Madeiras | Madeiramento | Telhas | Madeireira



Madeiras | Madeiramento | Telhas | Madeireira



Madeiras | Madeiramento | Telhas | Madeireira



Madeiras | Madeiramento | Telhas | Madeireira



Telefone: (11) 4712-5154
Facebook
Madeira São Roque - SR Madeiras - Notícias

RSS Feed - Mantenha-se Informado


22/01 - Previsão aponta chuvas fortes no Sudeste e Centro Oeste; Marinha alerta para ciclone subtropical
Alerta vale para até sábado (25). Formação do ciclone subtropical vai ocorrer entre o RJ e o ES. Defesa Civil Nacional faz alerta para o risco de chuva forte nos próximos dias A Defesa Civil Nacional emitiu um alerta nesta quarta-feira (22) para chuvas fortes nos estados do Sudeste e Centro Oeste. O grande volume deve durar até sexta-feira (24). A previsão é que Espírito Santo e Minas Gerais sejam os estados mais afetados. Há ainda alerta da Marinha para a formação de um ciclone em alto mar. Confira a previsão do tempo na sua cidade O alerta da Defesa Civil sobre as chuvas aponta ainda riscos de deslizamentos e alagamentos para o leste de Minas Gerais e centro sul do Espírito Santo. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também emitiu alerta laranja para os estados das regiões Centro Oeste e Sudeste nesta semana. A partir de quinta-feira (23) até sábado (25), a previsão é que o volume de chuva alcance 400 milímetros, com previsão de rajadas de vento e volume intenso de precipitação nas capitais Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, e mais o Distrito Federal. Ressaca e ciclone Na tarde da terça-feira (22), a Marinha do Brasil emitiu um alerta para a possibilidade de formação de um ciclone subtropical em alto-mar entre o norte do Rio de Janeiro e o sul do Espírito Santo a partir desta quinta. No Sul, há alerta de ressaca no litoral de Santa Catarina, entre as cidades de Laguna e São Francisco do Sul, com previsão de ondas de até 2,5 metros de altura.
Veja Mais

22/01 - Quem desmata a Amazônia: os pobres ou os ricos?
Tese de biólogo norte-americano e estudos de agroecologistas confrontam a afirmação de Paulo Guedes Como não podia deixar de ser, a declaração do ministro Paulo Guedes no Fórum Econômico Mundial, culpando a pobreza pela destruição do meio ambiente, causou reações entre pessoas que respeitam e se preocupam não só com os solos, mas com os mares e a atmosfera que nos cercam. 'O pior inimigo do meio ambiente é a pobreza', diz Paulo Guedes em Davos Por que a Amazônia é vital para o mundo? De minha parte, observo que poucas vezes o ministro se referiu aos pobres em suas palestras. Em julho de 2019, por exemplo, em apresentação a executivos, o mal da economia brasileira estava, para o político e economista, “no excesso de gastos públicos”, chamado por ele de “o grande vilão”. A declaração do aluno da Universidade de Chicago Paulo Guedes foi feita agora em outro contexto, claro, numa reunião em que líderes de países ricos e poderosos estão tentando destrinchar mais sobre a maior adversidade da humanidade nos dias atuais. Ministro da Economia, Paulo Guedes, participa do Fórum Econômico Mundial, em Davos. Bianca Rothier/GloboNews “Como lidar com a urgência do clima e o meio ambiente que estão desafiando nossa economia e ecologia” é um dos cinco pontos listados para serem debatidos no Fórum de Davos. Por isto mesmo, soou tão esdrúxula aos ouvidos sensíveis não só a causas ambientais como à miséria global. Novas estimativas do Banco Mundial revelam, segundo o último relatório da Oxfam apresentado lá mesmo em Davos , “que quase metade da população no mundo sobrevive com menos de US$ 5,50 por dia e que a taxa de redução da pobreza caiu pela metade desde 2013”. E, para o ministro Guedes, são, em parte, essas pessoas que destroem o meio ambiente porque “precisam comer”. Não é muito difícil lembrar situações que mostram cenários bem distintos deste pintado por Paulo Guedes. Há exatamente um ano, a pacata cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, teve seu meio ambiente destruído, o solo ficou poluído, o principal rio da região ficou emporcalhado pelo mar de lama que vazou de uma barragem da indústria de mineração. Responsável pela tragédia, que matou, no mínimo, 254 pessoas, a empresa Vale era e continua sendo uma das mineradoras mais negociadas nas bolsas de valores de todo o mundo, com cerca de 220 mil acionistas e capitalização de mercado de aproximadamente US$ 60 bilhões . Está, assim, longe de ser alguém que destrói o meio ambiente porque “precisa comer”. No entanto, é preciso dizer que a afirmação do ministro encontra eco em outros pensadores do sistema econômico que ele defende. O biólogo e cientista norte-americano Phillip Fearnside fez a seguinte pergunta no estudo que publicou há cerca de duas décadas: “Quem desmata a Amazônia: os pobres ou os ricos”? Naquela época (podemos dizer que já naquela época) 30% do desmatamento podiam ser atribuídos a pequenos agricultores, cujas propriedades têm menos de cem hectares. “Os 70% restantes foram atribuídos a médios ou grandes fazendeiros. Isso mostra a falta de base dos frequentes pronunciamentos que culpam a pobreza pelos problemas ambientais da região”, escreve Fearnside na abertura de seu relatório que pode ser encontrado aqui. Mais uma reflexão que pode ajudar e contribuir para ampliar o pensamento. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), que representa diversas etnias, lançou em abril do ano passado, no Acampamento Terra Livre, um relatório com uma minuciosa relação de empresas estrangeiras que fizeram negócio com agentes do agronegócio brasileiros acusados de atuar em áreas de conflitos de terras indígenas e de extrair recursos de áreas protegidas. “O mundo precisa da Amazônia para sobreviver. Ninguém entende isso melhor do que os povos indígenas e comunidades tradicionais que o chamam de lar, e são comprovadamente os melhores administradores. Uma facção dominante e conservadora do poderoso setor agroindustrial do país, conhecido como “ruralistas”, está ajudando a impulsionar a agenda de Bolsonaro na Amazônia. Trabalhando dentro do governo de Bolsonaro, os representantes da indústria estão tirando a proteção das florestas e dos direitos à terra, a fim de obter acesso irrestrito às áreas atualmente protegidas da atividade industrial”, diz o relatório. Desmatamento da Amazônia pode afetar volume de chuvas no país Divulgação Projeto Rios Voadores Há muitos outros casos que podem ilustrar o debate. Mas, para fugir da retórica dicotômica, escapando também do falso problema de achar vilões e mocinhos numa tão complexa realidade, é preciso abrir caminhos. A agroecologia mostra, também com estudos e dados, que pode ser uma trilha. Morta recentemente aos 99 anos, a pesquisadora da agroecologia e agrônoma Ana Primavesi não pode deixar de ocupar um espaço nesta reflexão. Lançado em 2016, seu “Manual do solo vivo” (Ed. Expressão Popular), lembra que a “agricultura natural, ecológica, não é uma alternativa, mas uma exigência urgente antes que a água doce residente termine em nosso planeta e que todas as pessoas estejam irrecuperavelmente degeneradas ou doentes”. Trata-se de um processo de produção que respeita o solo, a diversidade, sem o uso de agrotóxicos, “capaz de colocar o mundo destruído novamente em ordem”. Sem saber, é claro, Ana Primavesi quase responde ao ministro Paulo Guedes quando conclui, em seu livro, que “Com certeza cada tipo de agricultura é uma agressão ao meio ambiente, mas esta pode ser mínima ou catastrófica. A Agricultura Natural é a única que é ecológica, trabalhando com solos vivos dentro de sistemas e ciclos”. E sugere uma transição suave, entre o que estamos vivendo hoje sob a forma de produções agrícolas, em terras muitas vezes compradas e destruídas pelo capital estrangeiro, como mostra a dissertação de Daniel Faggiano de 2014 e a agroecologia. Casos também não faltam para ilustrar a fala de Primavesi, e para mostrar uma realidade bem diferente ao ministro Paulo Guedes. A pobreza pode ser aliada do meio ambiente, sobretudo quando a relação entre homem e natureza se faz de forma orgânica, com respeito, sem agressões químicas. Busquei aqui nos arquivos um exemplo emblemático e encontrei, no excelente e belo documentário “ConViver”, realizado pela ONG Articulação do Semiárido Brasileiro e dirigido por Bruno Xavier, Roger Pires e Yargo Gurjão . Vale a pena assistir e prestar atenção aos depoimentos como o de Maria Perpétua Barbosa, da Agrovila Nova Esperança em Ouricuri, Pernambuco, que foi passar um mês com a filha em São Paulo e voltou de lá estarrecida: “Lá não se consegue nenhum alimento sem dinheiro. Aqui não é assim, não. A gente não tem dinheiro, vai na roça pega um pé de aipim. Ou vai na roça, pega outra coisa qualquer, tira o óleo, prensa com farinha e dá para comer”, diz ela. É preciso ressaltar que Maria Perpétua mora num território em que se pratica a agrofloresta, ou agricultura natural, como escreve e professa Primavesi. Sem agredir o meio ambiente. Heróis Possíveis para Causas Impossíveis: Moura Expedição Água: rios voadores
Veja Mais

22/01 - Avanço do mar no ‘inverno amazônico’ ameaça praia de água salgada mais ao Norte do país
Vídeos mostram a ação da água salgada. Erosão é fenômeno natural, no entanto preocupa quem mora na região. Prefeitura de Calçoene prevê muro de arrimo, mas faltam recursos. Águas do oceano avançam na Praia do Goiabal, no interior do AP Cada vez mais perto da margem, o avanço do mar na Praia de Goiabal - a praia de água salgada mais ao Norte do país - preocupa os moradores e empreendedores que atuam na região, que é turística em Calçoene, a 374 quilômetros de Macapá. Vídeos gravados pelo empresário Daniel de Rocha, dono de uma pousada na região, mostram o quanto a água do oceano invade a praia, em direção à Colônia de Pescadores. Esse avanço, segundo ele, é cada vez mais significativo, se aproximando das casas e pousadas da região. Avanço do mar no ‘inverno amazônico’ causa erosão na Praia do Goiabal, a praia de água salgada mais ao Norte do país Rede Amazônica/Reprodução Foto de março de 2018 da Praia do Goiabal, em Calçoene, mostra que água não chegava a um trecho da margem Jim Davis Almeida/Arquivo Pessoal O empresário detalha que a água está a apenas 5 metros de distância do principal acesso da praia, uma estrada sem pavimentação, abaixo do nível do mar. “A população está desesperada, com medo de que a maré avance mais. A maré avançando nesse ponto de 5 metros, acabou o Goiabal. A água passa a entrar no ramal que é mais baixo do nível do mar”, falou Rocha. Goiabal é a única praia de água salgada do Amapá e é ponto turístico na região Prefeitura de Calçoene/Divulgação A Praia do Goiabal é a única salgado do Amapá. Ela possui extensão de 40 quilômetros de faixa de areia. Às margens vivem cerca de 80 moradores que fazem parte de uma colônia de pescadores. De acordo com o Programa Estadual de Gerenciamento Costeiro, que integra o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), a erosão que ocorre na região é resultado do aumento do nível do mar e da intensidade das ondas. “Essa é uma das áreas do estado que mais tem retração de linha de costa, ou seja, os processos erosivos vão corroendo. Isso é uma questão natural, mas esse processo é potencializado por questões climáticas, atmosféricas. Esse período é de inverno amazônico, com mais chuvas, mais vento, então tende a impactar mais a praia”, declarou Orleno Marques da Silva Júnior, coordenador do Programa. O G1 registra a destruição natural causada na região desde 2016. Força da maré prejudicou imóveis que estavam instalados na praia. Orleno Marques da Silva Júnior, coordenador do Programa Estadual de Gerenciamento Costeiro do Iepa Rede Amazônica/Reprodução A comunidade quer que seja construída uma barreira de contenção para amenizar o avanço da água. A prefeitura de Calçoene informou que há um projeto para a construção de um muro de arrimo na praia, mas que não há recursos para executar o projeto. A gestão declarou que busca parcerias para essa construção. Em 2018 a gestão já citava a intenção de construir uma calçada na praia. De acordo com o Iepa, o que seria mais viável para solucionar o problema seria a colocação de blocos de pedras que impedissem o avanço da água. Mas, para isso, seria necessária a realização de estudos na região. “Como temos falta de dados sobre vento, correntes e ondas, no primeiro momento a indicação mais provável seria colocar blocos de pedras para barrar a intensidade da força das ondas, que chegam com menos intensidade na praia, então diminui o processo erosivo. Mas, para qualquer intervenção, a gente precisa de monitoramento contínuo. Com esse cenário a gente consegue propor intervenções mais pontuais”, explicou Marques. O empresário declara que teme que a solução não chegue a tempo. “Lá nós temos o Zeca, Dedeco, Cabeção, Natanael, Bicudinho, Edilson. Todos eles são pais de famílias. São 80 pessoas esperando que as autoridades possam fazer alguma coisa para salvar a Praia do Goiabal. É um paraíso”, finalizou Rocha. Daniel de Rocha, empresário, detalha como está situação da praia Rede Amazônica/Reprodução Para ler mais notícias do estado, acesse o G1 Amapá.
Veja Mais

22/01 - Conselho da Amazônia ajudará investimentos e deve ter ações andando até março, diz Mourão
O vice-presidente Hamilton Mourão disse ao blog “não ter dúvidas” de que a criação do Conselho da Amazônia ajudará a economia e na atração de investimentos para o Brasil. Na avaliação de Mourão, a criação do conselho é o reconhecimento do presidente Jair Bolsonaro de que o meio ambiente é uma questão “transversal” e mostra a importância do tema ao ter o vice-presidente da República no comando do grupo. “Não tenho dúvidas, ajuda na economia. O problema do meio ambiente é transversal – saúde, defesa, educação – e a conclusão do presidente, com a criação do conselho, reconhece a importância do tema. E designando o vice-presidente para coordenar os trabalhos. Caso contrário, colocaria um 'Zé Bombinha' qualquer”, disse Mourão. Bolsonaro anunciou a criação do conselho e da Força Nacional Ambiental nesta terça-feira (21) após o governo brasileiro, e o próprio Bolsonaro, serem alvos de críticas, inclusive internacionais, pela atuação na área ambiental. Questionado sobre qual o prazo para o início das ações do conselho, Mourão afirmou pretender ter iniciativas andando até março. “Terei representantes dos ministérios, darei prazos para responder diretrizes. Pretendo ter iniciativas andando em março. Vamos analisar do ponto de vista orçamentário também, no caso da força nacional ambiental, é mais uma questão de passagens e diárias. Tudo isso vamos levantar para integrar os trabalhos”, completou. De acordo com Bolsonaro, o conselho busca coordenar ações nos ministérios com foco na proteção, defesa e desenvolvimento sustentável da Amazônia. ‘Melhor do que nunca’, diz Mourão sobre Salles após criação do Conselho da Amazônia Já a Força Nacional Ambiental, assim como em ações de segurança pública, deve atuar mediante pedido de governadores ou, em casos pontuais, em apoio à Polícia Federal ou a outros órgãos federais. A tropa costuma ser utilizada em ações de policiamento ostensivo, de combate a crimes ambientais, bloqueios em rodovias, ações de defesa civil em caso de desastres e catástrofes e ações de polícia judiciária e perícias. Nos últimos anos, por exemplo, a Força Nacional foi empregada para reforçar a segurança em estados, como o Rio Grande do Sul. A Força Nacional ainda foi empregada, em apoio aos militares das Forças Armadas, em operações de garantia da lei e da ordem (GLO).
Veja Mais

22/01 - Grilagem, especulação e desmatamento ilegal são 'inimigos do meio ambiente', dizem especialistas
Em Davos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que 'o pior inimigo do meio ambiente é a pobreza'; ambientalistas argumentaram que problemas mais evidentes como o desmatamento e queimadas são provocados por latifundiários e grileiros. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (21) no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, que "o pior inimigo do meio ambiente é a pobreza". A declaração foi feita quando ele comentava sobre a relação entre indústria e meio ambiente. "As pessoas destroem o meio ambiente porque precisam comer", disse Guedes. "Eles [pessoas pobres] têm todas as preocupações que não são as preocupações das pessoas que já destruíram suas florestas, que já lutaram suas minorias étnicas, essas coisas... É um problema muito complexo, não há uma solução simples." Guedes: Brasil está retomando crescimento econômico sustentável O G1 ouviu especialistas que argumentaram contra a fala do ministro. Para eles, maiores danos ao meio ambiente são causados por latifundiários e grileiros, e que pessoas pobres vivem em situação de vulnerabilidade piorada pelos crimes ambientais. Commodities ameaçam floresta Para o climatologista brasileiro Carlos Nobre, a fala do ministro "não faz sentido" ao se tratar da floresta amazônica ou de regiões desmatadas do sudeste asiático. Segundo ele, nestas regiões, a maior parte das áreas desmatadas foram destinadas ao desenvolvimento do agronegócio, a pecuária e soja no Brasil e Bolívia; e a exploração do óleo de palma na Ásia. "São commodities que eliminam toda a floresta", explicou Nobre. "Grandes plantações associadas com grandes empresas que empregam um número muito pequeno de pessoas. A agricultura mecanizada emprega muito pouca gente." Nobre defendeu a bioindustrialização para a redução da pobreza nas regiões de floresta. "Não existe país desenvolvido que não seja país industrializado", disse Nobre. Para ele, a economia local deve ser desenvolvida com os recursos da biodiversidade local, mas sem provocar danos à natureza. Desmatamento ilegal Para o secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, a fala do ministro foi "infeliz" e o desmatamento está mais relacionado aos grandes latifúndios do que às pequenas propriedades de terra. "Mais de 90% dos casos de desmatamento na Amazônia são ilegais", disse Rittl. "O maior inimigo do meio ambiente é a condescendência do governo com os crimes ambientais. Grupos por trás da grilagem de terra, da exploração e mineração têm sido recebidos a todo instante por representantes do governo." Imagem de área afetada pelo desmatamento na Amazônia Raphael Alves/AFP/Arquivo Rittl disse que o desmatamento não é provocado por pequenos proprietários de terra, mas pelas "máfias da grilagem". Ele explicou que desmatar é caro, e citou que um trator médio custa por volta de R$ 500 mil. O secretário-executivo considerou que o governo do presidente Jair Bolsonaro tem uma agenda "claramente anti-ambiental". Ele relembrou que o Fórum de Davos, onde Guedes discursou nesta terça, elegeu temas de sustentabilidade entre os 5 maiores riscos globais para a próxima década. "É uma fala muito infeliz e contraditória em um ambiente que, pela primeira vez, colocou a sustentabilidade no topo da agenda global", disse Rittl. "Não ajuda em nada a melhorar a péssima imagem internacional do país em termos ambientais." Grilagem e especulação Para a coordenadora da campanha de políticas públicas do Greenpeace, Luiza Lima, a fala de Guedes é, "além de errada, imoral com a população mais pobre." "O Guedes, em sua fala, não só defendeu um modelo atrasado, poluente e tóxico, concentrado nas mãos de poucos", disse Lima. "Ele culpabilizou o pobre pela destruição do meio ambiente. Na verdade, o pobre é a principal vítima." "A frase deveria ser 'o inimigo do pobre é a destruição do meio ambiente'. São eles que sofrem em casos de eventos extremos relacionados às mudanças climáticas", disse a representante do Greenpeace. Lima disse que um dos principais vetores do desmatamento na Amazônia é a grilagem de terras, que gera tanto especulação imobiliária, como o desmatamento, e explicou que para desmatar grandes áreas de terra é necessário um grande investimento. A diretora de ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, reforçou a especulação de terra como principal vetor do desmatamento na Amazônia. Ela argumentou também que a floresta é a maior fonte de recursos de populações mais pobres. "Se eles acabarem com a floresta, acabam com a própria vida", disse Alencar. "Quem destrói a Amazônia não são os pobres. É preciso de dinheiro para desmatar uma grande área" Fenômenos extremos O diretor do Centro Brasil no Clima, Alfredo Sirkis, defendeu que as agressões ambientais mais recentes no Brasil foram provocadas por grileiros, como o desmatamento e queimadas na região amazônica. "Existe uma coisa real, que os pobres são as vítimas principais dos problemas, porque são atingidos pelos fenômenos extremos, e porque são recrutados para devastar", disse Sirkis. Ele explicou que o desmatamento feito por pequenas propriedades familiares tem baixo impacto ambiental, mas que grandes áreas de floresta são exploradas pelo agronegócio. "Responsabilizar os pobres pela devastação da floresta é uma coisa típica de quem não conhece a situação, ou tem uma ideologia anti-pobre." "De qualquer forma, é positivo que o ministro se preocupe com a relação entre o meio ambiente e a pobreza. Mas ele tem que entender que, de fato, no momento, o grande responsável pela destruição do meio ambiente no Brasil é o próprio governo", disse Sirkis.
Veja Mais

21/01 - Representantes de órgãos envolvidos no combate às manchas de óleo no litoral de SE avaliam que monitoramento deve continuar
Reunião foi realizada nesta terça-feira (21).Aproximadamente 900 toneladas da substância foram recolhidas em praias sergipanas. Manchas na praia de Pirambu Adema/SE/Divulgação/Arquivo A equipe da Frente Unificada de Sergipe formada por representantes dos órgãos ambientais, governo e Marinha se reuniu nesta terça-feira (21) e apresentou um diagnóstico simplificado, que será entregue ao governo federal sobre a situação das praias do estado em relação as manchas de óleo que atingiram praias em diversos estados do país. Aproximadamente 900 toneladas da substância foi recolhida nas praias do estado. O relatório de monitoramento apresenta os pontos isolados que contém vestígios de óleo nas praias do Sul ao Norte de Sergipe. São manchas enterradas nas praias onde em alguns lugares foi observado a presença de manchas (vestígios antigos) de óleo enterradas. De acordo com o relatório, a área da Coroa do Meio necessitam de avaliação para diagnosticar a real situação quanto a existência de óleo entranhados nas rochas e depositados no fundo do rio. Ficou diagnosticada a necessidade da continuidade do monitoramento e limpeza das praias. A equipe da Frente Unificada de Sergipe é composta pelos seguintes órgãos:

Marinha do Brasil, Ibama, Adema, Defesa Civil Nacional e Estadual, ICMBio, Superintendência do Patrimônio da União, SPU, Fundação Mamíferos Aquáticos, Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Aracaju (Sema), Universidade Federal de Sergipe (UFS), Prefeitura Municipal da Barra dos Coqueiros Orientações gerais que devem ser mantidas: Os voluntários não devem descartar o óleo recolhido em lixo comum. Posteriormente os resíduos serão encaminhados para armazenamento temporário no Pólo de Gerenciamento de Resíduos Perigosos da Petrobras, em Carmópolis, onde aguardam a destinação final ambientalmente correta; A população que tiver contato com a substância oleosa e quando houver alguma reação adversa, deve procurar imediatamente atendimento médico; É fundamental o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas impermeáveis (preferencialmente PVC), calçados fechados, máscaras e protetor solar; Além disso, é extremamente perigoso a reutilização do material coletado; Faz-se necessário cuidado extra na retirada do material, para que seja removido o mínimo possível de areia, realizando uma raspagem superficial e a remoção de areia com óleo. Initial plugin text
Veja Mais

