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28/10 - Encontrado recife de coral maior que o Empire State
Com 500 metros de altura, estrutura 'semelhante a uma lâmina' foi descoberta na Grande Barreira de Corais da Austrália. Cientistas usaram um robô para filmar o enorme recife encontrado na costa norte da Austrália. SCHMIDT OCEAN INSTITUTE via BBC Um recife de coral enorme foi encontrado na extremidade norte da Grande Barreira de Corais da Austrália. Com 500 metros de altura, é mais alto que o Empire State Building, em Nova York. Em Nova York, terraço do Empire State Building é reaberto De acordo com especialistas, trata-se da primeira descoberta do tipo em 120 anos. Cientistas encontraram a estrutura, que está separada da Grande Barreira de Corais, na semana passada, enquanto faziam o mapeamento em 3D do fundo do mar na região. A bordo de um navio de pesquisa de propriedade do Schmidt Ocean Institute (SOI), grupo sem fins lucrativos com sede na Califórnia, a equipe usou um robô subaquático para explorar o recife. Conhecido como SuBastian, o robô fez uma transmissão ao vivo da descoberta no domingo — e o vídeo foi publicado no YouTube. "Descobrir um novo recife de meio quilômetro de altura, na área costeira de Cabo York da conhecida Grande Barreira de Corais, mostra como o mundo é misterioso além de nossa costa", afirmou a diretora-executiva da SOI, Jyotika Virmani. O recife é mais alto do que arranha-céus famosos, como o Empire State Building de Nova York. SCHMIDT OCEAN INSTITUTE via BBC "Esta combinação poderosa de dados de mapeamento e imagens subaquáticas será usada para entender este novo recife e seu papel dentro da incrível área de Patrimônio Mundial da Grande Barreira de Corais." A Grande Barreira de Corais, o maior recife de coral do mundo, abriga mais de 1,5 mil espécies de peixes, 411 espécies de corais duros e dezenas de outras espécies. Grande Barreira de Corais resistiu a cinco eventos de quase extinção, diz estudo Austrália investirá R$ 1,3 bilhão para salvar a Grande Barreira de Corais Transplante de corais pode ajudar a salvar a Grande Barreira na Austrália Estendendo-se por 2.300 km, a estrutura foi declarada Patrimônio Mundial pela Unesco em 1981 por sua "enorme importância intrínseca e científica". Mas, nos últimos anos, foi muito danificada pelo mar mais quente, que matou corais, dispersou outras formas de vida marinha e acelerou o crescimento de algas e outros agentes contaminantes. Um estudo publicado no início deste mês mostrou que a Grande Barreira de Corais perdeu mais da metade de seus corais desde 1995 devido ao aumento da temperatura dos oceanos causado ​​pelas mudanças climáticas. O que sabemos sobre o novo recife? De acordo com cientistas, o recife é o primeiro do tipo a ser encontrado na região desde o fim do século 19. Sabe-se que há sete outros recifes altos na área, incluindo o da ilha de Raine — principal área de desova de tartarugas-verdes no mundo. Embora esteja apoiado no fundo do oceano ao longo de North Queensland, ele está destacado, o que significa que não faz parte do corpo principal da Grande Barreira de Corais. Descrito como "semelhante a uma lâmina", o recife tem uma base de 1,5 km de largura e 500m de altura a apenas 40 m de atingir a superfície do mar. "Esta descoberta inesperada comprova que continuamos a encontrar estruturas desconhecidas e novas espécies em nosso oceano", declarou a cofundadora da SOI, Wendy Schmidt. "O nosso conhecimento sobre o que há no oceano sempre foi muito limitado. Graças às novas tecnologias que funcionam como nossos olhos, ouvidos e mãos no fundo do oceano, temos a capacidade de explorar como nunca antes." "Novas paisagens oceânicas estão se abrindo para nós, revelando ecossistemas e formas de vida variadas que dividem o planeta com a gente", acrescenta. Os cientistas devem continuar pesquisando a região norte da Grande Barreira de Corais até 17 de novembro. Fant 360: conheça a grande barreira de corais da Austrália O que mais os pesquisadores descobriram? Este recife é a mais recente descoberta feita por pesquisadores a bordo do Falkor, navio do SOI, em uma missão exploratória de um ano nos oceanos ao redor da Austrália. O instituto informou ter descoberto até 30 novas espécies, incluindo "a mais longa criatura marinha já registrada" — um sifonóforo de 45 metros comprimento encontrado em abril em um cânion na costa oeste da Austrália. Primos das água-vivas e corais, os sifonóforos são organismos marinhos encontrados no fundo do mar. Muitos são bioluminescentes, brilhando em verde ou azul para atrair as presas. Outras descobertas foram feitas em agosto, incluindo a de espécies ainda não descritas de corais negros e esponjas, além da "primeira observação na Austrália de peixes-escorpião (Scorpaenidae) raros", acrescentou o instituto. VÍDEOS: mais assistidos da semana
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28/10 - Governo libera o registro de 16 agrotóxicos genéricos para uso dos agricultores
Do total, são 13 pesticidas químicos e 3 biológicos. São 343 registros publicados no Diário Oficial em 2020. Aumenta quantidade de agrotóxicos liberados pela Anvisa; Mogi tem programa para conscientizar agricultores Reprodução/TV Diário O Ministério da Agricultura publicou nesta quarta-feira (28) a liberação de mais 16 agrotóxicos genéricos para o uso dos agricultores. Já são 343 novas autorizações publicadas em 2020 (veja mais abaixo). Do total, segundo o ministério, são 13 agrotóxicos químicos e 3 biológicos, que são aqueles que podem ser utilizados tanto em lavouras comerciais quanto na produção de alimentos orgânicos, por exemplo. Pela legislação brasileira, tanto produtos biológicos utilizados na agricultura orgânica quanto químicos utilizados na produção convencional são considerados agrotóxicos. Entre os destaques, está um registro para um pesticida à base de atrazina, 5º defensivo mais vendido no país. Muito comum na cultura do milho, o agrotóxico é o 6º mais vendido nos Estados Unidos, que é o principal produtor mundial do grão. Na União Europeia, ele foi banido por estar associado à contaminação de lençóis freáticos. Já entre os biológicos, os registros são para microrganismos como o Bacillus amyloliquefaciens e Trichoderma harzianum que atuam no controle de pragas como o fungo Rhizoctonia solani, que causa a doença podridão-radicular e também combate o percevejo marrom, uma praga importante da soja. Registros no ano Ao todo, são 343 registros de novos agrotóxicos em 2020, segundo publicações no Diário Oficial da União, que é por onde o G1 se baseia. Desde 2005, quando o governo começou a compilar os dados de registro de pesticidas, 2020 perde apenas para 2019 – ano em que o país teve liberação recorde de agrotóxicos. Registro de agrotóxicos no Brasil até o dia 28 de outubro Arte G1 Até agora, são 5 princípios ativos inéditos no ano: 4 pesticidas biológicos e 1 químico. Os outros 338 registros são de genéricos, sendo: 159 ingredientes químicos de agrotóxicos que são vendidos aos agricultores; 59 pesticidas biológicos vendidos aos agricultores; 120 princípios ativos para a indústria formular agrotóxicos. Novo método de divulgação Neste ano, o governo alterou o método para anunciar a liberação de agrotóxicos. Até 2019, o Ministério da Agricultura divulgava a aprovação dos pesticidas para a indústria e para os agricultores no mesmo ato dentro do "Diário Oficial da União". Por que a produção de alimentos depende tanto de agrotóxicos? STF suspende portaria que abria espaço para registro automático de pesticidas A série histórica de registros, que apontou que 2019 como ano recorde de liberações, levava em conta a aprovação dos dois tipos de agrotóxicos: os que vão para indústria e os que vão para os agricultores. Como reduzir os resíduos de agrotóxicos antes de comer frutas, legumes e verduras Em nota, o Ministério da Agricultura explicou que a publicação separada de produtos formulados (para os agricultores) e técnicos (para as indústrias) neste ano tem como objetivo "dar mais transparência sobre a finalidade de cada produto". "Assim, será mais fácil para a sociedade identificar quais produtos efetivamente ficarão à disposição dos agricultores e quais terão a autorização apenas para uso industrial como componentes na fabricação dos defensivos agrícolas", completou o ministério. Como funciona o registro O aval para um novo agrotóxico no país passa por 3 órgãos reguladores: Anvisa, que avalia os riscos à saúde; Ibama, que analisa os perigos ambientais; Ministério da Agricultura, que analisa se ele é eficaz para matar pragas e doenças no campo. É a pasta que formaliza o registro, desde que o produto tenha sido aprovado por todos os órgãos. Tipos de registros de agrotóxicos: Produto técnico: princípio ativo novo; não comercializado, vai na composição de produtos que serão vendidos. Produto técnico equivalente: "cópias" de princípios ativos inéditos, que podem ser feitas quando caem as patentes e vão ser usadas na formulação de produtos comerciais. É comum as empresas registrarem um mesmo princípio ativo várias vezes, para poder fabricar venenos específicos para plantações diferentes, por exemplo; Produto formulado: é o produto final, aquilo que chega para o agricultor; Produto formulado equivalente: produto final "genérico". VÍDEO: veja mais notícias sobre agrotóxicos Initial plugin text
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28/10 - 'Lua Azul': o raro evento cósmico que poderá ser visto neste 31 de outubro (e não se repetirá até 2023)
Trata-se de fenômeno incomum que ocorre a cada 2,5 anos, aproximadamente, devido à duração dos ciclos lunares. A 'Lua Azul' poderá ser vista na noite de 31 de outubro quando o céu estiver limpo. GETTY IMAGES Ela não é realmente azul. É uma lua cheia, como qualquer outra, da cor que a maioria das luas cheias são vistas: cinza claro, branco leitoso ou prateado. O que torna estranho esse fenômeno, que o folclore batizou de "Lua Azul", é que ela é a segunda lua cheia em um único mês, quando o normal é termos apenas uma. O ciclo lunar, período em que ocorrem todas as fases da Lua, se repete a cada 29,5 dias ou mais. Para que a "Lua Azul" ocorra são necessárias duas coincidências: a primeira lua cheia precisa ocorrer no primeiro ou segundo dia do mês, e este mês precisa ter 31 dias. Assim, é provável que apareça uma segunda lua cheia. Esse fenômeno é conhecido como "Lua Azul". O mês de fevereiro, que tem 28 dias, por exemplo, nunca verá uma "Lua Azul". A Lua Azul apareceu dessa forma em Washington, nos Estados Unidos, em 2015 GETTY IMAGES Quando é a 'Lua Azul' de 2020? A Lua Azul é um fenômeno incomum que ocorre apenas a cada 2,5 anos. A última vez que isso aconteceu foi em 31 de março de 2018. Neste ano, ela aparecerá no céu na noite de 31 de outubro a 1 de novembro, quando muitos países celebram o Halloween. No México, o dia marca o começo do festival do Dia dos Mortos. Já houve uma lua cheia no dia 1º de outubro e, no final do mês, poderemos ver a segunda. Neste ano a Lua Azul coincide com o Halloween. GETTY IMAGES Por que Lua Azul? Como a Nasa explica em seu site, o termo Lua Azul surgiu na década de 1940. Na época, o Maine Farmer's Almanac (uma publicação anual que desde 1818 traz previsões sobre eventos ligados a clima nos EUA e Canadá) oferecia uma definição da Lua Azul tão complicada que muitos astrônomos tinham dificuldade em entendê-la. Para explicar as luas azuis em linguagem simples, a revista Sky & Telescope publicou um artigo em 1946 intitulado 'Uma vez em uma lua azul'. O autor, James Hugh Pruett (1886-1955), citou o almanaque do Maine de 1937 e disse: "A segunda (Lua Cheia) em um mês, como eu interpreto, é chamada de Lua Azul." E assim nasceu a moderna Lua Azul. Ela inspirou livros, filmes e músicas como Blue Moon, composta em 1934 por Richard Rogers e Lorenz Hart, gravada por inúmeros artistas como Elvis Presley, Frank Sinatra, Dean Martin, Billie Holliday e Billy Eckstine. O vulcão Krakatoa, na Indonésia, expeliu cinzas novamente em 11 de abril de 2020 GETTY IMAGES Luas e vulcões Embora a Lua Azul não pareça ser azul, existem luas dessa cor. Mas elas só podem parecer azuis após uma erupção vulcânica. Em 1883, após o terremoto do vulcão Krakatoa, na Indonésia, as pessoas diziam que em quase todas as noites era possível ver luas azuis. Com a força da erupção, semelhante a uma bomba nuclear de 100 megatons, nuvens de cinzas subiram ao topo da atmosfera terrestre e suas partículas fizeram a lua parecer azul. Também houve relatos de luas azuis no México em 1983, após a erupção do vulcão El Chichón, e no Estado de Washington em 1980, após a erupção do Monte Santa Helena.
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27/10 - Morcegos praticam distanciamento social quando estão doentes, aponta estudo
Pesquisadores americanos descobriram que morcegos que estão se sentindo mal passam menos tempo perto de outros, um fenômeno que eles chamam de 'distanciamento social passivo'. Morcegos-vampiros são animais sociais que gostam de cuidar uns dos outros e compartilhar comida Getty Images via BBC Uma nova pesquisa aponta que morcegos se distanciam socialmente quando estão doentes, passando menos tempo perto de outros e interagindo menos companheiros de grupo. O comportamento já havia sido observado em laboratório, mas pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, agora verificaram o mesmo com morcegos-vampiros selvagens em Belize, na América Central. O estudo foi publicado na revista Behavioral Ecology. Os cientistas monitoraram um grupo de morcegos que vivia dentro de uma árvore oca, equipando-os com minúsculos sensores de proximidade para descobrir como eles interagiam socialmente. Os pesquisadores ainda injetaram em 16 morcegos uma substância chamada lipopolissacarídeo, que fez seus sistemas imunológicos reagissem temporariamente como se estivessem doentes, para ver se seu comportamento mudaria. No total, havia 31 morcegos na árvore. Os 15 animais restantes receberam injeções de solução salina que não interferiram com seu sistema imunológico. Os pesquisadores dizem que nenhum dos morcegos foi ferido durante o experimento. 75% das doenças infecciosas emergentes que afetam o homem vieram de animais, diz brasileira que estuda relação entre epidemias e desmatamento das florestas Casal cria 1º roteiro de observação de morcegos do Brasil: 'Acabar com o preconceito' Menos interação social Foi observado que os morcegos "doentes" interagiram com cerca de quatro morcegos a menos do que os animais saudáveis. Eles não queriam participar dos rituais e cuidados recíprocos, moviam-se menos e agiam de forma mais sonolenta do que os outros. Essa diferença comportamental diminuiu seis horas após a injeção e quando os morcegos dormiam ou saíam em busca de comida. Após 48 horas, os efeitos da injeção desapareceram completamente, e os morcegos voltaram a ser tão sociais quanto antes. Ao se sentir mal, os morcegos reduziria a probabilidade de espalhar um vírus ao passar menos tempo com morcegos saudáveis, afirmam os pesquisadores. O principal autor do estudo, Simon Ripperger, chama isso de "distanciamento social passivo" e acredita que esse comportamento pode ser mais comum no reino animal do que sabemos. "Os sensores nos deram uma janela nova e surpreendente para como o comportamento social desses morcegos mudava de hora em hora e mesmo de minuto a minuto durante o dia e a noite, mesmo enquanto eles estavam escondidos na escuridão de uma árvore oca," disse Ripperger. O distanciamento social passivo é comparado ao que humanos fazem ao ficar de cama quando se sentem mal, em vez de estar perto de outras pessoas. O comportamento é útil para a saúde geral de um grupo de animai,s porque torna menos provável que uma doença se espalhe. VÍDEOS: Mais vistos do G1 nos últimos 7 dias
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27/10 - Zeta é rebaixado a tempestade tropical após tocar terra no Caribe mexicano
Esta já é a a 28ª tempestade no Atlântico em 2020. Na quarta, ela deve se aproximar da costa dos EUA. Região de Tulum, em Quintana Roo, já havia sido atingida pelo ciclone Delta no começo do mês. Além do furacão Zeta, na semana passada a costa mexicana já havia enfrentado o furação Delta, que provocou destruição em comércios e residências. Henry Romero/Reuters O Zeta foi rebaixado a tempestade tropical, nesta terça-feira (27), após atingir a costa sudeste do México na noite de segunda-feira (26), quando foi classificado como um furacão de categoria 1. Dias atrás, a mesma região no Caribe mexicano, perto de um resort em Tulum, já havia sido atingida pelo ciclone Delta. A tempestade agora está localizada a 75 km do leste de Puerto Progreso, no estado de Yucatán, com ventos máximos sustentados de 110 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC). O instituto espera que o Zeta ultrapasse o Golfo do México nesta terça-feira (27) e se aproxime da costa dos Estados Unidos na quarta-feira (28). O governador de Quintana Roo, Carlos Joaquín, disse que a passagem do furacão pelo estado - onde estão os balneários de Cancún, Tulum e Riviera Maia - não deixou vítimas ou danos significativos. "Os relatórios que temos até agora indicam um saldo em branco após a passagem do furacão Zeta por Quintana Roo", postou Joaquín no Twitter. "Aeroportos em operação, hospitais e centros de saúde sem incidentes e obras sendo feitas para restaurar os serviços públicos que foram perdidos em algumas cidades e bairros", acrescentou. Recorde de furacões em 2020 Imagem de satélite mostra cinco tempestades tropicais na região do Atlântico Norte nesta segunda-feira (14) NOAA via AP Na madrugada de 7 de outubro, o furacão Delta atingiu a costa perto de Cancún com a categoria 2 (de 5) na escala Saffir-Simpson, não deixando vítimas, apenas danos materiais. A passagem de furacões e tempestades é um novo golpe para esses resorts, que viram a chegada de visitantes cair drasticamente devido à pandemia covid-19. O turismo representa mais de 8% do PIB do México. A temporada de furacões de 2020 no Atlântico está registrando um recorde de atividade. Zeta é a 28ª tempestade. Esgotados os nomes dados a esses fenômenos, os meteorologistas começaram a identificá-los com o alfabeto grego. Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias
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26/10 - Especialistas criticam paralisia do Fundo Amazônia em segundo dia de audiência pública no STF
Ministra Rosa Weber, relatora de ação que questiona atuação do governo, ouviu ministérios, instituições de pesquisa e especialistas sobre o tema. Data de julgamento ainda não foi marcada. O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta segunda-feira (26) uma audiência pública, iniciada na sexta (23), para discutir a paralisação do Fundo Amazônia. Foram ouvidos representantes de órgãos de monitoramento, pesquisadores e especialistas ambientais, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), gestor do fundo. Os representantes de órgãos ambientais criticaram as decisões do governo Jair Bolsonaro em relação aos recursos. O tribunal analisa uma ação de partidos de oposição, que apontam omissão da União ao não executar a verba doada pelos países europeus. A relatora do processo é a ministra Rosa Weber, e o julgamento ainda não tem data marcada. O fundo está paralisado desde 2019, quando o presidente Jair Bolsonaro extinguiu o comitê que orientava a aplicação dos recursos. A inclusão mais recente de um projeto entre os contemplados pelas verbas do Fundo Amazônia aconteceu ainda no governo Michel Temer, em 2018. Veja as recentes polêmicas sobre o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles Na sexta-feira (23), a ministra Rosa Weber ouviu ministérios, secretários estaduais de Meio Ambiente, o Ibama e o ICMBio. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, creditou a paralisia do dinheiro aos países europeus, que teriam rejeitado alterações no modelo de gestão do fundo (veja detalhes abaixo). Nesta segunda, a audiência tratou de temas como o estado de preservação, controle e prevenção do desmatamento na Amazônia, a estrutura do fundo e o "valor da floresta em pé". O diretor de Crédito e Garantia do BNDES, Petrônio Cançado, explicou como o Fundo Amazônia foi constituído, como os doadores fazem as doações e o processo para aprovação de projetos. Cançado também fez uma retrospectiva dos projetos já financiados com esses recursos. O fundo foi criado em 2008 e capta doações para financiar projetos de combate ao desmatamento e uso sustentável da floresta. Noruega e Alemanha são os principais doadores. Na Amazônia, projetos de conservação das florestas estão parados Críticas ao governo Suely Araújo, do Observatório do Clima, apontou que a paralisação de contratação de novos projetos no Fundo Amazônia faz parte de uma “opção governamental pelo não fazer”, o que ela chamou de “inação calculada” do Ministério do Meio Ambiente. Especialista em políticas públicas e presidente do Ibama na gestão de Michel Temer, Suely também ressaltou a baixa execução orçamentária da pasta e criticou o papel do Brasil na política ambiental no exterior. Segundo ela, o Brasil age ora como “negacionista”, ora como ator que faz pressão pelo pagamento dos países estrangeiros por serviços ambientais. Para a pesquisadora, é um “crime” manter parados recursos para investimentos no setor. “Não há explicação razoável para o desmonte do Fundo Amazônia”, afirmou. Paulo Moutinho, cientista sênior do Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam), afirmou que está havendo uma “grande retomada do desmatamento” no Brasil ao mesmo tempo em que o Fundo Amazônia está paralisado. Informou ainda que 50% do desmatamento amazônico vem de desmatamento em áreas públicas, florestas da União e dos estados. Sistemas de monitoramento Os representantes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Cláudio Almeida; do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Carlos Souza Junior; do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Rafael Pinto Costa, apresentaram as ferramentas de monitoramento que são utilizadas no monitoramento de desmatamento, queimadas e degradação florestal da Amazônia. Governo exonera a responsável pelo monitoramento da Amazônia no Inpe O diretor de programas do Instituto Nacional da Reforma Agrária (Incra), Anaximandro Doudement Almeida, apresentou aos participantes como o órgão faz a regularização fundiária, que ele acredita ser essencial para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Participação de Salles O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, participou da primeira parte da audiência realizada na sexta. Na ocasião, ele afirmou que o governo federal não recriou o Conselho Orientador do Fundo Amazônia, extinto há mais de um ano, porque os países europeus doadores rejeitaram mudanças no modelo de gestão dos recursos. De acordo com Salles, o governo queria mexer na composição do conselho e extinguir a necessidade de decisão unânime no colegiado. Sem acordo entre os governos, o comitê foi extinto em abril de 2019 e, desde então, o fundo está paralisado. "Um eventual novo decreto contemplaria condições negociadas que traziam essas preocupações do governo federal. Por outro lado, mantinham algumas ponderações sobre a ótica dos doadores. Infelizmente, essas condições de acordo não foram encontradas. Os doadores não concordaram”, disse Salles. Em fevereiro, MP pediu esclarecimento ao BNDES sobre repasses do Fundo Amazônia A extinção do conselho orientador foi feita por um decreto de "revogaço" do presidente Jair Bolsonaro. No mesmo ato, ele extinguiu outros mais de 250 decretos sobre diversos temas. Com o impasse, o Brasil não aprovou nenhum projeto para receber verbas do Fundo Amazônia desde 2018. Ibama falou por dois minutos O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim, utilizou apenas dois dos 20 minutos a que tinha direito para defender a importância dos recursos do Fundo Amazônia no orçamento do órgão no primeiro dia de audiência pública. O gestor disse que o dinheiro tem "papel fundamental" nas ações do Ibama, mas abriu mão de detalhar como a verba é aplicada. O Ibama chegou a paralisar as atividades de combate a queimadas na semana passada, justamente por falta de recursos. Na quarta (21), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, determinou que todas as equipes ligadas ao PrevFogo, do Ibama, suspendessem as missões. Na sexta (23), o Ministério da Economia anunciou a destinação de mais recursos para órgãos ambientais.
