Madeiras | Madeiramento | Telhas | Madeireira



Madeiras | Madeiramento | Telhas | Madeireira



Madeiras | Madeiramento | Telhas | Madeireira



Madeiras | Madeiramento | Telhas | Madeireira



Telefone: (11) 4712-5154
Facebook
Madeira São Roque - SR Madeiras - Notícias

RSS Feed - Mantenha-se Informado


27/05 - O vírus que o governo australiano importou da América do Sul para matar uma praga de coelhos
Pequenos animais foram importados da Europa para a caça esportiva, mas se proliferaram sem controle; destruição agropecuária levou governo à apelar à guerra biológica. Coelhos na Austrália em 1938: animais foram 'importados' para a caça esportiva, mas se proliferaram descontroladamente Wikimedia Commons "Não exagero quando digo que o solo literalmente se movia. A quantidade de coelhos era tão grande que, se você caminhasse pelo campo, teria a sensação de que o pasto caminhava junto." É assim que o criador de animais Bill McDonald recorda a invasão de coelhos que devastou zonas rurais da Austrália por volta dos anos 1950. O número de coelhos chegou aos bilhões, que destruíram pastos, raízes de plantas e colheitas e impactaram duramente a criação de gado e a agricultura – além de evidenciarem os perigosos efeitos da descontrolada ação humana sobre a natureza. As autoridades australianas só conseguiram conter a crise com a ajuda de um vírus identificado no Uruguai e que acabou sendo empregado em uma guerra biológica contra os pequenos mamíferos. Efeito catastrófico inesperado Como se chegou a tal ponto? Foi por acaso. Os coelhos haviam sido introduzidos na Austrália vindos da Europa, em meados do século 19. Foram transportados para ali para serem usados na caça esportiva, mas em pouco tempo os animais passaram de vítimas a algozes. Com uma proliferação descontrolada, os coelhos da Austrália se converteram em um exemplo catastrófico de o que pode acontecer quando uma espécie estrangeira é introduzida em um novo ambiente. O programa de rádio BBC Witness entrevistou McDonald, hoje com 88 anos, para entender a dimensão da crise. MacDonald até hoje se dedica a sua granja de ovelhas na Austrália Getty Images Ele foi criado na granja de sua família, em Nova Gales do Sul, que havia sido fundada por seu bisavô escocês em 1863. Na década de 1930, a invasão de coelhos já havia se convertido em um problema sério em todas as zonas rurais australianas. A maioria dos agricultores os caçava. Também construíam cercas quilométricas, mas os animais sempre conseguiam escapar. A situação se agravou com a Segunda Guerra Mundial, que forçou a ida de muitos australianos à Europa para combater. McDonald lembra de quando, aos 10 anos de idade, ficou sozinho com a mãe em sua granja. "Durante a guerra, o controle de coelhos foi praticamente inexistente. Simplesmente não havia mão de obra suficiente (para contê-los), então os coelhos tiveram total liberdade." As terras foram devastadas. Os coelhos comeram toda a folhagem, as raízes e os tubérculos, deixando o solo arrasado e desprotegido contra a erosão. Os mamíferos foram considerados a maior ameaça da história da agricultura do país. O simpático animal acabou se tornando o inimigo número um da produção agropecuária australiana Istock Guerra aos coelhos McDonald lembra também o impacto que a praga teve sobre seu gado. "As ovelhas ficaram fracas, então você não conseguia obter a quantidade nem a qualidade desejadas de lã." Assim, as autoridades acabaram incentivando os fazendeiros a empreender verdadeiras batalhas contra os mamíferos. Uma tática comum era construir cercados para atrair coelhos, prendê-los e matá-los com veneno. Tocas e túneis também eram envenenados com gás e destruídos com tratores. McDonald conta que, diariamente, tinha de recolher "centenas e mais centenas" de animais mortos cruelmente pelos efeitos dos venenos. Mas nem isso foi capaz de conter o avanço dos mamíferos, a ponto de o governo partir para uma guerra biológica: encontrou uma doença proveniente da América do Sul que afetava apenas populações de coelhos. Foto de 1937 mostra coelho com mixomatose sendo liberado para infectar outros na Austrália; país teve de voltar a adotar a guerra biológica mais tarde Csiro/Wikimedia Commons Tratava-se da mixomatose, doença infecciosa causada por um vírus, o myxoma, que é transmitido por mosquitos. A mixomatose foi descoberta no Uruguai no fim do século 19 em coelhos também importados. A infecção causa tumores na pele e nas membranas mucosas dos coelhos. Era algo "muito duro" de ver, diz McDonald. "Os genitais dos coelhos ficavam deformados, e a maioria deles ficava cega antes de morrer. Eles também perdiam muito peso porque não conseguiam comer." No entanto, ele diz que não teve "nenhum escrúpulo" em lançar mão do vírus nas suas terras. "Era uma batalha que já havíamos perdido antes em termos de controle dos coelhos. E, se eu quisesse criar ovelhas e produzir lã, não podia me dar ao luxo de pensar se estava certo ou não. Eu simplesmente tinha de fazê-lo." Coelho com mixomatose: doença provoca efeitos cruéis nos animais Piet Spaans/Wikimedia Commons Dezenas de milhões de coelhos sucumbiram ao vírus e, em grande parte da Austrália, mais de 90% dos animais foram mortos, dando estímulo à produtividade rural. Com o tempo, porém, alguns coelhos desenvolveram imunidade à mixomatose, e suas populações voltaram a crescer. Por conta disso, nos anos 1990, o governo australiano adotou uma nova arma biológica, o calicivírus, que voltou a reduzir a quantidade de animais. De novo, muitos conseguiram se imunizar - portanto, a batalha continua. McDonald diz que continua preocupado com a situação. "As novas gerações não sabem o que aconteceu nos anos 1930, 40, 50, e acho que os coelhos podem voltar a ser um problema no futuro se não trabalharmos duro para freá-los", opina.
Veja Mais

26/05 - Tamanduá é encontrado escondido em cavalete de água em Marília
Animal foi levado para a Polícia Ambiental e depois será solto em seu habitat natural. Animal foi encontrado escondido em vão de um cavalete de água Corpo de Bombeiros O Corpo de Bombeiros de Marília (SP) capturou, na tarde de sábado (26), um tamanduá mirim no Jardim Planalto, na zona sul da cidade. De acordo com os bombeiros, o animal estava escondido no vão do cavalete de água, tentando se esconder no local. Ele foi levado para a Polícia Ambiental e depois será solto em seu habitat natural. Veja mais notícias da região no G1 Bauru e Marília
Veja Mais

26/05 - As teorias sobre a estranha criatura achada nos Estados Unidos que "parece um lobo", mas não é
Especialistas esperam o resultado de um teste de DNA para identificar a espécie, em meio a diversas teorias que circulam na internet apontando se tratar de um lobo gigante ou de um parente do pé-grande, por exemplo. Especialistas em vida selvagem nos Estados Unidos estão intrigados com um animal "parecido com um lobo", morto por um fazendeiro no estado de Montana. "Não temos idéia do que seja isso", disse em entrevista a um jornal local o porta-voz do Departamento de Pesca, Vida Silvestre e Parques de Montana (FWP, na sigla em inglês), Bruce Auchly. O órgão espera o resultado de um teste de DNA para desvendar o mistério. Em um comunicado à imprensa, o Departamento descreve a criatura como "fêmea, jovem, não lactante e membro da família dos canídeos, que inclui cachorros, raposas, coiotes e lobos". Depois de inspecionar a criatura, os especialistas disseram, entretanto, duvidar que fosse um lobo, pois seus dentes eram muito curtos, as patas dianteiras anormalmente pequenas e as garras muito grandes. O resultado do teste de DNA para identificar afinal que espécie seria essa deve demorar até uma semana. Enquanto não sai, teorias bizarras têm circulado na internet sugerindo que poderia se tratar, por exemplo, de um lobisomem, de um jovem urso pardo ou de um parente de Pé-grande. O fazendeiro atirou na criatura na semana passada, quando percebeu que se aproximava do seu rebanho "Várias coisas me chamaram a atenção quando vi as fotos", disse Ty Smucker, especialista em gerenciamento de lobos do FWP. "As orelhas são muito grandes. As pernas parecem um pouco curtas. As patas parecem um pouco pequenas, e a pelagem parece estranha. Tem realmente algo de estranho nisso." A agência registrou as teorias "míticas" que estão circulando on-line, incluindo a de que o animal poderia ser um lobo gigante. "Em primeiro lugar, lobo gigante era uma música da banda americana Grateful Dead, de 1971", brinca Auchly. "Eu conheço, já a ouvi muitas vezes", diz ele. "A questão número dois é: o lobo gigante é um animal pré-histórico, como os mastodontes e os tigres dentes de sabre; por isso, não existe." Entre as teorias que estão sendo divulgadas na internet, alguns dizem que a região está muito ao norte para o animal ser o lendário Chupa-cabra. Outros se perguntam se pode ser um Dogman, uma figura folclórica em Michigan, por exemplo. Outros acham que é um coilobo (uma mistura de lobo e coiote), ou talvez um cão-lobo criado em cativeiro e depois solto na natureza. A caça a lobos é permitida no estado de Montana e os moradores também têm permissão para matá-los se ameaçarem suas propriedades, informou o FWP em seu comunicado à imprensa. Na semana passada, especialistas que pesquisam esses animais estimaram a existência de aproximadamente 900 lobos em todo o estado.
Veja Mais

26/05 - Segundo panda nascido no zoo de Kuala Lumpur é apresentado ao público
Nascimento consecutivo é um sucesso incomum para um zoo, devido às dificuldades que os pandas gigantes têm para se reproduzir em cativeiro. Segundo filhote de panda gigante é apresentado no zoo de Kuala Lumpur REUTERS/Lai Seng Sin Uma panda fêmea de quatro meses foi apresentada ao público, neste sábado (26), no Zoológico Nacional de Kuala Lumpur, a segunda filhote nascida de um casal de pandas gigantes emprestado pela China à Malásia. Este segundo nascimento é um sucesso incomum para um zoo, devido às dificuldades que os pandas gigantes têm para se reproduzir em cativeiro. O êxito é atribuído ao fato de a mãe, Liang Liang, e o pai, Xing Xing, gozarem de boa saúde e serem "capazes de se aceitar mutuamente", explicou aos jornalistas o diretor do centro de conservação do panda gigante do zoo, Mat Naim Ramli. "O filhote pesa nove quilos", afirmou, acrescentando que "seu crescimento é bastante rápido e já é capaz de se mover lentamente". "Organizaremos um concurso na Internet para escolher um nome", declarou o embaixador chinês Bai Tian, que manifestou sua satisfação de ver o filhote "feliz". Sua irmã mais velha, Nuan Nuan, nascida no zoo em agosto de 2015, foi enviada para a China em 2017, no âmbito de um acordo com Pequim que prevê a entrega dos filhotes nascidos em cativeiro quando completam dois anos. Os pais chegaram à Malásia em 2014 em um empréstimo de dez anos. Funcionário do zoo de Kuala Lumpur apresenta filhote de panda gigante, de quatro meses REUTERS/Lai Seng Sin
Veja Mais

25/05 - Greve dos caminhoneiros expõe o desperdício de alimentos
Desperdício de alimentos no Ceasa Amelia Gonzalez/G1 O desperdício de alimentos se tornou pauta obrigatória durante esta greve (seria melhor dizer locaute?) dos caminhoneiros. Mesmo que tudo terminasse agora, mesmo que os caminhões passassem a circular livremente a partir do minuto seguinte a um acordo efetivo que deixasse as partes satisfeitas, assim mesmo haveria um grande, talvez incomensurável, montante de alimentos sendo jogados fora. Imaginem, por exemplo, um caminhão que está há quatro dias na estrada cheio de tomates. Ou de batatas, ou de chuchus, inhames... Esses ou quaisquer outros produtos que tenham sido retirados da terra e que estejam dentro de um compartimento fechado, mercê de temperaturas não naturais. É claro que não sairão do cativeiro direto para a gôndola dos supermercados ou feiras-livres. Estarão passados, talvez com fungos, amassados, ou seja, nada convidativos para consumo. Isso, para não falar do pior: cargas vivas. Animais que estão sendo transportados, segundo uma das muitas reportagens que tenho acompanhado sobre a greve, estão há dias sem alimentação adequada, o que é mais do que desperdício, um crime que só a humanidade tem coragem de cometer contra um ser vivo. Preciso acreditar que muitos dos transportadores já tomaram providências com relação a isso. Mas o gesto de caminhoneiros que ontem jogaram 500 mil litros de leite em parte da pista e acostamento da rodovia MG-050, em Passos, Minas Gerais, é emblemático. Será este o fim de outras toneladas de alimentos? Terão, ao menos, já aberto as caçambas e distribuído a quem precisa? Pode ser que não. O desperdício de alimentos é algo que nem sempre é considerado uma grave falha, como deveria. Tive um pai estrangeiro, que de vez em quando se irritava com isso e dizia: "Vocês, brasileiros, só vão aprender a cuidar do que têm em abundância quando passarem por uma guerra". Desperdício de alimentos no Ceasa Amelia Gonzalez/G1 Outro lugar que tem recebido, legitimamente, os holofotes da mídia nesses dias é a Central de Abastecimento, Ceasa de Irajá. Para lá convergem os produtos que chegam das fazendas, é onde se compra tudo mais barato e é também o termômetro para se saber os preços que são praticados pelo mercado. Com a greve, o total de 300 megacaminhões que chegam ali por dia tem ficado reduzido a 30, 50. A batata, produto dos mais procurados, cujo saco de 50 quilos é vendido a cerca de R$ 70, R$ 80, está custando R$ 300. Isso é um desastre e afeta, sobretudo, os pequenos restaurantes que vende a preço barato com um lucro baixo. Mas, falamos sobre desperdício. E semana passada estive na Ceasa, a trabalho, quando este assunto rendeu panos para mangas. Tomávamos um café, G. e eu, quando passou uma senhora bem carregada de milho. Deixou cair uma espiga. Fizemos menção de buscar do chão para ela mas não deu tempo: a mulher descartou nossa ajuda, fazendo um gesto com a mão que queria dizer que já estava carregada demais, não ia se importunar por causa de uma espiga. No segundo seguinte, um carregador passou também apressado e esmagou a espiga com as rodas de seu carrinho. Lá se foi um alimento. Assim mesmo, pegamos do chão e oferecemos ao dono do café, que tem seu ponto ali no Ceasa há anos e quase se surpreendeu com nosso gesto: "Ih... esse negócio de desperdício é comum aqui. Já tivemos um programa, se não me engano se chamava Banco de Alimentos, quando tentaram educar o pessoal. Mas não deu certo. Já estou acostumado. Tem dias que incomoda mesmo, a gente vê uma quantidade grande de produtos que são jogados fora com tanta gente passando fome no mundo...", comentou o comerciante. Para ilustrar sua fala, busquei no site da Central de Abastecimento notícias sobre o tal programa, e fiquei feliz em saber que no mês de abril foram doados 91,5 toneladas de alimentos pelo Banco. Ao todo, foram atendidas 217 instituições que beneficiaram mais de 42 mil pessoas, diz a notícia. "O Banco de Alimentos é um equipamento de segurança alimentar e nutricional, responsável por captar e distribuir alimentos que não foram comercializados, mas que estão em perfeitas condições para consumo", diz o texto explicativo. O Programa foi criado no governo Lula e funciona como uma espécie de distribuidora de alimentos que não estão em perfeitas condições para consumo, mas que servem ainda para nutrir. "Os produtos são doados por produtores, comerciantes e pelo Programa de Aquisição de Alimentos- PAA, modalidade que compra com doação simultânea, composto por recursos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), que consiste na compra do alimento do agricultor familiar que é doado para as instituições beneficiadas pelo Banco de Alimentos", completa o texto no site. Falta combinar com os consumidores e com o pessoal que não se inscreveu no Programa. É bacana ter doado mais de 90 toneladas de alimentos, mas dá para ver, in loco, que tem muito mais a fazer. Há enormes lixeiras entre um e outro dos 43 pavilhões da Ceasa que ficam cheios de alimentos descartados e, não raro, ali as pessoas sem recursos correm para se abastecer com o que pode. Retiram do lixo o alimento que vai servir para nutri-las. E não precisava ser assim. De qualquer forma, o comentário irritado e exagerado do meu pai não se aplicaria apenas aos brasileiros. Dados do ano passado liberados pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) revelam que, por ano, aproximadamente um terço dos alimentos produzidos em todo o mundo não é consumido pela população, sendo perdido em alguma etapa da cadeia de produção ou desperdiçado no elo final, em restaurantes e residências. Isso representa cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos que não são aproveitados ou, em valor monetário, uma quantia aproximada de US$ 1 trilhão. É sobre cultura que estamos falando, sobre mudança de hábitos. E será, sempre, a falta de contato verdadeiramente respeitoso com o meio ambiente que nos cerca, a responsável por tanto desmazelo com produtos que, no fim das contas, servem para nos manter vivos. Uma crise como esta, uma greve complexa, cheia de não-ditos e de não-combinados, há de, pelo menos, deixar visíveis essas falhas graves para que se possa pensar a respeito. Aqui perto de casa, por exemplo, tem um ponto final de ônibus e fico perplexa com o fato de o motorista deixar o motor ligado por cerca de cinco a dez minutos enquanto espera dar a hora da partida. Já fui até lá, expus a questão, pedi que desligassem, mas era tratada com um certo desdém. Pelo menos, assim eu percebia. É assim que me sinto sempre que mostro erros que cometemos contra a natureza. Hoje não ouço mais o barulho irritante da máquina, embora o ônibus continue ali. Por que economizar só quando a escassez bateu?
Veja Mais

25/05 - Desmatamento da Mata Atlântica em Alagoas cresce 2.243%, aponta pesquisa
Entre 2015 e 2016 foram desmatados 11 hectares; já entre 2016 e 2017, foram 259 hectares. Desmatamento da Mata Atlêntica cresce em Alagoas, diz estudo Patrulha Ambiental da Brigada Militar/Divulgação Um levantamento realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica e Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) revelou que o desmatamento da Mata Atlântica aumentou em 2.243% em Alagoas. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (25). De acordo com o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, entre os anos de 2015 e 2016 foram desflorestados 11 hectares da mata em todo o estado. Já entre 2016 e 2017 houve desmatamento de 259 hectares. Segundo o estudo, no período de 2016 a 2017 houve uma redução de 56,8% em relação ao ano anterior na taxa de desmatamento da floresta nativa, presente em 17 estados brasileiros. Alagoas está entre os seis estados com resultados negativos, porém, com menor percentual, ficando em 8º lugar no ranking dos estados desmatadores. Os outros com aumento nos números são: Goiás, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro e Sergipe. O levamento aponta que os estados que apresentaram queda no desmatamento foram Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Piaui, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Veja mais notícias da região no G1 Alagoas
Veja Mais