21/01 - Coordenação da regularização fundiária passa a ser feita por Conselho da Amazônia, diz ministro Ricardo Salles
Ministro do Meio Ambiente disse que o presidente Jair Bolsonaro tomou a frente do tema. O vice-presidente Hamilton Mourão passa a chefiar o conselho. Queimadas na Amazônia registradas em 2019 Imazon/Divulgação A regularização fundiária brasileira será coordenada pelo Conselho da Amazônia, anunciado nesta terça-feira (21) e chefiado pelo vice-presidente Hamilton Mourão. A informação foi dada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em coletiva de imprensa. "A regularização fundiária, que tem a ver com o Ministério da Agricultura, também passa portanto dentre esses temas à coordenação sob a presidência do presidente Mourão", disse Salles. Bolsonaro anuncia criação de Conselho da Amazônia e de Força Nacional Ambiental De acordo com o ministro, o presidente Jair Bolsonaro "tomou a frente do tema". Disse, ainda, que a agenda da bioeconomia, anunciada em 2019, também será responsabilidade do vice-presidente. "O presidente Bolsonaro tomou a frente desse tema, decidiu criar esse Conselho da Amazônia a ser presidido pelo vice-presidente Mourão, que conhece bem a Amazônia, serviu na Amazônia, tem uma dimensão muito boa dos problemas que lá existem. E, com isso, através da presidência desse Conselho da Amazônia, fará a coordenação entre todos os ministérios cujas ações são importantes para a região", disse Ricardo Salles. No início da tarde desta terça, o presidente Jair Bolsonaro anunciou, além da criação do Conselho da Amazônia, o uso e uma Força Nacional Ambiental, que atuará na "proteção do meio ambiente da Amazônia". O anúncio ocorreu após o governo brasileiro, e o próprio Bolsonaro, serem alvos de críticas, inclusive internacionais, pela atuação na área ambiental (leia mais abaixo). "Determinei a criação do Conselho da Amazônia, a ser coordenado pelo Vice Presidente @GeneralMourao, utilizando sua própria estrutura, e que terá por objetivo coordenar as diversas ações em cada ministério voltadas p/ a proteção, defesa e desenvolvimento sustentável da Amazônia", escreveu Bolsonaro no Twitter. "Dentre outras medidas determinadas está também a criação de uma Força Nacional Ambiental, à semelhança da Força Nacional de Segurança Pública, voltada à proteção do meio ambiente da Amazônia", acrescentou. Bolsonaro informou, após reunião ministerial no Palácio da Alvorada, que o ministro da Economia, Paulo Guedes, "deu sinal verde" para criação da Força Nacional Ambiental. O presidente, contudo, não informou o custo para criação da força. Bolsonaro ainda afirmou que Mourão é a "melhor pessoa" para dar detalhes sobre a força e o conselho. O G1 procurou o Planalto e a Vice-Presidência e o Ministério do Meio Ambiente para obter mais informações, e aguarda resposta. Focos de queimadas na Amazônia aumentam em 2019, informa o Inpe Força Nacional A Força Nacional atua mediante o pedido feito por governadores ou, em casos pontuais, em apoio à Polícia Federal ou a outros órgãos federais. A tropa costuma ser utilizada em ações de policiamento ostensivo, de combate a crimes ambientais, bloqueios em rodovias, ações de defesa civil em caso de desastres e catástrofes e ações de polícia judiciária e perícias. Nos últimos anos, por exemplo, a Força Nacional foi empregada para reforçar a segurança em estados, como o Rio Grande do Sul. A Força Nacional ainda foi empregada, em apoio aos militares das Forças Armadas, em operações de garantia da lei e da ordem (GLO). Política ambiental do governo sofre críticas A política ambiental se tornou foco de atritos para Bolsonaro ao longo de seu primeiro ano de governo. O presidente protagonizou rusgas com organizações não-governamentais (ONGs), pesquisadores, políticos estrangeiros (o presidente francês Emmanuel Macron e a chanceler alemã Angela Merkel) e com o ator Leonardo DiCaprio, conhecido por sua militância na área ambiental. A preservação da floresta amazônica foi um tema polêmico no primeiro ano do mandato de Bolsonaro, com registro de aumento do desmatamento na região e uma crise provocada por queimadas, na qual o presidente enviou as Forças Armadas para auxiliar no combate ao fogo. No episódio das queimadas, Bolsonaro afirmou, sem apresentar provas, que organizações não-governamentais poderiam estar por trás dos focos de incêndios, a fim de prejudicar o governo. Em outro episódio, mudanças propostas pelo governo no Fundo Amazônia, que financia projetos para a proteção da floresta e da biodiversidade, levou os governos de Alemanha e Noruega, que são os doadores de recursos para o fundo, a suspender os repasses. A Amazônia foi um dos temas centrais do discurso do presidente, em setembro, na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. Ele disse ter "compromisso solene" com a preservação do meio ambiente e acusou líderes estrangeiros de ataque à soberania do Brasil. Monitoramento do desmate Outra polêmica de 2019 foi quanto ao uso dos sistemas de monitoramento do desmate. O governo tem dois: um para alertas diários e outro para dados consolidados anuais. Os alertas diários são emitidos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) e servem para embasar ações de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Já os dados oficiais são do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes). Especialistas dizem que a falta de fiscalização e punição está levando ao crescimento do desmatamento na região amazônica. Os alertas diários preliminares de áreas com sinais de devastação na floresta vêm sendo confirmados ano a ano. A divulgação destes alertas gerou críticas do presidente Jair Bolsonaro, que afirmou que os números prejudicam a imagem do país. O episódio levou à exoneração do então diretor do instituto, Ricardo Galvão. Tanto a taxa oficial quanto os alertas diários preliminares são do Inpe, que é ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Ricardo Galvão afirma que sua fala sobre Bolsonaro 'gerou constrangimento'
Veja Mais

21/01 - Universidade dos EUA estuda impactos de mudanças climáticas em tartarugas de Noronha
Pesquisa, que colhe informação sobre machos, é da Universidade Estadual da Flórida. Há indicações da relação entre temperatura da areia e sexo dos animais. O pesquisador Armando Barsante colocou uma transmissor na tartaruga Paulo Lara/Projeto Tamar Uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos, está monitorando as tartarugas machos, em Fernando de Noronha. O objetivo é saber o impacto das mudanças climáticas globais no sexo da espécie Chelonia mydas, ou tartaruga verde, a única que se reproduz no arquipélago. Os estudos indicam que, quanto mais quente a temperatura da areia, mais fêmeas nascem. O estudo, financiado pela National Science Foundation (NSF), é desenvolvido em parceria com a Fundação Pró-Tartarugas Marinhas (Tamar). O biólogo brasileiro Armando Barsante, que por 18 anos trabalhou no Tamar, é estudante de doutorado da universidade americana e está na ilha fazendo a coleta de dados. “Pouco se sabe sobre o comportamento das tartarugas macho no mundo. Essa é uma pesquisa inédita. Vamos investigar a paternidade das tartarugas e quantos machos contribuem em um mesmo ninho, entre outras informações”, disse Barsante. Os pesquisadores fazem o monitoramento das tartarugas Paulo Lara/Projeto Tamar O biólogo revelou que as fêmeas saem da água para desovar e, por isso, são mais acessíveis. Os machos quase não deixam o mar, dificultando o estudo sobre o comportamento. Em alguns lugares do mundo, a proporção é de quatro fêmeas para cada macho. “Em 28 graus [de temperatura], metade da ninhada seria macho e a outra metade, fêmea. À medida que esquenta a temperatura, gradativamente, mais fêmeas serão produzidas. Caso se chegue a 32 graus, só nascerão fêmeas”, observou o pesquisador No dia 23 de dezembro do ano passado, o biólogo colocou um transmissor que emite sinais via satélite em um macho, que passou a ser monitorado. O animal ganhou o nome de Júlio Grande (morador histórico da ilha) e ficou em Noronha até o dia 8 de janeiro. A partir dessa data, teve início a migração. A tartaruga já percorreu mais de mil quilômetros, passou pelo Rio Grande do Norte e chegou ao litoral do Ceará. A rota foi catalogada pelos pesquisadores. O estudo prevê colocar mais oito transmissores em tartarugas macho em 2020 e mais oito em 2021, totalizando 17 transmissores. Além de acompanhar o comportamento dos machos, o estudo vai avaliar as fêmeas e os ninhos em Fernando de Noronha. “Como a tartaruga faz várias desovas, pode ser que uma ninhada tenha mais fêmeas e outra tenha mais machos. Concentramos o estudo na Praia do Leão, onde há maior quantidade de ninhos”, contou Armando. O estudioso também colocou dispositivos nos ninhos, que medem a temperatura da areia por hora. “Ainda não tivemos nascimentos no primeiro ninho onde colocamos o equipamento. A previsão é 4 de fevereiro. A desova completa 45 dias em 2 de fevereiro. Vamos resgatar o dispositivo e identificar a temperatura, acreditamos que será mais de 28 graus”, informou. O biólogo também está recolhendo amostras de tecido das fêmeas. Em cada ninho, serão recolhidas 32 amostras de filhotes para estudo do DNA. Será possível identificar mãe e pai das tartaruguinhas. “Com o estudo genético, nós temos 99% de chance de saber qual indivíduo é o pai. Vamos identificar se existem ninhos de fêmeas diferentes com o mesmo macho como pai dos filhotes”, explicou. Dois machos disputam uma fêmea em Fernando de Noronha Cleverson Souza/Tapyoca (Divulgação) O estudo começou em dezembro de 2019 e a coleta de dados será realizada por três anos. A pesquisa deve ser concluída em cinco anos, com as informações dos transmissores via satélite. No dia 2 de fevereiro, uma pesquisadora norte-americana chega a Fernando de Noronha para participar da coleta de campo.
Veja Mais

21/01 - Human Rights Watch diz a Salles que ‘desmatamento desenfreado’ continuará se governo não mudar posição sobre meio ambiente
Uma delegação da ONG internacional Human Rights Watch se reuniu nesta segunda-feira (20), pela primeira vez, com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. A conversa foi para discutir ações e apresentar preocupações com as políticas ambientais do governo de Jair Bolsonaro, especialmente em relação à crise na Amazônia. Na conversa, representantes da ONG disseram ao ministro que, se o governo não mudar a posição sobre o meio ambiente, o “desmatamento desenfreado” continuará. “Enquanto o governo Bolsonaro não mudar radicalmente a retórica e também as ações em relação às redes criminosas por um lado, e os defensores da floresta por outro, sejam eles membros de ONGs, moradores locais e mesmo fiscais das agências ambientais, o desmatamento desenfreado vai continuar e certamente ficará pior”, disse ao blog a diretora da Human Rights Watch no Brasil, Maria Laura Canineu, que participou da reunião com o ministro. A conversa aconteceu uma semana após o relatório anual da Human Rights Watch dizer que o governo Bolsonaro enfraquece agências ambientais e reduz a fiscalização na Amazônia. O documento foi divulgado na última quarta-feira (15) e analisa a situação dos direitos humanos no mundo. No relatório, a ONG repete que políticas do governo Bolsonaro "deram carta branca a redes criminosas" na área ambiental. Segundo a ONG, na reunião, o ministro reconheceu que a “atuação de redes criminosas é um problema sério e central na dinâmica de desmatamento ilegal”. “Porém, ele não reconheceu as múltiplas formas em que o governo tem contribuído para a aceleração da destruição da floresta, tampouco apresentou um plano com medidas concretas para combater e reduzir efetivamente os níveis altíssimos de desmatamento ilegal que seja baseado no fortalecimento das agências ambientais e da sua capacidade fiscalizatória”, disse Canineu. O blog procurou o ministro Salles, que afirmou ter aberto o diálogo com a ONG e que está à disposição para manter contato para troca de informações. Ele disse à reportagem que propôs levar representantes da organização a operações do governo na Amazônia. Sobre as críticas da ONG à política ambiental do governo, Salles disse discordar por serem “casos genéricos”. A respeito da mudança de retórica, o ministro disse que o governo Bolsonaro “tem convicções de que é preciso desenvolver economicamente a região”. Salles afirmou que uma das respostas ao grupo que recebeu nesta segunda foi a criação do conselho da Amazônia, anunciado nesta terça pelo presidente Bolsonaro. O ministro afirmou que o conselho terá uma força nacional ambiental, que funcionará à “imagem e semelhança” da força de segurança pública. “Serão policiais militares dos estados, um espelhou da força de segurança pública com potencial de reunir milhares de agentes para atuar nas operações da Amazônia”, completou Salles.
Veja Mais

21/01 - Bolsonaro anuncia criação de Conselho da Amazônia e de Força Nacional Ambiental
Anúncio ocorre após críticas à atuação do governo na área ambiental e por incêndios na Amazônia. Conselho será coordenado pelo vice, Hamilton Mourão. Fumaça das queimadas na Amazônia em Altamira (PA) João Laet/AFP O presidente Jair Bolsonaro informou nesta terça-feira (21), por meio de uma rede social, que determinou a criação do Conselho da Amazônia e de uma Força Nacional Ambiental, que atuará na "proteção do meio ambiente da Amazônia". O anúncio ocorre após o governo brasileiro, e o próprio Bolsonaro, serem alvos de críticas, inclusive internacionais, pela atuação na área ambiental (leia mais abaixo). Bolsonaro informou na publicação que o vice-presidente Hamilton Mourão será o coordenador do conselho, que deverá organizar ações entre ministérios para "proteção, defesa e desenvolvimento sustentável da Amazônia". "Determinei a criação do Conselho da Amazônia, a ser coordenado pelo Vice Presidente @GeneralMourao, utilizando sua própria estrutura, e que terá por objetivo coordenar as diversas ações em cada ministério voltadas p/ a proteção, defesa e desenvolvimento sustentável da Amazônia", escreveu Bolsonaro. "Dentre outras medidas determinadas está também a criação de uma Força Nacional Ambiental, à semelhança da Força Nacional de Segurança Pública, voltada à proteção do meio ambiente da Amazônia", acrescentou. Mais tarde nesta terça, Bolsonaro informou, após reunião ministerial no Palácio da Alvorada, que o ministro da Economia, Paulo Guedes, "deu sinal verde" para criação da Força Nacional Ambiental. O presidente, contudo, não informou o custo para criação da força. Bolsonaro ainda afirmou que Mourão é a "melhor pessoa" para dar detalhes sobre a força e o conselho. O G1 procurou o Planalto e a Vice-Presidência e o Ministério do Meio Ambiente para obter mais informações, e aguarda resposta. Focos de queimadas na Amazônia aumentam em 2019, informa o Inpe Força Nacional A Força Nacional atua mediante o pedido feito por governadores ou, em casos pontuais, em apoio à Polícia Federal ou a outros órgãos federais. A tropa costuma ser utilizada em ações de policiamento ostensivo, de combate a crimes ambientais, bloqueios em rodovias, ações de defesa civil em caso de desastres e catástrofes e ações de polícia judiciária e perícias. Nos últimos anos, por exemplo, a Força Nacional foi empregada para reforçar a segurança em estados, como o Rio Grande do Sul. A Força Nacional ainda foi empregada, em apoio aos militares das Forças Armadas, em operações de garantia da lei e da ordem (GLO). Política ambiental do governo sofre críticas A política ambiental se tornou foco de atritos para Bolsonaro ao longo de seu primeiro ano de governo. O presidente protagonizou rusgas com organizações não-governamentais (ONGs), pesquisadores, políticos estrangeiros (o presidente francês Emmanuel Macron e a chanceler alemã Angela Merkel) e com o ator Leonardo DiCaprio, conhecido por sua militância na área ambiental. Leonardo DiCaprio reage às acusações de Jair Bolsonaro sobre incêndios na Amazônia A preservação da floresta amazônica foi um tema polêmico no primeiro ano do mandato de Bolsonaro, com registro de aumento do desmatamento na região e uma crise provocada por queimadas, na qual o presidente enviou as Forças Armadas para auxiliar no combate ao fogo. No episódio das queimadas, Bolsonaro afirmou, sem apresentar provas, que organizações não-governamentais poderiam estar por trás dos focos de incêndios, a fim de prejudicar o governo. Em outro episódio, mudanças propostas pelo governo no Fundo Amazônia, que financia projetos para a proteção da floresta e da biodiversidade, levou os governos de Alemanha e Noruega, que são os doadores de recursos para o fundo, a suspender os repasses. A Amazônia foi um dos temas centrais do discurso do presidente, em setembro, na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. Ele disse ter "compromisso solene" com a preservação do meio ambiente e acusou líderes estrangeiros de ataque à soberania do Brasil. Bolsonaro volta a acusar ONGs e governadores dos estados da Amazônia sobre queimadas Monitoramento do desmate Outra polêmica de 2019 foi quanto ao uso dos sistemas de monitoramento do desmate. O governo tem dois: um para alertas diários e outro para dados consolidados anuais. Os alertas diários são emitidos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) e servem para embasar ações de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Já os dados oficiais são do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes). Especialistas dizem que a falta de fiscalização e punição está levando ao crescimento do desmatamento na região amazônica. Os alertas diários preliminares de áreas com sinais de devastação na floresta vêm sendo confirmados ano a ano. A divulgação destes alertas gerou críticas do presidente Jair Bolsonaro, que afirmou que os números prejudicam a imagem do país. O episódio levou à exoneração do então diretor do instituto, Ricardo Galvão. Tanto a taxa oficial quanto os alertas diários preliminares são do Inpe, que é ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Ricardo Galvão afirma que sua fala sobre Bolsonaro 'gerou constrangimento'
Veja Mais

21/01 - Pescadores de áreas atingidas por óleo recebem segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 1.996 nesta terça
Pagamento de R$ 998 pode ser retirado na rede de atendimento da Caixa. Veja o calendário. Manchas de óleo em Japaratinga, AL Felipe Brasil O governo federal começa a pagar nesta terça-feira (21) a segunda parcela de R$ 998 do auxílio emergencial concedido a 65.983 pescadores profissionais artesanais de áreas afetadas por manchas de óleo no litoral brasileiro. Segundo o Ministério da Agricultura, o pagamento segue o calendário de saque dos benefícios sociais, de acordo com o final do Número de Identificação Social (NIS) do beneficiário. Nesta terça podem sacar o benefício os pescadores cujo NIS tem finais 1 e 2. O pagamento será feito pela Caixa entre os dias 21 e 31 de janeiro. Em dezembro, os profissionais receberam a primeira parcela, também de R$ 998. Calendário de pagamento dos pescadores de áreas atingidas por óleo Divulgação/Ministério da Agricultura Os pescadores podem retirar o benefício com o cartão social em qualquer canal da Caixa, como casas lotéricas, terminais de autoatendimento e correspondentes Caixa Aqui. Os que não têm o cartão precisam ir à uma agência do banco levando documento de identificação com foto e o NIS. Estados atendidos O auxílio emergencial de R$ 1.996 foi criado pela Medida Provisória nº 908/2019 e beneficia pescadores que atuam em municípios dos nove estados do Nordeste, do Rio de Janeiro e do Espírito Santo atingidos pelo vazamento de óleo. Pescadores que terão auxílio emergencial do governo G1 Agro O profissional precisa estar inscrito no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), em situação ativa nas categorias peixes, crustáceos, moluscos e outros. O auxílio emergencial não interfere no recebimento do seguro-defeso pelos pescadores conforme legislação específica. São considerados pescadores profissionais artesanais aquelas pessoas físicas que exercem a pesca com fins comerciais de forma autônoma ou em regime de economia familiar. O Ministério da Agricultura encaminhou a relação dos pescadores ativos no sistema do RGP baseada na lista de municípios atingidos pelo óleo, conforme mapeamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ao Ministério da Cidadania que fará o pagamento dos beneficiários via Caixa Econômica Federal. Os pescadores que se encontram suspensos ou cancelados no sistema do RGP não terão direito ao benefício. O Ministério da Agricultura listou o número do RGP dos beneficiários, dividia por estado: Alagoas Bahia Ceará Espírito Santo Maranhão Paraíba Pernambuco Rio Grande do Norte Rio de Janeiro Piauí Sergipe Initial plugin text
Veja Mais

21/01 - 'O pior inimigo do meio ambiente é a pobreza', diz Paulo Guedes em Davos
Segundo o ministro da Economia, as pessoas destroem o meio ambiente 'porque precisam comer'. Guedes: Brasil está retomando crescimento econômico sustentável O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (21), durante sua participação em painel no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que "o pior inimigo do meio ambiente é a pobreza". A declaração do ministro foi dada quando ele comentava sobre a relação entre indústria e meio ambiente. “O pior inimigo do meio ambiente é a pobreza. As pessoas destroem o meio ambiente porque precisam comer. Eles [pessoas pobres] têm todas as preocupações que não são as preocupações das pessoas que já destruíram suas florestas, que já lutaram suas minorias étnicas, essas coisas... É um problema muito complexo, não há uma solução simples”, declarou Guedes. O ministro também afirmou que "todos precisamos de mais alimentos", mas que, dependendo dos produtos químicos necessários para produzir mais alimentos, "você não tem um meio ambiente limpo". "E essa é uma solução política. Não é simples, é muito complexa", afirmou. Em novembro, ao comentar os dados sobre queimadas na Amazônia, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o desmatamento é uma questão "cultural" no país, e que por isso não é possível acabar com ele. Em julho, Bolsonaro também havia afirmado ser uma "grande mentira" que pessoas passem fome no Brasil, classificando a legislação ambiental do país de "psicose". Guedes diz que Brasil vai abrir compras do governo a estrangeiros 'Equilíbrio delicado' entre indústria e verde Segundo Guedes afirmou nesta terça-feira, o "primeiro nível" de preocupações no Brasil é remover o ambiente hostil para negócios em geral, "receber e recolocar todo esse conhecimento já disponível em todo o mundo" sobre inovação na indústria. "Em um país como o Brasil, estamos um pouco para trás. Para não dizer muito para trás", afirmou. "O povo quer ter as indústrias e os empregos. E ao mesmo tempo há uma pressão enorme para manter 'verde'. É um equilíbrio delicado, mas estou certo de que vamos conseguir", concluiu. Ministro Paulo Guedes participa do Fórum Econômico Mundial Futuro da indústria Durante o painel em Davos, Paulo Guedes afirmou que o Brasil foi "deixado para trás" na indústria do futuro. "Perdemos essa grande onda de inovação e globalização", disse. Para o ministro, a mudança do trabalho "com as nossas mãos" para o trabalho "com as nossas mentes" vai levar um tempo, "mas estamos correndo atrás". Segundo o ministro, a indústria do futuro será centrada nas pessoas, com valorização do talento e da criatividade. E o papel do governo, de acordo com ele, não é inovar, mas garantir que haja um ambiente de negócios e acadêmico que permita apropriar o conhecimento existente.
Veja Mais

