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09/04 - Alertas de desmatamento na Amazônia batem recorde em março
Foram 367, km² no mês passado, conforme medições do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe. Sob governo Bolsonaro, desmatamento e queimadas na Amazônia aumentaram Reuters Os alertas de desmatamento na Amazônia em março foram os maiores já registrados para o mês desde o começo da série histórica, segundo dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). Foram 367, km² no mês passado, conforme medições do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter). ONGs pedem a Biden que governo americano pare de negociar a 'portas fechadas' com Bolsonaro sobre meio ambiente Em março de 2020, foram 326,9 km². Na série histórica, que considera os dados das temporadas desde 2015, o mês de março com maior devastação verificada pelos satélites foi em 356 km² no período 2017/2018. Desmatamento na gestão Bolsonaro Em nota, o Greenpeace alerta que o aumento de 12,5% nas medições em relação a março do ano passado ocorreu mesmo com uma cobertura de nuvens superior, que pode ter dificultado a leitura dos radares do Deter. “O que já é ruim pode piorar, com Ricardo Salles trabalhando contra o meio ambiente e o Congresso Nacional trabalhando para legalizar grilagem, flexibilizar o licenciamento ambiental e abrir terras indígenas para mineração, o desmatamento tende a continuar em alta” - Cristiane Mazzetti, Gestora Ambiental do Greenpeace. O Greenpeace afirma que o atual governo é responsável por um "aumento histórico do desmatamento com taxas anuais não observadas desde 2008, com 9% de aumento em 2020 comparado ao ano de 2019". A organização ainda lembra a paralisação do Fundo Amazônia e corte de recursos para a proteção do meio ambiente, como verificado no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2021. A entidade aponta ainda que grandes polígonos de desmatamento têm sido cada vez mais observados nas imagens de satélite, com áreas de até 5 mil hectares. “Voltamos à era dos grandes desmatamentos e em meio a medidas que promovem o desmatamento na Amazônia e premiam os criminosos, o Deter de março é mais um motivo para que o governo Biden não assine um “cheque em branco” com o governo de Bolsonaro”, completa Cristiane. Coalizão Brasil pede ao Governo medidas urgentes contra desmatamento
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07/04 - Geleiras derretendo e minerais raros surgindo: por que prestar atenção ao novo governo da Groenlândia
Estados Unidos, China e diversos outros países estão de olho nos resultados do pleito no território, que tem importância econômica e localização estratégica no cenário internacional. A Groenlândia é uma das regiões menos povoadas do mundo Getty via BBC O resultado das eleições na Groenlândia, nesta quarta-feira (7), colocou em xeque o andamento de um grande projeto de mineração na ilha que envolve grandes interesses internacionais no Ártico — e, por isso, tem sido acompanhado de perto por grandes potências. A Groenlândia é um território pertencente à Dinamarca, mas é autônomo, portanto pode escolher seus próprios governantes. Localizada entre a América do Norte e a Europa, a Groenlândia tem uma área de mais de 2 milhões de quilômetros quadrados e é considerada a maior ilha do mundo. E também é o território menos densamente povoado do mundo: tem uma população de apenas 56 mil pessoas. A economia da ilha depende da pesca e de subsídios dinamarqueses, mas o derretimento do gelo tem aberto caminho para a exploração de recursos minerais — especificamente para um projeto de mineração de elementos raros no sul da ilha e que virou um tema central da eleição desta semana. Veja no VÍDEO abaixo: degelo recorde na Groenlândia Cientistas registram perda de gelo recorde na Groenlândia O pleito parlamentar foi vencido com folga pelo partido de esquerda Inuit Ataqatigiit, que conquistou 37% dos votos e prometeu fazer oposição ao projeto de mineração. O partido agora terá que compor um novo governo. A vitória tira a maioria do partido governista Siumut, que manteve o poder pela maior parte do tempo desde que a Groenlândia obteve autonomia da Dinamarca, em 1979. O partido defende o projeto de mineração. Entenda o que está em jogo e qual o interesse internacional na região. Moradores da cidade de Narsaq, próximos às minas de Kvanefjeld, estão preocupados com o projeto Greenland Minerals LTD/Handout via Reuters O que está em jogo A empresa proprietária da mina em Kvanefjeld, sul da Groenlândia, afirma que o local tem "potencial para se tornar o mais significativo produtor do mundo ocidental" de minerais de terras raras, um grupo de 17 elementos (como neodímio, praseodímio, disprósio e térbio) usados ​​na fabricação de eletrônicos e armas. O Partido Siumut apoia o desenvolvimento da mina, argumentando que o projeto forneceria centenas de empregos e geraria centenas de milhões de dólares anualmente ao longo de várias décadas, o que poderia levar a uma maior independência em relação à Dinamarca. Mas o oposicionista (e agora vencedor) Inuit Ataqatigiit, ligado aos povos originários da região, os Inuit, critica a proposta, em meio a preocupações sobre a produção de poluição radioativa e lixo tóxico. O futuro da mina Kvanefjeld é significativo para vários países — o local é propriedade de uma empresa australiana, a Greenland Minerals, que é apoiada por uma empresa chinesa. A preocupação com as consequências ambientais dos projetos de mineração é grande no país EPA via BBC Por que a Groenlândia é importante? A Groenlândia esteve nas manchetes várias vezes nos últimos anos, com o então presidente americano Donald Trump sugerindo, em 2019, que os EUA poderiam comprar o território. A Dinamarca rapidamente descartou a ideia como "absurda", mas o interesse internacional no futuro do território continuou. Relembre no VÍDEO abaixo Groenlândia rebate Trump e diz que não está à venda A ilha se tornou centro de uma disputa estratégica entre EUA e China tanto por sua importância econômica para a mineração quanto por sua posição geográfica entre a América e a Europa. A China já tem acordos de mineração com a Groenlândia, enquanto os EUA — que têm uma base aérea importante da era da Guerra Fria na cidade de Thule — ofereceram milhões em ajuda. A própria Dinamarca reconheceu a importância da ilha: em 2019, colocou a Groenlândia como prioridade em sua agenda de segurança nacional pela primeira vez. E diversos outros países, como Reino Unido, Austrália, Canadá e Nova Zelândia, também têm interesse na região para reduzir sua dependência da China para suprimentos minerais. No entanto, a mineração não é a única questão no centro do debate na Groenlândia. O território está entre os mais afetados pelo aquecimento global, com cientistas relatando perda recorde de gelo no ano passado. Mas o recuo do gelo também aumentou as oportunidades de mineração e de novas rotas de navegação através do Ártico, o que poderia reduzir os tempos de transporte global. Essa realidade em mudança também aumentou o foco em disputas territoriais de longa data, com Dinamarca, Rússia e Canadá buscando a soberania sobre uma vasta cadeia de montanhas subaquáticas perto do Pólo Norte conhecida como Lomonosov Ridge. A Rússia vem aumentando suas atividades econômicas e militares no Ártico, onde possui uma longa costa costeira, gerando preocupação por parte dos governos ocidentais.
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07/04 - Filhote de girafa dá seus primeiros passos em zoológico de Miami, nos EUA; veja vídeo
A girafinha nasceu em 2 de abril, pesando cerca de 80kg e é a mais nova de 7 irmãos. VÍDEO: filhote de girafa dá seus primeiros passos em zoológico de Miami, nos EUA O Zoológico de Miami, nos Estados Unidos, ganhou um novo morador – um bebê girafa que nasceu em 2 de abril, mas que foi apresentado aos visitantes nesta segunda-feira (5). Os cuidadores do parque registraram os primeiros passos do filhote, que tenta caminhar, de um jeito ainda desengonçado, sob as pernas da mamãe girafa (veja no vídeo acima). Ainda sem ter sido batizado, os responsáveis pelo zoológico informaram que o espécime é um macho e que nasceu pesando cerca de 80kg. Filhote de gorila é o primeiro a nascer no zoo de Berlim em 16 anos; veja vídeo Além disso, o novato é o caçula de mais 7 irmãos. Initial plugin text S A gestação de uma girafa dura cerca de 15 meses, e a mãe dá à luz ao bebê em pé mesmo – que despenca de uma altura de quase 2 metros na hora do parto. Segundo o zoológico, o recém-nascido passou por uma série de exames e recebeu um microchip de identificação. A União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, da sigla em inglês) considera que as girafas são hoje uma espécie vulnerável por conta da redução de sua população nos últimos anos.
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06/04 - ONGs pedem a Biden que governo americano pare de negociar a 'portas fechadas' com Bolsonaro sobre meio ambiente
Em carta enviada ao presidente americano, cerca de 200 organizações afirmam que decisões sobre o meio ambiente e Amazônia devem envolver sociedade civil e populações locais, e que Bolsonaro é 'pior inimigo'. 'Gigantes' na Amazônia: santuário com castanheiras e angelins-vermelhos no Amapá Rafael Aleixo/Setec/Divulgação Cerca de 200 organizações não governamentais ligadas ao meio ambiente enviaram carta nesta terça-feira (6) ao presidente norte-americano, Joe Biden, na qual criticam negociações "a portas fechadas" com o Brasil sobre a Amazônia. Além disso, a carta aponta que negociações e acordos entre os países que não levem em conta a sociedade civil, os governos subnacionais, a academia e populações locais representam endosso ao que chamam "tragédia humanitária e ao retrocesso ambiental e civilizatório imposto por Bolsonaro". O documento também defende que nenhum acordo deve ser firmado com o governo do presidente Jair Bolsonaro antes que o desmatamento na Amazônia seja reduzido aos níveis determinados pela Política Nacional sobre Mudança do Clima. Desmatamento na Amazônia em 2020 é mais de 3 vezes superior à meta proposta pelo Brasil para a Convenção do Clima "Não é razoável esperar que as soluções para a Amazônia e seus povos venham de negociações feitas a portas fechadas com seu pior inimigo", diz o documento. "Qualquer projeto para ajudar o Brasil deve ser construído a partir do diálogo com a sociedade civil, os governos subnacionais, a academia e, sobretudo, com as populações locais que até hoje souberam proteger a floresta e todos os bens que ela abriga", completa trecho da carta. Maior desmatamento em 10 anos Desmatamento na Amazônia em 2020 foi o maior dos últimos 10 anos Em 2020, o desmatamento na Amazônia foi o maior nos últimos dez anos, como mostra o vídeo acima. Cerca de 8 mil quilômetros de floresta foram destruídos entre janeiro e dezembro do ano passado. É como se um espaço que equivale a cinco cidades de São Paulo desaparecesse. Segundo o Observatório do Clima, uma das entidades que assina a carta, os Estados Unidos mantém conversas com o Brasil a portas fechadas sobre o meio ambiente há mais de um mês. Um acordo entre os dois países deverá ser anunciado ainda em abril. "Um acordo entre os dois países deverá ser anunciado na cúpula sobre o clima convocada por Biden para os próximos dias 22 e 23. Fontes próximas à negociação afirmam que o acordo deve envolver transferência de recursos para o Brasil — na campanha, Biden chegou a falar em levantar US$ 20 bilhões para a Amazônia", diz comunicado do Observatório do Clima. Na carta, as entidades lembram o discurso de campanha de Joe Biden, que prometeu lutar pela democracia e pelo meio ambiente, e cobram que o presidente americano se posicione. “O Brasil é hoje um país dividido. De um lado, estão os indígenas, quilombolas, cientistas, ambientalistas e pessoas que atuam contra o desmatamento e pela vida. De outro, está o governo Bolsonaro, que ameaça os direitos humanos, a democracia e coloca em risco a Amazônia. Biden precisa escolher de que lado ficará”, afirmou Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima. Retrocessos ambientais Kayapós divulgam manifesto contra garimpo em terra indígena As entidades lembraram na carta enviada à Biden os retrocessos ambientais que vem ocorrendo durante o governo Bolsonaro, como o sucateamento de órgãos de fiscalização ambiental e combate ao desmatamento e queimadas, como o Ibama, e os projetos que tentam legalizar a mineração e a construção de hidrelétricas em terras indígenas na Amazônia. Bolsonaro assina projeto com regras para mineração e geração de energia em terras indígenas Índios podem vetar garimpo em suas terras, mas não hidrelétricas, diz projeto do governo Presidente do Ibama diz que órgão tem déficit de R$ 19 milhões e contratos sem pagamento há 3 meses "O governo Bolsonaro tenta a todo custo legalizar a exploração da Amazônia, trazendo prejuízos irreversíveis para nossos territórios, povos e para a vida no planeta", disse Alberto Terena, coordenador- executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, outra ONG signatária da carta. “Quando o Cerrado, a Amazônia ou o Pantanal queimam, é o nosso povo que queima. O governo Bolsonaro faz acordos bilaterais de destruição da natureza que não cumprem o que está na Constituição; ele não respeita e não demarca nossos territórios", afirmou Biko Rodrigues, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas. VÍDEOS: Natureza e meio ambiente
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05/04 - Japão tem florada das cerejeiras mais cedo em 1,2 mil anos; FOTOS
Cientistas alertam que floração antecipada da 'sakura', a flor favorita do país, é um indício do impacto das mudanças climáticas. Árvores floresceram totalmente em 26 de março em Quioto; fenômeno costuma ocorrer apenas em abril. Pessoas com máscaras de proteção saem às ruas em Tóquio, capital do Japão, para apreciar a florada das cerejeiras em 26 de março de 2021, em plena pandemia do novo coronavírus Eugene Hoshiko/AP O início da Primavera no Japão marca um período de encher os olhos: o pico de florescimento das cerejeiras, que leva milhares às ruas e parques do país para observar o fenômeno, que dura poucos dias e é reverenciado há mais de mil anos. Mas, em 2021, as famosas cerejeiras brancas e rosas floresceram totalmente em 26 de março em Quioto, a data mais antecipada em 12 séculos, segundo registros da Universidade da Prefeitura de Osaka (embora não haja registros em todos os anos). A floração mais cedo indica mudanças climáticas, afirma Yasuyuki Aono, professor de ciência ambiental da universidade responsável por compilar um banco de dados completo dos registros das floradas ao longo dos séculos. Os registros começam no ano 812 e incluem documentos judiciais da Quioto Imperial, a antiga capital do Japão, bem como diários medievais. Segundo Aono, as floradas mais cedo até então, ocorridas em 27 de março, foram nos anos de 1612, 1409 e 1236. VÍDEO: Cerejeiras do Japão florescem mais cedo pela primeira em 1,2 mil anos Os japoneses costumam aproveitar o "pico de florescimento" das cerejeiras para passear pelos parques, fazer piqueniques embaixo dos galhos e abusar das selfies. Mas, neste ano, a florada de cerejeiras veio e se foi em um piscar de olhos. O fenômeno costuma ocorrer em abril, quando o país comemora o início de seu novo ano letivo e comercial. "À medida que as temperaturas sobem, o início da floração é mais cedo", afirmou Aono à agência de notícias Reuters. Na capital Tóquio, as cerejeiras atingiram o máximo da florada em 22 de março, o segundo ano mais cedo já registrado, segundo a televisão americana CNN. "À medida que as temperaturas globais aumentam, as geadas da última Primavera estão ocorrendo mais cedo e a floração está ocorrendo mais cedo", afirmou Lewis Ziska, da Universidade de Columbia, à CNN. Mulher com máscara para se proteger da propagação do coronavírus tira foto de flores de cerejeira em Tóquio em 30 de março Koji Sasahara/AP Ciclista usa pau de selfie para filmar a florada das cerejeiras em 29 de março em Tóquio. A cerejeira, chamada de 'sakura', é a flor favorita do Japão Kiichiro Sato/AP Japoneses aproveitam a florada para sair às ruas e tirar selfies sobre o rio Meguro, em Tóquio, em 28 de março Kiichiro Sato/AP A Agência Meteorológica do Japão acompanha 58 cerejeiras "referência" no país. Neste ano, 40 já atingiram o pico de floração e 14 o fizeram em tempo recorde (as árvores normalmente florescem por cerca de duas semanas todos os anos, do primeiro botão até a queda de todas as flores). “Podemos dizer que é mais provável por causa do impacto do aquecimento global”, disse Shunji Anbe, funcionário da divisão de observações da agência. As temperaturas globais em 2020 estiveram entre as mais altas já registradas e rivalizaram com 2016 como o ano mais quente de todos os tempos, segundo dados compilados pela Organização Meteorológica Mundial divulgados em janeiro. Pessoas atravessam rua em meio à florada das cerejeiras, a flor favorita do Japão, em Tóquio Kiichiro Sato/AP Mulher com máscara de proteção levanta seu cachorro de estimação para tirar uma foto sob as flores de cerejeira em 26 de março em Tóquio Eugene Hoshiko/AP Pessoa tira foto de flores de cerejeira em 26 de março em Tóquio. Especialistas apontam que fenômeno ocorreu mais cedo no Japão em 2021 devido às mudanças climáticas Eugene Hoshiko/AP As flores de cerejeira têm longas raízes históricas e culturais no Japão, anunciando a Primavera e inspirando artistas e poetas ao longo dos séculos. Sua fragilidade é vista como um símbolo de vida, morte e renascimento. Nos tempos modernos, as pessoas se reúnem sob as flores de cerejeiras a cada primavera para festas hanami (observação das flores) geralmente abastecidas por saquê. Com o fim do estado de emergência para conter as infecções pelo novo coronavírus em todas as áreas do Japão, muitas pessoas se aglomeraram em locais populares de exibição no fim de semana, embora o número de pessoas tenha sido menor do que em anos normais. Veja reportagem do Jornal Hoje de 2017 sobre a florada das cerejeiras: Florada das cerejeiras marca a chegada da primavera ao Japão VÍDEOS: as últimas notícias internacionais
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05/04 - Como animais encontram remédios na natureza
Pesquisas sobre automedicação animal começaram há 35 anos, quando cientista se surpreendeu ao encontrar um chimpanzé mastigando uma planta amarga. Pesquisas sobre automedicação animal começaram há 35 anos, quando cientista se surpreendeu ao encontrar um chimpanzé mastigando uma planta amarga Getty Images via BBC Algo estranho aconteceu há 35 anos, quando o primatologista Mike Huffman estava estudando um grupo de chimpanzés no oeste da Tanzânia. Chausiku, uma das fêmeas, deixou seus filhotes com outros animais da espécie, subiu em uma árvore e deitou-se em um ninho. "É incomum que chimpanzés durmam durante o dia", explica Huffman. Então aconteceu algo extraordinário. Chausiku desceu da árvore, pegou seu filho, caminhou devagar e com dificuldade, seguida pelo grupo, até que se sentou em frente a um arbusto. "O nome do arbusto é mjonso", explicou Mohamedi Seifu Kalunde, assistente de pesquisa de Huffman. Kalunde é um renomado especialista na selva local. Ele foi treinado por seus pais e avós na arte da fitoterapia, estudo das plantas medicinais. "É um medicamento muito poderoso e importante para nós", ele diz. A planta, que em português é chamada de vernonia (Vernonia amygdalina), é usada na Tanzânia para tratar malária, parasitas intestinais, diarreia e dores de estômago. Muitos outros grupos na África tropical e na América Central — que conhecem a erva por vários nomes, mas geralmente como "folha amarga" — também a usam para tratar doenças como malária, esquistossomose, disenteria amebiana e outros parasitas intestinais e dores de estômago. A chimpanzé Chausiku arrancou alguns galhos e removeu a casca e as folhas, que se ingeridas em grandes quantidades podem ser letais. A Vernonia amygdalina pode ser tóxica, mas alguns chimpanzés da Tanzânia sabem que ela pode ter efeitos curativos Getty Images via BBC O interessante — além de não ser uma planta que faça parte da alimentação desses primatas — é que Chausiku mastigou o miolo e depois cuspiu as fibras. Será que a chimpanzé fazia isso não para se alimentar, mas para se sentir melhor? Em outras palavras, Chausiku estava usando a erva deliberadamente como um medicamento? Mjonso Chausiku foi dormir em seu ninho mais cedo do que de costume. No dia seguinte, Huffman e Kalunde notaram que ela continuava se sentindo mal: ela precisava descansar com frequência, movia-se devagar e comia pouco. Mas tudo mudou cerca de 24 horas após a ingestão da seiva amarga de mjonso. A chimpanzé correu pela floresta até chegar a um prado pantanoso, onde devorou ​​grandes quantidades de figos, tutano de gengibre e capim elefante. Chausiku com seu filho Chopin MIKE HUFFMAN As observações que Huffman e Kalunde fizeram durante aqueles dois dias em novembro de 1987 se tornaram a primeira evidência documentada de um animal consumindo uma planta com propriedades medicinais e se recuperando posteriormente. Eles teriam descoberto a medicina animal? Conexão profunda Embora seja verdade que esta foi a primeira evidência científica de automedicação em animais, Huffman enfatiza que não é uma descoberta, mas uma "redescoberta" de algo que algumas culturas deixaram cair no esquecimento. Mas nem todas. Na Tanzânia, por exemplo, aquela profunda conexão com a natureza ainda estava viva. "Sabemos por nossa tradição que animais doentes procuram plantas para melhorarem, então usamos essas plantas para tratar nossas doenças também", explicou Kalunde. O episódio com os chimpanzés não foi a primeira vez que cientistas observaram o que parecia ser automedicação no reino animal. Mais de uma década antes, o primatologista Richard Wrangham e seus colegas viram que os chimpanzés muitas vezes engoliam folhas inteiras sem mastigar. Na época, os cientistas se perguntaram se os animais faziam isso para curar infecções parasitárias. A equipe até cunhou o termo zoofarmacognosia — do grego zoo ("animal"), farmaco ("droga ou remédio") e gnosy ("conhecimento") — para descrever o comportamento. Mike Huffman (à dir.) descreve seu relacionamento com Mohamedi Seifu Kalunde (à esq.) como 'uma parceria intelectual mútua' Mike Huffman Mas eles não conseguiram provar que essas folhas continham produtos químicos tóxicos para os parasitas, ou que os chimpanzés estavam doentes antes ou que foram curados após se automedicar. Ou seja, ainda não havia elementos para provar a automedicação. Sabendo disso, Huffman conseguiu que seus colegas bioquímicos analisassem a Vernonia amygdalina. Eles descobriram mais de uma dúzia de novos compostos com propriedades antiparasitárias. Além disso, o primatologista coletou amostras fecais do grupo Chausiku e descobriu que, depois de mastigar a planta, os ovos do parasita nas fezes diminuíram em até 90% em um dia. E mais, observações subsequentes mostraram que eles tendiam a mastigar folhas mais amargas durante a estação chuvosa, quando os parasitas eram mais abundantes. "Esse foi o início desta jornada que embarquei há 35 anos ou mais", diz Huffman, professor da Universidade de Kyoto, no Japão. Ele acabou se tornando um dos maiores especialistas em automedicação animal. Chowsiku e sua planta de folha amarga foram a chave para estudos posteriores, que mostraram que o evento estava longe de ser único. Na verdade, agora sabemos que esse tipo de comportamento vai muito além dos chimpanzés. Outros mamíferos, pássaros e até insetos tratam suas próprias doenças de maneiras diferentes. Huffman precisava provar que os chimpanzés sabiam o que estavam fazendo ao consumir remédios naturais Getty Images via BBC Hábito estranho O próprio Huffman começou a investigar relatos de outro lugar na Tanzânia, onde macacos tinham "o estranho hábito de pegar folhas ásperas, dobrá-las na boca e engoli-las". "Durante anos procurei um sistema para estudar adequadamente esse tipo de comportamento", até que descobri "que na verdade eles estavam expulsando parasitas". Como as folhas são difíceis de digerir, elas "diminuem a quantidade de tempo que o alimento leva para passar pelo trato intestinal". Eles estavam limpando seu sistema digestivo. "Em exatamente seis horas, eles expulsaram os parasitas." Depois de discutir o assunto com os colegas, um grupo de cientistas começou a investigar. Hoje se sabe que existem 40 espécies diferentes de folhas que 17 populações diferentes de chimpanzés, bonobos e gorilas usam para se livrar de parasitas. E os primatas não são os únicos a usar essa técnica. "Agora sabemos que pequenos mamíferos como a civeta também dobram e engolem folhas e expelem parasitas, e grandes mamíferos como o urso pardo e o urso preto fazem parecido", diz o cientista. Algumas araras e papagaios usam argila para tratar dores de estômago; a argila se liga às toxinas e as remove do corpo Getty Images via BBC "Também os gansos da neve canadenses, geralmente os mais jovens, se automedicam antes de migrar no inverno, quando vão para o sul e têm um longo caminho a percorrer. Eles limpam seus sistemas antes de passar por esse longo e estressante período sem poder se alimentar". As borboletas usam remédios? "No ano passado, uma observação realmente interessante foi feita em Bornéu (ilha no sudeste asiático): orangotangos estavam mastigando certas plantas, mas sem engoli-las, apenas triturando-as com os dentes até formar uma pasta que depois era esfregada por 15 a 45 minutos", disse Kim Walker, do Royal Botanic Gardens, em Londres. "O que é realmente interessante é que era a mesma planta que a população humana local usava para dores nas articulações." "Há muitos, muitos animais que usam todos os tipos de drogas para tratar seus próprios patógenos e infecções", diz Jaap De Rhoda, biólogo da Emory University, em Atlanta, nos Estados Unidos. "Mas eu estava interessado em entender se animais com cérebros menores e mais diferentes do ser humano também poderiam usar formas de medicação." Quando está doente, a borboleta-monarca protege seus filhotes com compostos químicos Getty Images via BBC Os insetos são um grupo de animais que desenvolveram uma ampla gama de diferentes estratégias de medicação. Um exemplo é a borboleta-monarca que, quando ainda é lagarta, só pode comer erva-leiteira ou as plantas leiteiras. Essas plantas tóxicas contêm substâncias químicas chamadas cardenólidos. As borboletas são imunes a esses compostos tóxicos, que se acumulam em seu sistema e as protegem de predadores. Mas, além disso, as espécies de erva-leiteira que apresentam maiores concentrações desses elementos acabam defendendo esses insetos de um parasita mortal: Ophrycocystis Electroscirrha. A questão a se descobrir é se a borboleta-monarca procura especificamente essas espécies medicinais de erva-leiteira quando já estão doentes. "Para nossa grande surpresa, descobrimos uma forte preferência entre as borboletas-monarca infectadas em colocar seus ovos nessas plantas medicinais que reduzirão a infecção em seus descendentes futuros. Já aquelas que não estão infectadas, escolheram plantas ao acaso." E há outra criatura frágil e pequena que tem conhecimento médico. As abelhas espalham um remédio na colmeia, mas o composto também é usado na alimentação Getty Images via BBC O remédio das abelhas "As abelhas têm maneiras diferentes de tratar suas infecções", diz De Rhoda. "Por exemplo, elas coletam resinas das árvores, a substância pegajosa que as árvores produzem como defesa. As abelhas misturam a resina com sua cera, usam em suas colmeias e está comprovado que esse composto reduz o crescimento de todos os tipos de patógenos", explica. Não apenas serve como uma defesa em suas casas, mas "agora elas também podem consumi-lo, para reduzir as doenças em seu próprio corpo". Para De Rhoda, "uma das coisas interessantes sobre isso é pensar que a medicina é uma profissão que pode evoluir com o tempo, mas que também pode se perder. E é isso o que estamos vendo com as abelhas". "A viscosidade é irritante, então, ao longo dos anos, os apicultores eliminaram inadvertidamente essa droga, selecionando as abelhas que usavam menos resina." "Agora devemos repensar as coisas e deixar as abelhas escolherem os próprios remédios, medicamentos que elas usam há milhões de anos, porque isso pode realmente beneficiar as colônias e, portanto, os apicultores". VÍDEOS: Mais vistos do G1 nos últimos dias