24/05 - Por que as joaninhas 'vermelhas' estão desaparecendo do sul do Brasil
Nativa da Ásia, epécie invasora 'Harmonia axyridis' entrou no país pelo Paraná em 2002 e, cinco anos depois do primeiro registro, já respondia por 90% das joaninhas estudadas no Estado. A joaninha asiática entrou no país pelo Paraná em 2002 e, cinco anos depois do primeiro registro, já respondia por 90% das joaninhas estudadas no Estado Divulgação / UFPR Há algum tempo as joaninhas que os moradores de São Paulo têm visto na cidade estão diferentes. Elas têm cor mais alaranjada, são maiores e têm as bolinhas com contorno pouco definido. Cada vez mais são vistas dentro das casas - e não apenas nos vasinhos de plantas, onde costumavam aparecer, se alimentando de pulgões e de outras pragas que dão dor de cabeças aos donos de hortas urbanas. Elas não são as joaninhas que costumavam viver no Estado, mas uma espécie invasora asiática que entrou no país de forma acidental pela região Sul no início dos anos 2000 e que tem se proliferado de forma rápida, desalojando as espécies nativas por onde passa. O primeiro registro da presença da Harmonia axyridis no Brasil foi feito pela bióloga Lúcia Massutti de Almeida, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 2002. Elas foram vistas em Curitiba e, cinco anos depois, já eram mais de 90% entre oito espécies de joaninhas pesquisadas no Paraná, incluindo a Cycloneda sanguínea, uma das mais comuns no país. Em um estudo publicado em 2009 elas foram encontradas em 38 espécies de plantas nas regiões de coleta, alimentando-se de 20 espécies de afídeos - insetos que vivem da seiva das plantas, como os pulgões, e que são o principal elemento da dieta das joaninhas. "Nós começamos a testar o que ela podia comer e ela se deu bem com tudo. É um predador mais voraz, mais agressivo. Quando em ambiente com escassez de alimentos, as larvas chegam a praticar canibalismo, comendo os ovos", diz Camila Fediuk de Castro Guedes, aluna de Lúcia, que estudou em seu mestrado e doutorado a espécie invasora. A joaninha asiática tem se adaptado bem no continente porque, além de ter uma capacidade aguçada para localizar populações de afídeos, é capaz de comer uma grande variedade de frutas, pólen e alguns alimentos que não são consumidos pelas demais espécies de Coccinellidae, a família das joaninhas. Da Argentina para cima A Harmonia axyridis entrou na América do Sul pela Argentina, nos inícios dos anos 1990, quando foi introduzida em Mendoza para fazer controle biológico de afídeos em plantações de pêssego - ou seja, como instrumento para combater pragas agrícolas. No Brasil, ela foi inserida acidentalmente, diz Lúcia, "provavelmente com alguma muda de planta". Entre 2002 e 2018, "subiu" do Paraná a São Paulo e já foi vista em Brasília. As temperaturas altas das regiões Norte e Nordeste, acreditam as entomologistas, podem ser um obstáculo para que a espécie avance muito mais para cima. Os padrões de coloração da joaninha asiática são bastante variados. Há desde as mais beges até as muito escuras, quase pretas. Em 2016, o Laboratório de Sistemática e Bioecologia de Coleoptera da UFPR, onde trabalham Lúcia e Camila, recebeu a visita de um professor do Japão - um dos países de origem da espécie - que veio coletar amostras da joaninha encontrada no Brasil para estudá-la. Aqui, o principal impacto negativo de sua proliferação é o desalojamento das espécies nativas - ou seja, a redução da diversidade de joaninhas. A Harmonia axyridis continua sendo um eficiente controlador de pragas na agricultura e, apesar de se aventurar dentro da casa dos brasileiros, não chega a causar desconforto. Ela não é considerada uma ameaça como o javali ou o caramujo-gigante-africano, que também são espécies invasoras exóticas encontradas no Brasil, mas seu estudo é importante para tentar mensurar os impactos da dispersão no território, especialmente porque ela já criou problemas em outras partes. "Na França, nos invernos mais rigorosos, em que elas precisam encontrar abrigo, andam em bando, invadem as casas e chegam a pousar sobre alimentos açucarados", conta Camila, que fez parte do doutorado naquele país. Invasão global A América do Sul é um dos últimos territórios de conquista da Harmonia axyridis no globo, como ressalta o entomologista americano Robert Koch, da Universidade de Minnesota, em um trabalho sobre o assunto publicado em 2006. Sua área nativa de incidência se estende do sul da Sibéria, na Rússia, passando pela Coreia e Japão, e vai até a China. No Ocidente, o primeiro registro da presença da joaninha asiática foi na Califórnia, em 1916, para onde foi levada intencionalmente, para ser aplicada na agricultura. Outros episódios semelhantes aconteceram nos anos 70 e 80, tanto nos Estados Unidos quanto no Canadá. Nos anos 90, quando já era encontrada em praticamente todos os Estados americanos - mesmo aqueles em que não havia sido introduzida -, foi inserida na Europa. No início dos anos 2000, já era considerada espécie invasora na África do Sul e, em 2010, foi registrada pela primeira vez no Quênia. Em seu trabalho, Koch comparou os biomas da América do Sul com as condições climáticas das regiões nativas da joaninha asiática para tentar antecipar o potencial de dispersão do inseto no continente. A conclusão foi que o norte da Argentina e o centro-sul do Brasil eram regiões onde ela tinha maiores condições de se estabelecer, além das áreas montanhosas de Chile, Bolívia e Peru, onde aparentemente ainda não chegou. Vinho com 'mancha de joaninha' Nos Estados Unidos e no Canadá, as joaninhas asiáticas se tornaram uma dor de cabeça para alguns produtores de vinho. Quando se espalharam pelas plantações, elas começaram a ser acidentalmente processadas com as uvas, deixando a bebida com um sabor que lembrava muitas vezes pimentão e aspargo. Na província canadense de Ontario, um milhão de litros de vinho foram descartados em 2001 por causa do "defeito sensorial". Alguns anos depois, pesquisadores descobriram que os sabores vegetais eram reflexo da presença de metoxipirazina na bebida, um composto produzido pelas joaninhas. Batizado de "ladybug taint" ("mancha de joaninha", em tradução literal), a falha desencadeou uma série de medidas de controle dos insetos em plantações dos dois países. Javali, caramujo, coral No Brasil, a lista de espécies exóticas invasoras é extensa. Uma das mais conhecidas é o javali-europeu (Sus scrofa), que chegou à América do Sul no início do século 20, trazido da Europa para Argentina e Uruguai, de onde foi transportado ilegalmente para o Brasil. Hoje, é considerado uma praga para a agricultura, apontado como um dos responsáveis por perdas nas lavouras de milho e de soja no sul do país. Em 2013, quando a espécie já estava presente em 15 Estados, o Ibama permitiu a caça controlada do javali e do javaporco, que nasceu do cruzamento do javali com o porco doméstico e também se espalhou pelo país. Sua agressividade, facilidade de adaptação e ausência de predadores naturais são apontadas como principais causas do aumento dessas populações. O caramujo-gigante-africano (Achatina fulica), por sua vez, chegou ao Brasil nos anos 1980 como opção ao consumo do escargot, iguaria da gastronomia francesa que usa caracóis do gênero Helix. O intercâmbio comercial entre produtores de diversos Estados e o insucesso mercadológico do molusco multiplicaram as populações - que terminam fugindo ou sendo deliberadamente soltos em áreas urbanas e rurais. Presente em praticamente todo o país, ele se tornou uma praga agrícola e um problema sanitário, já que pode transmitir vermes que causam doenças como a meningite eosinofílica e angiostrongilíase abdominal. No mar, quem causa preocupação é o coral-sol (Tubastraea tagusensis, originário das ilhas Galápagos, e Tubastraea coccinea, da região do Indo-Pacífico), que se reproduz muito mais rapidamente do que os demais tipos de coral e, por não ser nativo do Brasil, reduz a quantidade de alimento disponível para peixes, tartarugas e outros animais que fazem parte do ecossistema do nosso litoral. Acredita-se que a espécie chegou à costa brasileira também nos anos 1980, incrustada em embarcações relacionadas à exploração de petróleo. Nos três casos, o Ministério do Meio Ambiente monitora as espécies e implementa medidas para controlar o aumento dessas populações. Em novembro de 2017, a pasta lançou o Plano Nacional de Prevenção, Controle e Monitoramento do Javali, com uma série de ações específicas para prevenir sua expansão e mitigar os efeitos negativos da invasão. O coral-sol, ainda de acordo com o ministério, é tema da próxima força-tarefa, atualmente em elaboração.
Veja Mais

23/05 - Rio de Janeiro tem três vezes mais pessoas sem teto e sem comida
Todos os dias, ao passar por ali por volta das 8h30, eu os flagrava dormindo. Dadas as circunstâncias, chamavam-me a atenção justamente por terem um sono quase tranquilo. Aconchegados, ele com os braços e pernas sobre ela; ela, com o rosto colado ao ombro dele e um jeito quase doce, lançava o rosto para cima, para o alto. Umas cobertas deixavam pouco do corpo dos dois de fora e umas caixas de papelão serviam de anteparo fugaz contra a sujeira, os roedores, as baratas, bichos noturnos ou não que frequentam as ruas do Rio. Como não podia deixar de ser, a cena me deixava inquieta. O casal frequentava a calçada de um banco e aproveitava parte de sua marquise na Rua Sete de Setembro, pertinho da Avenida Rio Branco, um dos maiores centros financeiros do país. O frio chegou e reparei que havia mais cobertas e que a proteção de papelão também aumentou. Os corpos se aconchegaram ainda mais, mas o sono não parecia estar intranquilo. Teve um dia que quase ajeitei um cobertor que estava deixando ao relento, mercê de um vento frio, a perna do rapaz. Desisti a tempo, medo de perturbar, amedrontar, pessoas tão vulneráveis. Até que um dia, passei e lá não mais os vi. No lugar, operários trabalhavam incansáveis, como ainda estão trabalhando. O prédio inteiro está sendo reformado, não acredito que o mote tenha sido expulsar dali o casal. Fato é, porém, que os dois jovens – sim, me esqueci de mencionar isso, eram jovens – devem estar, a esta altura, inebriados ou não pelo álcool, à cata de outro lugar seguro onde ajeitar seus corpos. Não sei o nome deles, não tenho nenhuma referência. Estão por aí, a engrossar as estatísticas dos desvalidos. É assim o dia a dia de uma cidade grande como o Rio de Janeiro, que está vivendo um momento especialmente complexo de falta de perspectiva e esperança para muitos de seus moradores. Na edição de segunda-feira (21) do "JB", a pedido do repórter Rogério Daflon, que assina a reportagem, o economista Francisco Menezes fez uma espécie de leitura com lupa sobre os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com relação aos índices de pobreza no Rio de Janeiro. Menezes, um dos fundadores, junto com o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), de onde atualmente é conselheiro, concluiu que triplicou o número de pessoas sem condições dignas de sobrevivência no Rio de Janeiro. Nem casa, nem comida. A conclusão de Menezes vem ratificar, na teoria, o que os moradores da cidade vimos observando na prática. Diariamente passo também pelos Arcos da Lapa e observo, no fim da tarde, uma fila que alcança quase dois quarteirões de pessoas que estão ali em busca de abrigo e comida. No frio que tem feito nesses últimos dias, não é difícil imaginar que daqui a pouco vamos ter notícias ruins, de seres humanos adoecidos por causa do tempo. Isso, se não acontecer o pior. Chico Menezes fala sobre o que conhece bem. Além de ter acompanhado Betinho em sua jornada contra a fome nos anos 90, ele prosseguiu com este foco e, atualmente, é também consultor da ONG ActionAid Brasil - cuja missão é lutar contra o aumento da miséria - além de ex-presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional. Sempre esteve à frente de mobilizações civis para criar alternativas à situação de fome e miséria. Evoca questões de direitos humanos e de privações humanas há, no mínimo, três décadas. E Menezes não se furta, na entrevista, a apontar possíveis causas para o fato de o último Censo, de 2016, ter apontado que havia mais de 480 mil pessoas miseráveis no Rio de Janeiro. Um dos motivos para isso, diz ele, é o desgoverno, que fez descontinuar políticas públicas voltadas à população de baixa renda. Ele cita o "Busca Ativa" como uma política pública que fazia sentido e está sendo descontinuada e eu me lembrei da reportagem que fiz para o "Razão Social" quando o programa foi lançado, aqui no Rio, em 2011. Na época, a expectativa do governo da ex-presidente Dilma Roussef era alcançar cerca de 300 mil famílias em todo o país, pessoas que não estavam conseguindo ter acesso ao programa Bolsa Família, quer por falta de informação, quer por morarem distante de centros. Um exército de assistentes sociais saiu para procurar e catalogar essa gente e eu acompanhei uma visita quando estiveram em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Conversei então com pessoas jovens, dignas, que haviam passado por revezes na vida, estavam alocados em casa de parentes e precisavam, sim, de toda ajuda do mundo. Os R$ 300 que passariam a receber do governo seria a solução para alguns, não todos, os seus problemas, e disso estavam bem certos. Continuariam buscando emprego, e já teriam o dinheiro da passagem para chegar ao Centro, ao menos, e ampliar sua possibilidade de achar algum trabalho. Menezes fala também sobre os efeitos da Operação Lava Jato sobre a Petrobras, o que acabou desmantelando um importante polo de empregos, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Se a corrupção foi praticada por pessoas, não seria mais justo que elas pagassem por isso, sem atingir tão duramente uma empresa? Há também, segundo o economista, no pacote de fatores que levam à trágica situação que constatamos pelas ruas da cidade, e cada vez mais, o não aproveitamento da mão de obra contratada para os grandes eventos que encheram de esperança os brasileiros, como Copa do Mundo e Olimpíadas. Como não há como contestar o fato de que enquanto muitos estão sem casa e comida, outros não deixaram de ganhar com a crise, estamos falando sobre desigualdade. E, como sempre faço quando preciso refletir sobre situações que abusam do direito de parecerem absurdas, fui buscar autores que me ajudem. Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia, lançou em 2016 "O Grande Abismo –Sociedades Desiguais e o que Podemos fazer sobre isso" (Ed. Alta Books). Trata-se de uma coletânea de artigos escritos para grandes jornais norte-americanos logo após a crise mundial de 2008. Não há muito como ficar otimista, porque Stiglitz desnuda as rachaduras existentes na maior economia mundial, o que nos põe no desconfortável lugar de esperar o que pode acontecer a nós, que estamos longe, hoje, de ocupar altas posições neste ranking. Mas eu sugiro a leitura pelo conteúdo informativo. Estamos precisando cada vez mais e mais de informações que não sejam panfletárias ou sirvam a uma única causa. Deixo com vocês um trecho bastante rico: "É na política e na esfera pública que a confiança é mais importante. Nessas áreas, temos de atuar juntos. É mais fácil atuar em conjunto quando a maioria das pessoas está em situação semelhante – quando a maioria de nós está no mesmo barco ou, pelo menos, em barcos de tamanhos semelhantes. Entretanto, a desigualdade crescente deixa claro que nossa frota é diferente. Isso ajuda a explicar a grande diferença de pontos de vista emr elação ao que o governo deve fazer".
Veja Mais

23/05 - Hamburgo será a primeira cidade alemã a proibir veículos a diesel
Carros e caminhões a diesel que não cumprem a mais recente norma europeia de emissões serão proibidos de circular em duas importantes vias. Objetivo é melhorar a qualidade do ar urbano, que coloca Alemanha sob pressão. Funcionária instala placa que proíbe circulação de veículo a diesel Fabian Bimmer/Reuters Hamburgo se tornará a primeira cidade da Alemanha a banir parcialmente a circulação de veículos a diesel em algumas de suas ruas, num esforço para melhorar a qualidade do ar urbano. A proibição, anunciada pelo município nesta quarta-feira (23), entra em vigor em 31 de maio. A medida envolve todos os carros e caminhões a diesel que não cumprem a mais recente norma de emissões da União Europeia (UE), a Euro-6, afetando assim cerca de 214 mil carros, ou mais de dois terços dos veículos a diesel registrados na cidade, a segunda maior da Alemanha. A nova norma proibirá o tráfego em duas importantes vias da cidade: um trecho de 1,6 quilômetro da via Stresemannstraße ficará fechada para caminhões a diesel que não cumpram as normas, enquanto 580 metros da avenida Max-Brauer-Allee serão barrados para todos os veículos a diesel que não cumprem com a Euro-6. Ônibus de transporte público, caminhões de lixo, táxis e motoristas que residem nesses trechos estarão isentos da proibição. Para os demais veículos afetados, a cidade instalou placas de sinalização de trânsito indicando rotas alternativas. Segundo um porta-voz do departamento de meio ambiente e energia de Hamburgo, os motoristas de carros a diesel que violarem as novas regras serão multados em 25 euros. Para os de caminhões, a multa pode chegar a 75 euros. Batidas policiais aleatórias serão realizadas para pegar os infratores. Hamburgo é uma das 80 cidades alemãs onde os níveis de óxido de nitrogênio ultrapassam regularmente os limites exigidos pela Comissão Europeia. O composto químico, emitido por veículos a diesel, pode provocar problemas respiratórios em humanos. O anúncio da cidade alemã vem depois de um tribunal do país ter autorizado, em fevereiro, os governos municipais a proibirem a circulação de carros a diesel nas cidades, se julgarem a medida necessária para que a poluição do ar não ultrapasse os limites impostos por lei. A medida é vista como polêmica num país onde a maior parte da frota é movida a diesel. Ao mesmo tempo, as cidades alemãs têm sido pressionados a aumentar sua qualidade do ar, e veículos a diesel têm sido um dos principais alvos das autoridades em razão da emissões de óxido de nitrogênio. Segundo analistas, a decisão de fevereiro do tribunal alemão pressiona políticos a adotarem medidas mais eficazes contra a poluição nas grandes cidades – o que já pôde ser observado com um primeiro passo dado por Hamburgo. Em razão da constante poluição, a Comissão Europeia anunciou na semana passada que levará à Justiça seis países europeus, incluindo a Alemanha, por não se aterem aos padrões de qualidade do ar estipulados pelo bloco.
Veja Mais

23/05 - Governo Trump muda regras para caça de ursos no Alasca
EUA liberam armadilhas e uso de cães em áreas protegidas. Mudanças devem entrar em vigor em dois meses. Um urso negro é visto no Sequoia National Park, na Califórnia, em 9 de outubro de 2009. A temporada de caça a animais da espécie na Flórida durou apenas 48 horas este ano AFP Photo/Mark Ralston/Files Em breve será permitido que os caçadores no Alasca utilizem armadilhas para ursos com toucinho ou gordura em áreas protegidas, já que a administração de Donald Trump planeja revogar as regras estabelecidas pelo governo de Barack Obama. O Serviço de Parques Nacionais (NPS, em inglês) apresentou nesta terça-feira (22) uma nova regulamentação, que cancela as medidas adotadas em 2015, quando foram proibidas várias práticas denunciadas por associações de defesa dos animais em áreas federais protegidas do Alasca. "O NPS anunciou hoje uma proposta para emendar sua regulamentação sobre caça e captura de animais em áreas protegidas do Alasca". "Esta proposta acabará com normas regulatórias aprovadas em 2015 que proíbem certas práticas" e visa padronizar as regras federais de caça com a legislação vigente no Alasca. A nova legislação, publicada no Diário Oficial, deve entrar em vigor em dois meses. Na prática, voltará a permissão para utilizar cães na caça de ursos negros, o uso de iluminação artificial para capturar estes animais e seus filhotes nas tocas, e a utilização de toucinho, gordura e outros alimentos em armadilhas para ursos negros e pardos.
Veja Mais

23/05 - Cientistas explicam por que as aves não têm dentes nos bicos
Aves 'desistiram' do desenvolvimento dos dentes para ajudar na maturação dos ovos, diz estudo. Em março de 2011, uma garça foi flagrada com um peixe enorme no bico no zoológico de Heidelberg, na Alemanha Ronald Wittek/AFP Teriam as aves perdido os dentes para facilitar o voo? Ou bicos pontudos seriam mais eficientes para comer minhocas do que as mandíbulas de seus ancestrais, os dinossauros? Nenhuma das respostas acima. Na verdade, as aves desistiram dos dentes para apressar a maturação dos ovos, sugere um artigo publicado nesta terça-feira (22) e que contesta evidências científicas anteriores sobre a evolução do bico sem dentes. Em comparação a um período de incubação de sete meses para os ovos de dinossauro, as aves modernas nascem após alguns dias e semanas. Isto ocorre porque não é preciso esperar o embrião desenvolver dentes – um processo que pode consumir 60% do tempo de incubação do ovo –, explicam os cientistas Tzu-Ruei Yang e Martin Sander, da Universidade de Bonn. Enquanto está no ovo, o embrião fica vulnerável a predadores ou desastres naturais e uma maturação mais rápida aumenta as chances de sobrevivência. Esta seria uma preocupação tanto para dinossauros quanto para aves, todos ovíparos. No caso dos mamíferos, os embriões ficam protegidos no corpo da mãe. "Sugerimos que a seleção (evolutiva) para a perda dos dentes (nas aves) foi um efeito colateral da seleção por um embrião de crescimento rápido e, portanto, uma incubação mais rápida", escreveram Yang e Sander no periódico "Biology Letters". Estudos anteriores haviam concluído que as aves – descendentes dos dinossauros voadores – perderam seus dentes para melhorar o voo. Ninhos abertos Mas isto não explicava porque alguns dinossauros não aviários da era Mezozoica haviam desenvolvido bicos sem dentes similares, afirmou a dupla. Outros estudos concluíram que os bicos são melhores para comer comida de aves. Mas alguns dinossauros com uma dieta diferente, à base de carne, também perderam os dentes e desenvolveram bicos pontudos. Yang e Sander afirmaram que sua descoberta se originou em um estudo publicado no ano passado, que demonstrou que os ovos de dinossauros não voadores levavam mais tempo para maturar do que se pensava anteriormente: de três a seis meses. Isto devido à lenta formação de dentes, que os pesquisadores analisaram ao examinar as linhas de crescimento nos dentes fossilizados de dois embriões de dinossauro. A incubação mais rápida teria sido auxiliada por aves primitivas e alguns dinossauros ao chocar os ovos em ninhos abertos, ao invés de enterrá-los, como os antigos, argumentam os cientistas. Eles destacam que sua hipótese não explicaria a ausência de dentes nas tartarugas, que ainda têm um longo período de incubação.
Veja Mais