21/01 - Em Davos, Greta Thunberg pede que líderes mundiais ouçam jovens ativistas
Jovem ativista sueca fala em painel do 50º Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça. Ativista Greta Thunberg fala em painel do 50º Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça Denis Balibouse/Reuters A jovem ativista sueca, Greta Thunberg, que inspirou uma nova geração de ativistas a comparecer ao Fórum Econômico Mundial deste ano, pediu nesta terça-feira (21) que líderes mundiais ouçam a juventude. Mudanças climáticas são maior risco global, diz Fórum Econômico Mundial Cinco coisas para saber sobre o Fórum Econômico Mundial de Davos "Não sou uma pessoa que pode reclamar sobre não ser ouvida", disse ela, despertando risadas da plateia em um painel intitulado "Construindo um caminho sustentável para um futuro coletivo", no primeiro dia da reunião anual do fórum. "A ciência e a voz dos jovens não são o centro da conversa, mas precisam ser", acrescentou. Muitos ativistas viajaram a Davos, na Suíça, seguindo os passos de Greta. Entre os "heróis do clima" celebrados no Fórum deste ano está o jovem cientista Fionn Ferreira, que desenvolveu um modo de prevenir que microplásticos cheguem aos oceanos. A lista também inclui a sul-africana Ayakha Melithafa, de 17 anos, e a canadense Autum Peltier, que luta pela preservação da água desde seus 8 anos. "É sobre nós e as futuras gerações e aqueles que são afetados hoje", disse Greta. "Precisamos trazer a ciência para a conversa". DISCURSO DE GRETA NA CÚPULA DO CLIMA 5 momentos do discurso da Greta na ONU
Veja Mais

21/01 - Único de barba branca e costas vermelhas, nova espécie de macaco 'zogue-zogue' é descrita na Amazônia
Visto entre RO e MT, primata pode ser incluído na lista dos quase ameaçados de extinção por ter sido observado em áreas de desmatamento, dizem pesquisadores. Plecturocebus parecis foi observado em área entre Rondônia e Mato Grosso. Alberto Caldeira/Arquivo pessoal Uma nova espécie do macaco "zogue-zogue" acaba de ser descrita e confirmada na Amazônia: é o Plecturocebus parecis, possivelmente visto pela primeira vez há mais de um século. O nome científico do primata faz referência à Chapada dos Parecis, já que macacos da espécie foram observados em uma área da região que fica entre Rondônia e Mato Grosso (MT). "Em 2011, foram observados os primeiros indivíduos de zogue-zogue, vistos nos municípios Pimenta Bueno e Vilhena. Conferimos artigos e livros para verificar se já existia uma descrição ou se tratava de uma espécie nova. Observando a morfologia, levantou-se a hipótese de que seria uma espécie nova. Agora foi descrito cientificamente. É oficial", explicou Almério Gusmão, pesquisador da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e professor do Centro Técnico Estadual de Educação Rural Abaitará (Centec Abaitará), em Pimenta Bueno (RO). A recém descoberta foi publicada no periódico Primate Conservation. Além de Almério, a pesquisadora Mariluce Messias, da Universidade Federal de Rondônia (Unir), e outros 13 cientistas do Acre, Pará, Sergipe e da Universidade Estadual de Nova York, em Stony Brook, nos Estados Unidos, fizeram observações de grupos do mais novo "zogue-zogue". Outros registros do animal foram obtidos em regiões de Mato Grosso. Com a descoberta do Plecturocebus parecis, há agora 24 espécies de zogue-zogue descritas. Manoel Pinheiro/Arquivo pessoal "Agora são 24 espécies do Plecturocebus descritos. O Plecturocebus parecis foi descrito recentemente, em dezembro de 2019, quando saiu a publicação", complementou Mariluce Messias. "De barba branca e costas vermelhas é o único. Tem outro amarelo-esbranquiçado, mas é encontrado bem mais distante, com grau de parentesco distante", disse Almério Gusmão. A diferença que saltou aos olhos dos estudiosos foi a coloração do macaco. Diferente da pelagem grisalha característica do Plecturocebus, o também conhecido como "zogue-zogue-de-barba-branca" conta com uma coloração que mescla entre castanho e vermelho nas costas, tons claros e pelos curtos nas mãos, além da barba esbranquiçada. Foram investigadas mais de 50 variáveis do primata. O único relato breve sobre a espécie foi feito pelo naturalista Alipio de Miranda Ribeiro, da Comissão das linhas telegráficas de Rondon, publicado em seu livro em 1914. Alipio de Miranda descreveu que dois espécimes foram coletados na cabeceira do rio Ji-Paraná, em Rondônia, que aparentemente se tratavam do "zogue-zogue" dos Parecis. GIF mostra como acreditava ser o Plecturocebus parecis na primeira observação e como ele foi descrito recentemente. Ilustrações de Stephen D. Nash. O naturalista identificou os animais provisoriamente, então, como sendo o Plecturocebus cinerascens. Mas o macaco ficou "esquecido" e o novo "zogue-zogue" foi reencontrado na natureza em uma região de Vilhena (RO), na divisa com Mato Grosso (MT), em 2011. "Quando vimos essa espécie percebemos que era muito diferente. Mas em alguns mamíferos é comum a variação de cor ao longo das populações. Às vezes há alguns casos de animais que são muito diferentes da pelagem, mas quando se olha a genética é muito parecida, é muito próxima", revelou Mariluce Messias. Comparação do Plecturocebus parecis com outros macacos do gênero Plecturocebus. Divulgação Quase ameaçado de extinção Os pesquisadores esperam que o Plecturocebus parecis passe a fazer parte da lista dos animais quase ameaçados de extinção, da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). O motivo é que o habitat natural da espécie está sendo destruído pelo desmatamento na Amazônia. "Ele vive no chamado 'Arco do Desmatamento', área onde as matas foram abertas para dar lugar a plantações ou gados. Um grupo do zogue-zogue foi encontrado, por exemplo, no meio de uma lavoura de soja", explicou Almério Gusmão. Zogue-zogue-da-barba-branca vive no chamado "Arco do Desmatamento", área onde as matas foram abertas para dar lugar a plantações ou gados. Reuters "Os registros atuais são de áreas de desmatamento. Então é naquela região Sul do estado de Rondônia onde tem muita pressão, uma cultura de soja, de milho, de pecuária extensiva, tanto em Rondônia quanto em Mato Grosso", disse Mariluce Messias. Pasto na Amazônia aumenta 74% em 30 anos; entenda em 3 pontos a relação entre pecuária e desmatamento O próximo passo é definir a descrição geográfica, além dos fatores ecológicos do Plecturocebus parecis. Conforme Mariluce Messias, tais informações ajudariam, por exemplo, a estimar a densidade populacional e entender o quão ameaçado de extinção poderia estar. Do contrário, seria difícil tomar medidas de conservação. "Precisamos definir o limite certo, até onde que ele vai, o que define a distribuição ou qual o fato ecológico, pois não é só isolamento biogeográfico. Na grande maioria das vezes na bacia amazônica, as principais barreiras geográficas que impedem a formação de novas espécies são os grandes rios. Ou serras também", ressaltou a pesquisadora. Pesquisadores querem definir a distribuição geográfica e tomar medidas de conservação da espécie. Manoel Pinheiro/Arquivo pessoal
Veja Mais

21/01 - China aprova plano para reduzir uso de plástico descartável
País asiático quer reduzir o uso produtos como talheres e sacolas descartáveis em 30% até 2025. Plano prevê proibições escalonadas em hotéis, restaurantes e serviços de entrega do comércio eletrônico nas áreas urbanas. China decide eliminar plástico descartável até 2025 As autoridades chinesas aprovaram nesta segunda-feira (20/01) um plano para reduzir drasticamente a utilização de plástico não biodegradável nas principais cidades do país, que inclui também as sacolas plásticas, em um período de cinco anos. Segundo o Ministério da Ecologia e do Meio Ambiente e a Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento, o órgão chinês encarregado do planejamento econômico, a proibição deve ser válida para grande parte das áreas urbanas e comunidades costeiras desenvolvidas do país. Também será proibida a produção e venda de talheres e pratos descartáveis. Os canudos de plástico deverão ser banidos dos restaurantes até o final deste ano. A intenção do governo é reduzir o uso dos produtos de plástico descartáveis em 30%, até 2025. Os hotéis de categoria superior serão proibidos de fornecer gratuitamente esses produtos a seus clientes até o final de 2022, podendo apenas vendê-los. Em 2025, essa medida passará a valer para todos os tipos de estabelecimentos como hotéis de categorias simples e hospedarias. A partir de 2022, os serviços de entrega a domicílio nas principais províncias do país não poderão mais usar embalagens de plástico ou sacolas não biodegradáveis. A medida passará a valer para todas as empresas de comércio eletrônico no país em 2025. Segundo a ONU, mais de 31 toneladas de plástico são utilizadas diariamente na China, sendo que 74% desse total não são processadas adequadamente. Dos dez rios que transportam mais de 90% do plástico para os oceanos, seis correm parcial ou totalmente através do país. As medidas para reduzir a poluição na China vêm após décadas de crescimento econômico rápido, com um aumento exponencial de produtos em embalagens plásticas que geram enormes quantidades de lixo. Dados do Banco Mundial afirmam que, em 2017, a China produziu 210 milhões de toneladas de lixo, que poderiam chegar a 500 toneladas por ano até 2030. Em 2018, a China proibiu a importação de resíduos de plástico não industriais, uma decisão que gerou impacto global, uma vez que o país era o principal importador de plástico para reciclagem, vindo de países mais ricos. As importações e exportações mundiais de resíduos de plástico dispararam em 1993, aumentando 800% até 2016. Em 1992, a China recebeu cerca de 106 milhões de toneladas de resíduos de plástico, o que representava em torno de 50% das importações mundiais.
Veja Mais

20/01 - Parque Estadual de Ibitipoca inaugura cadeiras de rodas adaptadas para visitação de deficientes
Medida de acessibilidade será apresentada nesta terça-feira (21). Na ocasião, três pessoas vão inaugurar os equipamentos. Parque Estadual de Ibitipoca terá cadeiras de rodas adaptadas para deficientes IEF/Divulgação O Parque Estadual de Ibitipoca vai contar com duas cadeiras de rodas adaptadas para deficientes. Com a nova medida de acessibilidade, os visitantes com dificuldades motoras vão poder andar pelo Circuito Janela do Céu, Roteiro das Águas e Pico do Pião. A nova medida será apresentada nesta terça-feira (21), a partir das 9h. Na ocasião, três convidados que frequentam o Parque de Ibitipoca, vão inaugurar os equipamentos. De acordo com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), as cadeiras, conhecidas como "Juliettis", vão proporcionar às pessoas que têm dificuldade de locomoção a chegar em pontos mais altos e de difícil acesso. Conforme o Estado, o local foi a primeira unidade de conservação gerenciada pelo IEF a disponibilizar as cadeiras adaptadas, adquiridas com apoio de parceiros locais. Circuito das Águas em Ibitipoca Nathalie Guimarães/G1 Parque Estadual de Ibitipoca Considerado por sites especializados em viagem como o terceiro melhor parque da América Latina, Ibitipoca recebeu 14.235 visitantes no mês de janeiro de 2019. A expectativa do IEF é que este número aumente em 2020. Ainda segundo o IEF, é o parque mais visitado de Minas Gerais e, por conta disto, tem o número limite de 1.000 visitantes por dia. A área do parque abrange os municípios de Lima Duarte e Santa Rita do Ibitipoca. O parque é dividido em quatro circuitos: Circuito das Águas, Circuito Janela do Céu, Circuito do Pião e Circuito Alto das Águas. Nos três primeiros, as trilhas são estruturadas para facilitar o acesso aos atrativos e contribui para a conservação e manutenção das áreas naturais. O Circuito Alto das Águas não conta com sinalização, sendo necessário acompanhamento de condutor ambiental.
Veja Mais

20/01 - O grupo de cientistas que descobriu as regras que orientam a vida no planeta e mudou nossa visão do mundo
Na década de 1960, um pequeno grupo de jovens cientistas partiu para alguns dos lugares mais remotos e espetaculares do planeta — e o trabalho pioneiro deles mudou nossa concepção sobre a natureza. Robert Paine descobriu a primeira peça do quebra-cabeça e cunhou o termo 'espécie-chave' Passion Pictures/BBC "Esta é uma história de esperança autêntica, fundamentada na ciência e baseada em experiências da vida real, sobre o que pode ser feito." A história a que o biólogo Sean B. Carroll se refere é sobre a recuperação de paisagens, ressurgimento de florestas, retorno de espécies e o florescer de novas vidas. Tudo isso graças ao trabalho pioneiro de cinco cientistas de quem talvez você não tenha ouvido falar, mas que têm algo importante a dizer. O telescópio capaz de ver coisas que ocorreram há 13 bilhões de anos No espaço de seis décadas, cada um deles foi adicionando seu conhecimento para testar uma hipótese — até chegar a uma teoria reveladora. "Eles viram coisas que ninguém havia visto antes, pensaram coisas que até então ninguém havia pensado e o que descobriram mudou a maneira como vemos a natureza", diz Carroll, em entrevista à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC. E ele não está exagerando. Além disso, demonstraram que, embora a intervenção do homem possa ser — e tenha sido — prejudicial ao planeta, ela também pode ser benéfica, "algo que precisamos levar em conta nesse momento". O que sabíamos Todos esses cientistas começaram a partir de uma visão de mundo que talvez, hoje, seja familiar a todos nós. As plantas recebem luz solar e a transformam em alimento; alguns animais comem essas plantas e, em seguida, predadores se alimentam de alguns desses devoradores de plantas. A cadeia alimentar é um conceito amplamente conhecido, mas há mais Cecilia Tombesi/BBC Mas, na década de 1960, um destes cientistas, o ambientalista americano Robert Paine, se perguntou se os predadores não eram realmente nada além disso, se o seu papel na natureza se reduziria apenas a comer carne na cadeia alimentar. O problema era como investigar... "Você não pode tirar todos os leões de um ambiente para ver o que acontece", escreve Carroll no livro "The Serengeti Rules - The Quest to Discover How Life Works and Why It Matters" ("As regras dos Serengeti - a missão de descobrir como a vida funciona e por que ela é importante", em tradução livre). Ele precisava de um lugar onde todo o ecossistema estivesse contido e tivesse um tamanho gerenciável. Até que encontrou as poças de maré da Baía de Makah, no noroeste dos Estados Unidos, onde havia tudo o que ele precisava: cerca de 15 espécies de organismos, gastrópodes carnívoros se alimentando de cracas, ouriços-do-mar se alimentando de algas... As poças de maré estavam cheias de vida... e de estrelas do mar Passion Pictures/BBC ... e, o mais importante, um grande predador: estrelas-do-mar. "As pessoas veem e pensam: 'Que lindas!' Mas elas são ferozes. São grandes devoradoras. Comem cracas, são fascinadas por mexilhões... são os leões das poças de maré", diz Paine no documentário The Serengeti Rules ("As regras dos Serengeti", em tradução livre), baseado no livro de Carroll. Com e sem estrelas Ele podia dar início então ao experimento. Paine tirou as estrelas-do-mar de uma das poças de maré, mas de outra, não — e, durante meses, observou o que acontecia. Logo ele começou a notar as mudanças na piscina sem estrelas-do-mar: os mexilhões começaram a se multiplicar, enquanto outras espécies desapareciam. As poças de maré foram um laboratório natural para Robert Paine Passion Pictures/BBC Após alguns anos, das 15 espécies que existiam originalmente restavam apenas os mexilhões. Paine retirou espécies diferentes de outras piscinas — mas em nenhum dos casos aconteceu o mesmo. Claramente, a diversidade nas poças de maré dependia das estrelas-do-mar. O predador era o bastião do ecossistema. Os experimentos dele mostraram que em ecossistemas maduros alguns animais são mais importantes que outros. E decidiu chamar esses animais de "espécies-chave", por terem um papel vital na estrutura do ecossistema. A exceção ou a regra? Paine havia estabelecido as bases, mas era necessário saber se o que descobrira era uma regra de vida ou uma peculiaridade. Felizmente, a ciência costuma ser um trabalho em equipe — que não precisa ser feito ao mesmo tempo, tampouco no mesmo local. A lontra-marinha era a espécie-chave na ilha de Amchitka, na costa do Alasca Passion Pictures/BBC No sudoeste do Alasca, há uma ilha vulcânica chamada Amchitka, onde você é recebido por uma placa com os dizeres: "Não é o fim do mundo ... mas daqui você pode vê-lo". O fim do mundo não era exatamente o que o ecologista marinho Jim Estes estava estudando nesse remoto lugar. O interesse dele estava debaixo d'água, onde havia encontrado uma floresta de algas que, assim como os bosques na superfície terrestre, fornecia um habitat para muitas espécies, incluindo um grande número de lontras-marinhas. Um dia, Paine resolveu ir até o lugar seguindo um novo ponto de vista: em vez de ver a floresta como o suporte para as lontras-marinhas, pensaria nas lontras como espécie-chave predadora desse habitat. "Esse foi o começo do resto da minha vida", conta Estes no documentário. A lontra-marinha era a espécie-chave na ilha de Amchitka, na costa do Alasca Getty Images/BBC Para ver que efeito esses mamíferos carnívoros tinham no ecossistema, ele visitou uma ilha próxima chamada Shemya, onde não havia lontras. Quando mergulhou, em vez de encontrar uma floresta cheia de vida, se deparou com um deserto povoado apenas por ouriços. Estes sabia que as lontras comiam muitos ouriços, e que os ouriços se alimentavam de algas. Sem as lontras, os ouriços se multiplicaram de forma descontrolada e comeram todas as algas. E, sem as algas, todas as outras espécies haviam desaparecido. Sem os predadores que a protegiam, a floresta subaquática não podia existir. Água doce Na década de 1970, a ecologista Mary Power — que havia sido aluna de Paine e lera os relatórios de Estes — comprovou algo semelhante em córregos de Oklahoma, nos EUA. Ela notou que alguns desaguavam em uma série de lagos estéreis intercalados por lagos de cor verde esmeralda vibrante. Depois de investigar, ela descobriu que a diferença se devia à presença ou falta da espécie-chave, que nesse ecossistema era o Micropterus salmoides, um peixe de água doce mais conhecido como achigã. Mary Power descobriu que o fenômeno também acontecia em água doce Passion Pictures/BBC Em terra firme... O resultado do trabalho de Power nos córregos, de Paine nas poças de maré e de Estes no oceano provou que a hipótese das espécies-chave era verdadeira em uma ampla variedade de ambientes aquáticos. Faltava um experimento em terra — que foi realizado na Venezuela. Um imenso lago foi criado com a construção da represa de Guri, no rio Caroni, que deu origem a muitas ilhas, a maioria sem predadores. O ecologista e biólogo John Terborgh foi quem explorou essas ilhas — e lembra que, quando chegou lá, "parecia que tinham sido arrasadas por um furacão". O que antes era uma bela floresta, alguns anos depois era pura devastação... Passion Pictures/BBC Em algumas ilhas, as formigas-cortadeiras haviam se reproduzido descontroladamente, dada a ausência de formigas-guerreiras, e, por isso, foram desfolhando as árvores até matá-las. "O fenômeno se repetia, de diferentes maneiras e com diferentes espécies-chave, mas o resultado era sempre o mesmo: o que havia começado como uma bela floresta verde, em 20 ou 25 anos era apenas devastação", diz Terborgh. O mistério das lontras O que esses cientistas estavam construindo era uma maneira totalmente nova de ver o mundo — derrubando preconceitos e revelando conexões ocultas completamente inesperadas entre as criaturas e a natureza. Mas ainda faltava entender quão profundas e duradouras eram essas conexões. Quando Jim Estes retornou à Ilha Amchitka, ficou assustado com o que viu (ou melhor, com o que não viu) BBC Essa descoberta ficou para Jim Estes, quando retornou à Ilha Amchitka, no início dos anos 1990. "Foi uma loucura: quando saí, havia 8 mil lontras; e cinco anos depois, não restava quase mais nenhuma!" Não apenas lá, mas em todo o arquipélago das Ilhas Aleutas, do qual Amchitka faz parte. "Se tratava do desaparecimento de várias centenas de milhares de lontras, uma redução de 95% a 99%, elas desapareciam sem que ninguém encontrasse seus restos mortais nas redondezas." Logo, Estes notou outra mudança espantosa: "Nos anos 1970 e 1980, se deparava com uma orca a cada três ou quatro anos. Nos anos 1990, comecei a vê-las três ou quatro vezes por dia... elas estavam comendo não só as lontras, mas também outros animais que tinham sumido." O que havia acontecido? Embora naquele momento não fosse óbvio, aquilo tinha sido obra do controlador-chave: o ser humano. Muitas vezes, removemos o predador-chave dos ecossistemas naturais — mas, neste caso, não se tratava de eliminar um predador, mas seu alimento. A causa de desse evento tão dramático foi a caça industrial às baleias, que começou no Pacífico Norte após a Segunda Guerra Mundial e continuou até o início da década de 1960. Naquela época, as enormes baleias no Pacífico Norte haviam sido dizimadas. Linda... e faminta Getty Images/BBC O sumiço das baleias abalou o ecossistema, uma vez que elas eram grandes e altamente nutritivas para as orcas (que, aliás, não são uma espécie de baleia, pois são da família dos golfinhos), que foram forçadas a diversificar sua dieta. As primeiras vítimas foram as focas, até serem exterminadas. Em seguida, os leões-marinhos. E, quando estes foram eliminados, foi a vez das lontras-marinhas. Praticamente tudo foi afetado — do salmão às aves marinhas e águias-carecas. Todo o ecossistema entrou em colapso. Revolução no pensamento científico Para Estes, reconhecer que a natureza está conectada em escalas tão vastas de espaço e tempo de uma maneira tão importante foi uma revolução no pensamento científico. Munidos dessa visão completamente nova, eles começaram a perceber coisas que não se via antes, apesar de estarem bem diante do nosso nariz. "Se eu te disser, assim do nada, 'as árvores precisam dos lobos', talvez isso te surpreenda, mas esse tipo de revelação não surge ao olhar para a natureza como se fosse apenas uma imagem bonita, é o resultado dessa compreensão de como funciona a natureza", diz Carroll à BBC News Mundo. Para entender melhor, veja a imagem abaixo... você consegue notar algo estranho? Esta foto é típica de uma floresta na qual, na ausência de um predador, os cervos se multiplicaram de forma descontrolada Passion Pictures/BBC Se você não notou nada de peculiar, é porque nos acostumamos a ver como "normais" paisagens degradadas. Esta foto é típica de uma floresta na qual, na ausência de um predador, no caso o lobo, os cervos se multiplicaram de forma descontrolada para se tornar uma praga e comeram tudo o que deveria estar vivo entre o solo e os ramos mais baixos que aparecem na imagem. É uma floresta em extinção: não haverá árvores novas porque foram comidas; portanto, quando estas que estão na foto morrerem, não haverá mais floresta. E não é um caso isolado. Na verdade, "grande parte do mundo que vemos hoje em dia está degradado", diz Carroll. E, mais uma vez, ele não está exagerando. Mas tudo isso está soando muito pessimista e prometemos uma história de esperança. O fato é que falta uma peça fundamental desse quebra-cabeça, descoberta pelo biólogo Tony Sinclair enquanto trabalhava em um dos lugares mais icônicos do planeta: o Parque Nacional Serengeti, na Tanzânia. Mais de tudo Quando Sinclair começou a trabalhar em Serengeti — embora ainda não tivesse percebido naquele momento —, o parque nacional mais famoso do mundo estava bastante degradado. Os gnus tinham sido vítima da peste bovina Getty Images/BBC Há 120 anos, uma epidemia de peste bovina, muito semelhante ao sarampo, dizimou os animais locais, particularmente os gnus, cuja população permaneceu baixa por 70 anos, até que, nos anos 1960, os veterinários conseguiram erradicar a doença na maior parte da África. Quando Sinclair chegou, a mudança começava a ser óbvia. "Quando cheguei, havia cerca de 250 mil gnus. Oito anos depois, já havia 1,4 milhão", relembra. "Era um recorde mundial, a maior população de ungulados do mundo". Em 1982, Sinclair participou entusiasmado de uma reunião para contar ao mundo o que estava acontecendo. "Quando eu disse o número de 1,4 milhão, houve um silêncio mortal. Eu não esperava de forma alguma aquela reação." Os colegas dele acreditavam que era irresponsável permitir que os animais se multiplicassem dessa maneira e, na opinião deles, deviam ser sacrificados porque destruiriam o habitat e causariam um colapso do ecossistema. "Mas, pensei, por que os homens deveriam interferir? Esses ecossistemas existem há milhões de anos sem precisar que os humanos interfiram para se manter." Tony Sinclair se recusou a sacrificar os gnus e preferiu confiar na natureza Passion Pictures/BBC Ciente de que estava colocando em risco um dos lugares mais icônicos da Terra, a equipe de Sinclair decidiu se manter firme e convenceu as autoridades do parque a não sacrificar os animais. O censo dos quatro anos seguintes apresentou o mesmo resultado: 1,4 milhão. O ecossistema havia se nivelado sozinho e não havia danos ao meio ambiente. "Pelo contrário: para nossa surpresa, descobrimos que o ecossistema estava se recuperando por contra própria. De repente, tudo começou a se reconectar", diz Sinclair. "Os gnus produziam esterco, que fertilizava as pastagens, que se tornavam altamente nutritivas. E, ao comê-las, havia menos material combustível no solo e, portanto, menos incêndios. "Isso permitiu aumentar as populações de árvores que provavelmente não cresciam desde o século 19. Essas árvores forneciam mais alimento para elefantes, girafas e muitas espécies de pássaros." "E isso atraiu muito mais predadores, porque também havia mais comida para eles", completa. "Percebi que o gnu era uma espécie-chave e que, ao contrário do que Robert Paine havia presumido — que a espécie-chave era sempre um predador —, na verdade, podia ser um herbívoro". O retorno dos gnus mudou completamente o cenário do parque Getty Images/BBC Além disso, e talvez mais importante, o que os estudos de Tony Sinclair mostraram foi que, embora essas espécies-chave estivessem ausentes há 70 anos, a capacidade de recuperação do ecossistema não havia se esgotado. E quando a espécie-chave reapareceu, o Parque Nacional de Serengeti mudou profundamente: havia mais árvores, mais girafas, mais pássaros cantando, mais borboletas, mais besouros, mais de tudo. Foi uma prova em larga escala de que a degradação não é uma condenação: é reversível. Em busca da 'estrela do mar' Robert Paine foi o primeiro a vislumbrar isso: se você eliminar a estrela-do-mar, a biodiversidade entra em colapso. Seis décadas após o experimento dele, ecologistas renomados compararam suas experiências e ficou claro que é assim que a natureza funciona. Em todas as partes. Eles haviam descoberto as regras da vida no planeta. "Se você quer consertar algo, precisa saber o que está danificado", declarou Paine. E graças a ele e a um punhado de cientistas, é possível averiguar isso. Veja a diferença que fez reintroduzir o salmão neste rio Passion Pictures/BBC Agora, ao nos deparar com paisagens degradadas, em vez de ficar fazendo comentários negativos, pessimistas e fatídicos, podemos nos perguntar: estamos condenados? O destino está selado para esses lugares e espécies? E, em muitos casos, a resposta é: "Não". "Não é que você vai encontrar espécies-chave em todos os lugares, mas elas são predominantes!", observa Carroll. É uma questão de encontrar o equivalente à estrela-do-mar para cada ecossistema. Um exemplo conhecido é o do Parque Nacional de Yellowstone, no noroeste dos Estados Unidos, no qual há cerca de 20 anos, a população de lobos aumentou mediante a intervenção do homem para controlar o número de alces, que estavam afetando seriamente a vegetação do parque. Com o retorno dos lobos após 70 anos de ausência, os salgueiros se recuperaram, os choupos prosperaram, os castores voltaram e os ursos se expandiram. E na Argentina, algo surpreendente aconteceu: com o regresso dos pumas para os altiplanos, a grama cresceu e criou um habitat para todos os tipos de criaturas. Lobos, tão temidos no passado, agora são bem-vindos em Yellowstone Getty Images/BBC Os pumas mudaram o cenário dos altiplanos na Argentina Passion Pictures/BBC E há cada vez mais exemplos disso. No Centro-Oeste dos EUA, há pessoas adicionando peixes-chave a lagos verdes e turvos, que se tornam cristalinos. Nos arrozais, as aranhas são as espécies-chave. Então, se você quiser comer arroz, proteja as aranhas. Na Escócia, enquanto isso, estão mostrando como as belas pradarias não deveriam ser... pradarias. Este cercado na foto acima, onde crescem árvores e flores, revela o impacto dos animais que pastam e como seria a paisagem escocesa sem eles. Passion Pictures/BBC Este cercado na foto acima, onde crescem árvores e flores, revela o impacto dos animais que pastam e como seria a paisagem escocesa sem eles. E assim, em muitas partes do mundo, há projetos semelhantes que estão recuperando lugares e espécies. Ressurreição Uma das histórias que mais emocionam Carroll é a do Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique, que, como costuma acontecer com experiências inspiradoras, começa com uma grande perda: da vida selvagem devido a uma das guerras civis mais longas e destrutivas das últimas décadas (1977-1992). Mas a paz acabou trazendo o interesse de recuperar o que muitos chamavam de "o paraíso perdido" da Gorongosa. Hoje, como bem resumiu um artigo da revista National Geographic, "você pode ver a natureza dando um suspiro de alívio". Durante a guerra que se seguiu à independência de Portugal, Gorongosa foi um dos principais campos de batalha e foi destruída. Hoje, o paraíso está em processo de recuperação Getty Images/BBC "O projeto levou pouco mais de 15 anos e ficamos assustados que as coisas possam se recuperar a essa velocidade", exclama Carroll, em conversa com a BBC News Mundo. "Isso prova que, se você dá a ela uma chance, a natureza é muito resiliente." "Não é que eu não seja realista... sou um cientista: acredito em dados empíricos!", completa. Com base nestes dados, ele se dedica a divulgar que há luz no fim do túnel. "Grande parte da história humana é sobre superar desafios. Para isso, é necessário lançar mão de energia e perspectiva; o pessimismo é uma profecia autorrealizável e muitos de nós estão preocupados que as pessoas desistam." "Não é hora de desistir, é hora de redobrar nossos esforços e perguntar 'o que pode ser feito' repetidas vezes." "Você precisa se concentrar no trabalho, não no desespero."
Veja Mais