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03/04 - EUA estão 'esperançosos' de que podem trabalhar com a China em combate à emergência climática, diz Kerry
John Kerry é o enviado especial do governo americano para tratar das mudanças do clima. Ele declarou que 'outras questões' dos EUA com a China não devem atrapalhar união em projetos contra o aquecimento global. John Kerry, enviado especial dos EUA para questões do clima, em reunião nos Emirados Árabes Unidos neste sábado, 3 de abril WAM/Reuters O enviado especial dos Estados Unidos, John Kerry, afirmou que o país está esperançoso de que pode trabalhar com a China para combater as mudanças climáticas, apesar de velhas discordâncias que afetaram as relações bilaterais entre as duas nações. "Nossa esperança é que conseguiremos lidar com a China, sim", disse Kerry durante uma visita à capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, neste sábado (3). "O presidente Biden deixou claro e eu também deixei claro: nenhuma das outras questões que temos com a China — e elas existem — será refém ou será envolvida em uma troca pelo que precisamos fazer sobre o clima". As relações entre China e EUA ficaram tensas nos últimos anos por divergências sobre os acordos comerciais, o tratamento da China aos uigures e também sobre as ações chinesas sobre Taiwan e Hong Kong. Relatório acusa a China de esterilizar a população uigur Ativistas pró-democracia de Hong Kong são condenados por protesto em 2019 A China prometeu se tornar neutra em carbono até 2060, e o governo do presidente norte-americano, Joe Biden, deve anunciar um novo objetivo para reduzir as emissões em uma cúpula global do clima em 22 de abril. Neste domingo (4), Kerry participará de reuniões em Abu Dhabi sobre o clima do planeta e os projetos para o Oriente Médio e o norte da África. Os Emirados Árabes disseram que o diálogo seria focado em preparações nacionais e regionais antes da cúpula do clima da Organização das Nações Unidas (ONU) em Glasgow, na Escócia, prevista para novembro. Kerry disse ainda que os países discutiriam como reduzir a dependência do carvão e também como "aumentar as ambições" em relação às mudanças climáticas antes da conferência da ONU. “Eu acho que as próximas gerações estão gritando para cumprirmos nossa promessa”, acrescentou. Vídeos: Globo Natureza
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02/04 - Exposição em Manaus reúne animais que viveram na Amazônia há milhões de anos
Museu da Amazônia, o Musa, inaugura exposição sobre bichos pré-históricos neste sábado (3). Visitas devem ser agendadas. Exposição em Manaus reúne animais que viveram na Amazônia há milhões de anos O Museu da Amazônia, o Musa, inaugura uma exposição muito especial neste sábado (3), em Manaus. É um retrato de uma Amazônia antiga, de milhões de anos, que revela bichos pré-históricos, entre eles, o maior crocodilo do mundo. “O subsolo, o leito aonde repousa a Amazônia, tem dois bilhões e meio de anos”, explicou o diretor do Musa, Ennio Candotti. Essa Amazônia antiga ainda é pouco conhecida. Mas o Museu da Amazônia quer mudar isso. Exposição no Musa, em Manaus, começa no sábado Luciano Abreu/Rede Amazônica “Hoje em dia, através de pesquisa, a gente está criando uma verdadeira coleção paleontológica de grande interesse científico e, a partir do interesse científico, a gente cria conteúdos para poder divulgar esse conhecimento para a população”, disse Fillipo Stampanoni Bassi, arqueólogo e diretor adjunto e científico do Musa O conhecimento sobre a Amazônia vai ser em forma de exposição. É o público cara a cara com os bichos que dominavam estas terras há milhões de anos. “A Amazônia esconde muita coisa, a gente tem esse lençol verde em cima, mas embaixo, muito profundo, estão os dinos, os afloramentos aonde os dinos estão profundos”, disse o paleoartista Carlos Scarpini. Um dos astros dessa apresentação é o Amazonsaurus maranhensis. É uma espécie de saurópode, aqueles dinossauros com pescoço bem comprido. Ele é o vovô da exposição, viveu por aqui há pelo menos 110 milhões de anos. Outra estrela é o Eremotherium laurillardi, a preguiça gigante. Essa preguiça viveu há cerca de 11 mil anos. Os fósseis desse animal gigante foram encontrados espalhados por várias partes do Brasil, de cavernas de Minas Gerais e da Bahia até às margens de rios no Acre. Na Amazônia, ela viveu tanto na floresta quanto em áreas mais áridas, de cerrado. Um macho adulto chegava a pesar 5 toneladas. Podia atingir até seis metros de altura. Era um animal herbívoro, só se alimentava de gramas, de folhas e de arbustos. O Purussaurus brasiliensis foi o maior crocodilo do mundo. Existiu há cerca de 10 milhões de anos. Esse bicho tinha cerca de 12 metros e, segundo os cientistas, tinha a mordida mais forte que a do Tiranossauro rex. “É o primeiro Purussaurus no mundo que foi reconstruído em tamanho real, osso por osso”, explicou Lucy Gomes de Souza, paleontóloga do Musa. “Então isso torna essa exposição ainda mais única para os visitantes”. Em 2019, em um sítio arqueológico chamado cajueiro, no município de Boca do Acre (AM), foram encontradas uma mandíbula, vértebras e ossos dos braços do Purussaurus. Até então, os paleontólogos conheciam apenas o crânio e a mandíbula desse animal. Depois de milhões de anos é difícil encontrar um esqueleto completo. E para conseguir terminar toda a estrutura, a ciência se transforma em arte. Tudo começa em um desenho, que ganha forma e vira a parte de um todo. Antes esquecido, é o trabalho do paleoartista. “A fusão de dois segmentos da ciência, a ciência acadêmica, empírica, fria, estéreo que trabalha de fato com números, com dados concretos e a condição mais lúdica de você conseguir transportar esses dados estéreos para uma linguagem popular, para uma linguagem visual onde as pessoas consigam ver, o que o cientista consegue ver”, disse o paleoartista Carlos Scarpini. Exposição no Musa começa neste sábado Luciano Abreu/Rede Amazônica A exposição dos bichos pré-históricos do Musa começa neste sábado (3), respeitando todos os protocolos de prevenção a Covid. Inclusive com público reduzido para evitar aglomeração. Limite mesmo só não tem para a imaginação e para o conhecimento. “Este é o espírito desta exposição, contar a todos que temos uma história muito antiga, todos em comum, com bichos e com as plantas. Queremos viver juntos em boa paz, mas para viver juntos em boa paz, precisamos nos entender e, para nos entender, precisamos entender como é que viveram os grandes bichos”, finaliza o diretor do Musa, Ennio Candotti. Exposição: Passado presente: dinos e sauros da Amazônia Inauguração sábado, 3 de abril Aberta à visitação a partir de 9h Necessário agendamento pelo e-mail agendamento@museudaamazonia.org.br Exposição no Musa Luciano Abreu/Rede Amazônica Veja os vídeos mais assistidos do G1 Amazonas
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31/03 - Área registrada como propriedade particular em terras indígenas da Amazônia cresce 55%, diz estudo
O Ipam também analisou o impacto do garimpo ilegal nas terras indígenas. Além de alterações na paisagem, as invasões desses territórios levam violência e doenças para suas populações. Vista aérea de área queimada na Amazônia, perto de Apuí, no Amazonas, no dia 11 de agosto. Ueslei Marcelino/Reuters A área registrada ilegalmente como propriedade rural particular dentro de terras indígenas na Amazônia cresceu 55% entre 2016 e 2020. É o que mostra um estudo pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). O número de Cadastros Ambientais Rurais (CAR), que são uma espécie de registros autodeclarados de imóvel rural e que não podem ser feitos nesses territórios, aumentou 75% no mesmo período. Em 2019, o desmatamento nas áreas com Cadastros Ambientais Rurais respondeu por 41% do que foi registrado nesta categoria fundiária. Ainda que em 2020 esse índice tenha caído para 23%, ele tem crescido ano após ano. "O que estamos vendo aqui é o avanço da grilagem em terras indígenas na Amazônia e suas consequências”, disse a pesquisadora Martha Fellows, autora principal do estudo. Historicamente, as terras indígenas concentram uma das menores taxas de derrubada na Amazônia. Em 2019, responderam por 5% do total; em 2020, o índice foi de 3% de tudo o que se desmatou na Amazônia. Isso se deve principalmente ao modo de vida dos indígenas, que conserva a floresta. Mesmo a queimada de uso tradicional, para limpeza de roçados e pastagens, além de caça, é pontual e não explica à alta observada nos últimos anos, assim como a presença de vegetação savânica, que favorece o espalhamento do fogo, indica o estudo. Entre 2016 e 2020, os focos de calor dentro de CAR ilegais aumentaram 105%; excluindo o terreno grilado, o aumento foi de 33% nas terras indígenas. "Todos esses sinais, como o aumento do CAR onde ele não pode existir, área desmatada e fogo crescendo, mostram que os direitos fundamentais dos povos indígenas têm sido desrespeitados e seus territórios, invadidos", afirmou Fellows. Outro dado que reforça a intensificação da invasão nas terras indígenas é a concentração dos alertas: apenas 3% das terras indígenas da Amazônia responderam por 70% do desmatamento registrado em 2020, e 50% dos focos de calor. Entre elas estão territórios com alto índice de CAR irregular, como a terra indígena Ituna/Itatá, que tem 94% da sua área ocupada por grileiros, e quarta no ranking de desmatamento dentro de terras indígenas, e Cachoeira Seca, que concentra 15% de ocupação e é a 3ª no ranking. Garimpo O Ipam também analisou o impacto do garimpo ilegal nas terras indígenas. Em comparação com as áreas fora da área de influência da atividade, proporcionalmente o desmatamento foi 2,6 vezes e o fogo, 2,2 vezes maior dentro de sua zona de influência. Além de alterações na paisagem, as invasões desses territórios levam violência e doenças para suas populações. "O avanço da grilagem e do garimpo ilegal nas terras indígenas deve ser combatido com vigor, em cumprimento à Constituição e pela saúde e segurança desses brasileiros. Além do cancelamento dos Cadastros Ambientais Rurais irregulares, é preciso interromper a ocupação ilegal desses territórios", disse a diretora de Ciência do IPAM, Ane Alencar, que também assina a análise. Veja os vídeos mais assistidos do G1 Amazonas
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30/03 - Amazônia vacinou só um terço da população indígena, aponta estudo
Vacinar nas aldeias depende de uma logística complicada, que inclui uso de avião e até barco. E essa dificuldade de acesso às comunidades é um desafio a mais. Ritmo de vacinação de indígenas desacelera no Brasil, segundo relatório de ONG Vacinar nas aldeias depende de uma logística complicada, que inclui uso de avião e até barco. E essa dificuldade de acesso às comunidades é um desafio a mais. O Brasil tem mais de 817 mil indígenas. A Amazônia abriga 60% por cento da população indígena do país, o que representa 490.777 pessoas, segundo o IBGE. Mas, segundo um levantamento da ONG Open Knowledge Brasil, só um terço dessa população já foi vacinada: 163.592 pessoas. Campanha combate desinformação e notícias falsas sobre vacinação contra a Covid entre indígenas A análise identificou também uma queda no ritmo da aplicação da vacina contra a Covid-19 nos indígenas. Os indígenas que vivem em aldeias estão na lista de prioridade para a vacinação porque o acesso deles ao sistema de saúde é mais difícil e isso coloca esse grupo em uma situação de vulnerabilidade. “No momento em que se passou a aplicar a segunda dose, a primeira caiu drasticamente, ou seja, se parou de ter a vacinação de novas pessoas para vacinar aquelas que já tinham sido vacinadas e isso a gente tava num patamar além de 55%, o que mostra é que a gente não tinha nenhum planejamento efetivo sobre a quantidade de vacinas necessárias para completar as duas doses”, afirma a diretora-executiva da Open Knowledge, Fernanda Campagnucci Vacinar nas aldeias depende de uma logística complicada, que inclui uso de avião e até barco. E essa dificuldade de acesso às comunidades é um desafio a mais. A região do Alto Solimões, no Amazonas, abriga cerca de 70 mil indígenas. Mais de dois mil já foram infectados e 47 morreram por causa da Covid, segundo a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai). A vacinação prioritária de indígenas é tema de uma ação ajuizada no Supremo Tribunal Federal pela articulação dos povos indígenas do Brasil, a Apib O ministro Luis Roberto Barroso já garantiu que indígenas que estão em terras não homologadas e em contexto urbano sejam incluídos na lista de populações prioritárias para vacinação. O ministro ainda aguarda uma posição do governo sobre outras medidas para evitar a transmissão do vírus a população indígena. Por isso, o plano do governo de ação contra Covid foi homologado em parte. “A gente luta, continua lutando, defendendo, mantendo nosso território, reconhecendo nossas terras indígenas e, no momento que você migra, e está no núcleo urbano, você simplesmente deixa de ser prioridade”, afirma Marivelton Baré, diretor-presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro. Vacinação em indígenas no Alto Rio Negro, no interior do Amazonas Divulgação Veja os vídeos mais assistidos do G1 Amazonas
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29/03 - Mais de 30% de índios aldeados ainda não foram vacinados contra a Covid-19 no Amazonas
Para especialista, divulgação de notícias falsas e descrédito sobre vacinas contribuem para tantos indígenas ainda não terem sido imunizados no estado. Vacinação em indígenas no Alto Rio Negro, no interior do Amazonas Divulgação Mais de 30% de indígenas aldeados ainda não foram vacinados contra a Covid-19 no Amazonas. Segundo o membro do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Francisco Loebens, existem diversos fatores para um grande número de indígenas ainda não terem sido imunizados no estado, entre eles: Divulgação de notícias falsas; Resistência por adeptos de religiões fundamentalistas; Descrédito na imunização a partir de falas de autoridades. "Tive muitas informações de resistência dentro de algumas comunidades por conta do medo que foi provocado em relação às vacinas. No Vale do Javari, foi preciso acionar lideranças mais antigas para fizer um trabalho de convencimento da comunidade. Mas há também uma relação da presença de religiões mais fundamentalistas e as informações chegam muito deturpadas pelos meios de comunicação. Há muitas fake news sobre a vacina e isso acaba trazendo esse temor", justificou. Para Loebens o cenário é preocupante, visto o alto número de casos e óbitos provocados pela Covid-19 entre os indígenas. No entanto, o discurso sobre a não-eficácia do imunizante é algo que, apesar de reverberar entre os povos tradicionais, vem de longe. "É um número absurdo de indígenas que vem morrendo por conta da Covid. É claro que esse discurso negacionista não se dá em todas as comunidades. Nem todas têm esse temor. Mas é a situação do país, a realidade que vivemos. A deturpação da prevenção que a vacina traz vem do próprio presidente e isso tem um impacto sobre as pessoas e sobre os indígenas também", explicou. Questionado se a logística poderia ser um fator prejudicial para a imunização dos índios, o missionário acredita que não. Para ele, os Dseis dispõem de toda uma estrutura para chegar em comunidades mais distantes: "Não colocaria tanto peso na logística. A não ser que haja aí um problema de recursos, mas a gente não tem informações sobre isso", resumiu. Números divergentes Para a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), 34% dos indígenas ainda necessitam ser vacinados. Já para a Fundação de Vigilância e Saúde do Estado (FVS-AM) são 31,6%. Existe uma diferença nos números de indígenas mapeados pelos dois órgãos e também em relação às doses que já foram aplicadas entre eles. Para a Sesai, a população indígena aldeada do estado é de 93.401 pessoas. Desse total, até a sexta-feira (26), 31.941 ainda não tinham recebido nenhuma dose do imunizante. Já o painel de monitoramento da FVS-AM mostra que o total de índios que vivem em terras indígenas e são contemplados pela imunização é de 101.567. Desse total, 32.766 não foram vacinados. Segundo a Sesai, o Amazonas tem sete Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), unidades de saúde voltadas para este público em específico. O maior deles é o do Alto Solimões, que tem uma população estimada em 34.312 índigenas. Lá, 24.863 já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e 16.900, a segunda. Um total de 9.449 ainda não foram imunizados. O Dsei do Alto Rio Negro é o segundo maior. Cerca de 17.182 indígenas vivem na região. E assim como o do Alto Solimões, o número de índios que também não foram imunizados é alto: 7.866. IMUNIZAÇÃO: Campanha combate desinformação e notícias falsas sobre vacinação contra a Covid entre indígenas ACESSO DIFÍCIL: Barcos transportam vacinas até aldeias indígenas isoladas no AM Vacinas vencem em abril Secretário da Saúde fala sobre doses destinadas a indígenas que vencem em abril Neste domingo (28), o secretário de saúde do Amazonas, Marcellus Câmpelo, disse que um lote de vacinas destinadas aos indígenas vence agora em abril. Segundo ele, existe um movimento do Conselho de Secretários de Saúde Municipais para que essas doses sejam transferidas para os municípios para evitar o risco de perdê-las. "Pelo cadastro da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) é um volume grande de vacinas ainda não aplicadas nos povos indígenas pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) de cada região. E é um pleito do conselho de secretários municipais pedindo que essas doses sejam revertidas para os municípios. Essas doses vencem em abril e precisamos tomar uma decisão junto ao PNI nacional e estadual para o redirecionamento ou não", disse. Questionada sobre a diferença de seus dados em relação aos da Sesai, a FVS informou que consolida os dados de vacinação a partir de indicadores de doses aplicadas informadas pelos municípios do Estado. No entanto, por conta de se tratar de indígenas aldeados, a Sesai é a primeira instituição a obter os dados de doses aplicadas. A Secretaria, então, repassa a informação desse quantitativo à secretaria municipal de saúde do município que, por sua vez, informa os dados de vacinação para a FVS. O G1 também chegou a questionar a Sesai sobre a diferença nos números e aguarda resposta. Indígena Huitoto navega em rio na região de fronteira do Amazonas com a Colômbia Tatiana de Nevó / AFP Veja os vídeos mais assistidos G1 Amazonas
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28/03 - Mala com 185 tartarugas recém-nascidas é descoberta no aeroporto de Galápagos
Ministério do Meio Ambiente do Equador divulgou caso por meio de sua conta no Twitter. A polícia e a promotoria investigam o ocorrido. Mala contendo 185 tartarugas é descoberta no aeroporto de Galápagos Reprodução/ Twitter Ministério do Ambiente do Equador Representantes do aeroporto e do Parque Nacional de Galápagos (PNG), no Equador, identificaram em uma mala 185 tartarugas recém-nascidas que seriam levadas do arquipélago, anunciou no Twitter o Ministério do Meio Ambiente do país. As ilhas Galápagos ficam a 1.000 km da costa equatoriana e possuem flora e fauna únicas no mundo. Segundo o ministério, a descoberta ocorreu "durante uma inspeção de rotina do @aerogalapagos e do @parquegalapagos". A polícia e a promotoria investigam o caso. Initial plugin text Na mesma rede social, o ministro Marcelo Mata fez uma crítica a "esses crimes contra a fauna silvestre e o patrimônio natural dos equatorianos", e disse confiar em que os fatos ocorridos "serão punidos com todo o rigor, conforme as normas vigentes". O tráfico de fauna silvestre é um crime com pena de um a três anos de prisão no Equador. As tartarugas gigantes chegaram há cerca de 3 milhões de anos àquela região vulcânica no Pacífico. VÍDEOS: veja mais sobre natureza
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28/03 - Monumentos pelo mundo ficam às escuras para a Hora do Planeta; veja fotos
Durante uma hora, grandes construções geralmente bem iluminadas ficam com as luzes apagadas para conscientizar sobre a proteção ao meio ambiente. Visitantes tiram fotos na Praça Vermelha, em Moscou, das luzes apagadas do Kremlin e da Catedral de São Basílio, neste sábado (27), na Hora do Planeta 2021 Pavel Golovkin/AP Photo Ao longo deste sábado (27), monumentos do mundo inteiro apagaram total ou parcialmente as luzes para conscientizar sobre a proteção da Terra, na edição de 2021 da Hora do Planeta. A iniciativa, organizada pela organização WWF e repetida em diversos países, pede que as luzes fiquem apagadas por uma hora a partir das 20h30 (nos horários locais). Veja abaixo fotos da edição de 2021 da Hora do Planeta Atenas, Grécia Luzes do Parthenon, em Atenas (Grécia), apagadas para a Hora do Planeta neste sábado (27) Alkis Konstantinidis/Reuters Berlim, Alemanha Luzes do Sony Center, na Potsdamer Platz (Berlim, Alemanha), apagadas para a Hora do Planeta 2021 neste sábado (27) Hannibal Hanschke/Reuters Luzes do Portão de Brandenburgo (Berlim, Alemanha) também ficaram apagadas para a Hora do Planeta 2021 neste sábado (27) Hannibal Hanschke/Reuters Moscou, Rússia Monumentos do centro de Moscou, capital da Rússia, com luzes apagadas para a Hora do Planeta 2021 neste sábado (27) Tatyana Makeyeva/Reuters Pequim, China Luzes do Estádio Nacional de Pequim (China), o Ninho do Pássaro, apagadas para a Hora do Planeta 2021 neste sábado (27) Thomas Peter/Reuters Singapura Monumentos em forma de árvore, Supertrees de Singapura ficam com luzes apagadas para a Hora do Planeta 2021 neste sábado (27) Dawn Chua/Reuters Sydney, Austrália Estrutura da Harbour Bridge, em Sydney (Austrália), praticamente invisível com as luzes apagadas para a Hora do Planeta 2021 WWF and Earth Hour/Handout via Reuters