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26/10 - Fundo Amazônia tem R$ 2,9 bilhões paralisados pelo governo Bolsonaro, alertam ONGs
Dado foi apresentado pelo Observatório do Clima em audiência pública nesta segunda (26), em que STF analisa a implosão do Fundo. Paralisação afeta recursos destinados ao desmatamento do bioma. Um igarapé no meio da Amazônia, na Floresta Nacional do Tapajós Marcelo Brandt/G1 O Fundo Amazônia, que capta doações para projetos de preservação e fiscalização do bioma, tem cerca de R$ 2,9 bilhões parados e está sem atividade desde 2019, apontou a rede Observatório do Clima, nesta segunda-feira (26), em uma audiência pública que analisa a paralisação das contas do Fundo pelo governo federal. O dado foi apresentado ao tribunal no final desta tarde pela analista de políticas públicas do Observatório do Clima, Suely Araújo, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Preservação do Meio Ambiente (Ibama). "Informações prestadas pelo BNDES, gestor dos recursos, na ação que corre no Supremo indicam que a extinção dos comitês ou qualquer estabelecimento de governança diferente da original, sem prévia negociação com os doadores, afeta os compromissos já estabelecidos, podendo ensejar, inclusive, a restituição de recursos já doados", diz o documento apresentado por Araújo. A apresentação também ressaltou que o desmatamento na região amazônica está em alta desde o início da paralisação do Fundo, com aumento de 34% em 2019 e de mais 34% nos alertas do Inpe em 2020. Relatório inédito mostra que 99% do desmatamento feito no Brasil em 2019 foi ilegal Amazônia perdeu quase '2 mil campos de futebol por dia' em área de floresta em 2019, aponta levantamento "A paralisação do Fundo Amazônia constitui verdadeiro crime contra a política ambiental", afirmou Araújo. Convocada por Rosa Weber, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), a audiência pública teve início na sexta-feira (23). O tribunal analisa uma ação de partidos de oposição, que apontam omissão da União ao não executar a verba doada pelos países europeus. Eles pedem a retomada imediata das atividades do Fundo Amazônia. "Enquanto a sociedade pressiona o governo a desempenhar seu papel constitucional de proteção ambiental, o planalto cruza os braços e deixa parados bilhões de reais que poderiam ser usados para combater o desmatamento e as queimadas", comentou o secretário-executivo do Observatório do Clima, Márcio Atrini. Falta de acordo sobre Fundo Amazônia pode extinguir projetos ambientais De 2016 a 2018, o Ibama recebeu recursos do Fundo para bancar o aluguel de veículos especiais em operações na Amazônia e implementar pelo menos 466 missões de fiscalização. Quase 60% dos recursos foram destinados a instituições do próprio governo. Fundo bilionário sem atividade Criado em 2008 para financiar projetos de redução do desmatamento e fiscalização, o Fundo Amazônia está parado desde abril de 2019, quando o governo Bolsonaro extinguiu os colegiados Comitê Orientador (COFA) e o Comitê Técnico (CTFA), que formavam a base do Fundo. Na sexta, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou na audiência pública que o governo federal não recriou o Conselho Orientador do Fundo Amazônia porque os países europeus doadores rejeitaram mudanças no modelo de gestão dos recursos. Em maio do ano passado, Salles tentou mudar as regras do Fundo e anunciou a intenção de destinar os recursos captados para indenizar proprietários de terras. Ele também afirmou na época haver indícios de irregularidades nos contratos firmados com ONGs, mas não apresentou nenhuma prova que confirmasse a afirmação. Contrários às falas de Salles, a Noruega suspendeu repasses ao Fundo Amazônia de R$ 133 milhões e a Alemanha anunciou corte de até R$ 155 milhões. Em resposta, Bolsonaro afirmou que o Brasil não precisava do dinheiro da Alemanha para preservar a Amazônia. Em maio desse ano, o vice-presidente Hamilton Mourão anunciou que o governo recriaria o conselho gestor do Fundo Amazônia. A declaração foi dada após reunião com embaixadores da Alemanha e da Noruega. Mourão, que preside o Conselho da Amazônia, disse que a ação faria parte do movimento para reativar o fundo. Passados quase cinco meses, o ato não se concretizou. Mourão tira Salles do Fundo da Amazônia para recuperar doações da Noruega e Alemanha
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26/10 - Zoológico da Cidade da Criança volta a funcionar aos fins de semana e feriados após 7 meses de quarentena por causa da Covid-19
Funcionamento será de quinta-feira a domingo e nos feriados, das 10h às 16h, e a entrada de veículos foi ampliada de 50 para 120 ao dia. Visitação deve ser agendada. Zoológico da Cidade da Criança funciona de quinta a domingo, das 10h às 16h AI/Cidade da Criança A partir desta quinta-feira (29), o Zoológico da Cidade da Criança, em Presidente Prudente, passa a receber visitantes com horário ampliado, das 10h às 16h. Além disso, o espaço reabrirá aos fins de semana e feriados. A entrada de veículos no local também foi ampliada de 50 para 120 ao dia. Temporariamente segue proibido o acesso de vans e ônibus. De acordo com a administração, o novo funcionamento será sempre de quinta a domingo. Na próxima segunda-feira, dia 2 de novembro, feriado de Finados, o Zoológico também estará aberto ao público. Para visitar o local ainda é necessário realizar o agendamento prévio e gratuito pelo WhatsApp, no número (18) 3902-9333. O agendamento é aberto semanalmente e pode ser realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A Praça de Alimentação também volta a funcionar, com liberação de consumo apenas no local. As demais atividades, como Parque Aquático, Planetário, Observatório, área para piquenique e Parquinho, seguem suspensas. A ampliação de dias e horários de visitas foi liberada após avaliação da equipe técnica do Parque, levando em consideração os protocolos de segurança e higiene nas primeiras semanas de reabertura gradual. Zoológico da Cidade da Criança funciona de quinta a domingo, das 10h às 16h AI/Cidade da Criança Fechado desde março, quando teve início a pandemia do novo coronavírus, o Zoológico foi reaberto parcialmente no dia 1º deste mês, após Presidente Prudente se estabelecer na fase amarela do Plano São Paulo. Cabe lembrar que durante toda a visita é obrigatório o uso de máscara. Álcool em gel é distribuído em totens espalhados pelo parque. A temperatura corporal de todos os visitantes é verificada na entrada do parque e deverão ser respeitadas medidas como 1,5 metro de distanciamento entre as pessoas durante a formação de filas e defronte o recinto dos animais. Os bebedouros permanecem interditados e o consumo de alimentos será liberado apenas na Praça de Alimentação. O Parque Ecológico tem como característica a presença de animais de vida livre. Sendo assim, a intenção de não permitir alimentação em outras áreas é para que os animais não sejam atraídos para os locais onde haja presença de público. O gerente administrativo e financeiro da Cidade da Criança, Ubirajara Veneziani, informa que a limpeza de áreas de uso comum, bem como os banheiros do Parque serão intensificadas. “As avaliações quinzenais de funcionamento e protocolos serão mantidas. O objetivo é garantir que, aos poucos, as atividades sejam normalizadas, mas sempre levando em consideração a segurança dos usuários e de todos os colaboradores”, destaca. Cidade da Criança inicia reabertura gradual a partir desta quinta-feira Zoológico da Cidade da Criança funciona de quinta a domingo, das 10h às 16h AI/Cidade da Criança Initial plugin text Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região.
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26/10 - Governo prorrogará presença das Forças Armadas na Amazônia Legal até abril de 2021, diz Mourão
Operação Verde Brasil visa combater desmatamento ilegal e focos de incêndio na região e tem previsão de acabar em 6 de novembro. Segundo Mourão, há recursos para nova prorrogação. O vice-presidente Hamilton Mourão, no Palácio do Planalto, ao conceder entrevista à imprensa nesta segunda (26) Guilherme Mazui/G1 O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta segunda-feira (26) que o governo federal vai prorrogar até abril de 2021 a presença das Forças Armadas na Amazônia Legal. Mourão preside o Conselho Nacional da Amazônia. O decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, previa que a operação acabaria em julho deste ano, mas a Operação Verde Brasil foi prorrogada, e o prazo atual de vigência é até 6 de novembro. O governo decidiu enviar militares para a região com o objetivo de fazer ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais. A operação é direcionada ao combate ao desmatamento ilegal e a focos de incêndio. "[A operação] vai até abril, vamos prorrogar até abril", afirmou Mourão nesta segunda-feira ao conceder entrevista a jornalistas na portaria da Vice-presidência. Segundo Mourão, a prorrogação será acertada com o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno. Mourão disse ainda que foram alocados R$ 400 milhões para a operação e que ainda há R$ 180 milhões. "Nós estamos com recurso, e o recurso é suficiente para chegar até abril", declarou. Na semana passada, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) interrompeu a atuação das brigadas de combate a incêndios florestais justamente por falta de recursos. Depois, com o desbloqueio de recursos por parte do governo federal, o órgão retomou as atividades. Amazônia tem 89.734 focos de calor em 2020, ultrapassando 2019 Queimadas na Amazônia em 2020 De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as queimadas na Amazônia em 2020 já ultrapassaram o total registrado de janeiro a dezembro de 2019. Ao todo, segundo o Inpe, foram detectados pelos satélites 89.604 focos de calor até agora. No ano passado, foram detectados 89.176. Desmatamento Ainda segundo Inpe, a Amazônia Legal registrou 964 km² de áreas sob alerta de desmatamento em setembro deste ano. O número é o segundo maior em cinco anos. Os alertas foram feitos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares, tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal. Bolsonaro diz que não há 'sequer um hectare de selva devastada' na Amazônia 'Sequer um hectare de selva devastada' Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que convidará diplomatas estrangeiros para visitar a floresta amazônica. Segundo o presidente, eles não verão "nada queimando ou sequer um hectare de selva devastada". "Estamos ultimando uma viagem Manaus-Boa Vista, onde convidaremos diplomatas de outros países para mostrar naquela curta viagem de uma hora e meia, que não verão em nossa floresta amazônica nada queimando ou sequer um hectare de selva devastada", afirmou Bolsonaro na ocasião. Dados do próprio governo federal, no entanto, mostram que a rota passa por municípios que somam 20,5 mil hectares desmatados.
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25/10 - Primeiro ninho de vespas assassinas é encontrado e destruído nos EUA
Cientistas rastrearam os insetos e encontraram o ninho na cidade de Blaine. Sven Spichiger, entomologista responsável pelo Departamento de Agricultura do Estado de Washington, exibe vespas gigantes asiáticas aspiradas de um ninho em uma árvore no sábado, em Blaine, Washington AP Photo / Elaine Thompson Equipes fortemente protegidas no estado de Washington trabalharam no sábado (24) para destruir o primeiro ninho das chamadas vespas assassinas descoberto nos Estados Unidos. Encontrado na cidade de Blaine, perto da fronteira canadense, o ninho tem o tamanho de uma bola de basquete e continha cerca de 100 a 200 vespas, de acordo com cientistas que anunciaram a descoberta na sexta-feira. A vespa gigante asiática capturada em julho (ao centro), em comparação com outras da mesma espécie WSDA/BBC O Departamento de Agricultura do estado passou semanas procurando, prendendo e usando dispositivos de rastreamento para localizar a vespas gigantes asiáticas. Os insetos foram aspirados da cavidade de uma árvore . Trajes especiais utilizados pelas equipes evitam que os ferrões de 6 milímetros das vespas machuquem os trabalhadores, que também usavam protetores faciais porque as vespas presas podem cuspir veneno doloroso em seus olhos. Tudo que você precisa saber sobre as vespas que apareceram nos EUA A árvore será cortada para extrair vespas recém-nascidas e saber se alguma rainha já deixou a colmeia, disseram os cientistas. As autoridades suspeitam que mais ninhos possam estar na área e continuarão procurando. Apesar do apelido e do exagero que gerou temores em um ano já sombrio, os maiores vespas do mundo matam no máximo algumas dezenas de pessoas por ano nos países asiáticos, e especialistas dizem que provavelmente é bem menos. Enquanto isso, marimbondos, vespas e abelhas normalmente encontradas nos Estados Unidos matam uma média de 62 pessoas por ano, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças. A verdadeira ameaça das vespas gigantes asiáticas - que têm 5 centímetros de comprimento - são os ataques devastadores às abelhas, que já estão sob o cerco de problemas como ácaros, doenças, pesticidas e perda de alimentos. O inseto invasor é normalmente encontrado na China, Japão, Tailândia, Coréia do Sul, Vietnã e outros países asiáticos. O estado de Washington e a província canadense de British Columbia são os únicos lugares onde as vespas foram encontradas no continente. O Departamento de Agricultura de Washington (WSDA) tem procurado ativamente por ninhos de vespas gigantes asiáticas desde que as primeiras vespas foram capturadas no início deste ano. A primeira detecção confirmada de uma vespa gigante asiática em Washington foi feita em dezembro de 2019 e a primeira vespa foi presa em julho deste ano. Vários outros foram capturados posteriormente, todos no condado de Whatcom. As vespas gigantes asiáticas, uma praga invasiva não nativa dos Estados Unidos, são as maiores vespas do mundo e predadoras de abelhas melíferas e outros insetos. Um pequeno grupo de vespas gigantes asiáticas pode matar uma colmeia inteira em questão de horas.
