pessoa se demita. Eu não vou me demitir", afirmou Galvão em entrevista TV Vanguarda (veja no vídeo acima). Ricardo Magnus Osório Galvão defendeu os dados do Inpe: "Esses dados sobre desmatamento da Amazônia, feitos pelo Inpe, começaram já em meados da década de 70 e a partir de 1988 nós temos a maior série histórica de dados de desmatamento de florestas tropicais respeitada mundialmente." Trabalho do Inpe O Inpe disse, por meio de nota, que sua política de transparência permite o acesso completo aos dados e acrescentou que a metodologia do instituto é reconhecida internacionalmente. "O Inpe teve um papel fundamental na utilização de satélites para imagem de sensoriamento remoto. O Brasil foi o terceiro país no mundo a usar imagens do satélite landsat, método desenvolvido pelo Inpe. Todos os nossos métodos são desenvolvidos pelo Inpe", afirma o órgão. Na entrevista deste sábado (20), o diretor do Inpe também defendeu seu histórico como cientista e as escolhas feitas pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações para cargos de pesquisa, como o que ocupa na diretoria do Inpe. "O presidente Bolsonaro tem que entender que eu sou um senhor de 71 anos, professor titular da Universidade de São Paulo, membro da Academia Brasileira de Ciências, fui presidente da Sociedade Brasileira de Física durante três anos, membro do Conselho Científico da Sociedade Europeia de Física durante três anos", afirmou. "Todos os diretores dessas unidades de pesquisa não são escolhidos por indicação política ou porque o pai deles quis dar um filé mignon pra eles. Eles são escolhidos por um comitê de busca nomeado pelo governo, por cinco especialistas de renome nacional, tanto na área científica quanto na área tecnológica", reiterou. Galvão também disse que é preciso defender quem "trabalha bem para o governo", e citou o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. "Ele sempre manifestou que as questões do desmatamento e das mudanças climáticas são questões científicas e não políticas. E têm que ser tratadas cientificamente, e ele sempre mostrou grande respeito pelo Inpe", afirmou. "No entanto, o ministro Ricardo Salles vem atacando, desde o começo do ano, os dados do Inpe. Realmente não sei com que intenções. Algumas pessoas dizem que ele tem intenção de transferir esse trabalho feito pelo Inpe para empresas privadas. Não sei se é verdade, porque ele aparentemente desmentiu." O diretor do Inpe afirmou que, antes da polêmica com o presidente, havia enviado um ofício ao ministro Marcos Pontes, propondo que fossem abertos canais de comunicação para esclarecer sobre esses dados e criar ferramentas para que o governo pudesse usar essas informações de forma mais clara e transparente. O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (21) que o governo "pode pensar", no futuro, em reduzir a multa de 40% do saldo do FGTS paga a trabalhadores sem justa causa. Manifesto da SBPC em apoio ao Inpe O Conselho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) divulgou neste domingo (21) um manifesto em apoio ao Inpe. O documento diz que as críticas do presidente são "ofensivas, inaceitáveis e lesivas ao conhecimento científico." "Em ciência, os dados podem ser questionados, porém sempre com argumentos científicos sólidos, e não por motivações de caráter ideológico, político ou de qualquer outra natureza", diz o texto do manifesto. "Críticas sem fundamento a uma instituição científica, que atua há cerca de 60 anos e com amplo reconhecimento no País e no exterior, são ofensivas, inaceitáveis e lesivas ao conhecimento científico", afirma o documento. Confira a íntegra. FGTS No mesmo evento deste domingo, Bolsonaro disse neste domingo (21) que o governo "pode pensar", no futuro, em reduzir a multa de 40% do saldo do FGTS paga a trabalhadores sem justa causa. Polêmica com o Nordeste O presidente também voltou a comentar neste domingo (21) uma declaração que fez na última sexta (19) sobre governadores do Nordeste. Em frente ao Palácio do Alvorada, Bolsonaro questionou se, entre as pessoas que estavam prestando apoio a ele no local, havia algum nordestino ofendido com ele. A pergunta ocorre após Bolsonaro dizer durante uma conversa informal com o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) que daqueles "governadores de 'paraíba', o pior é o do Maranhão; tem que ter nada com esse cara".
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21/07 - Descubra as paisagens e a biodiversidade do Pantanal em 40 fotos
G1 visitou diversas localidades em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul conversou com mais de 40 pessoas e percorreu centenas de quilômetros de rio para falar sobre a caça e a pesca ilegal. Tuiuiu no Rio Paraguai, perto de Cáceres (MT) Eduardo Palacio/G1 Pantanal matogrossense Eduardo Palacio/G1 A onça-pintada Juru descansa em um barrando no Parque Estadual Encontro das Águas Eduardo Palacio/G1 O Pantanal é um dos biomas mais conservados do planeta e recebeu o título de Reserva da Biosfera pela Unesco Eduardo Palacio/G1 Macacos perto da Pousada Recanto do Dourado, que fica às margens do Rio Paraguai, a cerca de 50 minutos de barco de Cáceres (MT) Eduardo Palacio/G1 O Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e a zona de amortecimento ao seu redor somam 250 km de rios, sendo que em cerca de 90 km a pesca é proibida Eduardo Palacio/G1 Oíses Falcão de Arruda, o Tutu, com a mulher Glória em frente à casa em que ele mora, perto da Estrada Transpantaneira Eduardo Palacio/G1 O sol começa a descer após mais um dia de viagem pelo Rio Paraguai em Mato Grosso do Sul Eduardo Palacio/G1 Sérgio Cesar da Silva, pescador profissional há dez anos, mostra um dos pintados que pescou no Rio Paraguai, em Mato Grosso Eduardo Palacio/G1 Pescadores fixam varas nos aguapés pantaneiros Eduardo Palacio/G1 Vitórias-régias no Rio Paraguai, perto de Cáceres (MT) Eduardo Palacio/G1 Jacaré nada no Rio São Lourenço, também conhecido como Rio Cuiabá, dentro do território do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense Eduardo Palacio/G1 Silvio Francisco Cardoso, conhecido como 'Velho do Rio', mora há décadas às margens do Rio Paraguai, no Pantanal matogrossense Eduardo Palacio/G1 A pecuária é uma das principais atividades econômicas do Pantanal, e o gado, ao comer o pasto, ajuda a conter incêndios durante a seca Eduardo Palacio/G1 Início da Rodovia Zelito Dorilêo, conhecida como Estrada Transpantaneira Eduardo Palacio/G1 O Pantanal tem muitas áreas remotas, como Porto Jofre, localidade de Poconé (MT) que só pode ser acessada de avião ou pela Transpantaneira, estrada com mais de 100 pontes, muitas ainda feitas de madeira Eduardo Palacio/G1 Pássaros retornam ao Pantanal no período de vazante para mais uma fase do ciclo reprodutivo Eduardo Palacio/G1 Daniel Kantek é biólogo e chefe da Estação Ecológica de Taiamã, uma das unidades de conservação do governo federal no Pantanal Eduardo Palacio/G1 As aves do Pantanal Eduardo Palacio/G1 Placa do Sítio Arqueológico Simão Nunes Eduardo Palacio/G1 Barco-hotel da Polícia Militar Ambiental em Corumbá (MS) Eduardo Palacio/G1 Nascidos em cativeiro, jacarés bebês ainda nadam com pouca destreza em uma das baias do criadouro da Caimasul Eduardo Palacio/G1 Filhotes de jacaré nascidos em cativeiro na empresa Caimasul: coleta de ovos na natureza acontece entre dezembro e fevereiro Eduardo Palacio/G1 O Pantanal tem hoje uma população estimada de mais de dez milhões de jacarés (Caimam crocodilus yacare) Eduardo Palacio/G1 A empresa Caimasul, em Corumbá (MS), cria e abate jacarés para o comércio legalizado de peles e para o consumo da carne Eduardo Palacio/G1 Centro de Corumbá (MS) Eduardo Palacio/G1 Ninho de tuiuius no Pantanal matogrossense Eduardo Palacio/G1 A comunidade ribeirinha do Amolar vive a várias horas de viagem de barco de Corumbá (MS), quase na divisa com Mato Grosso Eduardo Palacio/G1 Waldemar Magalhães, segurando um pacu: ele e outros ribeirinhos moram perto da Serra do Amolar, no coração do Pantanal, e pescam apenas para subsistência Eduardo Palacio/G1 Jacaré descansa na superfície do rio na Serra do Amolar, durante o por-do-sol Eduardo Palacio/G1 Lusco-fusco pantaneiro Eduardo Palacio/G1 Crianças ribeirinhas chegam de barco para a aula na Escola Municipal Jatobazinho, que fica às margens do Rio Paraguai Eduardo Palacio/G1 Arara azul em Porto Jofre: além das onças, observação de pássaros também atrai turistas à região do Pantanal matogrossense Eduardo Palacio/G1 Sem se incomodar com a presença de humanos em Porto Jofre, a onça Juru tira uma soneca perto do barco da reportagem do G1 Eduardo Palacio/G1 Ave voa sobre os aguapés do Rio Bracinho, no Pantanal matogrossense, em maio deste ano Eduardo Palacio/G1 Barco de pescadores no Rio Paraguai, no Pantanal sul-matogrossense Eduardo Palacio/G1 Acampamento de pescadores às margens do Rio Paraguai, no Pantanal matogrossense Eduardo Palacio/G1 O Pantanal é um dos biomas mais bem conservados do mundo, graças em parte ao fato de que a maior parte dele passa vários meses por ano inundada Eduardo Palacio/G1 Capivara na beira da estrada Eduardo Palacio/G1 Por-do-sol na Rodovia 262, que liga Campo Grande a Corumbá (MS) Eduardo Palacio/G1 Initial plugin text
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20/07 - Diretor do Inpe nega acusações de Bolsonaro, reafirma dados sobre desmatamento e diz que não deixará cargo
Ricardo Magnus Osório Galvão rebateu críticas do presidente em entrevista. Bolsonaro questionou informações do instituto durante evento com jornalistas em Brasília. Diretor do Inpe rebate críticas de Bolsonaro O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Magnus Osório Galvão, rebateu as críticas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro, que acusou o órgão de pesquisa de mentir sobre dados de desmatamento e de estar "agindo a serviço de uma ONG". Disse também que não deixará o cargo. "Fazer uma acusação em público esperando que a pessoa se demita. Eu não vou me demitir", afirmou Galvão. As acusações de Bolsonaro foram feitas na sexta-feira (19), durante café da manhã com jornalistas estrangeiros. Neste sábado, Galvão se defendeu em entrevista ao site do jornal "O Estado de S.Paulo". Procurado pela TV Vanguarda, afiliada da Globo, ele reafirmou as críticas. Veja a seguir um resumo do que disseram Bolsonaro, na sexta, e Galvão à TV Vanguarda, neste sábado. Acusações de Bolsonaro "A questão do Inpe, eu tenho a convicção que os dados são mentirosos, e nós vamos chamar aqui o presidente do Inpe para conversar sobre isso, e ponto final nessa questão." "Mandei ver quem está à frente do Inpe. Até parece que está a serviço de alguma ONG, o que é muito comum." "Se for somado o desmatamento que falam dos últimos 10 anos, a Amazônia já acabou. Eu entendo a necessidade de preservar, mas a psicose ambiental deixou de existir comigo." Bolsonaro fez referência a dados que o Inpe havia divulgado na quinta-feira (18), sobre o atual estado do desmatamento na Amazônia. Procurado pela TV Globo, o Palácio do Planalto disse que não vai se manifestar sobre o assunto. Respostas de Galvão "Esses dados sobre desmatamento da Amazônia, feitos pelo Inpe, começaram já em meados da década de 70 e a partir de 1988 nós temos a maior série histórica de dados de desmatamento de florestas tropicais respeitada mundialmente." "Tenho 71 anos, 48 anos de serviço público e ainda em ativa, não pedi minha aposentadoria. Nunca tive nenhum relacionamento com nenhuma ONG, nunca fui pago por fora, nunca recebi nada mais do que além do meu salário com o servidor público." "Ao fazer acusações sobre os dados do Inpe, na verdade ele faz em duas partes. Na primeira, ele me acusa de estar a serviço de uma ONG internacional. Ele já disse que os dados do Inpe não estavam corretos segundo a avaliação dele, como se ele tivesse qualidade ou qualificação de fazer análise de dados." 'Piada de um garoto de 14 anos' Galvão disse ainda que respeita o presidente Bolsonaro como um representante eleito, mas criticou seu comportamento. "Sou republicano e [acredito] que ele tem várias propostas que vão em benefício do país, mas ele tem tido realmente comportamento que não respeita a dignidade e liturgia da Presidência." "Principalmente quando ele tem essas entrevistas com a imprensa ou mesmo em outras manifestações, ele tem um comportamento como se estivesse em botequim. [...] Ou seja, ele fez acusações indevidas a pessoas do mais alto nível da ciência brasileira, não estou dizendo só eu, mas muitas outras pessoas", afirmou Galvão. "Isso é uma piada de um garoto de 14 anos que não cabe a um presidente da República fazer." O Inpe disse em nota que sua política de transparência permite o acesso completo aos dados e acrescentou que a metodologia do instituto é reconhecida internacionalmente. "O Inpe teve um papel fundamental na utilização de satélites para imagem de sensoriamento remoto. O Brasil foi o terceiro país no mundo a usar imagens do satélite landsat, método desenvolvido pelo Inpe. Todos os nossos métodos são desenvolvidos pelo Inpe". O pesquisador também defendeu seu histórico como cientista e as escolhas feitas pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações para cargos de pesquisa, como o que ocupa na diretoria do Inpe. "O presidente Bolsonaro tem que entender que eu sou um senhor de 71 anos, professor titular da Universidade de São Paulo, membro da Academia Brasileira de Ciências, fui presidente da Sociedade Brasileira de Física durante três anos, membro do Conselho Científico da Sociedade Europeia de Física durante três anos". "Todos os diretores dessas unidades de pesquisa não são escolhidos por indicação política ou porque o pai deles quis dar um filé mignon pra eles. Eles são escolhidos por uma comitê de busca nomeado pelo governo, por cinco especialistas de renome nacional, tanto na área científica quanto na área tecnológica", reiterou. Galvão também disse que é preciso defender quem "trabalha bem para o governo", e citou o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. "Ele sempre manifestou que as questões do desmatamento e das mudanças climáticas são questões científicas e não políticas. E têm que ser tratadas cientificamente, e ele sempre mostrou grande respeito pelo Inpe", afirmou. "No entanto, o ministro Ricardo Salles vem atacando, desde o começo do ano, os dados do Inpe. Realmente não sei com que intenções. Algumas pessoas dizem que ele tem intenção de transferir esse trabalho feito pelo Inpe para empresas privadas. Não sei se é verdade, porque ele aparentemente desmentiu." O diretor do Inpe afirmou que, antes da polêmica com o presidente, havia enviado um ofício ao ministro Marcos Pontes, propondo que fossem abertos canais de comunicação para esclarecer sobre esses dados e criar ferramentas para que o governo pudesse usar essas informações de forma mais clara e transparente. Diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Magnus Osório Galvão TV Vanguarda/Reprodução
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20/07 - Autorização para voos noturnos não significa ampliação de turistas, diz administrador de Fernando de Noronha
Possibilidade de voos noturnos comerciais foi anunciada pelo presidente da Embratur, Gilson Machado, durante visita do ministro do Meio Ambiente à ilha. Guilherme Rocha não prevê ampliação do turismo na ilha Ana Clara Marinho/TV Globo O administrador de Noronha, Guilherme Rocha, afirmou que a possibilidade de a ilha ter voos noturnos comerciais, anunciada pelo presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), Gilson Machado, não significa um aumento do fluxo de turistas. Machado acompanhou o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na visita à ilha nos últimos dias. Os dois foram embora neste sábado (20), sem falar com a imprensa. “A possibilidade de voos comerciais noturnos não significa que teremos mais aeronaves em Noronha. Nós já estamos no limite de turistas na ilha, não haverá mais voos do que já existe”, disse Rocha. A visita o ministro Ricardo Salles à Fernando de Noronha ocorreu depois que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) criticar a taxa de acesso ao Parque Nacional Marinho, que custa R$ 106 para turista nacional e R$ 212 para visitantes estrangeiros. A obra de iluminação será feita na pista e nos morros próximos ao aeroporto Ana Clara Marinho/TV Globo O Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) emitiu uma licença ambiental para a obra que vai permitir o pouso e decolagem de aeronaves à noite em Noronha, mas a autorização é apenas para voos noturnos de emergência. Os técnicos do órgão alegam que a iluminação dos morros prejudica as aves e também que ilha já extrapolou a capacidade limite de visitação. Em 2018, segundo o governo estadual, Fernando de Noronha recebeu 103 mil visitantes, número considerado alto pelo ICMBio. “Nós temos um limite de turistas, que já controlamos. O governo do estado não será irresponsável e não vai aumentar o número de visitantes sem o controle ambiental adequado”, afirmou Rocha. Infraestrutura Segundo o administrador, Ricardo Salles prometeu verbas federais para melhorias da infraestrutura de Noronha. “Nós fechamos acordos na questão de pavimentação da ilha, melhorias no tratamento de lixo, no saneamento e na produção de água”, declarou Rocha. A pavimentação deve ser feita com o chamado piso intertravado, um tipo de pavimento formado por blocos de concreto, num total de 17 quilômetros. “Vamos dar prioridade às comunidades, onde vivem as pessoas. A partir daí, vamos executar o trabalho também no acesso às praias”, afirma o administrado, que espera começar o serviço no mês de agosto. Rocha contou que a Secretária de Infraestrutura do estado, Fernanda Batista esteve na ilha e participou de uma reunião com o ministro do Meio Ambiente. Segundo Rocha no encontro foi fechada uma parceria para obras de abastecimento de água e saneamento. Ministro diz que valor da taxa de acesso a parque de Noronha terá avaliação O ingresso é cobrado pela EcoNoronha, empresa concessionária dos serviços turísticos na reserva ambiental, que faz parte do grupo Cataratas. O grupo também administra os parques de Foz de Iguaçu e Tijuca (Rio de Janeiro). O ministro declarou que os contratos de administração dos parques serão analisados em 120 dias. (Veja vídeo acima) “Nós vamos fazer uma revisão dos três contratos, podemos fazer muitos investimentos nos parques. Esse questionamento da taxa foi positivo, é possível rever a política de preços”, disse o presidente do Grupo Cataratas, Bruno Marques. Marques aponta que uma queda de arrecadação, com a possível redução do preço dos ingressos, pode ser compensada. “Nós podemos passar a comercializar bebidas alcoólicas, por exemplo, o que hoje é proibido. Precisamos de um tempo para fazer um estudo e apresentar propostas”, contou Marques. Bruno Marque esteve em Noronha para encontrar com o ministro do Meio Ambiente Ana Clara Marinho/TV Globo Empresários O ministro Ricardo Salles também se reuniu com uma série de empresários locais, entre eles Zé Maria Sultanum, dono de uma pousada e outros empreendimentos. O pousadeiro considerou positiva a passagem do ministro por Fernando de Noronha. “O ministro me falou que a liberação de recursos não é uma promessa, é uma decisão. Serão invertidos cerca de R$ 200 milhões nas áreas de esgotamento sanitário, captação e distribuição de água, energia, saúde, estradas, entre outros”, disse Sultanum. O ministro Ricardo Salles chegou em Noronha na quinta-feira (18) e deixou a ilha neste sábado (20). A entrevista coletiva anunciada para o final da visita foi cancelada.