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27/03 - Biden convida Bolsonaro e outros 39 líderes mundiais para reunião sobre clima
Cúpula, virtual, será em 22 e 23 de abril. Outros convidados incluem a chanceler Angela Merkel, da Alemanha, e o presidente francês, Emmanuel Macron, com quem Bolsonaro trocou críticas em 2019 sobre a Amazônia, e a primeira-ministra da Noruega. Os três receberam, em janeiro, um pedido de ajuda para a floresta feito por ex-ministros brasileiros do Meio Ambiente. Presidente dos EUA, Joe Biden, em coletiva de imprensa na quinta-feira (25). Leah Millis/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, convidou, na sexta-feira (26), o presidente Jair Bolsonaro e outros 39 líderes mundiais a participarem de uma reunião sobre clima. A chamada "Cúpula dos Líderes sobre o Clima" será nos dias 22 e 23 de abril e ocorrerá on-line, com transmissão ao vivo. A intenção é que o evento seja uma preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP26, prevista para acontecer de 1º a 12 de novembro em Glasgow, na Escócia (veja detalhes mais abaixo). O convite foi oficializado em uma publicação na página da Casa Branca. Outros convidados incluem a chanceler Angela Merkel, da Alemanha, e o presidente francês, Emmanuel Macron. Bolsonaro trocou críticas com ambos em 2019 sobre a Amazônia. A chanceler alemã, Angela Merkel Hannibal Hanschke/Reuters Entre os possíveis participantes estarão os membros do Fórum das Grandes Economias sobre Energia e Clima, que inclui 17 países responsáveis por aproximadamente 80% das emissões globais de gases estufa e do PIB global. O Brasil faz parte dessa lista (veja todos os integrantes ao final desta reportagem). Também foi convidada para o encontro a primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, que, junto com Merkel e Macron, recebeu, em janeiro, um pedido de ajuda de 9 ex-ministros do Meio Ambiente brasileiros para a floresta. No texto, escrito pouco depois do colapso do sistema de saúde em Manaus, os ex-ministros disseram que a "Amazônia brasileira está sendo devastada neste momento por dupla calamidade pública, ambiental e de saúde". Erna Solberg Audun Braastad/AFP A Noruega é a principal doadora do Fundo Amazônia, com cerca de 94% do financiamento. Em 2019, o país bloqueou um repasse de R$ 132,6 milhões ao fundo depois que o Brasil anunciou a intenção de alterar a composição de um comitê de desmatamento do fundo e de destinar recursos para indenizar proprietários de terras. Na época, o país nórdico também pediu a empresas que atuam no Brasil que verificassem se estavam causando danos à Amazônia. A Alemanha, segunda maior doadora, também suspendeu repasses. Juntos, os dois países respondem por quase todo o financiamento do fundo; apenas 0,5% vem da Petrobrás. Para o encontro de abril, Biden também convidou líderes de países que estão demonstrando forte liderança climática, são especialmente vulneráveis aos impactos do clima ou estão traçando caminhos inovadores para uma economia de emissões líquidas zero de gases estufa. Um pequeno número de líderes empresariais e da sociedade civil também participará (veja convidados ao final da reportagem). Metas americanas de emissões Fumaça de incêndios no norte da Califórnia em setembro de 2020 Noah Berger/AP Photo No evento de abril, os Estados Unidos vão anunciar a meta americana de emissões de gases estufa até 2030. O intuito das metas de emissões é que cada país determine o seu objetivo nacional de modo a evitar que a temperatura do planeta aumente mais que 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais. Manter o aquecimento global abaixo de 1,5ºC é uma das metas estabelecidas no Acordo de Paris. Em novembro, o ex-presidente americano Donald Trump oficializou a saída dos EUA do acordo – que já havia sido anunciada por ele três anos antes. Em janeiro, ao assumir a presidência, Biden assinou um ato executivo que colocou os Estados Unidos outra vez no acordo. No convite, a Casa Branca diz que a Cúpula dos Líderes sobre o Clima "enfatizará a urgência – e os benefícios econômicos – de uma ação climática mais forte". Biden convidou os líderes a usarem a reunião "como uma oportunidade para delinear como seus países também contribuirão para uma ambição climática mais forte". O encontro, diz a nota, "será um marco importante" no caminho para a COP26. A cúpula também deve destacar "exemplos de como a ambição climática aprimorada criará empregos bem remunerados, promoverá tecnologias inovadoras e ajudará os países vulneráveis a se adaptarem aos impactos do clima". Veja os principais temas do encontro: Esforços para mobilizar as principais economias do mundo a reduzirem as emissões de gases estufa nesta década, para manter o limite de aquecimento de 1,5ºC ao alcance; Mobilizar o financiamento dos setores público e privado para impulsionar a transição para emissão líquida zero e ajudar os países vulneráveis ​​a lidar com os impactos climáticos; Os benefícios econômicos da ação climática, com forte ênfase na criação de empregos, e a importância de garantir que todas as comunidades e trabalhadores se beneficiem da transição para uma nova economia de energia limpa; Impulsionar tecnologias de transformação que podem ajudar a reduzir as emissões e na adaptação às mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que criam novas oportunidades econômicas e constroem as indústrias do futuro; Apresentar atores subnacionais e não estatais comprometidos com a recuperação verde e uma visão equitativa para limitar o aquecimento a 1,5ºC e que estão trabalhando em estreita colaboração com os governos nacionais para promover a ambição e a resiliência; Discutir oportunidades para fortalecer a capacidade de proteger vidas e meios de subsistência dos impactos da mudança climática, abordar os desafios de segurança global colocados pela mudança climática e o papel das soluções baseadas na natureza para atingir as metas de emissões líquidas zero até 2050. Veja a lista de líderes convidados: África do Sul: presidente Matamela Cyril Ramaphosa* Alemanha: chanceler Angela Merkel* Antígua e Barbuda: primeiro-ministro Gaston Browne Arábia Saudita: rei Salman bin Abdulaziz Al Saud Argentina: presidente Alberto Fernández Austrália: primeiro-ministro Scott Morrison* Bangladesh: primeira-Ministra Sheikh Hasina Brasil: presidente Jair Bolsonaro* Butão: primeiro-ministro Lotay Tshering Canadá: primeiro-ministro Justin Trudeau* Chile: presidente Sebastián Piñera China: presidente Xi Jinping* Comissão Europeia: presidente Ursula von der Leyen* Conselho Europeu: presidente Charles Michel Colômbia: presidente Iván Duque Coreia do Sul: presidente Moon Jae-in* Dinamarca: primeira-ministra Mette Frederiksen Emirados Árabes Unidos: presidente Sheikh Khalifa bin Zayed Al Nahyan Espanha: primeiro-ministro Pedro Sánchez França: presidente Emmanuel Macron* Gabão: presidente Ali Bongo Ondimba Índia: primeiro-ministro Narendra Modi* Indonésia: presidente Joko Widodo* Israel: primeiro-ministro Benjamin Netanyahu Itália: primeiro-ministro Mario Draghi* Jamaica: primeiro-ministro Andrew Holness Japão: primeiro-ministro Yoshihide Suga* México: presidente Andrés Manuel López Obrador* Nigéria: presidente Muhammadu Buhari Noruega: primeira-Ministra Erna Solberg Nova Zelândia: primeira-ministra Jacinda Ardern Polônia: presidente Andrzej Duda Quênia: presidente Uhuru Kenyatta Reino Unido: primeiro-ministro Boris Johnson* República das Ilhas Marshall: presidente David Kabua República Democrática do Congo: presidente Félix Tshisekedi Rússia: presidente Vladimir Putin* Singapura: primeiro-ministro Lee Hsien Loong Turquia: presidente Recep Tayyip Erdoğan Vietnã: presidente Nguyễn Phú Trọng *membros do Fórum das Grandes Economias sobre Energia e Clima. A União Europeia, da qual a Polônia, a Dinamarca e a Espanha fazem parte, é um dos membros. Os Estados Unidos, que não aparecem na lista, são o 17º país. Veja VÍDEOS sobre meio ambiente: a
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26/03 - Fernando de Noronha participa do evento de preservação ambiental ‘A Hora do Planeta’
No sábado (27), as luzes do Palácio São Miguel ficam apagadas por uma hora, a partir das 20h30. Iniciativa é realizado em 180 países. Luzes do Palácio São Miguel ficam apagadas por uma hora na noite do sábado (27) Ana Clara Marinho/TV Globo Fernando de Noronha participa do evento ambiental “A Hora do Planeta”, realizado no sábado (27), em vários países do mundo. As luzes do Palácio São Miguel, sede administrativa do governo local, ficam apagadas por uma hora, a partir das 20h30. O movimento é promovido pela organização não-governamental WWF, que organiza o evento desde 2007. A ação foi promovida pela primeira vez em Sydney, na Austrália, para fazer um alerta para a necessidade de preservar o meio ambiente. O movimento ganhou adesão em 180 países. A Administração da Ilha resolveu incluir Noronha na iniciativa nos últimos anos. "A participação da ilha na 'A Hora do Planeta', embora se trate de um ato simbólico, demonstra a preocupação da Administração Distrital no que se refere às crises ambiental e climática no mundo e o compromisso em fazer parte da solução de tais problemas”, disse a superintendente de Meio Ambiente da ilha, Daniele Mallman. O governo divulgou a ação na rádio local, enviou mensagens aos servidores da Administração de Fernando de Noronha e espera a adesão dos moradores. “Nós convidamos cada morador, colaborador e visitante do distrito para que repense e torne mais harmoniosa a relação com o planeta”, declarou. Vídeos de PE mais vistos nos últimos 7 dias 00:00 / 24:41
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25/03 - Garimpo ilegal explode em território ianomâmi e ameaça indígenas
Estudo mostra avanço de 30% da exploração de ouro em 2020, para áreas cada vez mais próximas das aldeias. Antropólogos comparam cenário ao dos anos 1980 e 1990. Parte da Terra Indígena Yanomami, no Norte de Roraima, onde atuavam garimpeiros ilegais com uso de mercúrio Exército Brasileiro/Divulgação O garimpo ilegal de ouro na Terra Indígena Yanomami (TIY) avançou 30% em 2020, mostra um relatório divulgado nesta quinta-feira (25/03). Ao final do ano, somavam-se 2.400 hectares de área degradada, dos quais 500 hectares foram registrados entre janeiro e dezembro de 2020, em uma região entre os estados do Amazonas e de Roraima. Mineração na Amazônia bate recordes de desmate nos últimos dois anos e avança sobre áreas de conservação O estudo, feito a partir de imagens de satélite, foi conduzido pelas organizações Hutukara e Seedume, com apoio técnico do Instituto Socioambiental (ISA). Conforme evidenciou a pesquisa, a exploração de ouro nessas áreas é feita por empreendimentos de médio porte, dado o maquinário utilizado e a logística complexa envolvida, com a necessidade de um investimento inicial estimado em R$ 150 mil. É um tipo de mineração que exige menos mão de obra, mas, ainda assim, estariam presentes na TIY mais de 20 mil garimpeiros. O documento destaca o avanço para áreas cada vez mais próximas das aldeias, o que traz a ameaça de uma escalada de violência e de problemas para a saúde dos indígenas, além do impacto ambiental. Para antropólogos, o cenário de recrudescimento do garimpo se compara ao dos anos 1980 e 1990, antes da demarcação da TIY. "Com a demarcação e evolução da gestão ambiental, surpreende a gente estar voltando para um contexto que já teve muita tragédia", afirma o doutor em Antropologia e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Rogério do Pateo, que estuda os ianomâmis desde 2000. Nascido em 1982, Dário Vitório Kopenawa, diretor da Hutukara Associação Yanomami (HAY), cresceu durante a fase mais crítica do garimpo na TI. "Em 1986, mais de 40 mil garimpeiros entraram na erra indígena, e 20% do nosso povo morreu. Eu cresci nessa época e sei pelos relatos do meu pai e da minha mãe. Eu vejo uma repetição, e ficamos com medo pelos nossos parentes", afirma. Mineração desmatou mais de 405 km² da Amazônia Legal nos últimos 5 anos Menos fiscalização e PL pró-garimpo Para os autores da pesquisa, o avanço da mineração ilegal coincide com um contexto de menos fiscalização dos órgãos ambientais e com uma retórica favorável a esse tipo de ação. "A fiscalização dos territórios indígenas é uma fragilidade que a gente identifica em todos os governos. O que muda com o governo Bolsonaro é, em primeiro lugar, a promessa de que essa atividade seria regulamentada pelo Estado", afirma uma das autoras do estudo, a doutoranda em Antropologia pela Unicamp Marina Sousa, cofundadora da rede Pró-Yanomami e Ye'kwana. Apenas 3 de quase mil autuações aplicadas pelo Ibama por desmate na Amazônia em 2020 foram quitadas Em fevereiro de 2020, o presidente Jair Bolsonaro assinou o Projeto de Lei 191, que regulamenta a exploração de recursos minerais, hídricos e orgânicos em reservas indígenas. O PL está sendo analisado por comissões da Câmara desde então. Em abril de 2019, Bolsonaro declarou: "Tem R$ 3 trilhões embaixo da terra. E o índio tem o direito de explorar isso de forma racional. O índio não pode continuar sendo pobre em cima de terra rica”. Segundo Sousa, os indígenas que habitam o território Yanomami são contrários ao PL, conforme protocolos de consulta feitos entre eles. No quesito fiscalização, diversas ONGs e especialistas têm apontado um enfraquecimento nos últimos anos, inclusive com queda de multas aplicadas. Os responsáveis pelo trabalho de fiscalização de terras indígenas são a Polícia Federal, a Funai e o Ibama. Submetido ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Ibama vem sofrendo cortes. Para este ano, estão previstos R$ 261 milhões para o órgão, ante os R$ 316,5 milhões autorizados em 2020. O próprio MMA tem tido quedas de orçamento desde 2017. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) deste ano prevê R$ 1,72 bilhão para todas as despesas da pasta, menor valor desde 2000, quando começa a série histórica, conforme análise do Observatório do Clima. No caso da Funai, o orçamento tem se mantido relativamente estável, com um aumento no ano passado, indo de R$ 531 milhões em 2019 (em valor corrigido pelo IPCA) para R$ 555 milhões em 2020. Na prática, no entanto, aumentou o gasto com pessoal e reduziu-se o investimento, segundo levantamento financiado pela European Climate Foundation (ECF). Devastação causada pelo garimpo na Terra Yanomami Divulgação O documento da ECF ainda destaca que, apesar de não haver cortes no orçamento, "o trabalho foi retardado pelo atual governo por razões ideológicas", ressaltando que todas as pesquisas para demarcação de novas terras foram paralisadas. Jair Bolsonaro e seu antecessor, Michel Temer, são os únicos presidentes do Brasil desde 1985 que não aprovaram nenhuma nova terra indígena. "Existe uma ação deliberada para permitir exploração dentro do território indígena", diz Pateo. "Isso acontece em três eixos: mudança do aparato legal, mudanças no eixo administrativo - tudo que não depende do Congresso é alterado para minar a fiscalização - , e a expansão colonial a partir dessa mensagem [do governo federal] de que ninguém vai ser punido." Além desse processo regulatório mais favorável aos garimpeiros e do enfraquecimento da fiscalização, Kopenawa aponta a alta do preço do ouro como motivador do avanço da mineração ilegal. Considerado um ativo seguro, o mineral é mais procurado em períodos de incertezas e crises. Somente em 2020 a valorização foi de 55,9%, em reais. Segundo Sousa, o ouro ilegal se mistura facilmente ao legalizado no mercado. Desastre social e ambiental Um dos impactos do garimpo ilegal nas terras indígenas é a escalada da violência. Em junho do ano passado, dois ianomâmis foram mortos por garimpeiros. O temor dos autores do estudo divulgado nesta quinta é que uma potencial intensificação dos conflitos resulte em situações semelhantes ao massacre de Haximu, de 1993, quando 16 ianomâmis foram assassinados por garimpeiros - o primeiro caso de genocídio reconhecido pelo Judiciário brasileiro. No Pará, expansão de garimpos ilegais ameaça terras indígenas Outras consequências recaem sobre a saúde dos indígenas. Com a abertura de mais garimpos e a maior circulação de pessoas, tendem a aumentar, por exemplo, os casos de malária, além da ameaça da covid-19. Estão especialmente ameaçados os povos em isolamento voluntário, os Moxihatëtëma. Para Pateo, há um conjunto de impactos que se somam, e envolvem desmatamento, contaminação por mercúrio, escassez de peixes e outras fontes de alimento para as populações. "Além disso, tem uma dimensão sociocultural, porque há um processo de cooptar jovens para trabalhar no garimpo, há abuso sexual, prostituição, alcoolismo, vários tipos de violência, e inclusive a distribuição de armas de fogo nas aldeias, o que acaba tendo um impacto nas relações entre aldeias", explica. o professor do UFMG. A solução, de acordo com o novo relatório, passaria não somente pela retirada imediata de garimpeiros, mas também por planos de ações regulares e articuladas entre os vários órgãos do governo ligados ao tema para fiscalizar e bloquear acessos de garimpeiros, além da investigação de quem está por trás dos garimpos e os financia. Vídeos: Série Desafio Natureza
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24/03 - Para combater a Covid-19, projeto de indígenas leva alimentos, materiais de higiene e conscientização a comunidades huni kui no AC
Projeto intitulado ‘Combate à Covid-19 nas Comunidades Huni Kui’ atende 116 aldeias e mais de 116,5 mil indígenas huni kui desde o início da pandemia da Covid-19. Gente que inspira: projeto indígena leva alimentos e informação para aldeias huni kui O projeto social ‘Combate à Covid-19 nas Aldeias Huni Kui’ tem levado alimentos, equipamentos de Proteção Individual (EPIs), produtos de higiene e conscientização ao povo huni kui, no Acre. O objetivo é tentar proteger e evitar que o novo coronavírus se prolifere nas comunidades. (Esta história faz parte da série Gente que inspira, que mostra iniciativas que estão levando esperança a comunidades no momento mais crítico da pandemia.) No total, segundo o presidente da Federação do Povo Huni kui do Acre (Fephac), Ninawá Inu Huni kui, o projeto atende 116 aldeias que ficam em 12 territórios no interior do Acre, espalhados pelos municípios acreanos de Marechal Thaumaturgo, Santa Rosa do Purus, Jordão, Feijó e Tarauacá. Desde o início da pandemia, ao menos 16.450 índios da etnia huni kui já foram atendidos pela ação. “É um projeto de medidas preventivas para tentar conter o avanço da Covid-19 nas aldeias. É uma ação que presta auxílio tanto com alimentos, como proteção, para tentar manter as comunidades informadas e longe do contágio da doença”, explica Ninauwá. No total, 116 aldeias são atendidas pelo projeto social Ninawá Inu Huni kui/Fephac Doações O presidente da Fephac diz que o projeto conta com ajuda de doações e que a associação tem feito de tudo para conseguir atender a demanda e ajudar os indígenas em um momento em que eles estão impedidos de sair das aldeias até para tentar trabalho. “A princípio, a gente tem conseguido doações de organizações no exterior e através de um convênio com o Banco do Brasil, que ajuda na aquisição de produtos agrícolas produzidos nas próprias comunidades.” Ele fala que dentro das cestas básicas há alimentos, produtos de higiene e proteção. “As cestas básicas vêm com 16 itens, ou 11 itens, no geral de material de higienização e limpeza, máscaras e EPIs. Além disso, também distribuímos informativos que explicam as formas de contágio e como se proteger da Covid-19”, acrescenta. Para combater a Covid-19, projeto idealizado por indígenas leva alimentos e materiais de higiene a comunidades huni kuin no AC Ninawá Inu Huni kui /Fephac Comunidades e o contato com o vírus Ninawá fala que algumas comunidades, por estarem mais próximas da cidade, tiveram mais contato com o vírus e que outras, que ficam mais distantes, conseguiram se manter com poucos contaminados ou até nenhum. “Algumas terras indígenas, a maioria, na verdade, das que nós atendemos, são bem próximas da cidade, então, são áreas já que sofreram grandes explorações, cercadas por fazendeiros, exploradas por madeireiros e eles não contam mais com a caça, peixes que consiga alimentar toda uma comunidade, então, essas comunidades menores dependem da cidade para comprar carne, arroz”, diz. Mais de 16 mil indígenas já foram atendidos desde o início da pandemia no Acre Ninawá Inu Huni kui/Fephac O líder indígena fala ainda que em algumas a associação conseguiu fazer com que poucos índios deixassem as terras para evitar o contato com a vírus. “Algumas ficaram mais isoladas por conta da pandemia e a gente foi trabalhando a questão da mobilização e conscientização que eles não saíram, mas não é uma coisa fácil. Essas aldeias que estão mais distantes das cidades a gente também têm atendido, só que há uma dificuldade maior por conta da distância”, acrescenta. Ninauwá conta ainda que após um ano de pandemia a dificuldade em fazer com que os indígenas não saiam das aldeias é maior. “No começo foi feito isso, as pessoas ficavam mais nas aldeias, poucas pessoas saiam, mas agora cada um sai para fazer sua precisão, não todos ao mesmo tempo, mas eles vão na cidade resolvem suas coisas e voltam para a aldeia”. Situação da Covid-19 entre os indígenas Comissão Pró-Índio/Acre Covid-19 entre os indígenas De acordo com dados da Comissão Pró-índio do Acre, até a última quinta-feira (18), 2.568 indígenas de todas as etnias foram contaminados pela Covid-19. Os dados foram repassados às comissão pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre). A comissão informa que não tem dados específicos por etnias, porém, a entidade diz que pode haver uma subnotificação sobre o número de indígenas infectados. A Pró-índio disse ainda que está focada em trabalhar na campanha de vacinação, que está em andamento em todas as terras Indígenas no Acre. De acordo com o Portal de Informações sobre o Combate à Covid-19 do governo do Acre, 8.240 indígenas já foram vacinados no estado. Líder indígena diz que projeto recebe apoio de entidades de fora do Brasil e do Banco do Brasil Ninawá Inu Huni kui/Fephac Reveja os jornais do Acre
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24/03 - Dois golfinhos são avistados em canal de Veneza; veja vídeo
Animais estavam desorientados e nadaram por horas pelo Grande Canal, que corta o centro da cidade italiana. Equipe de resgates foi acionada para guiar os 'visitantes' em direção ao mar aberto. VÍDEO: dois golfinhos são avistados em canal de Veneza Dois golfinhos foram avistados nadando em um canal de Veneza, Itália, na segunda-feira (22) – uma aparição rara, segundo especialistas. Os animais estavam desorientados e nadaram por horas pelo Grande Canal, que corta o centro da cidade (veja o vídeo acima). Uma equipe de resgates foi acionada para guiar os "visitantes" com segurança em direção ao mar aberto. Golfinhos são avistados em canal de Veneza em foto de 22 de março de 2021 Reprodução/CERT Toda a ação demorou cerca de duas horas e contou com o apoio dos Carabinieri (polícia militar) e da Guarda Costeira italiana. O canal em que os animais se perderam tem alto fluxo de embarcações, o que representava um risco para estes espécimes. A Equipe de Resposta a Emergências de Cetáceos (CERT, da sigla em inglês), que atua no Mar Mediterrâneo, disse em um comunicado que esse tipo de avistamento é raro e que os animais encontrados não pertencem àquela região. "Após análise cuidadosa, foi possível presumir que os animais pertencem à espécie Stenella Estriata, incomum a estas latitudes e batimetrias", explicaram os especialistas. "Eles preferem águas profundas, onde vivem em grupos numerosos." Voluntário do CERT participa de operação de resgate de golfinhos no Grande Canal de Veneza em 22 de março de 2021 Reprodução/CERT Agora, os pesquisadores do CERT querem entender o que eles faziam por ali e pediram que a população local fique atenta para possíveis novas aparições.