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24/10 - Mais de 7 mil focas são encontradas mortas na costa da Namíbia
Autoridades e ativistas vão investigar as causas. Grupo de conservação animal suspeita que as focas tenham morrido de fome após migração de peixes. Mais de 7 mil focas são encontradas mortas na costa da Namíbia Mais de 7 mil focas foram encontradas mortas na costa da Namíbia, informou um grupo de conservação ambiental do país nesta sexta-feira (23). As causas seguem em investigação. De acordo com a organização sem fins lucrativos Conservação de Oceano da Namíbia (OCN, na sigla em inglês), milhares de filhotes já haviam sido achados mortos na semana passada na península Pelican Point — destino turístico conhecido por abrigar animais da vida marinha. Foca encontrada morta em praia na Namíbia nesta sexta-feira (23) Karin Coetzee/Reuters A bióloga marinha Naude Dreyer disse à Reuters que as investigações feitas pela OCN identificaram um aumento rápido no número de fêmeas mortas, além dos filhotes. Segundo ela, mais focas podem ter morrido. Ainda não se sabe o que pode ter causado tantas mortes. Mas os biólogos suspeitam que as focas tenham morrido de fome por causa da migração de peixes. Outras razões, como o espalhamento de alguma substância tóxica ou uma doença entre os animais, não estão descartadas. Filhote de foca morto diante de outras focas em praia na Namíbia nesta sexta-feira (23) Karin Coetzee/Reuters O Ministério da Pesca e dos Recursos Marinhos da Namíbia disse que enviou amostras dos corpos de focas à África do Sul para avaliar o que pode ter causado as mortes. VÍDEOS mais assistidos do G1 nesta semana
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23/10 - Em meio a crise, Ibama usa só 2 de 20 minutos para falar de Fundo Amazônia no STF
Presidente do órgão, Eduardo Bim, afirmou que doações têm grande impacto no orçamento das ações ambientais. Audiência durou 4 horas e meia; ação no STF questiona paralisia do fundo. O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim, utilizou apenas dois dos 20 minutos a que tinha direito nesta sexta-feira (23) para defender no Supremo Tribunal Federal (STF) a importância dos recursos do Fundo Amazônia no orçamento do órgão. O gestor disse que o dinheiro tem "papel fundamental" nas ações do Ibama, mas abriu mão de detalhar como a verba é aplicada. O Ibama chegou a paralisar as atividades de combate a queimadas nesta semana, justamente por falta de recursos. Na quarta, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, determinou que todas as equipes ligadas ao PrevFogo, do Ibama, suspendessem as missões. Nesta sexta, o Ministério da Economia anunciou a destinação de mais recursos para órgãos ambientais. A fala resumida de Eduardo Bim se deu em uma audiência pública do STF sobre a paralisação do Fundo Amazônia. Os recursos doados por países europeus estão congelados por conta de divergências entre os governos – o projeto mais recente foi aprovado ainda em 2018. O evento foi convocado pela ministra Rosa Weber, relatora de uma ação de partidos de oposição que apontam "omissão" da União na gestão desses recursos. Não há data para o julgamento desse processo. Na mesma audiência, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que o governo decidiu não recriar o Conselho Orientador do Fundo Amazônia, extinto há mais de um ano, porque os países europeus não concordaram com mudanças no modelo de gestão. O G1 questionou o Ibama sobe a opção por um discurso curto no momento em que o instituto e o Ministério do Meio Ambiente lutam para ampliar os recursos orçamentários disponíveis. Até a publicação desta reportagem, o órgão não tinha enviado resposta. Ibama determina que brigadas de combate a incêndio retornem às atividades Em entrevista à GloboNews na quinta, Eduardo Bim disse que o órgão enfrenta problemas financeiros que impedem o cumprimento de compromissos. Segundo ele, os pagamentos pendentes são da ordem de R$ 19 milhões. Argumentação rápida Entre todas as autoridades convidadas a falar na audiência pública, o discurso de Eduardo Bim foi o mais curto. Ao contrário de Salles, dos secretários estaduais de Meio Ambiente e do representante do Conselho da Amazônia Legal, Bim sequer entrou no mérito da discussão sobre o Fundo Amazônia em si. Nos dois minutos ao microfone, além de cumprimentar os presentes, o presidente do Ibama afirmou que o Fundo Amazônia tem grande importância para complementar o orçamento do instituto. E que, se o fundo seguir paralisado ou for extinto, o Ibama terá de buscar novas fontes de recursos. "Então, a contribuição do fundo para o Ibama é uma contribuição muito relevante, é, de suplementação orçamentária. E se o fundo não for utilizado, deixar de existir etc., a gente vai ter que buscar esses recursos orçamentários em outras fontes que não o Fundo Amazônia. A gente tem uma carência de recursos no Brasil. Mas enfim, é uma questão de rearranjo orçamentário, votação da peça pelo Congresso Nacional, da Lei Orçamentária Anual", resumiu Bim. Na quarta (22), o Ibama divulgou nota para afirmar que a "exaustão de recursos" tinha levado ao recolhimento das brigadas de combate a incêndios florestais. A verba acabou justamente no ano em que a Amazônia e o Pantanal enfrentam uma seca histórica e, com isso, batem recordes no número de focos de incêndio e na área total devastada. 'Dinheiro não está caindo na conta do Ibama', disse Eduardo Bim na quinta; relembre De acordo com Eduardo Bim, desde 2014, o Ibama recebeu R$ 212 milhões do Fundo Amazônia. Parte desse dinheiro foi destinada justamente ao Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), cujas ações foram interrompidas por falta de verba em 2020. Nesta sexta (23), o Ministério da Economia informou em nota que remanejará R$ 30 milhões para o Ibama e outros R$ 30 milhões para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A paralisação do Fundo Amazônia afeta, principalmente, o financiamento de novas iniciativas – o projeto mais recente foi aprovado ainda no governo Michel Temer, em 2018. Como as tratativas com o Ibama são anteriores, segundo a fala do próprio presidente do órgão, há recursos previstos até o ano que vem. Fundo Amazônia travado O Fundo Amazônia, que já captou R$ 3 bilhões em doações, financia projetos de estados, municípios e da iniciativa privada para o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal. Noruega e Alemanha contribuem juntas para mais de 90% do total do fundo, que é administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O impasse sobre o futuro do fundo se tornou público em maio de 2019, quando Salles anunciou a intenção de alterar o funcionamento da iniciativa e destinar recursos para indenizar proprietários de terras. O comitê gestor do Fundo já tinha sido extinto no mês anterior, em meio a um decreto de "revogaço" do presidente Jair Bolsonaro. Maiores doadores, Alemanha e Noruega suspenderam os repasses ao Brasil em agosto de 2019, quando as atividades já estavam paralisadas. Na ocasião, Bolsonaro desdenhou da decisão dos países europeus. "A Noruega não é aquela que mata baleia lá em cima, no Polo Norte, não? Que explora petróleo também lá? Não tem nada a dar exemplo para nós. Pega a grana e ajude a Angela Merkel a reflorestar a Alemanha", afirmou na ocasião. Íntegra Confira, abaixo, a íntegra do discurso de dois minutos do presidente do Ibama, Eduardo Bim: Obrigado, ministra. Boa tarde, ministra Rosa Weber. Boa tarde, ministro Fachin. Cumprimento todos os ministros da corte. Doutor Juliano, ministro Levi, Simanovic do ICMBio, secretários estaduais que compõem, boa tarde. O Fundo Amazônia, eu vou ser breve. Não pelo horário, mas pela objetividade da informação e, obviamente, estando à disposição para complementá-la. O Fundo Amazônia, para o Ibama, tem um papel fundamental desde 2014 na suplementação orçamentária. Dois focos de anteprojetos foram efetuadas [sic]. Uma de fiscalização, no valor de R$ 196 milhões de 2016 para cá, até 2021. A outra, um pouco mais antiga, em 2014, com o Prevfogo. Ajudando a equipar o Ibama, ajudando a construir o Centro de Logística e Sala de Situação do Prevfogo, né, que serve para o país inteiro. Então, a contribuição do fundo para o Ibama é uma contribuição muito relevante, de suplementação orçamentária. E se o fundo não for utilizado, deixar de existir etc., a gente vai ter que buscar esses recursos orçamentários em outras fontes que não o Fundo Amazônia. A gente tem uma carência de recursos no Brasil. Mas, enfim, é uma questão de rearranjo orçamentário, votação da peça pelo Congresso Nacional. Da Lei Orçamentária Anual. Resumindo, Excelência, é isso. R$ 212 milhões no total desde 2014 para o Ibama, como suplementação orçamentária. Uma parte desse dinheiro, sendo gasta até 2021 na fiscalização. Ele paga uma percentagem relevante dos nossos contratos de helicópteros e de locação de veículos, que são fundamentais para a fiscalização ambiental. É o papel dele hoje, internamente no Ibama. Mas, genericamente falando, ele tem o papel de apoiar o orçamento do Ibama. Embora ele entre via orçamentária, ele tem uma incorporação orçamentária. Esse dinheiro vem lá pro BNDES e o orçamento o Congresso vota e incorpora ele no orçamento do Ibama. Resumindo, é isso. Excelência. Estou à disposição para responder qualquer questionamento. Agora ou depois.
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23/10 - A embaixadores, Mourão fala em reduzir desmatamento na Amazônia em 50% até 2023
Vice-presidente se reuniu com embaixadores que em setembro enviaram carta na qual afirmam que desmatamento dificulta a aquisição de produtos brasileiros por países europeus. O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, apresentou nesta sexta-feira (23) a embaixadores dos países signatários da Carta de Amsterdã a meta de reduzir em 50% o desmatamento na Amazônia até 2023. Segundo Mourão, a meta é chegar a 4 mil quilômetros quadrados de desmatamento. No mês passado, um grupo de oito países europeus enviou carta ao vice-presidente na qual dizem que o aumento do desmatamento dificulta a compra de produtos brasileiros por consumidores do continente. O documento é assinado pela Parceria das Declarações de Amsterdã, grupo formado por Alemanha, Dinamarca, França, Itália, Holanda Noruega e Reino Unido. A Bélgica também assinou a carta aberta. Segundo o vice-presidente é preciso "fazer o impossível" para que o desmatamento caia pela metade em pouco mais de três anos. “A meta de redução — nós apresentamos ali para eles — é chegar a 2023 com menos da metade do que temos hoje em termos de desmatamento, na faixa de 4 mil quilômetros quadrados, que seriam aqueles números melhores que nós tivemos aí na década passada”, afirmou Mourão. Entre agosto de 2018 e julho de 2019, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento na Amazônia foi de 976,2 mil hectares, cerca de 9,76 mil quilômetros quadrados. De janeiro a setembro, o acumulado de focos de incêndio na Amazônia é o maior desde 2010, segundo o Inpe. Países europeus dizem a Mourão que desmatamento prejudica comércio Embora o vice-presidente tenha falado em uma meta de redução de 50% do desmatamento, o Plano Plurianual (PPA) diz que devem ser reduzidos em 90% desmatamento e incêndio ilegais em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia. O plano, aprovado pelo Congresso em 2019, e que contém objetivos a serem perseguidos pelo governo no quadriênio até 2023, não especifica, em números absolutos, a área que representaria esses 90%. O Ministério do Meio Ambiente chegou a propor, em um ofício enviado ao Ministério da Economia, a mudança dessa meta e propôs, como nova meta, proteger 390 mil hectares na Floresta Amazônica — cerca de 3,9 mil quilômetros quadrados. Após a reunião, Mourão disse que os representantes dos países afirmaram que o Brasil avançou com relação às políticas para a Amazônia, mas ressaltaram que é preciso apresentar “melhores resultados”. “Eles consideram que em termos de questão de desmatamento e combate a ilegalidades o governo está agindo. Agora, precisa apresentar melhores resultados. Isso é uma realidade”, disse. Sobre a certificação de produtos brasileiros, Mourão afirmou que o governo e o mercado privado sabem da necessidade e que estão trabalhando nisso. “Hoje, é anseio dos consumidores saber que estão consumindo produtos que não vêm de algum tipo de ilegalidade”, disse.
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23/10 - Operação da PF mira garimpo em terra indígena de RO e destrói equipamentos para extração de diamantes
Ponte construída sobre rio Roosevelt feita para transportar madeira extraída ilegalmente da reserva foi implodida. Ninguém foi preso. Ponte construída para transporte de madeira foi destruída em terra indígena. PF/Divulgação A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta semana a Operação Iratus contra atividades ilegais de garimpo na terra indígena Parque Aripuanã, em Vilhena (RO). Segundo a corporação, equipamentos usados para extração de minérios, diamantes e madeira foram destruídos. Não há presos. Uma ponte construída sobre o Rio Roosevelt feita para transportar a madeira da reserva foi implodida. Os trabalhos tiveram o apoio de pelo menos 30 policiais federais, além de equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Corpo de Bombeiros. Os agentes, conforme a corporação, precisaram se deslocar à região por dois helicópteros, já que a área é de difícil acesso. As investigações começaram em julho deste ano, segundo a PF, após a prisão em flagrante de um suspeito que fazia o transporte da madeira extraída da terra indígena. Operação da PF ocorreu em conjunto com Ibama e Corpo de Bombeiros. PF/Divulgação Operação contra garimpo e extração ilegal de madeira ocorreu nesta semana em terra indígena de Rondônia. PF/Divulgação Operação que mirou em garimpo ilegal em terra indígena de Rondônia ocorreu nesta semana. PF/Divulgação Veja mais notícias do G1
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23/10 - Governo não recriou conselho do Fundo Amazônia porque doadores rejeitaram novas regras, diz Salles
União queria mudar formato do colegiado e retirar necessidade de votação unânime para tomar decisões. Conselho foi extinto em 2019; doações de países europeus estão congeladas. Veja as recentes polêmicas sobre o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou nesta sexta-feira (23) que o governo federal não recriou o Conselho Orientador do Fundo Amazônia, extinto há mais de um ano, porque os países europeus doadores rejeitaram mudanças no modelo de gestão dos recursos. De acordo com Salles, o governo queria mexer na composição do conselho e extinguir a necessidade de decisão unânime no colegiado. Sem acordo entre os governos, o comitê foi extinto em abril de 2019 e, desde então, o fundo está paralisado. “Um eventual novo decreto contemplaria condições negociadas que traziam essas preocupações do governo federal. Por outro lado, mantinham algumas ponderações sobre a ótica dos doadores. Infelizmente, essas condições de acordo não foram encontradas. Os doadores não concordaram”, disse Salles. A explicação foi dada por Salles em uma audiência pública convocada nesta sexta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para debater a paralisação do Fundo Amazônia. O tribunal analisa uma ação de partidos de oposição, que apontam omissão da União ao não executar a verba doada pelos países europeus. A relatora do processo é a ministra Rosa Weber. Na Amazônia, projetos de conservação das florestas estão parados A extinção do conselho orientador foi feita por um decreto de "revogaço" do presidente Jair Bolsonaro. No mesmo ato, ele extinguiu outros mais de 250 decretos sobre diversos temas. Com o impasse, o Brasil não aprovou nenhum projeto para receber verbas do Fundo Amazônia desde 2018. O fundo foi criado em 2008 e capta doações para financiar projetos de combate ao desmatamento e uso sustentável da floresta. Noruega e Alemanha são os principais doadores. No Brasil, o fundo é gerido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Alterações rejeitadas Segundo Ricardo Salles, essa nova formatação para o comitê gestor dos recursos seria definida em um novo decreto, junto com a recriação do colegiado e a reativação do Fundo Amazônia. Suspensão do Fundo Amazônia prejudica também pesquisas agropecuárias no Norte; veja reportagem O ministro do Meio Ambiente afirma que as mudanças chegaram a ser negociadas com os representantes diplomáticos dos doadores. Salles diz que o governo queria "igualar" o número de cadeiras no conselho e extinguir a divisão de vagas entre segmentos. Na formatação original, o conselho tinha nove representantes do governo federal, nove representantes dos governos estaduais (um de cada estado da Amazônia Legal) e seis da sociedade civil. Salles não explicou, na audiência pública, como ficaria o novo cálculo. O ministro também declarou que pediu mudanças na forma de deliberação do conselho. Pelo regimento do grupo, todas as decisões deveriam ser tomadas por unanimidade – algo que Salles diz ser inviável. “Em um comitê plural, em que certamente estariam presentes opositores do governo, não faria sentido que as decisões fossem tomadas, como era outrora, em caráter unânime apenas. Por que provavelmente essa unanimidade jamais seria alcançada”, disse. Ainda em 2019, Noruega suspendeu repasses para o Fundo Amazônia O ministro do Meio Ambiente também diz que, na visão dele, o conselho deveria ter maior participação na escolha dos projetos financiados pelo Fundo Amazônia. Salles defende que as reuniões, antes semestrais, passassem a ocorrer a cada um ou dois meses. Por fim, o ministro afirmou ao STF que defendeu a criação de um "comitê executivo" para o Fundo Amazônia, responsável por acompanhar a execução dos projetos. Isso evitaria, segundo ele, que o governo fosse surpreendido por problemas nas prestações de contas das iniciativas. Conselho fechado Em maio desde ano, o vice-presidente Hamilton Mourão chegou a anunciar que o governo recriaria o conselho gestor do Fundo Amazônia. A declaração foi dada após reunião com embaixadores da Alemanha e da Noruega. Na época, o vice-presidente – que preside o Conselho da Amazônia – disse que a ação faria parte do movimento para reativar o fundo. Passados quase cinco meses, o ato não se concretizou. Mourão tirou Salles do Fundo da Amazônia para recuperar doações, mas fluxo segue paralisado Desde o ano passado, já na administração do presidente Jair Bolsonaro, o fundo se tornou alvo de polêmica. Maiores doadores, Alemanha e Noruega suspenderam os repasses ao Brasil em agosto do ano passado, quando as atividades já estavam paralisadas. Na ocasião, Bolsonaro desdenhou da decisão dos países europeus. "A Noruega não é aquela que mata baleia lá em cima, no Polo Norte, não? Que explora petróleo também lá? Não tem nada a dar exemplo para nós. Pega a grana e ajude a Angela Merkel a reflorestar a Alemanha", afirmou na ocasião. Negociações no Conselho da Amazônia O chefe da assessoria diplomática da Vice-Presidência da República, embaixador Juliano Féres Nascimento, disse que a negociação para a retomada do Fundo Amazônia é uma das prioridades do Conselho da Amazônia. Nascimento representou o vice Mourão na audiência. Segundo o diplomata, as negociações estão em andamento, mas os países que colocam dinheiro no Fundo Amazônia esperam uma diminuição maior dos índices de desmatamento e de queimadas. "Apesar do firme compromisso e do empenho do governo federal em combater as ilegalidades que atentam contra as normas ambientais brasileiras, os doadores internacionais tem expectativa, sim, de uma redução mais significativa das áreas atingidas por essas ações criminosas", disse Nascimento. "Infelizmente, as dificuldades encontradas no terreno somadas à intensidade da pandemia da Covid-19 inviabilizaram a esperada a inversão de tendência na magnitude desejada para a reativação do fundo", declarou. O embaixador afirmou que o governo não pode simplesmente recriar o comitê orientador do fundo, pois os recursos são repassados mediante contratos privados entre os doadores e o BNDES. "Portanto, caso os termos do decreto não reflitam o conteúdo do documento de projeto acordado com os doadores, a normativa será inócua pois não surtirá efeito sobre a liberação de recursos do Fundo Amazônia, que permanecerão congelados por determinação dos doadores", declarou Nascimento. Initial plugin text
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23/10 - Bombeiros resgatam lagarto teiú que 'invadiu' agência de turismo no Centro de Rancharia; veja VÍDEO
Funcionária contou ao G1 que 'o animalzinho deu bastante trabalho'. Aparição do réptil foi nesta sexta-feira (23). Teiú 'invadiu' uma agência de turismo no Centro de Rancharia Clariana Pelissari Um teiú invadiu uma agência de turismo no Centro de Rancharia (SP) nesta sexta-feira (23). A funcionária Clariana Pelissari, que estava sozinha no momento em que o animal apareceu no estabelecimento, disse ao G1 que a empresa fica em uma casa, com quintal, piscina e jardim, o que pode ter contribuído para o surgimento do réptil. "A porta dos fundos da agência fica aberta e a da frente fica fechada. Eu estava trabalhando na minha mesa e, quando olhei para o lado, em uma salinha que temos dentro do prédio, o teiú estava embaixo de uma cadeira me olhando, paradinho e enorme", contou ao G1. A agente de turismo ainda falou que sua única reação foi pegar o celular, filmar o animal e, em seguida, pedir ajuda. "Liguei no escritório do lado, com que compartilhamos o mesmo prédio, chamei ajuda e acionamos o Corpo de Bombeiros. Eles vieram aqui e resgataram o animalzinho, mas ele deu bastante trabalho", acrescentou ao G1 (veja vídeo abaixo). Apesar do susto, Clariana ainda disse ao G1 que o prédio que divide com outra empresa é um só, mas que o teiú escolheu a agência. "Acho que estava mais fresquinho", brincou. O Corpo de Bombeiros fez o resgate do animal, que foi devolvido à natureza. Teiú 'invade' agência de turismo no Centro de Rancharia Hábitos diurnos e terrestres O lagarto teiú (Salvator merianae) vive no chão procurando locais com sol para banhar-se, áreas com capim baixo ou com pedras. A espécie possui hábitos diurnos e terrestres. O corpo do animal é cilíndrico, com membros e cauda longa e robusta. Os machos adultos chegam a atingir entre 1 a 1,4 metro, considerando a cauda. Os machos são maiores do que as fêmeas. O dorso apresenta barras negras transversais que se alternam com faixas transversais mais claras, com pontos negros e cinzas. Os flancos são mais claros, com barras negras menos distintas e pequenos círculos brancos espalhados. O ventre é claro, com barras negras transversais e irregulares. A língua é cor-de-rosa, comprida e bífida. O teiú pode ser agressivo se for perturbado, se defende bem quando atacado, principalmente dando chicotadas com a cauda longa. Quando sente alguma ameaça próxima, pode ficar imóvel e tentar se camuflar em meio a folhagens e capins ou fugir rapidamente, só que faz muito barulho. A espécie está distribuída na Argentina, no Brasil e no Uruguai. No Brasil, o lagarto aparece em todas as regiões, exceto na Floresta Amazônica. O habitat natural do teiú são florestas, cerrados e caatingas. Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região.