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20/07 - Por que pássaros estão atacando cada vez mais pessoas nos EUA e no Canadá
Maioria dos incidentes ocorre quando as aves estão criando seus filhotes. Imagem de arquivo mostra águia e corvo brigando em pleno voo Rob Griffith/AP Mary Heiman estava passeando com seu cachorro ao redor de um lago no centro de Denver, nos Estados Unidos, quando um pássaro começou a voar desconfortavelmente perto de sua cabeça. Antes que ela soubesse o que estava acontecendo, o pássaro "bateu com o corpo contra a parte de trás de sua cabeça, voou freneticamente e depois voltou para o mato", disse ela dias atrás ao jornal "Denver Post". Ataques de pássaros contra humanos estão se tornando mais comuns à medida que as pessoas continuam a se aproximar dos lugares onde aves fazem ninhos, alertam especialistas em vida selvagem. Andrea Jones, diretora de conservação de aves da organização ambientalista National Audubon Society, no Estado da Califórnia, diz que os ataques estão aumentando. "Isso acontece porque estamos invadindo os habitats das aves. Portanto, há mais interações entre humanos e pássaros." A maioria dos incidentes ocorre quando as aves estão criando seus filhotes. As aves ficam muito defensivas nesta época e atacam até mesmo animais muito maiores do que elas, explica Jones. Corvo olha sem-teto na região central de Kiev, na Ucrânia, na quinta-feira (18) Sergei Supinsky / AFP Problema afeta outros países Durante o tempo em que Jones passou estudando andorinhas em uma ilha no Estado de Massachusetts, ela foi frequentemente atacada por um bando barulhento e usou um chapéu para se proteger, já que os pássaros atacam a parte mais alta de seu alvo. Ornitólogos que estudam aves de rapina recorrem às vezes a capacetes usados por operários ao se aproximar de ninhos. Ante o aumento dos ataques, praticantes de corrida em Denver passaram a ter o costume de agitar os braços acima das cabeças enquanto treinam, para evitar serem atingidos por tordos-sargento. Isso também é um problema fora dos Estados Unidos. Um homem de Prestatyn, no País de Gales, foi aconselhado por autoridades a usar guarda-chuvas após questionar o governo como evitar ataques de gaivota em torno de sua casa. Ataques de corvos se tornaram tão frequentes em Vancouver, no Canadá, que uma vítima, Jim O'Leary, criou um site chamado CrowTrax para as pessoas informem estes incidentes. "Quase todo mundo tem um exemplo de um ataque de corvo", disse O'Leary ao jornal "The Wall Street Journal". Seu site já recebeu mais de 5.000 relatos, com um pequeno aumento no ano passado em relação ao anterior. Depois que uma funcionária dos Correios foi repetidamente atacada por um corvo - conhecido na região por sua agressividade -, a Canada Post parou de entregar correspondência para várias casas em Vancouver. Durante a temporada de reprodução da ave conhecida na Austrália como magpie, os cidadãos compartilham dicas de como evitar serem atacados, incluindo usar um pote vazio de sorvete na cabeça com os olhos desenhados nele na esperança de confundir os pássaros. Algumas pessoas colam olhos de plástico ou tiras de alumínio em seus capacetes de bicicleta para evitar ataques como o registrado no vídeo abaixo. O que fazer em caso de ataque? As mudanças climáticas também estão tendo um efeito nisso ao reduzir o habitat das aves, diz Andrea Jones, da National Audubon Society, como por exemplo quando uma seca no oeste dos Estados Unidos afetou zonas úmidas onde alguns pássaros costumam procriar. Em meio ao aumento de registro de ataques em redes sociais, Jones afirma ser improvável que os pássaros venham causando ferimentos nas pessoas. Especialistas afirmam que a maneira mais fácil de interromper um ataque é simplesmente deixar a área do ninho. E que não precisamos temer aves assassinas, como no clássico filme de terror de Alfred Hitchcock, Pássaros (1963). "Desde que as pessoas respeitem seu espaço, não acho que haverá uma epidemia de ataques de aves", afirma Jones.
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20/07 - Guia Desafio Natureza: o que você pode fazer para ajudar a combater a caça e a pesca ilegal
Não comprar roupas produzidas com pele e couro de animais e respeitar a sinalização das estradas sobre a presença de animais silvestres estão entre as ações de apoio à conservação das espécies. Guia Desafio Natureza: o que você pode fazer para ajudar a combater a caça e a pesca ilegal Rodrigo Sanches/G1 Initial plugin text
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19/07 - Paris inaugura em setembro primeiro cemitério ecológico
O primeiro e único cemitério ecológico francês até o momento foi criado em Niort, no sudoeste da França. No cemitério ecológico de país, o uso de produtos químicos será proibido. Divulgação Pet memorial A prefeitura de Paris decidiu criar uma área dedicada a enterros ecológicos no cemitério de Ivry, vizinho ao 13° distrito da capital. A iniciativa responde a uma demanda de cidadãos por rituais funerários que respeitam o meio ambiente. O sepultamento tradicional e a cremação são considerados poluentes. O enterro ecológico representa uma mudança cultural em hábitos enraizados há séculos na França. Com seus cemitérios ricos em túmulos assinados por arquitetos e artistas, verdadeiros museus a céu aberto, abrir mão da construção é um avanço. As regras aprovadas pelo Conselho de Paris, equivalente a uma Câmara Municipal no Brasil, são estritas. Desaparecem os mausoléus e o revestimento de cimento nos jazigos subterrâneos, encontrados nos cemitérios de tipo parque. Esse tipo de edificação requer materiais e um gasto de energia que causam um impacto durável no solo. No cemitério ecológico de país, o uso de produtos químicos será proibido. Há dois anos, a prefeitura já havia abolido o uso de herbicidas nos cemitérios, parques e praças da cidade. Ritual funerário sustentável A legislação francesa estabelece que o enterro ou a cremação devem acontecer num prazo mínimo de 24h ou no máximo seis dias após o falecimento. A lei não obriga as funerárias a embalsamar o corpo, mas esse tipo de serviço é proposto com frequência e muitas famílias aceitam, principalmente quando o enterro é marcado quatro, cinco dias depois do falecimento. O incoveniente é que o formol e produtos derivados, usados para evitar a decomposição do corpo, são considerados cancerígenos e se espalham no solo, contaminando o lençol freático. No cemitério ecológico de Paris essa prática será proibida. Caixão biodegradável Para reduzir o impacto ambiental, os caixões e urnas serão obrigatoriamente de madeira ou de papelão biodegradáveis, sem almofada sintética, tinta ou verniz. Os mortos só poderão ser enterrados com roupas de fibras naturais e nada mais. Existe uma atividade comercial muito forte das funerárias, que acrescentam itens inúteis aos caixões e enterros para aumentar o faturamento. A antropóloga francesa Manon Moncoq, especialista do funeral e do meio ambiente que trabalhou no projeto do cemitério ecológico parisiense, costuma dizer: "Tudo o que se coloca no caixão termina no chão". É como jogar uma roupa, jóias ou itens pessoais no meio da natureza. Pode ser interessante para o ritual, mas não será biodegradável e, por consequência, nocivo ao planeta. Para reduzir a pegada ecológica, é mais aconselhável usar um simples manto de fibras naturais. As placas de identificação dos mortos também serão de madeira. Retorno de pás e enxadas Há uma mudança que pode parecer um retrocesso, mas faz parte do desafio de adaptação a práticas menos poluentes. Os coveiros voltarão a remover a terra com as mãos e a ajuda de pás e enxadas. No cemitério ecológico de Paris, não será permitido o uso de retroescavadeiras com motor à diesel. Esses equipamentos são utilizados há décadas no país. Atualmente, 34% dos franceses preferem a cremação ao enterro tradicional. Mas a incineração também produz gases poluentes, inclusive resíduos de metais pesados, presentes em implantes dentários antigos ou próteses. Com o uso de filtros adequados, o processo contaminaria bem menos o ar, mas a adoção da proteção ainda não é obrigatória nos crematórios franceses. Nova crença: corpo pode ser fértil após a morte O primeiro cemitério sustentável da França surgiu em Niort (sudoeste). Em maio passado, a cidade de Arbas, na região dos Pirineus, inaugurou uma floresta cinerária. Os franceses que preferem a cremação podem depositar as cinzas de um familiar no pé de uma árvore, em uma urna biodegradável. A ideia de repousar numa floresta é simbólica e reconfortante. As árvores resistem ao tempo e têm papel determinante para o equilíbrio do planeta, exercendo funções vitais como o controle da temperatura, aumento da umidade do ar, maior controle das chuvas, qualidade da água dos mananciais, controle de erosão, manutenção da biodiversidade, além de produzirem sementes, frutos, madeira, resinas e outros produtos. A antropóloga Manon Moncoq, que está escrevendo uma tese sobre funerais verdes, com uma análise sobre a nova relação das pessoas ao corpo, à morte e ao meio ambiente, diz que, pela primeira vez na história da humanidade, se vê a preocupação de tornar o corpo humano fértil mesmo depois da morte. Faz parte da lógica da reciclagem, de reinjetar o corpo no ciclo da vida, devolver ao planeta o que a natureza nos deu. Durante milênios, o corpo permaneceu fechado num túmulo intocável e sagrado. Essa mentalidade está mudando. A nova crença, de um corpo fértil até o fim, encontra seu paroxismo na morte, o último gesto feito durante a vida, conclui a antropóloga.
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19/07 - Tigre invade casa para fugir de inundação em parque na Índia
Animal foi encontrado deitado em uma cama no estado de Assam. Búfalos e rinocerontes também são vítimas de alagamentos; mais de meia centena de animais selvagens já morreram, alguns em acidentes de trânsito ao tentarem atravessar estradas movimentadas. Tigre descansa em uma cama dentro de casa nos arredores Santuário Kaziranga, que ficou alagado, no estado de Assam, na Índia, na quinta-feira (18) Samshul Ali, International Fund for Animal Welfare- Wildlife Trust of India via AP Um tigre que fugiu de um parque natural devido às inundações no estado de Assam, Índia, apareceu na quinta-feira (18) deitado em uma cama de uma shophouse (comércio-moradia), surpreendendo os residentes e revelando a difícil situação dos animais presos no dilúvio das chuvas de monção no sul da Ásia. Este tigre, adulto com cerca de 90 kg, assim como outros animais residentes do parque nacional de Kaziranga, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1985, tentava chegar a terra firme quando a reserva ficou debaixo d'água devido às chuvas de monções que atingem a região, transbordando os leitos dos rios. Neste lugar do sul de Assam, foram vistas algumas cenas insólitas, como búfalos selvagens correndo entre as águas, rinocerontes esgotados que descansavam em pequenos pedaços de terra ou elefantes cruzando uma estrada, enquanto os guardas do parque corriam para tentar alcançá-los. Rinoceronte é visto em área alagada do santuário selvagem Pobitora, ao leste de Gauhati, na Índia, na sexta-feira (19) AP Photo/Anupam Nath Até agora, mais de meia centena de animais selvagens morreram, alguns em acidentes de trânsito, quando tentavam atravessar uma autopista nos arredores do parque para alcançar as colinas de Karbi, informaram meios locais. O tigre estava a ponto de atravessar uma estrada quando de repente mudou de ideia e pulou no teto de uma shophouse. Depois, entrou no comércio-moradia, provocando pânico entre os moradores. "O proprietário estava prestes a abrir sua loja às 8h30, quando viu o tigre pular dentro", disse à AFP Bhaskar Chudhury, veterinário chefe da ONG Wildlife Trust of India. Búfalos asiáticos atravessam área alagada no santuário selvagem Pobitora, ao leste de Gauhati, na Índia, na sexta-feira (19) AP Photo/Anupam Nath Chudhury indicou que em vez de utilizar dardos tranquilizantes para controlar o enorme felino, sua organização - de acordo com os moradores do lugar - preferiu esperar o entardecer para que este abandonasse a casa por conta própria. Enquanto isso, os guardas-florestais utilizavam botes para atravessar o parque, que se tornou uma enorme lagoa, em busca de outros animais isolados ou feridos. "Há muito tempo que este tipo de inundação afeta o parque nacional Kaziranga", disse à AFP Pradut Goswami, um guarda-florestal. As chuvas que acompanham os ventos de monções, assim como são essenciais para os cultivos e a provisão de água para a população, provocam grandes estragos no sul da Ásia. No estado indiano de Assam, 27 pessoas morreram nos últimos dias devido às inundações, e centenas entre a própria Índia, Nepal, Bangladesh e Paquistão.
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19/07 - Ministro do Meio Ambiente afirma que taxa de acesso ao Parque de Noronha será analisada por 120 dias
Ricardo Salles garantiu, nesta sexta-feira (19), a liberação de recursos federais para a ilha e falou sobre infraestrutura e pesca de sardinha. Ministro do Meio Ambiente afirma que estuda liberar a pesca da sardinha em Noronha O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, visitou nesta sexta-feira (19) o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e falou sobre a taxa de acesso ao local, criticada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Ele afirmou que o contrato com a empresa EcoNoronha, concessionária dos serviços turísticos da reserva ambiental, vai ser analisado por 120 dias. (Veja vídeo acima) “Nesses 120 dias, vamos determinar qual o marco técnico que adotaremos para permitir investimentos e a precificação para todos os parques. Vamos estruturar um novo modelo”, afirmou. O ministro foi até a Praia do Sueste, percorreu a trilha do Sancho e esteve na Baía dos Golfinhos. Ricardo Salles visitou, ainda, a Praia do Leão e a usina de tratamento de lixo da ilha. Salles falou pela primeira vez, nesta sexta (19), desde que chegou à ilha, na quinta-feira (18). Logo depois de aterrissar em Noronha, o ministro se limitou a dizer que "verificaria questões importantes como lixo, saneamento, a estrutura do aeroporto e o sistema de dessalinização da água". Ele também comentou que observaria trilhas e a infraestrutura do parque. Ricardo Salles disse que seriam dois dias de vistoria e, que no fim desse período, faria um relatório, provavelmente no sábado (20). Ministro diz que valor da taxa de acesso a parque de Noronha terá avaliação Infraestrutura Ricardo Salles visitou, nesta sexta, a sede da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e viu o funcionamento do dessalinizador de água marinha. Ele informou que o governo federal pode liberar recursos para a infraestrutura da ilha. (Veja vídeo acima) “Nós temos recursos de compensação ambiental, vamos pavimentar as vias de acesso da ilha. A dessalinização de água precisa avançar e essa é uma medida que vamos tomar. Em relação ao saneamento, é um esforço conjunto, através do administrador de Noronha, com o aporte de recursos federais”, declarou Salles. Pesca de sardinha O roteiro de visitas começou pelo Porto de Santo Antônio. Ricardo Salles esteve na sede da associação de pescadores e ouviu do presidente da categoria, Orlando Souza, um apelo para uma autorização especial para pesca da sardinha, usada como isca viva, na área do Parque Nacional Marinho. Essa atividade é proibida. O ministro afirmou que é possível fazer a liberação. “O pleito é que se libere a pesca da sardinha das 6h às 9h, para os barcos da comunidade de pescadores. Será possível uma autorização em caráter precário, por 180 dias, e neste período acompanhar e elaborar um compromisso entre a comunidade dos pescadores, a administração da Ilha e o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio)”, disse. Ricardo Salles esteve no Porto de Santo Antônio Ana Clara Marinho/TV Globo Voos noturnos Ricardo Salles chegou a Noronha com o presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embartur), Gilson Neto. O gestor da empresa de turismo informou que o governo federal estuda a liberação de voos noturnos comerciais na ilha. Essa liberação foi negada pelo ICMBio, alegando que a iluminação à noite é prejudicial ao meio ambiente. “Está em estudo essa liberação e, em 120 dias, teremos resposta. O assunto foi pauta de nossas reuniões e, com certeza, teremos uma boa notícia para todos os operadores turísticos de Noronha”, afirmou Gilson Neto. Gilson Neto e Ricardo Salles dicutiram a liberação de voos norturnos comerciais para Noronha Ana Clara Marinho/TV Globo Taxas de turismo Atualmente, o turista paga duas taxas para entrar na ilha. O governo de Pernambuco cobra R$ 73 por dia de permanência. Bolsonaro se referiu a outra taxa, cobrada pelo governo federal para entrar nas praias do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, que custa R$ 106 para brasileiros e R$ 212 para estrangeiros, válida por dez dias. A cobrança da taxa federal é feita pela EcoNoronha desde 2012. Depois de ganhar a licitação, a empresa investiu R$ 15 milhões no Parque Marinho. Construiu, por exemplo, rampas de acesso às praias, além de três pontos de formação e controle, e passou a cobrar a entrada. Em 2018, a EcoNoronha arrecadou R$ 9,6 milhões. O ICMBio, que administra os parques nacionais, diz que 70% do valor do ingresso vão para melhorias no parque, como projetos de reforma e manutenção de trilhas. Turistas no arquipélago O G1 visitou Fernando de Noronha para a estreia da série "Desafio Natureza" em janeiro deste ano. O objetivo de cobrar as taxas e da implementação de regras aos visitantes, segundo os administradores, é preservar a fauna e a flora do lugar. Noronha recebeu mais de 100 mil turistas em 2018, número recorde. Mas o plano de manejo prevê apenas 89 mil visitantes por ano. Por isso, biólogos já se preocupam com os impactos desse crescimento no meio ambiente. Apenas 50% das casas de Noronha têm coleta de esgoto. A água disponibilizada é do dessalinizador local ou da chuva – e com frequência é necessário fazer racionamento. Por isso, não é possível abrigar um número inesgotável de visitantes. Mapa mostra Fernando de Noronha Roberta Jaworski/G1
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19/07 - Novo estudo mostra desafios para alimentar dez bilhões em 2050
Imagens de comida desperdiçada no Ceasa, em São Paulo Amelia Gonzales/G1 Se continuarmos usando os bens naturais como estamos usando hoje, em 2050 será muito difícil ter alimento suficiente para as dez bilhões de pessoas que, segundo as últimas estimativas, vão conviver no planeta naquele ano. Se não mudarmos os métodos de produção e consumo, para ter alimentos necessários em 2050 será preciso que se danifique todas as florestas e campos de produção agrícola, eliminando milhares de espécies de fauna e flora. Esta é uma das muitas conclusões do relatório que a organização World Resource Institute (WRI - organização mundial de pesquisas sobre desenvolvimento) acaba de editar em seu site. Não existe uma única solução para o problema, segundo o estudo, que se chama "Relatório de Recursos Mundiais: Criando o Futuro de Alimentos Sustentáveis", mas várias. Uma delas, é claro, é usar os bens naturais com mais eficiência, sobretudo evitando o desperdício de alimentos. Há três lacunas, identificadas pelos estudiosos da agência da ONU para o Meio Ambiente (UN Environment) e para o Desenvolvimento (Pnud), além do Banco Mundial, que se debruçaram sobre dados e apoiaram o WRI para tornar o relatório completo. Uma dessas lacunas é chamada de "Lacuna da terra", e se baseia no fato de que será preciso 600 milhões de hectares a mais de expansão agrícola em 2050, tendo como referência 2010. Ou seja, uma área quase duas vezes maior do que a Índia. É necessário, portanto, que se reduza o crescimento da demanda, diminuindo também a perda de alimentos, o desperdício. E, já que o atual governo aposta que o mundo corporativo será o único alavancador do desenvolvimento no país, é bom que se cobre menos desperdício sobretudo na produção dos alimentos. Mas há que ter uma responsabilidade também dos cidadãos que compram a comida. Dados da agência da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), mostram que 28% dos alimentos se perdem no processo de produção agrícola e mais 28% são jogados no lixo após chegarem às casas dos consumidores. No mundo, cerca de 1,3 bilhão de toneladas de comida são descartadas por ano. Outra sugestão dos pesquisadores do relatório é a de se comer menos e uma dieta mais saudável. Isto pode parecer um paradoxo, num mundo que ainda tem 821,6 milhões de pessoas que vão dormir diariamente sem ter consumido o necessário para o seu desenvolvimento. No entanto, faz sentido a sugestão porque mostra que é possível aumentar a produção de alimentos sem precisar expandir tanto o uso de terras. Tem que reduzir o desmatamento, restaurar trufeiras e vincular ganhos de produtividade com a conservação do ecossistema. Se melhorar a gestão da pesca selvagem, regulando e ordenando mais, a oferta de peixes vai aumentar. E se reduzir as emissões de gases poluentes, o que é possível com o uso adequado de tecnologias na produção, também será possível entender que, no fim e ao cabo, a questão de falta de alimentos no mundo é um falso problema. O que está difícil é, sim, que haja uma distribuição melhor dos alimentos. Como diz Ignacy Sachs, ecossocioeconomista polonês de 92 anos, que já foi conselheiro da ONU e acompanha as Conferências do Clima desde a primeira, de 1972, em Estocolmo, não é falta de alimento, mas é falta de dinheiro para comprá-lo que afeta os famintos no mundo. Voltando ao relatório, entre as cinco sugestões o que os estudiosos apresentam, é possível identificar uma linha de conduta que perpassa as soluções para o fim da fome no mundo. Trata-se de uma tomada de consciência, não só por parte de quem produz, como também por parte de quem tem mais recursos e pode comprar o que quiser para comer. Uma mudança nos hábitos de consumo pode ajudar bastante. Quantos de nós não jogamos fora alimentos que foram comprados sem que, verdadeiramente, tivéssemos previsão de comê-los? Fazer uma única compra mensal no supermercado pode ser muito bom para evitar trabalho, mas eis aí um hábito que pode ser modificado. Nesta sexta-feira (19), conversando com uma vizinha, ela me falou sobre mudanças em seus hábitos de consumo. Entre várias novas resoluções – brinquei com ela, dizendo que se pareciam com "resoluções de meio de ano" – ela me confidenciou que, a partir de agora, pretende ir às compras uma vez por semana. "Assim eu consigo administrar melhor. Compro manteiga só quando acaba, queijo só quando acaba, yogurte idem. E sabe que estou fazendo mais contato com o que gasto também? Já baixei um pouco o investimento em alimentação na nossa planilha porque é possível, desse jeito, também ordenar melhor o consumo aqui em casa. Adolescentes, sabe como são, né? Às vezes vão à geladeira e ficam olhando, buscando uma guloseima qualquer para comer, enquanto o que precisam mesmo é de gastar energia", disse-me ela. A vizinha trabalha fora, o marido também, e têm dois jovens em casa. Contou-me que os três ficaram surpresos com os novos hábitos na casa e com uma frase que ela passou a repetir, quase como um mantra: "Vamos descascar mais do que desembrulhar coisas para comer". Não é fácil para ninguém. Decerto também há de dar muito trabalho para as grandes corporações perseguirem com lupa os buracos por onde escoam alimentos sem que se deem conta. Lembrei-me de uma visita que fiz à Ceasa, principal Central de Abastecimento que fica em Irajá, zona Norte do Rio, há pouco mais de um ano, e de como fiquei impressionada com a quantidade de produtos que são jogados fora, em imensas caçambas de lixo estrategicamente instaladas entre cada um dos 43 pavilhões. A cena dos alimentos desperdiçados na Ceasa é triste e fica ainda mais melancólica quando se vê pessoas diariamente catando ali o que vão levar para consumir em casa. Ali é um dos muitos lugares na cidade do Rio de Janeiro onde se pode ver, não só a fome de muitos – sim, no Brasil há quem passa fome – como o enorme passo que se precisa dar para entender que o mundo precisa de mudanças. Não só para poder alimentar a todos em 2050. A urgência é agora.