22/05 - O inovador projeto que transforma CO2 em pedra para combater efeito estufa
Gás é dissolvido na água e depois injetado no solo, onde se mistura ao basalto. Chegamos ao limite dos níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera BBC A usina de energia de Hellisheidi, na Islândia, vem testando um novo método para combater o aquecimento global: transformar o gás carbônico (CO2) em pedra. "Chegamos ao limite dos níveis de CO2 na atmosfera, se não fizermos nada, coisas extremas vão acontecer", diz Edda Sif Aradóttir, líder do projeto CarbFix. O CarbFix consiste em um projeto de pesquisa focado no desenvolvimento de métodos para capturar CO2 e injetá-lo em formações de basalto, transformando o gás em pedra. O processo não é simples: primeiro, o CO2 é dissolvido em água e depois injetado no solo, onde se mistura a formações de basalto. CarbFix é um projeto de pesquisa focado no desenvolvimento de métodos para capturar C02 BBC A paisagem de tirar o fôlego da Islândia – com suas fontes termais, gêiseres e praias de areia negra – é principalmente composta por basalto, uma rocha porosa de cor cinza-escura formada a partir do esfriamento da lava. O basalto, por sua vez, é considerado o "melhor amigo do carbono", porque contém grandes quantidades de cálcio, magnésio e ferro, que se combinam com o CO2 bombeado para ajudar a solidificá-lo em um mineral. No ano passado, o CarbFix capturou 10 mil toneladas de CO2 da atmosfera, o equivalente à emissão de 2,2 mil carros. "Atualmente, estamos testando o CarbFix em pequena escala, mas somos capazes de ampliá-lo", diz Aradóttir. "Minha missão é ver o CarbFix sendo empregado por todo o mundo, de modo que possamos vencer a batalha contra as mudanças climáticas", acrescenta. A série da BBC foi produzida com financiamento da Fundação Skoll, sediada na Califórnia, nos EUA. Pesquisa 'transforma' C02 em pedra BBC
Veja Mais

21/05 - EUA investigam raro ataque de puma que deixou um morto
Ataque foi contra dois ciclistas no fim de semana e deixou também um ferido grave. Funcionários do departamento de vida silvestre do estado americano de Washington investigavam nesta segunda-feira (21) as causas do ataque de um puma a dois ciclistas no fim de semana, que deixou um morto e um ferido grave. As autoridades relataram que o felino que atacou os dois ciclistas depois de espreitá-los era um macho de três anos, que parecia "raquítico", com peso aproximado de 45 quilos, enquanto um animal saudável deveria pesar uns 20 quilos mais. "Estava mais magro que o normal", disse Alan Myers, do Departamento de Pesca e Vida Selvagem, ao jornal Seattle Times. O funcionário contou, ainda, que serão feitos exames no cérebro do animal, abatido depois do ataque, para verificar se sofria de alguma doença. Isaac Sederbaum, de 31 anos, o ciclista que sobreviveu ao ataque, contou às autoridades que ele e seu amigo, S.J. Brooks, de 32 anos, pedalavam por uma trilha remota em Cascade Mountain quando notaram que o puma, também conhecido como leão da montanha, os espreitava. As autoridades contaram que os dois homens agiram de forma correta e tentaram afugentar o animal, e um deles chegou a arremessar sua bicicleta no animal. O animal saiu correndo, mas retornou e se lançou sobre a cabeça de Sederbaum. "O puma pôs sua cabeça entre as mandíbulas e o sacudiu violentamente", contou Myers ao Times. Nesse momento, Brooks saiu correndo e o puma soltou Sederbaum e foi atrás dele. Em seguida, a polícia de vida selvagem encontrou o animal atirado sobre o corpo de Brooks. Os pumas são comuns em Washington e, à medida que os seres humanos invadem seu território, os ataques se tornam mais frequentes. No entanto, o ataque mortal de sábado foi o primeiro registrado no estado em 94 anos.
Veja Mais

21/05 - Documentário ajuda a refletir sobre os efeitos da má alimentação na saúde e no meio ambiente
"Sustainable", documentário lançado em 2016 e atualmente disponível no Netflix, no site e em DVDs, é bonito, ajuda a expandir pensamentos e, de quebra, desconstrói algumas verdades espalhadas pela indústria alimentícia. Muito do que é dito no filme, no fundo todos nós já sabemos. Mas é sempre bom ouvir, ver e refletir sobre nosso papel numa mudança necessária de hábitos e consumo para tentar uma vida com mais saúde, mesmo que isto represente abrir mão de rotinas mais confortáveis no dia a dia. É falsa, por exemplo, a afirmação de que os alimentos orgânicos são mais caros e, como não podem ser plantados em escala, não serão nunca suficientes para alimentar os mais de sete bilhões de pessoas que vivem no mundo. O que há por trás desta alegação é simples: o cultivo industrial não revela o preço dos danos ambientais provocados pela sua produção. A isso as empresas dão o nome de "externalidades", um conceito usado para deixar de lado as mazelas na hora de contabilizar os "ganhos" (assim mesmo, entre aspas), sobretudo na hora de publicar extensos e bonitos relatórios de sustentabilidade. E as externalidades, na maioria das vezes, custam bem caro não só à terra como à saúde dos humanos. "Se os custos externos fossem contabilizados no cálculo de custo do cultivo industrial, o argumento de que os alimentos sustentáveis custam mais caro iria para o espaço", comenta Mark Bittman, colunista do "The New York Times", um dos entrevistados para o documentário. "Sustainable" mostra também, com a ajuda de Mark Smallwood, do Rodale Institute, que há um jeito natural e orgânico de sequestrar o carbono sem precisar usar altas e caras tecnologias. Basta que não se use tanto herbicida quanto se usa hoje, e cada vez mais: "Plantas verdes removem dióxido de carbono do ar e o carregam para suas folhas, estômatos, transformando-o num líquido. Ele então é excretado no solo como carboidratos simples. São consumidos pelos microorganismos que vivem naquele solo saudável. E, se não os destruirmos com produtos químicos, aquele carbono se tornará parte da estrutura molecular dos organismos, que fixam o carbono em seus corpos por gerações. Isso é chamado de sequestro de carbono", explica Smallwood. Pois é. Simples assim. E mais: "Sustainable" faz uma breve e muito relevante volta ao passado que nos ajuda a nos situar no presente. Afinal de contas, por que mesmo passamos a desprezar a vendinha da esquina para abraçar com paixão os hipermercados e seus produtos coloridos, com promessas de longa duração e, sabe-se agora, cheios de uma química nociva ao organismo humano e que é tudo, menos alimento? Sim, foi logo ali, depois da II Guerra, quando a indústria nos apresentou o forno de microondas, o freezer, e a possibilidade de se passar menos tempo cozinhando para ter mais lazer. Não foi bem este o resultado final. Na maioria das vezes, se não tomarmos cuidado, este "lazer" também é falso: saímos da cozinha para entrarmos na internet, para ler sofregamente as mensagens eletrônicas, muitas delas do trabalho, que certamente nos deixam mais estressados do que passar um tempo no fogão para fazer um bom refogado. John Ikerd, professor de agricultura da Universidade de Missouri, explica e justifica o fato de termos ouvido o "canto da sereia" sem questionar muito: "A indústria de alimentos, em seus primeiros dias, quando eu entrei nesse meio, realmente fazia muito sentido. Era um tipo de mensagem muito sedutora, que parecia ser muito lógica. Vamos melhorar a eficiência da produção agrícola e aumentar a segurança alimentícia. Era para o bem comum. Pessoas como eu acreditaram porque fazia sentido economicamente. O problema é que simplesmente não funcionou. Quando fizemos o especial da CBS "Fome na América", a estimativa era que, naquele momento, 5% das pessoas viviam em casas sem garantia de comida. Hoje, mais de 15% das pessoas deste país são classificadas como em risco de fome. E mais do que 20% das crianças vivem em lares com esse mesmo risco. E a outra coisa que não conseguimos prever é que a comida que produzimos fora do sistema industrial não é uma comida saudável e completa, está adoecendo as pessoas", diz Ikerd, um ambientalista que defende a causa dos pequenos fazendeiros. Como consequência, se antigamente escolhíamos o produto pelo fazendeiro que o plantava, hoje se acredita mais nos rótulos, alerta o documentário. A produção agrícola, com sua escolha por violentos herbicidas; pela monocultura que arrasa os solos (30% dos solos do mundo estão degradados); pela irrigação sem manejo adequado, é uma grande responsável pelo aquecimento global e suas trágicas consequências. E a nota fiscal já está chegando para muitos. Quer com os estragos causados ao meio ambiente e às pessoas, quer com prejuízos financeiros que precisam ser pagos, muitas vezes, por quem não se acha culpado de toda a história. "Imagine que você é um fazendeiro no Illinois e recebe uma conta do governo no valor de 234 mil dólares, que é a sua parte para limpar a zona morta do Golfo do México", lamenta outro personagem entrevistado para o documentário. No melhor estilo "belas-paisagens-para-convencer-até-os-mais-resistentes", o documentário de Matty Wechsler e Annie Speicher parte da história de um pequeno fazendeiro, Marty Travis, e sua família, moradores de Illinois, onde mantêm a Fazenda Spence, que fornece produtos orgânicos para cerca de 200 restaurantes locais. É essa relação, entre fazendeiro local e seus clientes, que se chama sustentável. E sustentabilidade, para os cineastas, tem a ver com desenvolvimento local e com ética, inclusive, na forma como escolhemos os alimentos que vão nos manter vivos. A mensagem é: "A necessidade de se associar agricultura com lucros cada vez maiores é que nos deixou na crise que vivemos hoje". "A agricultura é a segunda maior culpada pelas mudanças climáticas. A maneira com que produzimos comida e como comemos afeta quase tudo. Cada aspecto disso possui graves problemas. Parece que temos um sistema de produção mas, na verdade, usamos a agricultura como um sistema para vender mais e para ganhar dinheiro para várias corporações", diz Marty, o fazendeiro que conseguiu também reunir outros pequenos numa associação e, assim, modificar localmente uma realidade tão complexa. Apesar de pintar um cenário com cores bem fortes (e verdadeiras), o documentário também traz uma mensagem muito confortadora para quem se preocupa com os rumos do mundo. É possível mudar, basta se esforçar para isso. Assim, é daqueles filmes que a gente assiste e depois tem vontade de correr para avisar aos amigos e compartilhar com eles. É o que estou fazendo. Bom filme para vocês!
Veja Mais

21/05 - Como uma doença sexualmente transmissível está ameaçando a sobrevivência dos coalas
Quase metade de toda a população de coalas da Austrália tem clamídia e muitos dos animais infectados estão morrendo. A população de coalas caiu drasticamente nas últimas duas décadas. Um dos motivos é a clamídia, doença sexualmente transmissível. Getty Images A população de coalas diminuiu drasticamente nas últimas duas décadas, principalmente em decorrência de uma doença sexualmente transmissível chamada clamídia. A ONG Australian Koala Foundation estima que só restem 43 mil coalas em ambiente silvestre. Antes de os europeus chegarem à Austrália, no século 18, havia 10 milhões desses animais. Autoridades de Queensland, o segundo maior estado do país, dizem que 40% dos coalas da região morreram. Contaminação "Cerca de 50% dos coalas em toda a Austrália estão infectados", diz Daid Wilson, professor de infectologia do Instituto Burnet, em Melbourne. "Em alguns grupos populacionais, a grande maioria pode estar contaminada - até 80%." A clamídia se tornou uma ameaça tão séria quanto outros fatores tradicionalmente responsáveis pela redução populacional de coalas: destruição do habitat natural, ataque de cachorros domésticos, incêndios e atropelamentos. A clamídia transmitida aos coalas é diferente da dos humanos e dificilmente ocorre contaminação entre as duas espécies. Transmissão Diferentemente do que ocorre com humanos, a clamídia em marsupiais é transmitida não apenas sexualmente. As mães, por exemplo, podem infectar os filhotes pelo contato com seus fluídos corporais, que também servem de nutrientes aos recém-nascidos. Infectologistas acreditam que os coalas adquiriram uma mutação da bactéria trazida à Austrália pela introdução de ovelhas e gados, no século 18, durante a colonização europeia. Assim como ocorre em seres humanos, a clamídia pode causar esterilização, mas os coalas também sofrem outros efeitos, como infecção urinária, tumores e cegueira. "Estamos vivenciado uma situação de urgência: muitos coalas estão sofrendo. Vários deles não podem mais se reproduzir. Não sabemos quantos ainda são férteis e quantos estão contaminados", disse Michael Pyne, diretor de uma clínica veterinária em Queensland. Mortes De acordo com Pyne, sua clínica tem recebido cada vez mais coalas doentes. Em 2017, foram 461. "Trabalho neste hospital veterinário há 18 anos. Há 10 anos, tratamos de 28 coalas (num ano)", disse o veterinário. Um estudo da Universidade de Queensland, publicado no ano passado, mostrou que, de 1997 a 2013, pelo menos 52% dos 20.250 coalas tratados na região naquele período tinha sintomas de clamídia. A doença correspondeu à segunda causa mais comum de internação de coalas - traumas provocados por atropelamentos foram 15,5%. Mas veterinários dizem que esses acidentes são efeitos "invisíveis" da clamídia, porque os animais infectados têm mais chance de ser atropelados. Coalas comem apenas folhas de eucalipto, mas os animais contaminados podem se sentir fracos demais para subir em árvores e acabam ficando em situação vulnerável no solo. Como na contaminação de humanos, a clamídia é curável, mas há enormes desafios em tratar marsupiais. É difícil, por exemplo, detectar a infecção, em seu estágio inicial, entre as populações de coalas que vivem na floresta. Veneno ou vacina? O tratamento com antibiótico só é eficiente nos primeiros estágios da doença, mas ainda assim há riscos- o remédio está ligado ao possível desequilíbrio na produção de bactérias intestinais dos marsupiais, o que pode prejudicar a habilidade de digestão de folhas de eucalipto. Enquanto as pesquisas para encontrar uma vacina contra a doença estão sendo desenvolvidas, alguns cientistas defendem um método mais radical para conter a expansão da clamídia entre coalas. O professor David Wilson, do Instituto Burnet, em Melbourne, acredita que a melhor forma de preservar os animais é sacrificar, em larga escala, os contaminados que não apresentem mais chance de cura. "Coalas gravemente doentes são sacrificados, porque os antibióticos não são eficientes. Sacrificar mais coalas (infectados) poderia ajudar a aumentar a população (desses bichos)", disse Wilson à BBC. Esse pensamento, aparentemente paradoxal, é baseado num modelo de computador que mostra que um abate de 10% da população de coalas em diferentes regiões a cada ano paradoxalmente teria um efeito positivo, em longo prazo, no crescimento populacional desses animais. Autoridades estrangeiras muitas vezes são 'recebidas' com coalas como parte da diplomacia da Austrália Getty Images Controvérsia "Até que uma vacina seja disponibilizada, infelizmente, acredito que o abate seja a melhor solução", diz Wilson. Esse argumento, porém, causa controvérsia. A ONG Australian Koala Foundation argumenta que a proteção do habitat pode ser uma política muito mais eficiente na proteção. "Os coalas já têm clamídia há muitos anos e eles podem viver bem com isso até sofrerem complicações, causadas, por exemplo, por estresse. Assim como os seres humanos, eles são mais suscetíveis a infecções se estão enfraquecidos. Se você não tem comida, se sua árvore foi derrubada e está correndo risco de ser morto por carros ou cachorros, você pode perder a batalha e adoecer", disse ao The Guardian Douglas Kerlin, um ecologista que trabalha para a Australian Koala Foundation. "A intervenção necessária é a proteção do habitat natural. Focar na clamídia é a resposta mais fácil, proteger o habitat é mais difícil. Não estou dizendo que sou necessariamente contra o abate, mas tenho receio de matar espécies ameaçadas." Mas Wilson disse à BBC que já foram implementados alguns testes de abate. "Acreditamos que está funcionando conforme o previsto, mas, por causa da repercussão negativa, percebemos que a melhor estratégia é manter a discrição sobre isso. Não achamos necessário chamar a atenção para esse método de preservação (da espécie) até que ele dê certo", afirmou. Abate não é algo novo. Em 2015, o estado de Victoria revelou que foram sacrificados 700 coalas nos dois anos anteriores na região de Cape Otway. A culpa, naquele episódio, não foi da clamídia. Curiosamente, o sacrifício ocorreu depois que veterinários descobriram que um grande número de coalas estava passando fome por causa do aumento populacional fora do controle da espécie na região. Vacinação contra clamídia Pesquisadores têm esperança de que a criação de vacinas possa evitar que os abates continuem. Uma equipe da Universidade Sunshine Coast, também em Queensland, anunciou em 2017 que testes com uma dose de injeção mostraram "resultados encorajadores" no combate à clamídia em coalas. Os cientistas, liderados por Peter Timms, usaram 21 animais da região de Moreton Bay nos testes - 15 eram saudáveis e seis apresentavam os estágios iniciais da infecção por clamídia. Após seis meses, nenhum dos animais saudáveis desenvolveu a doença, apesar de ela ser altamente prevalente no habitat deles. E os seis marsupiais que já estavam doentes se curaram. Timms e sua equipe acreditam que as pesquisas também serão úteis para os seres humanos. O pesquisador Kennet Beagly, que ajudou a desenvolver a vacina, está trabalhando numa versão para seres humanos que poderá ser testada nos próximos cinco anos. "Você nunca vai conseguir se livrar da clamídia por completo, assim como você nunca vai conseguir se livrar da gripe, mas acreditamos que a vacina vai, pelo menos, fazer a população de coalas crescer em vez de se reduzir", disse Beagly, à revista New Scientist. A premiê do Estado de New South Wales, Gladys Berejiklian, anunciou uma nova estratégia, que inclui zonas de proteção aos coalas e programas de pesquisa. O investimento será de US$ 34 milhões. "Coalas são um tesouro nacional. Esta estratégia vai assegurar que tenhamos mais deles nas florestas", afirmou Berejiklian.
Veja Mais