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23/10 - Como o aquecimento global levou a uma corrida de arqueólogos por tesouros antes congelados
À medida que a temperatura global aumenta, artefatos pré-históricos preservados no gelo das montanhas estão derretendo e se deteriorando. Uma equipe de arqueólogos parte em expedição até o acampamento base das montanhas Teton, nos EUA Matt Stirn/BBC Acordei no meio da noite com cristais de gelo caindo no meu rosto. De dentro da barraca, em meio às cobertas, ouvi um ruído distante que parecia ser de um animal farejando. Ainda atordoado, abri o zíper do saco de dormir e sentei. Comecei a prestar atenção nos barulhos lá fora, sem tirar o olho da lata de spray para espantar ursos que estava na minha frente. Arqueólogos encontram duas tumbas e tesouro de mais de 3,5 mil anos na Grécia Egito anuncia descoberta de 59 sarcófagos com cerca de 2,5 mil anos; FOTOS Mudanças climáticas: 6 patrimônios culturais da África sob ameaça Ouvi as corredeiras de um riacho próximo e o relinchar de um de nossos cavalos, que pastava nos arredores do Parque Nacional de Yellowstone. Até que escutei o barulho de gravetos quebrando, à medida que alguém – ou algo – se aproximava. Abri a barraca, me deparei com a névoa branca que cobria a pradaria e, logo em seguida, avistei as pegadas frescas de um lobo no chão, a poucos centímetros de onde eu estava dormindo. Uma colega que estava junto à fogueira contou que um grupo de quatro lobos passou cheirando a minha barraca. "Eram apenas as montanhas dizendo bom dia", acrescentou ela, colocando a chaleira de volta na brasa. "Depois de uma visita como essa, teremos um dia extraordinário." Em 15 anos trabalhando com cientistas nas Montanhas Rochosas dos EUA, fiquei cara a cara com ursos pardos, escapei de incêndios florestais, cruzei rios transbordando a cavalo e descobri aldeias pré-históricas. Mas nunca pensei na visita de um lobo como uma bênção. No entanto, à medida que a luz avermelhada do sol iluminava as cordilheiras acima da gente, eu olhei para os campos cobertos de neve e me perguntei que histórias as montanhas nos revelariam hoje. Como arqueólogo das montanhas, estudo como culturas passadas viviam em grandes altitudes e ambientes cobertos de neve acima da chamada linha das árvores - altitude máxima onde a vegetação consegue crescer. Os turistas geralmente descrevem os penhascos e desfiladeiros congelados da paisagem alpina como hostis e assustadores. Mas, por ter sido criado aos pés da Cordilheira Teton, no Wyoming, bem no coração das Montanhas Rochosas, sempre me senti em casa aqui. Na verdade, a 3 mil metros de altura é onde me sinto mais vivo. Um pedaço de madeira antigo emerge do degelo nas montanhas do Wyoming Matt Stirn/BBC No entanto, só quando comecei a explorar meu quintal com um olhar diferente que percebi que as montanhas escondem muitas histórias que conectam o homem à natureza. 'Hostis demais' Quando era adolescente, passava os verões guiando montanhistas por todo o Wyoming. E, durante um passeio à Cordilheira Wind River, encontrei uma ponta de flecha perto das nossas barracas. A ideia de que 2 mil anos antes outra pessoa havia acampado no mesmo local, me fez pensar em por que as montanhas sempre atraíram a humanidade. Quando comecei a faculdade naquele outono, tentei pesquisar sobre a história das montanhas de Wyoming, mas só consegui encontrar uma referência em uma revista arqueológica antiga: "a região montanhosa era hostil demais para abrigar povos pré-históricos". Vários meses depois, fiquei sabendo que um arqueólogo de Wyoming chamado Richard Adams tinha acabado de descobrir uma aldeia pré-histórica inteira a apenas alguns quilômetros de onde eu encontrara a ponta da flecha. Entrei em contato com ele, e fui convidado a participar do projeto de escavação da aldeia. Adams me ensinou que as montanhas guardavam segredos antigos à espera de serem revelados. Decidi então trocar minha corda de escalada por uma espátula, e comecei uma nova e emocionante carreira em busca daquele passado misterioso. Hoje eu gerencio projetos nas montanhas da América do Norte – de escavações arqueológicas a pesquisas por satélite para localizar aldeias pré-históricas. Uma aventura fascinante. E, às vezes, custo a acreditar que tudo começou com uma descoberta casual aos 17 anos de idade. Como muitos arqueólogos consideraram por muito tempo as regiões montanhosas hostis demais para abrigar povos antigos, a maioria das cordilheiras permanece imensamente inexplorada. No entanto, para aqueles que começaram a trabalhar entre os picos mais altos do mundo, as altitudes elevadas são terras desconhecidas apaixonantes que estão apenas começando a ser compreendidas. No verão, meus colegas e eu caminhamos até as profundezas das Montanhas Rochosas, dos picos gelados da Cordilheira de Wyoming até as altas planícies do Colorado. Estávamos em busca de aldeias desconhecidas, aparatos de caça, pedreiras e outras evidências de vida desde aproximadamente 13.000 a.C. (quando acredita-se que o homem tenha chegado pela primeira vez à América do Norte) até hoje. Mas, diferentemente da arqueologia de uma maneira geral, há algo peculiar no nosso trabalho: as pistas que encontramos nem sempre estão enterradas no solo; às vezes, elas estão congeladas, presas debaixo do gelo. Nas cadeias de montanha ao redor do mundo, os povos antigos usavam os campos cobertos de neve, as geleiras e as placas de gelo para caçar, armazenar alimentos e servir como pontes em terrenos inacessíveis. Assim como os montanhistas de hoje, esses andarilhos antigos de vez em quando deixavam cair itens pessoais que, com o passar do tempo, ficaram presos e preservados no gelo. Fragmentos do esqueleto de um bisão americano, outrora preservados no gelo, também sugerem que esses animais já viveram em altitudes muito mais altas Matt Stirn/BBC Enquanto descobrimos muitos artefatos pré-históricos de pedra, e não biodegradáveis, nossas descobertas mais fascinantes são os chamados "artefatos de placas de gelo", como flechas de madeira, couro e outros materiais orgânicos que teriam entrado em decomposição se não tivessem sido enterrados em um freezer natural. Esses artefatos incrivelmente raros oferecem pistas inestimáveis sobre diversos aspectos – de padrões de migração nos primórdios da humanidade à culinária pré-histórica, além de indicar como o ambiente e o clima mudaram ao longo de milênios. Mas, embora haja tanta informação científica retida nas camadas de gelo, elas correm o risco iminente de desaparecer para sempre. Corrida contra o tempo À medida que as temperaturas globais aumentam, o gelo das montanhas está derretendo a um ritmo sem precedentes, e esses artefatos perecíveis que permaneceram preservados por milhares de anos estão descongelando e se desintegrando rapidamente. Portanto, procurar relíquias em placas de gelo não é apenas algo emocionante – mas uma verdadeira corrida contra o tempo. Em 2007, Craig Lee, da Universidade Estadual de Montana, nos EUA, descobriu uma vara de formato estranho em um pedaço de gelo que estava derretendo a 3.200 metros de altura no norte de Wyoming. Após uma análise mais detalhada, ele percebeu que a vareta era, na verdade, o dardo de uma lança feita há 10.300 anos. Até o momento, é o artefato congelado mais antigo já encontrado no mundo. A descoberta inesperada de Lee ressaltou a urgência de salvar esses artefatos do degelo – e levou a uma corrida nas Montanhas Rochosas para resgatá-los. À medida que mais arqueólogos se aventuraram na tundra alpina americana na última década, uma série de artefatos foram descobertos – de flechas de 1.300 anos a cestas trançadas de vime e arcos de madeira, revelando descobertas surpreendentes. A análise da madeira mostrou, por exemplo, que grupos pré-históricos preferiam certas espécies de árvores para fazer suas flechas; o pólen congelado ofereceu dados paleoclimáticos detalhados, indicando que a linha das árvores costumava ser muito mais alta; e sementes de dejetos descongelados mostraram que, diferentemente de hoje, o bisão americano vivia a mais de 3 mil metros de altura. Um mundo de novas descobertas se abriu, mas essa janela não permanecerá aberta para sempre. Dado o grande número de placas de gelo e sua localização remota, nunca conseguiremos alcançá-las a tempo. Numa época em que computadores e satélites substituíram machetes e capacetes, muitos exploradores lamentam que a era dos descobrimentos tenha terminado. No entanto, nossas expedições reproduziram as práticas de muitos povos que viveram nos primórdios da América do Norte. Como nos aventuramos nas profundezas das montanhas de um dos lugares mais remotos dos EUA, precisamos usar cavalos para transportar equipamentos e alimentos pelas encostas. Montamos acampamentos selvagens com vista para lagos azul-turquesa, colhemos plantas comestíveis de prados próximos, assamos na fogueira carne de caça fresca, como alces ou carneiros selvagens, e dormimos sob as estrelas. De muitas maneiras seguir os mesmos passos dos povos antigos que estamos estudando nos ajuda a entendê-los melhor. Nunca se sabe que pedaços de gelo podem revelar itens pré-históricos, por isso passamos os dias caminhando pela montanha e explorando a cordilheira em busca de pistas. Quando avistamos artefatos ou ossos de animais protuberantes em meio ao degelo no verão, os extraímos com cuidado e envolvemos com gaze e plástico para protegê-los na viagem de volta a cavalo. No laboratório, fotografamos, fazemos datação por radiocarbono e identificamos cada artefato antes de congelá-lo novamente em um repositório de museu ou universidade. A emoção de descobrir uma tigela de pedra pré-histórica ou uma ponta de lança de 8.000 anos em campo é sempre emocionante. Mas é no laboratório que podemos conhecer as fascinantes histórias por trás desses artefatos – como as refeições que foram preparadas nesses recipientes e para onde os povos antigos viajavam em busca das pedras que usariam como arma. Apesar das incontáveis bolhas no pé, noites geladas e hordas de mosquitos, sou grato por chamar as montanhas de meu escritório. Toda vez que encontro algum artefato à beira do gelo, lembro da minha pequena participação na preservação das montanhas e da história da humanidade. Quando era um jovem alpinista, passei infinitos dias explorando os picos das Montanhas Teton e, naquela época, diria a você que sabia tudo sobre elas. Mas, nos últimos 15 anos, aprendi que não importa se você está em um ambiente familiar ou desconhecido, sempre haverá algo mais a ser descoberto. Em todos os cantos do mundo, há uma nova e fascinante história à espera de ser contada. VÍDEOS: Ciência e saúde
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23/10 - 75% das doenças infecciosas emergentes que afetam o homem vieram de animais, diz brasileira que estuda relação entre epidemias e desmatamento das florestas
Mariana Vale, da UFRJ, integra grupo internacional que investiga a relação entre meio ambiente e emergência de novos vírus entre as populações, como o novo coronavírus. Vista aérea de área queimada na Amazônia, perto de Apuí, no Amazonas, no dia 11 de agosto. Ueslei Marcelino/Reuters Os principais vírus mortais que circulam entre as populações atualmente vieram de animais, alerta a bióloga Mariana Vale, do departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “75% das doenças infecciosas emergentes que afetam o homem vieram de animais, geralmente mamíferos, sejam domésticos ou silvestres. É o caso do sarampo, caxumba, da malária, HIV (Aids) e Ebola e, mais recentemente, a Covid-19”, explica Vale. A brasileira integra um grupo internacional de cientistas que veem alertando para a relação entre desmatamento das florestas e emergências de novas infecções transmitidas por animais que moram nestes biomas devastados. Ela explica que é comum ver epidemias começarem com transmissões vindas principalmente dos morcegos, por exemplo. "A Amazônia tem uma enorme biodiversidade e, portanto, um número gigantesco de potenciais hospedeiros. A floresta tem, por exemplo, a maior riqueza de morcegos do planeta, e morcegos hospedam muitos vírus com potencial patogênico que podem transbordar para os humanos", relaciona Vale. O biólogo Lee Hannah, pesquisador do Departamento de Mudanças Climáticas da Universidade da Califórnia e um dos que integram o grupo com Vale, explica que o processo em que um vírus passa dos animais para as pessoas é chamado de transbordamento e apenas acontece em "bordas" de florestas. "O transbordamento acontece quando as pessoas estão em contato direto com os animais. Esse tipo de contato acontece na borda da floresta. Portanto, à medida que destruímos a floresta e criamos mais bordas, aumentamos a oportunidade de humanos e animais interagirem e os vírus passarem da natureza selvagem para as pessoas", explica Hannah. Em julho, Vale, Hannah e mais 15 cientistas de várias universidades publicaram um estudo na revista internacional Science alertando para uma região do mundo com potencial para ser palco de uma próxima pandemia: países com florestas tropicais que enfrentam intenso desmatamento, como a Amazônia brasileira. O estudo entende como desmatamento intenso áreas florestais que já perderam mais de 25% da sua cobertura vegetal em atividades provocadas pelo homem. "As bordas das florestas tropicais são importantes plataformas de transbordamento de novos vírus para os humanos. Elas surgem à medida que se constroem estradas ou desmatam as florestas para a extração de madeira e atividade agrícola", afirma o estudo, que também destaca campos de mineração, assentamentos, expansão de centros urbanos em direção à floresta e a pecuária como as principais atividades responsáveis pela exposição dos humanos aos vírus existentes na natureza. O ecologista britânico Andrew Dobson, da Universidade de Princeton, que também assina o artigo, aponta que a conclusão é a de que acabar com o desmatamento, principalmente em florestas tropicais - como a Amazônia e a Mata Atlântica, que abrigam cerca de 50% dos animais terrestres e, portanto, muitos vírus - é jeito mais seguro dos governos prevenirem novas epidemias. "Já vemos ligações muito fortes entre o desmatamento na Amazônia e doenças transmitidas por vetores vindos da floresta, como malária, dengue e doença de Chagas. Estes são apenas alguns exemplos, já que existem muitos vírus desconhecidos que vivem em macacos, morcegos e roedores na região amazônica", afirma Dobson. Os sinais que indicam nova alta da dengue no Brasil em 2020 Mosquito Aedes aegypti é responsável pela transmissão de dengue, zika e chikungunya AP Photo/Felipe Dana, File Na contramão desta recomendação, contudo, as queimadas e os desmatamentos no Brasil em 2020 estão alcançando recordes de destruição. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que, até 31 de agosto, somando Amazônia e Pantanal, o Brasil perdeu mais de 53 mil km² de mata nativa devido às queimadas, o equivalente a 34 cidades do tamanho de São Paulo. "É apenas uma questão de tempo até que um destes vírus desconhecidos transborde para a população humana e cause uma nova doença. Muito provavelmente, será identificado erroneamente como malária, gripe ou dengue, até que se estabeleça um diagnóstico, poderá causar enormes problemas, a exemplo de como aconteceu com o Zika vírus no Brasil", afirma o britânico. Pantanal teve 14% do bioma queimado apenas em setembro e área devastada já é recorde histórico, diz Inpe Queimadas no Amazonas em 2020 registram maior número da história Mundo já enfrenta nova epidemia a cada cinco anos A ciência ainda não é capaz de afirmar com precisão quantos vírus existem na natureza selvagem com potencial de causar novas epidemias, a exemplo do Sars-Cov-2, o vírus por trás da Covid-19. Mas segundo estimativa da organização internacional EcoHealth Alliance, há, pelo menos, mais de um milhão e meio de vírus no meio ambiente potencialmente mortais desconhecidos. A cada ano, segundo Dobson, cerca de dois destes vírus passam da natureza para os seres humanos, causando novas doenças que poderiam ser evitadas. "Por causa do desmatamento, do tráfico de animais selvagens e etc., sabemos que novos vírus infectam a população humana a uma taxa de 2 novos vírus por ano. Cerca de um em cada dez deles gera epidemias com potencial para se tornarem pandemias. Ou seja, temos uma nova epidemia a cada cinco anos, ou uma nova epidemia a cada novo presidente", compara Dobson. De fato, nos últimos 20 anos, além da atual pandemia de coronavírus, o mundo enfrentou pelo menos quatro outras epidemias, sendo que uma delas evoluiu para pandemia (veja lista abaixo). 2002, Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS): causada por um vírus da família dos coronavírus, o Sars-CoV, a síndrome apareceu entre os humanos no sul da China. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus foi transmitido por civetas. Em menos de um ano, ela se espalhou para outros 30 países e matou cerca de 774 pessoas. 2009, Gripe A H1N1 (Gripe Suína): o vírus foi identificado em humanos pela primeira vez no México. No mesmo ano, a OMS declarou pandemia do H1N1. Mais de 18,6 mil mortes aconteceram em mais de 200 países. Acredita-se que o vírus tenha vindo de suínos. 2014, Ebola: o vírus apareceu pela primeira vez em 1976, em países da África Ocidental. Vários surtos ocorreram até que, entre 2014 e 2016, ocorreu uma epidemia do Ebola na África que matou 11,3 mil pessoas. Este ano, a OMS declarou um novo surto do vírus na região. 