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19/07 - Grupo de golfinhos dá espetáculo na costa da Califórnia
Passageiros de barco foram surpreendidos por grande grupo de mamíferos que nadava e saltava sobre as ondas dando um 'show' de cerca 25 minutos. Grupo de aproximadamente 100 golfinhos nada por 25 minutos ao lado de barco na Califórnia. Reprodução/BBC News Um grupo de aproximadamente 100 golfinhos nadou por 25 minutos ao lado de um barco na Califórnia. O "espetáculo" dos golfinhos, filmado por uma pessoa que estava no barco, aconteceu em Laguna Beach. É possível ouvir, nas imagens, o vento e pessoas surpresas ao assistirem à cena. As imagens mostram os animais saltando em 'bando'. Veja o vídeo aqui O sul da Califórnia é reconhecido por ter uma das maiores populações de golfinhos do mundo. Apesar de terem o costume de nadar em grupos pequenos, golfinhos são vistos com frequência nadando em 'bandos' grandes na região. Grupo de mais de 500 golfinhos é visto no mar da praia de Copacabana Grupo de golfinhos 'acompanha' passeio de barco no litoral de SP Aparições de baleias jubartes cada vez mais próximas à costa do Brasil chamam atenção
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19/07 - Chefe de gabinete do ICMBio pede exoneração do cargo
Clarisse Elizabeth Fonseca Cruz será substituída por Mariana Bulat. Troca de postos foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira. A chefe de gabinete do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Clarisse Elizabeth Fonseca Cruz, pediu exoneração do cargo. A saída foi publicada nesta sexta-feira (19) no Diário Oficial da União. A admissão de Clarisse ao Ministério do Meio Ambiente, também de acordo com edição do diário oficial, ocorreu em 2015. Ela será substituída por Mariana Bulat, técnica-adminstrativa do instituto há quase cinco anos. O ICMBio é responsável por 335 unidades de conservação federais, distribuídas em todos os biomas do país (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa, Pantanal e Marinho). O G1 entrou em contato com Clarisse por e-mail para conhecer o motivo da saída na manhã desta sexta-feira, mas ainda não recebeu resposta. Diminuição de coordenadorias No início de junho, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que estuda mudança na estrutura das coordenadorias regionais do ICMBio. De acordo com o ministro, há coordenadorias responsáveis por unidades de conservação em estados diferentes, regiões diferentes e até biomas diferentes. Por isso, ele pensa em fazer uma coordenadoria para cada região do Brasil. Mas disse que isso não significará redução da fiscalização. Ricardo Salles afirmou que as equipes continuarão em campo, visitando as unidades de conservação, e não nas coordenadorias. Segundo ele, as equipes não serão reduzidas. "Os escritórios são apenas para questões administrativas. Por isso, a proposta é fazer um por região. Mas ainda estou esperando pareceres do ICMBio e a opinião dos dirigentes", afirmou o ministro.
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19/07 - Como o mercado de peixes ornamentais ajuda a preservar outras espécies
Especialistas dizem que desenvolvimento da prática do aquarismo e ampliação das espécies de peixes ornamentais permitidas podem ajudar a preservar outras espécies. Um dos aquários do publicitário e engenheiro da computação Sandro Tarabay Arquivo Pessoal/Sandro Tarabay O paulista Sandro Tarabay, de 44 anos, é engenheiro da computação e publicitário de formação, e um aquariofilista de coração. Atualmente, ele precisa de mais de uma tonelada de água para abastecer seus cinco aquários com cerca de 50 peixes ornamentais, separados por bioma, pH, temperatura e até hábitos alimentares. Tabaray é um dos cerca de 11 milhões de brasileiros que mantêm aquários em casa, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por sua vez, a Associação Brasileira de Aquariofilia (Abraqua) diz que a população de peixes ornamentais dentro dos lares do país chega a 18 milhões. A prática é um dos eixos de pesquisas sobre a conservação da ictiofauna (a fauna do conjunto de peixes em uma região da natureza). Desde 2008, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) mantém listas com 181 espécies brasileiras de peixes de água doce e 136 de água marinha que têm a coleta na natureza permitida – outra fonte desse mercado é a criação própria de peixes na aquicultura. Fora do país, porém, há um número maior de espécies destinadas à prática. O próprio Ibama já permite a importação de pelo menos 379 espécies de água doce e 530 de água marinha. Pesquisadores da área tentam estudar mais espécies que possam expandir a lista de espécies brasileiras – mais de 4 mil espécies apropriadas para a prática já foram catalogadas no país, que, segundo a Embrapa, é o 13º maior exportador de peixes ornamentais. No Pantanal, onde mais de 300 espécies de peixes já foram identificadas, o professor Claumir Cesar Muniz, pesquisador do Projeto Bichos do Pantanal em Cáceres (MT), diz que essa expansão pode significar uma nova fonte de renda local, e aliviar a pressão sobre as espécies mais populares entre os pescadores. Segundo ele, atualmente os pescadores profissionais e amadores costumam concentrar a prática sobre cerca de 12 espécies. O Pantanal foi o destino do Desafio Natureza do G1 sobre caça e pesca ilegal. O paulista Sandro Tabaray usa uma tonelada de água para manter cinco aquários em casa Arquivo Pessoal/Sandro Tarabay Peixe é pet? Além dessa expansão, membros da Abraqua defendem ainda uma mudança na legislação para peixes ornamentais, atualmente considerados pelo Ibama como animais silvestres. Para eles, esta classificação dificulta, por exemplo, o transporte dos animais, diferentemente do que acontece com gatos, cachorros e outros animais domésticos. A legislação prevê que, além de se ater à lista de espécies permitidas, a coleta de peixes e outros organismos aquáticos na natureza só poderá ser feita por embarcações, pescadores ou aquicultores devidamente registrados. Já na aquicultura, que é a criação em cativeiro, há mais de 33 mil empresas registradas no país. A atividade cobre o cultivo de organismos aquáticos, como peixes, crustáceos, moluscos, algas e répteis: são mais de 17 mil registradas na categoria de piscicultura, que cobre apenas a criação de peixes. O biólogo e aquicultor Cássio Ramos diz que há um movimento entre os adeptos da prática em tratar os animais como “pets”, ainda que a legislação ainda os considere animais silvestres. Ramos explica que, apesar de muitas espécies ornamentais serem importadas da Ásia, os peixes da Amazônia disponíveis para a venda no país são em sua maioria coletados aqui mesmo. O aquicultor explica que há a intenção de produtores na reprodução dos animais em cativeiro para pôr um fim na prática extrativista. "É necessário um incentivo governamental para transformar os pescadores em criadores conservacionistas. É um caminho que a aquicultura tem que seguir", defende o biólogo. Criação e pesca dos animais é controlada pelo Ibama Arquivo Pessoal/Sandro Tarabay Fascínio desde a infância O biólogo diz que muitos dos aquaristas começam a atividade ainda na infância, com um aquário de peixe Betta. Mas, diferentemente, do que é comumente reconhecido, o animalzinho não sobrevive em aquários pequenos, e o ideal é uma estrutura de ao menos 20 litros de água. Praticante do aquarismo há 15 anos, Tarabay contou ao G1 que o fascínio pelos animais aquáticos vem desde criança, com o exemplo do tio, que também criava peixes. “A paixão só aumentava, até que consegui ter meu primeiro aquário. Depois disso fui entrando cada vez mais no hobby. Parei por um tempo, para formar minha família, mas aí surgiu o desejo de voltar, hoje tenho inclusive o apoio dos meus filhos”, contou ele. O aquarista, porém, alerta que é preciso investir em um ambiente espaçoso e com os equipamentos necessários para a manter uma qualidade boa da água. Além disso, lembra que é necessário trocar parcialmente a água do aquário a cada cinco dias. "A regra de ouro para se dar bem no aquarismo é estudar muito, checar muitas fontes e referências, antes mesmo de adquirir qualquer peixe", destaca o publicitário. Ele explica que o aquário, depois de montado e com água, tem que passar um período de por volta de 50 dias até poder receber os peixes. Trata-se da fase de ciclar, ou seja, quando o ambiente todo se torna apto para a sua autossuficiência. Só depois desta fase é que se pode introduzir os peixes, mas de forma segmentada: primeiro os peixes que se concentram no fundo e, depois de uma semana, mais ou menos, os peixes de meia água. Como não errar no aquário Cássio Ramos alerta ainda que entre os erros mais comuns dos praticantes do aquarismo é superalimentar o animal. Ele explica que o metabolismo deste vertebrado atua diferentemente de outros animais de estimação, ou até mesmo dos humanos. “Nosso metabolismo precisa sempre ingerir comida para se manter quente. Quando olhamos para o peixe, pensamos que ele precisa se manter quente, mas não precisa. O ritmo de alimentação dele é menor que o nosso. O maior erro de todo aquarista é achar que o peixe precisa comer como todo ser humano”, diz. O especialista comenta também que é preciso buscar o equilíbrio ideal para cada tipo de espécie. O aquário funciona como um ecossistema que não pode sofrer muitas alterações. Para explicar o funcionamento de um aquário, recorre ao químico francês Antoine Laurent Lavoisier: "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma." “O aquário é isso, se você colocar muita comida, vai se transformar em alguma coisa. Quando você coloca muita coisa, vai entrar em desequilíbrio e o principal que se coloca no aquário é a comida. Tem que colocar a quantidade certa”, explica Cássio Barros. O peixe ideal Os especialistas indicam quais são os melhores peixes para uma primeira entrada no mundo do aquarismo, mas ressaltam a importância do cuidado com o ambiente, o que inclui trocas periódicas de água, inserção de plantas aquáticas e esconderijos para a criação de um espaço próprio para receber os animais. Betta Um peixe betta nada num aquário em Nakhon Pathom, Tailândia Chuchat Lekdeangyu/Shutter Prince/AP Um único exemplar ficaria muito feliz em um aquário de 20 a 30 litros. Os machos adoram brigar, então, pense bem caso queira criar um cardume desta espécie. Um aquário ideal tem tocas, plantinhas e algumas pedras, mas nada que diminua o espaço do peixe. São peixes que requerem um nível básico no aquarismo. Acara disco Acará-disco é espécie amazônica. Aguinaldo Matos/TG Peixe endêmico do Brasil, vive bem em cardumes de ao menos cinco peixes. Por isso, é necessário um aquário com 200 litros de água, no mínimo. Barbus Barbus vivem bem em cardumes. Wikimedia Commons São peixes asiáticos, pequenos que gostam de viver em cardumes. A maioria das espécies fica em torno de 5 cm. Um aquário ideal para um cardume de cinco indivíduos deveria ter entre 60 e 80 litros. Existem pelo menos 30 espécies de Barbus, de todas as cores. Eles vivem geralmente no meio da água. São peixes que requerem um nível básico no aquarismo. Tetra Tetras são endêmicos da América do Sul Wikimedia Commons São peixes que gostam de viver em cardume, geralmente tímidos, mas muito bonitos e chegam a crescer até 4 ou 5 cm. São endêmicos da América do Sul. Um aquário ideal para um cardume de cinco indivíduos deveria ter entre 60 e 80 litros. Eles vivem geralmente na meia água. Essa é uma espécie que requer um nível intermediário no aquarismo. Ciclídeos Americanos Peixe Heros, da família dos ciclídeos Wikimedia Commons São peixes endêmicos do continente americano que chegam a ter em torno de 15 a 20 cm, mas certas espécies ultrapassam os 40 cm. Requer um aquário de pelo menos 100 litros. A criação exige um nível intermediário no aquarismo, bem como aquários e equipamentos de dimensão maiores. Existem Ciclídeos de fundo, meia água e alguns de superfície. Primitivos Aruanã, peixe primitivo de água doce da família Osteoglossidae Wikimedia Commons Habitam, na maioria das vezes, o fundo dos aquários. São peixes pulmonados, o que significa que respiram o ar da superfície. Algumas espécies desta categoria são os Polypteros, Protopteros, Gars e Lepisosteus. São peixes que requerem um nível intermediário no aquarismo. Estas espécies geralmente chegam a 30 cm, mas há algumas que ultrapassam os 70 cm. A expectativa de vida deles é longa, em média 30 anos. Precisam de aquários de grandes dimensões com elementos diversos como pedras, troncos e tocas. Loricariidae (cascudos) Cascudo Arquivo Pessoal/Sandro Tarabay Estas espécies são de fundo, endêmicos de toda a América Central e do Sul. São muito valorizados, principalmente na Europa, China e Japão. Os exemplares brasileiros são bastante exportados. Estes animais são mais sensíveis e requerem bom espaço, boa filtragem, alguns preferem correnteza, todos necessitam de troncos, tocas e pedras. Initial plugin text
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18/07 - Junho foi o mais quente dos últimos 140 anos na Terra, afirma NOAA
Para Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, 2019 estará entre os cinco anos mais quentes registrados no mundo desde o estabelecimento de registros meteorológicos. Um homem segura um guarda-chuva ao passar por uma lagoa que secou nos arredores de Bhubaneswar, na Índia. Muitas cidades indianas enfrentam escassez de água no verão, onde as temperaturas passam de 40ºC Asit Kumar/AFP O mês passado foi o junho mais quente em 140 anos, registrado por observatórios de meteorologia em todo o mundo, de acordo com o relatório mensal sobre o clima global divulgado nesta quinta-feira (18) pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). Nove dos dez meses mais quentes de junho na Terra foram registrados, a partir de 2010. Este ano ocorreu o 43º mês de junho consecutivo e do 414º mês consecutivo com temperaturas acima da média do século 20, de acordo com o relatório da NOAA. Europa, Ásia e África, além do Havaí e da região do Golfo do México, experimentaram o mês de junho mais quente de seus anais meteorológicos, e o sul do França registrou uma temperatura recorde perto de 46° C. O relatório da NOAA estima que o número médio de dias por ano, quando o calor excederá 41° nos Estados Unidos, deverá mais do que quadruplicar, indo para 24 até 2050, e que haverá uma média de 40 dias com temperaturas superiores a 41° no país ao final do século. Por outro lado, escreve NOAA em seu relatório,  a camada de gelo da Antártida diminuiu em níveis recordes durante o segundo mês em junho. A área média da superfície de gelo da Antártida se encontra atualmente 8,5% abaixo da média das últimas duas décadas. No Ártico, a extensão do gelo foi em junho a 10,5% abaixo da média de 1981-2010, quase um recorde. A temperatura média da superfície dos mares do mundo neste junho de 2019  ficou acima da média global de 16 ° Celsius, igualando o nível recorde alcançado em 2016. Para a NOAA, já é certo que 2019 estará entre os cinco anos mais quentes registrados no mundo desde o estabelecimento de registros meteorológicos.