19/05 - Em tempo de casamento real, uma visita aos pensamentos de Charles, o príncipe ambientalista
Príncipe Charles com a rainha Elizabeth II Russell Cheyne/Reuters Amanhã é dia de casamento real. Confesso que acho bastante bizarro todo este movimento em torno de uma união entre duas pessoas, mas preciso deixar de lado meus pensamentos pouco ortodoxos e entender que, no fim das contas, é de uma cultura que se está falando. E eu respeito todas as culturas. Mas, de verdade, vou sentir falta de Rachel Zane, a personagem que Megan Markle interpretava em "Suits", excelente série da Netflix. Fato é que o mega evento me aproximou um pouco da vida dessas pessoas nascidas para viver o papel de reis, rainhas e princesas. Assisti à biografia de Diana Spencer, bom documentário também disponível. Impressionei-me, de novo, com o barulhão que ela provocava cada vez que saía às ruas. Indignei-me novamente com o papel dos paparazzi, ainda mais com o fato, indiscutível, de que tal intromissão na vida alheia tornou-se ainda mais espraiada com a farta distribuição de câmeras em telefones e com a facilidade com que se consegue fazer chegar as imagens à mídia. Vide, por exemplo, o vídeo em que o ex-ministro José Dirceu é conduzido à prisão, feito hoje mesmo por um amador. São novos tempos, mas como em tudo, é preciso dosar também essa prática. Voltando aos passos da família real, lembrei-me de um livro lançado em 2011 pelo príncipe Charles (por sinal, a quem Megan Markle pediu para acompanhá-la ao altar) que se chama "Harmony – A Revolução da Sustentabilidade" (Ed. Campus Elsevier). E penso que posso dar alguma contribuição para conhecermos um pouco sobre os pensamentos de Charles a respeito da natureza e os impactos que a humanidade tem causado ao tratar com tanto descuido os bens naturais. A quem interessar possa. Sim, o príncipe Charles é um ambientalista muito preocupado com os problemas socioambientais do mundo. E, como só acontece a um membro de famílias reais, teve tempo e ferramentas suficientes para se aprofundar no tema. O livro é denso, tem mais de 300 páginas, e reflete bastante o resultado de tanta especialização. Logo no início, Charles dá o tom daquilo que o leitor vai encontrar nas páginas que se seguem. O príncipe faz um apelo forte, dizendo que o mundo está precisando de uma revolução, uma mudança radical "no modo como enxergamos o mundo e como atuamos nele". "Os alarmes da Terra estão soando alto e, por isso, não podemos continuar indefinidamente ocultando a verdade, buscando encontrar justificativa questionável após outra para evitar a necessidade de a raça humana agir de forma mais benigna em relação ao ambiente", escreve o príncipe de Gales. Na narrativa que se segue, ele vai abordar assuntos absolutamente conhecidos e respeitados por quem, como eu, se dedica a estudar as propostas que surgem – ou não – para um desenvolvimento sustentável. Charles reconhece que todos os problemas que enfrentamos no mundo, hoje, estão, de alguma forma interligados. E é interessante perceber, no texto, que ele praticamente se justifica por tratar de tantos assuntos ao mesmo tempo. "Temos de examinar a situação como um todo, a fim de melhor compreender os problemas que enfrentamos", escreve ele. A humanidade está equivocada, com erro de percepção, garante o príncipe. Uma forma de ajudar a se construir um novo olhar sobre o mundo é com informação, e Charles se presta a compartilhar com o mundo tudo aquilo que aprendeu em 30 anos de estudos. Simpático. Sobretudo quando, logo nos primeiros capítulos, introduz um pensamento filosófico, anti-dogmático e anti-mecanicista. E aproveita para cutucar os ateus e o empirismo: "... afinal, nenhum tomógrafo conseguiu capturar a imagem de um pensamento nem de um pouco de amor... sendo assim, o pensamento e o amor também não existem", escreve. Bem, talvez fosse o momento de discordar um pouco de Sua Alteza, já que está misturando as coisas. Mas, sigamos na leitura porque há aspectos menos abstratos e de suma importância para se entender como pensa o possível futuro rei da Inglaterra sobre os impactos da industrialização na natureza. Para ele, o meio ambiente foi sendo reduzido ao que é hoje: matéria-prima. Dessa forma, Charles critica a concentração de esforços no sentido de ver sempre resultados funcionais de tudo aquilo que se vê ao redor. "A matéria-prima é um elemento funcional, mas só pode ter uma função quando é removida do ecossistema do qual depende, enviada a uma fábrica e transformada em outra coisa que é vendida como um produto. Posso ouvir pessoas dizendo: 'E qual é o problema?' A resposta é, não há problema algum, se prestarmos atenção ao quadro como um todo. Como as coisas são, nos concentramos apenas nos resultados, naquilo que sai da linha de produção. Não levamos em conta o impacto que esse processo exerceu sobre todo o sistema – que, aliás, também nos inclui", escreve o príncipe. O livro é, também, uma aula de história, já que visita eras antigas e personagens importantes para a humanidade. Ele conta, por exemplo, os primórdios das descobertas químicas do alemão Justus Von Liebig, considerado "pai do segmento de fertilizantes", já no fim do século XIX. Descreve suas experiências como danosas à humanidade e traz também o contraponto, quando o filósofo Rudolf Steiner, um século depois, proferiu uma série de palestras sobre a crise na agricultura. "Ele (Steiner) descreveu a abordagem de Liebig como uma proposta que retirava a agricultura do reino da vida e colocava-a no reino da morte... Hoje vivemos com o legado do trabalho pioneiro de Liebig, pelo qual a grande maioria dos alimentos que consumimos é produzida por um método de agricultura que se tornou assustadoramente desconectado da Terra", diz Charles. Por fim, mas não menos importante, o Príncipe de Gales faz uma homenagem sincera aos indígenas, defendendo que esses povos passem a ter o controle da terra para inibir o desmatamento. E dá o exemplo da Floresta Amazônica: "Os mapas que mostram os padrões recentes de desmatamento nesta vaga região comprovam como a diferença tem sido impressionante. Em muitas das áreas mais atingidas, onde o desenvolvimento se deu fora das reservas indígenas, o processo de desmatamento está praticamente completo. Contudo, os povos indígenas receberam o controle da terra, as florestas têm sido mantidas, em sua maioria, e as emissões de gases estufa e perda de biodiversidade foram reduzidas". Sua Alteza Real, assim, mexe num vespeiro, já que tem muita gente contra essa ideia, como se sabe. Mas ganha, por outro lado, a simpatia dos colegas ambientalistas. O livro vale a pena, sobretudo pelas informações e dados históricos.
Veja Mais

18/05 - Dona de casa acha cobra ao lavar pé de alface que ficou quase uma semana em geladeira
Mulher de Auriflama (SP) acredita que o animal é um filhote e tem 15 centímetros. Ela não chegou a acionar o Corpo de Bombeiros e guardou o réptil em um pote de vidro para soltar na natureza. Cobra foi encontrada no meio do pé de alface pela dona de casa Arquivo Pessoal Uma dona de casa de Auriflama (SP) levou um susto na noite desta quinta-feira (17) ao fazer a salada para o jantar da família e encontrar uma cobra de aproximadamente 15 centímetros dentro de um pé de alface (veja vídeo abaixo). A dona de casa Lúcia Hiroko Maehashi Rodrigues, 48 anos, afirma que as folhas ficaram fechadas em um saco plástico por seis dias dentro da geladeira e não suspeitava de nada até higienizar a alface, que foi comprada em uma feira na cidade. “Fui lavar o alface, cortei a raiz e fui desfolhando. Quando peguei uma folha vi um rabo, achei que era lagartixa, mas quando vi que era uma cobra levei um susto e joguei tudo na pia”, afirma a dona de casa. Dona de casa acha cobra ao lavar pé de alface que ficou quase uma semana em geladeira Lúcia acredita que a cobra é filhote. Ela não chegou a acionar o Corpo de Bombeiros e guardou a cobra em um pote de vidro para soltar na natureza. Não é peçonhenta O biólogo Douglas Ribeiro disse que a cobra se trata de uma serpente dormideira, que não é venenosa e se alimenta de bichos que vivem em jardins e hortas. É uma espécie comum em vários estados do Brasil. “É um bicho muito calmo, não é peçonhenta e é comum encontrar em jardins, já que come lesmas e caracóis. Então é fácil encontrar em maços de alface e couve, por exemplo. Até mesmo em supermercados em ambiente refrigerado quando ficam praticamente imóveis, posteriormente quando as pessoas vão lavar as verduras eles encontram o animal”, afirma. Veja mais notícias da região no G1 Rio Preto e Araçatuba
Veja Mais

18/05 - O sítio arqueológico coberto por lava de vulcão há 1.400 anos e que segue intacto
Atingido pela lava de um vulcão, o sítio Joya de Cerén foi encontrado intacto; pesquisadores ainda procuram sinais de restos humanos. Joya de Cerén, en El Salvador, é um sítio arqueológico com características únicas Getty Images "É uma cápsula do tempo extraordinária". Assim define o arqueólogo Payson Sheets o sítio arquelógico Joya de Cerén, local descoberto por ele em El Salvador. O espaço é conhecido como Pompeia da América, mas Sheets prefere não se referir ao lugar dessa forma. "Seria me gabar demais", diz à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC. A comparação com a cidade italiana, cuja população de milhares de pessoas foi morta por uma erupção do monte Vesúvio no ano 79, ocorre porque a lava que destruiu Joya também preservou a arquitetura e os artefatos da época, que permanecem nas posições em que estavam no momento da tragédia. Os especialistas concordam que Joya de Cerén é um local singular e um dos sítios arqueológicos mais importante do mundo. Isso porque ele mostra restos muito bem preservados de uma aldeia pré-colonização na Mesoamérica. A importância do local é tanta que a Unesco declarou Joya de Cerén patrimônio da humanidade, em 1993. Una de las habitaciones encontradas en Joya de Cerén MINISTERIO DE CULTURA EL SALVADOR O que aconteceu? Joya de Cerén era uma aldeia habitada por uma comunidade maia. Por volta do ano 600, uma erupção do vulcão Ilopango destruiu o local. No entanto, segundo evidências encontradas por arqueólogos, a maior parte dos moradores teve tempo para fugir. "No caso de Joya de Cerén, as pessoas não tiveram tempo de levar suas coisas. Precisaram escapar da erupção do vulcão, que ficava a somente 600 metros de onde moravam", explica Sheets. O professor Sheets, que realizou numerosas escavações na região nos últimos 40 anos, diz que a população conseguiu escapar porque a erupção do vulcão ocorreu em fases. "Primeiro caiu uma massa fina de grãos sobre as plantações, como milho e mandioca e cobriu também o telhado das casas. A segunda fase foi mais violenta e explosiva, deslocando a água do rio. Depois, vieram outras fases que converteram o lugar em uma cápsula do tempo", diz. O professor Payson Sheets durante uma de suas escavações em Joya de Cerén PAYSON SHEETS Recriação digital de uma casa em Joya de Cerén PAYSON SHEETS Joya de Cerén, em El Salvador, nomeada patrimônio da humanidade pela Unesco em 1993 PAYSON SHEETS 'Com a boca aberta' Após as sucessivas e violentas erupções, Joya de Cerén foi totalmente sepultada. Os restos da aldeia permaneceram preservados por quase 1.400 anos. Em 1978, um pouco por curiosidade e também por sorte, o professor Sheets, que realizava uma pesquisa em El Salvador, deparou-se com uma estrutura coberta de cinzas em uma escavação que havia sido feita por uma construtora dois anos antes. "Assumi que se tratava de uma erupção recente, de uns 100 anos. Cavei um pouco mais, pensando que acharia algum diário ou estrutura de metal, mas só encontrei objetos antigos clássicos. Para mim não fazia sentido, porque eu estava a apenas cinco metros de profundidade. Era um enigma", diz o arqueólogo, em entrevista por telefone. "Peguei algumas amostras, fiz o teste de datação por radiocarbono (método que consegue determinar a idade de algum material) e os resultados mostraram que elas tinham 1.400 anos. Não me lembro quanto tempo fiquei de boca aberta", conta Sheets. "Me dei conta de que não havia nada no mundo moderno com uma preservação desse tipo", diz. Uma espiga de milho coberta de cinzas manteve sua forma PAYSON SHEETS Entre os utensílios maias há vasos e pedras para moer PAYSON SHEETS Acidente histórico A preservação é uma grande preocupação dos pesquisadores. "Não há muitas 'Pompeias' no mundo porque o grande problema que os arqueólogos enfrentam é a preservação", diz Robert Rosewig, professor do departamento de Antropologia da Universidade de Albania, em Nova York. Quando ocorrem erupções ou inundações é muito frequente que esses sítios desapareçam, sejam destruídos ou desmoronem. Por isso, uma área preservada como a de Joya de Cerén é quase um acidente histórico", explica Rosenwig. 'Comer as evidências' Foram encontradas centenas de sementes com 1.400 anos de idades PAYSON SHEETS "A comida que foi deixada em vasilhas permaneceu. Encontramos um vaso de cerâmica com centenas e centenas de sementes de abóbora. Depois de 1.400 anos, num clima tropical, as sementes não mudaram de tamanho, forma ou peso. Elas estavam apenas com um pouco de poeira ", conta Sheets. "Pensei em comer apenas uma semente para saber se o gosto havia mudado, mas depois decidi que não: os arqueólogos não devem comer suas evidências", diz, gargalhando. O que foi encontrado em Joya de Cerén? Em quase 40 anos de escavações, o professor encontrou 10 edificações ainda inteiras. Entre elas há casas, bodegas, uma cozinha e um prédio religioso e um edifício cívico onde se reuniam os líderes da comunidade para solucionar problemas locais. Há outra estrutura onde se guardavam e preparavam alimentos para cerimônias e festas, diz o site do parque arqueológico de Joya de Cerén. "Nas escavações foram encontradas sementes de feijão, urucum, milho e mandioca, além de um banho de sauna temazcal ou sauna seca, uma estrutura única em sua categoria, já que em toda a Mesoamérica não foram encontrados temazcal ainda em pé", afirma Johnny Ramos, administrador do parque arqueológico. Em Joya de Cerén foi encontrado um temazcal, também conhecido como saudas, onde os maias faziam rituais MINISTÉRIO DE CULTURA DE EL SALVADOR Além disso, também foram encontrados cerâmicas, tigelas, copos e jarros que usavam como celeiros, assim como pedras de moagem, entre outros elementos. Muitos deles estão expostos em museu no sítio de Joya de Cerén. "Cada vez que fazemos escavações, encontramos insetos muito bem conservados", diz Ramos, que assegura que as pesquisas continuam. Ele não descarta a possibilidade de restos humanos serem encontrados. Para o professor Sheets, Joya de Cerén "nos dá a oportunidade de descobrir como era a vida cotidiana" naquela época. "Conhecemos muito sobre a elite maia, suas pirâmides, seus hieróglifos… Joya de Cerén é uma janela que nos mostra a riqueza da vida de gente comum", diz Sheets.
Veja Mais

18/05 - Seis esquilos são resgatados após ficarem com rabos enroscados nos EUA
Caudas dos filhotes ficaram presas pela seiva de árvore no Nebraska. Seis filhotes de esquilo tiveram que ser socorridos depois que suas caudas ficaram enroscadas, segundo uma equipe de um centro de proteção à vida selvagem nos EUA. A Nebraska Humane Society postou fotos dos bebês-esquilos tentando subir em uma árvore, em conjunto, com os rabos emaranhados. Os filhotes foram levados ao centro, onde foram separados. Laura Stastny, diretora do centro, disse que as caudas ficaram presas pela seiva da árvore. Os esquilos foram sedados e aquecidos durante o trabalho de separação, que durou cerca de uma hora. Alguns dos filhotes estão bem, mas outros vão precisar de cirurgia para remover partes da cauda que ficaram feridas. Eles devem ser soltos de volta na natureza em poucas semanas. Seis esquilos são resgatados após ficarem com rabos enroscados nos EUA Nebraska Humane Society/Facebook
Veja Mais

17/05 - Apenas 10% das terras protegidas estão totalmente livres da atividade humana, diz estudo
Levantamento publicado na 'Science' nesta quinta-feira (17) mediu atividade humana em terras sob proteção ambiental; um terço está sob forte ameaça. Algumas áreas protegidas têm atividade humana limitada, desde que convivam preservando a biodiversidade e o equilíbrio ecológico Ascom MPF/MS Um terço da terra protegida está sob intensa pressão humana por processos que incluem a construção de estradas, a agricultura e a urbanização, mostra estudo publicado na "Science" nesta quinta-feira (17). O levantamento fez uma avaliação do impacto da atividade humana em terras protegidas -- a última análise dessa escala, segundo autores, foi feita em 1992. De todas as terras sob proteção, 33% estão sob intensa atividade humana -- enquanto 42% estão livre de pressões mensuráveis. Apenas 10% dessas terras estão totalmente livres de atividade humana -- mas a maior parte da área está em terras remotas, como em regiões da Rússia e do Canadá. Mapa em estudo publicado na 'Science' mostra áreas sobre intensa atividade humana. Quanto mais alaranjada a cor, mais intensa a atividade é. No quadro B, está o Parque Nacional Podolskie Tovtry, na Ucrânia. Na C, estradas na Tanzânia; Na D, áreas de agricultura e prédios na Coréia do Sul Google Earth/Science De acordo com a União Internacional para a Conservação da Naureza, método adotado pela ONU e a Convenção sobre a Diversidade Biológica, uma área protegida deve manter a integridade ecológica e condições naturais; nesse sentido, espécies e seus hábitats devem se manter protegidos da ação humana para que processos ecológicos e evolutivos se mantenham. "Há uma clara relação entre atividade humana e o declínio da biodiversidade", escreveram os autores. Eles defendem, no entanto, que há cenários em que a atividade humana pode conviver com a biodiversidade -- como em algumas combinações menos extensivas de agricultura. Um outro ponto a se considerar é que a atividade humana não responde por toda a pressão que se coloca na natureza -- outros fatores, como a mudança climática também interferem no equilíbrio ecológico de áreas sob preservação. Outra pesquisa publicada na mesma edição da 'Science' desta quinta-feira (17) mostrou que até 2100, muitas espécies de plantas e vertebrados perderão seus habitats se o aquecimento global chegar a mais de 2º C -- o maior impacto será sentido para os insetos, que perderão 18% de suas faixas de ambiente naturais.
Veja Mais