2013 e 2016, zika vírus: o zika foi identificado pela primeira vez em 1947, em macacos rhesus da Floresta Zika, na Uganda. Desde então, causou surtos esporádicos até que, em 2013, infectou milhares de pessoas na Polinésia Francesa. Em 2015, chegou ao Brasil transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que também transmite a dengue e a febre amarela, outras infecções que causam surtos e epidemias anualmente no país. 2019, novo coronavírus: começou como uma epidemia na China. Em 2020, foi declarado pandemia pela OMS. Já alcançou mais de 235 países e matou mais de um milhão de pessoas. Três anos do surto de microcefalia: a dura rotina e os desafios da primeira geração zika O papel dos animais nas epidemias A brasileira Vale explica que, enquanto a floresta e sua biodiversidade é protegida, animais que hospedam muitos vírus nocivos aos humanos, como os morcegos, não representam ameaça aos humanos. "Mas quando há desmatamento, os morcegos podem começar a se alimentar nas proximidades de moradias das pessoas, aumentando a possibilidade de uma transmissão dos vírus para o homem", diz. É o que tem ocorrido nas áreas que enfrentam incêndios florestais no Brasil, por exemplo. Recentemente, correram o mundo fotos de animais silvestres como cobras, macacos jacarés e até onças fugindo das queimadas no Pantanal em direção às cidades. Fotógrafo Araquém Alcântara registra fuga de animais durante as queimadas no Pantanal. Araquém Alcântara/Divulgação Um estudo publicado em agosto na Nature explica melhor o porquê dessa relação: enquanto algumas espécies estão se extinguindo com a ação humana, aquelas que tendem a sobreviver e prosperar - ratos e morcegos, por exemplo - têm maior probabilidade de hospedar patógenos potencialmente perigosos que podem saltar para os humanos. Em relação à família dos coronavírus, a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) tem alertado que o Sars-Cov-2 possivelmente não será o último a infectar as populações de humanos. "Uma série de investigações detalhadas descobriram que o SARS-CoV foi transmitido na China em 2002 e o MERS-CoV de camelos dromedários para humanos na Arábia Saudita em 2012. Vários coronavírus conhecidos estão circulando em animais que ainda não infectaram humanos. À medida que a vigilância melhora no mundo, é provável que mais coronavírus sejam identificados" - Opas Onde ocorrerá a próxima pandemia Há pelo menos três décadas, o ecologista Stuart Pimm, da Universidade Duke, nos Estados Unidos, considerado referência mundial na área, alerta sobre a relação entre desmatamento, mudanças climáticas e tráfico de animais silvestres com a emergência de novos vírus com potencial de causar epidemias. Pimm já havia alertado sobre os vírus por trás do Ebola, Mers e Sars, que transbordaram de animais para os humanos nas últimas décadas. Contudo, estudos como os do americano passaram despercebidos nestas décadas até dezembro de 2019, quando o mundo teve a notícia do primeiro infectado por um novo tipo de coronavírus em Wuhan, na China. "Acreditamos que o Sar-Cov-2 possa ter vindo de um morcego", explica Pimm, lembrando que a ciência ainda não conseguiu apontar com exatidão a origem do vírus por trás da Covid-19. Agora, além da busca pela vacina contra a Covid, a ciência se esforça para mapear os riscos em comunidades em todo o mundo e projetar onde a emergência de novas doenças são mais prováveis estão assumindo o papel central. Ainda não é possível prever quando e onde ocorrerá uma próxima pandemia, segundo a brasileira Vale, mas as apostas têm sido áreas desmatadas de florestas tropicais. "Não é possível prever com precisão, mas existem mapeamentos das áreas de risco para a emergência de novas doenças infecciosas. Essas áreas são, em geral, associadas com florestas tropicais onde há grande riqueza de possíveis hospedeiros animais. O risco aumenta com o tamanho da população humana e a com a taxa de desmatamento nessas áreas, que aumenta a taxa de contato entre pessoas e animais silvestres", afirma Vale. Vale conta que existe um projeto de pesquisa internacional, o projeto VIROMA, que pretende mapear nos próximos 10 anos 99% de todos os vírus com potencial pandêmico do mundo. O Brasil é um dos principais lugares a ser pesquisado. "Porém, o Brasil é um dos países do mundo com a maior lacuna de conhecimento nesse sentido de mapear os vírus na natureza. Investimentos em pesquisas científicas que identifiquem os vírus associados a nossa rica fauna são uma necessidade urgente quando pensamos em uma futura pandemia", explica Vale. Sem desconsiderar a importância de se preparar para uma próxima pandemia, o biólogo Hannah afirma que é possível evitá-la. Próxima epidemia ‘já está a caminho’, alerta médico sobre desmatamento na Amazônia "Cuidar de nossas florestas é o melhor jeito de minimizar as chances de novas pandemias como a que enfrentamos", aponta Hannah. Aquecimento global Além do desmatamento das florestas, os cientistas alertam que o tráfico de animais selvagens e o aquecimento global também podem estar nos aproximando de uma próxima pandemia. Após um ano coletando amostras de gelo no Polo Norte, a maior expedição científica já realizada na região retornou para a Europa na segunda-feira (12). Além de pesquisarem os efeitos das mudanças climáticas, os cientistas do Instituto Alfred-Wegene, na Alemanha, investigam um fenômeno que tem preocupado epidemiologistas: o reaparecimento de vírus e bactérias retidos nas camadas mais profundas das calotas polares, e que podem emergir à superfície na medida em que com o aquecimento global. Em entrevista à agência RFI, os cientistas lembraram da bactéria de antrax que, há quatro anos, veio à superfície e matou um menino de 12 anos na Sibéria. VÍDEOS: Os mais assistidos na semana
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23/10 - Ibama determina que brigadas de combate a incêndio retornem às atividades
Em ofício de quarta-feira (21), o órgão havia determinado a suspensão do trabalho por falta de recursos. Ibama determina que brigadas de combate a incêndio retornem às atividades O Ibama determinou, em ofício publicado nesta sexta-feira (23), que as brigadas de incêndios florestais "retornem para as suas respectivas atividades e operações a partir da presente data". Na quarta-feira (21), o órgão havia determinado a suspensão do trabalho alegando falta de recursos (entenda abaixo). O ofício é assinado pelo chefe do Centro Especializado Prevfogo/Dipro, Ricardo Vianna Barreto. A determinação foi expedida após liberação de recursos para o órgão. O Ministério da Economia liberou R$ 16 milhões mensais (até dezembro) para que o Ministério do Meio Ambiente regularize os pagamentos em atraso – R$ 8 milhões para o Ibama e R$ 8 milhões para o ICMBio. O Ibama recebeu a autorização sobre o dinheiro às 19h de quinta-feira (leia a íntegra da nota do órgão ao fim da reportagem). Trecho de circular que determina a retomada de atividades do Ibama Reprodução Em uma rede social, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, agradeceu a liberação da verba para o Ibama e citou o ministro da Economia, Paulo Guedes. "Quero agradecer ao nosso ministro Paulo Guedes que acaba de me informar que deve liberar, ainda hoje, os 60 milhões necessários à continuidade das ações do Ibama no combate às queimadas e ao desmatamento ilegal". Recolhimento de brigadas Na quarta-feira (21), o Ibama determinou o recolhimento de brigadas de incêndios florestais a partir da meia-noite de quinta-feira (22). Em um segundo documento, divulgado na quinta, o órgão falou em "indisponibilidade financeira" para fechar o mês de outubro. Em entrevista à GloboNews na quinta-feira, o presidente do Ibama, Eduardo Bim, disse que o órgão enfrenta problemas financeiros que impedem o cumprimento de compromissos. Segundo ele, os pagamentos pendentes são da ordem de R$ 19 milhões. A suspensão do trabalho dos agentes foi determinada em um momento em que tanto o Pantanal quanto a Amazônia têm recordes de queimadas. O bioma pantaneiro enfrenta uma seca histórica, que contribui para a alta nos incêndios. Citado por Bolsonaro, voo Manaus-Boa Vista passa por cidade de Roraima com mais focos de incêndio em 2020 Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram que o número de focos de incêndio registrados na Amazônia de janeiro a setembro deste ano foi o maior desde 2010. Também na quinta-feira, após o anúncio do Ibama, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse que o governo iria desbloquear os recursos necessários para a retomada das atividades das brigadas de incêndios florestais em todo o país. Entenda a polêmica do corte de verbas do Ibama para combate a incêndios no Pantanal Abaixo, veja um resumo sobre o que se sabe e o que o governo ainda não esclareceu sobre o imbróglio que ocorre em meio ao aumento das queimadas no Pantanal e na Amazônia. Resumo até aqui PRIMEIRA SUSPENSÃO: Em agosto, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) já tinha anunciado a suspensão de operações contra queimada e desmatamento por falta de dinheiro. Recuou depois da repercussão negativa e de liberação de recursos. BRIGADISTAS FORA DE COMBATE: A nova decisão, desta vez anunciada pelo Ibama, teve foco na paralisação das atividades de brigadistas do PrevFogo, em vigor desde esta quinta-feira (22). MOTIVO DA DECISÃO: O motivo da suspensão é a falta de recursos. O presidente do Ibama, Eduardo Bim, diz que o órgão tem R$ 19 milhões em contratos pendentes. ORÇAMENTO X CAIXA: A polêmica está no conflito entre orçamento previsto e o dinheiro em caixa. Órgão diz que não recebeu repasses. Em agosto, MMA disse que teve R$ 180 milhões bloqueados pelo Ministério da Economia. REAÇÃO NO GOVERNO: Após a nova suspensão, a reação no governo foi distinta: o vice-presidente Hamilton Mourão diz que governo vai desbloquear recursos, mas o Ministério da Economia disse que não existe bloqueio de dotações orçamentárias. SOCIEDADE CIVIL REAGE: Entidades apontam que a suspensão de atividades é "mais uma prova da política antiambiental" adotada pelo governo Bolsonaro. RETOMADA DO COMBATE: Nesta sexta-feira (23), um novo ofício do Ibama determinou a retomada das atividades dos brigadistas em todo o país. Veja a íntegra da nota do Ibama: O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informa que, em virtude do remanejamento de 16 milhões de reais em recursos do próprio Ministério do Meio Ambiente, devidamente autorizado pela Economia e da perspectiva de liberação de mais 60 milhões de reais em recursos por parte do Ministério da Economia, determinou o retorno imediato dos brigadistas que atuam no Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo). VÍDEOS: Os incêndios florestais no Brasil
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23/10 - Citado por Bolsonaro, voo Manaus-Boa Vista passa por cidade de Roraima com mais focos de incêndio em 2020
Rota passa por municípios que somam 20,5 mil hectares desmatados. Na quinta, presidente disse que convidará diplomatas de outros países para viagem entre as duas capitais, e que eles não verão 'nada queimando' ou 'sequer um hectare de selva devastada'. Citado por Bolsonaro, voo Manaus-Boa Vista passa por cidade de RR com mais focos de incêndio em 2020 Dados do governo federal mostram que um voo entre Manaus (AM) e Boa Vista (RR) – no qual, segundo o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), não é possível avistar "nada queimando" ou "selva devastada" – cruzaria o céu da cidade com mais focos de queimadas neste ano em Roraima, Rorainópolis (veja arte com mapa abaixo). Além disso, o voo passaria por municípios que acumularam 20,5 mil hectares de desmatamento de agosto de 2018 a julho de 2019: Presidente Figueiredo (AM), Caracaraí (RR) e a própria Rorainópolis. Em 2020, as queimadas na Amazônia ultrapassam o número registrado em todo o ano de 2019 Bolsonaro fez a afirmação na quinta-feira (22), ao anunciar um convite a diplomatas estrangeiros para sobrevoar a floresta amazônica: "Estamos ultimando uma viagem Manaus-Boa Vista, onde convidaremos diplomatas de outros países para mostrar naquela curta viagem de uma hora e meia, que não verão em nossa floresta amazônica nada queimando ou sequer um hectare de selva devastada", afirmou o presidente. Devastação na rota Manaus-Boa Vista Cido Gonçalves/Arte G1 Bolsonaro diz que não há 'sequer um hectare de selva devastada' na Amazônia Aerovia 402 De acordo com um comandante de aviação comercial ouvido pelo G1, o trecho aéreo entre Manaus e Boa Vista compreende pouco mais de 600 km e é feito pela aerovia 402. A rota inclui a passagem sobre o território das cidades Presidente Figueiredo (AM), Caracaraí (RR) e Rorainópolis (RR). Dados do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), que são divulgados anualmente pelo Inpe, indicam que essas três cidades somaram 20.500 hectares de desmatamento na temporada 2018-2019. Os dados são os mais recentes disponíveis para o recorte. O trajeto Manaus-Boa Vista ainda passa pelas imediações de Iracema (RR) e Mucajaí (RR), cidades que ficam na rota da BR 174 (principal via entre as capitais) e na margem esquerda da aerovia 402. Somadas, essas duas cidades tiveram 14.400 hectares desmatados no período 2018-2019. Queimadas Outra fonte de dados do próprio governo mostra que o território dos mesmos municípios não está livre da devastação causada pelas queimadas. Rorainópolis, município de Roraima com mais focos de incêndio neste ano, registrou 257 pontos desde janeiro, de acordo com o Banco de Dados de Queimadas do Inpe. No ano passado, Rorainópolis acumulou 478 focos de queimadas. O fogo não afeta somente Rorainópolis. O Inpe também registrou, neste ano, 25 focos em Mucajaí, 24 focos em Iracema, 160 focos em Caracaraí e 68 em Presidente Figueiredo – as duas últimas, cidades pelas quais passa a rota 402. No ano passado, as quatro cidades de Roraima na rota Manaus-Boa Vista foram as que mais tiveram focos de queimadas no estado. VÍDEOS: veja notícias sobre os incêndios florestais
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22/10 - Chuvas no Pantanal não indicam fim da seca, alertam especialistas
Níveis dos rios no bioma pantaneiro só deverão voltar ao normal no fim do ano. Tanto o Pantanal quanto a Amazônia têm altas históricas em focos de fogo; Ibama anunciou retirada das brigadas de incêndios florestais. Lobo-guará é fotografado em praia no Pantanal Norte Ricardo Casarin Apesar de alertas de chuvas intensas para boa parte do Pantanal e uma parte da Amazônia feitos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os biomas devem levar tempo para se recuperar da seca histórica pela qual passam, alertam especialistas ouvidos pelo G1. O bioma pantaneiro é a maior planície inundada do mundo – quando chove, os rios costumam inundar a região. Mas, neste ano, o Pantanal vive uma seca histórica: a maior seca desde 1973, o que contribui para alastrar incêndios. O mês passado foi o pior na história em número de focos – e o bioma tem o maior acumulado anual já registrado desde 1998. No Pantanal, imagens mostram caminho do fogo e PF suspeita de ação criminosa em fazendas "Não vai ser uma chuva que vai transformar a condição de seca. Os impactos causados por essa longa estiagem vão atuar ainda algum tempo na região", afirma Marcelo Parente Henriques, pesquisador da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) em hidrologia. A CPRM é uma empresa pública que tem atribuições do Serviço Geológico do Brasil e que monitora, entre outros dados, os níveis dos rios brasileiros. Segundo o último boletim do serviço, divulgado nesta quinta-feira (22), os níveis do Rio Paraguai, que é responsável pela inundação do Pantanal, ficaram estáveis depois de quedas que duraram até a semana passada. "O Rio Paraguai tem 1.693 km em território nacional. Mesmo que tenha uma chuva muito intensa, mesmo que cause um transtorno no local, não vai ser essa chuva que vai recuperar o rio rapidamente", afirma Marcelo Parente Henriques, pesquisador da CPRM em hidrologia. O hidrólogo afirma que as características do rio contribuem para que ele não se recupere rapidamente: por ser um rio de planície, sem grandes declives, a água demora a correr pelo seu curso e formar os pântanos. Ele explica que, segundo as medições na estação de Ladário (MS), que mede os níveis do Paraguai há 120 anos, a chamada cota do rio ficou em -30 cm nesta quinta (o que não significa um nível negativo de água). A Marinha emite alertas de restrição de navegabilidade quando essa cota está em 150 cm (1,5 m). "São 1,80 m que o rio tem que encher para, no mínimo, chegar na restrição que a Marinha impõe. A gente acredita que o ganho mínimo do rio, pelo menos em Ladário, venha a acontecer no final do ano", diz. A porção brasileira representa cerca de 61% da Bacia do Alto Paraguai, que também entra pelo território de Paraguai e Bolívia. Todas as três áreas têm sofrido com a seca nos últimos anos, segundo Henriques. Mas o hidrólogo também afirma estar otimista com a previsão de chuvas na região (veja detalhes mais abaixo), que demoraram a cair neste ano mas devem se estabelecer até o início de novembro. "Acho que o pior já passou em matéria de seca. A gente está otimista com a questão do clima no sentido não só de diminuir a propagação das queimadas, mas também de auxiliar os bombeiros e brigadistas e na questão da navegabilidade da hidrovia", diz Henriques. Amazônia Na Amazônia, o Rio Madeira, um dos principais afluentes do Rio Amazonas, já tem baixas históricas em Rondônia. O nível do rio superou a seca de 2005 nesta semana e passou a ser a mais intensa do histórico de monitoramento da região. O rio Madeira registrou a cota de 1,58 m em Porto Velho nesta quinta-feira (22). A previsão de chuvas sugere precipitações abaixo do normal em praticamente toda a bacia do Madeira para os próximos 15 dias. "O nível não parou de baixar e não está dando sinais de que vai parar nos próximos dias. Vai levar um tempo para a chuva que está caindo subir o nível do rio", diz Marcus Suassuna, engenheiro hidrólogo do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Suassuna explica que o nível do rio não vai subir rápido porque a bacia do rio Madeira é muito grande. "Leva tempo para a água chegar no trecho de Porto Velho", explica o hidrólogo. Previsão é de chuva nas áreas com queimadas até segunda-feira (26) Previsão de chuva Na manhã desta quinta-feira, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) previa chuvas intensas para o Pantanal Sul-Mato-Grossense. Nas cidades de Corumbá, Ladário, Miranda e Aquidauana, todas em Mato Grosso do Sul, havia um alerta de perigo para tempestades A previsão é de chuva nas áreas com queimadas até, pelo menos, segunda-feira (26). (veja a previsão no vídeo). "Já começamos a ver uma normalização da chuva nessa segunda quinzena do mês. A tendência é que a chuva continue na região central, já que outubro marca o início do período chuvoso. Esse período vai, normalmente, até fevereiro, março", explica o meteorologista do Inmet Heráclio Alves. No alerta de cerca de 15h desta quinta-feira (22), o risco aparecia para toda a área de Mato Grosso e uma porção do Amazonas. Incêndios Nesta quinta-feira (22), o Ibama determinou o recolhimento das brigadas de incêndios florestais por falta de recursos. O presidente do órgão, Eduardo Bim, disse que o instituto enfrenta problemas financeiros que impedem o cumprimento de compromissos. "Temos contratos há três meses sem pagamento", afirmou Bim em entrevista à GloboNews (veja vídeo). Ibama tenta 'aproximar o infrator do órgão ambiental', diz presidente do instituto O Ibama é subordinado ao Ministério do Meio Ambiente, que é chefiado pelo ministro Ricardo Salles. Após a divulgação dos documentos, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, declarou que iria "esclarecer a situação" com o ministro. Há dois meses, o vice-presidente desautorizou Salles depois que o ministro anunciou que as operações de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia e às queimadas no Pantanal seriam suspensas por bloqueio de verbas.