20/01 - Mulheres fazem 75% de todo o trabalho de cuidados não remunerado do mundo
Estudo da Oxfam mostra que a força de trabalho feminina é invisível para o mercado. A senhora é assistida por três cuidadoras e uma enfermeira na casa em que mora sozinha em Bauru Reprodução/TV TEM Há hábitos e rotinas que não escravizam, como usualmente. Em vez disso, devem ser mantidos, para que a hipótese de constância possa ampliar uma rede de pensamentos e boas informações. Todos os anos, um dia antes de começar o Fórum Econômico Mundial, reunião de líderes e empresários abastados, a ONG Oxfam publica um relatório mostrando uma das múltiplas faces de seu tema de abrangência: a desigualdade social. Este ano não foi diferente. Ontem (19) à noite saiu do forno o relatório “Tempo de cuidar”, em que os estudiosos se debruçaram, mais uma vez, sobre um conteúdo que mostra o lado mais perverso do atual sistema econômico. Em resumo, 2.153 pessoas têm agora mais dinheiro do que os 4,6 bilhões de pessoas mais pobres do planeta. Mas quando se reflete sobre desigualdade, nada pode ser resumido. O relatório traz múltiplas informações, e eu busquei me deter naquela que dá título ao estudo. Tenho pensado muito sobre o trabalho das cuidadoras, não só por causa de visitas regulares a uma clínica geriátrica onde está a mãe de um amigo, como porque moro num bairro que, felizmente, tem bastante cabecinhas brancas, e elas são muito bem cuidadas. A tecnologia está nos proporcionando uma vida mais longa, e é preciso saber lidar com algumas privações que um corpo idoso oferece, oferecendo a ele mãos seguras que o amparem nos momentos de necessidade. A questão é que esta é uma das faces da desigualdade que vem se perpetuando no tempo. O trabalho das mulheres que cuidam, não só dos idosos como das crianças, embora seja crucial para o desenvolvimento de um país – como imaginar um alto executivo sem alguém na retaguarda, cuidando de sua casa e família, dando-lhe tranquilidade para tomar decisões importantes? – vem sendo recorrentemente subestimado. “Enfermeiras, faxineiras, trabalhadoras domésticas e cuidadoras são em geral mal pagas, têm poucos benefícios e trabalham em horários irregulares, além de sofrerem problemas físicos e emocionais”, diz o relatório. E o problema deve se agravar na próxima década conforme a população mundial aumenta e envelhece. Estima-se que 2,3 bilhões de pessoas vão precisar de cuidados em 2030 – um aumento de 200 milhões desde 2015. No Brasil, em 2050, serão cerca de 77 milhões de pessoas a depender de cuidado (pouco mais de um terço da população estimada) entre idosos e crianças, segundo dados do IBGE. A Oxfam calculou que esse trabalho agrega pelo menos US$ 10,8 trilhões à economia e que a maioria desses benefícios financeiros reverte para os mais ricos, que em grande parte são homens, avalia o estudo. No texto de apresentação à imprensa, a diretora executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia, lembra que “milhões de mulheres e meninas passam boa parte de suas vidas fazendo trabalho doméstico e de cuidado, sem remuneração e sem acesso a serviços públicos que possam ajudá-las nessas tarefas tão importantes”. As mulheres fazem mais de 75% de todo o trabalho de cuidado não remunerado do mundo e, frequentemente, segundo os dados do relatório da Oxfam, “elas trabalham menos horas em seus empregos ou têm que abandoná-los por causa da carga horária com o cuidado. Em todo mundo, 42% das mulheres não conseguem um emprego porque são responsáveis por todo o trabalho de cuidado – entre os homens, esse percentual é de apenas 6%”. Esses dados estarão sendo veiculados amanhã, na abertura do Fórum, para os ricos e empoderados senhores que estarão reunidos na gélida cidade suíça de Davos. Será que desta vez, ao menos, sairá dali alguma resolução que possa ajudar a dar os primeiros passos num problema que há décadas está estagnado? No apagar das luzes do século XX, o embaixador de carreira e representante do Irã nas Nações Unidas Majid Rahnema, compilou no livro “The post-development reader”, ainda sem tradução no Brasil, mais de trinta artigos de estudiosos do mundo todo, com o objetivo de oferecer aos estudantes dados que pudessem ampliar o conhecimento sobre os mitos e as realidades a respeito do desenvolvimento. No artigo escrito por Pam Simmons, chamado “Mulheres no desenvolvimento, uma ameaça à liberação”, a autora conta que já em 1975, na Conferência das Mulheres convocada pelas Nações Unidas no México, fez-se a denúncia de que as mulheres têm sido recorrentemente ignoradas em todas as políticas desenhadas para o desenvolvimento. Quase meio século depois o não reconhecimento permanece. Quem primeiro escreveu sobre este estado de invisibilidade das mulheres para o mundo do progresso foi a economista dinamarquesa Ester Boserup, em 1970. No livro “Woman´s Role in Economic Development” (O papel da mulher no desenvolvimento econômico”, em tradução literal), também sem tradução no Brasil, Boserup foca o trabalho na agricultura. E questiona o pensamento estagnado (olhem aí o lado nocivo do hábito) que considera “natural” a divisão de tarefas de trabalho, sobretudo na agricultura, que leva em conta o gênero. E faz uma provocação, lembrando que em algumas culturas a carga de trabalho segue regras completamente diferentes daquela em que ao homem são destinadas tarefas ditas pesadas, como caçar, e às mulheres restam todo o trabalho restante, não só de limpar o ambiente como de cozinhar e organizar a casa. “E essas culturas também acham natural seu jeito de ser”, comenta a economista. Mas, em geral, de fato no mundo agrícola quem aprende a lidar com as máquinas é o homem, enquanto as mulheres permanecem fazendo o trabalho com as mãos. Ester Boserup se preocupa bastante com os países pobres, foca a situação das mulheres em locais, como na Índia, onde o trabalho feminino cresceu na construção civil porque são elas que se subjugam a fazer tarefas como carregar cimento na cabeça por baixos salários. Mas cita também os Estados Unidos, onde o uso das máquinas vem sendo preferido ao uso de mãos humanas na agricultura, mas, em proporção, aumenta o número de mão de obra feminina - e mal paga – nos campos. Não são dados contemporâneos, certamente, mas conhecer o trabalho de Ester Boserup dá a dimensão de quão ignoradas são as recomendações para que se tire da invisibilidade a mão de obra feminina no mundo. Uma nova visão é preciso, alertou Pam Simmons em seu artigo escrito há pouco mais de duas décadas. Ela denuncia a opressão, feita por um poderoso grupo de homens, sobre as mulheres em todas as áreas, quer seja em países pobres como nos ricos. E fala às mulheres de países ricos: “É preciso combater a dominação ‘em casa’”. “No fim das contas, são os homens do Primeiro Mundo que possuem as maiores empresas, controlam as organizações internacionais, dominam os ‘think-tanks’ e visitam os bordéis nos centros de turismo do Terceiro Mundo e esperam deferência por parte de quem eles, financeiramente, ‘suportam’”, escreve ela. Fazer contato é o caminho que pode começar a desestruturar esta dramática realidade. Para isto, Simmons se reuniu com outras mulheres e conseguiu facilitar a comunicação entre a força feminina de países pobres e ricos. Eis a conclusão de uma estudante indiana que participou do encontro: “Sempre pensei que os valores ocidentais eram bons para o povo do Ocidente e que os valores orientais eram bons para o povo do Oriente. Agora eu sei que os valores ocidentais não são bons para o povo do Ocidente”. Muita coisa está fora da ordem, não só no mundo feminino, e não só no Ocidente, não só no Oriente. Por isso é preciso transpor fronteiras e espraiar mais e mais conhecimento, informação, dados, estudos. É no que acredito.
Veja Mais

20/01 - Parque Estadual do Morro do Diabo em Teodoro Sampaio estima abrigar de 20 a 30 onças-pintadas e pardas; veja VÍDEO
Vigilantes da unidade conseguiram registrar pela segunda vez, em uma semana, o felino às margens do Rio Paranapanema. Vigilantes do Parque Estadual do Morro do Diabo fazem novo registro de onça-pintada Novas imagens ressaltam a presença da onça-pintada (Panthera onca) no Parque Estadual do Morro do Diabo (PEMD), em Teodoro Sampaio (SP). Esta é a segunda aparição da espécie em uma semana e foi registrada por vigilantes do local. A gestão da unidade estima que a área abrigue de 20 a 30 indivíduos, entre onças-pardas e pintadas. Conforme o gestor do PEMD, Eriqui Inazaki, relatou ao G1, as imagens foram feitas por volta das 6h deste domingo (19), às margens do Rio Paranapanema, pelos vigilantes Rodrigo Alves e Claudinei de Freitas. “Devido ao bom estado de conservação do parque, elas estão fortes e saudáveis e costumam se alimentar próximo ao Rio Paranapanema”, comentou ao G1 o gestor do local. As principais presas da onça são mamíferos, como cotias, roedores e catetos. O Parque Estadual do Morro do Diabo tem aproximadamente 34.000 hectares, dos quais 40 quilômetros são margeados pelo Rio Paranapanema, e estima-se que a unidade abrigue de 20 a 30 onças, entre pardas e pintadas, ainda conforme Inazaqui. A primeira aparição registrada por vigilantes foi na semana passada, no domingo, dia 12. Vigilantes do Morro do Diabo registram imagens de onça-pintada durante ronda no Rio Paranapanema; veja VÍDEOS No entanto, Inazaqui contou ao G1 que a presença do felino já é notada há algum tempo. Câmeras Trap instaladas para pesquisa captaram o felino numa zona primitiva do parque em outubro do ano passado, por exemplo. “Registros como esses, com detalhes, são feitos quando existem pesquisas. Como são em áreas primitivas, a equipe de vigilância registra quando consegue, com celulares. Elas são muito rápidas”, comentou. O gestor do parque ressaltou ao G1 que “esses animais estão livres dentro do seu habitat original”. “Não trazem perigo ao homem, desde que não sejam ameaçados. E temos que preservar cada vez mais, pois é uma luta constante pela conservação dessa área tão importante para as gerações futuras”, salientou ainda. 'Intensidade ecológica' O biólogo Edson Montilha, que trabalha na Fundação Florestal, entidade que é responsável pela gestão do Parque Estadual do Morro do Diabo, explicou ao G1 que a onça-pintada é um animal criticamente ameaçado de extinção no Estado de São Paulo principalmente em decorrência da redução histórica das áreas de Mata Atlântica. “A Mata Atlântica é bastante fragmentada e reduzida. Existe uma grande biodiversidade por trás do aparecimento de uma onça-pintada, que é um predador do topo de cadeia. Isso mostra que tem intensidade ecológica na região do parque. Mostra que há recursos e alimentação para um animal desse porte, que necessita de uma grande área para viver, pois se desloca muito, e que tem como presas grandes mamíferos, como antas e capivaras”, salientou o biólogo ao G1. Montilha lembrou que, no planeta, a onça-pintada é considerada o terceiro maior felino, atrás apenas do leão e do tigre. O biólogo informou que a Fundação Florestal está iniciando, juntamente com parceiros, um projeto de monitoramento de grandes mamíferos no Morro do Diabo, através de câmeras que serão espalhadas pelo parque para acompanhar e registrar os deslocamentos dos animais, com a captação de imagens em fotos e vídeos durante 24 horas por dia. “O processo de licitação deverá ser aberto no mês que vem e a previsão é de que o sistema entre em operação já no primeiro semestre de 2020”, detalhou Montilha. Ele ainda lembrou ao G1 que o Morro do Diabo é um símbolo da preservação do mico-leão-preto, contando com a maior população do primata em Mata Atlântica no Estado de São Paulo. Risco de extinção A onça-pintada é o maior felino do continente americano. Tem até 1,90 metro de comprimento e 80 centímetros de altura. Os machos pesam cerca de 20% a mais do que as fêmeas, podendo chegar a 135 quilos. A onça-pintada pode viver em vários tipos de habitat, desde que uma parte da vegetação seja densa. É um animal solitário e territorial. Tem hábitos noturnos. Pode ocupar áreas de 22 km² a mais de 150 km² (dependendo da disponibilidade de presas). A espécie era encontrada desde o sudoeste dos Estados Unidos até o norte da Argentina. Mas está oficialmente extinta nos Estados Unidos e já é uma raridade no México. Na onça-pintada, ocorre também o fenômeno do melanismo, comum em outros felinos. A coloração amarela é substituída por uma pelagem preta. Dependendo da luz em que o animal se encontra, percebem-se as rosetas. O animal na forma melânica é chamado de onça-preta. As populações vêm diminuindo devido ao confronto com atividades humanas, como a pecuária. A espécie é classificada pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) e pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como vulnerável e está no Apêndice I da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies de Fauna e Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção (Cites). Ou seja, o risco de extinção está associado ao comércio e sua comercialização só é permitida em casos excepcionais, mediante autorização expressa. Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região.
Veja Mais

20/01 - Sudeste da Austrália é atingido por tempestades de poeira; veja VÍDEO
Massas de poeira gigantes foram vistas em várias partes do estado de Nova Gales do Sul. Em Canberra, uma tempestade trouxe granizo do tamanho de bolas de golfe. Nuvem gigante de poeira é vista em Nyngan, Nova Gales do Sul, Austrália Nuvem de poeira avança sobre uma rua em Dubbo, na Nova Gales do Sul, a 400km de Sydney, no domingo (19). Ian Harris/AP Nuvens gigantes de poeira e massas de granizo do tamanho de bolas de golfe foram vistas entre domingo (19) e esta segunda-feira (20) em Sydney e Canberra, no sudeste da Austrália. Não foi a primeira aparição das nuvens de poeira, que surgiram nos últimos dias em vários locais do estado de Nova Gales do Sul, onde fica Sydney. Vídeos postados na internet mostram as nuvens de terra avançando sobre ruas, casas e carros das cidades. Na foto, tirada no dia 17 de janeiro, uma menina corre em direção a uma tempestade de poeira em Mullengudgery, estado de Nova Gales do Sul, no sudeste australiano. Handout / Courtesy of Marcia Macmillan / AFP Moradores das cidades de Dubbo e Parkes descreveram o céu ficando laranja à medida que a tempestade se aproximava, e publicaram vídeos mostrando o céu completamente preto apenas alguns minutos depois, quando a tempestade desceu sobre as cidades, informou a rede de televisão americana CNN. As tempestades de poeira provavelmente foram provocadas por ventos fortes na área - rajadas de vento de até 107km/h em Dubbo e 95km/h em Parkes, de acordo com o Departamento de Meteorologia da Austrália. O estado sofre com uma seca há vários anos, o que significa que a terra está seca e o solo, solto - facilitando a poeira de ser levantada. Estado de Nova Gales do Sul e do Território da Capital Australiana foram atingidos por tempestades de granizo e poeira G1 A chuva amenizou a situação na noite de domingo (19), lavando a poeira em Dubbo e Parkes. A chuva também foi um alívio para os bombeiros de Nova Gales do Sul, que estão combatendo os piores incêndios que o país já viu em décadas. Na sexta-feira (17), a chuva havia caído, em 24 horas, na maioria dos focos de incêndio do estado, disse o Corpo de Bombeiros Rural. A foto, tirada no dia 17 de janeiro, mostra uma tempestade de poeira em Mullengudgery, no estado de Nova Gales do Sul. Handout / Courtesy of Marcia Macmillan / AFP Mas as chuvas não foram suficientes para apagar as chamas e provavelmente não serão suficientes para acabar com a seca, segundo apuração da rede de televisão americana CNN. A tempestade de poeira de domingo (19) foi a segunda no centro de Nova Gales do Sul em uma semana; outra tempestade gigante atingiu a cidade de Forbes, ao sul de Dubbo, na última quinta (16), informou o Nine News. Nuvem de poeira avança sobre uma rua em Dubbo, na Nova Gales do Sul, a 400km de Sydney, no domingo (19). Ian Harris/AP Tempestade de granizo Já capital do país, Canberra, no Território da Capital Australiana, foi atingida por uma tempestade de granizo nesta segunda (20). Alguns pedaços tinham o tamanho de bolas de golfe, segundo a CNN. O granizo parou após cerca de 15 minutos, mas as pedras, com cerca de 5 cm de largura, foram suficientes para quebrar janelas e ferir dezenas de pássaros, disse Tom Swann, pesquisador do Instituto Australiano de Canberra. Ele encontrou uma cacatua machucada e a levou ao veterinário. Havia um "fluxo constante de pássaros feridos entrando [no consultório]", relatou à CNN. Tempestade de granizo em Canberra, Austrália, nesta segunda-feira (20). Tom Swann/The Australia Institute via AP A tempestade de granizo segue para o leste, em direção às cidades costeiras de Sydney, Wollongong e Newcastle, de acordo com o Departamento de Meteorologia. A agência alertou que as cidades podiam ter "ventos prejudiciais (possivelmente destrutivos), grandes pedras de granizo (possivelmente gigantes) e fortes chuvas". Bola de granizo foi vista próximo ao prédio do Parlamento australiano em Canberra nesta segunda-feira (20). Handout / Courtesy of Don Arthur / AFP Há oito dias, o céu de Canberra também já havia ficado coberto de fumaça vinda dos incêndios que atingem o país. Fumaça cobre o céu de Canberra no dia 12 de janeiro. Tracey Nearmy/AP Os incêndios florestais e as tempestades de poeira foram exacerbados pelo calor e pela seca extrema. A vegetação da Austrália está secando desde janeiro de 2017 - a pior seca já registrada. O estado de Nova Gales do Sul recebeu menos de 25 mm de chuva por ano nos últimos três anos, o que nunca aconteceu antes. Imagens mostram inundações em Gold Coast, na Austrália, após chuvas fortes atingirem o leste do país, enquanto outras regiões seguem sendo atingidas por incêndios florestais Australian Broadcasting Corporation, Channel 7, Channel 9 via AP A seca piorou os fenômenos naturais, como a tempestade de poeira de domingo - e também devastou os meios de subsistência das pessoas: criadores de gado e ovelhas viram suas terras rachadas e ressecadas nos últimos anos, e muitos estão lutando para manter seus animais vivos. Milhares de pessoas já foram às ruas no país para cobrar medidas mais duras para lidar com o problema.
Veja Mais