16/05 - Jornal britânico reproduz história sobre a morte do Rio Cateté, no Pará
"Conheci" a etnia Xikrin, do Cateté, na leitura de "Economia Selvagem", de Cesar Gordon (Ed. Unesp), indicação de um amigo extremamente envolvido com a causa indígena. Trata-se de uma versão modificada da tese de doutorado e antropologia do autor que, sem se deixar levar por conclusões óbvias, traçou um importante perfil desse povo, ressaltando sobretudo o modo como o dinheiro e a mercadoria funcionam para esses indígenas, que "há décadas experimentam um processo de intensificação do seu envolvimento com o que se convenciona definir por 'sistema capitalista mundial'". Os Xikrin, que habitam um território à beira do rio Cateté, no Pará, estavam no caminho do "desenvolvimento" e é com usinas que vêm precisando conviver desde que, nos anos 80, a então Companhia Vale do Rio Doce inaugurou a mina de Carajás, na Floresta Nacional de Carajás, em Parauapebas, um mega projeto de exploração mineral. O livro de Gordon foi publicado em 2006 e se ocupa, o tempo todo, em mostrar a relação dos indígenas com os dividendos que recebem da Vale e de madeireiros da região. A questão da poluição não aparece, simplesmente porque nas aldeias ainda havia proteção, já que o megaempreendimento foi erguido longe delas. Mas hoje em dia, segundo reportagem da "Agência de Jornalismo Investigativo Pública", republicada ontem no site do jornal britânico "The Guardian", a situação mudou. O povo Xikrin está vivendo a morte do rio que dá nome a sua terra e que banha duas das três aldeias existentes. Segundo a reportagem, originalmente publicada em dezembro de 2017 e assinada por Naira Hofmeister e José Cícero da Silva, em 2015 os índios começaram a sentir coceira na pele e ardência nos olhos depois de dar seus mergulhos no Cateté. E passaram a observar, espantados, uma diminuição do número de peixes nas águas de seu rio. "A pedido dos Xikrin, um professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) mediu a presença de metais pesados na água, encontrando níveis acima do recomendado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) – o dado para o ferro dissolvido na água era 30 vezes superior ao limite aceito pelo órgão. Havia também cromo, cobre e níquel em volumes e concentrações elevadas”, contam os repórteres. O laudo atestou aquilo que os indígenas estavam suspeitando desde o início das negociações para botar a usina em funcionamento. "Essa coisa de tirar pedra da serra vai acabar com o rio. Vocês podem falar e explicar, mas kuben [homem branco] é mentiroso, vai sujar o Cateté", discursou uma indígena Xikrin, conforme registra um relatório antropológico feito a pedido da Mineração Onça Puma antes de iniciar o empreendimento. A Vale, que se tornou a maior produtora mundial de níquel – minério que extrai das terras vizinhas ao território indígena dos Xikrin, uma área de 4,4 mil quilômetros quadrados no Sudeste do Pará – não se convence de que é a causadora da poluição do Cateté. O Ministério Público comprou a causa dos indígenas, a Justiça Federal ordenou a interrupção das atividades. Só em 2015 foram 40 dias em que a mina Onça de Puma não funcionou. Em setembro de 2017 houve mais um impedimento que, em seguida, foi cassado por uma das muitas liminares que a empresa vem conseguindo. E o empreendimento continua. A situação não é incomum. O fato de a reportagem ter sido agora publicada num jornal estrangeiro, o que vai dar uma dimensão maior para a causa, sim, é resultado de nossos tempos com informações tão globalizadas. Ontem à tarde, numa reunião de amigos, falou-se sobre essa imbricada relação entre o desenvolvimento, a degradação ambiental e a necessidade que nós, humanos, temos de preservar nosso entorno e de nos preservar contra a poluição das atividades industriais. A leitura do livro de Gordon me ajuda a refletir ainda mais. Quando ele conta o quanto os índios se sentem beneficiados com o dinheiro que ganham da empresa que extrai minério de suas terras, o imbróglio, para mim, fica ainda maior. E, aparentemente, sem solução plausível. O título da reportagem da "Pública" é "Quanto vale um rio?". E eu me pergunto, a essa altura, se ao ver sua principal fonte de vida, o rio, ser contaminado pelo níquel, os Xikrin continuam dando tanto valor ao dinheiro que recebem. O Cateté não só dá o peixe aos Xikrin, que os tiram do rio depois de bater nele o timbó, uma planta que possui uma substância tóxica que tira o oxigênio da água e obriga os peixes a virem respirar na superfície, quando ficam à mercê das flechas. Mas é em suas águas também que eles lavam e deixam de molho a mandioca, outro alimento importante, assim como a batata doce. Pois tudo isso, agora, está proibido. O professor e médico João Paulo Botelho Vieira Filho, da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, que cuida dos Xikrin há mais de 50 anos, deu orientação para evitar o rio e usar apenas a água encanada das aldeias. "Ele atribuiu ao acúmulo de metais pesados no organismo dos Xikrin uma série de problemas de saúde, incluindo um inédito surto de nascimentos de crianças com defeitos congênitos", conta a reportagem. Quanto à compensação financeira que deveriam receber pelo níquel, ainda segundo os repórteres, ela não existe. "O MPF pede uma compensação financeira de R$ 1 milhão por mês por aldeia (as três Xikrin e outras quatro Kayapó), acrescido de correção monetária, juros e inflação, retroativos a 2015, quando a Vale foi condenada pela primeira vez pelas irregularidades no processo de licenciamento. A mais recente decisão da Justiça arbitrou um salário mínimo mensal por habitante, o que reduziria o volume total da indenização ainda devida a R$ 19 milhões – mais o equivalente ao tempo que a Vale demorar para concluir os estudos. A Vale se insurge contra a cobrança, argumentando que já destina cerca de R$ 1,3 milhão mensalmente para os Xikrin, mas esse pagamento não tem nenhuma relação com a operação em Onça Puma", conforme a reportagem. De verdade, toda essa numeralha fica sem sentido quando se está tratando de algo muito maior. Estamos falando de vida. Ao mesmo tempo, muitos vão argumentar, não sem razão, que o níquel é necessário – olhe em volta! – para quase tudo aquilo do qual nos tornamos dependentes. Inclusive, moedas. Conforme nos conta Gordon, também os índios Xikrin foram fisgados e, legitimamente, reivindicam sua participação nesse mundo. É para refletir.
Veja Mais

16/05 - Redemoinho se forma no céu de Brasília; veja vídeo e entenda o fenômeno
Formação foi registrada em Taguatinga, Ceilândia e sobre o reservatório do Descoberto. Causa é 'diferença de umidade em massas de ar', diz Inmet. Redemoinho visto sobre o reservatório do Descoberto, no DF A aparição de um redemoinho "gigante" nos céus assustou moradores de diversas regiões do Distrito Federal, no fim da tarde desta quarta-feira (16). O fenômeno natural foi visto por volta das 16h30 por quem passava pelas regiões de Ceilândia, Taguatinga e próximo à barragem do Descoberto. Leitores do G1 contaram que ficaram assustados com o tamanho do que parecia uma "nuvem de fumaça". A empregada doméstica Glayce da Silva, de 49, fez o registro da janela do ônibus. Ela voltava para casa após o dia de trabalho quando percebeu o redemoinho no céu, sobre o Descoberto. "Causou alvoroço no ônibus, todo mundo ficou com medo dele tocar o solo e ter algo pior." Redemoinho visto no céu de Taguatinga Wallace Batista/Arquivo Pessoal Entenda o fenômeno Procurado pela reportagem, o meteorologista Manoel Rangel, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), afirmou que, apesar do susto, o evento "não oferece ameaça à população e nem aos imóveis". O especialista explica que o redemoinho aconteceu porque uma massa de ar úmido vinda da Amazônia se uniu à massa de ar seco acumulada no Distrito Federal. A diferença de umidade, então, "formou uma bolsa de alta pressão, fazendo o ar girar". Ainda segundo Rangel, por não ter tocado o solo, o fenômeno não pode ser chamado de "tornado". "O ar mais próximo ao chão está seco, não tem umidade." Redemoinho visto no céu sobre o Descoberto, no DF Reprodução Nesta quarta, de acordo com a medição do Inmet, a temperatura variou entre 14 ºC e 27 ºC. No momento em que o fenômeno foi registrado, fazia em torno de 22 ºC. O fenômeno, segundo testemunhas, durou cerca de 10 minutos. A umidade relativo do ar naquele momento, diz o Inmet, era de 60%. Veja mais notícias sobre a região no G1 DF.
Veja Mais

16/05 - Quase metade dos membros da comissão especial apoia relatório que flexibiliza Lei dos Agrotóxicos, aponta levantamento
Votação do texto em comissão da Câmara está prevista para esta quarta-feira. G1 entrevistou os 26 deputados titulares da comissão – 12 afirmaram que são favoráveis ao relatório. Comissão volta a se reunir para discutir lei dos agrotóxicos A comissão especial da Câmara criada para analisar projeto que altera as regras de produção, comercialização e distribuição de agrotóxicos se reúne nesta quarta-feira (16) para votação do texto. O G1 entrevistou os 26 deputados titulares da comissão – 12 afirmaram que são a favor do relatório; 7 contra; 5 ainda não decidiram; e 2 não quiseram opinar. Para que o projeto seja aprovado são necessários os votos da maioria simples (metade dos presentes mais um). Do total de deputados da comissão, 20 (77%) são da Frente Parlamentar Mista da Agropecuária (FPA), também conhecida como bancada ruralista. A POSIÇÃO DE CADA DEPUTADO DA COMISSÃO SOBRE O RELATÓRIO O parecer do relator Luiz Nishimori (PR-PR) flexibiliza a Lei dos Agrotóxicos e limita a atuação de órgãos de controle na autorização de produtos utilizados como pesticidas. Nishimori também propõe retirar a denominação "agrotóxico" e substituir por "produto fitossanitário". O texto do relator sugere que somente o Ministério da Agricultura autorize a produção e venda dos agrotóxicos. Atualmente, além do ministério, a concessão do registro precisa passar pelo Ibama e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A proposta retira essa atribuição dos dois órgãos, que passariam a dar apenas apoio técnico ao Ministério da Agricultura. Nishimori explica que há uma grande fila de produtos que aguardam registro para poder ser introduzidos no mercado. De acordo com o parlamentar, os produtos que estão na fila de espera possuem as mesmas substâncias de remédios que estão no mercado. "Hoje, há mais de 500 produtos na espera. Dos 500, 470, 480 têm os mesmos princípios ativos de remédios genéricos que estão no mercado há 40 anos. Com o projeto, a fila vai começar a andar. Se tiver qualquer problema, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não libera, está na Constituição que não pode ser liberado", disse o relator. Entidades como Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho, Fiocruz, Ibama e Anvisa já emitiram notas técnicas contra a aprovação da matéria. Para o MPF, a proposta é inconstitucional. O deputador Luiz Nishimori (PR-PR) relator do projeto sobre agrotóxicos Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados Deputados pró e contra Todos os 12 deputados que se manifestaram a favor do substitutivo são membros da Frente Parlamentar Mista da Agropecuária. Dos deputados da FPA titulares da comissão, somente dois são contra o parecer, Heitor Schuch (PSB-RS) e Zé Silva (SD-MG). A presidente da comissão especial, deputada Tereza Cristina (DEM-MS), é também coordenadora da Frente Parlamentar Mista da Agropecuária. Ela se diz favorável ao texto porque, segundo afirmou, a lei atual não acompanhou a evolução da agricultura. De acordo com a deputada, na FPA, todos estão "municiados de informações técnicas e científicas sobre a necessidade de modernização da legislação de defensivos agrícolas". Tereza Cristana diz que cada parlamentar vota de acordo com suas convicções e não por imposição da FPA. Heitor Schuch (PSB-RS) é presidente de uma outra frente, a Frente Parlamentar Mista da Agricultura Familiar. Para ele, o relator do projeto está "indo muito além do que os agricultores do Brasil precisam". O deputado gaúcho destacou que há um problema no prazo de liberação de registro dos defensivos, mas que o relatório "reduz o teor científico" do processo de avaliação dos pesticidas. "Para mexer na questão do prazo, não precisa mexer na lei toda. Eu que sou agricultor de profissão não quero manusear esse produto sem ter certeza de que o consumidor estará livre dos riscos. A frente (FPA) está querendo patrocinar, liberar tudo. Nunca vi um agricultor que goste de colocar produtos na lavoura, faz mal à saúde, é maléfico, mas é necessário para combater alguns insetos", afirmou Heitor Schuch. O deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), e o ex-ministro de Meio Ambiente Sarney Filho (PV-MA) são contra a proposta. Sarney Filho afirmou que o projeto é "ruim", podendo colocar em risco a credibilidade commodities brasileiras. “Pelos enormes riscos que traz para a saúde das pessoas, liberando até mesmo o registro de produtos cancerígenos, vamos lutar com todas as forças contra este projeto de lei. Também estão contra ele a Fiocruz, a Anvisa, o Ibama, o Ministério Público, além de 290 organizações da sociedade civil. Não vamos aceitar que coloquem veneno na nossa comida", criticou Molon. O deputado Aelton Freitas (PR-MG) ironizou os ambientalistas, que, para ele, não sabem como a produção funciona na prática. "Sou agrônomo. O Brasil triplicou sua produtividade no setor. Não sei como vamos tratar de tanta boca sem usar agrotóxicos. Temos que fazer este país produzir. Queria que o pessoal da cidade fosse para o campo, para ver as pragas. Eu queria que os ambientalistas fossem produzir. Na teoria é uma coisa, na prática é diferente", afirmou Aelton. Para o deputado Bohn Gass (PT-RS), a FPA já direcionou a bancada ruralista e quer ampliar o uso dos "venenos" flexibilizando a legislação. O petista acha que as novas regras vão dificultar a entrada das frutas e vegetais brasileiros no mercado internacional. "O mundo inteiro está banindo essas substâncias e o Brasil faz o contrário, flexibiliza venenos usados em outros países. Eles não leram o projeto, reanálise de risco não é a mesma coisa que suspensão do registro ou venda. Se um país nega o registro, não temos que usar esta substância tóxica aqui. É pior economicamente. O Brasil terá prejuízo, os consumidores estão cada vez mais exigentes, vamos ter barreira na venda do nosso produto. O mundo vai querer comprar coisa limpa e nós vamos vender coisa suja", disse o parlamentar. Adilton Sachetti (PRB-MT), a favor do texto, disse que o relatório não está tirando o direito de realizar pesquisas científicas e avaliações técnicas. "Não se pode fazer avaliação ideológica sobre os fitossanitários. Nós ficamos à mercê e não podemos ter produtos novos pela burocracia, pelo entrave. Cuidado com o meio ambiente, todos queremos. No Brasil demora de 8 a 10 anos para registrar uma molécula. Isso não existe. Esta molécula pode caducar e surgir uma outra substância dentro desse período de registro. Não estamos impedindo de fazer pesquisa, queremos agilidade. Se 60 países utilizam o produto, lá pode e aqui não?", indagou. Projeto A Lei dos Agrotóxicos proíbe o registro de pesticidas que contenham substâncias suspeitas de provocar câncer; prejudicar desenvolvimento do feto; gerar mutações, distúrbios hormonais e danos ao aparelho reprodutor; causar dano ao meio ambiente e à saúde pública; e também substâncias para as quais não haja antídoto. O relatório da comissão especial deixa mais genérico o conceito dos tipos de defensivos que seriam proibidos. "Fica proibido o registro de produtos fitossanitários, de produtos de controle ambiental e afins que, nas condições recomendadas de uso, apresentem risco inaceitável para os seres humanos ou para o meio ambiente, ou seja, permanece inseguro mesmo com a implementação das medidas de gestão de risco", informa trecho do substitutivo do relator. Atualmente, não existe registro temporário de um agrotóxico. O projeto propõe que para os produtos já testados e em uso no exterior, haverá um registro temporário no Brasil. Para isso, o produto deve ser registrado em pelo menos três países-membros da OCDE e na Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e deve ser usado na mesma cultura.
Veja Mais

15/05 - Família chinesa cria filhote pensando ser de cachorro, mas descobre se tratar de urso
Animal de 200 kg foi entregue às autoridades. Família ficou relutante porque se afeiçoou ao bicho. Família chinesa cria urso pensando ser cachorro Uma família chinesa percebeu recentemente que seu cão de estimação, que eles criaram desde filhote, é na verdade um urso negro asiático ameaçado de extinção. As informações são da agência CCTV. A família, de sobrenome Su, é da cidade de Yiliang, na província de Yunnan, sudoeste da China. Eles relataram o incidente à polícia florestal local depois que seu "filhote" se transformou em um urso quase de tamanho adulto. A família disse que eles já tinham percebido os traços de urso do animal. Trata-se um urso macho com mais de um metro de altura e pesando mais de 200 quilos, mas eles se sentiam relutantes em entregá-lo, pois gostam muito do bicho. "Nós o lavamos todos os dias e o alimentamos com dois baldes de macarrão e uma caixa cheia de frutas. Para ser sincero, agora nos sentimos muito ligados a ele", disse uma integrante da família. O pai dela disse que tentou enviar o animal para um zoológico local, mas sem a certidão de nascimento, ele não foi aceito . A polícia florestal decidiu enviá-lo para um centro local de resgate e proteção de animais silvestres. A polícia disse que os Su são suspeitos de criar animais selvagens ilegalmente, mas como cooperaram com a polícia, não receberão punição severa. "Dado que o pai havia criado o animal sem saber que ele era um urso e depois entrou em contato ativamente e cooperou conosco para enviá-lo às autoridades florestais, nós lhe daremos uma punição reduzida", disse Zhang Haibin, vice-diretor da Delegacia de Polícia Florestal de Yiliang . O urso-negro-asiático-selvagem foi listado como uma espécie de animal protegido na China devido ao comércio ilegal de partes de seu corpo, que tem reduzido drasticamente sua população.
Veja Mais

15/05 - Plantação de girassol encanta moradores e se transforma em ponto turístico de Sumaré; fotos
Propriedade tem mais de 800 mil metros quadrados de extensão. Fazenda que tem plantação de girassóis em Sumaré tem sido utilizada para fotografias Jefferson Barbosa/Reprodução EPTV Uma plantação de girassóis com mais de 800 mil metros quadrados de extensão em Sumaré (SP) se transformou em uma atração turística na cidade. A propriedade particular tem chamado a atenção dos moradores pelo belo cenário para fotografias. Plantação de girassóis com mais de 800 mil metros quadrados vira ponto turístico em Sumaré A fazenda fica na Avenidade Ivo Trevisan, no Jardim João Paulo II, perto da área urbana. É de produção agrícola, onde já foram cultivados cana-de-açúcar, tomate, milho e soja. "É tudo lindo, vivo, cores vibrantes. Então, dá uma energia!", relata Ávila Brilhante, grávida de seis meses que fez um ensaio na paisagem. Ávila está grávida de seis meses e escolheu a plantação de girassóis em Sumaré (SP) para o seu ensaio fotográfico Jefferson Barbosa/Reprodução EPTV Segundo o proprietário, os girassóis foram plantados entre uma safra e outra para o processo de rotação de cultura, que busca o melhoramento do solo. Ao todo, são 35 alqueires de flores e as fileiras são organizadas de acordo com o movimento do sol. Os donos da propriedade têm deixado o local livre para a visitação do público. "Eu e minhas primas tiramos umas fotos e publicamos. O pessoal começou a ver e a perguntar se poderiam vir e foi aumentando. Agora, todo mundo tem foto com o girassol", conta Cinthia Trim, sobrinha dos proprietários. Plantação de girassóis se transformou em cenário para fotos Jefferson Barbosa/Reprodução EPTV Girassóis se movem de acordo com o movimento do sol Jefferson Barbosa/Reprodução EPTV Plantação de girassóis em Sumaré (SP) tem mais de 800 mil metros quadrados Jefferson Barbosa/Reprodução EPTV Girassóis se movem de acordo com o movimento do sol Jefferson Barbosa / Reprodução EPTV Veja mais notícias da região no G1 Campinas
Veja Mais

15/05 - Brasil participa de reuniões para proteção da Antártica; nova estação de pesquisa fica pronta em 2019
Na Argentina, país vai apresentar retorno sobre controle de dejetos. Base de pesquisa brasileira na região funciona em módulos emergenciais desde que incêndio atingiu estação em 2012. Pesquisadores da UnB embarcam rumo à à ilha Deception, na Antártica, em janeiro de 2018 Marcelo Jatobá/UnB Até sexta-feira (18), o Brasil estará em Buenos Aires (Argentina) para apresentar um retorno sobre as ações feitas na Antártica para demais signatários do Protocolo de Madrid, tratado vigente desde 1998 com ações de proteção e pesquisa na região. O Ministério do Meio Ambiente informa que o país deve apresentar resultados sobre o manejo ambiental da Estação Antártica Comandante Ferraz, que está em reconstrução desde incêndio em 2012 e deve ficar pronta em 2019 (veja abaixo). Funcionando em módulos de emergência, a estação realiza tratamentos de dejetos de todo o lixo produzido. Ainda, em conjunto com a Polônia, o Brasil apresentará proposta que considera a Baía de Almirantado, onde está localizada a estação brasileira, a primeira Área Antártica Especialmente Gerenciada (AAEG). Lá, também está localizada a estação Henryk Arctowski, de controle da Polônia. De acordo com a pasta, o propósito da AAEG é assegurar o planejamento e coordenação das atividades em uma área especifica, tendo autonomia para redução do impacto ambiental. O país é signatário do Protocolo de Madrid, vigente desde 1998, que estabelece ações de proteção na região que é a maior reguladora térmica do planeta e a maior em extensão em áreas silvestres. Explicação da Marinha sobre a reconstrução da estação Incêndio e nova estação Em fevereiro de 2012, um incêndio afetou 70% das instalações da Estação Antártica Comandante Ferraz, base da pesquisa brasileira na Antártica, deixando dois mortos: os tenentes Carlos Alberto Vieira Figueiredo e Roberto Lopes dos Santos. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a nova estação de pesquisa brasileira deve ficar pronta em 2019. A empresa chinesa Ceiec é a responsável pelas obras, que tem um custo de US$ 99,6 milhões. Pelas condições climáticas, o projeto foi montado na China e transportado por navio até a Antártica (veja vídeo acima) Instalada em 1984, a estação faz parte do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), criado em 1982 para desenvolver pesquisas em áreas como oceanografia, biologia, glaciologia e meteorologia. Os pesquisadores brasileiros são levados à Antártica durante o verão da região (outubro a março) por meio de navios da Marinha e de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Na Antártica, o Brasil investiga reflexos das alterações ambientais globais percebidas na região, com estudos integrados da atmosfera, do gelo, do solo e do oceano e investigações sobre a variabilidade climática no passado. O país ainda monitora parâmetros físicos, químicos e biológicos que caracterizam o ambiente atual, possibilitando a compreensão e o detalhamento do papel da região como controladora das condições ambientais no Hemisfério Sul.
Veja Mais