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22/10 - Crise no Ibama: entenda o que se sabe e o que ainda é preciso esclarecer na decisão que travou combate ao fogo
Em agosto, Ministério do Meio Ambiente suspendeu ação de fiscais e brigadistas, mas depois recuou após repercussão negativa. Agora, Ibama afirma que falta de recursos continua e impede pagamento de serviços básicos. Entenda a polêmica do corte de verbas do Ibama para combate a incêndios no Pantanal A falta de dinheiro em caixa é o motivo alegado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a suspensão das atividades dos brigadistas que atuam no combate a incêndios florestais no país. Abaixo, veja um resumo e depois o detalhamento sobre o que se sabe e o que o governo ainda não esclareceu sobre o imbróglio que ocorre em meio ao aumento das queimadas no Pantanal e na Amazônia. Resumo até aqui PRIMEIRA SUSPENSÃO: Em agosto, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) já tinha anunciado a suspensão de operações contra queimada e desmatamento por falta de dinheiro. Recuou depois da repercussão negativa e de liberação de recursos. BRIGADISTAS FORA DE COMBATE: A nova decisão, desta vez anunciada pelo Ibama, teve foco na paralisação das atividades de brigadistas do PrevFogo, em vigor desde esta quinta-feira (22). MOTIVO DA DECISÃO: O motivo da suspensão é a falta de recursos. O presidente do Ibama, Eduardo Bim, diz que o órgão tem R$ 19 milhões em contratos pendentes. ORÇAMENTO X CAIXA: A polêmica está no conflito entre orçamento previsto e o dinheiro em caixa. Órgão diz que não recebeu repasses. Em agosto, MMA disse que teve R$ 180 milhões bloqueados pelo Ministério da Economia. REAÇÃO NO GOVERNO: Após a nova suspensão, a reação no governo foi distinta: o vice-presidente Hamilton Mourão diz que governo vai desbloquear recursos, mas o Ministério da Economia disse que não existe bloqueio de dotações orçamentárias. SOCIEDADE CIVIL REAGE: Entidades apontam que a suspensão de atividades é "mais uma prova da política antiambiental" adotada pelo governo Bolsonaro. Veja abaixo os detalhes de cada ponto: Primeira suspensão Em agosto, o MMA anunciou no dia 28 que, a partir do dia 31, suspenderia todas as operações de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia e às queimadas no Pantanal. À época, informou que a suspensão era motivada por um bloqueio financeiro determinado pela Secretaria de Orçamento Federal em verbas do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Segundo o MMA, foram bloqueados R$ 20,9 milhões do Ibama e R$ 39,7 milhões do ICMBio, e esses R$ 60,6 milhões se somaram à redução de outros R$ 120 milhões já previstos como corte do orçamento na área de meio ambiente para o exercício de 2021. ‘Ministro Salles se precipitou’, diz Mourão sobre suspensão de combate ao desmatamento No mesmo dia, após críticas de ambientalistas e políticos, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que preside o Conselho da Amazônia Legal, disse que o bloqueio não iria acontecer. “O ministro teve uma precipitação aí e não vai ser isso que vai acontecer. Não vai ser bloqueado os 60 milhões aí entre Ibama e ICMBio”, disse Mourão. A suspensão não chegou a ser efetivada no dia 31. Brigadistas fora de combate No novo capítulo, o anúncio da suspensão não foi realizado pelo próprio ministério, mas diretamente pelo Ibama. O órgão afirma que passa por "dificuldades" desde setembro "quanto à liberação financeira por parte da Secretaria do Tesouro Nacional". Em ofício, determinou que as brigadas interrompam os trabalhos em todo o país. A decisão que afeta mais de 1,3 mil brigadistas, ocorre em um período em que tanto o Pantanal quanto a Amazônia ainda enfrentam queimadas, que já chegaram a bater recordes históricos neste ano. Ibama alega falta de recursos e pede que brigadistas voltem para as bases imediatamente Até a mais recente atualização desta reportagem, o Ministério do Meio Ambiente não divulgou nota sobre o tema ou qualquer detalhamento dos impactos da medida ou mesmo dos problemas financeiros na pasta. Motivo da decisão O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim, disse nesta quinta-feira (22) que o órgão enfrenta problemas financeiros que impedem o cumprimento de compromissos. "Temos contratos há três meses sem pagamento", afirmou Bim em entrevista à GloboNews. Segundo ele, os pagamentos pendentes são da ordem de R$ 19 milhões. “Os nossos pleitos de reposição financeira do Ibama vêm sendo trabalhados há meses. O controle do fluxo financeiro vem sendo enxugado há meses pela Secretaria do Tesouro", afirmou o presidente do Ibama. “Não é algo que seja desconhecido, é algo de planejamento de planilha, de sistema, e isso gera uma paralisia no órgão. Eu, como gestor, não posso gastar um dinheiro que não tenho, nem tenho como. Aliás, a gente tem contrato que já faz três meses que está sem pagamento.” Orçamento x dinheiro em caixa O orçamento do Ibama, que inclui despesas obrigatórias, como gastos de pessoal e aposentados, é de pouco menos de R$ 1,8 bilhão em 2020. As despesas discricionárias - valores que executados que não precisam ser obrigatoriamente pagos – somam perto de R$ 570 milhões. De acordo com especialistas ouvidos pelo G1, um dos problemas de gestão dos recursos ocorreu ainda no início deste ano, quando ocorreu o repasse de R$ 230 milhões liberados pelo Supremo Tribunal Federal. O valor corresponde aos ressarcimentos da Lava Jato e, segundo especialistas, caiu na conta do Ibama e foi transferido para os estados. Na visão dos especialistas, o imbróglio ocorre porque os ministérios da Fazenda e da Economia estão contando este valor como repassado para o Ibama – sendo que não foi utilizado de fato pelo instituto. Ao contar os R$ 230 milhões entre os R$ 570 milhões liberados para execução, o que sobra para todas as operações, fiscalizações, pagamento de helicópteros, e tudo o que envolve o combate aos crimes ambientais, acaba não sendo suficiente. Mesmo assim, o Ibama não executou tudo o que era previsto em orçamento. No caso da verba destinada apenas para controle e fiscalização ambiental, o orçamento prevê R$ 66 milhões. Até esta quarta-feira (21), apenas R$ 26 milhões haviam sido executados. O mesmo vale para o valor que ficou com o Ibama da Lava Jato - além dos R$ 230 milhões encaminhados para os estados, o instituto recebeu a autorização para usar R$ 50 milhões - R$ 18 milhões foram utilizados. Com relação aos valores liberados apenas para prevenção e controle de incêndios florestais nas áreas federais prioritárias, o Ibama teria R$ 38,6 milhões - e executou R$ 18,6 milhões. Procurado pelo G1, os ministérios da Economia e do Meio Ambiente não divulgaram posicionamento sobre se o que foi apontado pelos especialistas da área é o principal motivo da nova crise no Ibama ou um dos fatores. Reação no governo Após o Ibama anunciar a decisão, o Ministério do Meio Ambiente não divulgou posicionamento. O Ministério da Economia, em nota, informou apenas que não existe bloqueio de dotações orçamentárias do Ministério do Meio Ambiente, incluindo Ibama e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Questionado pelo G1 se recebeu pedido do Ibama, o Ministério da Economia disse que "qualquer pedido de ampliação de limite financeiro é encaminhado à Junta de Execução Orçamentária (JEO)" e que esse órgão colegiado é, em última instância, responsabilidade do Ministério da Casa Civil. Assim como ocorreu em agosto, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou que o governo vai desbloquear os recursos necessários para a retomada das atividades das brigadas de incêndios florestais em todo o país. Mourão disse ao G1 que conversou com o ministro da Casa Civil, Braga Netto, para esclarecer a questão. Mourão não informou o valor que deve ser liberado e a data da liberação. O blog da Ana Flor relatou que o Salles não comunicou Braga Neto e Guedes sobre interrupção de combate a incêndios. O vice-presidente também afirmou que não foi avisado por Salles da decisão. Ana Flor: Ricardo Salles não comunicou Braga Neto e Guedes sobre interrupção de combate a incêndios Sociedade civil reage Uma ação popular foi apresentada nesta quinta pedindo que a Justiça Federal do Distrito Federal determine a manutenção de todas as brigadas de incêndio florestal, ligadas ao Prevfogo, nos locais em que estavam combatendo as chamas. Em nota, o Greenpeace Brasil disse que suspender o trabalho de brigadistas é 'mais uma prova da política antiambiental' do governo. Para Suely Araújo, especialista sênior em políticas públicas do Observatório do Clima, problemas contábeis relacionados à gestão dos recursos financeiros e falhas na interação entre os ministérios não podem gerar paralisação de políticas públicas. "O Ibama tem autorização orçamentária para gastar bem mais do que fez em 2020. Até 21 de outubro, a autarquia liquidou apenas 48,2% do autorizado na ação orçamentária 214M (prevenção e combate aos incêndios), 39,7% do autorizado na ação orçamentária 214N (fiscalização ambiental) e 36,3% dos R$ 50 milhões repassados pelo Supremo Tribunal Federal decorrentes dos recursos da Lava-Jato. Na verdade, executou muito pouco considerado o período do ano em que estamos, deveria ter feito mais. Os problemas atuais são relativos à programação financeira, não ao orçamento", explica Suely Araújo. VÍDEOS: mais assistidos do G1
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22/10 - Queimadas na Amazônia em 2020 passam número registrado em todo o ano de 2019
Floresta brasileira já ultrapassou os 89.176 focos de calor detectados de janeiro a dezembro do ano passado, chegando a 89.604 nesta quinta-feira (22). Veja dados por estado. Incêndios na Amazônia: Moradora olha enquanto fogo se aproxima de sua casa perto de Porto Velho, no dia 16 de agosto. Ueslei Marcelino/Reuters As queimadas na Amazônia em 2020 já ultrapassaram o total registrado de janeiro a dezembro do ano passado. Foram 89.604 focos de calor detectados pelos satélites monitorados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) até esta quinta-feira (22), contra 89.176 em 2019. Queimadas na Amazônia De 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2019 foram 89.176 pontos de calor detectados; De 1º de janeiro a 22 de outubro de 2020 já são 89.604 focos; Em 2019, o número de focos na Amazônia já foi 30% maior do que em 2018. Desde 1998, o ano que mais queimou foi 2004: 218.637 focos foram detectados; O que menos queimou foi 2000, com 48.168. Mais cedo, também nesta quinta, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que convidará diplomatas estrangeiros para visitar a floresta amazônica. Segundo o presidente, eles não verão "nada queimando ou sequer um hectare de selva devastada". Bolsonaro diz que não há 'sequer um hectare de selva devastada' na Amazônia Bolsonaro deu a declaração no Palácio do Itamaraty, durante cerimônia de formatura de novos diplomatas do Instituto Rio Branco. "Estamos ultimando uma viagem Manaus-Boa Vista, onde convidaremos diplomatas de outros países para mostrar naquela curta viagem de uma hora e meia, que não verão em nossa floresta amazônica nada queimando ou sequer um hectare de selva devastada", afirmou. O Greenpeace questionou as declarações de Jair Bolsonaro e disse que "ao contrário das alegações do presidente", houve uma "alta das queimadas e incêndios florestais na Amazônia". "A falta de medidas para conter tamanho dano a maior floresta tropical do mundo revela o descaso do atual governo em cuidar das florestas e de seus povos, ou, o que é pior, a escolha deliberada do governo de pactuar com essa destruição, tentando esconder o que o mundo já sabe: o Brasil está em chamas", afirma Rômulo Batista, porta-voz do Greenpeace no Brasil. Pantanal também queima Antes do final de setembro, o Pantanal já registrava o número mensal mais alto de focos de incêndio desde o início da série histórica do Inpe, em 1998. O mês inteiro acabou somando 8.106 pontos de calor. O recorde mensal anterior era de agosto de 2005, quando houve 5.993 registros no bioma. Em agosto, foi registrado o segundo maior número de queimadas para o mês; julho também registrou um recorde mensal.