19/01 - Voluntários plantam 600 mudas para ajudar na recuperação de nascente em Jaru, RO
Local sofre com processo de assoreamento, segundo biólogo. Equipe é formada por proprietários rurais, voluntários do grupo Água Viva e crianças Grupo plantando mudas de árvores em uma área de preservação permanente de Jaru (RO). Grupo Água Viva/Divulgação Cerca de 30 pessoas plantaram 600 mudas de árvores em uma área de preservação permanente no sítio J5 em Jaru (RO) no Vale do Jamari. A equipe é composta por proprietários rurais, voluntários do grupo Água Viva e crianças que decidiram passar o sábado (11) cuidando do meio ambiente. Os voluntários plantaram as mudas perto de uma nascente degradada. Eles acreditam que essa ação é o primeiro passo para a recuperação do local. A propriedade é da família de dona Leontina Franco desde a década de 1970. Quando os pais dela chegaram ao local existia uma nascente que abastecia a casa da família. Recuperação de nascentes “Aqui corria uma água muito bonita e a gente não tinha consciência que deveria cuidar então aqui era passador de gado, a gente passava cavalo e aí ela foi se acabando. Conforme o gado passava aqueles 'terrões' iam caindo e hoje está aqui desse jeito", explica Leontina. A moradora afirma que a família já tentou recuperar a nascente, mas a esperança de revitalizar o córrego só veio com a ajuda dos voluntários do grupo Água Viva. Grupo trabalha recuperando nascente em Jaru (RO). Grupo Água Viva/Divulgação O grupo Água Viva surgiu em 2017 e atualmente conta com mais de 100 integrantes. O trabalho é totalmente voluntário. A agrônoma Elisangela Barbosa levou o filho Alexandre de 6 anos para participar da atividade. "Eu joguei pó de pedra, plantei a árvore, eu cavaquei”, fala o menino contente. Elisangela diz que faz questão de incluir o pensamento ecológico a rotina da família. Um exemplo disso é que na festa de aniversário de cinco anos de Alexandre ela distribuiu mudas de árvores para os convidados. "Não sobrou nenhuma e teve convidado que perguntou se não havia outras para levar". Alexandre Barbosa, de 6 anos, plantando mudas em Jaru (RO). Grupo Água Viva/ Divulgação O trabalho também foi acompanhado pelo biólogo Elisandro Campos. De acordo com ele, o local sofre com um processo de assoreamento, que acontece quando cursos d'água são afetados pelo acúmulo de sedimentos, por isso a inclusão de novas mudas ao solo deve ser feita de forma cuidadosa para não desgastar ainda mais local. "A gente precisa de bastante raízes, precisa de bastante copa pra proteger essa área, evitar que mais terra desça. A gente tem que ter esse cuidado ao colocar cada espécie dentro de um ambiente”, diz o biólogo. Voluntários plantaram 600 mudas em Jaru (RO) Grupo Água Viva/Divulgação Para a proprietária do local a ação é um sonho sendo realizado. "Eu fiz uma vez, meu irmão cercou eu tentei reflorestar sozinha, mas uma andorinha sozinha não faz verão. E depois, com surgimento desse grupo, que veio assim como uma bênção do céu, hoje a gente começa a realizar um sonho, recuperar o que a gente destruiu", comemora Leontina Franco.
Veja Mais

19/01 - Parques estaduais são opções turísticas durante o verão na Zona da Mata
O G1 separou roteiros dos parques Ibitipoca, Serra do Brigadeiro e Serra Negra da Mantiqueira. Para aproveitar o período de alto verão, o G1 selecionou três roteiros de parques estaduais na Zona da Mata que valem a visita. Com cachoeiras, montanhas, trilhas, picos e natureza abundante, confira as opções da região: Parque Estadual do Ibitipoca - Cachoeira dos Macacos forma piscina natural no Circuito das Águas Dimas Stephan/G1 Parques estaduais Ibitipoca Parque Estadual do Ibitipoca - vista o mirante Janela do Céu Dimas Stephan/G1 O Parque Estadual do Ibitipoca, considerado por sites especializados em viagem como o terceiro melhor parque da América Latina, recebeu 14.235 visitantes no mês de janeiro de 2019. A expectativa do Instituto Estadual de Florestas (IEF) é que este número aumente em 2020. Ainda segundo o IEF, é o parque mais visitado de Minas Gerais e, por conta disto, tem o número limite de 1.000 visitantes por dia. A área do parque abrange os municípios de Lima Duarte e Santa Rita do Ibitipoca. O parque é dividido em quatro circuitos: Circuito das Águas, Circuito Janela do Céu, Circuito do Pião e Circuito Alto das Águas. Nos três primeiros, as trilhas são estruturadas para facilitar o acesso aos atrativos e contribui para a conservação e manutenção das áreas naturais. O Circuito Alto das Águas não conta com sinalização, sendo necessário acompanhamento de condutor ambiental. Confira os circuitos: Circuito das Águas: Os atrativos deste circuito são de fácil acesso. Ao longo da trilha existem mirantes que foram instalados como forma de promover segurança e conforto ao visitante, além de possibilitar a contemplação da paisagem. O circuito tem aproximadamente 5 km de extensão com grau de dificuldade médio a baixo, dependendo do atrativo e das condições físicas do visitante. Destaque do circuito: prainha, gruta dos gnomos, lago das miragens, ponte de pedra, cachoeira dos macacos, lago dos espelhos. Circuito do Pião: conta com grau de dificuldade médio, pois é um circuito longo, com muitas subidas. Tem aproximadamente 9 km de extensão, pode ser visitado juntamente com o Circuito Janela do Céu. Os atrativos do circuito são: Monjolinho, Gruta do Pião, Pico do Pião, Gruta dos Viajantes. Circuito Janela do Céu: é o que conta com maior grau de dificuldade, por ser o mais longo do parque, totaliza 16 km de percurso. Atrativos: Pico do Cruzeiro, Gruta da Cruz, Lombada, ponto mais alto do parque com 1.784 metros, Gruta dos Fugitivos, Gruta dos Três Arcos, Gruta do Moreiras, Janela do Céu, Cachoeirinha. Circuito Alto das Águas: só é visitado com a presença de um condutor ambiental. Apesar de ser um circuito de fácil acesso, a permissão de visitação somente com condutor se deve ao fato de o circuito ainda não ter sinalização e intervenções necessárias, como pontes e escadas. Os atrativos são: Cachoeira do degrau, Cachoeira do Encanto, Campari, Cachoeira da Pedra Furada. Para chegar ao local, é necessário ir até Lima Duarte, seguir para o Distrito de Conceição de Ibitipoca por 26 km em estrada não-pavimentada. Do Distrito de Conceição de Ibitipoca ao parque são mais 3km de estrada calçada. O Parque Estadual do Ibitipoca cobra R$ 20 em dias úteis e R$ 25 em finais de semana, feriados nacionais e estaduais de Minas Gerais. A visitação pode ser feita todos os dias, inclusive feriados, das 7h às 18h. Serra do Brigadeiro Parque Estadual da Serra do Brigadeiro em Minas Gerais Instituto Estadual de Florestas/Divulgação O Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, com mais de 14 mil hectares de extensão, abrange os municípios de Divino, Ervália, Fervedouro, Miradouro, Muriaé, Pedra Bonita, Sericita e Araponga. A Serra do Brigadeiro tem inúmeras nascentes, que contribuem de maneira significativa para a formação de duas importantes bacias hidrográficas de Minas Gerais: a do Rio Doce e a do Paraíba do Sul. Para os turistas, entre as atrações imperdíveis do local estão as tilhas até os picos, cobertos por neblina. Entre os picos mais visitados, estão o do Soares, com 1.985 metros de altura, o do Campestre, com 1.908 metros, o do Grama, com 1.899 metros e do Boné, com 1.870 metros. Segundo o IEF, todas as trilhas que dão acesso a esses locais são sinalizadas. Considerado um paraíso botânico, o parque constitui um ecossistema rico em espécies vegetais como bromélia, peroba, ipê, orquídea, cajarana, jequitibá, óleo-vermelho, palmito doce, cactus, entre outras espécies. Em janeiro de 2019, de acordo o IEF, 1.045 pessoas visitaram o parque. Para chegar até a Serra do Brigadeiro, existem dois portais de acesso. Um deles é pela cidade de Araponga e outro é pela Portaria Pedra do Pato, em Fervedouro. O local funciona para visitação de terça-feira a domingo, de 8h às 17h. A entrada é gratuita. Parque Estadual da Serra do Brigadeiro Assessoria/Divulgação Serra Negra da Mantiqueira Vista parcial da Serra Negra da Mantiqueira, que batizaria o parque a ser criado na Zona da Mata Lúcio Lima/Arquivo pessoal O Parque Serra Negra da Mantiqueira foi criado pelo Governo de Minas em 2018 e ainda não tem contabilizados dados de visitação, segundo o IEF. O local abrange parte dos municípios de Olaria, Lima Duarte, Rio Preto e Santa Bárbara do Monte Verde. De acordo com o IEF, o local onde hoje se encontra o parque sofreu ao longo dos anos com vários impactos negativos, como queimadas e pecuária na região dos campos naturais, supressão de vegetação florestal, caça de animais silvestres, mineração de areia nas encostas da serra, bem como a extração de cascalho, o que causou impactos no solo, assoreamento de rios e córregos. A criação do Parque Estadual da Serra Negra da Mantiqueira foi uma das formas de preservação de áreas estratégicas para a conservação da biodiversidade, especificamente da fauna e flora ameaçadas de extinção e endêmicas. O Serra Negra da Mantiqueira conta com um grande quantidade de trilhas, grutas, mirantes, picos e cachoeiras. Além da possibilidade de estabelecer travessias e trilhas de longo percurso, que liga diferentes vilas e comunidades, além de diferentes pontos da serra. Algumas das cachoeiras em destaque são o Complexo do Marciano, próximo a Olaria, com uma queda d'água de até 60 metros; a Cachoeira do Nariz, que tem formato de carranca e a Cachoeira de Água Vermelha, em Rio Preto, na saída da Comunidade do Funil para a Serra Negra. O parque ainda não tem portarias e a entrada é gratuita. O acesso se dá através da MG-353, nos municípios de Santa Bárbara do Monte Verde e Rio Preto, e da BR-267, nos municípios de Olaria e Lima Duarte. Preservação de recursos hídricos é uma das justificativas para a criação do Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira Lúcio Lima/Arquivo pessoal
Veja Mais

19/01 - O insolúvel mistério da física: por que os gatos caem sempre de pé?
Tentativas de dar uma explicação científica a essa habilidade, comumente conhecida como reflexo de endireitamento, são quase tão antigas quanto o próprio estudo da física. De alguma forma, ainda é um mistério para a comunidade científica como os gatos conseguem cair de pé Getty Images/ BBC Como os gatos conseguem cair sempre em pé? Esse é um quebra-cabeças que deveria ser fácil de resolver, mas tem tomado muito tempo dos físicos e ainda precisa ser extensivamente estudado. As tentativas de dar uma explicação científica a essa habilidade, comumente conhecida como reflexo de endireitamento de um gato, são quase tão antigas quanto o próprio estudo da física. O primeiro a publicar uma pesquisa sobre o assunto foi o cientista francês Antoine Parent no ano de 1700. Para contextualizar, Isaac Newton ainda estava vivo na época e o grande trabalho dele, Princípios Matemáticos da Filosofia Natural, tinha sido publicado havia apenas 13 anos. Por que achamos que os gatos são ‘antissociais’ Gatos podem superar cães como animais de estimação no Brasil em cinco anos, diz veterinária Veterinários criam hotel exclusivo para gatos O interesse final de Parent não era apenas entender a queda dos felinos, mas também pesquisar como objetos grandes e pesados ​​se movem e giram e, ao mesmo tempo, caem em uma posição de equilíbrio. Quase como uma reflexão tardia, Parent sugeriu que, assim como um objeto pesado poderia tombar com o lado pesado para baixo na água devido ao choque de gravidade e a uma força flutuante para cima, um gato em queda livre poderia ajustar sua coluna para virar-se, movendo seu centro de gravidade sobre o centro de flutuabilidade. Essa ideia está errada, uma vez que a flutuabilidade do ar é muito fraca para afetar um gato durante a queda. Mesmo assim, essa explicação, e outras derivadas dela, permaneceram comuns em livros populares sobre gatos durante a metade do século 19. A comunidade física, no entanto, já havia encontrado outras explicações. No início do século 19, havia um crescente reconhecimento de que certas propriedades fundamentais da natureza são preservadas em qualquer processo físico. Muitas pessoas estão familiarizadas com o conceito de conservação de energia, a ideia de que a energia não é criada nem destruída, mas transformada. Modelo de Rademaker e Ter Braak revelou o movimento mais importante entre aqueles que fazem os gatos caírem em equilíbrio Getty Images/ BBC Por exemplo, quando um carro se move, isso ocorre por conta da conversão da energia química do combustível no movimento mecânico das rodas. Quando o carro para devido à ação dos freios, o movimento se transforma em energia térmica devido ao atrito. Está provado que esse fato é preservado em qualquer processo físico. Para um único objeto em movimento, o impulso é o produto da massa vezes a velocidade, e os objetos mais pesados ​​e mais rápidos têm mais impulso do que os leves e lentos. Outra lei de conservação foi reconhecida em meados do século 19: o princípio de conservação do movimento angular. Uma consequência imediata dessa lei é a observação de que não é possível que um objeto comece a girar sem que outro objeto gire na direção oposta, com a mesma magnitude cinética. Isso é muito fácil de perceber. Se você se senta em uma cadeira com rodas de escritório e vira o corpo para a esquerda, a cadeira gira para a direita. Uma vez que a lei da conservação de energia foi reconhecida, os físicos logo determinaram que um gato simplesmente não poderia girar sobre si mesmo em queda livre assim que começa a cair. O consenso foi de que um gato, no momento em que começa a cair, deve ser empurrado para fora de sua cavidade para criar uma rotação inicial que o faz aterrissar em pé. Mas essa explicação foi derrubada no dia 22 de outubro de 1894, na Academia Francesa de Ciências, pelo fisiologista Etienne-Jules Marey. Ele apresentou uma sequência inédita de fotografias de um gato caindo, tiradas em alta velocidade, mostrando claramente que o gato começa a cair de cabeça para baixo, sem qualquer rotação, mas ainda assim consegue se virar e cair de pé. Fisiologista francês Etienne-Jules Marey derrubou a teoria do movimento angular na queda do gato Getty Images/ BBC A revelação das fotografias levou caos à sala. Um membro da Academia declarou que Marey "havia lhes apresentado um paradoxo científico em contradição direta com os princípios mecânicos mais elementares". Onde os cientistas tinham errado? Eles sucumbiram ao ditado de que "um pouco de conhecimento é algo perigoso". Os físicos, tendo reconhecido recentemente a conservação do momento angular, concentraram sua atenção no estudo de corpos rígidos rotativos, como uma roda de bicicleta ou um planeta que gira. Mas um gato, como muitos de seus parentes, está longe de ser um corpo rígido. Os gatos podem se dobrar, girar e geralmente mover várias partes de seu corpo para obter uma rotação completa, sem nenhum movimento angular. Então, como fazem para cair de pé? Larry, o gato mais famoso do Reino Unido, é o mascote de Downing Street, residência oficial do Reino Unido BBC Para ser justo, os físicos rapidamente reconheceram seu erro e propuseram vários mecanismos pelos quais um gato pode se endireitar usando várias manipulações de partes seu corpo. O mais importante desses mecanismos foi mostrado pelos fisiologistas holandeses G.G.J. Rademaker e J.W. Ter Braak alguns anos depois, em 1935. Na época, a questão do endireitamento de um gato havia sido chegado a pesquisadores do cérebro. Eles queriam entender quais partes do sistema nervoso do gato controlavam esse reflexo. Rademaker e Ter Braak ajudaram a responder a essas perguntas, mas, durante o processo, consideraram as explicações físicas insatisfatórias e decidiram construir suas próprias. Eles imaginaram o gato como se fossem dois cilindros. Se o gato se dobrar pela cintura, ele pode torcer as duas metades do corpo em direções opostas, fazendo com que seus angulares opostos se cancelem em grande parte. Quando se dobra, seu corpo é orientado em uma direção diferente, embora o gato não tenha um momento angular fixo quando começa a cair. Esse movimento, agora conhecido como modelo "dobrar e girar" para endireitar um gato, é possivelmente a manobra mais importante que esse felino realiza durante o endireitamento. Mas a pesquisa sobre a física por trás desse fenômeno não terminou aqui. Rademaker e Ter Braak apresentaram apenas o modelo mais simples de um gato em rotação. Eles capturaram a essência do movimento, mas não todos os detalhes. O que podemos aprender com os gatos em queda? No final dos anos 1960, o mistério voltou a gerar interesse porque a Nasa (agência espacial americana) queria ensinar seus astronautas a girar em ambientes flutuantes. Desta vez, o desafio foi assumido pelos engenheiros da Universidade Stanford, que usavam simulações em computador para redefinir o modelo dos fisiologistas. No entanto, não está claro se alguma vez os astronautas tentaram executar o movimento "dobrar e girar" no espaço. Hoje, as pesquisas sobre o movimento dos gatos continua em outro campo de estudo: a robótica. Os engenheiros têm sido frequentemente inspirados pela natureza para projetar robôs melhores. E os gatos fornecem uma estratégia para fazer com que o robô caia de pé — minimizando os danos físicos provocados pela queda. Vários protótipos de gatos robóticos foram criados, mas nenhum deles conseguiu adaptar sua queda para chegar ao chão em pé, independentemente de sua posição inicial. Então, como o gato faz isso? Parece que a resposta é bastante complicada. Gato aguarda para adoção em Resende, em imagem de arquivo Divulgação/PMR Embora o "dobrar e girar" seja a manobra mais importante, o gato usa claramente diferentes movimentos para girar da maneira mais rápida e eficiente. Embora os físicos muitas vezes busquem a solução mais simples para um problema, a natureza busca o mais eficaz, independentemente de quão complicado seja. O instinto dos físicos de procurar soluções simples ainda leva a discrepâncias. Em resposta a um artigo científico recente que apresentei sobre a matemática do reflexo dos gatos durante sua queda, um crítico argumentou que o modelo "dobrar e girar" deve estar errado, porque ele viu um vídeo no YouTube de um gato caindo e o animal não parecia se mover dessa forma. Os gatos são conhecidos por serem os guardiões dos segredos, e seu reflexo no endireitamento continua sendo um mistério para muitos cientistas até hoje. VÍDEO Em dezembro, o programa Estúdio I, da GloboNews, mostrou o caso de um gato com próteses que faz sucesso nas redes sociais. Confira: Gato com próteses vira estrela nas redes sociais
Veja Mais