15/05 - Cientistas anunciam 'transplante de memória' entre caracóis com sucesso
Estudo, em que se observou transferência de comportamento condicionado através de choques elétricos, indica que, diferente do que se pensava, a memória pode estar ligada ao RNA e não às sinapses entre neurônios. Apesar das diferenças óbvias, há semelhanças entre o funcionamento das células cerebrais dos caracois e humanos David Glanzman A transferência de memória já vinha aparecendo, há décadas, em livros e filmes de ficção científica. Agora, parece estar mais perto de se tornar um fato científico. Uma equipe de cientistas conseguiu, com sucesso, fazer uma espécie de "transplante de memória" - transferindo material genético conhecido como RNA de um caracol marinho para outro. Alguns dos animais envolvidos foram treinados para desenvolver uma resposta defensiva diante de choques elétricos em laboratório. Quando o RNA destes caracóis foi transferido a outros que não haviam sido treinados, estas reagiram da mesma forma que aqueles que haviam recebido choques moderados. A pesquisa, publicada no periódico eNeuro, ajuda no conhecimento sobre as base fisiológicas da memória. RNA significa ácido ribonucleico; trata-se de uma molécula ligada a funções essenciais de organismos vivos - incluindo a síntese de proteínas no corpo que definirá a expressão dos genes de uma forma mais geral. Os cientistas administraram uma série de choques elétricos leves na cauda dos caracóis da espécie marinhos Aplysia californica. Os animais reagem a adversidades contraindo o corpo. Com os choques, eles passaram a ter contrações que duravam 50 segundos - uma espécie de reação defensiva extrema. Depois, quando tocavam levemente os animais que receberam os choques, estes reagiam com a mesma contração de 50 segundos, enquanto caracóis que não tinham recebido choques reagiam com uma contração de apenas um segundo. O próximo passo foi extrair RNA de células nervosas de ambos os tipos de caracóis, os condicionados e os não-condicionados. As moléculas foram depois injetadas em dois grupos de caracóis não treinados. Os cientistas observaram, surpresos, que os caracóis que receberam o RNA de animais condicionados, quando tocados, reagiam com contrações de cerca de 40 segundos. Os caracóis que receberam o RNA de animais não-condicionados não demonstraram nenhuma mudança em seu comportamento defensivo. Tinta roxa Cientistas notaram um efeito parecido em células sensoriais que estavam sendo analisadas em placas de Petri. Professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), David Glanzman, um dos autores do estudo, afirmou que os resultados indicam algo como "uma transferência de memória". Ele também destacou que os caracóis usados no experimento não foram feridos. "Estes são caracóis marinhos. Quando percebem ameaças, soltam uma bela coloração roxa e se escondem dos predadores. Estes caracóis (usados no estudo) se assustaram e soltaram tinta, mas não foram fisicamente afetados pelos choques", defende Glanzman. Tradicionalmente, pensava-se que as memórias de longo prazo ficavam armazenadas nas sinapses do cérebro, as junções entre os neurônios. Cada neurônio tem milhares de sinapses. "Se as memórias ficassem nas sinapses, nosso experimento não funcionaria de jeito nenhum", diz o cientista. Para Glanzman, as memórias estão alocadas nos núcleos dos neurônios. O estudo vai ao encontro de algumas hipóteses levantadas algumas décadas atrás, segundo as quais o RNA estaria relacionado à memória. De acordo com os pesquisadores, os processos celulares e moleculares nos caracóis são similares aos dos humanos, apesar de o sistema nervoso dos animais marinhos ter apenas 20 mil neurônios - comparados aos cerca de 100 bilhões de neurônios que o homem tem. Acredita-se que os resultados publicados no eNeuro podem contribuir na busca por tratamentos para atenuar efeitos de doenças como o Alzheimer e a Perturbação de Estresse Pós-Traumático (PTSD, na sigla em inglês). Perguntado se este processo poderia levar a um eventual transplante de memórias adquiridas em experiências de vida, Glanzman se disse incerto, mas expressou otimismo de que uma maior compreensão sobre o mecanismo de armazenamento da memória pode levar a mais oportunidades para explorar diferentes aspectos da memória.
Veja Mais

14/05 - Amélia Gonzalez
Amelia Gonzalez home nova Editoria de arte/G1 Amelia Gonzalez foi editora por 9 anos do caderno Razão Social do jornal ‘O Globo’. Atualmente, a jornalista escreve sobre sustentabilidade e debate temas ligados a economia, meio ambiente e sociedade. No G1, escreve o Blog da Amélia Gonzalez.
Veja Mais

14/05 - Projeto global quer instalar sonar em veleiros e navios de carga para mapeamento completo dos oceanos
Apenas 15% do oceano do planeta é mapeado; ideia é juntar dados transmitidos para ajudar especialistas em a criar atlas submarino global Seabed 2030. Imaginamos o fundo do mar como uma superfície plana e arenosa, mas a realidade é muito diferente Getty Images Geólogos mapearam cadeias montanhosas, desertos e florestas. Astrônomos desbravaram o céu. Mas os oceanos do planeta continuam em grande parte inexplorados. Há quem diga que conhecemos melhor a Lua ou até mesmo Marte do que nosso próprio fundo do mar. O terreno marinho desempenha um papel fundamental no ecossistema. Relevos e vales submersos determinam padrões climáticos e correntes marítimas; a topografia do oceano influencia o manejo da pesca, que alimenta milhões de pessoas; quilômetros de cabos subaquáticos conectam bilhões de indivíduos à internet; montes submarinos oferecem proteção contra ameaças costeiras, como possíveis furacões ou tsunamis, e podem até dar pistas sobre a movimentação pré-histórica dos continentes ao sul do planeta. Em 2017, uma equipe internacional formada por especialistas de diversas partes do mundo deu o pontapé inicial para elaborar um mapa completo de todos os oceanos, como parte do projeto sem fins lucrativos Gráfico Batimétrico Geral dos Oceanos (Gebco, na sigla em inglês). Enquanto os primeiros oceanógrafos se esforçavam para vasculhar o fundo dos oceanos de nó (1 milha náutica – 1,852 km – por hora) em nó, os avanços recentes na tecnologia sonar permitem que uma única embarcação forneça milhares de quilômetros quadrados de mapas de alta resolução durante uma única expedição. Algumas áreas do fundo do oceano apresentam intensa atividade vulcânica | Foto: Science Photo Library Science Photo Library Mas as tão esperadas descobertas subaquáticas não são apenas de interesse dos cartógrafos ou pesquisadores marinhos. Muito abaixo da superfície do oceano há um tesouro enterrado: metais preciosos, elementos de terras-raras, petróleo e diamantes – riquezas que até hoje são inacessíveis, inclusive para os exploradores mais obstinados. Alguns ambientalistas temem que a criação do mapa permita às indústrias extrativas lucrar com esses recursos naturais, colocando em risco habitats marinhos e comunidades costeiras. Um mapa batimétrico global – isto é, um levantamento completo do fundo do oceano - certamente oferecerá uma compreensão melhor do nosso Planeta Azul, mas também pode nos levar a um universo outrora reservado à ficção científica: robôs submarinos, vulcões subaquáticos, joias marinhas, corais com propriedades farmacêuticas, plumas de sedimentos tóxicos e empreendimentos oceânicos desprovidos de seres humanos ou embarcações. A questão é: uma vez que o mapa estiver pronto, será que ele vai ser usado como uma ferramenta em prol da conservação e do gerenciamento responsável? Ou como um "mapa do tesouro", funcionando como um guia para exploração e extração? Apenas 15% do oceano do planeta é mapeado. Basta acessar o Google Earth e dar um zoom no meio do Pacífico, por exemplo. Você vai encontrar uma representação do fundo do mar com base na batimetria por satélite e derivada da gravidade: de baixa resolução, indireta e muitas vezes imprecisa. Considerando que mapeamos o Sistema Solar e o genoma humano, é surpreendente que não haja nenhum levantamento do fundo do mar. Mas a razão é simples: os oceanos são vastos, profundos e praticamente impenetráveis – a água fica literalmente no caminho dos pesquisadores. Durante séculos, mapear as profundezas do oceano significava enfrentar o alto mar, pendurar linhas de prumo na lateral do navio (para determinar a profundidade) e depois traçar as descobertas essenciais em mapas cartográficos. Os marinheiros transformaram seus levantamentos em mapas já no século 16, mas naquela época não existiam padrões internacionais para terminologias ou escalas, o que significa que os primeiros mapas não eram apenas ferramentas rudimentares de navegação, mas também confusos e contraditórios. Só a partir da virada do século 20, época marcada pelo crescente interesse no mundo natural, que um grupo de geógrafos se reuniu sob a liderança do príncipe Albert 1º, de Mônaco, para criar os primeiros gráficos internacionais do oceano - que, mais tarde, dariam origem ao Gebco. O príncipe estava fascinado pela relativamente nova ciência da oceanografia e encomendou quatro iates de pesquisa para explorar o Mediterrâneo. Mais de 100 anos depois, o Gebco e a Nippon Foundation anunciaram formalmente o lançamento do Seabed 2030, projeto colaborativo que tem como objetivo mapear todo o fundo do mar até 2030. A ideia é usar dados coletados de embarcações ao redor do mundo - incluindo levantamentos das primeiras expedições. Primeiros mapas não eram apenas ferramentas rudimentares de navegação, mas também confusos e contraditórios Getty Images Os navios modernos, como os usados na empreitada, são equipados atualmente com batimetria multifeixe – sistema sonar que emite ondas sonoras em forma de leque sob o casco da embarcação. Cada feixe sonar mede o tempo que leva para um sinal atingir o fundo do mar e retornar à superfície, calculando assim a profundidade da água, que pode ser marcada como uma coordenada em uma matriz de dados batimétricos. "Os múltiplos feixes ampliam a área do mapa e nos oferecem uma cobertura maior", explica Vicki Ferrini, presidente do subcomitê do Gebco para mapeamento submarino. A maioria dos navios já conta com a tecnologia sonar para identificar obstáculos e navegar, mas as embarcações com multifeixes aumentam consideravelmente a área do fundo do mar que os pesquisadores podem rastrear. "É como aparar a grama com um cortador motorizado em vez de usar um equipamento manual", compara Ferrini. Parte do problema, no entanto, é que as "vias" marítimas são muito parecidas com as rodovias: certos trechos possuem tráfego intenso, enquanto outros sequer têm rotas. Ou seja, grandes extensões do oceano não contam com um fluxo regular de embarcações. Um navio que faz a rota Havaí – Japão, por exemplo, oferece dados valiosos sobre o trajeto, mas missões planejadas para águas mais remotas são igualmente importantes. "Um levantamento batimétrico feito com múltiplos feixes modernos vai muito além de apenas dirigir um navio ao redor do oceano", diz o contra-almirante Shepard Smith, diretor do Escritório de Pesquisa Costeira da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, em inglês), que contribui para o Seabed 2030. "Os dados do sonar são valiosos, mas particularmente em áreas onde não temos nada." "No Pacífico ou no Ártico, por exemplo, linhas de rastreamento individuais podem ser bastante úteis para entender melhor as áreas mal mapeadas", acrescenta. O Gebco espera mitigar esse problema incentivando navios de carga, barcos de pesca e embarcações de lazer a participarem do projeto, transmitindo seus dados em tempo real e transformando o mapa submarino efetivamente em um crowdsourcing (conteúdo colaborativo, criado pelos usuários). A organização também oferece uma espécie de "livro de receitas": um manual de referências técnicas sobre a construção de grades batimétricas, que pode ajudar os países em desenvolvimento a usar os conhecimentos compartilhados. Os colaboradores também são convidados a sugerir nomes para vários elementos subaquáticos - colinas, cumes, recifes, caldeiras e valas, para citar alguns - enviando uma carta à Organização Hidrográfica Internacional, em Mônaco. O mapa vigente está baseado no Data Center Oceanográfico Britânico, no Reino Unido. E pode ser acessado por meio de um aplicativo marítimo para o sistema operacional iOS. "Todo mundo – de pesquisadores a formuladores de políticas públicas e o público em geral – pode acessar os dados atuais", observa Helen Snaith, líder do Centro Global do SeaBed 2030. Talvez nenhuma expedição moderna revele a complexidade do mapeamento dos oceanos em águas profundas de forma mais impressionante que a busca pelo avião da Malaysian Airlines (MH370), desaparecido desde 2014. As investigações indicam que a aeronave, que seguia em direção a Pequim, caiu em uma área remota do Oceano Índico. A região era tão mal mapeada que as equipes de resgate tiveram que fazer um levantamento básico da área de busca antes de elaborar um mapa mais preciso com resolução suficiente para detectar os destroços. E, na verdade, a região era profunda demais para ser explorada com o mapeamento baseado em navios. Em águas mais rasas, rebocadores equipados com sonar são puxados por uma embarcação tripulada, mas a profundidade do Oceano Índico, o clima de monções e as fortes correntes marítimas tornam quase impossível a navegação de veículos rebocados. Então, em vez disso, os peritos enviaram uma frota de veículos subaquáticos autônomos (AUVs, na sigla em inglês). Embora a robótica submarina ainda esteja engatinhando, as pesquisas em águas profundas dependem cada vez mais de submarinos para vasculhar o leito marinho em busca de um mapeamento mais detalhado. "Os AUVs apresentam muitas vantagens", diz James Bellingham, diretor do Instituto Woods Hole de Robótica Marinha, em Massachusetts, nos EUA. "Eles são mais rápidos, fornecem inspeções do fundo do mar em alta resolução, incluindo avaliação de risco, reduzem os custos iniciais de capital e proporcionam maior acesso ao oceano", explica. Um sistema batimétrico de múltiplos-feixes apropriado custa muitos milhões de dólares e requer operadores treinados para classificar os dados, uma vez que os navios, por definição, flutuam na superfície do oceano – não abaixo dele. Grande parte do oceano não faz parte das rotas marítimas, sendo raramente navegado Getty Images Os AUVs, por outro lado, não são tão caros e são idealmente adequados para grandes extensões de águas remotas e abertas. Pesquisadores estão projetando atualmente novos modelos que podem ser lançados da terra e precisam ser alimentados apenas por baterias. É claro que esses ativos também apresentam riscos: as baterias precisam ser recarregadas, os sistemas de navegação devem ser monitorados a partir de navios próximos e um AUV avariado deve ser levado de volta ao porto para manutenção. Segundo Bellingham, "no futuro, um veículo autônomo de superfície poderá rebocar veículos subaquáticos", eliminando assim os seres humanos de todos os aspectos do mapeamento no mar. O Oceano Índico é conhecido, em sânscrito, como Ratnakara, que seria "mina de pedras preciosas". O nome é de fato profético: entre as montanhas e vales submarinos deste longínquo oceano estão escondidos grandes reservatórios de recursos naturais, incluindo ligas metálicas raras, petróleo, fontes hidrotermais e até diamantes. Esse tesouro subaquático já está no radar comercial - e um punhado de exploradores começou a fazer seus próprios mapas de alta resolução do fundo do mar. Segundo Ferrini, essas informações podem ser valiosas para os pesquisadores. E as empresas petrolíferas, mineradoras e de análises sísmicas podem decidir compartilhar dados reduzidos ou com resolução mais baixa para o mapa do Gebco, protegendo seus interesses comerciais e acrescentando informações importantes ao projeto de 2030. Por exemplo, o grupo De Beers, corporação internacional especializada em mineração de diamantes, fechou uma parceria com o governo da Namíbia há mais de 20 anos para explorar diamantes ao longo da costa do país, rico em minerais. Recentemente, a companhia acrescentou à sua frota naval vários AUVs - parte de um sistema de perfuração e mineração que pode vasculhar a superfície do fundo do mar, soltar sedimentos profundos do leito marinho em busca de diamantes brutos e transportá-los por centenas de metros até a superfície. Enquanto a mineração de ouro, estanho e diamantes em águas rasas é um empreendimento realizado há décadas, a mineração comercial em águas profundas é uma indústria nova. E seu impacto ambiental ainda é desconhecido. Os cientistas preveem, entre outras coisas, a degradação do habitat natural, com recuperação lenta e incerta, vazamento químico nos transportes e extinção de espécies. Um porta-voz da De Beers afirmou, por sua vez, que a empresa "não faz mineração em áreas consideradas com alta diversidade de vida marinha". "A recuperação do leito marinho (após a mineração) ocorre naturalmente durante um determinado tempo e é auxiliada pelo sedimento que nós devolvemos para o fundo do mar", acrescentou. Ainda assim, os incentivos econômicos do setor frequentemente superam as preocupações com segurança ambiental. Metais de terras raras encontrados em águas profundas são usados em tudo – de telefones celulares e DVDs a baterias recarregáveis, ímãs, memória de computador e iluminação fluorescente. E, como as reservas terrestres de petróleo estão esgotando rapidamente, a exploração de poços em águas profundas torna-se uma perspectiva cada vez mais tentadora. Criação de mapa requer a cooperação de diferentes partes que têm objetivos distintos - e muitas vezes opostos Getty Images "É uma corrida", diz Bellingham. "Uma corrida para se chegar a uma compreensão básica do nosso oceano, antes de alterá-lo dramaticamente. Já perdemos essa corrida no Ártico: a vida marinha que vivia no gelo não sobrevive mais", ressalta. Além dos efeitos óbvios da mudança climática, parte das nossas águas também se tornou vítima da "urbanização oceânica": o fundo do mar está repleto de oleodutos, cabos submarinos de fibra óptica e espaços para aquicultura – o que sugere que estamos ansiosos para explorar nossas águas antes mesmo de conhecê-las adequadamente. Com ou sem mapa, as leis marítimas internacionais restringem atualmente a mineração em águas profundas a mais de 200 milhas da costa - distância a partir da qual os países não têm mais jurisdição sobre suas águas. A Convenção das Nações Unidas (ONU) sobre o Direito do Mar é o arcabouço jurídico que define os direitos e deveres dos Estados no uso e exploração dos oceanos. O Artigo 76 da Convenção refere-se repetidamente à "plataforma continental", extensões de terra submersas que terminam nos "abismos" oceânicos. A lei estabelece que a vida marinha deve ser protegida e que a receita proveniente de qualquer empreendimento de mineração nesta região deve ser compartilhada com a comunidade internacional. O oceano profundo é o maior e menos compreendido habitat de vida animal e vegetal na Terra. Dois terços do nosso planeta correspondem a um paraíso marinho de beleza e mistério. São regiões caracterizadas pela alta pressão, baixas temperaturas e escuridão quase constante. Mas abrigam uma variedade de criaturas surpreendentes - o polvo-dumbo, a lula-vampira-do-inferno, o tubarão-fantasma, caranguejos-aranha, corais e enguias elétricas - organismos fora do comum que apresentam adaptações evolutivas impressionantes. Embora esses habitantes subaquáticos tenham mudado pouco desde a era dos dinossauros, eles não são muito resistentes. Demoram a se reproduzir e são altamente sensíveis a distúrbios. Um atlas submarino internacional requer a cooperação de diferentes partes que têm objetivos distintos (e muitas vezes opostos): de autoridades do governo e oceanógrafos a operadores de submarinos militares, pescadores e mineradores offshore. Uma vez que as informações batimétricas detalhadas forem divulgadas, medidas preventivas devem ser tomadas para proteger tanto o mapa quanto a paisagem que ele descreve. "Um mapa de alta resolução é um investimento na gestão responsável do fundo do mar nos próximos séculos", diz o contra-almirante Smith. De fato, a preservação dos oceanos depende de uma administração consciente - especialmente quando nos voltamos para suas profundezas em busca de recursos naturais que não conseguimos mais encontrar em terra. Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Future.
Veja Mais