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22/10 - Ação popular pede que Justiça derrube ordem do Ibama que recolheu brigadas de incêndio
Advogado afirma que ato do Ibama é ilegal e defende bloqueio de verbas de publicidade para custear ações. Equipes foram desmobilizadas por falta de recursos, em plena seca histórica. Uma ação popular apresentada nesta quinta-feira (22) pede que a Justiça Federal do Distrito Federal determine a manutenção de todas as brigadas de incêndio florestal, ligadas ao Prevfogo, nos locais em que estavam combatendo as chamas. Na quarta (21), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) determinou que as equipes interrompessem os trabalhos em todo o país a partir da madrugada desta quinta. Em um segundo documento, o órgão justifica a medida por "indisponibilidade financeira" para fechar o mês de outubro. Ibama alega falta de recursos e pede que brigadistas voltem para as bases imediatamente A suspensão do trabalho dos agentes é determinada em um momento em que tanto o Pantanal quanto a Amazônia têm recordes de queimadas. O bioma pantaneiro enfrenta uma seca histórica, que contribui para a alta nos incêndios (veja detalhes mais abaixo nesta reportagem). O ofício que determinou a suspensão dos trabalhos é assinado pelo chefe do Centro Especializado Prevfogo/Dipro, Ricardo Vianna Barreto. Na ação, o advogado José Moura Neto pede a suspensão do despacho que ordenou a retomada das brigadas para suas bases de origem. “O ato impugnado não considerou as consequências práticas da decisão, qual seja, a ampliação da destruição do meio ambiente em virtude da omissão no combate aos incêndios. Aqui, cumpre ressaltar que a responsabilidade, quando se trata de dano ambiental, é objetiva”, diz o texto. O processo requer ainda que seja executado um bloqueio das verbas destinadas a publicidade da União para garantir recursos para a manutenção da operação dos brigadistas do Prevfogo – seja para a manutenção dos servidores nos locais, seja para custear o retorno de quem já deixou as áreas da operação. Queimadas e seca A suspensão dos trabalhos de combate a incêndios ocorre em um momento em que a Amazônia e o Pantanal registram altas históricas. O bioma pantaneiro enfrenta, ainda, uma seca que não é vista desde 1973, afirma o pesquisador Marcelo Parente Henriques, da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), empresa pública que monitora, entre outros dados, os níveis dos rios brasileiros. Apesar da previsão de chuvas feita pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que tem alertas de chuvas intensas para grande parte da Amazônia e do Pantanal, Henriques prevê que a recuperação dos níveis de água bioma pantaneiro será lenta. ‘Tenho orgulho’, diz Eduardo Bim sobre ser presidente do Ibama "O Rio Paraguai [responsável pelas cheias no Pantanal] tem 1.693 km em território nacional [o rio também escoa para Paraguai e Bolívia]. Mesmo que tenha uma chuva muito intensa, mesmo que cause um transtorno no local, não vai ser essa chuva que vai recuperar o rio rapidamente", afirma o pesquisador. Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram que o número de focos de incêndio registrados na Amazônia de janeiro a setembro deste ano foi o maior desde 2010. Naquele ano, foram 102.409 pontos de fogo na floresta de 1º de janeiro a 30 de setembro; em 2020, no mesmo período, foram 76.030. No caso do Pantanal, também segundo o Inpe, 14% do bioma foi queimado apenas em setembro – é a maior devastação anual do território causada pelo fogo desde o início das medições, em 2002, pelo governo federal. A área atingida no ano chega a quase 33 mil km², que equivale à soma do território do Distrito Federal e de Alagoas. Fumaça sobe de incêndio no Pantanal em Poconé, Mato Grosso, no dia 27 de agosto. Amanda Perobelli/Reuters Initial plugin text
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22/10 - Suspender o trabalho de brigadistas é 'mais uma prova da política antiambiental' do governo, diz Greenpeace
Por falta de dinheiro, Ibama mandou brigadas interromperem combate a incêndios. O Greenpeace Brasil divulgou nota nesta quinta-feira (22) afirmando que a suspensão do trabalho de brigadistas por falta de dinheiro é "mais uma prova da política antiambiental" adotada pelo governo Bolsonaro. Partidos entram com ação no STF contra decreto de Bolsonaro que desmontou processo de cobrança de multas ambientais Mourão diz que conversará com Salles sobre Ibama: 'Não me informou nada' “No dia em que Amazônia está prestes a ultrapassar o total de focos de calor do ano passado, o governo toma a decisão de tirar de campo as equipes de combate aos incêndios florestais e queimadas, esta é mais uma prova da política antiambiental adotada por este governo. Alegar falta de recursos para combater as queimadas, sendo que o próprio governo inviabilizou o Fundo Amazônia, que contava com mais de 1 bilhão de reais que poderiam ter sido utilizados para isso é a evidência da total falta de interesse em combater toda a destruição que, infelizmente, acompanhamos nos últimos dois anos”, afirma Rômulo Batista, porta-voz da Campanha da Amazônia do Greenpeace Brasil. Para Suely Araújo, especialista sênior em políticas públicas do Observatório do Clima, problemas contábeis relacionados à gestão dos recursos financeiros e falhas na interação entre os ministérios não podem gerar paralisação de políticas públicas. "O Ibama tem autorização orçamentária para gastar bem mais do que fez em 2020. Até 21 de outubro, a autarquia liquidou apenas 48,2% do autorizado na ação orçamentária 214M (prevenção e combate aos incêndios), 39,7% do autorizado na ação orçamentária 214N (fiscalização ambiental) e 36,3% dos R$ 50 milhões repassados pelo Supremo Tribunal Federal decorrentes dos recursos da Lava-Jato. Na verdade, executou muito pouco considerado o período do ano em que estamos, deveria ter feito mais. Os problemas atuais são relativos à programação financeira, não ao orçamento", explica Suely Araújo. Origem da falta de recursos De acordo com o presidente do Ibama, Eduardo Bim, o órgão enfrenta problemas financeiros. "Temos contratos há três meses sem pagamento", afirmou Bim em entrevista para a GloboNews. Ele afirma que tem pagamentos pendentes na ordem de R$ 19 milhões. Ibama tenta 'aproximar o infrator do órgão ambiental', diz presidente do instituto Em nota, o Ministério da Economia relatou que não existe bloqueio de dotações orçamentárias do Ministério do Meio Ambiente, incluindo Ibama e ICMBio. Segundo levantamento da ONG Contas Abertas, o orçamento do Ibama em 2020 é de R$ 1,8 bilhão, e já foram gastos pouco mais de 70% do valor. Este valor, no entanto, leva em consideração todos os gastos, incluindo os fixos - pagamento de pessoal e servidores aposentados. No caso do valor destinado especificamente para fiscalização e combate às queimadas, o total gasto até esta quarta-feira (21) não ultrapassa os 50%. Com a justificativa de falta de recursos disponíveis, o Ibama determinou, em ofício de quarta-feira (21), que as brigadas de incêndios florestais interrompam, a partir da meia meia-noite desta quinta, os trabalhos em todo o país. Em um segundo documento, desta quinta, o órgão fala em "indisponibilidade financeira" para fechar o mês de outubro. A suspensão do trabalho dos agentes é determinada em um momento em que tanto o Pantanal quanto a Amazônia têm recordes de queimadas. O bioma pantaneiro enfrenta uma seca histórica, que contribui para a alta nos incêndios. Eduardo Bim: 'Controle de fluxo financeiro vem sendo enxugado há meses' “Os nossos pleitos de reposição financeira do Ibama vem sendo trabalhado há meses. O controle do fluxo financeiro vem sendo enxugado há meses pela Secretaria do Tesouro." - Eduardo Bim, presidente do Ibama “Não é algo que seja desconhecido, é algo de planejamento de planilha, de sistema, e isso gera uma paralisia no órgão. Eu, como gestor, não posso gastar um dinheiro que não tenho, nem tenho como. Aliás, a gente tem contrato que já faz três meses que está sem pagamento”, disse o presidente do Ibama. 'Dinheiro não está caindo na conta do Ibama', diz Eduardo Bim sobre repasses do Governo Recursos indisponíveis Eduardo Bim afirmou que não há problemas de orçamento, o que ocorre é a indisponibilidade financeira dos recursos. Ou seja, o órgão tem previsão para recebimento do dinheiro já previsto, mas o recurso não foi liberado e não está disponível na conta do Ibama. O presidente citou, por exemplo, uma dívida de R$ 5 milhões referentes à operação de helicópteros usados na Amazônia Legal. Repasses não correram por falhas burocráticas, diz presidente do Ibama VÍDEOS: mais assistidos do G1
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22/10 - Assim como humanos, chimpanzés idosos priorizam amizades importantes, aponta estudo
Os autores do estudo se basearam dados de 78.000 horas de observações realizadas no Parque Nacional Kibale em Uganda, entre 1995 e 2016. Os machos mais velhos tinham amigos significativamente mais genuínos do que seus pares mais jovens. Unsplash Quando se trata de amizades, os humanos são conhecidos por se tornarem mais seletivos com a idade. E o mesmo acontece com os chimpanzés machos, que têm menos amigos - mas mais genuínos - à medida em envelhecem, de acordo com um estudo publicado na revista Science nesta quinta-feira (22). A pesquisa, liderada pela psicóloga animal Alexandra Rosati, da Universidade do Michigan, foi considerada a primeira evidência de que os animais exibem seletividade social relacionada à idade e pode nos ajudar a entender mais sobre por que os humanos também se comportam dessa maneira. Planta brasileira pode diminuir gordura no fígado, aponta pesquisa Os autores do estudo se basearam em um enorme conjunto de dados de 78.000 horas de observações realizadas no Parque Nacional Kibale em Uganda, entre 1995 e 2016. Eles relataram as interações sociais entre 21 chimpanzés machos selvagens (Pan troglodytes) com idades entre 15 e 58 anos. Os machos foram escolhidos porque permanecem nas comunidades em que nascem, enquanto a maioria das fêmeas se dispersa para novos grupos quando se tornam sexualmente maduras. Além de serem a nossa referência animal mais próxima, os chimpanzés são uma espécie ideal de comparação aos humanos porque vivem uma vida longa - às vezes até os 60 anos - e têm um amplo grau de escolha sobre com quem se relacionam. Para estudar suas afinidades um pelo outro, a equipe desenvolveu um "índice de associação" que se baseava na frequência com que um macho dentro de um grupo se aproximava (menos de cinco metros) de outro macho, em relação a quanto eles se associavam com todos os membros do grupo. A equipe estabeleceu três categorias: amigos mútuos, em que ambos mostraram preferência por sentar-se juntos; amigos unilaterais, na qual apenas um deles mostrou essa preferência e o outro não; e não-amigos, na qual nenhum dos dois lados preferiu um ao outro. De acordo com as descobertas, os machos mais velhos tinham amigos significativamente mais genuínos do que seus pares mais jovens, cujas tentativas de amizade eram frequentemente mais desequilibradas. Vídeos: Viva Você
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22/10 - Chimpanzés ficam mais seletivos com amizades durante o envelhecimento, diz estudo
Pesquisa publicada nesta quinta-feira (22) pela revista 'Science' mostra evidências de primatas não humanos selecionando com quem socializar quando ficam mais velhos. Pesquisadores descobriram ainda que os bichos querem amigos com 'energia mais positiva'. Três machos juntos em fila - Likizo (um macho mais jovem) trata de Big Brown (um macho mais velho), que cuida de Lanjo (outro macho mais jovem) John Lower Como as pessoas se tornam tão exigentes com a amizade ao longo da vida? Um estudo feito com chimpanzés e publicado na revista "Science" nesta quinta-feira (22) pode ter a resposta. Isso porque os chimpanzés, junto com os bonobos, compartilham 99% de seu DNA com os humanos. A equipe de pesquisadores, composta por psicólogos e primatologistas, percebeu que os chimpanzés mais velhos preferiam passar mais tempo com semelhantes que desenvolveram amizades mútuas ao longo dos anos. Como os humanos mais velhos em busca de paz e sossego, os chimpanzés também mostraram uma mudança de interações negativas para mais positivas à medida que envelheciam. Aos 57 anos, chimpanzé Bob recebe novo companheiro de recinto no Zoo de Curitiba Dinastias: a saga do chimpanzé Virgílio para manter a liderança do seu bando “O que é realmente legal é que descobrimos que os chimpanzés estão mostrando esses padrões que refletem os dos humanos”, disse Alexandra Rosati, professora assistente de psicologia e antropologia da Universidade de Michigan e uma das principais autoras do artigo. Os pesquisadores analisaram as interações sociais de 21 chimpanzés machos, com idades entre 15 e 58 anos, entre os anos de 1995 e 2016. O estudo mostra o que pode ser a primeira evidência de animais não humanos selecionando ativamente com quem se relacionam durante o envelhecimento. Estudo mostra que chimpanzés preferem cooperar a competir Por que os chimpanzés são tão mais fortes que os seres humanos Os chimpanzés que caminham como humanos após anos de maus-tratos Os chimpanzés de 15 anos tinham, em média, 2,1 amizades unilaterais e 0,9 amigos em comum, enquanto os chimpanzés de 40 anos quase não se importavam com amizades unilaterais (média de 0,6), mas tinham muitos amigos comuns – uma média de 3. “Esses chimpanzés mais velhos têm essas amizades mútuas, eles realmente investem nesses relacionamentos”, disse Zarin Machanda, professora na Tufts University e principal autora do artigo. Alexandra Rosati acrescentou que pesquisas futuras podem ajudar a determinar se esses comportamentos constituem o curso normal ou bem-sucedido que o envelhecimento deve seguir. "Há uma necessidade urgente de entender a biologia do envelhecimento. Mais humanos estão vivendo mais do que no passado, o que pode mudar a dinâmica do envelhecimento", completou Rosati. Os pesquisadores não ficaram totalmente surpresos com suas descobertas. Parte disso é porque chimpanzés e humanos já são muito parecidos em termos de organização social e escolhas sociais. “Isso levanta a possibilidade de estarmos vendo sistemas comportamentais que foram compartilhados evolutivamente de volta ao nosso ancestral comum, cerca de sete ou oito milhões de anos atrás”, disse o primatologista e também autor do estudo Richard Wrangham. VÍDEOS: Natureza e meio ambiente
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22/10 - Mourão diz que governo vai desbloquear recursos e retomar combate a queimadas
Ibama determinou suspensão de trabalho de brigadistas em todo o país e alegou indisponibilidade financeira. Mourão: governo vai desbloquear recursos do Ibama O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta quinta-feira (22) que o governo vai desbloquear os recursos necessários para a retomada das atividades das brigadas de incêndios florestais em todo o país. Mourão disse ao G1 que já conversou com o ministro da Casa Civil, Braga Netto, para esclarecer a questão. Ele não informou o valor que deve ser liberado. O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) determinou, em ofício de quarta-feira (21), que as brigadas de incêndios florestais interrompam, a partir da meia meia-noite desta quinta (22), os trabalhos em todo o país. Em um segundo documento, desta quinta, o órgão fala em "indisponibilidade financeira" para fechar o mês de outubro. As informações foram divulgadas inicialmente pelo jornal "O Estado de São Paulo". Ibama alega falta de recursos e pede que brigadistas voltem para as bases imediatamente A suspensão do trabalho dos agentes é determinada em um momento em que tanto o Pantanal quanto a Amazônia têm recordes de queimadas. O bioma pantaneiro enfrenta uma seca histórica, que contribui para a alta nos incêndios. Segundo Mourão, o Ministério do Meio Ambiente recebeu recursos oriundos da operação Lava Jato que foram bloqueados pelo Tesouro por extrapolarem o teto de gastos. “Aqueles recursos da Lava Jato que foram repassados para o Ministério da Agricultura e Ministério do Meio Ambiente, no caso do Meio ambiente está no teto de gastos do Ministério do Meio Ambiente. Aqueles recursos foram distribuídos para os estados. Consequentemente, o Tesouro tinha bloqueado o recurso”, explicou. O vice-presidente, Hamilton Mourão, disse que governo vai liberar recursos e retomar combate a queimadas. JN “Agora já conversei com o ministro Braga Netto, que é o nosso representante na Junta de Execução Orçamentária, e vamos providenciar o desbloqueio. Os 16 milhões já estão desbloqueados. Precisa desbloquear o resto”, afirmou Mourão. A suspensão dos trabalhos de combate a incêndios ocorre em um momento em que a Amazônia e o Pantanal registram altas históricas. Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram que o número de focos de incêndio registrados na Amazônia de janeiro a setembro deste ano foi o maior desde 2010.
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22/10 - Bolsonaro diz que não há 'sequer um hectare de selva devastada' na Amazônia
De janeiro a setembro, a região registrou o maior número de focos de incêndio desde 2010, segundo o Inpe. Bolsonaro diz que não há 'sequer um hectare de selva devastada' na Amazônia O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (22) que convidará diplomatas estrangeiros para visitar a floresta amazônica. Segundo o presidente, eles não verão "nada queimando ou sequer um hectare de selva devastada". Bolsonaro deu a declaração no Palácio do Itamaraty, durante cerimônia de formatura de novos diplomatas do Instituto Rio Branco. "Estamos ultimando uma viagem Manaus-Boa Vista, onde convidaremos diplomatas de outros países para mostrar naquela curta viagem de uma hora e meia, que não verão em nossa floresta amazônica nada queimando ou sequer um hectare de selva devastada", afirmou. Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram que o número de focos de incêndio registrados na Amazônia de janeiro a setembro deste ano foi o maior em dez anos. Em 2020, foram registrados 76.030 pontos de fogo entre 1º de janeiro e 30 de setembro. A última vez em que houve registro de número superior foi em 2010 — 102.409, no mesmo período. Nesta quinta-feira (22), começou a valer a decisão do Ibama determinando a interrupção, em todo o país, das brigadas de incêndios florestais. De acordo com o órgão a medida foi motivada por "indisponibilidade financeira". Também de acordo com o Inpe, a Amazônia Legal teve uma área de 964 km² sob alerta de desmatamento em setembro, a segunda maior em cinco anos, mostram dados atualizados no início de outubro. A Amazônia Legal corresponde a 59% do território brasileiro e engloba a área de oito estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e parte do Maranhão. ONGs, índios, Inpe, governadores, Di Caprio: veja quem já foi acusado por Bolsonaro de ligação com queimadas e desmatamento A intenção de levar diplomatas para uma viagem à Amazônia foi anunciada em setembro pelo vice-presidente Hamilton Mourão, que comanda o Conselho Nacional da Amazônia Legal. Mourão decidiu organizar a viagem após receber carta assinada por oito países europeus que dizem que o aumento do desmatamento dificulta a compra de produtos brasileiros. A intenção era realizar a viagem em outubro. Porém, o governo ainda não confirmou uma data. Mais de uma vez Mourão afirmou que o governo planeja levar à Amazônia um grupo de embaixadores de países de diferentes regiões, não apenas representantes de europeus. Desmatamento na Amazônia tem tendência de alta no ano; veja 10 motivos de alerta sobre o tema VÍDEO: veja as últimas notícias de política no G1
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22/10 - Presidente do Ibama diz que órgão tem déficit de R$ 19 milhões e contratos sem pagamento há 3 meses
Eduardo Bim afirmou que órgão tem orçamento previsto, mas a verba não foi liberada. Por falta de dinheiro, Ibama mandou brigadas interromperem combate a incêndios. Ibama tenta 'aproximar o infrator do órgão ambiental', diz presidente do instituto O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim, disse nesta quinta-feira (22) que o órgão enfrenta problemas financeiros que impedem o cumprimento de compromissos. "Temos contratos há três meses sem pagamento", afirmou Bim em entrevista à GloboNews. Segundo ele, os pagamentos pendentes são da ordem de R$ 19 milhões. Partidos entram com ação no STF contra decreto de Bolsonaro que desmontou processo de cobrança de multas ambientais Mourão diz que conversará com Salles sobre Ibama: 'Não me informou nada' Em nota, o Ministério da Economia relatou que não existe bloqueio de dotações orçamentárias do Ministério do Meio Ambiente, incluindo Ibama e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Segundo levantamento da ONG Contas Abertas, o orçamento do Ibama em 2020 é de R$ 1,8 bilhão, e já foram gastos pouco mais de 70% do valor. O valor, no entanto, leva em consideração todos os gastos, incluindo os fixos – como pagamento de pessoal e servidores aposentados. No caso da quantia destinada especificamente para fiscalização e combate às queimadas, o total gasto até esta quarta-feira (21) não ultrapassa os 50%. Baseado justificativa para a falta de recursos disponíveis, o Ibama determinou, em ofício de quarta-feira (21), que as brigadas de incêndios florestais interrompam, a partir da meia meia-noite desta quinta, os trabalhos em todo o país. Em um segundo documento, desta quinta, o órgão falou em "indisponibilidade financeira" para fechar o mês de outubro. A suspensão do trabalho dos agentes é determinada em um momento em que tanto o Pantanal quanto a Amazônia têm recordes de queimadas. O bioma pantaneiro enfrenta uma seca histórica, que contribui para a alta nos incêndios. Entidades criticam falta de gestão Em nota, o Greenpeace Brasil disse que a paralisação do trabalho dos brigadistas é "mais uma prova da política antiambiental" adotada pelo governo Bolsonaro. Para Suely Araújo, especialista sênior em políticas públicas do Observatório do Clima, problemas contábeis relacionados à gestão dos recursos financeiros e falhas na interação entre os ministérios não podem gerar paralisação de políticas públicas. "O Ibama tem autorização orçamentária para gastar bem mais do que fez em 2020. Até 21 de outubro, a autarquia liquidou apenas 48,2% do autorizado na ação orçamentária 214M (prevenção e combate aos incêndios), 39,7% do autorizado na ação orçamentária 214N (fiscalização ambiental) e 36,3% dos R$ 50 milhões repassados pelo Supremo Tribunal Federal decorrentes dos recursos da Lava-Jato", afirmou ela. "Na verdade, executou muito pouco considerado o período do ano em que estamos, deveria ter feito mais. Os problemas atuais são relativos à programação financeira, não ao orçamento." Eduardo Bim: 'Controle de fluxo financeiro vem sendo enxugado há meses' Recursos indisponíveis Na entrevista, Bim explicou que os problemas financeiros não são recentes. “Os nossos pleitos de reposição financeira do Ibama vem sendo trabalhado há meses. O controle do fluxo financeiro vem sendo enxugado há meses pela Secretaria do Tesouro", afirmou o presidente do Ibama. “Não é algo que seja desconhecido, é algo de planejamento de planilha, de sistema, e isso gera uma paralisia no órgão. Eu, como gestor, não posso gastar um dinheiro que não tenho, nem tenho como. Aliás, a gente tem contrato que já faz três meses que está sem pagamento.” 'Dinheiro não está caindo na conta do Ibama', diz Eduardo Bim sobre repasses do Governo Eduardo Bim afirmou que não há problemas de orçamento. O que ocorre é a indisponibilidade financeira dos recursos. Ou seja, o órgão tem previsão para recebimento do dinheiro, mas o recurso não foi liberado e não está disponível na conta do Ibama. Ele citou, por exemplo, uma dívida de R$ 5 milhões referentes à operação de helicópteros usados na Amazônia Legal. Repasses não correram por falhas burocráticas, diz presidente do Ibama VÍDEOS: mais assistidos do G1
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22/10 - Levantamento de fauna aponta quase 580 espécies animais em Presidente Prudente; 21 estão ameaçadas de extinção
Atualização da lista começou em 2016 e uma prévia foi publicada nesta quinta-feira (22), no Diário Oficial Eletrônico do Município. Levantamento identificou a existência de quase 150 espécies de aves em Presidente Prudente Fotos: Stephanie Fonseca/G1 Quase 580 espécies da fauna foram identificadas em Presidente Prudente (SP), conforme aponta o levantamento prévio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial Eletrônico do Município. O estudo conta com apoio de diversos colaboradores da área ambiental e de outras instituições (veja a íntegra do documento no final da reportagem). Papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) Stephanie Fonseca Conforme o documento, fazer o levantamento das espécies que habitam o município “é um trabalho de grande relevância para a aquisição de dados técnicos referentes à vida da fauna na cidade”. A atualização dos dados começou em 2016. Com a colaboração de diversos profissionais, o município contabilizou, até o momento, 579 diferentes espécies presentes na cidade, seja por residência, migratória ou soltura. Destas, 21 são ameaçadas de extinção. Pegadas ajudam a identificar espécies; à esquerda marcas de mão-pelada e à direita de jaguatirica Johnny Michael Santos da Silva/Cedida A lista completa mostra espécies diversas de mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes e artrópodes. O estudo teve como fonte de dados informações publicadas por artigos científicos em congressos, seminários, encontros, revistas, periódicos e observações realizadas por profissionais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente em vistorias de campo e outros profissionais de outras instituições. Jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris) Johnny Michael Santos da Silva/Cedida Ainda de acordo com o documento, o trabalho não tem como objetivo focar o porquê de algumas espécies que não são da região estarem na cidade, mas “servir como eventual norte para que novos estudos possam ser realizados sobre espécies de outras regiões que estejam sendo avistadas no município de Presidente Prudente”. Variações de tatus são encontrados na cidade Johnny Michael Santos da Silva/Cedida Segundo o Programa Estadual de Manejo de Fauna Silvestre Apreendida, do Paraná, citado no documento, “o levantamento de fauna silvestre e/ou vida livre é importante, pois a fauna é patrimônio para a humanidade nos aspectos ecológico, científico, econômico e cultural, porém, uma parcela ampla da sociedade não reconhece esse valor”. Fragmentos florestais contribuem para a riqueza e a diversidade de aves em Presidente Prudente; veja FOTOS “A maioria da população provavelmente não possui consciência da importância ambiental das diferentes espécies na estruturação, na manutenção e no equilíbrio biológico dos ecossistemas, essencial para todas as formas de vida”, destaca. O biólogo André Gonçalves Vieira disse ao G1 que a ideia é de que as atualizações sejam feitas a cada dois ou três anos. Por meio desses levantamentos, é possível mensurar o povoamento e o despovoamento das espécies. Vieira falou que esse banco de dados em Presidente Prudente é interessante também por causa do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). “Sempre vão ter novas espécies, uma migratória, uma errante, algum levantamento entomológico, novas espécies de inseto. Hoje, a procura por quem gosta de aves, da fauna, é muito grande. Tem sempre alguém descobrindo, colocando as informações no WikiAves, entrando em contato com outros profissionais para ver se, de fato, essa espécie pode ser encontrada na região, no município. O meio ambiente está em transformação constante. Há diversas espécies que podem se adaptar às mudanças bruscas de ambiente, migrar para outra região, se adaptar”, finalizou Vieira. Urubu-de-cabeça-amarela (Cathartes burrovianus) Stephanie Fonseca Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 1 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 2 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 3 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 4 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 5 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 6 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 7 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 8 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 9 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 10 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 11 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 12 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 13 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 14 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 15 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 16 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 17 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 18 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 19 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 20 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 21 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 22 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 23 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 24 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 25 Reprodução Levantamento prévio da fauna em Presidente Prudente foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Município, pág. 26 Reprodução Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região.