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24/03 - Militares fracassam em missão de conter desmatamento da Amazônia
Sob fiscalização do Exército, as taxas de desmatamento na floresta tropical alcançaram o maior número em 12 anos. Sob governo Bolsonaro, desmatamento e queimadas na Amazônia aumentaram Reuters Dois anos atrás, a Amazônia pegava fogo, devastada por incendiários e madeireiros. O presidente Jair Bolsonaro declarou guerra. Bolsonaro diz na ONU que Brasil é 'vítima' de 'brutal campanha de desinformação' sobre Amazônia e Pantanal Bolsonaro diz que não há 'sequer um hectare de selva devastada' na Amazônia O avião C-130 da Força Aérea atirou água e um agente químico retardante de chamas sobre a selva. A ofensiva, em agosto de 2019, deu início a uma mobilização militar sem precedentes para conter incêndios na maior floresta tropical do mundo. Ela foi batizada de Operação Verde Brasil. "Eu autorizei uma operação para manter a lei e a ordem", disse Bolsonaro, o presidente de extrema-direita e ex-paraquedista, anunciando a operação. "As Forças Armadas prontamente tomaram as providencias", acrescentou, em um outro discurso. No entanto, após 19 meses infrutíferos, o Exército não conseguiu proteger a Amazônia, uma selva maior do que a Europa Ocidental que os cientistas consideram um escudo crucial contra as mudanças climáticas. O desmatamento ano passado, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi o maior em 12 anos. Áreas equivalentes a sete vezes o tamanho de Londres foram destruídas.   Maio de 2020: Desmatamento da Amazônia em abril foi o maior em 10 anos, diz instituto Deter/Inpe: Alertas de desmatamento na Amazônia batem recorde no primeiro trimestre de 2020 Amazônia tem aumento de 68% nos alertas de desmatamento em agosto, diz Imazon E a Operação Verde Brasil acenou a bandeira branca. No final do ano passado, o vice-presidente Hamilton Mourão, general aposentado do Exército escolhido por Bolsonaro para comandar o Conselho da Amazônia Legal, anunciou que os esforços para proteger a floresta tropical seriam revertidos em abril para o Ibama, a agência civil de proteção ambiental que havia sido suplantada pela mobilização militar, apesar de seu histórico de sucesso no combate ao desmatamento. A movimentação de tropas faz parte da caixa de ferramentas de Bolsonaro. Em mais de dois anos na Presidência, ele recorreu aos soldados para preencher tudo, de ministérios a cargos executivos em empresas estatais e até para a resposta problemática do Brasil à pandemia de coronavírus. O fracasso, segundo agentes ambientais que acompanharam os soldados durante a ação militar, era praticamente inevitável. O Exército, argumentam, não tem nem as ferramentas, nem a mentalidade ou a estrutura para rastrear e caçar os responsáveis pelo desmatamento. O seu objetivo principal, a defesa da nação, tem poucas semelhanças com a experiência policial e o know-how florestal necessários nas profundezas da selva, dizem. Desmatamento na Amazônia em 2020 foi o maior dos últimos 10 anos Além disso, muitos no Exército brasileiro, assim como o próprio Bolsonaro, historicamente defenderam o desenvolvimento e a exploração econômica da Amazônia. Eles pregam sobre o potencial da floresta tropical como carro-chefe do crescimento econômico e argumentam que o desenvolvimento da região pode ajudar a impedir que ambiciosas potências estrangeiras utilizem sua terra, água e minerais antes do Brasil. No começo do governo, outro ex-general e assessor sênior de Bolsonaro defendeu o represamento de um afluente do Amazonas e a extensão de um corredor de exportação de grãos até o Suriname. O projeto quintuplicaria a população do norte da Amazônia, disse. Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, relacionou as opiniões expostas por Bolsonaro às da ditadura militar que buscou povoar a Amazônia cinco décadas atrás. "O atual governo brasileiro, ele de fato afirma uma mentalidade da década de 1970 em relação ao uso de recursos naturais", disse Teixeira. "Você tem que ocupar, você tem que desmatar. Ele acha que isso é desenvolvimento." Assessores de Bolsonaro e da vice-presidência direcionaram as perguntas enviadas pela Reuters para esta reportagem ao Ministério da Defesa. O vice-almirante Carlos Chagas, autoridade ministerial autorizada a falar sobre a ação militar, disse à Reuters que a missão para repelir quem estava destruindo a selva foi um sucesso. A destruição nos últimos meses foi ligeiramente menor do que no ano anterior, embora ainda perto de níveis históricos para uma época do ano em que a extração de madeira tradicionalmente diminui. A Operação Verde Brasil é ao mesmo tempo a defesa do meio ambiente e da integridade territorial do país, disse o militar. Agentes ambientais são adequados para a aplicação rotineira de leis florestais, explicou, mas a destruição e a ilegalidade pioraram tanto que o peso e o poder unificador das Forças Armadas se tornou necessário. "Soberania significa assegurar que o governo saiba exatamente o que está acontecendo em seu território", disse Chagas, em uma entrevista. "A presença do Exército", acrescentou, "sempre foi um fator unificador, um fator que mantém o país inteiro." O ministério recusou os pedidos da Reuters ao longo do último ano para acompanhar as tropas durante a ação militar. Para esta reportagem, foram entrevistadas dúzias de autoridades governamentais, agentes do Ibama e outros próximos à operação. Seus relatos inéditos, com a visão mais detalhada da missão até agora, retratam um Exército despreparado e relutante para uma tarefa considerada cada vez mais urgente por cientistas, ambientalistas e outros governos ao redor do mundo. Agentes ambientais disseram à Reuters que a mobilização pesada de tropas retardou as operações e reduziu a sua capacidade de pegar os malfeitores. Em vez de operações rápidas com alguns veículos 4x4 e um punhado de agentes treinados, as ações com os militares exigiam grandes comboios com veículos lentos e pesados. Ibama determina recolhimento de brigadas de incêndios florestais por falta de recursos Presidente do Ibama diz que órgão tem déficit de R$ 19 milhões e contratos sem pagamento há 3 meses Os soldados, acrescentaram os agentes, rejeitaram muitas das ideias e táticas que eles geralmente usavam para parar o desmatamento, como destruir equipamentos de extração de madeira. Para o povo do maior e mais populoso país da América Latina, a operação ilustra os limites da abordagem à administração pública de Bolsonaro que se baseia em falar grosso. Apesar de promessas para restaurar a lei, a ordem e a prosperidade, o Brasil continua atormentado por uma economia fraca, altas taxas de crimes violentos e o segundo maior número de mortes por Covid-19 no mundo. A ação na Amazônia, dizem seus críticos, é um dos muitos exemplos em que a retórica bombástica de Bolsonaro obscurece a falta de uma solução de verdade. "É forte a imagem que você tem do Exército brasileiro tomando conta da Amazônia", disse a também ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, cujo sucesso em combater o desmatamento no começo do século a tornou um ícone do movimento ambiental mundial. "Na prática, está enfraquecendo a fiscalização." Entenda a polêmica do corte de verbas do Ibama para combate a incêndios no Pantanal Uma operação em julho do ano passado, que incluiu inspeções surpresas a madeireiras no Pará serve como exemplo. A extração de madeira é legal em algumas partes da floresta tropical. Uma rede de regulamentações define quais árvores podem ser derrubadas e onde. Mas garantir que elas sejam cumpridas é complicado. Madeireiros e operadores de serraria frequentemente tentam disfarçar madeiras não autorizadas como se fossem legais. Os soldados, disse um agente do Ibama à Reuters, não sabiam o que estavam procurando. Durante uma inspeção, operadores de serraria tentaram passar pilhas de castanheira, uma espécie restrita, por jequitibá, uma madeira que pode ser cortada legalmente. "Eu poderia identificar, um soldado não consegue", disse o agente. "Para isso, você tem que fazer um curso, tem que ter experiência prática." O agente, como muitas outras autoridades ambientais que falaram com a Reuters, pediu para não ser identificado. Seu relato foi similar ao de outros nove agentes do Ibama e do ICMBio, uma agência irmã que protege os unidades de conservação do Brasil. Todos os dez agentes disseram que as Forças Armadas atrapalharam mais do que ajudaram o seu trabalho. Chagas, a autoridade do Ministério da Defesa, admitiu que os soldados realmente podem não ter o conhecimento necessário para a fiscalização ambiental. "Eles receberam essa tarefa", disse, "e estão fazendo o melhor que podem."   O ministério enfatiza o alto valor de multas cobradas durante a operação como um indicador de sucesso. Desde maio do ano passado, segundo o ministério, várias agências agindo dentro da operação impuseram multas que somam cerca de 3,3 bilhões de reais. As agências incluem o Ibama, o ICMBio e outras reguladoras locais, mas não o próprio Exército porque ele não tem autoridade para multar. Apenas 3 de quase mil autuações aplicadas pelo Ibama por desmate na Amazônia em 2020 foram quitadas Não há números comparáveis de multas anteriores porque as agências não têm o costume de agrupar as punições. O Ministério da Defesa se recusou a detalhar a contagem. O Ibama, de longe a maior das agências ambientais e a que normalmente aplica a maior parte das multas na Amazônia, impôs 1,6 bilhão de reais em multas relacionadas à flora na região durante o período --menos da metade do total que o ministério alega ter sido aplicado, seguindo dados abertos do órgão. Reguladores com experiência na região questionam os números dos militares. Como receber efetivamente os valores das multas é notoriamente difícil, segundo eles, o governo provavelmente obterá apenas uma fração das penalidades que está considerando. A contagem do ministério também inclui multas da Polícia Rodoviária Federal, mais conhecida por punir excesso de velocidade do que pelo combate ao desmatamento, mesmo que as patrulhas uma vez ou outra parem caminhões transportando madeiras ilegais. "Eles estão contabilizando nesse valor as multas aplicadas por qualquer um, mesmo se os militares não estivessem juntos", disse Suely Araújo, ex-presidente do Ibama. "Por isso que está alto." Também alto, segundo críticos, é o custo da Operação Verde Brasil. Segundo o Ministério da Defesa, o governo pagou um total de cerca 530 milhões de reais pela mobilização militar. Isso seria oito vezes o modesto orçamento anual do Ibama de 64,5 milhões de reais para combater crimes ambientais. Acontecendo após cortes constantes ao orçamento do Ibama durante o governo Bolsonaro, agentes ambientais dizem que a operação desperdiçou recursos. "Pega um agente de fiscalização, dois agentes, coloco 20 homens do Exército, a ideia parece impressionante", disse outro agente do Ibama. "Só que esses 20 homens do Exército não têm função nenhuma no mato." "O FOGO QUE MAIS ARDE" Incêndios na Amazônia: Moradora olha enquanto fogo se aproxima de sua casa perto de Porto Velho, no dia 16 de agosto. Ueslei Marcelino/Reuters A Amazônia, uma densa floresta que inclui o rio que leva o mesmo nome e seus muitos gigantes afluentes, representa cerca de metade do território do Brasil. Forma uma fronteira de mais de 10.000 km com sete outros países sul-americanos. Apesar do desenvolvimento contínuo no Brasil e nos países vizinhos, aproximadamente 80% da sua floresta original permanece. Para estrategistas brasileiros preocupados com a defesa nacional, a região há tempos é uma obsessão. Para ter uma presença maior na floresta, uma das prioridades da ditadura militar, que durou mais de duas décadas e terminou nos anos 1980, foi a "integração" da Amazônia. O regime construiu estradas, hidrelétricas e outras infraestruturas no local e forneceu créditos baratos para agricultores, pecuaristas e outros em busca de um novo horizonte agrícola. O objetivo, além de criar uma presença estratégica na Amazônia para desencorajar invasões, era conectar melhor a região com o sul mais populoso do Brasil. "Integrar para não entregar" era o mote entre as principais autoridades da época. Embora, desde então, os assentamentos mais regulamentados, madeireiros, agricultores e outros supostos desenvolvimentistas continuam a testar os limites. Madeireiros geralmente estão na vanguarda, derrubando madeiras nobres e deixando as menos valiosas para trás. Agricultores e especuladores aparecem na sequência, devastando o que sobrou da floresta, muitas vezes com fogo, e depois falsificando títulos e outros documentos para fingir propriedade. Pelo tamanho da região, e pelos obstáculos para se mover dentro dela, pegar os culpados é difícil. Imagens de satélite nos últimos anos facilitaram a localização das destruições, mas as autoridades frequentemente chegam bem depois que os criminosos foram embora. Mesmo quando o Ibama era mais bem financiado, e apoiado por governos focados no combate ao desmatamento, nunca foi capaz de parar de vez a destruição ilegal. Bolsonaro, ex-capitão do Exército que virou deputado e agora tem 66 anos, foi eleito para a Presidência do Brasil no final de 2018. Surfando uma onda populista similar à que elegeu o ex-presidente norte-americano Donald Trump, concorreu como um renegado. Ele criticou ambientalistas, feministas e ativistas dos direitos humanos. Elogiou a veia desenvolvimentista do regime militar e minimizou a tortura bem documentada, o desaparecimento e assassinato de adversários políticos durante aquela época.   "O período militar não foi uma ditadura", disse, em uma emissora de televisão nacional, um dia depois da eleição. Após a posse, em janeiro de 2019, Bolsonaro preencheu seu ministério com militares. Um terço dos seus ministros neste momento são oficiais aposentados. Recentemente, Bolsonaro afirmou que substituiria o executivo-chefe da Petrobras por um ex-general do Exército sem experiência no setor. Bolsonaro imediatamente tirou a poeira de antigos projetos desenvolvimentistas da ditadura. Ele prometeu asfaltar a BR-319, uma estrada que deveria ligar Manaus, cidade na Amazônia, ao resto do Brasil. A rodovia, há muito tempo uma piada entre caminhoneiros e céticos quanto as esforços para conquistar a Amazônia, sucumbiu à chuva e ao calor após os militares a inaugurarem em 1976. Maynard Marques de Santa Rosa, general de quatro estrelas aposentado e então secretário de Bolsonaro para assuntos estratégicos, publicou um vídeo em que propunha recuperar projetos para aumentar a população no norte da Amazônia. No fim, suas propostas empacaram. Santa Rosa renunciou mais tarde naquele ano. Ele não respondeu ao pedido da Reuters por comentários. Mesmo assim, a retórica de Bolsonaro e o seu incentivo a esses projetos encorajaram muitos. Quando as chuvas anuais diminuíram em maio de 2019, madeireiros e incendiários invadiram a floresta. Até julho, o desmatamento na Amazônia havia crescido a níveis que não eram vistos há mais de uma década, o que gerou indignação internacional de líderes estrangeiros, como o presidente francês, Emmanuel Macron. Quando Bolsonaro mobilizou as tropas, em agosto, áreas com um tamanho combinado igual ao da Dinamarca haviam sido queimadas. 'Estamos todos preocupados', diz Emmanuel Macron sobre Amazônia O presidente adotou uma postura desafiadora. "O fogo que mais arde é o da nossa soberania sobre a Amazônia", tuitou, em 23 de agosto, um alerta para que estrangeiros não se metessem nos assuntos do Brasil.   No mesmo dia, ele lançou a Operação Verde Brasil. O tamanho da mobilização militar variou, dependendo das necessidades de cada operação. Cerca de 3.800 soldados foram mobilizados, afirmou o ministério da Defesa ano passado, com até 110 veículos, 20 barcos e 12 aeronaves. Bolsonaro colocou Mourão, o vice-presidente e ex-general, no comando da operação e de um novo "Conselho da Amazônia" para supervisionar a política nacional na região. Funcionários do Ibama e do ICMBio ficaram indignados. Nenhuma das duas agências foi convidada para o conselho quando ele foi lançado. O Ministério do Meio-Ambiente --anteriormente tão influente que uma vez convenceu o poderoso Banco Central do Brasil a bloquear o financiamento a pessoas que desmatavam ilegalmente a floresta-- agora estava recebendo ordens de soldados. "PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL COM O EXÉRCITO" Ao longo da operação, agentes ambientais afirmam ter ficado perplexos com as decisões dos militares. Em maio e junho do ano passado, em Mato Grosso, tropas organizaram bases de campo perto das áreas agrícolas já desenvolvidas de Sinop e Juara. Mas as clareiras mais intensas naquele momento estavam a pelo menos 275 km ao noroeste, disseram dois agentes do Ibama à Reuters. O Ministério da Defesa afirmou que, em um primeiro momento, as tropas foram enviadas para mais longe porque as autoridades estaduais já haviam estabelecido uma forte presença perto da destruição. Ainda assim, enquanto os soldados se deslocavam e se aproximavam ao longo de julho, mais de 300 km quadrados, quase duas vezes a área de Washington D.C, haviam sido devastados no Mato Grosso, segundo dados de satélite. Mesmo quando as tropas estavam em posição, as missões andavam devagar. Em meados de junho, uma equipe de funcionários do Ibama percorreu uma estrada na selva em direção a um terreno perto do Rio Novo, um rio na região central da Amazônia, segundo três agentes envolvidos com a missão. Dias antes, pesquisadores do Inpe identificaram novas clareiras nas imagens da área. Tentando pegar os madeireiros no flagra, o Ibama notificou o Exército, disseram os agentes à Reuters. Árvores caídas em área desmatada da Amazônia em Itaituba, no Pará Ricardo Moraes/Reuters/Arquivo Em vez de realizar uma ação rápida e furtiva, no entanto, os agentes tiveram que mobilizar 20 soldados fortemente armados em três caminhões de cinco toneladas. A viagem teria sido possível em duas horas com menos pessoas e equipamentos mais ágeis; demorou duas vezes mais. Também atraiu mais atenção ao longo do caminho, disseram os agentes. Quando chegaram, os agentes encontraram 10 km quadrados de destruição e um acampamento madeireiro recentemente abandonado. Eles acreditam que os vigias alertaram os madeireiros. "A situação de flagrante é praticamente impossível com os militares", disse um dos agentes. Chagas, do Ministério da Defesa, afirmou que, mesmo se os soldados atrasassem as missões, a presença deles em grande número era importante pela capacidade de impedir reações violentas durante as incursões. "É melhor não resistir ou revidar", disse. Durante duas semanas de patrulha na região, em torno de um antigo pólo madeireiro em Novo Progresso, agentes não pegaram nenhum infrator em flagrante. Dados do governo mostram que mais de 30 km quadrados, metade do tamanho de Manhattan, foram devastados lá naquelas duas semanas. Agentes ambientais também disseram que os militares atrasavam o processo de tomada de decisões. Em outras missões perto de Novo Progresso, três agentes afirmaram que os oficiais desconsideravam dicas de possíveis incursões oferecidas por analistas de imagem do Ibama, que tem muita experiência em encontrar focos ativos de desmatamento. Após briefings diários, segundo eles, militares de patente superior desconsideravam essas informações e sugeriam os alvos eles mesmos, dizendo que eles haviam sido identificados por analistas do Ministério da Defesa. Segundo os agentes, isso resultou em atrasos, indecisões e falta de cooperação. "Ninguém explicava por que não este alvo, porque não aquele", disse um dos agentes. O governo diz que qualquer operação do tipo, envolvendo muitas agências e coordenada de cima para baixo, naturalmente causa algumas frustrações. "Às vezes quem está na linha de frente não tem a visão mais ampla da situação", disse Chagas à Reuters. Em outras missões, houve discordância sobre táticas básicas usadas pelo Ibama para parar a destruição. No norte do Pará, três agentes e três militares realizaram uma ligação por vídeo para discutir garimpos de ouro ilegais montados por intrusos na reserva indígena de Kuruaya. As viagens de ida e volta para as minas estavam causando desmatamento. E o mercúrio, um produto químico letal usado pelos garimpeiros para extrair ouro dos sedimentos, estava vazando para os riachos da reserva. Mineração na Amazônia bate recordes de desmate nos últimos dois anos e avança sobre áreas de conservação Os agentes, segundo um dos que participaram da discussão, disseram que precisavam realizar uma batida às minas para destruir equipamentos. Esse tipo de punição sumária em terras nativas e reservas florestais é autorizada pela legislação brasileira, porque o equipamento é geralmente de difícil remoção e não cabe discussão sobre a ilegalidade da exploração madeireira e da mineração no local. Bolsonaro deixou claro que desaprova essa tática, alegando que ela priva trabalhadores agrícolas de equipamentos que eles precisam para se sustentar. Os militares, segundo o relato do agente sobre a discussão, disseram que tinham permissão para cortar mangueiras de combustível ou furar pneus, mas não podiam destruir completamente os equipamentos. "Eles disseram que concordavam conosco, mas não podiam desobedecer uma ordem superior", disse o agente. Mineração desmatou mais de 405 km² da Amazônia Legal nos últimos 5 anos A batida não aconteceu. Chagas, o almirante, disse que é possível que tenha havido um mal-entendido. Ao contrário de agentes ambientais, ele explicou, o Exército não está autorizado pela lei a destruir máquinas. "O Exército não está evitando a destruição de máquinas", disse. "A destruição é tarefa das agências." De qualquer maneira, os adversários de Bolsonaro afirmam que a sua posição sobre o assunto prejudicou qualquer lógica por trás do envio de militares à Amazônia. Ano passado, Bolsonaro apresentou um projeto de lei no Congresso para permitir a mineração e a agricultura comercial em terras indígenas. Essas áreas representam quase um quarto da Amazônia brasileira. Quando o presidente dos EUA, Joe Biden, pouco antes da sua eleição, alertou sobre "significativas consequências econômicas" para o Brasil se o país não fizesse mais para proteger a floresta tropical, Bolsonaro condenou em um comunicado "ameaças covardes à nossa integridade territorial e econômica". Alguns adversários veem o comportamento de Bolsonaro como um aceno à continuidade da destruição. As florestas tropicais no Brasil estão sendo destruídas, diz Biden A operação militar "é apenas para inglês ver", disse Carlos Nobre, cientista brasileiro que pesquisa mudanças climáticas. "Foi muito ineficiente", disse. Ele notou paralelos com o deslocamento de soldados, sem treinamento para policiar as ruas, para combater o crime organizado no Rio de Janeiro nos últimos anos. Essas mobilizações também foram vistas por muitos como um fracasso. Em agosto, um grupo de agentes do Ibama invadiu um garimpo ilegal de ouro em outra reserva indígena do Pará. A incursão foi uma das poucas que a agência conduziu na região sem o envolvimento direto do Exército. Imagens de televisão mostraram agentes colocando fogo em escavadeiras e outros equipamentos de mineração. No dia seguinte, o Ministério da Defesa suspendeu a intervenção. Disse que precisava de mais consultas com os Munduruku, a comunidade indígena local. Agentes do Ibama foram embora e deixaram alguns dos equipamentos intactos. Arnaldo Kabá Munduruku, o cacique dos Munduruku, apoiou a batida do Ibama. Depois que ela foi abortada, os garimpeiros voltaram. "Estão de volta", disse o cacique. "Eles estão de volta." (Reportagem adicional de Anthony Boadle e Lisandra Paraguassu em Brasília) Vídeos: o discurso de Bolsonaro na ONU sobre a Amazônia e o desmatamento