14/05 - Economia verde deve criar 24 milhões de novos empregos até 2030, diz OIT
Geração de postos de trabalho será maior na Ásia e nas Américas; por outro lado, haverá perdas de postos na África e Oriente Médio pelas ações de sustentabilidade. Divulgação O mundo vai criar 24 milhões de novos empregos até 2030 caso sejam implantadas as ações corretas para limitar o aquecimento global e tornar a economia mais verde. A conclusão é do relatório "Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo 2018", publicado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) nesta segunda-feira (14). 'Empregos verdes' incluem motorista de ônibus e atendente telefônico Medidas sustentáveis ajudam a evitar demissões na empresa Em parte, esse avanço deve ocorrer no setor de energia pela promoção do uso de veículos elétricos e a melhora da eficiência energética de edifícios. O estudo também destaca que as medidas sustentáveis devem impactar serviços como os ligados à agricultura, turismo, pesca, que empregam 1,2 de trabalhadores no mundo. Eles podem abranger desde a purificação do ar e da água, a renovação e fertilização do solo, o controle de pragas, a polinização, até a proteção contra condições climáticas extremas. Veja as principais conclusões do estudo da OIT sobre emprego na economia verde: 6 milhões de empregos podem ser criados pela “economia circular” (reciclagem, reparos, aluguel e remanufatura), substituindo a “extração, fabricação, uso e descarte”. 2,5 milhões de postos de trabalho serão criados em eletricidade baseada em fontes renováveis, compensando cerca de 400.000 empregos perdidos na geração de eletricidade baseada em combustíveis fósseis. A geração de novos empregos pela economia verde vai superar com folga as perdas de vagas em alguns setores pelo mesmo motivo. Dos 163 setores analisados, apenas 14 perderão mais de 10 mil empregos no mundo. Apenas dois setores, extração e refino de petróleo, apresentam perdas de 1 milhão ou mais de empregos. Os aumentos de temperatura global poderão causar uma perda global de 2% nas horas trabalhadas até 2030, por causas médicas. Avanço desigual de empregos De acordo com o relatório, a geração destes postos de trabalho será desigual em diferentes partes do mundo. No continente americano, as práticas sustentáveis têm potencial de gerar 3 milhões de vagas, enquanto na Ásia e Pacífico podem surgir 14 milhões. Já na Europa, a previsão é de 2 milhões de empregos criados. Por outro lado, estas medidas podem levar a perdas líquidas de emprego no Oriente Médio (-0,48%) e na África (-0,04%). Segundo a OIT, essas regiões são mais dependentes de atividades ligadas a combustíveis fósseis e mineração, respectivamente. Segundo a autora do estudo, Catherine Saget, mudanças de políticas nessas regiões poderiam compensar as perdas de empregos antecipadas ou seu impacto negativo. "Os países de renda baixa e média ainda precisam de apoio para desenvolver a coleta de dados e adotar e financiar estratégias para uma transição justa para uma economia e sociedade ambientalmente sustentáveis, que inclua todas as pessoas de todos os grupos da sociedade”. Perda de horas trabalhadas Os aumentos de temperatura projetados pelo aquecimento global poderão fazer com que o estresse térmico, particularmente na agricultura, leve a várias condições médicas, incluindo exaustão e derrame, e cause uma perda global de 2% nas horas trabalhadas até 2030, devido a doenças. "Os países devem tomar medidas urgentes para antecipar as habilidades necessárias para a transição para economias mais verdes e oferecer novos programas de treinamento", diz o relatório da OIT. Ainda segundo o estudo, a transição para sistemas agrícolas mais sustentáveis poderia criar empregos em fazendas orgânicas de médio e grande porte, "além de permitir que os pequenos proprietários diversifiquem suas fontes de renda, especialmente se os agricultores tiverem as habilidades certas".
Veja Mais

13/05 - Sobre o consumismo e o uso abusivo dos smartphones
 O Metrô estava cheio e as duas moças tagarelas não se importunavam com a audiência. E eu, que nunca perco a alma e a escuta de jornalista, prestei atenção e pesquei uma chance de refletir com vocês sobre consumismo e sobre o uso dos celulares. Vejam só:   – Cara, estou uma pilha de nervos. Você nem vai acreditar o que aconteceu.   – Não sei, mas pelo seu jeito...   – Meu filho, simplesmente, mexeu no meu celular de tal jeito que bloqueou!! Não posso ver nada nem mandar nada para ninguém. Um inferno! Até chorei hoje no trabalho por causa disso..   – Ah, se acontecesse comigo também eu ia me desesperar. Deus me livre! Mas você deixa o garoto pegar no celular?   – O que eu posso fazer? Ele também é viciado, que nem eu (risos)... Tem dois anos de idade, mas já sabe mexer em tudo. Só que às vezes dá ruim.   – E agora? O que você vai fazer?   – Vou descer numa estação antes da minha porque tem uma loja lá que talvez conserte. Se não consertar, vou me endividar outra vez e compro outro. Ah, sem celular é que eu não fico mesmo, já pensou?   Minha estação chegou antes, tive que abandonar a história. Mas não é muito difícil saber que o fim é mesmo aquele que a moça de aparência modesta, talvez pertencente à classe D, profetizou: mais dívidas, menos dinheiro sobrando no fim do mês de um parco salário. Em nome de quê?   Que pena que não pude conversar um pouco. Curiosidade de saber o que leva uma pessoa a ficar nervosa, a ponto de chorar, pela falta de um aparelho celular. Mas acho que já sei a resposta: vício, simples assim. Além de um consumismo extremo, às avessas, indiferente à crise econômica, ao desemprego, à falta de perspectiva. Quero deixar claro que isto não é um julgamento, e sim uma possibilidade de se pensar sobre a realidade.   Mas leio no “The Guardian” que tal vício já foi detectado até pelo Google, que prontamente se propôs a nos ajudar contra isso. Com o objetivo de melhorar nosso “bem-estar-digital”, o site está lançando uma série de recursos, entre eles um aplicativo que funcionará como uma espécie de painel, informando rapidamente como - e com que frequência – a pessoa usa o telefone.   “Ele permitirá que você defina limites de tempo por meio de um cronômetro de aplicativos e avise quando estiver usando por muito tempo”, explica o jornalista Matt Haig no artigo para o jornal britânico.   O jornalista se questiona até que ponto se pode apostar na eficácia de uma medida que usa mais tecnologia para combater o abuso da tecnologia. E completa:   “É irônico uma empresa que alimenta nosso vício em tecnologia nos dizer que ela é a chave para nos livrar dela. Isso funciona como um bom programa de marketing  e antecipa qualquer crítica futura à irresponsabilidade corporativa”.   De qualquer forma, prefiro também trazer a reflexão para a nossa medida de responsabilidade nisso. Não me parece razoável, embora tenha muito medo de julgar, que uma moça aparentemente de baixo poder aquisitivo se esforce tanto para obter algo que não vai ser definitivo para ajudá-la a respirar. Afinal, viver não é o propósito final? E sei que não se trata de um caso único, nem mesmo raro.   Uma pesquisa publicada há dois anos pelo Centro de Pesquisas Pew pode explicar bem a complexidade dessa era da interconexão à custa da tecnologia. Não é recente, mas vale a pena ser revisitada, porque colabora com a reflexão à qual estou me propondo.   O estudo, conduzido em 40 países, entrevistou 45.435 pessoas e concluiu que houve um aumento, considerado “notável” pelos pesquisadores, na porcentagem de pessoas em países emergentes que dizem estar conectadas e ter um smartphone.   “Em 2013, uma média de 45% de moradores de 21 países emergentes e em desenvolvimento relataram usar a internet pelo menos ocasionalmente, ou possuir um smartphone. Em 2015, esse número subiu para 54%, com grande parte desse aumento vindo de grandes economias emergentes, como Malásia, Brasil e China. Em comparação, uma média de 87% usam a Internet em 11 economias avançadas pesquisadas em 2015, incluindo EUA e Canadá, grandes nações da Europa Ocidental, países do Pacífico desenvolvidos (Austrália, Japão e Coréia do Sul) e Israel.”   Quando a pergunta feita era apenas sobre se a pessoa tinha ou não um smartphone, a diferença entre os países emergentes e os países ricos ficou na faixa de 31 pontos apenas.   “Os índices de propriedade de smartphones em países emergentes e em desenvolvimento estão aumentando extraordinariamente, passando de uma média de 21% em 2013 para 37% em 2015. E maiorias esmagadoras em quase todas as nações pesquisadas relatam possuir alguma forma de dispositivo móvel, mesmo que elas não sejam consideradas ‘smartphones’”, revelam os pesquisadores.   Quanto ao uso que fazem dos dispositivos, a conclusão é direta: “Usuários da Internet em países emergentes são usuários mais frequentes de redes sociais em comparação com os EUA e a Europa”. E os maiores seguidores de redes sociais estão no Oriente Médio (86%), na América Latina (82%) e na África (76%). Nos Estados Unidos este percentual é de 71% e em seis países europeus é de 65%.   O perfil daqueles que usam mais a internet é o de pessoas com mais escolaridade e de renda mais alta, tanto nos países desenvolvidos quanto nos pobres. A idade gira entre 18 e 34 anos.   Fico por aqui. Sem muitas chances de desenvolver o pensamento, lembro-me bem de observar, quando tive chance de viajar para outros países, diferenças  fundamentais nos usuários do Metrô. Há a maioria que lê livros e há a maioria que gruda os olhos em telas de smartphones. O que interessa para as empresas que produzem esses dispositivos, claro, é ver todo mundo usando. Mas, será mesmo que é progresso aquilo que trazem?                               
Veja Mais

13/05 - Como uma molécula descoberta no Brasil pode salvar o diabo-da-tasmânia de extinção
Mamífero australiano ameaçado por um câncer parasitário tem como esperança uma proteína identificada em aranhas brasileiras. Uma forma contagiosa e transmissível 'parasitária' de câncer pode extinguir diabo-da-tasmânia nas próximas décadas Getty Images Uma molécula descoberta em uma aranha no Brasil poderá salvar da extinção um mamífero que vive do outro lado planeta. Batizada de gomesina, um peptídeo (pequena proteína, nesse caso formada por 18 aminoácidos), foi encontrada na aranha caranguejeira Acanthoscurria gomesiana. Agora, pesquisadores australianos estão testando sua ação no combate a um tipo de câncer que está dizimando a população do diabo-da-tasmânia, marsupial que só vive na ilha que lhe dá o nome, localizada a 240 km da costa sudeste da Austrália. O diabo-da-tasmânia (Sarcophilus harrisii) é o maior marsupial carnívoro do mundo. Até 3 mil anos atrás ele vivia também na parte continental da Austrália, mas hoje seu habitat se restringe à ilha da Tasmânia, que é um Estado australiano. Mesmo lá, ele corre sério risco de extinção, por causa de uma forma contagiosa e transmissível "parasitária" de câncer conhecida como doença do tumor facial do diabo-da-tasmânia (TFDT). Desde que o mal surgiu, em 1996, cerca de 80% desses animais foram mortos. Se nada for feito, os cientistas estimam que a espécie será extinta dentro dos próximos 15 a 25 anos. Segundo o biólogo Pedro Ismael da Silva Júnior, pesquisador do Laboratório Especial de Toxinologia Aplicada do Instituto Butantan, que descobriu a gomesina, a doença que acomete o diabo-da-tasmânia se caracteriza por feridas na face, principalmente na boca e no nariz. "Esses machucados vão aumentando e se espalhando, destruindo os rostos dos animais e os impedindo de comer, o que lhes causa a morte por inanição", explica. "O câncer se espalha de maneira rápida e se apresenta em 65% da ilha da Tasmânia. A cura do tumor pode salvar essa espécie da extinção." Molécula sintética É isso o que está tentando fazer um grupo de pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Queeensland, em Brisbane, na Austrália. Eles estão testando uma molécula sintética desenvolvida e patenteada por Silva Júnior a partir da proteína da A. gomesiana, e um peptídeo semelhante, encontrado na aranha da espécie Hadronyche infensa, que vive naquele país. Os cientistas demonstraram que, em laboratório, a gomesina interfere no ciclo das células cancerosas, modificando a produção de várias moléculas. Isso torna as células inviáveis, matando-as. O processo foi descrito em artigo publicado neste ano na revista online Cell Death Discovery, do grupo Nature. Pedro Ismael da Silva Júnior descobriu a gomesina Arquivo pessoal Nada disso seria possível, no entanto, sem a descoberta de Silva Júnior. Ele conta que sempre trabalhou com aranhas, a princípio estudando os pelos urticantes delas. Quando foi fazer o mestrado, no entanto, seu orientador morreu e ele precisou substituí-lo. "Minha nova orientadora, Sirlei Daffre, propôs que passássemos a pesquisar o sistema imune de aracnídeos em busca de peptídeos antimicrobianos", lembra. "Eu topei e então começamos a buscar as moléculas bioativas no sangue das aranhas." Durante o trabalho, que se estendeu de 1994 a 2000, ele encontrou várias dessas moléculas, uma das quais muito potente e promissora. "Demos o nome a essa proteína de gomesina, em homenagem à espécie de aranha caranguejeira Acanthoscurria gomesiana", conta. "A importância disso é que uma descoberta brasileira, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e com registro pelo escritório de patentes da Universidade de São Paulo, está sendo utilizada por pesquisadores australianos para salvar da extinção um organismo vivo e único da região." Novos antibióticos Silva Júnior também explica por que se dedicou a verificar a presença de moléculas com atividade antibiótica em seu sangue (hemolinfa) de aracnídeos. "Esses organismo vivem na Terra há mais de 450 milhões de anos e os registros fósseis, principalmente no âmbar, mostram que eles mudaram muito pouco no curso da evolução", diz. "Então, por viverem em ambientes contaminados e não mudarem muito durante a evolução é que nos despertou a curiosidade de como esses animais se defendiam." Os estudos de Silva Júnior demonstraram ainda que essa molécula também está presente em outros aracnídeos. "Essa informação, bem como a sequência de resíduos de aminoácidos da gomesina, foi compartilhada por meio de publicações científicas, com acesso permitido a todos os cientistas do mundo", explica. "Na Austrália, os pesquisadores verificaram a presença dessa molécula em uma aranha caranguejeira de lá. Utilizaram tanto a proteína encontrada nessa espécie como a descoberta por nós aqui no Brasil (sintetizaram usando a sequência de resíduos de aminoácidos disponível em banco de dados) para avaliar sua atividade contra o tipo de câncer que está levando à extinção o diabo-da-tasmânia." Molécula foi identificada na aranha caranguejeira Rogerio Bertani Avanço médico Mas não é só para tratar o câncer do diabo-da-tasmânia que a gomesina poderá ser empregada. Com sua atividade contra bactérias, fungos e vírus ela poder ser usada para o desenvolvimento de novos antibióticos, mais potentes que os atuais. Nesse caso, ela poderia ser empregada no combate às várias espécies de bactérias resistentes às drogas atuais. Mas é provável que um novo medicamento a partir dessa proteína seja desenvolvido primeiro em outro país. "Temos a patente e já tentamos torná-la um produto, mas não conseguimos", lamenta Silva Júnior. "É muito difícil o desenvolvimento de uma droga no Brasil." O pesquisador esclarece que não tem nenhum trabalho em conjunto ou colaboração direta com o grupo australiano. "A partir de nossas descobertas, o grupo de lá foi capaz de avaliar uma molécula contra esse tipo de câncer e verificar sua funcionalidade", diz. "Temos inúmeras publicações mostrando as diversas atividades da gomesina, inclusive a antitumoral. Cada cientista que descobre alguma coisa ajuda os pesquisadores do futuro." Ele ressalta ainda que não há competição. "São grupos trabalhando em prol do combate às doenças, cada um dando sua contribuição e caminhando cada vez mais para frente", explica. "Não sou movido por vaidades. Espero realmente que um dia possamos todos estar desfrutando de um medicamento que possa resolver nossos problemas de saúde. Fruto da associação de todos os pesquisadores do mundo. Que estejamos acima das pobres políticas de ciência e saúde de nossos países."
Veja Mais

12/05 - Dia das Mães: veja as 'mães-coruja' do reino Animal em FOTOS
Galeria reúne 20 cenas de afeto entre mães e seus filhotes, registradas em zoológicos e na natureza. Cientistas já estimaram em 8,7 milhões o número de espécies existentes no planeta Terra, sendo a grande maioria delas pertencente ao reino Animal. Mas muitas delas se transformam em verdadeiras 'mamães-coruja' na hora de cuidar de suas crias. Para celebrar o Dia das Mães, o G1 reuniu cenas de afeto entre mães e filhotes, capturadas em zoos e na natureza ao redor do mundo. Veja abaixo: Zoo apresenta filhote de panda na França Zoo Parc de Beauval via AP A chita Bingwa e seus filhotes no zoolíogico de St. Louis, no estado americano do Missouri. Ela teve uma rara ninhada com 8 filhotes Carolyn Kelly/St. Louis Zoo via AP O bebê gorila Kukena observa do ombro de sua mãe, Salomé, os presentes com comida dados pelo Zoológico de Bristol por conta do aniversário de um ano do filhote. Os presentes foram dados pelo zoo britânico na véspera Ben Birchall/PA via AP O filhote de urso-polar Nanook dá os primeiros passos sob olhar atento da mãe em recinto do zoológico de Gelsenkirchen, na Alemanha. Filho de Lara, Nanook nasceu em dezembro e só agora deu os primeiros passos do lado de fora da caverna artificial com a mãe Martin Meissner/AP/Arquivo Um filhote de ganso-do-egito se esconde embaixo da sua mãe, em Stuttgart, no sul da Alemanha Sina Schuldt/dpa/AFP/Arquivo O panda bebê Mini Yuan Zi parece acenar dando tchau enquanto é cuidado por sua mãe, Huan Huan, no zoológico Beauval, em Saint-Aignan-sur-Cher, na região central da França ZooParc de Beauval via AP Foto divulgada pelo Lincoln Park Zoo, em Chicago, mostra um gorila filhote com 6 dias de vida abraçando sua mãe, Bana, de 17 anos Tony Gnau/Lincoln Park Zoo via AP Um orangotango bebê é visto ao lado de sua mãe no zoológico de Leipzig, na Alemanha Jens Meyer/AP Onça-pintada é registrada carregando filhote na boca. Cena foi capturada o dentista e fotógrafo de natureza Mike Bueno no rio Cuiabá, no Pantanal Mike Bueno/Vc no TG Filhote de parauacu, macaco que vive no norte da Amazônia, aparece no colo da mãe no zoológico da cidade suíça de Basileia Basel Zoo/Divulgação Um dos quíntuplos recém-nascidos filhotes de guepardo é lambido por sua mãe Savannah em seu recinto no zoológico de Praga, República Tcheca Petr David Josek/AP O filhote de porco-formigueiro (aardvark) Winsol dorme encolhido no colo de sua mãe, Ali, no Zoológico e Jardim Botânico de Cincinatti, nos EUA John Minchillo/AP O filhote de um chimpanzé-pigmeu de uma semana de vida é visto com sua mãe no zoológico Planckendael em Mechelen, na Bélgica François Lenoir/Reuters A ursa-parda Úrsula lambe seu filhote no Zoológico Pomerode, no Vale do Itajaí (SC) Zoo Pomerode/Divulgação Filhote de girafa recebe uma lambida de sua mãe no Zoológico e Jardim Botânico de Budapeste, na Hungria Attila Kisbenedek/AFP Filhote de peixe-boi é visto nadando ao lado da mãe 11 dias após seu nascimento, no parque zoológico de Beauval, na França Guillaume Souvant/AFP O filhote de panda gigante Xiang Xiang é puxado pela sua mãe Shin Shin no zoológico Ueno em Tóquio, no Japão Kyodo News via AP Onça-pintada vai de encontro ao filhote para incentivá-lo a atravessar um rio. Cena foi capturada o dentista e fotógrafo de natureza Mike Bueno no rio Cuiabá, no Pantanal Mike Bueno/Vc no TG Tamanduá-bandeira filhote pega carona nas costas da mãe no Pantanal sul-mato-grossense Alexandre Sá/TG Filhote de hipopótamo brinca com a mãe em zoo no Vale do Itajaí (SC) Zoológico de Pomerode/Divulgação
Veja Mais