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18/07 - 'Moratória da soja' no Cerrado evitaria desmatamento de área maior que a Bélgica, diz estudo
Acordo feito entre organizações não governamentais, agroindústrias e governos com o compromisso de não comprar a commodity de áreas desmatadas reduziu a média anual de desmatamento em até 85% nos 89 municípios participantes. A moratória da Soja é um acordo feito entre organizações não governamentais, agroindústrias e governos com o compromisso de não comprar a commodity de áreas desmatadas. Mariane Camargo Soares A controversa ideia de expandir para a região de Cerrado a chamada moratória da soja, um pacto firmado em 2006 que freou parte do desmatamento da Amazônia gerado pelo avanço do plantio da leguminosa, ganhou um novo ingrediente nesta semana. No primeiro estudo científico quantitativo realizado para a eventual adoção dessa medida no Cerrado brasileiro, um grupo internacional de pesquisadores concluiu que a medida, se implementada até 2020, impediria a conversão direta de 3,6 milhões de hectares de vegetação nativa em terras agrícolas nos 30 anos seguintes - área maior do que o tamanho da Bélgica. Com um adendo importante: isso não evitaria o avanço da agricultura de soja no país - apenas "organizaria" de um jeito mais sustentável seus locais, priorizando áreas já desmatadas anteriormente. Segundo o levantamento dos cientistas, mais de 80% dessa área que poderia ser protegida está na região conhecida como Matopiba - entre os Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia - a chamada nova fronteira agrícola brasileira. O trabalho acadêmico foi divulgado nesta semana pelo periódico Science Advances. "Quando não há fiscalização e a governança é fraca, acordos do setor privado se tornam relevantes para combater o desmatamento e a perda de vegetação nativa", resume à BBC News Brasil uma das autoras da pesquisa, a matemática brasileira Aline Soterroni, cientista do Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados, na Áustria. No entendimento de pesquisadores e ambientalistas, acordos como a moratória da soja têm mais eficácia do que leis justamente por serem pactos firmados entre os setores envolvidos - e não regras verticais que precisam de fiscalização de órgãos públicos. Mas a proposta de expandir a moratória da soja para proteger o Cerrado enfrenta resistência de grandes empresas e da chamada bancada ruralista, influente grupo de parlamentares com ligação ao agronegócio. Em nota divulgada no mês de junho, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aposoja) se posicionou "totalmente contrária" a qualquer pacto do gênero para o bioma. A entidade ressaltou que "o agro é sustentável". A Cargill, uma das maiores multinacionais do setor, também se manifestou. Em carta aberta aos produtores rurais brasileiros, a companhia americana afirmou que entende que esta não seria a solução mais adequada para os problemas ambientais. "A moratória não endereça os desafios sociais, econômicos e, em última análise, ambientais", diz trecho do documento. "E é muito provável que cause consequências, mesmo que não intencionais, para agricultores e comunidades que dependem da agricultura para subsistência." A origem da moratória da soja Em 2006, um pacto foi firmado entre governos, agroindústria e organizações de defesa ambiental: ninguém compraria soja produzida em região de desmatamento da Amazônia. No ano passado, balanço divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente mostrou que a política deu resultados: a média anual de desmatamento nos 89 municípios participantes caiu 85% depois do acordo. Nos últimos anos, ativistas e organismos ambientais têm sugerido uma medida semelhante para proteger o Cerrado. "A principal causa de desmatamento no cerrado é a expansão do agronegócio sobre a vegetação nativa. Entre 2007 e 2014, 26% da expansão agrícola ocorreu diretamente sobre vegetação de Cerrado. Quando considerada somente a região do Matopiba - porções de Cerrado dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia -, que é a principal fronteira do desmatamento, 62% da expansão agrícola ocorreu sobre vegetação nativa. Em relação às pastagens, análises recentes apontam que, entre 2000 e 2016, 49% da expansão no Matopiba ocorreu sobre o cerrado. Note-se que, muitas vezes, a área desmatada para pastagem torna-se, posteriormente, área de uso agrícola", ressalta manifesto da organização World Wide Fund for Nature (WWF). "O setor privado aprendeu que é possível produzir sem provocar novos desmatamentos diretamente associados à sua cadeia produtiva, como é o caso de sucesso da moratória da soja na Amazônia", prossegue o posicionamento da ONG. De acordo com o estudo de Aline Soterroni, a moratória da soja no Cerrado não impediria o avanço da produção da mercadoria. "A área da soja projetada para 2050 ficaria reduzida em apenas 1 milhão de hectares, se a moratória começar a funcionar em 2020", explica ela. "Isso corresponde a uma redução de 2% da área de soja no Brasil projetada para 2050." Para efeitos de comparação, se o atual Código Florestal fosse cumprido rigorosamente na região, ele evitaria, no mesmo período, o desmatamento de um quarto desse total (0,9 milhão de hectares). Além de reduzir desmatamento, a moratória da soja teve impacto também na fauna dos municípios que adoraram a medida Angélica Pizzolato / TG Soterroni lembra que as proteções ambientais para o cerrado são baixas. "No cerrado, além dos níveis de proteção da vegetação nativa, definidos pelo Código Florestal de 2012, serem baixos, não há cumprimento dessa lei", aponta. Um outro efeito benéfico da medida, segundo o mesmo estudo, é que nos mesmos 30 anos ela significaria uma redução de 8% do total de emissões de carbono do País. China e Europa O estudo recém-publicado também comparou quais os riscos representam os dois principais clientes do Brasil - China e União Europeia - para esse cenário de desmatamento. "Surpreendentemente os riscos são semelhantes. Apesar de o volume de soja produzido no Cerrado para o mercado chinês ser 2,5 vezes maior do que aquele que vai para a União Europeia. Isso acontece porque a Europa compra de traders com atividades próximas das áreas de remanescentes de vegetação nativa no Cerrado." A pesquisadora espera que o estudo possa ser utilizado em futuras tratativas comerciais internacionais, como nas negociações atuais entre União Europeia e Mercosul, que pode condicionar a compra da produção brasileira à preservação ambiental. De acordo com o levantamento, 25,4 milhões de hectares de terras na região de Cerrado, desmatadas anteriormente, já são adequadas para o uso agrícola - duas vezes o tamanho da Inglaterra. "Com a extensão da moratória da soja para o Cerrado, os resultados da modelagem indicam que a soja irá expandir, sobretudo, em áreas de pastagens e áreas não produtivas que podem ser consideradas, em grande parte, pastagens degradadas. Uma pequena intensificação das pastagens libera terra suficiente para a soja expandir no Cerrado sem a necessidade da conversão de vegetação nativa", explica ela. Cerrado em risco Soterroni e sua equipe quantificaram o impacto da medida na fauna e na flora nativas. Entre plantas e animais - tanto vertebrados quanto invertebrados - 4.800 espécies autóctones são potencialmente ameaçadas pelo desmatamento da região. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), hoje são 624 espécies de flora ameaçadas de extinção no bioma e 138 de fauna - sendo 95 vertebrados. "Alguns exemplos da fauna são o lobo-guará e o tamanduá-bandeira", cita a cientista brasileira. A pesquisa levanta a necessidade de um olhar mais cauteloso para o Cerrado brasileiro, bioma com gradiente de vegetação que vai desde formações campestres a formações florestais e que é menos "pop" do que a Amazônia e a Mata Atlântica, por exemplo. "Estima-se que metade do Cerrado já foi convertida, e que existam menos de 20% de vegetação nativa remanescente, ou seja, que não foi antropizada", afirma Soterroni. Ao longo de mais de uma década de existência, a Moratória da Soja mostrou na prática que é possível reduzir o desmatamento Divulgação/Aprosoja A pesquisadora afirma que acompanha atentamente o cenário. De um lado, "a falta de fiscalização e o não cumprimento das leis ambientais". De outro, "a demanda crescente por commodities como soja e carne". Segundo ela, um estudo mostrou que das fazendas de soja avaliadas na porção Amazônia do estado do Mato Grosso, 65% não cumprem o Código Florestal, mas cumprem a moratória da soja. Na modelagem científica utilizada pelos pesquisadores eles procuraram saber também quanto se perde com o atraso da implementação da moratória do cerrado na soja, considerando a demora de o projeto sair do papel. Para tanto, avaliaram três cenários: se a medida estivesse em vigor desde 2015, se ela for iniciada em 2020 ou se apenas começar em 2025. "Os resultados indicam que esse atraso na implementação da moratória da soja no cerrado pode causar uma perda média de 140 mil hectares por ano no bioma", diz a cientista. Isso equivale à área do município de São Paulo.
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18/07 - Paris fará 'limpeza profunda' em escolas perto da Notre-Dame após denúncia de contaminação de chumbo
De acordo com o site investigativo francês Mediapart, taxas de concentração superiores à média foram registradas em creches, pré-escolas e outros estabelecimentos. Notre-Dame Reprodução/JN A prefeitura de Paris anunciou que fará uma “limpeza profunda” nas escolas vizinhas à catedral Notre-Dame, até o final de julho. O objetivo é avaliar a contaminação por chumbo após o incêndio que destruiu parcialmente o monumento há três meses. De acordo com o site investigativo francês Mediapart, taxas de concentração superiores à média foram registradas em creches, pré-escolas e outros estabelecimentos. Segundo o subsecretário para a Saúde da prefeitura de Paris, Arnaud Gauthier, a limpeza é uma medida de precaução, “para assegurar que o risco é mínimo”. A declaração foi dada nesta quinta-feira (18) em uma coletiva de imprensa. Ele garante que amostras já foram retiradas do local e não justificam nenhum “alerta”. A limpeza de rotina, diz, já foi realizada nas escolas, como preconizam as recomendações das autoridades sanitárias. O representante da prefeitura assegura que, até o dia 26 de julho, será feita uma limpeza “a alta pressão” nos pátios e outra, de 26 a 30 de agosto, antes da volta às aulas, prevista para o início de setembro. O prefeito adjunto de Paris, Emmanuel Grégoire,que também participou da entrevista, afirmou que não há riscos para a saúde dos alunos. “Se houvesse o menor risco, as escolas estariam e continuariam fechadas”, disse. O site Mediapart publicou uma investigação nesta quinta-feira (18) revelando que taxas de concentração dez vezes superiores ao limite foram detectadas nas escolas próximas à Notre Dame. Na reportagem, intitulada “A prefeitura de Paris não protegeu as crianças do chumbo”, o veículo acusa o órgão de não ter efetuado uma limpeza profunda nas redondezas da catedral depois do incêndio, em 15 de abril. Na coletiva de hoje, o representante da prefeitura assegurou à imprensa que o nível médio de chumbo nos estabelecimentos não ultrapassa 70mg de chumbo por metro quadrado – como recomendam as autoridades de saúde francesas. A questão agora, lembra a reportagem, é se há necessidade de realizar testes de depistagem na população. Prevenção de riscos De acordo com Bruno Cortois, especialista em prevenção de riscos químicos do Instituto Nacional de Pesquisa e Segurança (INRS), citado pelo site francês, “fazer uma média do nível das concentrações de chumbo é dar a informação pela metade”, afirma. O incêndio da catedral gótica, de mais de 850 anos, provocou a fusão de centenas de toneladas de chumbo. Uma exposição crônica a níveis elevados, por inalação ou ingestão, pode provocar problemas digestivos, problemas nos rins ou lesões no sistema nervoso, além de anomalias reprodutivas. Risco de desabamento Em uma reportagem publicada nesta quinta-feira (17), o jornal The New York Times relata que o monumento quase desabou e que os bombeiros correram sérios riscos, arriscando todas a possibilidades, para evitar o pior. A reportagem detalha etapa por etapa da operação que permitiu conservar parte da catedral centenária, situada no coração de Paris, graças à coragem das equipes de resgate parisienses. Initial plugin text
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18/07 - Ministro do Meio Ambiente chega a Fernando de Noronha para vistoriar Parque Marinho
Ricardo Salles fica na ilha até sábado (20). Visita ocorre após o presidente Jair Bolsonaro criticar taxa cobrada para acessar praias da ilha. Ministro do Meio Ambiente vistoria Parque Marinho de Fernando de Noronha O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, chegou a Fernando de Noronha, nesta quinta-feira (18), para vistoriar os serviços prestados pela empresa concessionária do Parque Nacional Marinho. A visita ocorre após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) criticar as taxas cobradas dos turistas para visitar a ilha. (Veja vídeo acima) "Nós viemos a Fernando de Noronha verificar questões importantes como lixo, saneamento, a estrutura do aeroporto e o sistema de dessalinização da água. Vamos ver também as trilhas e a infraestrutura do parque. Serão dois dias de vistoria, ao final faremos um relato", disse Salles, que não respondeu a perguntas. O ministro Ricardo Salles visitou a Pousada Zé Maria Ana Clara Marinho/TV Globo A assessoria de imprensa do ministro informou que ele permanece em Noronha até sábado (20). Salles está na ilha acompanhado pelo presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), Gilson Neto e visitou a Pousada Zé Maria, onde almoçou e falou com a imprensa. A agenda das atividades não foi divulgada, só foi informado que o ministro vai visitar o Parque Nacional e terá reuniões com a empresa concessionária, representantes do Instituto Chico Mendes (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, além do administrador da ilha, Guilherme Rocha, e empresários. Ricardo Salles almoçou na pousada Ana Clara Marinho/TV Globo Taxas de turismo Atualmente, o turista paga duas taxas para entrar na ilha. O governo de Pernambuco cobra R$ 73 por dia de permanência. Bolsonaro se referiu a outra taxa, cobrada pelo governo federal para entrar nas praias do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, que custa R$ 106 para brasileiros e R$ 212 para estrangeiros, válida por dez dias. A cobrança da taxa federal é feita pela EcoNoronha desde 2012. Depois de ganhar a licitação, a empresa investiu R$ 15 milhões no Parque Marinho. Construiu, por exemplo, rampas de acesso às praias, além de três pontos de formação e controle, e passou a cobrar a entrada. Em 2018, a EcoNoronha arrecadou R$ 9,6 milhões. O ICMBio, que administra os parques nacionais, diz que 70% do valor do ingresso vão para melhorias no parque, como projetos de reforma e manutenção de trilhas. Turistas no arquipélago O G1 visitou Fernando de Noronha para a estreia da série "Desafio Natureza" em janeiro deste ano. O objetivo de cobrar as taxas e da implementação de regras aos visitantes, segundo os administradores, é preservar a fauna e a flora do lugar. Noronha recebeu mais de 100 mil turistas em 2018, número recorde. Mas o plano de manejo prevê apenas 89 mil visitantes por ano. Por isso, biólogos já se preocupam com os impactos desse crescimento no meio ambiente. Apenas 50% das casas de Noronha têm coleta de esgoto. A água disponibilizada é do dessalinizador local ou da chuva – e com frequência é necessário fazer racionamento. Por isso, não é possível abrigar um número inesgotável de visitantes. Mapa mostra Fernando de Noronha Roberta Jaworski/G1
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18/07 - Embaixador da Alemanha diz que há 'limites' no Fundo Amazônia e que será 'difícil' usá-lo para indenizar donos de terras
Fundo recebe recursos para incentivar ações de preservação e conservação da floresta. Alemanha e Noruega são responsáveis por 99% das doações. Embaixador da Alemanha fala sobre investimentos e preservação da Amazônia O embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Witschel, afirmou nesta quinta-feira (18) que o uso de recursos do Fundo Amazônia tem "limites" e que usar a verba para indenizar donos de terras será "difícil". A declaração foi dada em uma entrevista ao programa Bom Dia Pará, da TV Liberal, afiliada da Rede Globo. Criado em 2008, o fundo é administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A maior parte das doações vem da Noruega e da Alemanha. Ao todo, o fundo tem R$ 3,4 bilhões em doações destinadas à conservação da floresta e à redução do desmatamento. Desde maio o governo federal tenta negociar alterações no fundo, como as que permitam, por exemplo, usar recursos para indenizar proprietários rurais em unidades de conservação. Outra mudança é a extinção do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (Cofa), por meio de um decreto publicado em abril. Noruega e Alemanha se posicionam contra a proposta de mudança do governo para o Fundo Amazônia No início do mês, após uma das reuniões para negociar as mudanças, o ministro do Meio Ambiente do Brasil, Ricardo Salles, e os embaixadores da Alemanha e da Noruega admitiram a hipótese de extinção do Fundo Amazônia. No dia seguinte, o governo norueguês divulgou um comunicado à imprensa em que se disse preocupado com os relatos de desmatamento no Brasil. Na entrevista concedida nesta quinta, Witschel explicou que o dinheiro é da Noruega e Alemanha, mas é o Brasil quem toma as decisões, dentro dos limites estabelecidos no acordo entre os três países. “Nem na Alemanha, nem a Noruega tem um assento na mesa do Comitê Orientador do Fundo Amazônia. Por um lado, é dinheiro de fora e decisões são pelos brasileiros. Por outro lado, temos um estatuto, temos um acordo entre os três países e esse acordo não permite o uso das verbas para indenização de donos de terra. Temos margem grande sobre os projetos, mas há limites. Então, estamos falando com o ministro Ricardo Salles sobre mudanças na governança do Fundo Amazônia. Podemos também discutir novas prioridades, porém há certos limites e a indenização de donos de terras, o uso das verbas em outros estados fora da Amazônia Legal, é uma coisa difícil”, afirmou o embaixador. O representante da Alemanha disse que falou com o governador do Amazonas e com o ministro Ricardo Salles sobre as possíveis mudanças no projeto. “Todos queremos continuar o trabalho do Fundo Amazônia. Queremos que as verbas sejam usadas na Amazônia Legal dentro dos limites do estatuto do Fundo Amazônia. Por outro lado, entendo bem que o governo federal eleito quer discutir mudanças, talvez melhoras, talvez novas prioridades dentro desses limites”, afirmou. Quase 60% dos recursos do Fundo Amazônia são destinados a instituições do governo Fundo bilionário para preservação da Amazônia corre risco? Entenda o impasse Falta de acordo sobre Fundo Amazônia pode extinguir projetos ambientais Parcerias Esta é a terceira visita de Witschel ao Pará. Na última quarta-feira (17) ele participou de um encontro em Belém com representantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Embrapa). Na ocasião, foram discutidos os investimentos e parcerias para preservação da Amazônia. “O que foi interessante para mim foi que ambos, Universidade e Embrapa, não somente querem continuar o trabalho do Fundo Amazônia, mas também vem com margem maior para projetos”, disse o embaixador. O embaixador afirmou que vai continuar apoiando os 10 projetos da região e que a Alemanha acredita que o Brasil possa ser um “museu verde”, com economia sustentável e sem desmatamento. “Acho que temos potencial maior de continuar esse trabalho e explorar caminhos inovadores afim de melhorar mais, como biojoias, turismo verde. Há tantas possibilidades de melhorar a arena sem desmatar”, ressaltou Georg Witschel. ‘Não há explicação para o que está acontecendo com o Fundo Amazônia’, diz Trigueiro
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18/07 - Marcas abandonam uso de pele animal para agradar millennials, afirma pesquisadora