19/01 - Veja 5 dicas de passeios gratuitos para fazer nas férias na Ilha de São Luís
G1 MA apresenta lugares para quem curte praia, praticar esportes, descansar e até tomar um banho no mangue. Espigão é um ótimo ponto para observar o mar, em São Luís Rafael Cardoso/G1 Maranhão Em meio ao período de férias, não faltam lugares gratuitos para visitar na grande Ilha de Upaon-Açu, ou 'Ilha de São Luís'. A região reúne praças, reservas, praia e muitos manguezais que são livres para visitação. O G1 Maranhão levantou cinco locais em várias regiões da ilha para quem gosta de sol, tranquilidade ou mesmo um banho no mangue. Porto da Salina, em Paço do Lumiar Pescadores entrando no mar no Porto da Salina, em Paço do Lumiar Rafael Cardoso/G1 Maranhão Dois quilômetros após o Porto do Mocajituba, em Paço do Lumiar, fica a entrada para o Porto da Salina. Antigamente, o lugar era predominantemente visitado por pescadores e caçadores de caranguejo, mas o crescente povoamento da região atraiu novos banhistas. Entrada do Porto da Salina, próximo ao Porto do Mocajituba, em Paço do Lumiar Rafael Cardoso/G1 Maranhão O local é relativamente pequeno, mas possui uma vista ampla do braço do rio Paciência que caminha para o oceano. Também é possível vislumbrar os manguezais e várias espécies de pássaros, além de garças e até guarás. Vista para o rio Paciência e o mangue no Porto da Salina, em Paço do Lumiar Rafael Cardoso/G1 Maranhão Quem chegar ao local na temporada de chuvas vai se deparar com uma área de mangue, muitos pescadores, e poderá ainda apreciar o momento da 'andada' do caranguejo. Banhar fica mais difícil, já que o ambiente fica mais úmido e com muita lama. Caranguejo é um dos animais que podem ser vistos no Porto da Salina Rafael Cardoso/G1 Maranhão Por isso, para entrar no mar será preciso meter o pé na lama. Mas fora da temporada de chuva, parte da área de terra deixa de ser lama de mangue, deixando a região com a leve aparência de praia. Fora do período chuvoso, uma parte do Porto da Salina fica com aparência de praia Rafael Cardoso/G1 Maranhão Parque do Itapiracó - São Luís Parque do Itapiracó possui uma longa pista para corredores e ciclistas Rafael Cardoso/G1 Maranhão Localizado dentro da Reserva do Itapiracó na região do Turu, em São Luís, o parque conta com uma área de 322 hectares e é uma opção para praticantes de esportes, como corrida ou ciclismo. O local possui várias praças, campo de futebol, parquinhos infantis, circuito de skate e ainda um calçadão comprido que passa por dentro da reserva. Serve para passeios, locais de encontro das pessoas. Tem bastante opções de atividades. Eu uso para correr e praticar atividade física. Trago meu filho e minha esposa e eles ficam vão lá no parquinho" Mosses Rodrigues diz que curte praticar esportes no Parque Itapiracó, em São Luís Rafael Cardoso/G1 Maranhão Para quem vai de carro, há estacionamentos com capacidade de até 250 veículos. O ambiente é calmo, com muito vento e no meio da natureza. No vídeo abaixo, sinta um pouco como é o clima da reserva durante o final da tarde, com vários visitantes. Final da tarde atrai muitos corredores ao Parque do Itapiracó, em São Luís Praça do Viva - Raposa Viva Raposa também é local onde embarcações atracam e possui uma grande vista para o mar Reprodução/TV Mirante A praça fica no centro da cidade de Raposa, na região metropolitana de São Luís, e serve como um ponto de encontro de tudo o que o município entrega de melhor. Ao redor, várias lojinhas chamam a atenção pela arte das rendeiras, que trazem consigo uma tradição centenária de confecção de redes, peças de roupa e muito mais. A cultura das rendeiras na Raposa Ainda na praça há um pequeno espigão que serve de contenção para o avanço do mar e é usado como um ponto para tirar fotos e aproveitar a brisa do litoral. Em outros pontos dá para curtir o sol e a areia da praia. Rendeiras do MA usam método tradicional para fazer renda Na Praça do Viva também fica o Centro de Apoio ao Turista, que auxilia o visitante sobre outros passeios na Raposa, mas que são pagos. O custo principal é pelo transporte de barco até praias da região. A mais famosa é da praia do Carimã, ou 'fronhas maranhenses', porque lembra os Lençóis Maranhenses de Barreirinhas e Santo Amaro. Conheça as Fronhas Maranhenses no quadro 'Tô de Férias' Parque do Rangedor - São Luís No Parque do Rangedor, é comum encontrar famílias reunidas aproveitando o ambiente calmo do lugar. Rafael Cardoso/G1 Maranhão Localizado na região do Cohafuma e próximo a Assembleia Legislativa do Maranhão, o parque fica dentro da Reserva do Rangedor, uma área de proteção ambiental com 3,5 km de pista para caminhada e ciclovia. Tudo passa por dentro da reserva e dá ao visitante a sensação de se exercitar em meio a natureza. Corredor tem a sensação de correr no meio da natureza, no Parque do Rangedor Rafael Cardoso/G1 Maranhão Apesar de atrair muitos atletas, o que mais está chamando a atenção do público é a parte da entrada do parque, que reúne pessoas em um clima mais 'família'. Isso porque é comum encontrar avós, pais e filhos reunidos para brincar, conversar ou mesmo desfrutar de um piquenique. "Achei bacana. A estrutura e a segurança. É bom para idoso, criança e até cachorro", disse a matriarca da família Napoleão, presente no parque. Família Napoleão presente no Parque do Rangedor para fazer um piquenique Rafael Cardoso/G1 Maranhão Na área central do parque há duas quadras poliesportivas, uma quadra de areia e uma de tênis, além de academia, parquinho para as crianças e estacionamento para até 500 veículos. O Parque do Rangedor funciona todos os dias, das 5h às 22h. Área com parquinho e quadras esportivas no Parque do Rangedor Rafael Cardoso/G1 Maranhão Espigão costeiro - São Luís Vista do Espigão Costeiro, em São Luís Rafael Cardoso/G1 Maranhão Na região da Ponta d'Areia, em São Luís, um dos lugares mais procurados por turistas é o Espigão Costeiro. Construído para ser uma barreira para o avanço do mar, o local se tornou conhecido por ser um dos melhores lugares para apreciar o pôr do sol. "Estou de férias e é a primeira vez que vim conhecer. Achei legal e muito bonito", contou a estudante Lorena Almeida. Família Almeida estava aproveitando as férias no Espigão Costeiro Rafael Cardoso/G1 Maranhão O local também possui uma vista privilegiada para o Centro Histórico de São Luís e reúne diversos food trucks. Ao lado, quando a maré está baixa, também dá para aproveitar toda a extensão da praia da Ponta d'Areia. As famílias Silva e Gomes também aproveitaram a tarde livre para apreciar a brisa do mar, curtir a praia e tirar fotos no local. "A praia é o que mais me atrai aqui nessa região do espigão", disse a estudante Emanuellen Silva. Família Silva e família Gomes reunidas no Espigão Costeiro, na Ponta d'Areia Rafael Cardoso/G1 Maranhão
Veja Mais

18/01 - Com sede, coala lambe asfalto molhado na Austrália; VÍDEO
Chuva forte atingiu sudoeste australiano após onda de calor causar incêndios que matar 1 bilhão de animais. Com sede, coala lambe asfalto molhado na Austrália Uma família registrou o momento em que um coala, com sede, lambe o asfalto molhado de uma rodovia no sudeste da Austrália. Veja o VÍDEO acima. De acordo com a agência Reuters, o animal foi visto na quinta-feira (16), no meio da estrada perto da cidade de Moree. A moradora da região Pamela Schramm seguia com a família para fazer compras quando flagrou o coala sedento. ENTENDA: O drama dos coalas encurralados pelo fogo CONHEÇA BEAR: O cachorro que ajuda a salvar coalas dos incêndios Coala flagrado bebendo água do asfalto na Austrália Pamela Schramm via Reuters Pelas redes sociais, Pamela comentou o resgate. "De partir o coração ver essa criatura fofa beber pela primeira vez em tanto tempo", disse. Ela afirmou que levou para o coala bebedouros especiais para animais. "A Austrália vai mal. Poeira e fumaça cobrindo tanto de nosso lindo país", comentou a autora do vídeo. Em novembro, um vídeo que mostrava uma mulher resgatando um coala em meio às chamas comoveu os australianos. Mesmo com todos os cuidados, ele não resistiu às queimaduras e morreu. AJUDA: Com helicópteros, governo joga alimentos para animais Depois do fogo, chuva Foto aérea mostra a destruição na Ilha Kangaroo, na Austrália, nexta quinta (16), após incêndios florestais Peter Parks/AFP Após uma onda de calor que gerou incêndios e matou um bilhão de animais, uma tempestade atingiu a província de Nova Gales do Sul — onde foi feito o registro do coala com sede. O Escritório de Meteorologia da Austrália registrou 51,2 milímetros de chuva no dia em que a família de australianos flagrou o animal bebendo água do asfalto. Chuvas atingem costa leste da Austrália e ajudam a apagar parte dos incêndios florestais SAIBA MAIS: O que a Austrália está fazendo para combater os incêndios SEGUNDO NASA: Fumaça de incêndios na Austrália deve dar volta ao mundo
Veja Mais

18/01 - 150 ativistas do clima são detidos durante protesto em Salão do Automóvel de Bruxelas
O grupo pacifista, Extinction Rebellion, que faz ações para alertar sobre o aquecimento global, convocou seus seguidores pela internet. Cerca de 150 pessoas foram detidas após uma ação em que os ativistas se deitaram no chão para bloquear a passagem no salão do automóvel François Walschaerts / AFP O grupo ativista climático Extinction Rebellion (XR) organizou uma série de ações para denunciar a poluição e o aquecimento global durante o Salão do Automóvel em Bruxelas neste sábado (18). Fontes de energia renováveis na Suécia são exemplo para o Brasil Energia limpa, reciclagem e multas: como 5 países fazem a diferença contra o aquecimento global Cerca de 150 pessoas foram detidas após uma ação em que os ativistas se deitaram no chão para bloquear a passagem no salão, informou a polícia belga. O grupo pacifista, que faz ações para alertar sobre o aquecimento global, convocou seus seguidores pela internet a participarem de uma atividade neste sábado no que chamou de “Salão das Mentiras”. O objetivo era bloquear a exposição de lançamentos automobilísticos e de difundir mensagens sobre o papel da indústria do automóvel no colapso climático, informou o grupo em um comunicado publicado nas redes sociais. 150 manifestantes são detidos na Bélgica François Walscherts/ AFP Na entrada principal do salão, o grupo instalou um cartaz pedindo o fim das " emissões de CO2". De acordo com as instruções do movimento, os ativistas dispersaram as ações realizadas por pequenos grupos em vários pontos diferentes da feira. Alguns ativistas acorrentaram-se ao volante de carros em exposição, outros veículos foram etiquetados ou pulverizados com cor de sangue. No estande da gigante petrolífera Shell, um ativista com o torso nu pintado com tinta cor de sangue expunha sobre o corpo a inscrição "Shell mata", enquanto outros ativistas mascarados distribuíam panfletos aos visitantes. "Nós o chamamos de 'Salão das Mentiras' porque não acreditamos mais na indústria automotiva para fornecer soluções para esta crise ecológica e climática. Ela já mentiu no passado, continua a mentir e continuará mentindo para nós", disse uma das porta-vozes da XR identificada como Sarah. Apesar do sucesso das ações, a polícia conseguiu deter alguns dos organizadores do protesto antes mesmo de entrarem ao salão. Segundo os policiais no local, os manifestantes detidos seriam identificados e depois liberados. Consumo de energia renovável é prioridade em Santa Catarina
Veja Mais

18/01 - Papa Francisco homenageia pescadores que limpam o mar: 'Iniciativa muito importante'
Pontífice falou aos pescadores de San Benedetto del Tronto, cidade do centro da Itália situada no Adriático. Papa Francisco homenageia pescadores que limpam o mar Vatican News O papa Francisco prestou uma homenagem, neste sábado (18), aos pescadores que limpam o mar, recuperando os resíduos de suas redes para reciclá-los, e estimulou que este modelo seja copiado no mundo todo. "Gostaria de manifestar meu especial agradecimento pela limpeza dos fundos marinhos", disse o sumo pontífice aos pescadores de San Benedetto del Tronto, uma cidade do centro da Itália situada no Adriático. "Esta iniciativa é muito importante, pela grande quantidade de resíduos, especialmente de plástico, que vocês recuperam e, acima de tudo, porque isso pode ser - e já está se tornando - um modelo reproduzível em outros regiões da Itália e no exterior", completou Francisco, ao recebê-los no Vaticano. Estes pescadores coletam o lixo, voluntariamente, e depois separam este material para que possa ser reciclado. A cada semana, eles retiram das águas cerca de uma tonelada de lixo. Deste total, em torno de 60% é de plástico. Calcula-se que 80% dos resíduos nos oceanos sejam procedentes de terra firme, e os 20% restantes, da indústria pesqueira e da navegação.
Veja Mais

18/01 - Por que a maçã vermelha corre risco de desaparecer
Humanos deram preferência à fruta na cor vermelha por gerações, mas agora ela é ameaçada pelo aumento da temperatura no planeta. Até no 'berço' das maçãs silvestres, variedades estrangeiras e conhecidas pela forte cor vermelha estão sendo cultivadas Getty Images/ BBC Quando você pensa em uma maçã, provavelmente a imagina na cor vermelha. Até existem outras variedades, como as amarelas e verdes que às vezes vemos no supermercado. Em alguns lugares, é possível até encontrar variedades listradas e manchadas com uma profusão de tons, como a do tipo Cox. Mas é o vermelho que costuma colorir as maçãs dos livros usados para alfabetizar. Isto não é trivial, porque as maçãs nem sempre foram tão monocromáticas. Os ancestrais da maçã moderna eram árvores silvestres que cresciam no que é hoje o Cazaquistão, na encosta ocidental das montanhas que fazem fronteira com a China. Hoje, macieiras selvagens ainda crescem ali, perfumando o ar com frutas caídas e alimentando os ursos que cruzam a floresta — embora o número de maçãs silvestres tenha diminuído 90% nos últimos 50 anos, graças à interferência humana. As maçãs silvestres variam do amarelo pálido ao vermelho cereja e o verde primavera, mas o vermelho não é, geralmente, mais proeminente do que as outras cores. A cor da maçã corresponde ao nível de expressão de certos genes em sua casca, conforme já demonstraram cientistas. David Chagne, geneticista da Plant and Food Research na Nova Zelândia, explica que conjuntos de enzimas trabalham juntos para transformar certas moléculas em pigmentos chamados antocianinas, as mesmas que dão cor à batata doce roxa, às uvas e às ameixas. Os níveis dessas enzimas são controlados por um fator de transcrição — uma proteína que regula a expressão de um gene — chamado MYB10, de modo que quanto mais MYB10 houver, mais vermelha será a casca da fruta. Em maçãs com listras vermelhas, um estudo mostrou que os níveis de MYB10 eram mais altos nas porções listradas das frutas. Mas a cor também depende da temperatura. Para obter uma maçã totalmente vermelha, ela deve permanecer relativamente baixa, diz Chagne, Isso porque, segundo ele, se atingir cerca de 40° C, o MYB10 e os níveis de antocianina caem. Aumento de temperaturas dificulta mudanças químicas que deixam cor da casca da fruta vermelha Getty Images/ BBC Na região dos Pireneus, na Espanha, o geneticista e seus colegas descobriram que maçãs com listras bastante vermelhas estavam completamente pálidas depois de um julho bastante quente. Com o aquecimento global, prevê ele, pode ficar mais difícil as maçãs ficarem vermelhas. Ainda assim, explorando a biologia por trás da cor, a equipe está tentando produzir frutas muito vermelhas para o mercado asiático, onde um rubi profundo é muito popular. Talvez a ameaça que as mudanças climáticas representam à maçã vermelha seja contrabalançada por nossa determinação de continuar cultivando-as, mesmo que sejam necessários investimentos mais altos na produção. Mesmo antes de entendermos a genética, as maçãs com cores marcantes exerceram forte influência sobre os humanos. John Bunker, um colecionador de maçãs em Palermo, nos EUA, já salvou da extinção algumas variedades quase esquecidas. Isso inclui maçãs que eram cultivadas um século ou mais atrás, ou variedades com particularidades encantadoras, como a Black Oxford, cujo vermelho é tão escuro que você pode confundi-la com uma ameixa enorme antes de ver sua brilhante polpa branca. "As cores são fenomenais. E acho que para algumas pessoas, inclusive eu, essa foi a primeira fonte de atração", diz ele. A cor provavelmente não superou outras características de uma maçã quando os produtores do passado estavam avaliando o que plantar. Outros fatores determinantes podiam ser o sabor ou o objetivo de uso da fruta: algumas são melhores para cidra, outras, para tortas, outras, para doces, outras, para comer na hora... Não importava exatamente a aparência da fruta, porque os agricultores estavam produzindo alimentos para si e para o mercado local — assim, a função importava mais. Bunker diz que tudo mudou há cerca de 100 anos. "Em uma cultura de pequenas fazendas diversificadas, a uniformidade tem um valor limitado", diz ele. Mas se maçãs cultivadas a milhares de quilômetros de distância entre si forem compradas como intercambiáveis, a cor se tornará uma espécie de marca. Em um mercado globalizado, a uniformidade foi se tornando mais valiosa. Ao mesmo tempo, as maçãs começaram a ser colhidas antes de estarem realmente maduras — para que pudessem viajar longas distâncias sem apodrecer. Surgiu um problema, no entanto. "A cor é um indicador de maturidade", lembra Bunker. Assim, maçãs colhidas cedo não tinham a cor "certa". E aí veio outra novidade: uma maçã com uma mutação que lhe dava um tom vermelho forte antes de amadurecer. Ela acabou sendo apelidada de Red Delicious e, em 1921, foi lançada comercialmente para pomaristas. Outras maçãs também cresceram nas preferências — variedades com cores mais uniformes e regulares, especialmente se essas características já se mostrassem antes da maturação total, eram boas para os negócios. O número de variedades cultivadas pelos agricultores começou a encolher. E pouco a pouco, algumas delas pararam de ter um sabor tão bom, pois a ênfase na aparência não incentivou o investimento no sabor. David Bedford, criador de maçãs da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, diz que cresceu comendo Red Delicious e, consequentemente, não gostava muito de maçãs. Foi preciso tentar outras variedades na faculdade para finalmente descobrir que sim, ele apreciava a fruta — ou suas várias formas. Ele e seus colegas estão por trás do bem sucedido cultivo da variedade Honeycrisp, lançada há alguns anos e conhecida por sua suculenta crocância. Na aparência, a Honeycrisp mescla listras amarelas e vermelhas. Mas mesmo em maçãs criadas para fugir do padrão Red Delicious, a inexorável busca pelo vermelho continua. As pessoas já introduziram Honeycrisps com mutações que as tornam cada vez mais vermelhas. "Isso acontece com todas as maçãs do mercado", diz Bedford. "Essa é a natureza do nosso desejo de ter maçãs com a aparência que queremos. Desde que o homem começou a fazer escolhas, ele o faz tornando a fruta cada vez mais vermelha." "O vermelho vende, esse é o problema", resume. Para estimular mudanças de hábitos, a Universidade de Minnesota lançou um sistema de produção chamado de modelo de clube. Nele, os produtores não podem selecionar frutas mais vermelhas. Surge então uma variedade selvagem de cores a apreciar — na vista e no paladar. Mas será que a verdadeira e estranha natureza da maçã triunfará sobre a mania vermelha?
Veja Mais

18/01 - Rota das Emoções: lagoas paradisíacas, dunas e banho de rio em uma só viagem pelo Nordeste
Roteiro une os Lençóis Maranhenses, no Maranhão, o Delta do Parnaíba, no Piauí, e Jericoacoara, no Ceará. Rota das Emoções: Maranhão, Piauí e Ceará unem belezas em uma viagem só A Rota das Emoções faz jus ao nome: une os Lençóis Maranhenses, no Maranhão, o Delta do Parnaíba, no Piauí, e Jericoacoara, no Ceará, numa única viagem. Nos Lençóis Maranhenses, tomados por dunas e lagoas paradisíacas, há dois focos: a cidade de Barreirinhas, a porta de entrada do parque nacional, e a cidade vizinha de Santo Amaro. Veja mais roteiros de viagem na página do Descubra o Brasil Na primeira opção, existem acessos mais fáceis, como o que segue até a Lagoa Azul, e outros mais aventureiros, como uma tradicional duna de 40 metros que faz o turista precisar até de corda para subir. Já Santo Amaro do Maranhão é uma espécie de "lado b" dos Lençóis: pequena, com clima de interior, mas praticamente dentro do parque. Possui acessos às lagoas mais fáceis do que os de Barreirinhas porque dá para estacionar bem perto das dunas para curtir as lagoas Andorinha, Gaivota e as do circuito Betânia. Delta do Parnaíba e Jericoacoara O Delta do Parnaíba, na divisa entre Piauí e Maranhão, vem atraindo turistas que gostam de unir natureza e diversão. São 73 ilhas, mangues, dunas, e 1.450 km ate desembocar sua foz, no Oceano Atlântico. Os passeios são feitos de barco. No caminho, igarapés, árvores de 10 metros de altura, dunas, boas chances de mergulho e o espetáculo da revoada dos pássaros vermelhos, os guarás. Na outra ponta da rota está Jericoacoara, no extremo oeste do Ceará. Destino em alta, a vila de Jeri possui vocação turística tão grande que os passeios são divididos por lado: oeste ou leste. Nas lagoas do Paraíso e da Tatajuba, a água é morna e não faltam redes para o turista descansar. No lado oeste, tirolesa e toboágua rústico, terminando direto nas lagoas. Óleo na rota Manchas de óleo no litoral atingiram o Nordeste a partir do final de agosto de 2019. A substância é a mesma em todos os locais: petróleo cru. Em Jericoacoara, a praia da Malhada foi atingida em outubro e depois limpa. Já as lagoas – foco do turismo na região – não foram afetadas. No Delta, os resíduos apareceram em praias da região em outubro e depois em novembro, e também foram retirados. Mas o rio Parnaíba, que é por onde acontecem as navegações turísticas, não foi afetado e os passeios seguiram acontecendo. O governo federal diz que possíveis restrições de banho ficam a cargo dos governos estaduais e municipais. O último boletim do governo cearense, em dezembro de 2019, classifica como "aceitável" o mergulho em Jericoacoara. E o governo do Piauí disse, em boletim de novembro de 2019, que as praias do Delta estavam liberadas para banho. A recomendação para os turistas é checar a situação com as secretarias estaduais de Meio Ambiente antes de entrar no mar. Uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente diz que o banho em praias deve ser evitado em caso de "presença de resíduos ou despejos, sólidos ou líquidos". Especialistas ouvidos pelo G1 lembram que compostos do petróleo podem ser perigosos para a saúde a longo prazo. Os danos, no entanto, dependem do tempo de exposição e do contato direto com o petróleo cru. Arte Wagner Magalhaes/G1 Assista ao "Descubra o Brasil" em Barreirinhas Lençóis Maranhenses: por Barreirinhas, deserto brasileiro guarda lagoas em meio ao areal Assista ao "Descubra o Brasil" em Santo Amaro Lençóis Maranhenses: em Santo Amaro, aventura e lagoas de águas transparentes Assista ao "Descubra o Brasil" no Delta do Parnaíba Delta do Parnaíba oferece espetáculo de guarás, dunas e igarapés para amantes da natureza Assista ao "Descubra o Brasil" em Jericoacoara Jericoacoara: da Lagoa do Paraíso ao Mangue Seco, vila oferece relaxamento e aventura Turistas relaxam na Lagoa Bonita, a partir da entrada de Barreirinhas Celso Tavares/G1 Turistas nadam em uma das lagoas do circuito Betânia, em Santo Amaro do Maranhão Celso Tavares/G1 Entardecer do alto de uma das dunas do circuito Emendadas Celso Tavares/G1 Turistas caminhando pelas dunas: próxima lagoa é objetivo a ser alcançado Celso Tavares/G1 Turistas curtem entardecer em barco no Rio Parnaíba Celso Tavares/G1 Pôr do sol no Rio Parnaíba: turistas precisam contratar passeio de barco na cidade que dá nome ao rio Celso Tavares/G1 Turismo de contemplação na revoada dos guarás – os pássaros vermelhos Celso Tavares/G1 Pôr do sol em Jericoacoara reúne tantos turistas na mesma duna que já virou evento diário na vila Celso Tavares/G1 Em acesso gratuito à Lagoa do Paraíso, turistas relaxam em dia de sol Celso Tavares/G1 Lagoa de Tatajuba: opção de descanso no lado oeste Celso Tavares/G1 Initial plugin text
Veja Mais