11/05 - Três pandas-vermelhos são salvos do tráfico de animais em Laos
Animais foram encontrados amontoados em caixas na parte traseira de uma caminhonete durante um controle fronteira de país asiático.  Um dos panda-vermelhos resgatados em Laos em foto de 8 de maio de 2018 Joe Freeman/AFP Encontrados amontoados em caixas na parte traseira de uma caminhonete durante um controle fronteiriço, três pandas-vermelhos estão agora instalados em um santuário para animais em Laos, depois de recuperarem sua saúde. Seis pandas-vermelhos foram encontrados nesta caminhonete quando chegavam da China, desidratados, famintos e em tão mau estado que, pouco depois de chegarem ao santuário, três deles morreram. Os três sobreviventes, chamados Jackie Chan, Bruce Lee e Paz, continuarão um tempo no abrigo administrado pela associação "Free the Bears", nas montanhas próximas à turística cidade de Luang Prabang, antes de decidirem o que farão com eles. "Comem bem, estão relaxados", disse Sengaloun Vongsay, responsável pelo programa "Free the Bears" em Laos. Essa é a primeira vez que pandas-vermelhos, buscados como animais de companhia por sua bela pelagem, são descobertos em Laos, um centro do tráfico de animais por sua localização entre Tailândia, Camboja, Vietnã e China. Além do comércio ilegal de animais, os pandas-vermelhos também estão ameaçados pela diminuição de seu hábitat natural no Nepal, Butão, Índia, China e Mianmar.
Veja Mais

11/05 - Ondas azul-metálicas brilhantes surpreendem moradores no litoral da Califórnia
Fenômeno é produzido por algas e não ocorria desde 2013 na cidade de San Diego. Show de luzes já foi registrado em várias partes do mundo e tem a ver com fenômeno produzido por algas BBC Uma deslumbrante “onda” de azul metálico encheu de cor as praias de San Diego, na Califórnia. O fenômeno, conhecido como “maré vermelha”, é produzido por algas e não era registrado desde 2013 na cidade americana. De dia, ele torna a água vermelha, mas ao anoitecer as algas irradiam um brilho azulado ao serem agitadas por movimentos como o quebrar das ondas. Os shows de luzes bioluminescentes – ou seja, produzidas e emitidas por um organismo vivo – já foram também registrados em outras partes do mundo, e encantam quando acontecem. Não há como estimar a duração do fenômeno, diz instituto de oceanografia da Califórnia BBC “Dirigi até a praia para testemunhar a ‘aurora boreal do oceano’", disse uma usuária do Instagram que postou fotos da praia de La Jolla Cove em seu perfil. Em seu site, o Instituto Scripps de Oceanografia da Califórnia afirma que as marés vermelhas são imprevisíveis e que não há como estimar a duração do fenômeno. Episódios anteriores duraram períodos variados, de uma semana a um mês ou mais. Os dinoflagelados, ou seja, as algas que compõem o fenômeno, não estão na lista de “mais tóxicos”. No entanto, os cientistas alertam que algumas pessoas podem ser sensíveis a eles e sugerem manter distância dos organismos.
Veja Mais

11/05 - A noiva que se casou 5 dias após perder braço por causa de ataque de crocodilo
Zanele Ndlovu relata momentos de horror que viveu ao ser atacada em rio no Zimbábue e como reuniu forças para não adiar a tão sonhada cerimônia. Noiva foi atacada em passeio de barco e teve braço amputado BBC A princípio, parece um casamento como outro qualquer. Mas aos poucos, se vê que a noiva está apenas com parte do braço, coberta por bandagens, e que o casamento está sendo realizado num hospital. Confira o vídeo. Apenas cinco dias antes destas imagens serem gravadas, Zanele Ndlovu estava lutando por sua vida após um crocodilo a morder e a puxar para dentro do rio Zambezi, no Zimbábue. A jovem de 25 anos relatou à repórter Shingay Nyoka, da BBC, os momentos de terror que viveu e sua determinação para que isso não adiasse o seu sonho de se casar. Encontro com a morte "Não tínhamos qualquer medo", diz Zanele ao se recordar do momento em que ela e seu marido entraram em uma canoa para duas pessoas no Zimbábue em 30 de abril. "Eles disseram: 'Você verão alguns crocodilos', mas não nos alertaram que eles poderiam nos atacar." De fato, não há qualquer sinal de preocupação no retrato feito pelo casal, que namorava há um ano e meio, pouco antes de tudo acontecer, ainda nas margens do rio, próximo das famosas Cataratas de Vitória. "Eram águas muito tranquilas", disse seu marido, Jamie, de 27 anos. "Foi um momento bem relaxante. Não vimos ou ouvimos nada." Mas, de repente, um crocodilo "saltou" para fora do rio, diz Jamie. Zanele diz que eles "levaram alguns segundos para se dar conta de que era um crocodilo de verdade". E o animal não só a tinha mordido, mas também a canoa, fazendo com que ela e o marido caíssem na água. Com os dentes fincados no braço de Zanele, o animal a puxou para baixo d'água. "Ele me mordeu ao menos três vezes neste braço", disse ela, apontando para o membro amputado. "Aqui, ele deu uma pequena mordida, no meu dedão", acrescentou, indicando seu outro braço. "Meu primeiro pensamento foi: 'Vou morrer'. A água estava cheia de sangue, mas, então, depois de algum tempo, pensei: 'Não, vou lutar'", lembra. "Aguentei firme até que os guias conseguissem me salvar e me colocar em sua canoa." Fora d'água, um dos guias conseguiu fazer um torniquete em seu braço para interromper a hemorragia enquanto pediam ajuda. Mas Zanele sabia que sua situação não era boa. "Vi minha mão de relance, e ela estava dependurada por um fiapo de pele. Eles não sabiam que eu tinha consciência disso e tentaram esconder minha mão de mim", disse ela. "Por sorte, eu estava com muito frio, o que reduziu a dor." Zanele e Jamie não quiseram adiar a cerimônia e a realizaram na capela do hospital. BBC 'A vida é imprevisível' Zanele foi levada até um hospital em Bulawayo, a segunda maior cidade do país, onde teve o braço amputado. Após a operação, não demorou muito para que ela voltasse a pensar no casamento que havia planejado com tanto cuidado. "Nosso plano sempre foi nos casarmos em 5 de maio", disse Jamie. "Um ou dois dias após ela ser operada, o médico disse: 'Estamos vendo que você está se recuperando bem'. Ele disse que o hospital permitiria que realizássemos o casamento ali, na capela." O casal não quis adiar a cerimônia, ainda que menos pessoas pudessem comparecer, e em circunstâncias bem diferentes das quais com que tinham sonhado. Mas Zanele diz que valeu a pena. "A vida é imprevisível. Sabe quando dizem que, quando fazemos planos, Deus ri de nós? Isso faz bem mais sentido para mim agora." "A vida é imprevisível", disse a noiva BBC "Claro, estavam presentes pessoas que estava vendo pela primeira vez após o acidente. Elas choravam, pareciam estar deprimidas", disse ela. "Isso foi um pouco difícil, mas as outras pessoas que estavam felizes me animaram." Jamie diz se lembrar apenas de "ter sido um momento feliz". Agora, o casal pensa no seu futuro, sobre a possibilidade de Zanele usar uma prótese e voltar a trabalhar em algum momento. "Vai levar algum tempo para me acostumar com minha nova vida, mas estamos lidando bem com tudo até agora", disse Zanele, com uma determinação que a teria surpreendido há apenas 10 dias. "É curioso. Sou uma pessoa mais positiva hoje do que jamais fui. Isso meio que mudou minha vida, já que quase morri. É difícil explicar para alguém que não estava lá. Poderia facilmente ter morrido. Não é todo dia que uma pessoa sobrevive a um ataque de crocodilo. Então, acordo todos os dias feliz por estar viva."
Veja Mais

11/05 - Ciência desvenda truque da aranha para saltar sobre sua presa
Pesquisadores analisam o salto da aranha batizada de 'Kim' para desenvolver uma nova geração de robôs. Equipe de pesquisadores usou tecnologia avançada para filmar os saltos da aranha e descobrir os principais truques BBC Cientistas estão treinando uma aranha para saltar por demanda para tentar decifrar o mecanismo utilizado pelos araquinídeos nos saltos que dão ao capturar suas presas. Confira o vídeo. Batizada de Kim, a aranha é capaz de saltar a uma distância equivalente a seis vezes o seu próprio comprimento – humanos, por sua vez, pulam até uma vez e meia a própria altura. Ao desvendar os segredos dos saltos de Kim, pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, acreditam ser possível desenvolver uma nova geração de robôs inspirados nos movimentos da aranha. Kim é da espécie Phidippus regius, conhecida pela habilidade de executar saltos de precisão para atacar as presas, incluindo insetos e pequenos invertebrados. Ela é um exemplar de uma das milhares de aranhas saltadoras que são encontradas em todo o mundo e caçam ativamente ao invés de capturar presas em uma teia. Eles têm excelente visão, com quatro olhos grandes na frente e quatro olhos menores no topo da cabeça. A equipe de pesquisadores usou tecnologia avançada para filmar os saltos da aranha e descobrir os principais truques. Os cientistas também fizeram uma análise computadorizada em 3D para construir um modelo das pernas e da estrutura do corpo da aranha. Descobriram que ela usa diferentes estratégias de salto, incluindo uma trajetória menor, mais rápida e mais precisa. Em outros momentos, desempenhava saltos mais eficientes em termos de energia, a uma distância maior. "Ela pula no ângulo ideal, o que significa que é capaz de entender o desafio que lhe é apresentado", disse Mostafa Nabawy, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo. “Então ela pode calcular o desempenho na decolagem para executar um salto ótimo em termos de demanda de energia." Pulos precisos Os pesquisadores selecionaram um número de aranhas fêmeas para o trabalho. Todas foram compradas num pet shop em Manchester. Mas apenas Kim foi obrigada a dar os saltos nas plataformas de decolagem e pouso construídas no laboratório. Os dados dos vídeos foram analisados para entender as forças por trás dos saltos e como são geradas. “A força nas pernas na decolagem podem ser até cinco vezes maiores que o peso da aranha – isso é incrível e, se conseguirmos entender essa biomecânica, poderemos aplicar em outras áreas de pesquisa”, explica Nabawy. Robôs Mostafa Nabawy é um engenheiro que está interessado em desenvolver robôs capazes de voar e pular. Ele pretende aplicar as análises dos saltos de Kim na robótica. “Aranhas têm que planejar tudo. Elas têm que executar saltos precisos para atingir as presas o mais rápido possível”, observa. Os saltos das aranhas normalmente se baseiam apenas na força muscular, não na pressão hidráulica (bombeamento de fluido dentro das pernas para aumentar a força muscular), que tem sido debatido como um mecanismo usado por algumas aranhas. Assim, o papel do movimento hidráulico nas aranhas continua sendo uma questão em aberto. "Nossos resultados sugerem que, embora Kim possa mover as pernas hidraulicamente, ela não precisa da potência adicional da hidráulica para alcançar seu extraordinário desempenho de salto", disse o copesquisador Bill Crowther.
Veja Mais

11/05 - Estudo da Unicamp avalia que SP perdeu chance de aprender com seca e alerta: 'Crise hídrica é permanente'
Economista ecológico Bruno Puga analisou período de seca e as políticas de gestão da água. Modelo de expansão "domina" e governo deixa de lado saneamento básico e uso racional. Crise hídrica do estado de São Paulo em 2013 interrompeu o abastecimento de água Reprodução/EPTV Um estudo realizado pelo economista ecológico Bruno Peregrina Puga, da Unicamp, aponta que São Paulo "perdeu a oportunidade de aprender" com a crise hídrica, implantando soluções mais práticas e efetivas para lidar com a gestão da água. Em sua tese, o pesquisador defende a necessidade de ampliar o leque de ferramentas para garantir o abastecimento da população. "Nossa crise hídrica é permanente", avisa. "O estado busca água cada vez mais longe, faz grandes obras e transposições, mas não resolve o problema central, que é a falta de saneamento básico e o descaso com recursos hidricos da própria bacia." Puga explica que diante da situação emergencial vivida por São Paulo, era esperado uma mudança de políticas na área. "Durante a crise, surgiu uma oportunidade ímpar de colocar na agenda soluções que são almejadas por especialistas, ambientalistas, e que vão além do atual modelo, de expansão da oferta. É preciso pensar no uso racional e mais eficiente dos recursos hídricos." O pesquisador resalta que a maior parte das soluções apresentadas envolve a expansão da oferta, sendo que muitas dessas obras são contestadas e nem sairam do papel. "Na região de Campinas, o governo planeja a construção de duas barragens, em Pedreira (SP) e Amparo (SP). Isso mostra que eles fizeram algo diante da crise, mas só reforçou o modelo das grandes infraestruturas." Bruno Puga analisou cenário da crise hídrica em São Paulo nos anos de 2013 e 2015 Antonio Scarpinetti/Unicamp Em tese desenvolvida na área de economia do meio ambiente do Instituto de Economia (IE) da Unicamp, o pesquisador afirma que medidas como campanhas de redução de consumo, de uso eficiente, além de revisão de antigas instalações, precisariam, ao menos, andar ao lado das grandes obras. "Não é uma solução ou outra. Precisaria lançar mão de um conjunto de ações, propor uma nova cultura de relacionamento com a água. É preciso afastar essa imagem que o Brasil tem fartura de água. A maior parte está na bacia Amazônica, na região Norte. Diante da quantidade de pessoas que vivem nessa região, a disponibilidade hídrica é pior que de regiões semiáridas", defende. Ponto positivo Para Puga, o ponto positivo da crise hídrica foi o envolvimento da sociedade civil com o que estava acontecendo. Segundo ele, uma "população bem informada age melhor para gerir o uso da água". O pesquisador aponta que medidas práticas foram pouco ou nada incentivadas durante a crise. "Obra de saneamento não dá muita visibilidade política", lamenta o profissional, que analisou os problemas enfrentados em São Paulo durante os anos de 2013 e 2015. Seca atual Campinas (SP) completa nesta sexta-feira (11) 39 dias sem chuva, e o Rio Atibaia, responsável pelo abastecimento de 95% do município, está com volume 19% abaixo do esperado para o período. Responsável por "socorrer" a região, o Sistema Cantareira, que praticamente secou durante a crise hídrica em 2014, opera atualmente com 49% da capacidade, e liga o alerta da população para o risco de racionamentos. No período da seca, o rio Atibaia ficou irreconhecível Associação de Proteção Ambiental Jaguatibaia Veja mais notícias da região no G1 Campinas
Veja Mais

11/05 - Corais da Amazônia se estendem até Guiana Francesa, mostra estudo
Recife cobre área muito maior do que se imaginava. Região pode ser afetada pela exploração do petróleo, demonstram cientistas.   Corais da Amazônia podem funcionar como um corredor de conexão entre o Caribe e o Brasil, dizem cientistas Greenpeace Localizado primeiramente na costa norte do Brasil, recife cobre área muito maior do que se imaginava. Região poderá receber plataformas de exploração de petróleo. Fragmentos do recém-descoberto recife de corais no Atlântico próximo à região da foz do rio Amazonas foram encontrados não apenas no Brasil, mas também em águas da Guiana Francesa. As estruturas foram localizadas por pesquisadores a bordo do navio Esperanza, cedido pelo Greenpeace para a missão científica, anunciaram os participantes da expedição nesta sexta-feira (11/05). "Registramos imagens de alguns corais e espécies de peixes. Futuras análises nos dirão mais sobre a presença da pluma do rio Amazonas, sedimentos e microorganismos na região", comenta Gizele Duarte Garcia, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os corais foram localizados entre 95 e 120 metros de profundidade em duas áreas diferentes, a cerca de 150 quilômetros da cidade de Caiena, na Guiana Francesa. Anunciado em 2016 num artigo publicado por pesquisadores brasileiros numa revista científica, o recife só havia sido localizado até então em águas brasileiras. Em 2013, blocos para exploração de petróleo foram leiloados na região conhecida como Bacia da Foz do Amazonas pela ANP, Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. A empresa francesa Total, que adquiriu blocos à época, é a mais adiantada no processo de licenciamento junto ao Ibama. "A revelação torna ainda mais importante proteger essas áreas da exploração do petróleo. Com as fortes correntes que existem no mar da região, um derramamento de óleo nas plataformas da Total situadas no Brasil poderia também atingir e danificar o recife na porção da Guiana Francesa", afirma Helena Spiritus, bióloga do Greenpeace. No fim de abril, o Ministério Público do Amapá recomendou ao Ibama a não autorização da exploração de petróleo na região. Além da Total, a inglesa BP também busca o licenciamento. Segundo o Ibama, a decisão sobre o licenciamento ainda não tem prazo para sair. Corredor submarino Para os cientistas, os corais da Amazônia podem funcionar como um corredor de conectividade entre duas grandes regiões: Caribe e Brasil. "Aqui no recife do Amazonas, a gente encontra um pouco do que a gente encontra no Brasil e um pouco do que ocorre no Caribe. Então a gente tem aqui uma sobreposição de organismos que ocorrem nas duas regiões", disse Ronaldo Francine-Filho, pesquisador da UFPB (Universidade Federal da Paraíba) que participou da primeira parte da expedição. Até então, acreditava-se que o rio Amazonas, pelo gigantesco volume de água doce que despeja no mar, funcionasse como uma barreira geográfica. O recife pode significar um elo. "A descoberta dos fragmentos na Guiana Francesa reforça a tese do estudo que mostra evidências de que os Corais da Amazônia fazem parte de um grande bioma entre o Atlântico Caribe", complementa a bióloga do Greenpeace. Estima-se que o recife cubra uma área de 56 mil quilômetros quadrados, maior que o estado do Rio de Janeiro.
Veja Mais

10/05 - Ibama muda regra de transporte de animais silvestres entre estados para evitar fraudes
Notas fiscais eram fraudadas para dar aparência de legalidade a animais retirados irregularmente da natureza. Agora, será preciso pagar taxa e emitir autorização pelo instituto.  Papagaio é um exemplo de animal silvestre; animal não pode ser retirado da natureza Belmira McLeod/VC no TG O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis) mudou a regra para o transporte de animais silvestres entre estados no Brasil. Agora, o transporte de animais vivos ou abatidos deve ser feito mediante autorização de transporte e pagamento de boleto por meio do SISFauna, sistema de controle da fauna silvestre brasileira. Se o sistema não funcionar, o Ibama orienta para que o autorização seja emitida em qualquer unidade do instituto. A nova portaria foi publicada nesta semana no Diário Oficial da União e substitui regra de 1997. A norma anterior exigia apenas a apresentação de Nota Fiscal emitida pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento, informa o Ibama. Segundo o instituto, no entanto, notas falsas eram utilizadas para regularizar animais retirados da natureza. "A mudança foi proposta a partir da constatação de que notas fiscais falsas eram usadas para dar aparência de legalidade à venda de animais retirados irregularmente da natureza", informou o Ibama. Atualmente, animais silvestres só podem ser adquiridos em criadouros autorizados pelo órgão ambiental competente. Não há autorização para a retirada livre da natureza, diz o Ibama. Além da AT (Autorização de Transporte) e pagamento do boleto, o responsável deverá apresentar o Guia de Trânsito Animal, documento que atesta a regularidade sanitária do animal, informa o institutod. O transporte de animais de estimação que não pertençam à fauna silvestre, como cães e gatos, não é afetado pela nova exigência, informa o Ibama. O instituto "normatiza apenas a comercialização e o transporte de animais da fauna silvestre brasileira procedentes de empreendimentos de fauna registrados no Ibama", diz o instituto. Animais silvestres no Brasil Segundo a ONG WWF, o Brasil é um dos países que mais exporta animais silvestres ilegalmente no mundo. O transporte desses animais movimenta 1 bilhão de dólares anualmente, diz a ong. Diferente de cães e gatos, o animal silvestre não é doméstico e reage à presença do ser humano. O papagaio, a arara, o mico e o jabuti são exemplos de animais silvestres.
Veja Mais