Entre os jovens, ativismo pelo direito dos animais e por tecnologia sustentável entraram na moda no lugar do luxo e ostentação de roupas que exigem a matança de bichos. Modelo italiana desfila com casaco de pele da marca italiana Fendi, que segue usando este material Tiziana Fabi/AFP Os millennials são responsáveis pela redução do uso de pele animal na indústria da moda, afirma a professora do curso de moda da Faculdade Armando Álvares Penteado (Faap), Monayna Pinheiro. Segundo a especialista, os jovens estão mais conectados ao ativismo em relação ao sofrimento animal e buscam um consumo mais sustentável. “A geração nascida entre 1980 e 2000 é muito mais ligada às questões de sustentabilidade e não faz sentido que usem peles animais se há boas opções sintéticas”, disse Pinheiro em entrevista ao G1. A demanda por peles de animais é um dos motivos que levaram, por exemplo, à matança de cerca de 5 milhões de jacarés no Pantanal na década de 1980, um problema que levou à criação da Polícia Militar Ambiental e a mudanças na legislação brasileira para endurecer o combate à caça, como o G1 mostrou no Desafio Natureza. Para a especialista em moda, o recuo de grandes marcas, como Hugo Boss, Michael Kors, Burberry, Gucci e, mais recentemente, a francesa Chanel, está relacionado à pressão dos movimentos de proteção animal, além do próprio mercado, que exige soluções mais ecológicas e éticas. A americana Sophia Charchuk, porta-voz da ONG Peta, conta que a pressão da organização e do público fez com que grandes marcas de moda parassem de usar peles, e ressalta que mais de mil empresas em todo o mundo já aderiram ao uso da etiqueta "Vegan aprovado pela Peta" em seus produtos. Mulher com casaco de pele posa ao lado de manifestantes AFP Photo/Saeed Khan No Brasil, Pinheiro conta que, recentemente, uma grande marca foi bombardeada com críticas depois que a garota propaganda da grife, uma jovem influenciadora digital, divulgou em suas redes sociais fotos com um casaco feito integralmente com pele de coelho. A ONG norte-americana concorda com a pesquisadora ao reforçar que uma clientela mais jovem e mais “socialmente consciente" esteja liderando uma mudança no setor da moda. Além de as empresas de vestuário estarem abandonando as peles de animais, muitas cidades e países ao redor do mundo proibiram completamente o uso de peles. Em 2018, Fashion Week de Londres teve sua 1ª edição totalmente sem peles de animais Casacos de pele estão com os dias contados na moda internacional? Necessidade ancestral A escolha da pele para se vestir é primeiramente uma questão histórica, comenta a especialista brasileira. A primeira forma que o homem encontrou para se aquecer foi através do uso de pele animal, resultado da caça. Entretanto, com a evolução de práticas e técnicas, essa escolha passou a ser associada ao luxo. "Tem a questão da ostentação. Para confeccionar um casaco de pele de coelho tem que se abater quase 30 animais. Isso para um casaco médio”, conta Pinheiro. A maior pressão das ONGS e movimentos de proteção animal é sobre uso da pele de animais exóticos, como jacarés Eduardo Palacio/G1 A professora de moda comenta também que a maior pressão dos movimentos está voltada à redução do uso de peles de animais exóticos, como crocodilos, cobras, lagartos, arraias e coelhos. Mas ela explica que o couro, a lã e até mesmo a seda são materiais de origem animal que seguem sendo bastante utilizados. "A maior pressão está no que seriam os animais exóticos, mas em um segundo momento, movimentos como o Peta visariam extinguir o uso da pele ou de produtos de origem animal qualquer que seja", explica. Turismo, e 'ciência cidadã' já identificaram pelo menos 400 onças-pintadas no Pantanal Moda insustentável Além do sofrimento animal, os críticos ao uso de peles argumentam que todo o processo de tratamento do material é insustentável. Para a pele não apodrecer, é preciso prepará-la com produtos químicos danosos ao meio ambiente, e os processos de tingimento têm grande consumo de água. A professora de moda questiona também as condições do abate que se relacionam a um baixo aproveitamento de material, cuja perda é muito grande — esta foi a justificativa dada pela Chanel para tirar de seu catálogo o uso de pele animal. Entretanto, Pinheiro alerta que a escolha por peles sintéticas não é ideal, já que elas são feitas com derivados do petróleo. Para opções mais amigáveis ao meio ambiente, a professora recomenda fibras naturais, como o algodão e a ráfia. Marca americana produz peles artificiais de alto padrão House of Fluff Por sua parte, a porta-voz da Peta destaca que essa crescente demanda por roupas sem crueldade e ecologicamente corretas levou ao desenvolvimento de novos materiais, inovadores e “pet-friendly”, como a pele vegana, o couro vegano e alternativas ecológicas, como malhas sem lã. “A produção de tecidos livres de animais tem uma pegada de carbono muito menor do que a produção de peles ou couro. Mais de 90% do impacto ambiental do couro é causado pelo uso da terra e pelas emissões de gases de efeito estufa associados à agricultura”, diz Charchuk. A protetora dos direitos animais destaca ainda que produzir uma peça de pele animal é até dez vezes mais prejudicial ao meio ambiente que produzir uma feita de pele artificial. Couro vegano feito a partir da fibra de abacaxi Divulgação/Piñatex Couro de abacaxi Entre as tendências do mercado, a pesquisadora brasileira comenta que opções sintéticas substituem o uso de pele animal com grande qualidade, tanto em termos de acabamento quanto em conforto. Ela explica que as opções conseguem reproduzir pelos originais, longos e curtos, com o mesmo poder de aquecimento. Pinheiro dá o exemplo da iniciativa responsável pelo material Piñatex, um “couro” feito com a fibra das folhas do abacaxi pela designer espanhola Carmen Hijosa. A alternativa ao couro pode ser usada em roupas, sapatos e acessórios, e já faz parte do catálogo de marcas famosas, como Hugo Boss. A fibra da folha do abacaxi é um subproduto da indústria agrícola, o que não gera gastos extras, água ou defensivos agrícolas para sua produção e tem a mesma textura, isolamento e função que o couro animal ou sintético. A produção da marca está localizada nas Filipinas. Produção do 'couro de abacaxi' a partir da fibra da planta nas Filipinas Divulgação/Piñatex Initial plugin text
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17/07 - Governo federal sorteia novos integrantes do Conselho Nacional do Meio Ambiente
Ministério do Meio Ambiente reduziu o número de integrantes de 96 conselheiros, entre membros de entidades públicas e de ONGs, para 23 membros titulares, incluindo o próprio ministro Ricardo Salles. Governo federal sorteou nesta quarta-feira (17) novos integrantes do Conselho Nacional do Meio Ambiente Pallemberg Aquino/MMA Após redução no número de integrantes de 96 conselheiros para 23, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) sorteou nesta quarta-feira (17), com procedimento oficial feito pela Caixa Econômica Federal, os integrantes do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). O conselho é o principal órgão consultivo da pasta e é responsável por estabelecer critérios para licenciamento ambiental e normas para o controle e a manutenção da qualidade do meio ambiente. Além de mais enxuto, o Conama também teve seu mandato reduzido pela metade: antes, os conselheiros ficavam dois anos no cargo e, agora, eles serão substituídos após um ano. Veja a nova configuração: Dez membros do governo federal, que são fixos e não participam do sorteio; Cinco membros entre os estados e DF (um por região); Dois membros entre as 26 capitais; Dois membros das entidades empresariais; Quatro entidades ambientalistas, representantes da sociedade civil. Como foi o sorteio A Caixa realizou um sorteio para cada grupo de membros rotativos, usando bolas representando todos os integrantes. A cada sorteio, todas as bolas foram retiradas e anotadas na ordem de saída. Em caso de indisponibilidade ou irregularidade de um dos membros sorteados, o que foi escolhido na sequência dessa fila será convocado para ocupar o assento. Apesar de o mandato ser de um ano, apenas as entidades ambientalistas serão sorteadas a cada ano. Os membros dos governos estaduais e municipais, além das confederações empresariais, serão substituídos ao final de cada mandato pela ordem sorteada nesta quarta. Veja abaixo os novos membros do Conama para o próximo mandato: Governo federal (definido sem sorteio) Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente Ana Maria Pellini, secretária-excutiva do MMA Eduardo Fortunato Bim, presidente do Ibama um representante da Casa Civil um representante do Ministério da Economia Governos estaduais Sul: Rio Grande do Sul Sudeste: Rio de Janeiro Centro-Oeste: Mato Grosso do Sul Norte: Tocantins Nordeste: Piauí Governos municipais Belém Porto Alegre Entidades empresariais Confederação Nacional da Agricultura (CNA) Confederação Nacional da Indústria (CNI) Entidades ambientalistas Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico (AM) Associação Terceira Via (São Paulo) Centro de Estudos e Pesquisa para o Desenvolvimento do Extremo Sul da Bahia (BA) Comissão Ilha Ativa (PI) Habilitação das ONGs No total, 673 ONGs estavam na lista para o sorteio das quatro vagas das entidades da sociedade civil. Segundo o MMA, as quatro entidades sorteadas não têm o assento garantido: elas precisam entregar a documentação em até cinco dias úteis após a publicação do resultado do sorteio para que sejam habilitadas a participar. Caso isso não aconteça, será selecionada a próxima entidade da lista sorteada. Segundo o MMA, a lista definitiva das entidades ambientalistas será divulgada até 6 de setembro. Em abril, decisão do governo de mudar o Conama foi alvo de críticas Menor participação da sociedade civil A estrutura do Conama foi alterada por um decreto publicado no dia 29 de maio. O Ministério do Meio Ambiente informou, na época, que a mudança trará "melhor foco" e "posicionamentos mais objetivos" com "eficiência e qualidade das decisões". O ministério também afirmou que manteve a proporção de membros que compunham o Conama por setor, considerando a estrutura quando houve o maior número de conselheiros (105). A sociedade civil contava com 22 assentos no Conama. Agora, são apenas 4. Assim, a participação das ONGs caiu de 22% do conselho para 18% do total. Esses assentos passam a ser distribuídos por sorteio entre as entidades interessadas. Antes, uma eleição definia esses integrantes. O mandato dos representantes civis, que era de dois anos, passa a ser de apenas um. O setor privado também perdeu representatividade no conselho. Agora, há apenas dois representantes, indicados em conjunto pelas principais confederações nacionais do setor privado: Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação Nacional do Comércio (CNC), Confederação Nacional de Serviços (CNS), Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Confederação Nacional do Transporte (CNT). Já a presença do governo federal aumentou: agora são nove cadeiras para os representantes do governo. Isso quer dizer que a participação do governo federal aumentou de 29% para 41% do total de integrantes. Apesar disso, alguns órgãos governamentais perderam representação no Conama, entre eles a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Agência Nacional de Águas (ANA). Os ministérios públicos federal (MPF) e estaduais também foram excluídos.
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17/07 - Pinguins 'assaltam' restaurante de sushi na Nova Zelândia
Reincidentes, animais retornaram ao local mesmo após serem devolvidos ao mar pela polícia. Pinguins da Nova Zelândia "assaltam" restaurante de sushi pela segunda vez Reprodução/TVNZ Policiais da Nova Zelândia receberam um chamado inusitado vindo de um restaurante de sushi nesta quarta-feira (17). Dois pinguins invadiram pela segunda vez o estabelecimento especializado em comida japonesa. Nesta época do ano, os animais da espécie pinguim-azul (Eudyptula minor) saem em busca de lugares para se reproduzir e construir seus ninhos. "Eles estão próximos da área de desova e pensaram que este seria um espaço seguro", explicou à agência Associated Press (AP) Jack Mace, gerente de operações do Departamento de Conservação neozelandês. O conservacionista disse que os pássaros teriam encontrado uma toca confortável no porão da loja e que a escolha do local não foi condicionada aos pedaços de peixe cru vendidos no andar de cima. Páginas policiais O curioso caso foi considerado pela polícia de Wellington como "vadiagem", afinal os animais eram reincidentes e insistiram em se aninhar no restaurante mesmo depois de capturados e escoltados de volta ao oceano. Os agentes foram notificados de um pinguim à solta na cidade, que foi encontrado e liberado no mar. Em seguida, a polícia foi avisada de dois clientes não solicitados no restaurante Sushi Bi, que está ao lado de uma movimentada estação de trem. Pinguins da Nova Zelândia assaltam loja de sushi Shawnee Kim/AP Um dos proprietários da loja disse não fazer ideia que os animais subaquáticos se interessariam pelo seu produto: "Eu estava em pânico, não sabia o que fazer", contou Long Lin. O empresário relatou que estava arrumando o estoque quando foi surpreendido por um barulho próximo ao tanque de água. Era o casal fugitivo. Ele chamou as autoridades e se machucou tentando evitar que os animais escapassem. "Foi um pouco selvagem", disse Long Lin. Os guardas retiraram as aves de baixo do freezer da loja e as levaram em uma caixa especial até o porto, que fica a cerca de 200 metros da loja. Os pinguins não foram vistos desde então. A população dos pinguins-azuis se recuperou em Wellington graças aos esforços na remoção de predadores e com esforços de conservação que incluem a construção de ninhos artificiais.
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17/07 - Documentário mostra a relação entre natureza e caos urbano no Rio de Janeiro
Imagem do documentário “Templo Verde”, dirigido e produzido por Luiz Eduardo Lerina. Divulgação Se você, caro leitor, mora na cidade do Rio de Janeiro, certamente já ouviu a expressão: “O Rio não é para amadores”. Com uma desigualdade monstruosa e uma desordem urbana muito orquestrada pela especulação imobiliária, a cidade também pode ser um paraíso por conta de suas riquezas naturais e sua biodiversidade. Ande pelas ruas querendo fazer contato com o som de pássaros e, em pouco tempo, passará a distinguir o canto do Bem-te-Vi de um Tucano ou de um Sabiá Laranjeiras. Temos, em média, 400 espécies pelos céus, número que muitos países europeus nem sonham em ter. E mais: são pássaros da floresta e de litoral, às vezes voando muito perto, como nos céus do Jardim Botânico, que fica colado à Floresta. O privilégio, no entanto, tem sido obtido por poucos. Não só pelas condições de moradia ou pela desordem urbana, mas muito possivelmente porque os habitantes da cidade nem sempre temos o dom de perceber a natureza que nos cerca. Esta relação entre o homem, o Rio de Janeiro e seu Jardim e floresta é um dos motes do documentário “Templo Verde”, dirigido e produzido pelo documentarista Luiz Eduardo Lerina (veja aqui o trailler). O filme vai ser apresentado no dia 17 de agosto na exposição sobre Burle Marx que acontece até o dia 29 de setembro no Jardim Botânico de Nova York. Se podemos chamar assim, o filme de Luiz Eduardo Lerina tem uma protagonista, a paisagista Cecília Beatriz, em quem o diretor se inspirou ao dar o título. Passeando pelas aleias do Jardim Botânico, cenário principal do documentário, Cecilia diz que o considera uma espécie de Templo Verde. E segue seu pensamento, fazendo um paralelo interessante entre o consumismo desarvorado que vemos crescer na nossa era e aquilo que se obtém da natureza: “O que a natureza nos dá não é consumo. Quando a pessoa compra alguma coisa, ela usa e descarta. Na natureza, tudo que se absorve não nos sai mais da mente”, diz ela para as câmeras de Lerina. As imagens capturadas são sensíveis, lindas, um bálsamo para vistas que têm sido tão machucadas nos últimos tempos, com tantos eventos urbanos aflitivos. Durante os 57 minutos do filme, é permitido se deixar deleitar e lembrar que sim, vivemos numa cidade privilegiada. E que faz bem para a saúde perceber isto. Luiz Eduardo Lerina não se considera um ambientalista e acha desconfortável lidar com a visão ideológica que se formou, nos últimos tempos em torno de quem gosta e se interessa pelo assunto. Hoje em dia, quem gosta de meio ambiente e quer preservá-lo é caracterizado como uma “pessoa de esquerda”: “Deveria ser uma preocupação em comum a todos, não é assim. Na época em que eu comecei a pensar o filme, há cerca de três, quatro anos, não era um problema tão polêmico. Não entrei muito nele porque acho que tinha que ser comum acordo, todos deveriam se preocupar. Fiz este filme com o mesmo desejo com que fiz os meus outros documentários (dez no total): quando quero aprender alguma coisa, eu filmo”, lembra ele. Imagem do documentário 'Templo Verde', dirigido e produzido pelo documentarista Luiz Eduardo Lerina. Divulgação A extinção das espécies é um dos temas espinhosos que Lerina relata no filme, com a ajuda do biólogo do Jardim Botânico Gustavo Martinelli, outro entrevistado no documentário. Martinelli pontua os cenários de natureza exuberante da cidade e o desafio de manter a Floresta que foi sendo invadida pelas casas de quase sete milhões de pessoas: “O Rio de Janeiro já foi uma cidade rodeada de florestas, mas o crescimento urbano inverteu isso. Hoje nós temos uma floresta rodeada de cidade, de ruas, casas, pessoas, movimento, trânsito, barulho. Temos ocupações ilegais, pressões da especulação imobiliária, falta de planejamento urbano e falta de consciência das pessoas. Manter a integridade da floresta neste cenário é um grande desafio”, diz ele. Martinelli, que coordenou o primeiro “Livro Vermelho da Flora do Brasil”, trabalha todo o tempo entre as árvores, anotando uma por uma, fazendo um trabalho científico de suma importância para se saber quem está em risco de extinção. Estima-se que o Brasil tenha cerca de 45 mil espécies de plantas, e só com a ajuda de muitas pesquisas, como a que ele faz será possível reconhecer todo este potencial. “Pode chegar a 55 ou a 60 mil plantas. O Brasil reconhece pouco este potencial. Tem que ter muita pesquisa, um trabalho gigante. O país tem uma flora gigante, mas também tem um poder de destruí-la que é incalculável”, diz ele. Além das pesquisas científicas ainda em quantidade inferior ao que se necessita, aqui no Rio de Janeiro os próprios cidadãos estão, só agora, começando a acordar para a natureza que os rodeia. Henrique Rajão, também biólogo, fala sobre a Ecologia Urbana, estudo que já é uma tendência mundial e procura perceber melhor a relação, não só das pessoas com o meio ambiente urbano que as rodeia, como dos animais e plantas que se adaptam à vida nas grandes cidades. Não é difícil ter, no Rio de Janeiro, gente com histórias para contar sobre macacos que invadem apartamentos para pegar frutas ou de pássaros que fazem ninhos em caixas de ar condicionado. E, de novo, vemos o Rio de Janeiro como um lugar privilegiado: ter uma cidade com um Jardim Botânico dentro dela, que pode ser acessado por todos, não é para qualquer um. “As cidades foram criadas para não serem verdes, a ideia era afastar as pessoas dos problemas que o contato com a natureza poderia trazer. Não deu certo, como se sabe. Geralmente o contato com animais e plantas é saudável”, disse ele. Mesmo sendo o país mais biodiverso do mundo, a atividade de observação da natureza aqui é em número muito menor do que, por exemplo, nos Estados Unidos. A diferença é de 30 mil para 70 milhões. Mas está aumentando o número de pessoas que querem enveredar pelos caminhos de árvores e bichos. Rajão orienta passeios com cidadãos no Jardim e percebe que, para a maioria das pessoas, é como se elas estivessem acordando de um sono profundo: “No caminho, elas começam a se encantar com coisas que estavam ao lado delas o tempo todo, sempre estiveram”, diz. João Quental, fotógrafo da natureza que há dez anos acompanha Cecília, a paisagista, nas descobertas diárias no Jardim, conta que foi se tornando um observador. Em qualquer passeio pela cidade ele é capaz de distinguir 30, 40 espécies de aves diferentes. “É como tê-las em seu quintal e não perceber. Até num engarrafamento, se a pessoa parar e prestar atenção, vai ouvir cantos de pássaros”, diz ele. Ainda está em tempo de tentar. Faz bem à alma e nos livra um pouco de tantas angústias.