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23/03 - Polícia Federal faz operação contra crimes ambientais no interior do AM
Objetivo é reunir provas contra os investigados, que possuem e controlam nove dragas responsáveis pela extração de minérios valiosos, especialmente ouro, do Rio Madeira. PF faz operação no Amazonas A Polícia Federal faz uma operação contra crimes ambientais no interior do Amazonas, nesta terça-feira (23). No total, são cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Humaitá. Segundo a PF, suspeitos de exploração ilegal de minérios vivem na cidade. A ação dessas pessoas causa impactos ambientais e prejuízos à saúde pública. Polícia Federal apreendeu cerca d 260 gramas de material semelhante a ouro em operação no interior do AM Divulgação O objetivo dos mandados de busca e apreensão é reunir provas contra os investigados, que possuem e controlam nove dragas que são responsáveis pela extração de minérios valiosos, especialmente ouro, do Rio Madeira. Foram apreendidos cerca de 260 gramas de material com características de ouro, além de R$ 171 mil em dinheiro. Material apreendido pela Polícia Federal durante operação no interior do Amazonas divulgação Veja os vídeos mais assistidos do G1 Amazonas
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22/03 - Imagens de satélite indicam derrubada de mais de 100 árvores nativas em fazenda em Caiuá
Polícia Militar Ambiental esteve na propriedade rural nesta segunda-feira (22), durante a Operação Dia Mundial da Água, e aplicou uma multa de R$ 34,2 mil. Imagens de satélite indicaram a derrubada de árvores em fazenda em Caiuá Polícia Militar Ambiental A Polícia Militar Ambiental aplicou nesta segunda-feira (22), durante a Operação Dia Mundial da Água, uma multa de R$ 34,2 mil em decorrência da derrubada de 114 árvores nativas das espécies leiteiro, ipê e jequitibá, em uma fazenda, em Caiuá (SP). A fiscalização chegou até o local com base em imagens de monitoramento via satélite e constatou a supressão das árvores. De acordo com a polícia, o administrador da propriedade rural, um homem de 56 anos, confessou que não possuía autorização ambiental para a derrubada das plantas, o que gerou o auto de infração pela supressão fora de reserva legal averbada. Imagens de satélite indicaram a derrubada de árvores em fazenda em Caiuá Polícia Militar Ambiental Imagens de satélite indicaram a derrubada de árvores em fazenda em Caiuá Polícia Militar Ambiental Imagens de satélite indicaram a derrubada de árvores em fazenda em Caiuá Polícia Militar Ambiental Imagens de satélite indicaram a derrubada de árvores em fazenda em Caiuá Polícia Militar Ambiental Imagens de satélite indicaram a derrubada de árvores em fazenda em Caiuá Polícia Militar Ambiental VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região.
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22/03 - Estudo preliminar relaciona variante britânica da Covid com doença cardíaca em cães e gatos
Animais com miocardite e saúde debilitada em Londres tiveram resultado positivo para variante B.1.1.7; donos tinham histórico de Covid-19 recente. Coronavírus original, sem a variante britânica, não parecia causar doenças graves em animais de estimação; artigo ainda não foi revisado. Cachorro usa bandana com a bandeira do Reino Unido, em Windsor, em foto de 2018 Peter Summers/PA via AP Alguns cães e gatos contaminados com a variante britânica do coronavírus, também conhecida como B.1.1.7, desenvolveram miocardite, uma inflamação grave no coração. A condição é normalmente considerada rara nesses tipos de animais. Coronavírus e pets: veja perguntas e respostas sobre cuidados com animais de estimação Foram relatados 11 casos de animais severamente doentes em uma região de Londres, mas que tiveram uma boa recuperação após tratamento intensivo, segundo um artigo preliminar de pesquisadores do "The Ralph Veterinary Referral Centre", no Reino Unido, e das universidades francesas de Montpellier e de Lyon. A pesquisa, que ainda não foi revisada por outros pesquisadores, teve a versão prévia (pré-print) publicada pelo site científico bioRxiv. Segundo o levantamento, os cães e gatos afetados ficaram bastante debilitados, mas não tiveram problemas respiratórios. Após os relatos de veterinários sobre um aumento atípico de casos da doença cardíaca e saúde geral debilitada em um hospital veterinário em South-East, e a constatação de que a maioria dos donos desses pacientes tinha histórico de Covid-19 nas três a seis semanas anteriores, testes foram realizados. Dois gatos e um cão imediatamente tiveram resultado positivo para a variante B.1.1.7 do coronavírus. Além disso, dois outros gatos e mais um cão posteriormente testaram positivo para anticorpos da mesma variante. Os autores do artigo afirmam ainda que o coronavírus original, sem a variante britânica, não parecia causar doenças graves em animais de estimação. Eles reafirmam que a contaminação de pessoas para animais permanece muito mais provável do que a inversa. Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias ,
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22/03 - Epidemia de fake news ameaça vacinação em terras indígenas
Especial: Agentes de saúde relatam resistência por causa de conteúdo falso espalhado pelo WhatsApp; missionários estrangeiros e pastores pregam contra imunização; em quase três meses, menos de 70% dos indígenas foram vacinados contra o coronavírus no Brasil 'Contaminados' por notícias falsas, indígenas do povo Jamamadi recusaram vacinação contra Covid-19 Cecilia Tombesi/BBC Um helicóptero da Força Aérea Brasileira carregado de agentes de saúde e doses de vacina contra o coronavírus levanta voo em Lábrea, no sul do Amazonas, rumo à terra indígena dos Jamamadi. Povo de contato recente, os Jamamadi fazem parte, como todos os 410 mil indígenas adultos em aldeias do Brasil, do grupo prioritário para receber o imunizante. Ao pousar, às margens do rio Purus, o helicóptero é recebido por homens e mulheres com arcos e flechas pedindo a retirada da equipe. Eles dizem temer pela própria vida se tomarem a vacina e exigem o retorno de um missionário americano proibido de entrar na região pela Funai. Querem orientações dele sobre a imunização. A aeronave tem de levantar voo com o carregamento de vacinas intacto. 71% dos indígenas aldeados da Amazônia não foram vacinados contra Covid, indicam dados do governo O incidente, no dia 2 de fevereiro, foi descrito à BBC News Brasil por testemunhas que pediram para não serem identificadas. Temem abalar a relação entre equipes de saúde e indígenas. Esse nível de tensão é incomum, mas cada vez mais frequente. E ilustra um fenômeno grave. Em meio à pandemia, indígenas estão vulneráveis a outro tipo de vírus, as chamadas "fake news", que se espalham principalmente pelo WhatsApp nas comunidades indígenas. Conteúdo falso pelo WhatsApp, missionários estrangeiros e pastores pregando contra imunização tem dificultado trabalho de agentes de saúde, segundo relatos Adriano Gambarini/Opan Para o comunicador e empreendedor indígena Anápuàka Tupinambá, as ferramentas de comunicação instantânea permitiram "um salto" em ações conjuntas de indígenas na área da política e da educação. "Mas viraram também uma faca de dois gumes. Vi parentes indígenas falarem que viram que mais de 900 indígenas no Xingu teriam morrido por conta da vacina. Uma senhora com mais de 90 anos me disse que não iria se vacinar por causa disso", afirma. "Nenhuma região do país está a salvo (das notícias falsas), nem áreas isoladas como Amazônia e Pará." A ideia da "faca de dois gumes" serve também para o efeito da inclusão gratuita do uso de dados por aplicativos como Facebook, Instagram e WhatsApp em planos de celular no Brasil. Acessar a internet, para muitos brasileiros, acaba se limitando a esses aplicativos. Um simples clique "fora do pacote" para verificação de uma informação vista no WhatsApp, por exemplo, tem um custo adicional. "O que nós temos hoje é uma falsa internet. Quando tem as fake news, você não tem como checar", diz Anápuàka. "Então dá aquela sensação de 'estou na internet', mas na verdade não, estou dentro de um sistema, quase uma 'intranet' de uma grande empresa." As limitações do WhatsApp como fonte de informação e de desinformação para muitos indígenas se soma à atuação de dois grupos com influência crescente: políticos e religiosos. "A aldeia se pergunta: 'se o presidente não tomou, como é que a gente vai tomar?', diz a enfermeira Indianara Ramires Machado, de 30 anos, vice-presidente da associação de jovens indígenas da Reserva de Dourados, em Mato Grosso do Sul, e mestranda em fisiopatologia experimental pela faculdade de Medicina da USP. Declarações do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, ao longo da pandemia que já matou quase 300 mil pessoas no Brasil ecoam nas comunidades indígenas. "Ninguém pode me obrigar a tomar a vacina", afirmou em setembro de 2020. No mês seguinte, disse que "o povo brasileiro não será cobaia de ninguém". Depois, que não tomaria a vacina "e ponto final". A fala que mais repercutiu nos grupos indígenas, no entanto, foi esta: "Se você virar um jacaré, é problema de você (…) Se você virar o super-homem, se nascer barba em alguma mulher ou um homem começar a falar fino, eles não têm nada a ver com isso". Vítimas Indígenas e vídeos falsos pelo WhatsApp Perder os pais era o maior medo de Joel Paumari, coordenador pedagógico de um polo de educação indígena do rio Ituxi, que banha o município de Lábrea, no sul do Amazonas. E sua preocupação crescia com o número de mortes. Segundo a contagem oficial da Secretária Especial de Saúde Indígena, a Sesai, morreram até agora 615 indígenas que viviam em aldeias. A população em terras indígenas é de 517 mil, segundo o último dado disponível, o censo do IBGE de 2010. Os pais de Joel vivem na aldeia Ilha da Onça, que fica a um dia de viagem de barco de Lábrea. "Na minha aldeia tem internet. Meus pais não têm celular, mas meus irmãos, minhas irmãs e meus sobrinhos têm. Como estão em grupos de WhatsApp e recebem esses vídeos, eles mostram para os meus pais", conta. Joel encaminhou à reportagem da BBC News Brasil exemplos de vídeos que circulam nos grupos de indígenas em seu WhatsApp. Um traz o pastor Silas Malafaia criticando a "vacina chinesa" e defendendo o uso de ivermectina, remédio sem eficácia comprovada no tratamento da Covid-19. Outros dois trazem conteúdo falso. Em um deles, um homem narra como a vacina "acabou com a vida" de uma família, modificando seu DNA e tirando dela seu "Deus". É #FAKE que vacinas contra o novo coronavírus possam gerar seres geneticamente modificados Existe vacina melhor? Grávida pode tomar? Altera o DNA? Drauzio Varella e especialistas respondem dúvidas Em outro, um suposto médico diz que a vacina altera o código genético de "cobaias". Foram três dias de explicações e conversas – tudo por áudio de WhatsApp – para convencer os pais a tomarem a vacina. "Meu pai foi muito resistente", diz. Uma irmã e um irmão decidiram não tomar. Áudios, textos escritos e vídeos mentirosos vêm sendo espalhados por grupos no WhatsApp há anos no Brasil. Durante as eleições em 2018, o aplicativo foi inundado por uma campanha de desinformação. De lá para cá, o aplicativo limitou a cinco vezes o compartilhamento de mensagens e inseriu uma marcação que mostra quando uma mensagem foi encaminhada várias vezes. Para estas, o limite de encaminhamento é um contato por vez. Procurado pela BBC News Brasil, o WhatsApp, que pertence ao Facebook, disse que não tem acesso ao conteúdo das mensagens e não faz mediação de conteúdo, mas que tem agido para combater a desinformação no aplicativo. Em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), lançou um serviço gratuito com informações em português sobre a Covid-19 acessado pelo próprio aplicativo. Um porta-voz do Facebook disse que a empresa está trabalhando com ONGs em formas de ampliar campanhas sobre vacinação para atingir populações altamente vulneráveis, como comunidades indígenas. Rejeição a vacinas e 'fake news' via barco Uma das perguntas cruciais quando se analisa o fenômeno da desinformação é qual é o impacto concreto do conteúdo falso ou de baixa qualidade em quem recebe a desinformação. E um dos riscos claros em meio à pandemia é o aumento da rejeição à vacinação. São preocupantes os casos identificados pela BBC News Brasil e os índices de vacinação até agora. Segundo dados da Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai), durante quase três meses de vacinação, receberam a primeira dose apenas 68% dos 410 mil indígenas que vivem em aldeias e são maiores de 18 anos. Para comparar o resultado com o de campanhas anteriores, a BBC News Brasil obteve, via Lei de Acesso à Informação, dados da imunização de indígenas no Brasil desde 2011. De lá para cá, a cobertura vacinal da população indígena vinha aumentando. A vacina contra a gripe, que é aplicada em adultos, por exemplo, saltou de 75% em 2011 a 90% em 2019. Além disso, nos últimos anos, a adesão a vacinas como a tríplice bacteriana, BCG (contra tuberculose), tetravalente, tetra viral, tríplice viral e varicela tem sido superior a 90%. O risco é que esse possível retrocesso se consolide. "Sempre houve adesão. A vacina de gripe é dada duas vezes ao ano e aceitam numa boa, sem problema algum", diz a antropóloga médica Maria de Lourdes Beldi de Alcântara, professora da USP (Universidade de São Paulo) que trabalha em campo, na Reserva Indígena de Dourados, Mato Grosso do Sul, onde vivem mais de 15 mil indígenas. Os maiores gargalos estão na região amazônica, onde, além da rejeição, há dificuldade para se chegar a determinadas regiões. Nas regiões do Alto Rio Juruá, no Acre, do Kaiapó e do Rio Tapajós, no Pará, menos de um quarto dos indígenas recebeu a primeira dose da vacina. Uma agente de saúde da região amazônica que não quis ser identificada diz à BBC News Brasil que a situação é tão grave que está criando uma instabilidade na frágil e preciosa relação entre os trabalhadores de saúde e os indígenas. "Tinha aldeias em que a relação com a equipe era muito boa e agora está estremecida justamente por causa da insistência na vacinação, da equipe ir, orientar, conversar, tentar uma, duas, três vezes. Eles se sentem afrontados porque já disseram que não querem, já explicaram suas razões e a gente continua insistindo. É um trabalho de formiguinha", diz ela. A rejeição "gerou trabalho duplicado para a Sesai", diz o educador indígena Eliel Benites, professor da Universidade Federal da Grande Dourados, que viu conhecidos rejeitarem a vacina na Reserva Indígena de Dourados. As equipes de saúde tiveram de ir e voltar duas vezes para tentar vacinar a população. "Estão cansados." À BBC News Brasil, a Sesai informou que continua com uma campanha em aproximadamente seis mil aldeias envolvendo 14 mil profissionais de saúde indígena. "Mesmo as equipes enfrentando dificuldades de acesso às aldeias, que é feita por meio de transportes aéreo, fluvial e rodoviário, e depende também de condições climáticas favoráveis para voos e deslocamentos, a vacinação indígena continua em ritmo favorável", disse, em nota. "Os profissionais de saúde reforçam a importância de que todos sejam imunizados, ressaltam a não obrigatoriedade da vacinação, e reafirmam que as vacinas são seguras e possuem autorização da Anvisa", acrescentou. Beto Marubo, de 44 anos, faz parte do movimento indígena do Vale do Javari, região com a maior concentração de povos isolados do Brasil. Marubo diz que o discurso antivacina de um governo negacionista está em sintonia a pregação antivacina de um ramo da igreja evangélica e de missionários. "As aldeias que não querem receber vacina têm um grande vínculo com as igrejas. Fake news no Vale do Javari anda por barco e terra, não por celular. São os próprios indígenas vinculados às agremiações religiosas que levam", disse. Marubo relata que precisou enviar um vídeo a seus contatos no WhatsApp rebatendo a informação de que vários indígenas haviam morrido após tomar a vacina. "Temos que conter essa onda de informação falsa, que o Nawa ("o Nada" ou o não indígena) chama de fake news. Enquanto Marubo, tenho que dizer pra vocês que nenhum Marubo morreu após a vacinação. Lembrando sempre que se essa vacina fosse ruim, os o Nawa não iam aplicar neles mesmos, nos avós deles", diz o indígena no vídeo. O papel dos missionários estrangeiros em terras isoladas Em 1963, o casal de missionários norte-americano Robert e Barbara Campbell chegou à terra indígena Jarawara/Jamamadi/Kanamati, no sul do Amazonas e começou um trabalho de tradução da Bíblia para a língua jamamadi. Foi ali onde o episódio do helicóptero que abre este texto aconteceu no mês passado. Um dos filhos do casal, Steve Campbell, foi criado na terra indígena, fala a língua e conhece a cultura do povo. Ele seria, segundo testemunhas, o pivô da recusa à vacinação por parte dos Jamamadi. "Nesses anos todos, a assistência à saúde jamamadi se firmou como a principal estratégia dos pastores norte-americanos: o Deus cristão, através da mão benéfica dos Campbell, garantiria aos Jamamadi a proteção das doenças dos brancos", escreveu o antropólogo Miguel Aparicio, pesquisador do Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato em um texto sobre o tema. Isso explicaria em parte a confiança que muitos depositam no missionário. Mas desde março de 2020, uma portaria da Funai estabeleceu que está proibida a entrada de pessoas não essenciais em terras indígenas para evitar a propagação do coronavírus. Além disso, o Ministério Público Federal investiga se Steve Campbell usou os Jamamadi para entrar ilegalmente em uma terra de indígenas isolados, os Hi-Merimã. O missionário, portanto, não acompanhou a equipe de vacinação, que teve de se retirar, como registrado no início desta reportagem. "Essa operação de helicóptero em aldeias é muito solene, ela chama a atenção. É feita em missões de vacinação ou de acidente grave. Tem que ter uma atitude muito marcada de rejeição para rejeitar um helicóptero da FAB e membros da Funai", diz o antropólogo Miguel Aparicio. "Em quase 30 anos na região, nunca vi a rejeição de um helicóptero. Ela está atrelada a essa polêmica recente, ligada à política desse governo e à presença do missionário", avalia. Segundo ele, o povo Banawá, que é vizinho ao povo Jamamadi e próximo à sua cultura e história, foi totalmente vacinado. A diferença? "A presença missionária, ali, não é forte", diz o antropólogo. A BBC News Brasil apurou que alguns dias depois, um cacique da aldeia São Francisco, a maior aldeia dos Jamamadi, fez contato com a Sesai dizendo que queria tomar a vacina. A equipe voltou e vacinou alguns indígenas. A Funai e a Sesai continuam tentando resolver o problema das outras aldeias. Procurada, a Funai disse somente que não autorizou o ingresso de Campbell na Terra Indígena Jamamadi. Em busca de um contato com Campbell, a BBC News Brasil pediu um posicionamento, por e-mail, à Greene Baptist Church, no Maine, e à Faith Baptist Church, no Texas, que o apresentam em seus sites como um de seus missionários apoiados pelo mundo, mas não obteve resposta das igrejas americanas. 'Pastor fala que vacina tem o chip da besta' O caso dos Jamamadi é apenas um exemplo do impacto da multiplicação de missionários e igrejas evangélicas – principalmente pentecostais e neopentecostais – em territórios indígenas no Brasil. A pressão que muitas vezes exercem é tão forte que, em fevereiro de 2020, um ex-missionário evangélico que trabalhou na Amazônia por uma década foi nomeado chefe do órgão da Funai responsável justamente pela proteção a indígenas isolados. Ricardo Lopes Dias, exonerado do cargo nove meses depois, atuou entre 1997 e 2007 na Missão Novas Tribos do Brasil (MNTB), organização com origem nos EUA que promove a evangelização de indígenas brasileiros desde os anos 1950. Indianara Ramires Machado, da associação de jovens indígenas da Reserva de Dourados, diz que muitos dos vídeos que circularam nos grupos de WhatsApp de indígenas eram de pastores indígenas fazendo cultos. "Vão na igreja, o pastor fala para não tomar a vacina, que ela tem o chip da besta, eles gravam e compartilham nos grupos de WhatsApp", diz ela. Segundo o último Censo do IBGE, o percentual de indígenas evangélicos cresceu de 14% a 26% entre 1991 e 2010. O Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (Conplei) disse à BBC News Brasil haver 4 mil lideranças que atuam em comunidades indígenas no Brasil hoje "com a visão de ver Deus glorificado entre as tribos do Brasil". Um slogan do grupo é: "Em cada povo uma igreja genuinamente indígena". O pastor Henrique Terena, presidente da Conplei, admite que em Mato Grosso do Sul há "um segmento neopentecostal que afirma que as vacinas não são boas, são do Diabo, e colocaram seus membros dizendo que não pode vacinar". Em entrevista por vídeo à BBC News Brasil, Terena diz que nem é a igreja evangélica, nem são pastores indígenas que estão professando palavras contra a vacina. São pessoas "que se dizem evangélicas, que são pastores", mas que não são. "São pessoas individualistas, tipo aventureiros, que vêm aí e começam a disseminar situações que não são verdades. São pastores de fora que vêm disseminar dentro da comunidade. E aí o indígena escuta tudo e acaba disseminando isso." Reação com campanhas indígenas Diante da crescente rejeição, membros da própria comunidade criaram diversas campanhas pró-vacina. Na Reserva de Dourados, a associação de jovens colheu relatos e produziu "cards" para serem distribuídos por WhatsApp. Campanhas a favor da vacina em guarani kaiowá: 'Vacina contra coronavírus já chegou' e 'Não fique com medo, a vacina é boa' Divulgação via BBC "Perdi um tio amado por causa dessa terrível doença. Proteja sua vida e de sua família! Jau'ke vacina" ("Vamos tomar a vacina"), diz um com a foto de uma jovem indígena. O educador indígena Eliel Benites, da Reserva de Dourados, está fazendo um livro com financiamento da Fiocruz explicando a pandemia do ponto de vista da cosmologia indígena do seu povo guarani. "Os indígenas acreditam muito que cada doença tem seus donos", diz. A partir dessa lógica, ele explica como o vírus "tem donos de outros lugares" e, por isso, são necessários remédios, como a vacina, de outros lugares. A Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) lançou em janeiro a campanha "Vacina, parente!" e há iniciativas pipocando pelo Brasil, como programas de rádio transmitidos justamente via áudios de WhatsApp. Mas as iniciativas são "limitadas" e falta apoio do governo, segundo Eliel. "Há uma ausência de comunicação adequada do governo à população indígena", critica. Para Indianara, a enfermeira indígena de Dourados, "é preciso haver um 'choque' de educação em saúde para combater as fake news". "Tem que fazer, tentar sensibilizar, uma hora alguém vai ouvir", diz ela. "Com esse governo e infelizmente com a igrejas, a gente tem que se desdobrar. Se não tivesse o negacionismo do governo e a frente radical das igrejas pentecostais, estaríamos em uma melhor situação de vacinação." Veja VÍDEOS da vacinação no Brasil:
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20/03 - Muvuca de sementes: O método de plantio que ajuda a restaurar áreas devastadas da Amazônia
Neste domingo (21), Dia Internacional das Florestas, Rede Amazônica detalha sobre uma técnica que pode salvar um ecossistema, tornando espaços degradados semelhantes com o que eram antes de serem destruídos pelo desmatamento. Preparo de uma muvuca de sementes. Tui Anandi/Instituto Socioambiental (ISA) O plantio direto de um "mix" de sementes nativas, como jatobá, tamboril, baru e sumaúma, pode restaurar trechos degradados e salvar um ecossistema como a Amazônia. Somado a isso, o método gera renda às comunidades locais e serve de opção ao produtor rural que desmatou mais do que a lei permite, e precisa repor parte da vegetação dentro da propriedade. Em alusão ao Dia Internacional das Florestas, celebrado neste domingo (21), a Rede Amazônica detalha sobre a chamada "muvuca de sementes", técnica que permite restaurar áreas degradadas e torná-las muito parecidas com o que eram antes de serem devastadas. "Deveríamos conservar muito mais, ter muito mais unidades de conservação para manter os ecossistemas originais, nativos e saudáveis e fazendo a função deles, que é produzir água, conservar solo, conservar a biodiversidade. No entanto, essa não foi a realidade do país. Hoje, a restauração é a regra. A muvuca de sementes vem para dar escala à restauração. Não exclui o pequeno produtor, médio, grande. É passiva de ser executada por todos os produtores", explicou o engenheiro florestal Paolo Sartorelli, que executa o método há 10 anos. O método A muvuca combina adubação verde, sementes nativas e areia, resultando em uma mistura que vai desenhar a estrutura da floresta. Diferente dos outros métodos de reparo, é mais barata, pode ser feita com maquinários agrícolas distintos ou manualmente. Além disso, a manutenção e o tempo gastos são menores. A quantidade de grãos precisa ser grande. Segundo o Instituto Socioambiental (ISA), que faz restauração através desse tipo de semeadura, uma muvuca compõe pelo menos 90 quilos de sementes de até 120 espécies para cada hectare que será recuperado. Muvuca de sementes que serão usadas para plantio. Lilo Clareto/Instituto Socioambiental (ISA) O primeiro passo para se recuperar uma área degradada com o coquetel de sementes é o diagnóstico ambiental. É a partir desse trabalho que se saberá, então, o tipo de bioma e quais espécies aquela região afetada carece para ser restaurada. "Esse planejamento vai desde o diagnóstico da área que a gente vai saber se é bioma amazônico, é bioma cerrado. Qual a fitofisionomia que está a área e, com isso, a gente define as espécies para que a área chegue mais próxima da mata nativa", complementou Lara Costa, técnica em restauração ecológica do ISA. 'Muvuca de sementes' ajuda no reflorestamento da Amazônia Paolo Sartorelli ressalta ainda que o ideal é usar espécies nativas regionais ou da vegetação original do local que será restaurado, o que reforça a importância do diagnóstico ambiental antes de tudo. "Você vai estudar a sua área de restauração. Quando você for restaurar uma reserva legal, o Código Florestal Brasileiro permite que você use 50% das espécies exóticas. Então, se pegar o pau-brasil e plantar na Amazônia, que é nativo da Mata Atlântica, mas para restaurar uma reserva legal no bioma, isso é permitido. No entanto, quando estamos falando de um ecossistema que é uma nascente, mata ciliar, da beira do rio, não podemos fazer isso", explicou o engenheiro florestal. Muvuca na prática Depois de feito o diagnóstico ambiental, a empresa ou pessoa interessada na recomposição de parte de um bioma específico faz contato com um fornecedor de sementes. A demanda, então, é repassada aos coletores que buscam dentro das florestas as espécies necessárias para fazer a muvuca. Formada por comunidades indígenas, agricultores familiares, viveiristas e pessoas que moram em municípios do Mato Grosso, a Rede de Sementes do Xingu é uma dessas pontes que ligam empresas e organizações aos coletores. O Instituto Socioambiental, por exemplo, é um dos parceiros da associação. Sementes de Dedaleiro. Eder Irber/Instituto Socioambiental (ISA) Durante o ano, a Rede faz uma prospecção de clientes e de pessoas que desejam restaurar áreas. Na sequência, encomenda as sementes com os mais de 500 coletores associados. "Com a muvuca, a gente tem percebido que conseguimos gerar renda junto com a comunidade local e, ao mesmo tempo, conservar a floresta. A muvuca tem esse ganho social que você consegue envolver todas as comunidades em uma questão nobre, que é a restauração da floresta amazônica", declarou João Carlos, engenheiro florestal da Rede de Sementes do Xingu. No Acre, a comunidade indígena dos Ashaninkas, que fica dentro da reserva do Alto Juruá, também faz uso do método de semeadura para manter a área protegida e em boas condições de preservação e uso. Para o povo, cada região pode ser trabalhada de forma diferente, desde que a premissa permaneça sendo a conservação da floresta. "As roças, a parte agrícola, a gente tem uma técnica para fazer. Recuperação de pastos, temos outras. Trabalhamos em um primeiro momento com algumas espécies, depois outras. Semeamos as sementes no espaço e elas se encarregam de fazer o seu equilíbrio", reforçou Francisco Pianco, liderança do povo Ashaninka. Área de restauração em uma fazenda do MT. Dannyel Sá/Instituto Socioambiental (ISA). O método, de fato, impulsiona a aceleração do processo de reflorestamento que a natureza depois se encarrega de fazer, segundo Lucimar Souza, diretora adjunta de desenvolvimento territorial do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM). Mas, para ela, a conservação da Amazônia depende da fusão de esforços da sociedade civil e dos governos federal e estaduais. "Com uma área tão grande como essa a ser recuperada, é necessário um esforço conjunto de atores ligados às questões ambientais e produtivas. Temos o hábito de pensar que a recuperação de áreas degradadas é uma questão pertinente somente para a área ambiental e, na verdade, não é. Também perpassa pelo grupo de organizações ligadas à produção da Amazônia”, disse Lucimar. Sementes de Tento Olho de Cabra. Eder Irber/Instituto Socioambiental (ISA). VÍDEOS: Natureza e meio ambiente
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20/03 - Outono começa neste sábado com previsão de dias mais quentes do que o normal para a estação
Estação vai até 21 de junho e geralmente é marcada por dias de calor, assim como no verão, e também por dias de quedas bruscas de temperatura. Outono deve ser mais seco O outono no Hemisfério Sul começa neste sábado (20) às 6h38 e só termina em 21 de junho. Até lá, o Brasil deve viver a transição entre o verão e o inverno, geralmente marcada por dias de calor, assim como no verão, e dias de quedas bruscas de temperatura. Previsão do tempo: confira a sua cidade O Sul do país deverá ser a primeira região do país a sentir as mudanças de temperatura comuns na estação. As primeiras ondas de frio podem começar no fim de abril. Neste ano, o outono deverá ter mais dias seguidos de tempo seco e mais dias de calor do que normalmente. Na região Sudeste, as primeiras semanas da nova estação deverão ser de chuva, mas, no geral, o índice de precipitação deverá ficar abaixo da média, com dias quentes especialmente nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Outono começa com cara de verão Já no Centro-Oeste, abril dever iniciar com uma incidência de chuva bem distribuída entre o Mato Grosso e o Distrito Federal. No Mato Grosso do Sul, os meses de abril e maio deverão ter pouca chuva. A temperatura pode ficar alta e o tempo mais seco pode facilitar as queimadas. O Norte e Nordeste não devem sentir tanto a mudança, já que têm na maior parte do tempo, na verdade, duas estações: a chuvosa e a seca. Por enquanto, o Norte passa pela estação com chuvas todos os dias. Quando maio chegar, a chuva pode começar a diminuir, mas ainda deve ocorrer quase diariamente. No Nordeste, a precipitação se concentra na faixa leste da região.
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19/03 - PF prende chefe de grupo criminoso que desmatou 1,6 milhão de hectares e incendiou reserva ambiental de RO
Suspeito incitou pessoas a invadirem reserva Margarida Alves em Nova União. Foram expedidos sete mandados pela Justiça em Rondônia; seis são de busca e apreensão e um de prisão. Operação Coordenação é realizada em Rondônia PF/Divulgação A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação nesta sexta-feira (19) para prender o chefe de um grupo criminoso que desmatou 1,6 milhão de hectares e provocou incêndios de grandes proporções após invadir a reserva ambiental Margarida Alves em Nova União (RO). Ao todo, a operação Coordenação cumpre sete mandados judiciais, sendo seis são de busca e apreensão e um de prisão. Segundo a PF, todos os investigados são responsáveis por causar queimadas em blocos do Assentamento Margarida Alves no ano passado. Cerca de 30 agentes participam da Operação Coordenação nas cidades de Nova União, Mirante da Serra e Ouro Preto do Oeste. Como o grupo agia? Segundo a PF, o líder da organização criminosa instigava os invasores a ocupar a reserva Margarida Alves, sob o pretexto de que a área seria regularizada junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Agentes cumprem mandados judiciais na Operação Coordenação em Rondônia PF/Divulgação Muitas pessoas da região de Nova União acreditaram nas promessas e atenderam ao pedido do chefe do bando. Após invadir o local, o grupo desmatava a área de floresta e provocava grandes queimadas. Um dos incêndios na região foi registrado em agosto do ano passado. Incêndio na Reserva Margarida Alves destrói mais de 2 mil hectares em Rondônia Quanto foi desmatado? Uma perícia realizada na reserva descobriu que o grupo criminoso desmatou 1,6 milhão de hectares, causando um dano ambiental de R$ 3,5 milhões. Reserva Ambiental Margarida Alves, após incêndio em Nova União (RO) Reprodução/Redes Sociais "O custo para a recuperação ambiental da área foi calculado em R$ 2,9 milhões. Com isso o grupo gerou um prejuízo para União em torno de R$6,5 milhões", afirma a PF. Como o esquema foi desvendado? Após a PF deflagrar a Operação Illusio, em dezembro do ano passado, foi descoberto que aproximadamente 210 pessoas invadiram e repartiram a reserva Margarida Alves em 07 glebas, as quais foram denominadas pelos invasores como "comunidades". A investigação aponta que cada um dessas setes comunidade tinha uma liderança. "Os levantamentos realizados culminaram na identificação da liderança do grupo invasor e de outras pessoas que auxiliaram o grupo na empreitada criminosa", diz a polícia. Reserva Ambiental Margarida Alves, após incêndio em Nova União (RO) Reprodução/Redes Sociais De acordo com a polícia, todos os envolvidos têm residência fixa, "o que corrobora com os indícios de que o interesse na aquisição das terras tem apenas o objetivo de possuir novas propriedades rurais sem maiores gastos financeiros, bem como de efetuar a posterior comercialização". Todos os investigados na Operação Coordenação responderão por estelionato e associação criminosa, incêndio e desmatamento, e invasão de terras públicas.
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18/03 - BID lança fundo de até US$ 1 bilhão para financiar projetos sustentáveis na Amazônia
Fundo vai selecionar iniciativas que promovam atividade inclusivas e estimulem 'bioeconomia', diz instituição. Ministro Paulo Guedes afirma que setor privado poderá doar recursos. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou nesta quinta-feira (18) a criação de um fundo para desenvolver projetos sustentáveis na Amazônia. O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, participaram do evento virtual. De acordo com a instituição, o objetivo do fundo é promover atividades econômicas inclusivas e sustentáveis ​​que estabelecem as bases para uma economia local baseada em ativos florestais, biodiversidade e baixas emissões. O dinheiro também deverá ser usado para estimular a "bioeconomia" e promover instrumentos financeiros inovadores que atraiam investimentos de forma sustentável para a região amazônica. O presidente do BID, Mauricio Claver-Carone, informou que o fundo terá dotação inicial de US$ 20 milhões para cooperação técnica e elaboração de projetos. A expectativa é de que o montante a ser emprestado para os projetos sustentáveis na região alcance o patamar de US$ 1 bilhão. “Estamos falando com alguns países europeus que se interessaram", declarou. O executivo informou ainda que o fundo é apoiado por sete dos nove países da região amazônica. Ficaram de fora a Guiana Francesa e a Venezuela. “Responsabilidade climática com crescimento econômico não são conflitivos. Ao contrário, essas políticas agregam o crescimento econômico. Essa é a filosofia dessa iniciativa. Por isso, é importante contar com o apoio governos diversos, com diferentes tendências políticas e ideológicas. Não há conflito entre crescimento econômico e política responsável para o clima”, disse o presidente do BID. Em agosto, Bolsonaro falou sobre tema em reunião com presidentes da região Até outubro de 2020, outra iniciativa para investir em projetos sustentáveis na região amazônica – o Fundo Amazônia – tinha R$ 2,9 bilhões em recursos paralisados, à espera da solução de um entrave entre o governo brasileiro e os países europeus que aportam a maior parte das verbas. Governo brasileiro Um discurso gravado do presidente Jair Bolsonaro foi transmitido no evento virtual de lançamento do fundo. O presidente disse "motivo de orgulho" para o governo que o fundo tenha como uma de suas prioridades o fomento à bioeconomia. Bolsonaro disse que esse foi o principal pedido feito pelo Brasil ao BID, em 2019, ao propor a criação do instrumento. Para o presidente, o fim do desmatamento ilegal na Amazônia só será possível com o desenvolvimento da região e a melhora de vida da população. "O desenvolvimento sustentável e o fim do desmatamento ilegal dependem da valorização da economia amazônica e da melhoria da qualidade de vida da população local. Por isso, estamos trabalhando para criar empregos, produtos e serviços que utilizem de modo sustentável os recursos da floresta”, declarou. Bolsonaro disse que pediu mecanismos de transparência ao BID para evitar desperdício e desvios e que o setor público, na visão dele, é um "ator decisivo no processo de desenvolvimento sustentável da Amazônia". O presidente acrescentou que o fundo respeitará prioridades nacionais e interesses soberanos de cada país, mas que não se pode "abrir mão da versatilidade, da inovação e da capacidade de investimento da iniciativa privada". Amazônia 1, primeiro satélite 100% brasileiro, chega ao espaço para ser vigilante da floresta O ministro Paulo Guedes, por sua vez, afirmou que o intuito original de estabelecer uma plataforma para captação de doações para Amazônia conta com a flexibilidade para captação de recursos do setor privado. "O apoio do banco é bem-vindo para fortalecer essa agenda, o que irá requerer recursos financeiros, conhecimento e capacidade de mobilização dos diversos agentes", declarou. Para Guedes, é preciso ampliar as oportunidades da bioeconomia e "desenvolver cadeias produtivas com alto potencial de agregação de valor e melhorar a integração entre o setor produtivo e as instituições de pesquisa e desenvolvimento". Por fim, o ministro afirmou que o governo quer "extirpar a mineração ilegal, o desflorestamento e desmatamento ilegais". Após registrar, em 2020, o segundo pior ano de desmatamento na Amazônia Legal desde 2015, com um total de 8.426 km², segundo dados Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), os números mostram um recuo dos alertas nos dois primeiros meses deste ano. Initial plugin text
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18/03 - Polícia Ambiental apreende mais de 1,8 mil metros de redes armadas irregularmente nos rios do Peixe e Paranapanema
Fiscalização foi em Presidente Epitácio e em Teodoro Sampaio. Material foi recolhido e dois homens receberam advertências. Redes irregulares foram apreendidas em Presidente Epitácio e em Teodoro Sampaio Polícia Ambiental Durante fiscalização em Presidente Epitácio (SP) e Teodoro Sampaio (SP) nesta quarta-feira (17), a Polícia Militar Ambiental apreendeu 1.850 metros de redes de pesca irregulares. Em Presidente Epitácio, a polícia recolheu 550 metros de redes que estavam armadas irregularmente no Rio do Peixe. Ainda foi feita a captura de sete quilos de peixes das espécies tucunaré, cascudo e piranha, que por estarem vivos foram devolvidos ao ambiente aquático. As redes foram apreendidas. Em Teodoro Sampaio, a fiscalização foi feita no Rio Paranapanema, onde a fiscalização recolheu 1.300 metros de redes de emalhar dispostas a menos de 150 metros de distância. Redes irregulares foram apreendidas em Presidente Epitácio e em Teodoro Sampaio Polícia Ambiental A Polícia Ambiental identificou os infratores, sendo um homem de 54 anos, que é pescador profissional, e um homem, de 49 anos, pescador amador. Os dois, conforme a fiscalização, estavam armando no ambiente aquático uma rede de 400 metros, com malha de 14 centímetros, a menos de 150 metros de outras redes. Como os envolvidos ainda não haviam capturado nenhum pescado, foram autuados na modalidade de advertência, sendo as redes apreendidas. As outras redes, que totalizaram 900 metros, tinham plaquetas de identificação, mas os proprietários não estavam no local. Esse material também foi apreendido. Redes irregulares foram apreendidas em Presidente Epitácio e em Teodoro Sampaio Polícia Ambiental Redes irregulares foram apreendidas em Presidente Epitácio e em Teodoro Sampaio Polícia Ambiental VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região.
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18/03 - Drone registra a formação de um tornado nos EUA; veja vídeo
Sul dos país foi atingido por fortes tempestades. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia, em 24 horas, ao menos 21 tornados foram registrados entre os estados do Alabama e Mississipi. Drone registra formação de tornado no Alabama, EUA Um drone conseguiu capturar o momento exato em que um tornado tocou o chão no estado do Alabama, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (17). Apenas nas últimas 24 horas, ao menos 21 tornados foram registrados entre o Alabama e Mississipi, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia Drone registra o momento em que um tornado se forma no estado do Alabama, EUA, em 17 de março de 2021 Brandon Clement/NBC As imagens captadas pelo equipamento (veja no vídeo acima) mostram a formação de um destes tornados próximo ao rio Black Warrior, na cidade de Demópolis. O vídeo, gravado no formato time-lapse – com a velocidade alterada –, acompanhou a movimentação da tempestade até ela tocar o solo, o que de fato durou apenas três minutos. Drone registra o momento em que um tornado se forma no estado do Alabama, EUA, em 17 de março de 2021 Brandon Clement/NBC A previsão do Serviço Nacional de Meteorologia é que estas áreas continuem em alerta ainda nesta quinta-feira (18). Há alertas de mau tempo até os estados da Geórgia e as Carolinas do Norte e Sul. Os estados do sul do país vêm sendo afetados por fortes tempestades que vêm deixando um rastro de destruição. Segundo as autoridades, não há registro de mortos por conta dos tornados.