18/01 - Aquecimento das cidades só pode ser contido com replantio de áreas verdes, dizem especialistas
A década de 2010 foi a mais quente da história e os anos 2016 e 2019, os mais quentes de todos os tempos. No contexto das mudanças climáticas, o controle dos microclimas urbanos depende de estratégias de adaptação a temperaturas mais altas. O Central Park, em Nova York, visto de cima Jermaine Ee/Unsplash Muitas das grandes cidades do mundo são verdadeiras "selvas de pedra". E estão ficando mais quentes: o concreto, o asfalto e a canalização de rios fazem com que seja mais difícil dissipar o calor que vem do Sol. Tudo isso já é uma preocupação para as populações e os administradores públicos, mas, num contexto em que sobem as temperaturas médias do mundo, por causa do aquecimento global, o controle dos microclimas das cidades torna-se ainda mais urgente. A década de 2010 foi a mais quente da história, sendo 2016 e 2019 os anos mais quentes de todos os tempos. Nasa: 2019 foi o segundo ano mais quente de todos os tempos, encerrando a década mais quente da história Pesquisadores, arquitetos e ambientalistas já há alguns anos fazem o alerta de que é preciso recompor as áreas verdes nas zonas urbanas. As plantas absorvem água da chuva, produzem sombra e umidade, ajudando a reduzir a temperatura interna das cidades, ainda que de forma localizada. Isso pode ser feito de modo estratégico, planejado. Além do controle das temperaturas, áreas verdes promovem a qualidade de vida dos moradores. Conforme um relatório de setembro de 2019 do banco Goldman Sachs sobre o tema da adaptação das cidades às mudanças climáticas, elas já abrigam 55% da população mundial, ou seja, um total de 4,2 bilhões de pessoas. A Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que o índice chegue a 68% até 2050. "A área ocupada pelas cidades no mundo é relativamente pequena, mas elas concentram a maior parte da população global", diz Denise Helena Silva Duarte, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP) e especialista no tema. "Um desastre natural num lugar em que não tem ninguém é ruim, mas um desastre natural na cidade afeta a vida de milhões de pessoas", acrescenta. O Banco Mundial estima que as cidades consumam 75% de todos os recursos naturais do mundo, sendo encarregadas de 80% do PIB mundial. Edifício na Cidade do México Alex Rodríguez Santibáñez/Unsplash Temperaturas mais altas que os arredores A minimização dos problemas ambientais nas cidades, portanto, pode melhorar a vida de muita gente. Justamente porque concentram inúmeras atividades humanas, as cidades demandam energia, comida, água, insumos, materiais de construção... elas também poluem muito, contribuindo para desequilíbrios ambientais. Nesse contexto, o aquecimento urbano resulta tanto de fatores ambientais quanto de consequências da ação humana. No verão de 2019, Europa teve recorde de calor Entenda os impactos do aquecimento global se a temperatura subir até 1,5°C ou mais de 2°C IPCC: aquecimento global vai elevar o nível do mar em até 1 metro em 8 décadas "Existe, em escala planetária, o aquecimento global. Também há ondas de calor que são naturais, e não provocadas pelo homem, mas elas têm sido mais intensas e mais frequentes por causa dos desequilíbrios climáticos", explica Duarte. "Os extremos estão mais pronunciados. Chove muito em pouco tempo, e a seca é mais prolongada." E, além desses dois fatores, existem as consequências da urbanização. "Há fenômenos de aquecimento urbano que são devidos, sim, à ação humana. A diferença de temperatura entre as cidades e os arredores pode ser intensificada", diz. São as chamadas "ilhas de calor", um termo conhecido desde os anos 1970. O calor absorvido pela cidade durante o dia fica acumulado e, sem passagem de vento pelos edifícios, a cidade retém esse calor. "O calor fica ricocheteando nos prédios e sua perda é muito mais difícil do que em áreas não urbanas. É o 'heat trap', o calor aprisionado", explica a professora. Ilhas de calor provocam mudanças na temperatura de grandes cidades Supressão da vegetação A especialista explica que as áreas verdes em cidades grandes têm duas funções principais: Primeiro, a formação de sombras, que ajudam a reduzir a temperatura do solo. "Se a temperatura local for de 50ºC ou 60ºC, embaixo de uma copa de árvore ela cai 20ºC ou 25ºC", diz Duarte, acrescentando que a relação das pessoas com as cidades melhora por causa disso. "Não é a temperatura do ar a grande mudança, é a temperatura de superfície bem mais baixa. Na sombra, a sensação de conforto é brutal", analisa. "Chega menos calor no solo debaixo de uma árvore." Portanto, a supressão da vegetação, realizada de forma histórica e gradual, impede esse resfriamento localizado ocorrer. Segundo, o efeito chamado de "evapotranspiração" das plantas. Elas capturam a água no solo e transpiram pelas folhas. "Se falta água no solo, ela fecha os estômatos e guarda a água para si. Tendo água no solo, a planta é um evaporador natural", afirma. Essa liberação de umidade tira calor do ar. É justamente a reconstituição de áreas verdes que permite que as plantas possam captar água do solo. Vista a partir da Zona Norte de chuva na cidade de São Paulo Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo Visão estratégica O relatório do Goldman Sachs diz que as cidades são vulneráveis às mudanças climáticas em diversas frentes, mas os riscos maiores "vêm da elevação das temperaturas, tempestades mais fortes e mais frequentes, o aumento do nível do mar", o que pode afetar a atividade econômica e a infraestrutura. Por isso, de acordo com Todd Gartner, diretor do projeto Cities4Forests e da iniciativa de infraestrutura natural do World Resources Institute (WRI), é preciso investir em árvores, florestas e sistemas fluviais nas áreas urbanas. Ele aponta três estratégias para controlar o clima das cidades. A primeira estratégia, segundo ele, envolve expandir as áreas verdes dentro das cidades. "É preciso lidar com esse microclima, melhorar a qualidade do ar, a emissão de gases dos veículos e a qualidade de vida. Além disso, investir em parques públicos e no armazenamento de água", diz. A segunda estratégia é dar mais atenção às áreas verdes ao redor das cidades. "Elas são fontes de água potável, de florestas, agricultura, e o habitat de muitos animais", acrescenta. Segundo Gartner, é preciso envolver as populações nessas estratégias, realizar um mapeamento completo das regiões e ver onde as correções são necessárias, para recompor as áreas verdes. A terceira estratégia é o foco nas florestas que estão distantes das cidades, numa visão global. "É preciso fazer conexões entre cidades na Europa e nos Estados Unidos, com outras na América Latina e no Caribe, por exemplo." Acordo de Paris não basta para manter aquecimento global na meta, diz ONU Migrantes climáticos Segundo o Goldman Sachs, se o aquecimento global continuar se fortalecendo, as pessoas tendem a se mudar para as cidades mais adaptadas, intensificando a densidade da população e pressionando ainda mais os recursos naturais e econômicos nesses lugares. Gartner concorda: "Se você só colocar uma árvore aqui e ali, não vai adiantar nada. O aquecimento global é um problema global. Mas há muito que as cidades podem fazer, em microimpactos, em parcerias entre elas, especialmente sobre o clima e o ar. As populações que sofrem mais são as de renda mais baixa, que têm menos árvores perto de casa." Por isso, para Denise Duarte, é preciso ajudar as pessoas a viverem melhor e se adaptarem a uma nova realidade nas suas cidades. Ela defende, também, que os edifícios sejam feitos para aquecer menos, usar menos ar-condicionado e acumular menos calor, por exemplo. "É preciso que as autoridades adotem uma série de soluções de mitigação das mudanças climáticas. Mas enquanto elas não dão conta do recado, as pessoas precisam viver. Temos que viver com esse fato dado, que já está conosco no nosso dia a dia. As cidades precisam se adaptar", avalia ela. Parque da Cidade em Jundiaí Divulgação/Prefeitura de Jundiaí
Veja Mais

18/01 - Mulher filma macarrão instantâneo que congelou em frio de -32°C no Canadá; VÍDEO
Arleney de Sanchez disse que fez a experiência para mostrar aos parentes e amigos no México como o Canadá pode ser frio no inverno. Em frio de -32°C, prato de macarrão instantâneo congela no Canadá Para mostrar a parentes e amigos no México o quão rigoroso pode ser o frio no Canadá, uma mulher fez uma experiência com macarrão instantâneo em um dia de inverno canadense na cidade de Calgary. Arleney Rodriguez de Sanchez viu o passo a passo do experimento na internet e, então, colocou em prova na quarta-feira (15), quando a temperatura em Calgary chegou a -32°C. Ela contou à agência Reuters que pegou um prato pronto de macarrão e deixou no jardim por aproximadamente 15 minutos. Quando ela voltou, viu que o macarrão se tornou uma escultura — com o garfo preso entre os fios congelados. Garfo ficou preso nos fios congelados do macarrão, em um frio de -32°C no Canadá Arleney Rodriguez De Sanchez/via Reuters Macarronada congelou sob um frio de -32°C em Calgary, no Canadá Arleney Rodriguez De Sanchez/via Reuters Frio em Calgary As temperaturas em Calgary, cidade canadense com cerca de 1,3 milhão de habitantes, baixaram para níveis extremos nesta semana. Segundo o jornal "Calgary Herald", carros pararam de funcionar — sem guincho, alguns motoristas tiveram de deixar os veículos nas ruas e pedir aos guardas que não os multassem pela parada irregular. NA RÚSSIA: Temperatura atingiu -67°C em 2018 e aulas foram suspensas O frio é tanto que a maior temperatura no estado de Alberta ainda era inferior à temperatura mais alta de Marte: termômetros em parte do planeta vermelho marcaram -17°C, informou a emissora CTV citando dados da Nasa. Esse frio extremo vai continuar neste sábado, mas a temperatura deve começar a subir ao longo do fim de semana até chegar a um "calor" de 3°C na segunda-feira. SAIBA MAIS: Veja os problemas de saúde que o frio extremo pode causar
Veja Mais

17/01 - Como terremotos em Porto Rico estão mudando o relevo da ilha
De acordo com o governo, mais de 8 mil pessoas tiveram que ir para abrigos, enquanto outras tantas estão dormindo em barracas nas ruas, jardins ou espaços abertos por medo de tremores secundários. Porto Rico sofreu uma sequência de terremotos desde o fim de dezembro de 2019 AFP/BBC Porto Rico não é mais o mesmo. A ilha caribenha, que foi devastada pelo furacão Maria em 2017, não para de tremer desde o fim de dezembro. Uma sequência de mais de 2 mil terremotos — o maior deles com magnitude 6,4 — abalou a região sul da ilha, gerando um cenário de caos e devastação. Segundo dados do governo, mais de 8 mil pessoas tiveram de ir para abrigos, enquanto muitas outras estão dormindo em barracas nas ruas, jardins ou espaços abertos por medo de tremores secundários. Os serviços de água e eletricidade da ilha foram afetados, e cálculos preliminares estimam que as perdas cheguem a entre US$ 110 milhões e US$ 400 milhões. Mas as mudanças que a ilha sofreu nas últimas duas semanas não se resumem a casas, escolas e igrejas derrubadas, ou a milhares de pessoas em pânico dormindo nas ruas. A série de terremotos que abalaram a ilha mudou, inclusive, o relevo na região sudoeste do território. De acordo com a Nasa, agência espacial americana, os tremores mudaram a forma como Porto Rico é visto do espaço. Imagens feitas pelo satélite Copernicus Sentinel-1A da Agência Espacial Europeia (ESA) mostram que na área sudoeste da ilha, especialmente perto da cidade de Ponce, o terreno se deslocou até 14 centímetros. Segundo a Nasa, os dados indicam que, entre 28 de dezembro e 9 de janeiro, o solo da região afundou e se moveu ligeiramente para oeste. "Esses deslocamentos de terra ocorrem como consequência de grandes terremotos, como o de magnitude 6,4 que aconteceu em 7 de janeiro passado", explica à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, Victor Huérfano, diretor da Rede Sísmica de Porto Rico. "Precisamos lembrar que um tremor é, em sua essência, uma ruptura ao longo de uma falha e isso implica em movimento de massas. Então, quando são grandes, deformações como essas que estamos vendo agora podem ocorrer, e foi isso que a Nasa documentou", acrescenta. O que a Nasa detectou? O mapa publicado pela Nasa mostra as mudanças no terreno da região sudoeste de Porto Rico após o terremoto de 7 de janeiro de 2020. As áreas de deslocamento aparecem em vermelho, com uma cor mais escura nas áreas onde o movimento foi maior (14 centímetros). Os círculos amarelos mostram, por sua vez, o conjunto de terremotos e tremores secundários que atingiram a ilha recentemente. Milhares de porto-riquenhos estão dormindo nas ruas por receio de tremores secundários AFP/BBC Os cientistas, segundo a agência, descobriram que o maior deslocamento ocorreu a oeste da cidade de Ponce (identificada pela estrela verde), não muito longe do epicentro do maior terremoto registrado até agora. "O que esta imagem da Nasa mostra é que o relevo da ilha foi deformado. A área afetada é a região sudoeste de Porto Rico, e é isso que está refletido na imagem, a deformação da superfície" , explica Huérfano. Como os danos são vistos do espaço? Em outra imagem publicada na quarta-feira, a Nasa revelou os danos às estruturas vistas do espaço por meio de um mapa de contraste sobre imagens de satélite e de radar. Os especialistas da agência compararam os dados de satélite de 14 de janeiro com dados de setembro de 2019 para produzir a imagem e, como explicam, a variação da cor amarela para vermelho escuro indica danos cada vez maiores. "A análise mostra que Guánica, a oeste da cidade de Ponce, foi especialmente afetada", diz um comunicado da instituição. Os cientistas advertiram, no entanto, que os dados mostraram principalmente danos a casas e edifícios, já que os satélites são menos sensíveis a mudanças em pequena escala ou danos estruturais parciais. Quão incomuns são essas mudanças? De acordo com Huérfano, embora os deslocamentos no terreno sejam comuns quando ocorrem grandes terremotos, não há registros de uma situação semelhante em Porto Rico há muito tempo. "Historicamente, sabemos que houve outras deformações na ilha, porque há evidências de paleossismologia que datam de entre 4 mil e 5 mil anos atrás. Mas, desde então, não havia registros de deformações consideráveis do terreno dessa maneira", destaca. Segundo o especialista, isso levou ao acúmulo de energia naquela área durante milhares de anos e, finalmente, os terremotos que atingiram a ilha agora mostram que está em processo de liberação. Os círculos amarelos mostram o conjunto de terremotos e tremores secundários que atingiram Porto Rico Nasa/JPL-Caltech/ESA/USGS/BBC "Mas, que se saiba, na história escrita ou material da ilha, não houve uma atividade no nível que estamos vendo agora", diz. Reportagens publicadas pela imprensa porto-riquenha indicam que,houve deslizamentos de terra em várias áreas da região sul da ilha. A formação rochosa Punta Ventana, um dos cartões-postais de Porto Rico, localizada próximo à cidade de Guayanilla, foi destruída por um dos terremotos. "Perdemos um importante símbolo da nossa cidade e nosso patrimônio cultural", declarou o prefeito de Guayanilla, Nelson Torres. Série de terremotos abala Porto Rico
Veja Mais

17/01 - Vídeos mostram tubarão perseguindo tartaruga no mar em Noronha
As imagens foram gravadas pelo guia de turismo Mica Souza, nesta sexta-feira (17), na Praia do Sancho. Tartaruga perdeu uma das nadadeiras. Tubarão persegue tartaruga em Fernando de Noronha, imagens Mica Souza A perseguição de um tubarão a uma tartaruga dentro do mar foi registrada em vídeo, nesta sexta-feira (17), em Fernando de Noronha. As imagens, feitas pelo guia de turismo Mica Souza, na Praia do Sancho, mostram os dois animais nadando rapidamente e os machucados sofridos pela tartaruga (veja vídeo acima). “Era um tubarão tigre, com cerca de dois metros de comprimento e uma tartaruga com cerca de 200 quilos. A tartaruga foi encurralada bem próximo da areia, a uma profundidade máxima de 50 centímetros. Eu nunca vi isso na minha vida”, disse Mica Souza. O guia fez um segundo vídeo, mostrando que, na fuga, a tartaruga perdeu uma das nadadeiras (veja vídeo abaixo). O engenheiro de pesca Léo Veras, pesquisador de tubarões, avaliou as imagens e ressaltou a importância do registro. "São cenas impressionantes, Noronha está proporcionando imagens fenomenais do comportamento e a vida selvagem dos tubarões”, disse Veras. Tartaruga perde a nadadeira, imagens Mica Souza O pesquisador acredita que o tubarão é da espécie tigre. “O tipo de movimento do animal, a proporção das barbatanas e principalmente a característica da cabeça reta indicam que realmente é um tigre. A interpretação do guia está correta”, observou Léo Veras. O pesquisador disse, ainda, que o registro da perseguição foi feito graças aos processos de preservação adotados na ilha. “Isso é uma resposta à política de conservação Noronha", afirmou. Segundo ele, os predadores, topo de cadeia, estão dominando a ilha, "como tem que ser no mundo selvagem". "A verdade é que Noronha não é a ilha dos golfinhos, é dos tubarões. Esses animais estão tomando posse do que é dele”, analisou Léo Veras. Tubarão persegue tartaruga na Praia do Sancho, em Noronha Mica Souza/WhatsApp
Veja Mais

17/01 - ‘A grande crise não é ecológica, é política’
Discurso de Pepe Mujica na Rio+20 pode servir como mensagem ao Fórum Econômico de Davos deste ano. Lago coberto de algas a poucos metros da captação de água do Guandu pela Cedae Reprodução/TV Globo O problema da poluição na água do Rio de Janeiro continua, e nossa única esperança, como moradores, é torcer muito para que dê certo o tal procedimento que vai acrescentar carvão ativado à já extensa quantidade de produtos químicos usada para tratar o líquido imundo, proveniente de rios imundos, que deságua no Guandu. Estou de dedos cruzados. Enquanto isso, mais uma vez a atual administração federal decide fazer polêmica e distrai a população. O secretário nacional de Cultura fez um discurso semelhante ao ministro da propaganda nazista para divulgar o Prêmio Nacional das Artes. E eu fico pensando quantas vezes já se criticaram os ambientalistas por trazerem à mesa de debates visões de pessoas que espraiaram ideias de desenvolvimento julgadas retrógradas porque falam em diminuir produção e consumo para buscar qualidade de vida. Senhor secretário, a erosão da solidariedade internacional, base de nossa atual governança, é o tema que vai circular nas mesas de debate durante a reunião dos ricos e poderosos do mundo a partir de terça-feira (21), num resort na gelada cidade de Davos, na Suíça, na 50ª edição do Fórum Econômico Mundial. Tem tudo a ver com arte... de viver. É tempo, portanto, de falar e pensar em solidariedade, e isto não combina com a visão de pessoas que exterminaram, com maldade e frieza, milhares de outras. Vamos, sim, buscar na história exemplos que possam nos ajudar a desanuviar o ambiente e trazer saúde num tempo de tantos desafios políticos e climáticos. 18 de junho - Motoristas observam enquanto um urso-polar atravessa uma rodovia perto de Norilsk, na Rússia. A aparição do animal selvagem a centenas de quilômetros de distância de seu habitat natural chamou atenção para a deterioração do extremo norte em consequência das mudanças climáticas e do degelo Irina Yarinskaya /Zapolyarnaya pravda via AFP Sendo assim, deixo para trás o imbróglio iniciado nos corredores do poder federal e ouso fazer uma pequena contribuição aos que já estão fazendo as malas para embarcar até os Alpes. Participei, como jornalista, fazendo a cobertura da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que aconteceu em 2012 no Rio de Janeiro. Era também uma reunião de líderes mundiais, como a que vai começar na terça-feira. A proposta era, igualmente, de avançar sobre ideias de desenvolvimento. E ainda hoje me lembro que o discurso do então presidente do Uruguai Pepe Mujica foi dos mais aplaudidos e emocionantes. Então, como agora, oito anos depois, a palavra solidariedade ressoou em alto e bom som. E comoveu. “É possível falar em ser solidário e dizer que estamos todos juntos, numa economia baseada na competição desproposital? Até onde chega a nossa fraternidade?”, disse Mujica. O agricultor Mujica, que também foi senador em seu país, atraiu a atenção da plateia fazendo perguntas simples, mas categóricas e necessárias para que tais reuniões, tanto as convocadas pela ONU quanto o Fórum Econômico que começará daqui a três dias, não se tornem retóricas inúteis. “O mundo poderia hoje fornecer aos sete bilhões de habitantes o mesmo nível de consumo e esbanjamento que as sociedades mais ricas? Ou será que temos que começar um outro tipo de debate um dia?... Estamos governando a globalização ou a globalização nos governa?”, pergunta Mujica. O discurso de Mujica é de uma singeleza que chega a nos deixar perplexos diante do óbvio que vive nos escapando. “Não viemos ao planeta para nos desenvolver indefinidamente. Viemos à vida para ser feliz. Porque a vida é curta, escorrega pelos dedos, e não há objeto que valha tanto quanto a vida, isto é fundamental... Venho de um pequeno país com bens naturais suficientes para viver. Meu país tem três milhões de habitantes. Mas há 13 milhões de vacas e oito milhões de estupendas ovelhas. Meu país é exportador de comida, de carne. É uma planície, quase 90% de sua terra são férteis. Meus colegas de trabalho lutaram arduamente para a jornada de trabalho de oito horas, mas agora estão conseguindo baixar para seis horas. Mas a pessoa que vai trabalhar seis horas vai buscar ter dois empregos, então ela vai trabalhar mais do que antes. Por quê? Porque tem que pagar boletos, do carro que comprou, da moto que comprou. Quando acordar, será um velho, reumáticos como eu. E a pergunta é: é este o destino da vida humana?” O ex-presidente uruguaio José Mujica, eleito para o Senado do país em 2019. Eitan Abramovich / AFP O discurso tem dez minutos de duração, e quem quiser ter o prazer de ouvi-lo na íntegra pode acessar aqui. Mujica reconhece que, por mais que esteja falando coisas tão claramente triviais, é difícil digerir suas palavras. Mas sempre alerta sobre a necessidade incontestável de ter tais elementos na base de debates mundiais. “A crise da água, a agressão ao meio ambiente, não são uma causa. A causa é o modelo de civilização que nós criamos. E a única coisa que temos de reexaminar é o nosso modo de vida... Não estou falando para voltar aos dias do homem das cavernas ou de erigir um monumento ao atraso. Mas não podemos continuar assim, indefinidamente, sendo governados pelo mercado. Temos que dominar o mercado... a grande crise não é ecológica, é política”, disse Mujica. Oito anos depois, cá estamos, no início da segunda década do século 21, e finalmente o relatório de riscos globais que vai basear as conversas dos ricos e poderosos em Davos, este ano, traz a questão ambiental como prioridade. No primeiro ponto do relatório, que se refere aos eventos extremos, como inundações e secas, a questão principal a ser debatida é o fracasso (sim, esta é a palavra!) de governos e mercados se adaptarem adequadamente às mudanças climáticas. Leio isto enquanto bebo água mineral comprada no supermercado porque aqui, no Estado que é a segunda maior economia do país considerado a oitava economia do mundo, os governantes fracassaram até na mais simples das questões ambientais: a limpeza dos rios que fornecem água para ser tratada. Sei que não somos os únicos, mas esta é a realidade que me cerca, é dela que preciso dar conta. Assim como estou de dedos cruzados à espera do milagroso carvão ativado que talvez melhore a qualidade da água da torneira, também me encho de esperança pelo resultado da reunião em Davos. Desejo profundamente que as palavras de Mujica, do Papa Francisco, de Vandana Shiva, de Amartya Sen e de tantos outros pensadores que realmente valem a pena serem ouvidos ressoem nas salas do resort suíço não como necessárias mas débeis, mas como prementes e indispensáveis. Mujica terminou seu discurso da Rio+20 dizendo que o desenvolvimento não pode ir contra a felicidade humana. E deu mais uma sugestão que envelopo e envio para a Suíça, com taxa de urgência: “Quando lutamos pelo meio ambiente, o primeiro elemento do meio ambiente se chama a felicidade humana. Justamente porque este é o tesouro mais precioso que temos”. VÍDEOS Cinco temas de maior preocupação em Davos serão ambientais Questão ambiental estará no centro das discussões do Fórum Econômico de Davos Bolsonaro cancela ida ao Fórum Econômico, em Davos, na Suíça
Veja Mais