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17/07 - Ministro visita RO e faz reunião com madeireiros duas semanas após caminhão do Ibama ser incendiado
Ministro do Meio Ambiente está acompanhado de governador Marcos Rocha. Em encontro, Salles diz que vai avaliar pedidos para retorno das atividades madeireiras. Ministro Ricardo Salles e governador de Rondônia, Marcos Rocha, em visita a Espigão Magda Oliveira/G1 O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, visitou Espigão D'Oeste (RO) nesta quarta-feira (17) e se reuniu com madeiros no fim da manhã para ouvir as reivindicações da categoria. A visita ao estado acontece 13 dias depois de um caminhão do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) ser incendiado durante uma operação. O governador do estado, Marcos Rocha (PSL), acompanhou o ministro. No encontro com os madeireiros no Centro Cultural de Espigão, o ministro Ricardo Salles disse reconhecer a importância da produção madeireira no estado e os órgãos fiscalizadores irão avaliar os pedidos feitos pela categoria. Desde a operação do Ibama em Espigão em 4 de julho, mais de 70 empresas foram proibidas de continuar com a produção madeireira na região. "A visita a Rondônia é acompanhada do Ibama, que vai aproveitar para rever a questão dos documentos de empresas da região. Nossa vontade é de um bom diálogo entre o setor produtivo e a fiscalização", diz. Em discurso, Salles disse não acreditar que os madeireiros tenham incendiado o caminhão do Ibama. Para ele, o ataque partiu de criminosos e não podem ser associados com quem é trabalhador do setor madeireiro. Ministro Ricardo Salles em visita em madeireira de Espigão Magda Oliveira/G1 O primeiro passo após essa visita, segundo Salles, é saber como vivem as famílias da cadeia florestal na região de Espigão D'Oeste. "Nós temos aqui milhares de pessoas que vivem dessas atividades e não podem ter suas necessidades imploradas. Do outro lado existem normas, que podem ser revisadas. Isso é um processo a ser feito", afirma. 'Visita surpresa' A visita de Salles a Rondônia não havia sido divulgada na agenda oficial do Ministério de Meio Ambiente. Ele chegou ao estado de "surpresa". No começo da manhã, e de forma sigilosa, o ministro sobrevoou a área de Reserva Indígena Roosevelt no distrito de Pacarana. Neste voo, o ministro afirma que viu uma área de garimpo clandestino, operado por indígenas interessados em explorar a área de reserva de forma legalizada. "Os próprios índios já manifestaram interesse em explorar seus recursos naturais", ressalta. Em coletiva de imprensa, Salles explicou o motivo da visita ao estado. "Nós temos recebido pelo governo do estado, pela bancada federal, pelo setor produtivo e também entidades, uma série de demandas para revisar, para olhar como são os procedimentos de inicialização e regramento desse trabalho de manejo florestal", disse. Enquanto o voo era feito pelo ministro, dezenas de madeireiros se concentraram na frente do Centro Cultural de Espigão e ficaram esperando por uma reunião com Salles. Um forte esquema de segurança foi montado na cidade, e praticamente todas as lojas fecharam por causa da movimentação nas ruas. Ao longo do dia, Salles ainda deve fazer mais visitas a madeireiras de Espigão que estão impedidas de comercializarem madeiras. Incêndio em caminhão O incêndio no caminhão-tanque do Ibama aconteceu no distrito de Boa Vista do Pacarana, do município de Espigão D'Oeste (RO). A região onde ocorreu o incêndio fica próxima à Reserva Indígena Roosevelt. Caminhão-tanque do Ibama pegou fogo perto de reserva indígena de Rondônia. Reprodução A Polícia Federal acredita que o incêndio tenha sido causado por "batedores", ou seja, pessoas que trabalham para madeireiros atuantes na região. Eles bloquearam a passagem do caminhão-tanque e renderam o motorista. Um vídeo feito na época mostra o caminhão pegando fogo e as chamas intensas alimentadas pelo combustível que estava sendo transportado (veja aqui). Região sobrevoada pelo ministro Reprodução/Google Earth O que dizem os indígenas sobre explorar a reserva? Para o representante dos indígenas na região, Marcelo Cinta Larga, a melhor forma de evitar os conflitos e minimizar os prejuízos causados pela extração ilegal de madeira é legalizar a prática. "Esperamos que a vinda do ministro e demais autoridades traga soluções a essa situação que vem ocorrendo há vários anos. Sabemos que espigão é um município pequeno e que só sobrevive pelos esforços dos madeireiros e mineradores. Com essa legalização, esperamos também que os trabalhadores parem de perder os instrumentos de trabalho", ressaltou Marcelo após a visita de Ricardo Salles. Associação dos madeireiros O presidente da Associação dos Madeireiros na região de Espigão, Cássio Barden, esteve com o ministro em uma reunião realizada em Cacoal, onde pôde fazer pessoalmente a principal reivindicação da categoria: liberar as empresas para que possam trabalhar. "O ministro veio com sensibilidade para ver como trabalhamos. Descriminamos atos criminosos e pedimos que ele nos dê a chance de desbloquear nossas empresas e que possamos ter condições de ajustar, pois de outra forma teremos que fechar as portas e demitir funcionários", afirmou. Madeireira visitada pelo ministro em Espigão Magda Oliveira/G1 Márcio Alan de Jesus trabalha na cidade como borracheiro. Segundo ele, desde o bloqueio das empresas o movimento caiu. "Nossa cidade vive da madeira. Com essa paralisação, todos são prejudicados. No meu caso, sem o trabalho dos madeireiros os carros baixos também diminuem a circulação e o meu movimento também cai", reclamou. Madeiras em Espigão Magda Oliveira/G1
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17/07 - Nova presidente da Comissão Europeia quer continente neutro em carbono até 2050
A ex-ministra da Defesa alemã, a conservadora Ursula von der Leyen, é a nova presidente da Comissão Europeia. Eleita nesta terça-feira (16) por uma margem bastante estreita pelo Parlamento Europeu, ela pretende fazer da Europa o primeiro continente neutro em carbono até 2050. Ursula von der Leyen discursa no Parlamento Europeu após ser aprovada como presidente da Comissão Europeia Vincent Kessler/Reuters Pela primeira vez o rosto do executivo europeu será de uma mulher. Este é, sem dúvida, o posto mais importante das instituições europeias. Ursula von der Leyen precisava da maioria absoluta no Parlamento Europeu para garantir sua nomeação. Ela obteve 383 votos a favor, 327 contra e 22 abstenções. Para uma candidatura que surgiu de um acordo de última hora entre os líderes europeus, a aprovação da política alemã foi uma vitória, porém parcial, por causa da baixa aprovação no legislativo europeu. Apesar do apoio do Partido Popular Europeu (PPE), que tem forte influência da chanceler alemã Angela Merkel, a indicação de Von der Leyen atropelou o processo de Spitzenkandidat – cabeça de lista - e desagradou muitos políticos. Mesmo assim, ela conseguiu assegurar votos dos liberais, socialistas e eurocéticos para ser eleita sem grande entusiasmo. A conservadora alemã ganhou por apenas nove votos, bem abaixo do limite considerado estável para as futuras aprovações de suas políticas no Parlamento Europeu. A candidata de Merkel e Macron O nome de Von der Leyen foi proposto pela chanceler alemã Angela Merkel e pelo presidente francês, Emmanuel Macron, depois de 50 horas de exaustivas negociações, há duas semanas. É um grande trunfo para Merkel ter conseguido emplacar sua aliada no cargo mais poderoso de Bruxelas. Após o anúncio de vitória, a futura presidente do executivo europeu afirmou não saber quem votou a favor ou contra. “O que importa é minha convicção: é preciso encontrar soluções às nossas divisões”, ressaltou. Ursula von der Leyen será a segunda alemã a liderar a Comissão Europeia, quase seis décadas depois de seu compatriota Walter Hallstein, de quem seu pai foi chefe de gabinete. Nesta quarta-feira (17) ela renuncia ao cargo de ministra de Defesa da Alemanha para assumir a partir do dia 1º de novembro um mandato de cinco anos frente ao executivo do bloco. Igualdade de gênero e Pacto Verde Às vésperas da votação, durante pouco mais de meia hora, Ursula von der Leyen fez um discurso considerado inspirador. Enfatizou a intenção de assegurar a igualdade de gênero na próxima Comissão Europeia e prometeu estabelecer metas climáticas ousadas e lançar um “Green Deal” (Pacto Verde) para frear o aquecimento global. Revezando entre o francês, inglês e alemão, a futura presidente do executivo de Bruxelas afirmou que o respeito ao Estado de Direito não é negociável. Meio às propostas ambiciosas, está a modernização do sistema de asilo da União Europeia, com a criação de um novo Pacto de Migração e Asilo. Diante do plenário lotado do Parlamento Europeu em Estrasburgo, ela disse que está disposta a aceitar uma extensão do Brexit, se for necessário. Portanto, a ideia mais ambiciosa apresentada em seu discurso foi a criação de um novo subsídio de desemprego a nível europeu, que seria um reforço nos tempos de crise. Metas climáticas Uma das promessas iniciais de Ursula von der Leyen é lançar um “Green Deal” (Pacto Verde) para a União Europeia nos primeiros 100 dias de seu mandato. A ideia é fazer da Europa o primeiro continente neutro em carbono até 2050. Ou seja, as emissões de gás de efeito estufa deverão ser compensadas, nas mesmas proporções, por ações ambientais. Von der Leyen afirmou que o objetivo atual da União Europeia de diminuir as emissões em 40% até 2030 não é suficiente e defendeu o aumento da meta para 50% ou 55%. Os Verdes, que exigem um corte ainda mais radical, dizem que o percentual defendido pela conservadora alemã já foi aprovado pelo Parlamento Europeu no ano passado. Von der Leyen promete ainda criar um Banco do Clima, com investimentos de 1 bilhão de euros. Acusações de plágio e de contratos lucrativos Ursula von der Leyen, 60 anos, nasceu em uma família aristocrata em Bruxelas, no bairro de Ixelles, e se mudou para a Alemanha na adolescência. Formada em medicina e mãe de sete filhos, ela entrou para a política em 2005, quando se filiou à União Democrata Cristã (CDU) e foi nomeada ministra da Família no primeiro governo de Merkel. Durante este período conseguiu fazer aprovar subsídios financeiros para promover a licença parental e cuidados infantis gratuitos na Alemanha. Na segunda gestão de Merkel, ocupou a pasta do Trabalho e Assuntos Sociais. Em 2014, assumiu o ministério da Defesa alemão, que pela primeira vez passou a ser comandado por uma mulher. Nos últimos anos, Von der Leyen tem sido alvo de críticas e sua reputação arranhada por escândalos após suspeita de favorecimento em contratos extremamente lucrativos, além da acusação de plágio de parte de sua tese de doutorado, um assunto bastante sensível que já provocou renúncias de outros políticos na Alemanha.
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17/07 - Inverno no Brasil: veja os recordes de temperaturas mínimas já registradas no país e o frio das cidades turísticas
Quem gosta do clima de inverno pode aproveitar para viajar atrás de destinos que, historicamente, já bateram recordes negativos nos termômetros. Amanhecer gelado na Serra catarinense Mycchel Legnaghi/Divulgação A frente fria avançou e derrubou de novo as temperaturas no Sul e no Sudeste. Na quarta-feira (17), Campos do Jordão (SP) chegou a 1,6°C e São Joaquim (SC) teve mínima de -1,4°C. E nesta sexta (19), o Rio de Janeiro bateu novo recorde de frio: 10,4ºC. Quem gosta deste clima de inverno pode aproveitar para viajar atrás de destinos que, historicamente, já bateram recordes negativos nos termômetros. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a menor temperatura já registrada no Brasil foi de -11,6°C, em Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, a 500 km da capital. O termômetro chegou a este número por lá há 74 anos, em 1945. Neste ano, os recordes mais recentes foram registrados no dia 7 de julho. Em General Carneiro, no Paraná, os termômetros marcaram -7,1°C. Em Itatiaia, no Rio de Janeiro, foi ainda mais frio: -8,1°C. Geada foi registrada em São Joaquim em 7 de julho deste ano Mycchel Legnaghi/São Joaquim Online A capital mais fria do Brasil é Curitiba, com mínima média de 13,4°C nos últimos 30 anos. O recorde de frio já registrado na cidade foi de -5°C em 1955. Já nos principais destinos turísticos do país, as mínimas recordes são um pouco menos "frias". Em Bento Gonçalves, na região do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, a mínima recorde foi de -4,5°C, registrada em julho de 2000. Em Teresópolis, no Rio de Janeiro, a menor temperatura mínima registrada foi de -1,4°C em junho de 1933. Em Minas Gerais, Poços de Caldas já chegou a -3,2°C em 1942. Monte Verde, também em Minas, registrou -3,6°C em 2011. Geada no Parque Barigui, em Curitiba. Capital é a mais fria do país, com média de 13,4°C nos últimos 30 anos, segundo o Inmet. Lud Rogério de Araújo Neto/Você na RPC Confira abaixo as cidades indicadas pelo Ministério do Turismo como os melhores destinos do inverno no Brasil e as mínimas registradas nestes locais, de acordo com o Inmet: Bento Gonçalves (RS): mínima de -4,5°C em 14 de julho de 2000 Gramado (RS): o Inmet não tem estação Canela (RS): mínima de -3,9°C em 14/07/1972 São Joaquim (SC): o Inmet não tem estação Petrópolis (RJ): mínima de 0,4ºC no Pico do Couto em 30 de julho de 2007 Teresópolis (RJ): mínima de -1,4ºC em 10 de junho 1933 Nova Friburgo (RJ): mínima de -1,1ºC, em 10 de junho 2011 Penedo (RJ): o Inmet não tem estação Visconde de Mauá (RJ): o Inmet não tem estação Campos do Jordão (SP): o Inmet não tem estação Monte Verde (MG): mínima de -3,6ºC em 5 de agosto de 2011 Gravatá (PE): o Inmet não tem estação Garanhuns (PE): mínima de 10ºC em 3 setembro de 1933 Serra do Tepequém (RR): o Inmet não tem estação Temperaturas mínimas no Brasil Infográfico: Guilherme Pinheiro/G1 Canela (RS) decorada para a temporada de inverno de 2019. Rafael Cavalli/SerraPress/Divulgação/Secretaria de Turismo de Canela Monte Verde registrou -2,1º no dia 7 de julho, segundo o Inmet. Nélson Pacheco Geada em Maria da Fé, no Sul de Minas William Siqueira Monte Verde registrou temperaturas negativas em 9 de julho. Rebeca Wagner
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17/07 - Governo troca analista ambiental por comerciante na chefia do Parque Nacional do Caparaó
Cristhophe Balmant foi substituído por Dalmes Dutra Júnior. Associação de servidores critica troca; ministro diz que gestores devem nomear pessoas em quem confiam. Governo faz mais uma troca de chefia em unidade de conservação O governo federal trocou a chefia do Parque Nacional do Caparaó, na divisa entre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. O parque é famoso por abrigar o Pico da Bandeira, o terceiro ponto mais alto do país, muito procurado para a prática de escaladas. Conforme a portaria publicada nesta segunda-feira (15), o presidente do Instituto Chico Mendes (ICMBio), Homero Cerqueira, exonerou Cristhophe Balmant, analista ambiental, e nomeou o comerciante Dalmes Dutra Cardoso Júnior como novo chefe do parque. Dalmes é conhecido na região como "Juninho do Artesanato", é filiado ao DEM e foi candidato a vice-prefeito em 2016, mas não foi eleito. A associação dos servidores do ICMBio criticou a indicação política e sem critério técnico. "A pessoa escolhida é um político da região, um ex-candidato a [vice] prefeito. Então, a gente não sabe se essa pessoa vai lá para atender aos objetivos da unidade de conservação ou para representar um grupo político local, que deve ter interesse no território ou alguma ação que essa unidade de conservação está fazendo lá no território", afirmou Rogério Egewarth, diretor da Ascema. Na semana passada, o ICMBio já tinha nomeado para o cargo de chefe do Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS) uma produtora rural de 25 anos, Maira Souza, neta de um dos maiores fazendeiros da região e que nunca trabalhou na área ambiental. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendeu as substituições dos ambientalistas por alguém de confiança do gestor. "Todos os lugares onde houver necessidade de troca de gestor para que o superior imediato tenha alguém da sua confiança e, portanto, que execute a política pública que foi determinada, vai ser trocado", afirmou. O governo não quer só mexer na administração dos parques nacionais, também pretende rever os limites e as regras de proteção de dezenas de unidades de conservação em todo o país. Ambientalistas alertam para o risco disso enfraquecer o controle dessas áreas. A mando do ministro Ricardo Salles, um grupo de trabalho analisa mudanças em mais de 60 áreas protegidas. Os pedidos são, segundo o ministro, de produtores rurais, governos estaduais e municipais e de comunidades que vivem dentro ou perto dessas áreas. "Os produtores, os proprietários, que considere, portanto, aqueles que vivem dentro e no entorno das unidades de conservação, que respeite essas pessoas e que respeite a realidade territorial que muitas vezes é presente nessas unidades antes mesmo da criação das unidades [...] coadunando esse trabalho com sustentabilidade, com a defesa do meio ambiente", declarou. Para Raul Valle, diretor de políticas públicas do WWF, a mudança de rumo nas unidades de conservação pode levar a perdas irreparáveis. "Começar a utilizar cargos de chefias de unidades de conservação para o 'toma lá, dá cá' político é muito grave, sobretudo num governo que foi eleito alegando que ia governar com meritocracia e acabar com esse tipo de prática", afirmou. "Mudar limites ou mudar a gestão é algo que obviamente fragiliza unidades e sinaliza para aqueles que querem nesse momento trabalhar contra as unidades, que eles têm campo aberto para avançar", acrescentou.
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16/07 - Taxa de acesso ao Parque Nacional Marinho é 'necessária, mas precisa de ajustes', diz presidente do Conselho Distrital
Milton Luna afirma não achar certo o turista pagar o mesmo valor por um ou dez dias de permanência na ilha. Taxa foi criticada pelo presidente Jair Bolsonaro. Praia do Sancho faz parte do Parque Nacional Marinho, que cobra taxa de acesso Ana Clara Marinho/TV Globo A taxa de acesso ao Parque Nacional Marinho é necessária, mas precisa de ajustes, segundo o presidente do Conselho Distrital de Fernando de Noronha, Milton Luna. No fim de semana, a cobrança, que é realizada pelo governo federal desde 2012, foi criticada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. “Não é justo o turista estrangeiro pagar o dobro do visitante nacional. Também não acho certo o turista pagar o mesmo valor por um ou dez dias de permanência. A taxa é necessária, mas precisa de ajustes”, afirma Milton Luna. Segundo a presidente do Conselho de Turismo de Fernando de Noronha, Adriana Flor, a taxa tem uma importante função. “Noronha tem limite de visitação. É como água num copo: se colocar muito líquido, vai transbordar”, declara. Ela diz que a ilha necessita de melhorias na infraestrutura. “Precisamos de investimentos em infraestrutura básica. Com isso, é possível mostrar Fernando de Noronha ao mundo como exemplo de gestão de turismo no Brasil”, conta. Taxas de turismo Atualmente, o turista paga duas taxas para entrar na ilha. O governo de Pernambuco cobra R$ 73 por dia de permanência. Bolsonaro se referiu a outra taxa, cobrada pelo governo federal para entrar nas praias do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha. A taxa é de R$ 106 para brasileiros e de R$ 212 para estrangeiros. A cobrança é feita pela empresa Econoronha, que venceu uma licitação. A taxa é paga por pessoa e vale por dez dias. Após pagar esse valor, o turista tem acesso às principais praias e trilhas. De acordo com o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, que administra os parques nacionais, 70% do valor do ingresso é para melhorias no parque, como projetos de reforma e manutenção de trilhas. Visita do ministro Nesta terça (16), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, anunciou que visita Fernando de Noronha na quinta (18) para vistoriar os serviços prestados pela concessionária EcoNoronha, que administra os serviços turísticos do Parque Nacional Marinho. O presidente do ICMBio, Homero de Giorge Cerqueira, acompanha o ministro durante a visita à ilha.