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18/03 - Como caçadores usam tortura sonora para encurralar e matar golfinhos
Grupos de caçadores e pescadores usam de barras de ferro e o barulho do motor de barcos para desnortear e guiar animais até a parte mais rasa da praia, onde são presos em redes, capturados e boa parte mortos. Barcos cercam golfinhos e jogam redes para capturá-los no Japão. SEA SHEPHERD via BBC Um grupo de cerca de 50 golfinhos se aproxima da praia. Os animais nadam até a parte mais rasa, atolam e são brutalmente mortos por caçadores com golpes de lança no espiráculo — orifício por onde o animal respira. A cor vermelha toma conta do mar azul-esverdeado. Espécie de golfinhos ameaçada de extinção é flagrada em Paraty Conheça o golfinho mais ameaçado do Brasil São poupados apenas os animais mais jovens, sem cicatrizes e com maior expectativa de vida. Eles são mais valiosos para os caçadores, pois são vendidos a parques aquáticos, onde são treinados e viram atração em troca de ingressos caros. Os outros são abatidos e sua carne é vendida em restaurantes e supermercados. Essas mortes em massa, conta o ativista e conselheiro da Sea Shepherd Brasil (ONG internacional que atua na proteção marinhada), Guiga Pirá, só ocorrem porque, antes de serem mortos, os golfinhos sofrem uma tortura sonora por caçadores para que eles desviem de suas rotas originais e sejam mortos na costa. "Os caçadores fazem uma barreira sonora martelando uma barra de ferro dentro da água. O caçador, que tem uma visão privilegiada da movimentação dos animais, orienta as batidas para encurralar os animais", afirmou o brasileiro, que viaja o mundo protegendo golfinhos e baleias da matança, em entrevista à BBC News Brasil. Por conta de suas ações de combate e repressão à matança de golfinhos, Guiga também atua como fotógrafo e tripulante da ONG em missões, mas não vai mais ao Japão, onde é considerado persona non grata. Barco carrega em sua lateral golfinhos capturados em praia no Japão SEA SHEPHERD via BBC Animais vivos Um golfinho morto, estima o ativista brasileiro Guiga Pirá, que viaja o mundo tentando evitar a matança dos animais, rende em média cerca de 600 dólares (cerca de R$ 3,3 mil) depois de ter sua carne vendida no Japão. Já um golfinho vivo e treinado pode valer até 200 mil dólares (R$ 1,1 milhão) ao ser comercializado para resorts, aquários e a indústria do entretenimento em geral. Esses animais são geralmente usados para que turistas tirem fotos nos parques aquáticos para onde são levados. É comum que os próprios treinadores que trabalham em resorts, explica Guiga Pirá, se desloquem até o local da matança para selecionar os melhores animais. Golfinho-robô é criado como alternativa para substituir animais em parques temáticos É justamente o dinheiro que os pescadores conseguem com a venda de golfinhos vivos que banca a compra de novas embarcações e estrutura para as caças, explicam os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil. Essas caças são legalizadas e ocorrem principalmente nas ilhas Faroé, território dependente da Dinamarca, e em Taiji, no Japão. Mas a matança também é registrada na costa oeste africana. Além do fator cultural, pescadores no Japão também alegam matar golfinhos para evitar que eles comam os peixes da região e prejudiquem a pesca local. O coordenador de pesquisa do Instituto Baleia Jubarte, Milton Marcondes, disse que a justificativa dos países para manter a matança desses animais é preservar a cultura local. "Eles tratam como coisas tradicionais. Se a gente for comparar, é como a Farra do Boi em Santa Catarina, quando torturam o animal até ele morrer. É uma malhação do Judas com o animal vivo. Isso fere a legislação brasileira, mas muita gente vê como folclore e defende. O rodeio também é parecido porque maltrata e fere, mas movimenta dinheiro e tem parcela da população que é a favor. Também temos vaquejada. Cada país tem seu telhado de vidro", afirmou. Hastes de ferro colocadas na água e usadas para causar tortura sonora nos golfinhos ao serem marteladas do lado de fora da água SEA SHEPHERD via BBC Segundo Marcondes, o Japão deixou a Comissão Internacional da Baleia após ser "muito criticado por outros países pela matança de golfinhos". "Tudo por conta da pressão internacional. Agora deve haver também uma pressão econômica boicotando produtos para funcionar de verdade. Diversos países, como o Brasil, não fazem isso para não prejudicar o comércio com o Japão", afirmou Marcondes. GPS marinho O ativista Guiga Pirá conta que os caçadores de golfinhos instalam uma barra de ferro maciça na lateral do barco para causar o ruído sonoro que desnorteia os animais. Parte do tubo entra na água e tem uma ponta em formato de funil, como uma boca de sino. Quem está no barco martela a parte superior da estrutura, que cria ondas que viajam e terminam nessa boca de sino, onde o sinal é amplificado e difundido pela água até os golfinhos. "Esses animais usam a ecolocalização pelas ondas sonoras para se guiar, como um GPS. Eles emitem sinais — aqueles barulhos que a gente conhecem — e essas ondas batem em corais e cardumes, por exemplo. Ele têm inteligência para medir distâncias por meio dessas ondas sonoras e saber para onde devem ir", afirmou o ativista. A confusão sonora causada pelas batidas dos caçadores desnorteia o grupo, que passa a não saber para onde deve ir. Os animais têm seus sensores atacados, como se estivessem cegos. Os caçadores aproveitam essa confusão para fazer uma formação com as embarcações em formato de "U", com uma apenas saída para os golfinhos: a costa. É assim que eles fazem nas praias no Japão. "Os golfinhos escapam em direção à costa porque é o único lugar que eles percebem que o sinal não está vindo, sem saber que é uma armadilha. Quando eles chegam, os caçadores colocam uma rede e os golfinhos ficam presos entre a rede e praia, num espaço de no máximo 100 metros. Já vimos mais de 100 golfinhos presos nesse espaço", afirmou Guiga. Barcos usando tortura sonora para enrurralar golfinhos e depois capturá-los em redes no Japão SEA SHEPHERD via BBC O Japão permite que 2 mil golfinhos sejam abatidos anualmente durante a temporada de caça, iniciada no 1º de setembro de 2020 e que foi encerrada em fevereiro de 2021. Caso os caçadores ultrapassassem a cota, eles ainda poderiam apresentar uma justificativa e serem liberados. Algumas vezes, os caçadores vão para água e empurram os golfinhos com as próprias mãos em direção à rede, próxima à areia. "Quando chegam ao ponto mais raso, eles são mortos com golpes de lança no espiráculo, o orifício por onde eles respiram, no topo da cabeça. Isso causa ferimento na espinha dorsal do animal. Os caçadores dizem que isso não causa sofrimento porque o golfinho perde todos os sentidos imediatamente. Mas o que a gente vê é que o animal pode ficar alguns minutos sofrendo", afirmou Guiga Pirá. O ativista disse que esse golpe causa uma paralisia e o animal não consegue mais nadar ou respirar e que muitas vezes ele morre afogado porque ficou paralisado e não conseguir mais subir para respirar. "Ele morre afogado no próprio sangue". Ilhas Faroé Nas Ilhas Faroé, território da Dinamarca, centenas de pessoas ficam aguardando na praia à espera dos golfinhos. Elas se dividem em times. Algumas empurram os animais até a praia, seja em barcos ou usando redes. Enquanto outras usam ganchos para arrastar o animal pelo espiráculo até a areia. Como os animais são pesados, os especialistas explicam que a dor que eles sentem enquanto são arrastados é algo similar a um humano ser puxado por um gancho preso ao nariz. Quando o golfinho encalha, os caçadores enfiam uma lança no animal e ele morre. Enquanto ele se debate, os caçadores cortam a cabeça. "Nossas equipes da Sea Shepherd fazem um barulho de oposição ao dos caçadores no mar para afastar os golfinhos da costa. Salvamos centenas de animais dessa maneira", contou Guiga Pirá, o ativista brasileiro. Ele afirmou que a atuação dos ativistas nessas regiões, porém, foi dificultada por leis que vetam a entrada de membros da Sea Shepherd e que a estratégia agora é treinar moradores locais para as missões. "Fizemos um apelo e muitos dinamarqueses passaram a nos ajudar. Há muitas pessoas dispostas e esse trabalho é vital para a gente". Caça ao boto No Brasil, tanto a caça quanto o uso de golfinhos para entretenimento são proibidos. Entretanto, a poluição e outros resíduos que são jogados no oceano, como as redes de pescas abandonadas por pescadores, chamadas de "redes fantasmas" vão matando os animais ao longo dos anos. Isso porque os animais ficam presos e morrem afogados por não conseguirem subir à superfície para respirar. Inpa lança cartilha para conscientizar sobre caça e pesca de botos na Amazônia O que existe no Brasil, explica Guiga Pirá, é a caça ao boto. Os principais responsáveis por essa matança são pescadores que usam a carne do animal como isca para a pesca da piracatinga, peixe da região amazônica. De acordo com o presidente do Instituto Baleia Jubarte, uma lei hoje proíbe ao menos temporariamente a matança do boto-cor-de-rosa para que ele seja usado como isca. "Há uma moratória que proíbe a pesca da piracatinga desde 2015. Ela era válida por cinco anos e foi renovada por mais um (até junho de 2021). Mas a gente cai naquele problema de que fiscalizar a Amazônia é inviável, ainda mais com o Meio Ambiente não sendo prioridade desse governo", afirmou Milton Marcondes. Marcondes diz que as redes de pesca matam muitos golfinhos, baleias e tartarugas de maneira acidental. O prejuízo também é grande para o pescador quando uma baleia atinge a rede, que é um objeto geralmente artesanal. Muitas vezes o animal a leva inteira ou arranca um pedaço. "O ideal é que eles (pescadores) busquem equipamentos mais adequados para capturar cada espécie de peixe, além da criação de unidades de conservação marinha para proibir pesca e em outros pontos impor restrições temporárias", disse Marcondes. Milton Marcondes, que também é médico veterinário, explica que pesquisadores estão desenvolvendo técnicas de evitar que as baleias e golfinhos esbarrem nessas redes. Uma delas é instalar um alarme sonoro a cada 500 metros para evitar que os animais se aproximem. Isso, porém, causa dois problemas. O primeiro é que a barreira de som aumenta o ruído no mar e afasta todos os animais de uma região importante para os pescadores. Eles estão fazendo pesquisas para ter ideia de qual o impacto real dessa medida. O segundo é o valor porque os pescadores não querem investir numa tecnologia cara que não trará retorno financeiro. Uma saída de baixo custo que alguns deles estão testando é encher garrafas de vidro com pedras. Dessa maneira, as ondas fariam o trabalho de que chacoalhar o objeto para produzir o ruído. A eficiência desse dispositivo de baixo custo também está sendo testada. Marcondes diz que a interação mais saudável entre homem e golfinho no Brasil acontece no Sul. Em Santa Catarina, conta ele, pescadores pescam tainha em cooperação com os animais. "Os golfinhos, ou boto da tainha, trazem os peixes em direção a eles e eles jogam a tarrafa (rede de pesca). O golfinho arqueia o corpo como um sinal para o pescador jogar a rede. As tainhas se assustam e isso favorece para o golfinho também capturar os peixes. O pescador ganha e o golfinho também", afirmou Milton Marcondes. Vídeos sobre a série Desafio Natureza, do G1
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17/03 - Flagrante de pesca em local proibido no Rio Laranja Doce provoca multas de mais de R$ 5 mil
Polícia Militar Ambiental constatou a presença de pescadores a menos de 200 metros de uma corredeira, nesta quarta-feira (17), em Taciba. Fiscalização flagrou pescadores em local proibido no Rio Laranja Doce Polícia Militar Ambiental A Polícia Militar Ambiental flagrou em fiscalização nesta quarta-feira (17) seis pessoas que pescavam em local proibido, a menos de 200 metros de uma corredeira, no Rio Laranja Doce, em Taciba (SP). Foram elaborados cinco autos de infração ambiental com sanção de multas simples que totalizaram R$ 5.056,00 e um auto de infração ambiental na modalidade de advertência pela pesca em local proibido. A corporação ressaltou que as multas referem-se aos envolvidos que haviam capturado peixes. O pescado capturado, no total de 2,8 quilos das espécies piau-três-pintas, lambari e sardela, estava vivo e foi devolvido ao rio. Além disso, os policiais ainda apreenderam seis varas telescópicas que ficaram depositadas na sede da Polícia Militar Ambiental à disposição da Justiça. Fiscalização flagrou pescadores em local proibido no Rio Laranja Doce Polícia Militar Ambiental Fiscalização flagrou pescadores em local proibido no Rio Laranja Doce Polícia Militar Ambiental Fiscalização flagrou pescadores em local proibido no Rio Laranja Doce Polícia Militar Ambiental Fiscalização flagrou pescadores em local proibido no Rio Laranja Doce Polícia Militar Ambiental VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região.
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17/03 - Fiscalização encontra aves silvestres mantidas irregularmente em cativeiro e aplica R$ 6,5 mil em multas
Polícia Militar Ambiental constatou infrações nesta quarta-feira (17) em residências no Jardim Planalto e na Vila Luso, em Presidente Prudente. Moradora da Vila Luso levou multa de R$ 2 mil em Presidente Prudente Polícia Militar Ambiental A Polícia Militar Ambiental aplicou multas que totalizaram R$ 6,5 mil contra duas pessoas que foram flagradas mantendo aves silvestres irregularmente em cativeiro em residências no Jardim Planalto e na Vila Luso, em Presidente Prudente (SP), nesta quarta-feira (17). No Jardim Planalto, o autuado foi um homem, de 35 anos, morador da casa onde foram encontradas pela fiscalização nove aves da fauna silvestre em cativeiro – um corrupião, um galo-de-campina, um trinca-ferro, um curió, três coleirinhos, um pássaro-preto e um bigodinho. Como o envolvido não possuía autorização para manter as aves em cativeiro, foi autuado em R$ 4,5 mil. Por estarem em estado bravio, o que indica que haviam sido capturados recentemente, os pássaros foram soltos na natureza e as gaiolas acabaram apreendidas pelos policiais. Moradora da Vila Luso levou multa de R$ 2 mil em Presidente Prudente Polícia Militar Ambiental Na Vila Luso, a autuada foi uma mulher, de 59 anos, que levou uma multa de R$ 2 mil por ter em cativeiro aves da fauna silvestre sem autorização. Durante fiscalização a um local de criação de pássaros, os policiais detectaram na casa sinais de adulteração em quatro anilhas que estavam em dois sabiás-barranco e dois trinca-ferros. As aves foram apreendidas, mas permaneceram sob a responsabilidade da criadora até uma decisão da Justiça. A Polícia Militar Ambiental ressaltou que a mulher envolvida também cometeu o crime de falsificação de selo público pelo fato de as anilhas estarem adulteradas. Moradora da Vila Luso levou multa de R$ 2 mil em Presidente Prudente Polícia Militar Ambiental Moradora da Vila Luso levou multa de R$ 2 mil em Presidente Prudente Polícia Militar Ambiental Morador do Jardim Planalto levou multa de R$ 4,5 mil em Presidente Prudente Polícia Militar Ambiental Morador do Jardim Planalto levou multa de R$ 4,5 mil em Presidente Prudente Polícia Militar Ambiental VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região.
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17/03 - Sentindo-se em casa, urutau encontra ambiente de segurança no Parque do Povo, em Presidente Prudente; veja VÍDEO
Ave usa as penas para se camuflar em meios às árvores, mas nesta quarta-feira (17) foi vista em um pilar, completamente à vontade. Espécie não apresenta nenhum tipo de risco. Aparição de urutau foi flagrada nesta quarta-feira (17), no Parque do Povo, em Presidente Prudente Ele parece uma estátua de tão imóvel que fica e, além disso, sua plumagem é um prato cheio para se camuflar. Você já sabe quem é? É o urutau. Em Presidente Prudente (SP), sua aparição pode ser bastante comum, principalmente, nas árvores do Parque do Povo. Inclusive, um registro da ave foi feito no local nesta quarta-feira (17) pelo repórter cinematográfico Sandro Bittencourt, da TV Fronteira. O urutau foi visto em um palanque, lugar onde ele também costuma aparecer quando se sente à vontade e seguro (assista ao vídeo acima). Ao G1, o biólogo André Gonçalves Vieira disse que sua distribuição é comum na região de Presidente Prudente. "Na maioria das vezes, ele passa despercebido por conta de seu mimetismo, que é a arte de se camuflar, mas devem existir de duas a três aves no Parque do Povo", falou. O cantinho preferido dos urutaus está nas árvores, no entanto, a espécie, quando se sente à vontade e segura, pode ser vista em palanques, pilares e troncos. "Quando ele é visto em palanques, por exemplo, é porque as cores desse local são parecidas com as dele, o que faz como que ele se sinta à vontade e seguro. Os urutaus não apresentam nenhum tipo de risco, mas é importante que as pessoas, quando os virem, não mexam com eles", acrescentou o biólogo ao G1. Aparição de urutau foi flagrada nesta quarta-feira (17), no Parque do Povo, em Presidente Prudente Reprodução Vieira ainda explicou sobre um mito que ronda a espécie. "Muitas pessoas acreditam que o canto desse pássaro é sinal de mau agouro, mas isso é um mito. Quando o urutau canta, não significa que algo de ruim vai acontecer, isso pode ser apenas um sinal de que o bicho quer se acasalar. Esse som, em uma mata, por exemplo, é capaz de silenciar todos os outros bichos para que a ave encontre uma fêmea e se reproduza", ressaltou ao G1. Bico para o céu O nome urutau tem origem guarani. Vem da junção de guyra (ave) + tau (fantasma). Isso é graças à sua capacidade de se transformar em prolongamentos de galhos, de tão perfeito que é o seu disfarce. O nome científico é Nyctibius griseus. Sua distribuição é por todas as regiões do Brasil e, desde a Costa Rica, até o Uruguai. O habitat natural contempla áreas de cerrado, orla da mata e campo, de preferência com palmeiras e árvores. Os urutaus se alimentam de invertebrados, preferencialmente, os insetos, que são apanhados pela espécie em pleno voo. Na reprodução do urutau, em geral, o ovo é posto em cavidades naturais, como as de um tronco de árvore. Por 33 dias, o casal cuida de chocá-lo em conjunto. O filhote nasce com plumagem branca e é alimentado pelos pais por 51 dias. De hábitos noturnos, o urutau também é conhecido como mãe-da-lua. Hábil ao extremo, captura as suas presas durante voos exatos, onde dribla as árvores no meio da floresta densa. Durante o dia, dizem, parece uma estátua, de tão imóvel que fica. Aliás, sua plumagem (que tanto pode ir do cinza ao marrom, com o peito com um desenho negro) é um prato cheio para se camuflar. Sob essa mesma "armadura" de penas ela, também costuma aconchegar seus filhotes. A espécie Nyctibius griseus é a mais comum entre as cinco existentes no Brasil. Um macho adulto pesa entre 160 e 190 gramas e chega a alcançar 37 centímetros de comprimento, por outros 85 de envergadura. Quando relaxa, o urutau abaixa a cabeça. Mas basta aparecer um perigo para voltar à posição original: estica-se todo, apontando o bico para o céu. Outro destaque são seus olhos, semelhantes aos de uma coruja (aliás, vive sendo confundido com esta espécie). Mas, neste quesito, tem ainda uma capacidade única entre todas as aves: consegue ver de olhos fechados. Ou melhor: tem duas incisões no meio da pálpebra, que funcionam como uma fresta. E usa-a na maior parte do dia. VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região.
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17/03 - Sitiante leva multa de R$ 3,5 mil por cortar penas da asa de papagaio e manter ave em cativeiro
Polícia Ambiental constatou maus-tratos ao animal da fauna silvestre no Assentamento Vista Alegre, em Caiuá (SP). Polícia Ambiental constatou o corte parcial das penas de uma das asas do papagaio Polícia Ambiental A Polícia Militar Ambiental multou um sitiante em R$ 3,5 mil por manter um papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) em cativeiro e por ter cortado parte das penas de uma das asas da ave, no Assentamento Vista Alegre, em Caiuá (SP). A corporação chegou até o local após uma denúncia e, na propriedade rural, o morador, de 36 anos, autorizou a vistoria dos policiais, que encontraram um papagaio-verdadeiro em uma gaiola, nesta terça-feira (16). “Ao realizar vistoria no aspecto físico da ave, foi constatado o corte parcial da asa do lado direito, caracterizando assim o crime de maus-tratos”, informou a polícia. Papagaio estava em um sítio em Caiuá Polícia Ambiental Diante das constatações, o homem foi autuado em R$ 500 por manter em cativeiro ave da fauna silvestre e em R$ 3 mil por praticar ato de maus-tratos a animal silvestre. Ao todo, as autuações somaram R$ 3,5 mil. A Polícia Ambiental informou que a ave foi apreendida e levada à Base Operacional da corporação, em Presidente Epitácio (SP), para futura destinação a um local apropriado e legalizado. Papagaio estava em um sítio em Caiuá Polícia Ambiental Casais unidos pela vida inteira O papagaio-verdadeiro nidifica em troncos ocos de palmeiras e outras árvores e regularmente em buracos de barrancos. O casal permanece junto no ninho, mesmo durante o dia. Os ovos são pequenos, brancos e arredondados, e a postura é de 4 ovos. O papagaio-verdadeiro mede entre 35 e 40 centímetros, pesando 400 gramas. Parte da cabeça é amarela na área próxima aos olhos, com fronte e loros azuis, enquanto o encontro das asas e base da cauda é vermelho. Como todos psitacídeos, vivem rigorosamente aos casais, permanecendo unidos pela vida inteira. Seu bico é escuro e o restante do corpo, verde. Ainda é muito procurado como animal de estimação (xerimbabo – na língua indígena), pelo motivo de ser considerado um falador, aprende a pronunciar palavras, imitar músicas, latir, tossir, rir; esta espécie é apta ao arremedo condicionado. Está entre as aves mais inteligentes do mundo. Daí ser uma das maiores vítimas do tráfico de animais no Brasil. Oitenta por cento dos animais apreendidos pela polícia são papagaios-verdadeiros. A espécie está distribuída, no Brasil, entre a região Nordeste (PI, PB e BA), pelo Brasil Central (MG, GO e MT), ao Rio Grande do Sul, e também é encontrada no Paraguai, no norte da Argentina e na Bolívia. Tem como habitat áreas de mata úmida ou seca, palmais e beira dos rios. Alimenta-se de sementes, frutos e flores, e aprecia muito os cocos de palmeiras. VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região.