17/01 - Salles receberá ONG após relatório que aponta ‘carta branca’ do governo a crimes ambientais
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, marcou um encontro na próxima segunda-feira (20) com representantes da ONG internacional Human Rights Watch. É a primeira vez que o ministro receberá a organização. A reunião com Salles foi um pedido da Human Rights, segundo a ONG informou ao blog. Procurado pela reportagem, o ministro confirmou a agenda na próxima segunda-feira. A reunião acontecerá uma semana após o relatório anual da Human Rights Watch dizer que o governo Bolsonaro enfraquece agências ambientais e reduz a fiscalização na Amazônia. O documento foi divulgado na última quarta-feira (15) e analisa a situação dos direitos humanos no mundo. No relatório, a ONG internacional repete que políticas do governo do presidente Jair Bolsonaro "deram carta branca a redes criminosas" na área ambiental. Ao blog, a diretora da HRW no Brasil, Maria Laura Canineu, disse que vai apresentar o relatório ao ministro para saber quais medidas serão tomadas. “Fomos muito críticos sobre as políticas ambientais desse governo, desde o enfraquecimento das agências de proteção ambiental, aos cortes de orçamento, e inclusive ataques a defensores da floresta (indígenas, moradores de comunidades locais, e até agentes públicos)", afirma Canineu. A diretora explica que o objetivo é ouvir Salles sobre tais questões e questioná-lo sobre que medidas ele tomará para reduzir o desmatamento para cumprir o Acordo de Paris. "Até agora o Brasil tá na direção contrária. Enquanto os alertas de desmatamento crescem em 85% no último ano, até setembro do ano passado as multas do Ibama tinham reduzido em 25% até o mês que se tem dados, que é setembro de 2019”, cita Canineu. O governo Bolsonaro já fez diversas críticas a ONGS. No fim de 2019, por exemplo, o presidente acusou o ator Leonardo DiCaprio e a ONG WWF de financiarem queimadas criminosas no Brasil.
Veja Mais

16/01 - Óleo encontrado em praias do Ceará em dezembro é uma nova substância, diz Marinha
Até esta sexta-feira, operação da Marinha vai sobrevoar o litoral cearense para garantir que não haja mais vestígios de óleo. Óleo começou a aparecer nas praias do Ceará em agosto de 2019 Helene Santos/SVM Os vestígios de óleo encontrados no fim de dezembro em praias do litoral oeste do Ceará, como nas cidades de Amontada e Itapipoca, não têm a mesma origem das manchas que infestaram os mares do Nordeste e de parte do Sudeste brasileiros em agosto de 2019. A informação foi dada pela Marinha, após análises de amostras feitas pelo Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM). Até o dia 16 de janeiro, data do mais recente levantamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), foram 999 pontos atingidos pelas manchas de óleo em todo país. A contaminação atingiu todos os nove estados do Nordeste, além de praias do Espírito Santo e Rio de Janeiro. O contra-almirante Valicente, comandante da segunda divisão da esquadra da Marinha, esclareceu que não existe, no momento, nenhuma praia com vestígio de óleo no Ceará. "Nós tivemos agora, no dia 30 de dezembro, praias que foram afetadas por outro óleo. Chegou um óleo que foi identificado, fizemos análise e identificamos que não é o mesmo que apareceu no nosso litoral", diz. Atualmente, está atracado no Porto do Mucuripe, em Fortaleza, o Navio Doca Multipropósito, que integra a 3ª Fase da Operação "Amazônia Azul-Mar Limpo é Vida!". A ação monitora as manchas de óleo que apareceram no litoral brasileiro. Ainda segundo o comandante, é feito, nestas quinta e sexta-feiras, um sobrevoo de cerca de 200 km pela costa cearense, passando por Itapipoca e Amontada, buscando vestígios que, porventura, ainda existam. "A partir desse ponto, e nessa terceira fase da 'Amazônia Azul - Mar Limpo é Vida', nós vamos identificar o endpoint, que será o término dessa operação. Nós poderemos assegurar à sociedade brasileira que as nossas praias estão livres desse óleo. Claro que os impactos ambientais são avaliados pelo Ibama e pelas diversas secretarias e agências. Nós estamos bem próximo de identificar, se tudo ocorrer bem, estamos chegando ao término dessa operação", colocou o contra-almirante Valicente. Manchas de óleo sugiram nas praias do Ceará no ano passado Helene Santos/SVM Manchas nas praias A origem da poluição nas praias ainda é desconhecida. Pedro Bignelli, coordenador-geral do Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais (Cenima), do Ibama, diz que "perdemos o timing" para encontrar o que causou o maior desastre ambiental do litoral do país. Há registro de manchas de óleo nos 9 estados do Nordeste – Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe – e também no Espírito Santo e no Rio de Janeiro. O Ibama mudou a metodologia para registrar os locais. Agora, o conceito de localidade utilizado pelo Ibama se restringe a uma área de até 1 km ao longo da costa. Portanto, uma praia com uma faixa de areia com 10 km possui 10 localidades. Isso fez com que houvesse um crescimento no número de locais atingidos em novembro e dezembro. Initial plugin text
Veja Mais

16/01 - Vigilantes do Morro do Diabo registram imagens de onça-pintada durante ronda no Rio Paranapanema; veja VÍDEOS
Funcionários que trabalham na segurança do parque estadual fizeram o flagrante do maior felino do continente americano durante fiscalização. Vigilantes flagraram onça-pintada às margens do Rio Paranapanema Reprodução/Facebook/Morro do Diabo Dois vigilantes que trabalham na segurança do Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP), flagraram imagens de uma onça-pintada às margens do Rio Paranapanema, que fica na divisa entre os estados de São Paulo e do Paraná. O animal é considerado o maior felino do continente americano. De acordo com o parque, o registro das imagens foi feito durante uma ronda de fiscalização, no período diurno, através de celulares, pelos vigilantes Ricardo Costa Ducovschi e Reginaldo Duarte dos Santos, que estavam em uma embarcação, no meio do rio (veja vídeo abaixo). Vigilantes do Morro do Diabo registram onça-pintada durante ronda no Rio Paranapanema O biólogo Edson Montilha, que trabalha na Fundação Florestal, entidade que é responsável pela gestão do Parque Estadual do Morro do Diabo, explicou ao G1 que a onça-pintada é um animal criticamente ameaçado de extinção no Estado de São Paulo principalmente em decorrência da redução histórica das áreas de Mata Atlântica. Segundo ele, o registro das imagens feito pelos vigilantes no último domingo (12) é um indicativo da preservação ambiental no território do parque e demonstra que se trata de um animal adulto (veja vídeo abaixo). Vigilantes do Morro do Diabo registram onça-pintada durante ronda no Rio Paranapanema “A Mata Atlântica é bastante fragmentada e reduzida. Existe uma grande biodiversidade por trás do aparecimento de uma onça-pintada, que é um predador do topo de cadeia. Isso mostra que tem intensidade ecológica na região do parque. Mostra que há recursos e alimentação para um animal desse porte, que necessita de uma grande área para viver, pois se desloca muito, e que tem como presas grandes mamíferos, como antas e capivaras”, salientou o biólogo ao G1. Montilha lembrou que, no planeta, a onça-pintada é considerada o terceiro maior felino, atrás apenas do leão e do tigre. O biólogo informou que a Fundação Florestal está iniciando, juntamente com parceiros, um projeto de monitoramento de grandes mamíferos no Morro do Diabo, através de câmeras que serão espalhadas pelo parque para acompanhar e registrar os deslocamentos dos animais, com a captação de imagens em fotos e vídeos durante 24 horas por dia. “O processo de licitação deverá ser aberto no mês que vem e a previsão é de que o sistema entre em operação já no primeiro semestre de 2020”, detalhou Montilha. Ele ainda lembrou ao G1 que o Morro do Diabo é um símbolo da preservação do mico-leão-preto, contando com a maior população do primata em Mata Atlântica no Estado de São Paulo. Risco de extinção A onça-pintada (Panthera onca) é o maior felino do continente americano. Tem até 1,90 metro de comprimento e 80 centímetros de altura. Os machos pesam cerca de 20% a mais do que as fêmeas, podendo chegar a 135 quilos. A onça-pintada pode viver em vários tipos de habitat, desde que uma parte da vegetação seja densa. É um animal solitário e territorial. Tem hábitos noturnos. Pode ocupar áreas de 22 km² a mais de 150 km² (dependendo da disponibilidade de presas). A espécie era encontrada desde o sudoeste dos Estados Unidos até o norte da Argentina. Mas está oficialmente extinta nos Estados Unidos e já é uma raridade no México. Na onça-pintada, ocorre também o fenômeno do melanismo, comum em outros felinos. A coloração amarela é substituída por uma pelagem preta. Dependendo da luz em que o animal se encontra, percebem-se as rosetas. O animal na forma melânica é chamado de onça-preta. As populações vêm diminuindo devido ao confronto com atividades humanas, como a pecuária. A espécie é classificada pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) e pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como vulnerável e está no Apêndice I da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies de Fauna e Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção (Cites). Ou seja, o risco de extinção está associado ao comércio e sua comercialização só é permitida em casos excepcionais, mediante autorização expressa. Vigilantes flagraram onça-pintada às margens do Rio Paranapanema Reprodução/Facebook/Morro do Diabo Vigilantes flagraram onça-pintada às margens do Rio Paranapanema Reprodução/Facebook/Morro do Diabo Vigilantes flagraram onça-pintada às margens do Rio Paranapanema Reprodução/Facebook/Morro do Diabo Vigilantes flagraram onça-pintada às margens do Rio Paranapanema Reprodução/Facebook/Morro do Diabo Vigilantes flagraram onça-pintada às margens do Rio Paranapanema Reprodução/Facebook/Morro do Diabo Vigilantes flagraram onça-pintada às margens do Rio Paranapanema Reprodução/Facebook/Morro do Diabo Vigilantes flagraram onça-pintada às margens do Rio Paranapanema Reprodução/Facebook/Morro do Diabo Vigilantes flagraram onça-pintada às margens do Rio Paranapanema Reprodução/Facebook/Morro do Diabo Vigilantes flagraram onça-pintada às margens do Rio Paranapanema Reprodução/Facebook/Morro do Diabo Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região.
Veja Mais

16/01 - Cadela se especializa em salvar coalas dos incêndios florestais na Austrália
Taylor tem 4 anos. Ela fareja e salva coalas desde quando era apenas uma filhote. Cadela Taylor e um brigadista durante buscas por coalas em uma área de incêndio na Austrália. Reuters Taylor, uma cadela da raça springer spaniel inglês de 4 anos, tem sido um dos agentes de resgate mais ocupados durante a crise de incêndios florestais da Austrália. Quando ouve "Coala, encontre!", Taylor se arrisca em terras áridas chamuscadas e descobre marsupiais feridos graças ao odor de sua pele ou fezes. Cada vez que encontra um coala, ela é recompensada com uma bola de tênis ou um petisco. As chamas já mataram 29 pessoas e devastaram uma área maior que o estado de Santa Catarina. A população de coalas da Austrália está sendo duramente afetada. Só no Estado de New South Whales, autoridades estimam que 30% do habitat dos coalas -- florestas de eucaliptos que eles usam como alimento e abrigo -- pode ter sido destruído. Um programa emergencial de recuperação da vida selvagem de 50 milhões de dólares australianos, lançado pelo governo federal no início desta semana, se concentrará na sobrevivência do emblemático animal nativo. Já Taylor vem se dedicando a encontrar coalas feridos desde que tinha poucos meses, e hoje é uma especialista. "Em condições ideais, quando o ar está parado, o odor do animal escorre das árvores e Taylor consegue senti-los, ela se senta bem debaixo deles, aponta para eles e nos mostra onde estão", disse o treinador Ryan Tate, que administra a Tate Animal Training Enterprises, especializada em serviços de cães rastreadores. Autoridades disseram que a extensão total do dano ao habitat dos coalas só será conhecido quando os incêndios terminarem, o que provavelmente levará meses. Cadela Taylor durante buscas por coalas em uma área de incêndio na Austrália. Reuters Cadela Taylor faz buscas por coalas em uma área de incêndio na Austrália. Reuters VEJA: Coalas de pelúcia tomam as ruas de Nova York para ajudar a salvar animais na Austrália Coalas de pelúcia tomam as ruas de Nova York para ajudar a salvar animais na Austrália
Veja Mais

16/01 - YouTube promove vídeos com desinformação sobre mudança climática, mostra estudo
Vídeos recomendados pela plataforma incluem dados falsos ou enganosos sobre clima, e são acompanhados por anúncios de grandes empresas globais, segundo relatório da Avaaz. Estudo mostra que plataforma de vídeos digitais promove conteúdo com desinformação sobre mudanças climáticas Metamorworks/BBC Um estudo realizado em seis países indica que o YouTube está impulsionando conteúdo desinformativo sobre as mudanças climáticas — marcas reconhecidas estão ajudando a financiá-los, inadvertidamente. O relatório, produzido pela plataforma de campanhas Avaaz, analisou os vídeos recomendados pela plataforma a usuários que buscaram os termos global warming (aquecimento global), climate change (mudança climática) e climate manipulation (manipulação climática) entre agosto e dezembro de 2019. Entre os cem vídeos mais sugeridos pelo YouTube (incluindo a barra de recomendações ao lado direito da tela e os conteúdos exibidos automaticamente após outros vídeos) na busca por "aquecimento global", 16% continham informações que, depois de checadas pela equipe da Avaaz, foram consideradas comprovadamente falsas ou enganosas. O percentual cai para 8% quando são considerados os vídeos mais recomendados na busca por "mudança climática", e cresce para 21% para o termo "manipulação climática". Para analisar o conteúdo dos vídeos, a plataforma de campanhas contrapôs os dados apresentados àqueles divulgados por organizações como o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a Nasa, a Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa) e também à literatura científica disponível. Recomendado pelo YouTube, o vídeo 'O que eles não te contaram sobre a mudança climática"'traz informações falsas ou enganosas, diz a Avaaz; ele já foi visto 3,6 milhões de vezes Reprodução/Youtube O conteúdo encontrado inclui afirmações de que não há ocorrência de mudança climática significativa, de que a ação humana não é realmente responsável por ela e até de que não há muito que possamos fazer para reduzir ou mitigar seus impactos. A análise foi conduzida em Alemanha, Brasil, Espanha, Estados Unidos, França e Reino Unido. "Descobrimos que o YouTube está levando milhões de pessoas a assistirem vídeos de desinformação sobre o clima todos os dias. Eles não estão apenas sendo postados no YouTube e vistos de maneira orgânica por audiências interessadas no tema — o algoritmo de recomendações do YouTube está promovendo esses vídeos gratuitamente, levando desinformação a quem não seria exposto a eles de outra forma", afirma o relatório. Os vídeos analisados pela Avaaz e que continham informações falsas ou enganosas somavam, à altura do estudo, 21,1 milhões de visualizações. Além de ter seu material promovido pelo YouTube, os autores se beneficiam financeiramente da exposição gerada pela plataforma. O estudo encontrou anúncios de 108 empresas, incluindo grandes marcas globais, acompanhando esses vídeos. E mais: uma a cada cinco peças publicitárias pertenciam a ONGs como o Greenpeace. "De uma forma ou de outra, esses anúncios incentivam e financiam os autores desses vídeos", diz Flora Rebello Arduini, coordenadora de campanhas da Avaaz. Quando um deles é veiculado com um desses conteúdos, uma parte do dinheiro pago por essas marcas é direcionada aos canais responsáveis pelo conteúdo. Na Austrália, afetada por fortes incêndios florestais, manifestantes cobram do governo ações contra as mudanças climáticas AFP/BBC De acordo com Arduini, 70% do conteúdo assistido no YouTube é acessado por meio das recomendações da plataforma. "É uma audiência de 2 bilhões de pessoas [o número de usuários ativos mensalmente no YouTube], temos que considerar a magnitude e o alcance dessa plataforma", afirma. "O problema é que você está alimentando informações incorretas sobre algo que já é comprovadamente verdade [a mudança climática]. Cria-se essa bolha de desinformação, e em um tema importante como esse, que pode influenciar em quem você vai votar na próxima eleição, por exemplo, além de ter um efeito devastador no futuro." Procurado pela BBC News Brasil, o YouTube afirmou que "investiu significativamente para reduzir a recomendação de conteúdos 'borderline' [vídeos que chegam perto de violar as regras da companhia sem tecnicamente fazê-lo] ou de desinformação nociva, e para elevar vozes confiáveis na plataforma. Só em 2019, o consumo de conteúdo em canais de notícias confiáveis [no YouTube] cresceu 60%". Na nota, a plataforma de vídeos disse ainda que não pode comentar a metodologia ou os resultados da Avaaz, mas que seus sistemas de recomendações não foram desenvolvidos para filtrar ou despromover vídeos ou canais baseados em pontos de vista específicos. Sobre os anúncios nos vídeos identificados pelo relatório, a empresa diz que tem "uma política de anúncios bastante rígida que determina onde as peças publicitárias podem aparecer". "E nós fornecemos aos anunciantes ferramentas que permitem a exclusão de seus anúncios de conteúdos que não estejam alinhados com suas marcas." O Greenpeace, em nota, afirmou que "a indústria de combustíveis fósseis investiu e obteve lucros durante décadas com informações falsas sobre o clima, e os algoritmos do YouTube continuam ajudando a espalhar essas mentiras". "Se vamos parar a emergência climática que vivemos, precisamos que empresas de tecnologia e redes sociais como o YouTube façam parte da solução e não do problema." Diretrizes mais rígidas Vídeo de programa da rede americana de TV Fox News, também apontado pela Avaaz por conteúdo enganoso Reprodução/Youtube Em documento publicado em fevereiro de 2019, o Google, dono do YouTube, anunciou seus esforços mais recentes para conter a recomendação de vídeos que trazem desinformação, "especialmente em assuntos que dependam da veracidade, como ciência, medicina, notícias e eventos históricos", diz o texto. Entre as ações, estavam diretrizes mais rígidas para definir que vídeos serão promovidos em sua página principal ou por meio das recomendações da plataforma após o final de cada conteúdo. Além disso, a empresa se comprometeu a fornecer a seus usuários mais contexto (por meio, especialmente, de textos), para torná-los mais bem informados sobre as informações que consomem. "Em alguns tipos de conteúdo, incluindo aqueles produzidos por organizações financiadas pelo Estado ou que recebem recursos públicos, ou tópicos que costumam ser acompanhados por desinformação na internet, começamos a fornecer informações contextuais ou links para sites confiáveis, para que nossos usuários tomem decisões informadas sobre o que assistem em nossa plataforma." E, de acordo com a Avaaz, 64% dos vídeos que continham desinformação encontrados pelo estudo continham uma caixa de texto da Wikipedia, contendo informações gerais sobre a mudança climática. "Apesar disso, não havia alerta a esses usuários de que os vídeos continham informações enganosas, e eles ainda estavam sendo recomendados pelo YouTube", diz o relatório. Diante do cenário atual, a Avaaz sugere três medidas a serem tomadas pelo YouTube: desintoxicar seu "algoritmo para que deixe de promover vídeos que contenham desinformação ou informações falsas; desmonetizar esses conteúdos (ou seja, deixar de incluir neles anúncios de companhias e ONGs); e corrigir os erros, trabalhando com empresas de checagem de dados independentes para informar os usuários de que eles acessaram informações falsas ou enganosas. Além disso, os anunciantes precisam monitorar que tipo de conteúdo seus recursos estão financiando, diz a plataforma de campanhas, e trabalhar com o YouTube para corrigir o problema. "Marcas e YouTube precisam trabalhar juntos. Apreciamos as medidas tomadas até agora, mas ainda existe um grande caminho a percorrer nesses três pilares mencionados", afirma Flora Arduini. Em nota, o Greenpeace também pede que o YouTube remova os vídeos com informações falsas sobre o clima de seus algoritmos de recomendação e elimine as possibilidades de monetizar esses conteúdos. No documento de fevereiro do ano passado, o Google afirmava que "continua se esforçando para avançar nessas questões. Isso não significa que este é um problema resolvido, e sabemos que ainda há espaço para progredir."
Veja Mais

16/01 - Mudanças climáticas são maior risco global, diz Fórum Econômico Mundial
Relatório é publicado anualmente às vésperas do encontro anual de Davos; documento analisa tendências e riscos para formulação de políticas e estratégias para os próximos 12 meses e pela primeira vez todos os 5 grandes problemas são ambientais. Fórum Econômico Mundial divulga relatório sobre riscos globais Problemas relacionados às mudanças climáticas dominam as preocupações de especialistas do Fórum Econômico Mundial para a próxima década. O "Relatório de Riscos Globais 2020", publicado nesta quarta-feira (15), trouxe, pela primeira vez, a questão ambiental em todos os cinco pontos de atenção para governos e mercados. Ao todo, para a compilação deste documento, foram ouvidos 750 especialistas e tomadores de decisão globais que chamaram a atenção para cinco riscos ambientais que podem transformar o mundo nos próximos dez anos. É a primeira vez, em 15 edições do relatório, que todos os problemas apontados têm relação com as mudanças climáticas. Os 5 maiores riscos globais são: Eventos climáticos extremos, como enchentes e tempestades Falhas nos combates às mudanças climáticas Perda de biodiversidade e esgotamento de recursos Desastres naturais, como terremotos e tsunamis Desastres ambientais ​​causados pelo homem Eventos extremos O relatório destacou os riscos de eventos climáticos extremos, como inundações ou tempestades como os mais preocupantes a longo prazo. Entre os outros pontos levantados pelos especialistas do Fórum estão o fracasso de governos e mercados em se adaptar adequadamente às mudanças climáticas. Segundo os analistas, possíveis desastres ambientais causados ​​pelo homem – como derramamentos de óleo ou acidentes nucleares – são outro ponto de atenção. Além disso, apontam para os riscos econômicos que podem ser afetados por desastres naturais, como terremotos ou tsunamis. "As mudanças climáticas são uma ameaça muito real e séria para a sociedade", disse Alison Martin, porta-voz do Zurich Insurance Group, uma das instituições consultadas pelo Fórum. "Eventos climáticos extremos, como ondas de calor e inundações, estão se tornando mais comuns e graves, fazendo com que as comunidades enfrentem custos humanitários e econômicos muitas vezes devastadores." Casas foram completamente destruídas pela passagem do furacão Dorian em área de Abaco, nas Bahamas Gonzalo Gaudenzi/AP Riscos O Fórum Econômico ressaltou também os riscos econômicos desta emergência climática, e citou uma pesquisa de 2018 que estimou em mais de US$ 3 milhões (cerca de R$ 12 milhões) as perdas impactadas pelo desmatamento na Amazônia. A questão ambiental também se destacou entre as preocupações dos especialistas a curto prazo. Das cinco mais citadas, duas eram relacionadas à questão ambiental. "O cenário político é polarizado, o nível do mar sobe, e os incêndios relacionados ao clima são devastadores", disse o presidente do fórum, Borge Brende. "Esse é o ano em que os líderes mundiais devem trabalhar com todos os atores da sociedade para reparar e recuperar nossos sistemas de cooperação, e não apenas no curto prazo, mas para lidar com riscos profundamente arraigados."
Veja Mais