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16/07 - SP tem a tarde mais fria do ano nesta terça-feira, diz Inmet
Às 15h, Mirante de Santana registrou 13°C. Recorde anterior foi no dia 5 de julho com 13,3°C. Pedestre se protege do frio no centro de São Paulo (SP), nesta terça-feira (16) WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO A cidade de São Paulo registrou, nesta terça-feira (16), a tarde mais fria do ano, com 13°C. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), às 15h o Mirante de Santana o recorde anterior foi de 13,3°C também às 15h, no dia 5 de julho. De acordo com o meteorologista do instituto, Franco Nadal Villela, as temperaturas devem continuar caindo nesta terça-feira e a madrugada pode ser a mais fria do ano. No dia 7 de julho, a capital paulista registrou o dia mais frio dos últimos três anos, com termômetros marcando 6,5ºC. Desde 13 de junho de 2016 não fazia tanto frio. Na ocasião, a temperatura chegou a 3,5ºC. Próximos dias De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), a quarta-feira (17) o sol aparece entre nuvens, mas a sensação de frio deve continuar. A temperatura mínima deve ser de 10°C e a máxima 18°C. Não há previsão de chuvas significativas. Na quinta-feira (18), os termômetros variam entre 9ºC e 20ºC, sem expectativa de chuva para a Grande São Paulo. SP tem tarde mais fria do inverno Reprodução/TV Globo
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16/07 - Pesquisadora é surpreendida por água-viva gigante durante mergulho no Reino Unido
Bióloga explicou que a espécie é conhecida como água-viva-barril e costuma ter 1,5 metro de comprimento e 25 kg. Pesquisadora é surpreendida por água viva gigante durante mergulho no Reino Unido Uma bióloga foi surpreendida por uma água-viva gigante durante um mergulho no Reino Unido. O animal apareceu de surpresa e acompanhou a pesquisadora na costa da Cornualha (sul). A inglesa Lizzie Daly explicou nesta terça-feira (16) ao Jornal Hoje que o animal era de uma espécie conhecida como água-viva-barril seus exemplares costumam ter um metro de comprimento e até vinte e cinco quilos. Entretanto, este animal deveria pesar pelo menos 35 kg. Apesar do susto, a bióloga descreveu o encontro como de tirar o fôlego. As imagens foram feitas pelo cinegrafista Dan Abbott, que mergulhava com Lizzie. Pesquisadora é surpreendida por água viva gigante durante mergulho no Reino Unido Reprodução/Jornal Hoje A bióloga disse que o veneno desta água-viva não é tão perigoso e ela não sentiria quase nada se fosse tocada. Mas é bom lembrar que existem vários tipos de água-viva e alguns causam queimaduras gravíssimas que podem levar à morte. A recomendação é que não se entre em contato com este animal. Queimadura por água-viva: o que fazer? Pesquisadora é surpreendida por água viva gigante durante mergulho no Reino Unido Reprodução/Jornal Hoje
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16/07 - Ministro diz que vai a Fernando de Noronha vistoriar serviços prestados por concessionária
Ricardo Salles (Meio Ambiente) anunciou visita dias após o presidente Jair Bolsonaro criticar taxa cobrada para acessar praias do local. Viagem será na quinta-feira (18). Ricardo Salles (Meio Ambiente) disse que fará uma vistoria em Fernanda de Noronha O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, informou nesta terça-feira (16) que vai a Fernando de Noronha na quinta-feira (18) vistoriar os serviços prestados pela concessionária EcoNoronha, que administra as visitas no parque marinho da ilha. O anúncio da visita ocorreu dias depois de o presidente Jair Bolsonaro criticar as taxas cobradas dos turistas para visitar Fernando de Noronha. De acordo com o ministro, o governo tem recebido reclamações sobre os serviços prestados na ilha. “A cobrança não é feita pelo governo federal. A cobrança é feita pela concessionária em razão de estabelecimento de parâmetros desde a época da concessão. É isso que nós vamos verificar lá”, afirmou Salles no Palácio do Planalto. O ministro fará a vistoria acompanhado do presidente do Instituto Chico Mendes, Homero de Giorge Cerqueira, e representantes da EcoNoronha. Salles disse ainda que convidará o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB). A cobrança da taxa federal é feita pela EcoNoronha desde 2012. Depois de ganhar a licitação, a empresa investiu R$ 15 milhões no Parque Marinho. Construiu, por exemplo, rampas de acesso às praias, além de três pontos de formação e controle, e passou a cobrar a entrada. Em 2018, a EcoNoronha arrecadou R$ 9,6 milhões. O Instituto Chico Mendes, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, que administra os parques nacionais, diz que 70% do valor do ingresso vão para melhorias no parque, como projetos de reforma e manutenção de trilhas. Atualmente, o turista paga duas taxas para entrar na ilha. O governo de Pernambuco cobra R$ 73 por dia de permanência. Já o governo federal cobra, por meio de uma concessionária, desde 2012, para entrar nas praias do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha – a taxa é de R$ 106 para brasileiros e de R$ 212 para estrangeiros. Questionado sobre a possibilidade de reduzir o preço da taxa, o ministro disse: “Vamos ver”. Bolsonaro quer acabar com a taxa federal cobrada de turistas em Fernando de Noronha
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16/07 - Por que o futuro do agronegócio depende da preservação do meio ambiente no Brasil
Agrônomos e biólogos e diversas pesquisas científicas alertam: questões ambientes como desmatamento, mudanças climáticas e o uso excessivo de agrotóxicos vão causar prejuízos à produção rural em menos tempo do que se imagina – alguns dos efeitos já podem ser sentidos. Desmatamento afeta o regime de chuvas e o clima local e no continente como um todo Paulo Whitaker/Reuters Se hoje a bancada ruralista é a principal força pressionando o Congresso para flexibilizar a proteção ambiental, é consenso entre agrônomos e pesquisadores que o futuro do agronegócio depende da preservação ambiental. Agrônomos, biólogos e entidades como a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) alertam que a destruição da vegetação nativa e as mudanças climáticas tem grande potencial para prejudicar diretamente o agronegócio no Brasil, porque afetam diversos fatores ambientais de grande influência sobre a atividade agrícola. Bolsonaro diz que discute revisão de áreas de proteção ambiental O principal deles é o regime de distribuição das chuvas, essenciais para nossa produção – apenas 10% das lavouras brasileiras são irrigadas. Com o desmatamento e o aumento das temperaturas, serão afetados umidade, qualidade do solo, polinizadores, pragas. A BBC News Brasil ouviu pesquisadores do agronegócio e nomes ligados ao setor para entender como esses riscos gerados pela destruição do ambiente devem afetar a produtividade das plantações brasileiras e mesmo se safras se tornarão inviáveis. Eles dizem que as notícias sobre o setor ambiental no Brasil não são animadoras: se o ritmo de desmatamento na Amazônia continuar como está, atingiremos em pouco tempo um nível de devastação sem volta. Junho foi o mês com mais desmatamento na Amazônia, 920,4 km², desde o início do monitoramento com sistema de alerta pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em 2015. Foi um aumento de 88% em relação ao mesmo mês no ano passado. Ao mesmo tempo, as pressões e cobranças internacionais chamam atenção para a agenda ambiental do governo Bolsonaro, que tem flexibilizado a legislação ambiental e diminuído a fiscalização. A Floresta Amazônica é questão central no debate ecológico internacional Getty Images Crise iminente Atualmente, o agronegócio é responsável por 21,6% do PIB brasileiro, segundo o Ministério da Agricultura. Preocupados com questões como logística, estrutura e desafios comerciais como o vaivém das commodities no mercado internacional, a questão da sustentabilidade acaba não sendo prioridade para o setor como um todo. "A questão da sustentabilidade, no sentido amplo, é uma preocupação. Mas em primeiro lugar vem a estrutura e a logística e as questões comerciais", afirma o agrônomo Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura (2003-2006) e coordenador da área de agro da Fundação Getúlio Vargas. No entanto, os riscos gerados pela devastação ambiental na agricultura são uma ameaça muito mais iminente do que se imagina, segundo o pesquisador Eduardo Assad, da Embrapa. Alguns estudos, como um feito por pesquisadores das Universidades Federais de Minas Gerais e Viçosa, projetam perdas de produtividade causadas por desmatamento e mudanças climáticas para os próximos 30 anos. Outros não trabalham com tempo, mas com nível de devastação, como o estudo Efeitos do Desmatamento Tropical no Clima e na Agricultura, das cientistas americanas Deborah Lawrence e Karen Vandecar, que afirma que quando o desmatamento na Amazônia atingir 40% do território (atualmente ele está em 20%), a redução das chuvas será sentida a mais de 3,2 mil km de distância, na bacia do Rio da Prata. O agronegócio corresponde a mais de 20% do PIB brasileiro Getty Images Para Assad, que também é professor da FGV Agro e membro do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, os efeitos da destruição do ambiente e das mudanças climáticas já começam a ser sentidos. Ele cita, por exemplo, o relatório da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) que mostra a perda de mais de 16 milhões de toneladas na safra de soja deste ano devido a seca que atingiu as principais regiões produtoras desde dezembro. "Já há evidências de que as mudanças climáticas aumentaram o número de eventos extremos, como secas e ondas e calor", afirma Assad. Há duas ameaças principais, segundo Lawrence e Vandecar. A primeira é o aquecimento global, que acontece em escala global e que é intensificado pelo desmatamento. A outra são os riscos adicionais criados pela devastação das florestas, que geram impactos imediatos na quantidade de chuva e temperatura, tanto em nível local quanto continental. Deficiência hídrica e temperatura A maior parte da produção agrícola brasileira depende das chuvas – só 5% da produção total e 10% da produção de grãos são irrigados. Isso significa que mudanças na precipitação afetam diretamente nossa produção. O regime de chuvas é afetado por uma série de fatores – desde a topografia até as correntes marítimas. Um fator importante é a dinâmica de evaporação e transpiração terrestres, ou seja, a umidade produzida pela respiração das árvores e plantas, explica o agrônomo da USP Gerd Sparovek, professor da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) e presidente da Fundação Florestal do Estado de São Paulo. Esse fenômeno, chamado de evapotranspiração, é especialmente alto em florestas tropicais como a amazônica – elas são o ecossistema terrestre que mais movimenta água, transformando a água do solo em umidade no ar e diminuindo a temperatura da atmosfera sobre elas. "Ao cortar a vegetação natural que, durante o ano inteiro joga água na atmosfera, umas das principais consequências é a formação de menos nuvens no período seco", explica Assad, da Embrapa. "Um estudo que acabamos de finalizar mostra um aumento significativo de deficiência hídrica do Nordeste ao Centro-Oeste", diz. A destruição da vegetação nativa e as mudanças climáticas vão prejudicar diretamente o agronegócio no Brasil Getty Images Isso afeta as chuvas potencialmente até no Sudeste, já que há correntes de ar que normalmente empurram essas nuvens para sul. A destruição da vegetação nativa afeta até a duração das temporadas de chuvas e estiagem, segundo o estudo de Lawrence e Vandecar, que faz uma revisão da literatura científica e foi publicado em 2014 na revista Nature. O corte da vegetação nativa também altera a temperatura e clima local, e potencialmente também o de regiões mais distantes, explica Sparovek, da Esalq. "As alterações, nesse caso, são sempre desfavoráveis." E isso vale não só para a Amazônia: a remoção do Cerrado, onde hoje se encontra a principal expansão da fronteira produtiva, também eleva a temperatura local. Esse problema é reforçado pelo aquecimento global, que torna o clima mais instável e aumenta a frequência de extremos, como ondas de calor e estiagens e chuvas em excesso. E o desmatamento só intensifica esse processo. Risco para o agronegócio é maior quando altas temperaturas são concomitantes com períodos de diminuição das chuvas Getty Images O risco para o agronegócio é especialmente grande quando altas temperaturas são concomitantes com períodos de diminuição das chuvas – isso diminui a produtividade das lavouras e pode comprometer safras inteiras, diz o biólogo. Um efeito adicional do comprometimento da disponibilidade de água tem a ver com a produção de energia elétrica, que também é importante para o agronegócio, aponta Sparovek. Um clima mais seco ou maiores períodos de estiagem podem comprometer a vazão dos rios e dos reservatórios, afetando diretamente a produção de energia, já que nossa matriz energética é em sua maioria dependente de hidroelétricas. Perda de área produtiva A retirada total das florestas também gera outros problemas relativos aos recursos hídricos além da chuva, explica o biólogo Jean Paul Metzger, professor da USP e doutor em ecologia de paisagem. A retirada da vegetação nativa retira a proteção do solo, que não é reposta mesmo se a área virar uma plantação, já que as raízes das plantas cultivadas são muito superficiais. O solo cultivado também tem pouca permeabilidade. Isso dificulta a infiltração da água no solo, o que gera dois problemas. Um é a falta de reposição da água nos lençóis freáticos. A outra, é um processo de erosão e poluição dos rios. "A chuva vai escoando superficialmente e levando o solo junto, há uma perda da camada mais fértil, vai tudo para o rio" diz Metzger. "E a partir de um certo momento você não tem como reverter, há uma perda de área produtiva via erosão." Reserva Legal A melhor forma de evitar esse processo é manter a vegetação nativa – inclusive nas propriedades rurais, onde a cobertura florestal pode fazer uma filtragem das enxurradas antes de chegarem ao rio. Metzer aponta que as propriedades produtivas devem ter cerca de 30% de cobertura florestal, na média, para que o ciclo hidrólógico e os chamados serviços ambientais funcionem normalmente. Serviços ambientais são benefícios trazidos ao cultivo pelo ecossistema, como, por exemplo, a polinização e o controle natural de pragas. O processo de respiração e transpiração das árvores afeta diretamente o regime de chuvas Larissa Rodrigues "Paisagens onde há produção agrícola em desequilíbrio com o ambiente são poucos favoráveis à produção. Os inimigos naturais das pragas e doenças de plantas desaparecem, e a produção passa a depender cada vez mais de agrotóxicos", diz Sparovek, da Esalq. Daí, dizem os pesquisadores, vem a importância da manutenção das reservas legais – áreas de mata nativa dentro de propriedades rurais cujo desmatamento é proibido por lei. O índice de proteção exigido é de 80% na Amazônia, de 35% no Cerrado e de 20% nos outros biomas. O assunto esteve em pauta nos últimos meses, graças a um projeto do senador carioca Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, que quer acabar com as reservas legais, citando o "direito à propriedade". Pela Constituição, no entanto, nenhum direito à propriedade é absoluto no Brasil – a construção em propriedades urbanas, por exemplo, fica restrita às leis de zoneamento municipais. Agrotóxicos O uso indiscriminado de agrotóxicos também é um problema ambiental que acaba se voltando contra o próprio agronegócio. Ele afeta principalmente os cultivos que dependem da polinização, já que os animais polinizadores - abelhas, besouros, borboletas, vespas e até aves e morcegos – são fortemente afetados por alguns tipos de inseticidas e até por herbicidas usados contra pragas em lavouras, sofrendo desde morte por envenenamento a desorientação durante o voo. Ministério da Agricultura aprova registro de 211 agrotóxicos no ano Das 191 culturas agrícolas de produção de alimentos no país, 114 (60%) dependem de polinizadores, segundo o Relatório Temático sobre Polinização, Polinizadores e Produção de Alimentos no Brasil, da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Em resultado de safra, cerca de 25% da produção nacional é dependente de polinização, segundo Assad, da Embrapa. Desmatamento e agrotóxicos prejudicam culturas que dependem de polinização Getty Images Além disso, o uso excessivo de agrotóxicos em espécies resistentes se torna um problema para produtores vizinhos de cultivos que não tem a mesma resistência. Produtores de uva do Rio Grande do Sul têm registrado milhões de reais de prejuízo por causa do herbicida 2,4-D, usado em plantações de soja. Ao se espalhar para as propriedades produtoras de uva, ele chegou a reduzir a colheita de uva em até 70%, segundo produtores do estado. O Instituto Brasileiro do Vinho chegou a defender a proibição do uso do agrotóxico na região. O noroeste gaúcho é campeão nacional no uso de agrotóxicos, segundo um mapa do Laboratório de Geografia Agrária da USP com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Questão da Produtividade Até hoje, olhando a série histórica, a produtividade do agronegócio no Brasil só aumentou. A produção do milho, por exemplo, subiu de 3,6 ton/ha em 2009 para 5,6 ton/ha em 2019 (previsão), de acordo com dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). "O aumento da produção muitas vezes é usado como argumento pra dizer que não está acontecendo nada (em termos de efeitos da mudança climática). Mas a produtividade aumenta porque antes era muito baixa, porque estamos implementando as diversas tecnologias existentes", afirma Assad, que também é membro do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas. "O teto de produtividade do milho, por exemplo, é de 10 toneladas por hectare considerando a tecnologia existente." Isso não quer dizer, diz ele, que os efeitos da devastação não terão um impacto na produtividade. Segundo cálculos no modelo feito por cientistas das Universidade Federais de Minas Gerais e Viçosa, em 30 anos as perdas na produção de soja podem ir de 25% a 60%, dependendo da região, graças ao desmatamento da Amazônia. Até a pecuária pode ser afetada, com a produtividade do pasto caindo de 28% a 33% e alguns lugares deixando de ser viáveis para a atividade. Expansão? Mas por que ainda há resistência em aceitar a visão de que a devastação do meio ambiente prejudica o agronegócio? Segundo Sparovek, da Esalq, narrativas que defendem a necessidade de expandir a fronteira agrícola não têm embasamento científico. Ele afirma que "quando se analisa a necessidade de expansão do agronegócio brasileiro prevista pelo próprio setor até 2050, não se vê necessidade alguma de desmatar e expandir a fronteira agrícola." "Temos áreas abertas o suficiente para produzir a demanda projetada e ainda restaurar a vegetação em uma quantidade enorme de terras", diz o agrônomo. Agrotóxicos afetam polinizadores e podem prejudicar lavouras vizinhas que não são resistentes a eles Getty Images Só na Amazônia, há 17 milhões de hectares cortados, desmatados e abandonados, segundo Assad, da Embrapa. Além das terras abertas existentes, há uma enorme possibilidade de incremento da produtividade através de implementação tecnológica, afirma o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues. Assad, da Embrapa, afirma que soluções boas para a produção e para o ambiente – como técnicas de agricultura de baixa emissão de carbono e boas práticas de manejo de solo e água – têm se tornado cada vez mais acessíveis, e que uma maior organização de cooperativas agrícolas é necessária para aumentar o acesso dos pequenos produtores a tecnologias e avanços. Sparovek afirma que a expansão da fronteira, especialmente na Amazônia, não interessa diretamente, não ajuda a produzir – especialmente com o avanço tecnológico que exige um terreno mais plano pelo tamanho e velocidade das máquinas. "Isso é uma agenda muito mais ligada à valorização imobiliária das terras e à grilagem. Quem se beneficia disso é o especulador do mercado de terras, lícito ou criminoso." Segundo Rodrigues, o Brasil é um país gigantesco que não tem "uma agricultura ou um agricultor", mas diversos grupos com interesses diferentes. A existência de agricultores que não têm preocupação nenhuma com sustentabilidade ou com o longo prazo é "um pouco uma questão de educação, cultura e formação técnica adequada." "Temos 4,4 milhões de produtores que seguiram o Código Florestal e fizeram o Cadastro Ambiental Rural (mecanismos de regulação das práticas agrícolas)", diz Assad. "É 1 milhão de agricultores que fazem essa confusão toda. É só um povo que produz como na idade média (que tem interesse no desmatamento)."