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17/03 - Fotógrafa flagra 'redemoinho' gigante e perigoso no mar da Austrália
Dene Bingham vive numa região isolada da costa da Austrália Ocidental e captura vários fenômenos raros com seu drone. Redemoinho de espuma é característico do fenômeno conhecido como corrente de retorno relâmpago Dene Bingham/BBC A fotógrafa Dene Bingham vive numa região isolada da costa da Austrália Ocidental. Rodeada pela natureza selvagem, muitas vezes intocada, ela começou a usar um drone para fazer imagens. Praias da Austrália são cobertas com espuma do mar; veja vídeo Num dia de mar bravo na praia de Hamersley, ela acabou flagrando uma corrente de retorno relâmpago – uma aparição repentina do fenômeno que empurra a água da costa de volta para o mar. Foto mostra a costa da Austrália Dene Bingham/BBC Às vezes, a água é trazida com rapidez e força. Correntes de retorno são a principal causa de afogamentos na Austrália. Na imagem feita por Dene Bingham, é possível ver um gigante redemoinho de espuma, característico do fenômeno. Enseada cor-de-rosa foi fotografada por Dene Bingham, na Austrália Dene Bingham/BBC No vídeo, ela conta como faz essa e outras imagens de tirar o fôlego – incluindo uma enseada cor-de-rosa e do incrível céu da região.
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16/03 - PF faz operação contra grupo que extrai diamantes em terras indígenas de RO para vender no exterior
Cerca de 35 agentes da PF participam da operação. Sete mandados de busca são cumpridos nas cidades de Espigão do Oeste (RO), Cerejeiras (RO), Clementina (SP), Montenegro (RS), e Domingos Martins (SP). Pedras de diamantes extraídas de Rondônia eram enviadas e vendidas em outros países PF/Divulgação A Polícia Federal (PF) deflagrou a operação Investor, nesta terça-feira (16), para desarticular um grupo criminoso especializado na extração ilegal de diamantes de duas terras indígenas em Rondônia. Ao todo, os agentes cumprem sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Espigão do Oeste (RO), Cerejeiras (RO), Clementina (SP), Montenegro (RS), e Domingos Martins (ES). Cerca de 35 agentes da PF participam da operação. De acordo com a investigação, os diamantes eram extraídos de forma clandestina das Terras Indígenas Sete de Setembro e Reserva Roosevelt, nos municípios de Cacoal (RO) e Espigão, respectivamente. A atuação do grupo em área indígena foi descoberta depois que um garimpeiro de Espigão do Oeste começou a procurar investidores na internet para fazer garimpagem de diamantes em Rondônia. "No decorrer das investigações, a polícia identificou os investidores do garimpo, além de intermediadores, garimpeiros e indígenas envolvidos", diz a PF. Ainda conforme revelou a polícia, esses investidores moram em outros estados e, ao longo de vários meses, enviaram altas quantias em dinheiro para financiar a extração de diamantes das reservas indígenas. Depois de retirar as pedras de Rondônia, as mesmas eram enviadas para fora do país e vendidas no exterior. Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em quatro estados PF/Divulgação Divisão de valores Segundo a PF, a Operação Investor descobriu qual era a porcentagem de lucro entre os integrantes do grupo criminoso: 20% do lucro obtido com os diamantes ficavam com garimpeiros 20% ficavam para indígenas que compactuavam com garimpos na área outros 20% eram utilizados para custos de máquinario/produção e o restante, 40%, ficavam totalmente nas mãos dos investidores Os mandados de busca e apreensão desta operação foram autorizados pela Vara Federal da cidade de Vilhena (RO). Agente cumpre mandado de busca contra grupo que extrai diamantes em RO PF/Divulgação
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16/03 - Pesquisa desenvolve filtro com uso do carvão de bambu para levar água potável a comunidades isoladas
Pesquisadores da Universidade Federal do Acre (Ufac) trabalham na construção de um filtro usando como principal matéria-prima o carvão feito de uma espécie de bambu conhecido como taboca. Pesquisa desenvolve filtro com carvão de bambu para levar água a comunidades isoladas Levar água potável a abaixo custo, este é objetivo de uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Acre (Ufac) que usa o bambu amazônico, também conhecido na região como taboca, como matéria-prima para tentar levar água potável a comunidades isoladas do estado. A ideia é a criação de um filtro de baixo custo, usando o carvão do bambu. Já que o acesso à água potável ainda é uma realidade em comunidades ribeirinhas e indígenas no Acre, a pesquisa pode mudar esse cenário. “Nós tivemos a ideia porque o bambu, em si, a terceira maior floresta de bambu no mundo fica no Brasil e 80% dessa floresta do bambu está no Acre e, infelizmente, é considerada uma praga o bambu porque quase não tem utilidade. Então, nós pensamos em usar algo que é considerado uma praga em algo útil para a sociedade em si”, conta o pesquisador e doutorando Dawerson Paixão, responsável pela pesquisa. Em nova análise, pesquisa aponta que floresta de bambus no AC empobrece o solo com falta de nutrientes Mais de 30 aldeias e comunidades ribeirinhas de cidades isoladas do AC devem receber sistema de água potável A ideia do estudo é usar uma tecnologia barata e acessível para levar água às comunidades ribeirinhas e indígenas do Acre. “A nossa proposta é fazer efetivamente um filtro, nós coletamos a água, inclusive, da lagoa da Ufac, simulando como se fosse realmente em um lago, um ribeirinho em si. A partir daí, vamos fazer o processo do filtro mesmo com algodão, carvão, areia e pedra. Fazer realmente um filtro natural, barato para que o ribeirinho tenha condição de produzir isso”, acrescenta Paixão. Pesquisa desenvolve filtro com uso do carvão de bambu para levar água potável a comunidades isoladas Reprodução Processo O pesquisador explica que transformou o bambu em carvão em três temperaturas diferentes, aumentou os poros do carvão e inseriu nanopartículas de óxido de ferro e de prata. O ferro é usado para absorver materiais pesados e a prata é antibactericida para deixar a água potável. O experimento foi feito com o carvão criado em temperaturas de 400, 500 e 600 graus e duas amostras se destacaram. “Então, nós tivemos no total 12 diferentes amostras e com uma série de testes, de pesquisas sobre eles acabaram se destacando dois, que por sorte os dois são de 400 graus. Ou seja, gastamos energia para produzi-lo. Os dois também foram ativados com acetato e, no caso, um deles está com nanopartícula de óxido de ferro e outro com nanopartículas de prata”, explica. Pesquisador transformou o bambu em carvão em três temperaturas diferentes, aumentou os poros do carvão e inseriu nanopartículas de óxido de ferro e de prata Reprodução Abastecimento Em 2020, o governo do Acre pediu apoio ao Exército para conseguir instalar 53 sistemas de abastecimento em comunidades ribeirinhas e indígenas. O investimento chegava a R$ 8,5 milhões. Mas, por causa da pandemia de covid-19, as obras não puderam ser feitas já que o acesso às aldeias está restrito. As obras vão ser feitas em aldeias nos municípios de Jordão e Marechal Thaumaturgo. O pesquisador diz que existem comunidades com projetos de água potável, mas, em muitos casos, os próprios indígenas não tomam devido o gosto de cloro, problema que não existiria com o filtro natural. A pesquisa chegou à fase de análise da água que foi filtrada para saber se o produto é ideal para o consumo e a partir daí ser levado para as áreas afastadas. “Tendo essa aprovação, praticamente é só produzir em si. Isso aí não tem segredo, é algo simples de fazer, as próprias nanopartículas são fáceis de produzir e barato, assim como a ativação do carvão e a matéria-prima, que é a taboca, que a gente encontra é algo simples de se fazer, vamos dizer assim”, conclui. VÍDEOS: G1 em 1 Minuto
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15/03 - No AM, campanha combate desinformação e 'fake news' sobre vacinação contra a Covid entre indígenas
Ao todo, seis áudios foram produzidos pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) alertando sobre a disseminação de informações falsas. Campanha visa incentivar vacinação entre os índios. Giulia Aguiar/FAS Uma campanha da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) tem o objetivo de combater a desinformação e o avanço das fake news sobre a vacinação contra a Covid-19 entre os povos indígenas na Amazônia. Ao todo, seis áudios foram produzidos pela organização alertando sobre a disseminação de informações falsas. Segundo o boletim epidemiológico da Fundação de Vigilância e Saúde do Amazonas (FVS-AM), até o domingo (14), o estado tinha 347 indígenas aldeados infectados pela Covid-19. O numero total de casos confirmados, desde o início da pandemia, ultrapassa os 8 mil. No total, 118 indígenas já morreram em decorrência da doença. Fundação Amazônia Sustentável (FAS) desenvolveu um material informativo com objetivo de conscientizar a população indígena Divulgação O material explica, ainda, como as vacinas funcionam, destacando que, antes de serem disponibilizadas à população, elas passaram por uma série de testes minuciosos e extremamente cuidadosos, para que chegassem até as pessoas de forma a garantir uma imunização segura. A ideia é estimular o compartilhamento dos áudios entre os indígenas, através dos aplicativos de mensagens. A comunicadora indígena Samela Sateré Mawé, envolvida no projeto, destaca a importância da vacinação como forma de resistência. "Nós, povos indígenas, somos resistência. Nós resistimos há mais de 520 anos. A resistência é feita de lutas, é feita de muitas formas. E, hoje, uma das formas mais significativas de resistência é a vacinação, a imunização dos nossos parentes”, destacou. Segundo a Fundação, a preocupação em garantir a imunização das populações indígenas é motivada por dados alarmantes. A taxa de mortalidade pela Covid-19 entre os indígenas da Amazônia Legal é 150% mais alta do que a média nacional, segundo uma análise feita pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e o Instituto de Pesquisa da Amazônia (Ipam). Sem oferta de serviços básicos como assistência médica, infraestrutura e acesso à informação, essas populações historicamente vulneráveis estão sendo duramente afetadas pela pandemia. Seis áudios foram produzidos pela organização para combater fakenews entre indígenas Divulgação Veja os vídeos mais assistidos do G1 AM
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12/03 - Onça capturada no Jardim Botânico da UFJF é flagrada em habitat natural; veja vídeo
O animal foi resgatado no dia 13 de maio de 2019 em Juiz de Fora e levado para uma área de Mata Atlântica. Relembre a história. Onça capturada em Juiz de Fora é flagrada por câmera no habitat natural UFJF/Divulgação Imagens de armadilhas fotográficas flagraram a onça-pintada que foi capturada no Jardim Botânico da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em 2019. O vídeo, de novembro de 2020 e gravado por um projeto de monitoramento da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ), foi divulgado nesta sexta-feira (12). O animal foi resgatado no dia 13 de maio de 2019 e levado para uma área de Mata Atlântica, que não teve a localização divulgada. O primeiro registro da onça foi feito por um vigilante do Jardim Botânico, no dia 25 de abril do mesmo ano. Veja vídeo abaixo. Onça capturada no Jardim Botânico da UFJF é flagrada em habitat natural Nas imagens acima é possível ver o felino vivo, em ambiente noturno, aparentemente saudável. O projeto da UFSJ, que gravou o vídeo, é coordenado pelo professor Fernando Azevedo. De acordo com o diretor do Jardim Botânico da UFJF, professor Gustavo Soldati, a boa condição do animal é resultado de um processo que envolveu técnica e conhecimento produzidos pela UFJF e por institutos de pesquisa e ensino parceiros. "Ficamos muito felizes em receber essa notícia. Ela coroa um trabalho feito com muito empenho de energia, muito cuidado e, sobretudo, pautado e sustentado no conhecimento científico do comportamento, dinâmica, saúde e biologia para a conservação dessa espécie", ponderou. Segundo o professor do Departamento de Zoologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFJF, Artur Andriolo, que participou do processo de captura da onça-pintada, as imagens “significam que o plano de translocação de Juiz de Fora para a área de soltura foi um sucesso, pois ela sobreviveu e apresenta um excelente estado de saúde". Captura do animal Onça-pintada capturada em Juiz de Fora Raul Mourão/UFJF Foram quase 20 dias à procura da onça. Na ocasião, foram instaladas quatro armadilhas de caixa em pontos internos e externos do Jardim Botânico, mas somente no dia 13 de maio de 2019, ela foi capturada em um local de cerca de dois metros de profundidade. O animal foi atraído até o fundo da caixa para pegar uma isca. Isso acionou um gatilho que soltou a porta de entrada e trancou o felino. Além destas armadilhas, outras seis de laço foram espalhadas em trechos por onde o monitoramento indicou que o animal tinha o costume de passar na área da Mata do Krambeck. Na época, uma comissão foi organizada para fazer as buscas ao animal. Com acompanhamento e atuação técnica do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap/ICMBio), a comissão era composta por sete instituições: Campo de Instruções do Exército Brasileiro em Juiz de Fora, Corpo de Bombeiros, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Estadual de Florestas (IEF/Cetas), Polícia Militar (incluindo a Polícia de Meio Ambiente), Prefeitura de Juiz de Fora e UFJF. A onça-pintada em Juiz de Fora Câmeras em imóvel registrou passagem da onça-pintada por ruas do Bairro Industrial em Juiz de Fora Reprodução/TV Integração O primeiro registro da onça foi feito por um vigilante do Jardim Botânico, no dia 25 de abril de 2019. O local foi fechado para visitação no dia seguinte. Depois ela foi flagrada fora da área da Mata do Krambeck: no estacionamento de um hotel na madrugada de 26 de abril de 2019; no estacionamento da Igreja Batista Estrela Resplandecente da Manhã (Ibrem) no dia 1º de maio em 2019; na ponte da Mata do Krambeck, na noite do dia 5 de maio em 2019; novamente no estacionamento pelo vigia da Ibrem, quando foi filmada pelo vigia volta das 20h do dia 6 de maio em 2019; às margens do Rio Paraibuna e em ruas do Bairro Industrial no dia 7 de maio em 2019; dois ataques ao galinheiro em uma casa no Bairro Parque das Torres no dia 8 de maio e também na madrugada do dia 9 de maio de 2019; resgate no dia 13 de maio de 2019; em fevereiro de 2019, o animal teve o sinal de coleira perdido. Relembre imagens da onça-pintada Vigia, que estava dentro de carro, filmou passagem da onça-pintada pelo estacionamento de igreja em Juiz de Fora Antônio Carlos Barbosa/Reprodução Onça-pintada foi gravada por populares na Zona Norte de Juiz de Fora Divulgação A onça-pintada capturada em Juiz de Fora era macho Marco Perobelli/UFJF Onça-pintada que estava no Jardim Botânico em Juiz de Fora Jardim Botânico UFJF/Divulgação VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campo das Vertentes
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12/03 - Vigilantes do Morro do Diabo registram imagens de travessia a nado de onça-pintada no Rio Paranapanema; veja VÍDEO
Integrante da patrulha náutica do parque estadual afirma que foi uma 'sensação indescritível'. Espécie, ameaçada de extinção, é o maior felino do continente americano. Onça-pintada foi registrada por vigilantes do Parque Estadual do Morro do Diabo Majestosa, a onça-pintada (Panthera onca) é um dos animais silvestres que enriquecem o Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP), e às vezes “dá o ar da graça”. Nesta semana, ela se mostrou excelente nadadora no Rio Paranapanema, curso d’água que margeia o parque e faz a divisa entre os estados de São Paulo e do Paraná. A espécie, ameaçada de extinção, é considerada o maior felino do continente americano e o terceiro maior do mundo, atrás apenas do tigre e do leão. O flagrante foi registrado por um dos vigilantes patrimoniais do local, o Rodrigo Alves dos Santos (veja o vídeo acima). Ao G1, ele contou que o avistamento da onça-pintada pela equipe da patrulha aquática foi na manhã da última segunda-feira (8). Com ele, na embarcação, estava o companheiro de trabalho, Rodrigo Coelho. Onça-pintada foi registrada enquanto nadava no Rio Paranapanema Rodrigo Alves dos Santos “Só foi possível avistar o animal porque sempre levo comigo um binóculo e uma câmera nas rondas de fiscalização. Ao perceber uma movimentação na água, consegui avistar, com a ajuda do binóculo, o animal atravessando o Rio Paranapanema até as matas da unidade de conservação”, lembrou ao G1 o vigilante. Quando os patrulheiros confirmaram que se tratava de uma onça-pintada, se posicionaram a uma distância segura, que não causasse estresse ao animal, e acompanharam a travessia do rio até a margem, garantindo que nenhuma interferência ocorresse. Vigilantes do Morro do Diabo registram imagens de onça-pintada durante ronda no Rio Paranapanema; veja VÍDEOS Vigilante no Parque Estadual do Morro do Diabo há quase três anos, Santos já teve a “sorte” de, mesmo que de longe, admirar o felino duas vezes e também de fotografá-lo. “A sensação de contemplar esse animal na natureza é indescritível. Sabendo que momentos assim são raros e que poucas pessoas tiveram a chance de ver esse animal nessas situações, deixa o momento mais especial”, afirmou ao G1. Santos ainda comentou que se sente “honrado” de trabalhar com essa equipe e ajudar na conservação da onça-pintada e de todos os outros animais que vivem na unidade. “Queria que todos os leitores pudessem sentir a emoção que tive naquele dia e compartilhar o amor que tenho pelo Parque Estadual do Morro do Diabo”, finalizou. Onça-pintada foi registrada enquanto nadava no Rio Paranapanema Rodrigo Alves dos Santos ‘Topo de cadeia’ O gestor do Parque Estadual do Morro do Diabo, Eriqui Marqueti Inazaki, afirmou ao G1 que devido à boa preservação da área é possível encontrar esses grandes mamíferos do topo da cadeia alimentar, entre eles as onças-pintadas e onças-pardas, além de outras espécies como a anta, o cateto e a maior população de mico-leão-preto livre na natureza. “Esses avistamentos são muitos raros e importantes”, salientou Inazaki, ao indicar como o exemplar visto nesta semana se apresenta “forte e saudável”. Por enquanto, a estimativa do tamanho populacional das onças-pintadas no Morro do Diabo é entre 15 a 20 indivíduos, que ocupam a área do parque e de fragmentos no entorno. A população é considerada pequena para uma espécie que é "extremamente ameaçada de extinção". 'Extremamente ameaçada de extinção', onça-pintada encontra no Morro do Diabo um ambiente protegido para a preservação da espécie As visualizações dos felinos são raras devido aos hábitos noturnos, mas pegadas sempre são vistas pelo parque. O gestor acrescentou ao G1 que o avistamento foi bem cedo, por volta das 6h. “Foi tomado o cuidado de distanciamento para não estressar o animal. A aproximação se deu somente para captar as imagens e [os vigilantes] escoltaram ela até as margens do parque, para que chegasse em segurança”, contou. Contando sobre a sorte da dupla de Rodrigos, o gestor também declarou que “é uma emoção muito grande”. “Tem vários pesquisadores e fotógrafos que sonham em ter uma visão dessas”, comparou. Onça-pintada foi registrada enquanto nadava no Rio Paranapanema Rodrigo Alves dos Santos O felino, excelente caçador e nadador, estava no Rio Paranapanema, que margeia a Unidade de Conservação por cerca de 40 quilômetros, conforme Inazaki. “[É] uma área muito importante tanto para avifauna aquática como para todo os demais animais”, disse. “Eu acredito que ele estava em busca de alimentos; o rio proporciona muito alimento para elas, tem vários bandos de capivaras em algumas ilhas formadas ao longo do rio", explicou. Onça-pintada foi registrada enquanto nadava no Rio Paranapanema Rodrigo Alves dos Santos Onça-pintada A onça-pintada (Panthera onca) é o maior felino do continente americano. Tem até 1,90 metro de comprimento e 80 centímetros de altura. Os machos pesam cerca de 20% a mais do que as fêmeas, podendo chegar a 135 quilos. A onça-pintada pode viver em vários tipos de habitat, desde que uma parte da vegetação seja densa. É um animal solitário e territorial. Tem hábitos noturnos. Pode ocupar áreas de 22 km² a mais de 150 km² (dependendo da disponibilidade de presas). A espécie era encontrada desde o sudoeste dos Estados Unidos até o norte da Argentina. Mas está oficialmente extinta nos Estados Unidos e já é uma raridade no México. Suas presas consistem de animais silvestres como catetos, capivaras, peixes, queixadas, jacarés, veados, tatus. Na onça-pintada, ocorre também o fenômeno do melanismo, comum em outros felinos. A coloração amarela é substituída por uma pelagem preta. Dependendo da luz em que o animal se encontra, percebem-se as rosetas. O animal na forma melânica é chamado de onça-preta. As populações vêm diminuindo devido ao confronto com atividades humanas, como a pecuária. A espécie é classificada pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como vulnerável e está no Apêndice I da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies de Fauna e Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção (Cites). Ou seja, o risco de extinção está associado ao comércio e sua comercialização só é permitida em casos excepcionais, mediante autorização expressa. Onça-pintada foi registrada enquanto nadava no Rio Paranapanema Rodrigo Alves dos Santos Unidade de Conservação O Parque Estadual do Morro do Diabo está localizado no Pontal do Paranapanema, no extremo oeste do Estado de São Paulo. Existem lendas que tentam explicar a razão de seu nome. Uma lenda diz que índios revoltados com bandeirantes que teriam dizimado sua aldeia os mataram em uma emboscada. Aqueles que fugiram da carnificina diziam que o diabo estava no morro. Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio Fundação Florestal Contudo, existe uma proposta para mudar o nome do parque estadual entre as medidas do Programa Pontal 2030. A sugestão é para que o recinto receba o nome de Onça-Pintada, devido à ocorrência da espécie na região. A ideia ainda está em debate pelas áreas técnicas do governo do Estado de São Paulo e demais órgãos correlatos. Desta forma, não há ainda uma data para oficializar esta alteração, de acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo. Programa de desenvolvimento prevê investimento de R$ 300 milhões para o Pontal do Paranapanema Governo do Estado avalia mudança do nome do Morro do Diabo para Parque Estadual Onça-Pintada O parque preserva a maior área contínua remanescente da floresta que recobria a porção ocidental do estado. Essa vegetação corresponde à floresta tropical estacional semidecidual, do domínio da Mata Atlântica. A flora local apresenta algumas peculiaridades: uma mancha de cerrado imersa na floresta e a presença de populações de duas espécies de cactáceas: mandacaru e xique-xique, que dão à vegetação um aspecto de caatinga. A fauna conta com o raro mico-leão-preto, uma espécie endêmica da Mata Atlântica, símbolo do parque e um dos primatas mais ameaçados do mundo. Mais duas espécies de primatas também ocorrem na área, sendo elas o bugio e o macaco-prego. Onça-pintada foi registrada enquanto nadava no Rio Paranapanema Rodrigo Alves dos Santos Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio Fundação Florestal VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região.
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