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16/07 - Calor ajuda a espalhar focos de incêndio no Sul da Europa
Na Croácia, milhares de pessoas foram retiradas de um show por causa de um incêndio em uma floresta. Calor ajuda a espalhar incêndios no sul da Europa O calor do verão no Hemisfério Norte ajuda a espalhar focos de incêndio no Sul da Europa. Na Espanha, o fogo se concentra nas regiões de Valência e Catalunha. A vegetação seca dificulta o trabalho dos bombeiros. O que causa o calor 'infernal' que atinge a Europa? Na Itália, aviões e helicópteros ajudam no combate às chamas. Na Croácia, milhares de pessoas foram retiradas de um show por causa de um incêndio em uma floresta próxima. Incêndios florestais e cortes de energia assolam a Europa em mais um dia com calor recorde Incêndio florestal na Espanha causado pelo calor extremo na Europa Pierre-Philippe Marcou/AFP
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16/07 - Entenda como funciona e para que serve a cobrança de taxas turísticas em Noronha e outras áreas protegidas do Brasil
Presidente Jair Bolsonaro publicou um vídeo de Fernando de Noronha e disse que pagamento para estadia na ilha é 'roubo'. Casal faz foto durante passeio de barco no mar de Fernando de Noronha Fábio Tito/G1 Fernando de Noronha recebeu um número recorde de 100 mil turistas em 2018, e todos eles tiveram que pagar duas taxas diferentes para visitarem o arquipélago pernambucano – uma estadual e uma federal. Neste fim de semana, porém, o presidente Jair Bolsonaro anunciou, em um vídeo no Facebook, que revisará a cobrança, classificada por ele como um "roubo" praticado pelo governo federal. Os valores arrecadados, segundo o governo de Pernambuco, "são totalmente revertidos na preservação" do meio ambiente da região. No caso da taxa federal, à qual se referia o presidente, 85% do dinheiro é direcionado para a empresa vencedora da licitação (leia mais abaixo). Apenas moradores, parentes em primeiro grau de moradores e pessoas a serviço autorizadas podem acessar o parque sem pagar ingresso. Bolsonaro diz que taxa para visitar Fernando de Noronha 'é um roubo' Cobrança existe em lei desde 2000 A cobrança para entrada turística em Unidades de Conservação – geridas pelo governo federal – é permitida pela lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000. O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha faz parte do grupo de unidades de proteção integral. Por isso, o dinheiro arrecadado pelo governo deve ser aplicado de acordo com os seguintes critérios: Entre 25% e 50% do valor deve ser usado na implementação, manutenção e gestão da própria unidade; De 25% a 50% do valor deve ser destinado à regularização fundiária das unidades; De 15% a 50% das taxas precisam ser aplicadas na implementação, manutenção e gestão de outras unidades de proteção integral. Presidente Bolsonaro quer acabar com taxa de visitação de praias em Fernando de Noronha Taxas para visitar Noronha No caso de Fernando de Noronha, as taxas de visitação variam de acordo com a duração da estadia e a nacionalidade do visitante. Brasileiros pagam R$ 106 em uma taxa federal para entrar no Parque Nacional Marinho, onde ficam as principais praias, e R$ 73,52 de taxa estadual por dia de estadia na ilha – a cobrança do governo federal permite que cada um fique até 10 dias no arquipélago. Já o visitante estrangeiro paga uma taxa federal mais cara: R$ 212, além da cobrança diária do governo pernambucano. Para onde vai o dinheiro da taxa federal? No caso da taxa federal, quem faz a cobrança é a empresa EcoNoronha, do Grupo Cataratas, que em 2012 venceu a licitação para gerenciar a unidade e investiu R$ 15 milhões no Parque Nacional Marinho. A empresa fica com 85,3% da arrecadação – em 2018, a EcoNoronha recebeu R$ 9,6 milhões em taxas. Já os demais 14,7% pagos pelos visitantes é repassado para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que segue as regras de aplicação dos recursos determinadas pela lei nº 9.985. Para onde vai o dinheiro da taxa estadual? Já o pagamento ao governo estadual, chamado de Taxa de Preservação Ambiental (TPA), varia conforme o número de dias em que cada visitante fica em Noronha. Esse valor é usado para a manutenção e infraestrutura da região, como o recolhimento do lixo. Segundo a adminsitração, todo o valor é revertido para a preservação da ilha. Golfinhos são vistos nadando em grupo durante passeio de barco em Fernando de Noronha Fábio Tito/G1 Preservação O G1 visitou Fernando de Noronha para a estreia da série "Desafio Natureza" em janeiro deste ano. O objetivo de cobrar as taxas e da implementação de regras aos visitantes, segundo os administradores, é preservar a fauna e a flora do lugar. "O que podemos dizer para o turista que chega na ilha é que ele tem que esperar algumas situações em que ele precisa se adequar a algumas normas necessárias de cuidado ambiental, pois o nosso principal foco, no momento, é a sua preservação", diz Guilherme Rocha, administrador da ilha. Além das taxas, as praias do parque nacional têm acesso controlado também pelo ICMBio e pela EcoNoronha. Uma vez que os valores estão pagos, o visitante recebe um cartão para usar durante a estadia. Alguns passeios têm horário para começar e acabar: a praia do Leão, por exemplo, fecha às 18h30. Durante o dia, os turistas podem visitar o local, mas não podem subir até os ninhos das tartarugas. A maior parte das regras serve de proteção para os animais marinhos. Veja como os turistas de Noronha podem ajudar a preservar espécies ameaçadas As taxas arrecadadas também ajudam na coleta de lixo da região, problema constatado pela reportagem do G1. A ilha não tinha coleta seletiva até março deste ano, quando foram instaladas 80 lixeiras para resíduos orgânicos e materiais recicláveis compradas com o dinheiro arrecadado pela administração e por meio de uma parceria privada. Mapa mostra Fernando de Noronha Roberta Jaworski/G1 Turistas no arquipélago Noronha recebeu mais de 100 mil turistas em 2018, número recorde. Mas o plano de manejo prevê apenas 89 mil visitantes por ano. Por isso, biólogos já se preocupam com os impactos desse crescimento no meio-ambiente. "Se continuar no ritmo de crescimento que está, a gente vai transformar isso aqui em qualquer outra praia, em qualquer lugar", disse Silmara Erthal, do ICMBio, em entrevista ao G1 em janeiro. Apenas 50% das casas de Noronha têm coleta de esgoto. A água disponibilizada é do dessalinizador local ou da chuva – e com frequência é necessário fazer racionamento. Por isso, não é possível abrigar um número inesgotável de visitantes. Expectativa x realidade do turista em Fernando de Noronha Cobranças em outros parques nacionais Noronha não é o único parque nacional a arrecadar dinheiro dos turistas. Em 2017, o Brasil arrecadou R$ 55 milhões com a cobrança de ingressos em Unidades de Conservação (UC), segundo um relatório publicado em 2018. Pelo menos 16 parques têm sistema de pagamento de taxas. Assim como em Noronha, nesses parques os cidadãos brasileiros recebem um desconto de 50% no valor do ingresso – há também casos em que moradores do entorno pagam um valor simbólico de cerca de R$ 5, cidadãos do Mercosul ganham desconto de 25%, e todos os visitantes pagam meia entrada durante a baixa temporada. O arquipélago de Pernambuco, porém, é o único que cobra mais do que R$ 90 por visitante. O último reajuste do governo federal aconteceu em outubro de 2018 e, em 13 dos 16 parques, o valor máximo não passou de R$ 40. Veja abaixo a lista de parques nacionais que cobram entrada dos visitantes, além do valor mínimo e máximo cobrado em cada um: Parque Nacional do Iguaçu (de R$ 6 a R$ 57) Parque Nacional da Tijuca (de R$ 14 a R$ 28) Parque Nacional de Brasília (de R$ 14 a R$ 28) Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (R$ 106 a R$ 212) Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (de R$ 9 a R$ 89) Parque Nacional do Caparaó (de R$ 3 a R$ 34) Parque Nacional da Serra da Capivara (de R$ 3 a R$ 34) Parque Nacional de Itatiaia (de R$ 3 a R$ 34) Parque Nacional do Pau Brasil (de R$ 3 a R$ 34) Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (de R$ 3 a R$ 34) Parque Nacional Serra dos Órgãos (de R$ 4 a R$ 35) Parque Nacional de Sete Cidades (de R$ 2 a R$ 21) Parque Nacional da Serra da Canastra (de R$ 2 a R$ 21) Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (de R$ 10 a R$ 40) Parque Nacional da Serra da Bodoquena (de R$ 6 a R$ 60) Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (de R$ 4 a R$ 30) Outras unidades com sistema de cobrança (de R$ 9 a R$ 18) Fora do Brasil Também não é exclusividade do Brasil implementar taxas para o acesso a turistas. 5 lugares do mundo que sofrem com o excesso de turistas Desde fevereiro de 2015, a câmara municipal de Veneza, na Itália, aprovou um novo imposto a ser pago por quem visita o centro histórico – o valor pode chegar a 10 euros. Isso já acontece em outras cidades do país. Em maio de 2018, devido ao excesso de turistas, autoridades da Tailândia e Filipinas chegaram a fechar alguns de seus principais destinos. Outro caso é o de Ruanda, que precisou aumentar a cobrança de visitação a algumas regiões para US$ 1,5 mil e proteger seus gorilas. Já em Palau – um arquipélago de mais de 500 ilhas no Pacífico que recebe em média 12,5 mil visitantes por mês –, o plástico representa 32% do lixo. Para combater esse aumento, o governo aprovou uma legislação sobre o descarte de garrafas de plástico, vidro ou metal contendo 940mL ou menos. Quem compra esses produtos precisa pagar uma taxa de 10 centavos de dólar (cerca de R$ 0,37). Quando a pessoa devolve o recipiente a um coletor, ela recebe metade desse valor de volta. Do que é retido, metade vai para o governo da capital, Koror, e o resto vai para o governo federal, para cobrir os custos administrativos. Já existem iniciativas semelhantes em vários países da Europa, como a Noruega – onde é possível devolver recipientes plásticos, por exemplo, e receber vouchers ou moedas em troca.
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15/07 - Bolsonaro quer extinguir taxa cobrada pelo governo federal para acesso a Fernando de Noronha
Taxa é de R$ 106 para brasileiros e de R$ 212 para estrangeiros. Depois de pagar esse valor, o turista tem acesso às principais praias e trilhas. Presidente Bolsonaro quer acabar com taxa de visitação de praias em Fernando de Noronha O presidente Jair Bolsonaro quer acabar com a taxa de visitação de praias na ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco. Ele classificou a taxa como um "roubo" praticado pelo governo federal. Nesta segunda-feira, Bolsonaro saiu do Palácio do Planalto e foi a pé ao Congresso para participar de uma cerimônia no plenário da Câmara. No fim de semana, em uma rede social, Bolsonaro criticou a taxa cobrada para visitar as praias na ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco. Disse que o valor explica porque, segundo ele, quase inexiste turismo no Brasil. Ele afirmou ainda a taxa é "um roubo" praticado pelo governo federal e que vai rever. Atualmente, o turista paga duas taxas para entrar na ilha. O governo de Pernambuco cobra R$ 73 por dia de permanência. Bolsonaro se referiu a outra taxa, cobrada pelo governo federal para entrar nas praias do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, que começou a ser exigida em 2012. A taxa é de R$ 106 para brasileiros e de R$ 212 para estrangeiros. A cobrança é feita pela empresa Econoronha, que venceu uma licitação. A taxa é paga por pessoa e vale por dez dias. Depois que paga esse valor, o turista tem acesso às principais praias e trilhas. O Instituto Chico Mendes (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, que administra os parques nacionais, diz que 70% do valor do ingresso é para melhorias no parque, como projetos de reforma e manutenção de trilhas. Nesta segunda-feira, numa entrevista coletiva no Recife, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) falou sobre a declaração do presidente Jair Bolsonaro. "Ele fez um comentário em cima de uma taxa federal. Ele administra isso aí. Se ele acha que está inadequada, cabe ao presidente da República tomar as providências", afirmou o governador. A Econoronha, a empresa que ganhou a licitação para administrar a cobrança, faz parte do grupo Cataratas. É a mesma concessionária que faz a gestão da visitação turística em outros parques, como o das cataratas em Foz do Iguaçu. A entrada no parque – para um dia – custa R$ 41 para brasileiros, R$ 55 para turistas do Mercosul e R$ 60 para turistas de outros países.
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15/07 - A nova tecnologia que prevê deslizamentos em aterros sanitários
Pesquisadores australianos estão desenvolvendo software capaz de antecipar desmoronamentos em lixões, que já custaram a vida de muita gente ao redor do mundo. Pesquisadores australianos estão desenvolvendo software capaz de antecipar desmoronamentos em lixões, que já custaram a vida de muita gente ao redor do mundo Reprodução/TV Globo Aproximadamente 15 milhões de pessoas vivem e trabalham em vastos aterros sanitários municipais ao redor do mundo, revirando o lixo diariamente em busca de sucata que podem vender. Essas verdadeiras "cidades de lixo" são formadas por barracos feitos de madeira, chapas metálicas e plástico. As famílias vivem entre pilhas de lixo hospitalar e eletrônico, resíduos domésticos e vidro quebrado, até mesmo produtos tóxicos. Essas pilhas de lixo são naturalmente mais propensas a deslizamentos - uma vez que essas montanhas instáveis de resíduos podem desmoronar de repente sem aviso prévio. O lixão de Payatas, na periferia de Manila, uma das maiores "cidades de lixo" das Filipinas e lar de quase 10 mil pessoas, desabou em 2000, provocando um deslizamento de terra de 30 metros de altura e 100 metros de largura que deixou mais de 200 mortos. Em 2015, um desmoronamento de terra varreu um enorme depósito de lixo nos arredores de Adis Abeba, capital da Etiópia, matando mais de 100 pessoas e destruindo casas improvisadas. E no Brasil, o caso mais famoso foi o deslizamento no Morro do Bumba, em Niterói, em 2010, causado por um temporal, e que destruiu uma favela erguida sobre um antigo lixão, deixando pelo menos 48 mortos e centenas de desabrigados. A taxa de sobrevivência das vítimas deste tipo de desastre é baixa, dada a natureza do material e o potencial de o gás metano se acumular dentro de bolsões de ar - envenenando quem estiver preso dentro deles. E o futuro nos reserva muito mais lixo: de acordo com o relatório "What a Waste" do Banco Mundial, a população global deve gerar 3,4 bilhões de toneladas de lixo anualmente até 2050 - um aumento significativo em relação aos 2,01 bilhões de toneladas atuais. Um grupo de pesquisadores australianos desenvolveu recentemente um software capaz de detectar deslizamentos com duas semanas de antecedência, dando aos moradores tempo de deixar os aterros sanitários e aos engenheiros a oportunidade de reforçar o terreno. O sistema de inteligência artificial usa matemática aplicada para ajudar a identificar sinais de um desabamento iminente - como rachaduras minúsculas e movimentos sutis que prenunciam um desmoronamento violento. A expectativa é que sistemas de inteligência artificial como este possam um dia ajudar a monitorar as encostas destas "cidades de lixo" e evitar que desastres se repitam. "Temos analisado dados sobre movimentos em materiais granulares para entender seu 'ritmo de colapso'", explica Antoinette Tordesillas, professora da faculdade de ciências da Universidade de Melbourne, na Austrália, e uma das principais autoras do estudo. Os experimentos que ela realizou em laboratório envolveram vários tipos de material granular (como areia, concreto, cerâmica, pedras) que foram amontoados até ruir - isto é, até a solidez se desintegrar em pedaços e colapsar. "O que descobrimos é um ritmo distinto nas etapas anteriores ao colapso", diz Tordesillas. Sua tecnologia utiliza as leis da física para "orientar a inteligência artificial a identificar o padrão correto de maneira eficiente". Ou seja, os algoritmos levam em consideração o movimento do solo, a dinâmica do colapso e os desencadeadores conhecidos de deslizamentos de terra, como a chuva (que enfraquece a aderência dos resíduos) para produzir dados confiáveis. Por fim, esses dados poderão ser usados para prever de forma antecipada e em tempo real deslizamentos em locais como aterros sanitários, minas subterrâneas e encostas íngremes de montanhas. Um declive natural é composto de partículas de terra, como rochas ou argila, que foram unidas ao longo de milhares de anos. Um depósito de lixo, por outro lado, é composto por partículas de resíduos sólidos – como plástico, vidro, metais, matéria orgânica, papel –, que mantêm sua forma de maneira frágil até que algum distúrbio os abale. A instabilidade nos lixões pode acontecer por vários motivos: compactação imprópria de resíduos, fornecimento inadequado de sistemas de drenagem, decomposição de resíduos orgânicos e de pilhas de lixo com potencial de deslizamento, umidade, explosões de gás metano e despejo de resíduos além da capacidade prevista. "Alguns desses fatores tornam a previsão antecipada de desmoronamentos (nos lixões) mais difícil do que nos desmoronamentos de terra", diz Isaac Akinwumi, professor de engenharia geotécnica da Universidade Covenant, na Nigéria. A necessidade de tecnologia preditiva robusta é, portanto, essencial, particularmente no que diz respeito aos países em desenvolvimento. As montanhas de lixo lá são muitas vezes mais íngremes do que as regulamentações dos EUA ou do Reino Unido permitem, o material não é compactado da mesma forma e as empresas de gerenciamento de resíduos não veem a estabilidade do terreno como uma prioridade. Tudo isso pode contribuir para a propensão a deslizamentos. "Se a ferramenta da professora Tordesillas puder fornecer um alerta antecipado antes que ocorram os deslizamentos de resíduos, será uma ferramenta vital para evitar desastres", diz Akinwumi. De fato, essa tecnologia pode ser capaz de transformar dados em informações úteis - como apresentar as coordenadas de um deslizamento iminente ou referências que ajudem os funcionários a decidir entre pedir reforço ou evacuar a área. Para que o sistema de inteligência artificial proposto funcione, no entanto, os pesquisadores e as organizações de gerenciamento de resíduos, com quem atuam em parceria, vão ter de superar obstáculos financeiros, políticos e regulatórios. Por exemplo, especialistas do setor vão precisar de provas de que a tecnologia funciona. Vai custar dinheiro para avaliar os riscos e instalar a tecnologia - gastos que os operadores locais podem não estar dispostos a assumir. Além disso, deslocar os moradores durante as fases de fortalecimento do terreno ou de evacuação seria logisticamente difícil. Por fim, a tecnologia não vai erradicar os problemas ambientais de longo prazo inerentes ao próprio aterro sanitário, como as emissões de gases, o surto de doenças e o escoamento de chorume, que contamina o lençol freático, poluindo córregos e rios. Os riscos associados aos deslizamentos de lixo são uma das razões pelas quais as principais organizações de gerenciamento de resíduos estão insistindo agora para que essas "cidades de lixo" sejam fechadas e substituídas por instalações mais modernas ou aterros controlados. "Testar essa tecnologia para ver se ela oferece uma solução para o problema crescente dos desmoronamentos de lixo certamente vale a pena", diz David Biderman, CEO da Associação de Resíduos Sólidos da América do Norte (SWANA, na sigla em inglês). "Na verdade, pode ser um bom reforço provisório no caminho para fechar os lixões." Biderman está bem familiarizado com o crescente problema das "cidades de lixo" e tem trabalhado para tornar a atuação da SWANA mais internacional. Os resíduos sólidos são um problema cada vez maior que afeta não apenas quem vive diretamente sob a sombra das montanhas de lixo, mas também quem está a milhares de quilômetros de distância. À medida que os países e os municípios se tornam mais populosos e prósperos, oferecem mais produtos aos cidadãos e participam do comércio internacional, se veem diante de quantidades correspondentes de resíduos para gerenciar por meio de tratamento e descarte. Embora não seja uma solução milagrosa e ainda esteja em fase inicial de desenvolvimento, essa tecnologia tem o potencial de transformar as respostas emergenciais a desastres em lixões, permitindo a adoção de uma abordagem segmentada geograficamente no que se refere à previsão de deslizamentos, ajuda humanitária internacional e prevenção.
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