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22/10 - Partidos entram com ação no STF contra decreto de Bolsonaro que desmontou processo de cobrança de multas ambientais
Dos mais de 7 mil processos a serem julgados desde 2019, aconteceram apenas 5 audiências. 'Aplicar multa ambiental virou motivo de piada', diz secretário-executivo do Observatório do Clima, que preparou documento usado de base na ação. Agentes da PF e do Ibama em fiscalizações no norte de Mato Grosso Polícia Federal de Mato Grosso Em meio ao aumento do desmatamento e às queimadas crescentes na Amazônia e no Pantanal em 2020, os registros de multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) foram na contramão dos crimes ambientais. Segundo a rede Observatório do Clima, de abril de 2019 até setembro deste ano, o Ibama realizou apenas cinco audiências de um total de 7.205 agendadas. Já o ICMBio não fez nenhuma. Com base no dado, quatro partidos políticos, PT, PSB, PSOL e Rede, entrarem com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o decreto do presidente Jair Bolsonaro que desmontou o processo de cobrança de multas ambientais - o decreto 9.760, de abril de 2019, que criou a chamada “conciliação” de multas ambientais. "Trata-se de uma instância a mais no já demorado processo de pagamento de multas do Ibama e do ICMBio. A justificativa para sua criação foi a possibilidade de fazer audiências entre os órgãos fiscalizadores e os autuados, que levassem ao pagamento da multa sem a necessidade de contestação judicial", explica o documento do Observatório do Clima. De acordo com o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, a câmara de conciliação, criada com a justificativa de acelerar o processo de multas ambientais aplicadas, serve, na prática, de escudo aos infratores, permitindo que eles sequer sejam julgados. "Essa instância é responsável hoje por fazer um primeiro julgamento da multa aplicada pelo agente do Ibama ou do ICMbio. Portanto, nenhum processo anda sem que haja esse julgamento. O problema é que estes julgamentos não acontecem", explica Astrini. Segundo o Observatório do Clima, de março a setembro, foi realizada nenhuma audiência dos mais de 7 mil processos de multas aplicadas pelo Ibama e ICMBio esperando para serem analisadas 2019. "Aplicar multa ambiental virou motivo de piada, porque os infratores sequer serão julgados", diz o secretário executivo da rede. Governo diz à Justiça que alta no desmatamento não tem relação com atos de Ricardo Salles Queimadas no Amazonas em 2020 registram maior número da história Acumulado de focos de incêndio na Amazônia de janeiro a setembro é o maior desde 2010, indicam dados do Inpe "Na prática, há um ano, todos os autos que foram lavrados não foram cobrados. Ou seja, nenhuma multa foi cobrada", explica Suely Araújo, ex-presidente do Ibama, na gestão do governo Temer. A ação dos partidos no STF, feita nesta quinta-feira (22), pede que o decreto 9.760 seja liminarmente suspenso e que os processos de julgamos das multas já aplicadas sejam imediatamente retomados. O texto da ação entregue à justiça cita o artigo 23 da Constituição Federal, que afirma que é dever do governo federal "proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas", e "preservar as florestas, a fauna e a flora" do país. 'Punição Zero' Batizado pelos ambientalistas de projeto "Punição Zero", a câmara de conciliação também suspendeu a cobrança da multa aplicada pelo Ibama ou ICMBio até que fosse realizada a audiência. "As multas ambientais no Brasil, que antes não eram pagas em sua maioria — porque os grandes infratores sempre recorriam —, nem sequer estão sendo cobradas", concluiu o documento do Observatório do Clima. A título de comparação, o documento apresenta quantas multas foram aplicadas nos anos anteriores e quanto o governo federal arrecadou: 2016: foram 17.386 autos, totalizando R$ 4.787.301.614,69 em multas 2017: foram 15.694 autos, totalizando R$ 3.190.105.341,09 em multas; 2018: foram 14.787 autos, totalizando R$ 4.405.948.533,04 em multas No ano passado, em outro levantamento, o Observatório do Clima apontou que os autos de infração registrados de janeiro a novembro de 2019 já foram os menores dos últimos 15 anos. No período, foram registrados 10.270 multas, número 25% menor se comparado ao mesmo período de 2018. O recorde de multas aplicadas pelo Ibama no período foi em 2005, com 31,5 mil autos de infração. Levantamento do G1 mostra que fiscais do Ibama aplicaram menos multas Ibama interrompe brigadas de combate aos incêndios Nesta quinta-feira, o Ibama determinou que os agentes que combatem incêndios para todas as brigadas, inclusive na Amazônia e no Pantanal, voltem para as bases. O motivo seria a falta de recursos. Ambientalista que criticou Salles por frase sobre 'passar a boiada' é notificado a pedido da AGU Suely Araújo rebateu o governo federal e afirmou que não há falta de recursos financeiros. "[O governo] tem dinheiro, tem mais de R$50 milhões no Fundo Amazônia, e somente R$10 milhões foram gastos. É um problema de gestão interna do governo”, afirmou a ex-presidente do Ibama. "Tem dinheiro sobrando. Agora, por que o governo não se preparou para pagar as pontas, isso é um problema de gestão interna", disse Araújo. Salles anuncia suspensão de combate às queimadas e ao desmatamento; Mourão desmente Em agosto, o Ministério do Meio Ambiente anunciou a suspensão de todas as operações de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia e às queimadas no Pantanal. A suspensão dos trabalhos ocorrem logo após as queimadas na Amazônia e no Pantanal atingirem marcas recordes neste ano: dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram que o número de focos de incêndio registrados na Amazônia de janeiro a setembro deste ano foi o maior desde 2010. Naquele ano, foram 102.409 pontos de fogo na floresta de 1º de janeiro a 30 de setembro; em 2020, no mesmo período, foram 76.030. No caso do Pantanal, segundo o Inpe, 14% do bioma foi queimado apenas em setembro – é a maior devastação anual do território causada pelo fogo desde o início das medições, em 2002, pelo governo federal. A área atingida no ano chega a quase 33 mil km², que equivale à soma do território do Distrito Federal e de Alagoas.
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22/10 - Salles não comunicou Braga Neto e Guedes sobre interrupção de combate a incêndios
Chefe do Meio Ambiente participou de reunião do Comitê Interministerial sobre Mudanças do Clima com os dois ministros, mas não falou sobre a situação dos brigadistas. Ana Flor: Ricardo Salles não comunicou Braga Neto e Guedes sobre interrupção de combate a incêndios Apesar de ter se reunido na tarde desta quarta-feira (21) com o ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, o titular do Meio Ambiente, Ricardo Salles, não comunicou que faltavam recursos para o Ibama e que o trabalho de brigadistas no combate a incêndios florestais seria interrompido no país. Salles, Braga Neto e Guedes estiveram juntos na tarde desta quarta na reunião do Comitê Interministerial sobre Mudanças do Clima. O vice-presidente da República e presidente do Conselho da Amazônia, Hamilton Mourão, integra o comitê, mas não participou do encontro. Segundo relatos dos presentes na reunião, entre os temas discutidos estava justamente a repercussão negativa no exterior das queimadas e do desmatamento, além da cobrança de investidores nacionais e estrangeiros. Mesmo assim, Salles não comunicou, segundo os participantes, a decisão que seria tomada horas depois pelo Diretor de Planejamento, Administração e Logística do Ibama – braço do Ministério do Meio Ambiente –, ou sequer pediu recursos para permitir a continuidade dos trabalhos de brigadistas. Ao chegar na vice-presidência da República nesta quarta-feira, Mourão disse também não ter sido informado por Salles da decisão de interromper o trabalho dos brigadistas e afirmou que iria esclarecer a questão com o ministro. Mourão diz que conversará com Salles sobre Ibama: 'Não me informou nada'
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22/10 - 'Exaustão de recursos' levou ao recolhimento das brigadas contra incêndios florestais, diz Ibama
Órgão determinou que trabalhos sejam interrompidos e, em nota, afirmou que está com R$ 19 milhões em pagamentos atrasados. Ministério do Meio Ambiente ainda não se pronunciou. Ibama determina que os agentes que combatem incêndios no país voltem para as bases O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) divulgou uma nota nesta quinta-feira (22) na qual afirmou que a "exaustão de recursos" do órgão levou ao recolhimento das brigadas que atuam no combate a incêndios florestais. Na mesma nota, o Ibama afirmou que passa por "dificuldades" desde setembro "quanto à liberação financeira por parte da Secretaria do Tesouro Nacional". Segundo o órgão, os pagamentos atrasados somam R$ 19 milhões. Nesta quarta (21), o órgão emitiu um ofício no qual determinou que as brigadas interrompam os trabalhos em todo o país. As informações foram reveladas pelo jornal "O Estado de S. Paulo". "O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) informa que a determinação para o retorno dos brigadistas que atuam no Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) acontece em virtude da exaustão de recursos. Desde setembro, a autarquia passa por dificuldades quanto à liberação financeira por parte da Secretaria do Tesouro Nacional", informou o órgão (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem). O Ministério do Meio Ambiente não havia se pronunciado até por volta de 12h. O G1 procurou a pasta e aguardava resposta. Conversa entre Mourão e Salles Mourão diz que estados poderão comprar vacina chinesa: ‘têm recurso também’ Mais cedo, nesta quinta-feira, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que vai "esclarecer a situação" com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (veja vídeo acima). O Ibama é subordinado à pasta comandada por Salles, e Mourão preside o Conselho Nacional da Amazônia - colegiado que avalia medidas como o combate a incêndios na floresta. No fim de agosto, Mourão chegou a desautorizar Salles após o ministro anunciar que as operações de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia e às queimadas no Pantanal seriam suspensas por bloqueio de verbas. "Vamos esclarecer a situação. O ministro não me informou nada. Tenho que conversar com ele pra saber o que está acontecendo. Se é problema de orçamento, se é problema financeiro", declarou Mourão nesta quinta. "Você empenha e para liquidar você tem que ter o financeiro. Se não tem o financeiro você não paga. Pode ser isso que está acontecendo. Se é atraso de financeiro, vamos ver como a economia pode auxiliar. Por isso tenho que esclarecer a situação", acrescentou. Incêndios florestais Vista aérea de área queimada na Amazônia, perto de Apuí, no Amazonas, em 11 de agosto. Ueslei Marcelino/Reuters Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o número de focos de incêndio registrados na Amazônia de janeiro a setembro deste ano foi o maior desde 2010. Naquele ano, foram 102.409 pontos de fogo na floresta de 1º de janeiro a 30 de setembro; em 2020, no mesmo período, foram 76.030. No caso do Pantanal, também segundo o Inpe, 14% do bioma foi queimado apenas em setembro – é a maior devastação anual do território causada pelo fogo desde o início das medições, em 2002, pelo governo federal. A área atingida no ano chega a quase 33 mil km², que equivale à soma do território do Distrito Federal e de Alagoas. Íntegra da nota do Ibama Leia a íntegra da nota do Ibama: O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) informa que a determinação para o retorno dos brigadistas que atuam no Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) acontece em virtude da exaustão de recursos. Desde setembro, a autarquia passa por dificuldades quanto à liberação financeira por parte da Secretaria do Tesouro Nacional. Para a manutenção de suas atividades, o Ibama tem recorrido a créditos especiais, fundos e emendas. Mesmo assim, já contabiliza R$ 19 milhões de pagamentos atrasados, o que afeta todas as diretorias e ações do instituto, inclusive, as do Prevfogo. VÍDEOS: veja notícias sobre os incêndios florestais no Brasil
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22/10 - Ibama determina recolhimento de brigadas de incêndios florestais por falta de recursos
Vice-presidente Hamilton Mourão, chefe de conselho da Amazônia, disse que vai conversar com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Decisão ocorre em meio a seca histórica no Pantanal. Ibama determina que os agentes que combatem incêndios no país voltem para as bases O Ibama determinou, em ofício de quarta-feira (21), que as brigadas de incêndios florestais interrompam, a partir da meia meia-noite desta quinta (22), os trabalhos em todo o país. Em um segundo documento, desta quinta, o órgão fala em "indisponibilidade financeira" para fechar o mês de outubro. As informações foram divulgadas inicialmente pelo jornal "O Estado de São Paulo". A suspensão do trabalho dos agentes é determinada em um momento em que tanto o Pantanal quanto a Amazônia têm recordes de queimadas. O bioma pantaneiro enfrenta uma seca histórica, que contribui para a alta nos incêndios (veja detalhes mais abaixo nesta reportagem). O ofício de quarta-feira (21), que determina a suspensão dos trabalhos, é assinado pelo chefe do Centro Especializado Prevfogo/Dipro, Ricardo Vianna Barreto. "Determino o recolhimento de todas as Brigadas de Incêndio Florestal do IBAMA para as suas respectivas Bases de origem, a partir das 00:00H (zero hora) do dia 22 de outubro de 2020, onde deverão permanecer aguardando ordens para atuação operacional em campo", diz o documento. Trecho de circular que determina o recolhimento de brigadas de incêndio florestal do Ibama Reprodução Já o despacho desta quinta-feira é da diretoria de licenciamento ambiental do órgão (veja abaixo). "Encaminho para conhecimento o Ofício-Circular 78 (8610371) que comunica a indisponibilidade de recursos financeiros para fechamento do mês de outubro", diz o documento. Em nota (veja a íntegra ao final da reportagem), o Ibama informou que a determinação para suspender o trabalho dos brigadistas "acontece em virtude da exaustão de recursos" e que "já contabiliza 19 milhões [de reais] de pagamentos atrasados, o que afeta todas as diretorias e ações do instituto, inclusive, as do Prevfogo". Documento do Ibama desta quinta-feira (22) fala em 'indisponibilidade financeira' para fechar o mês de outubro. Reprodução Ministro e vice-presidente Mourão diz que conversará com Salles sobre Ibama: 'Não me informou nada' O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, declarou nesta quinta-feira (22), após a divulgação dos documentos, que vai "esclarecer a situação" com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. O instituto é subordinado ao ministério de Salles. Mourão comanda o Conselho Nacional da Amazônia Legal, colegiado criado em fevereiro por Bolsonaro para avaliar medidas como o combate a incêndios na floresta. No fim de agosto, o vice-presidente chegou a desautorizar Salles após o ministro anunciar que as operações de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia e às queimadas no Pantanal seriam suspensas por bloqueio de verbas. "Vamos esclarecer a situação. O ministro não me informou nada. Tenho que conversar com ele pra saber o que está acontecendo. Se é problema de orçamento, se é problema financeiro", declarou Mourão nesta quinta. "Você empenha e, para liquidar, você tem que ter o financeiro. Se não tem o financeiro, você não paga. Pode ser isso que está acontecendo. Se é atraso de financeiro, vamos ver como a economia pode auxiliar. Por isso tenho que esclarecer a situação", acrescentou. Queimadas e seca Incêndios na Amazônia: Moradora olha enquanto fogo se aproxima de sua casa perto de Porto Velho, no dia 16 de agosto. Ueslei Marcelino/Reuters A suspensão dos trabalhos de combate a incêndios ocorre em um momento em que a Amazônia e o Pantanal registram altas históricas. O bioma pantaneiro enfrenta, ainda, uma seca que não é vista desde 1973, afirma o pesquisador Marcelo Parente Henriques, da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), empresa pública que monitora, entre outros dados, os níveis dos rios brasileiros. Apesar da previsão de chuvas feita pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que tem alertas de chuvas intensas para grande parte da Amazônia e do Pantanal (veja imagem abaixo), Henriques prevê que a recuperação dos níveis de água bioma pantaneiro será lenta. "O Rio Paraguai [responsável pelas cheias no Pantanal] tem 1.693 km em território nacional [o rio também escoa para Paraguai e Bolívia]. Mesmo que tenha uma chuva muito intensa, mesmo que cause um transtorno no local, não vai ser essa chuva que vai recuperar o rio rapidamente", afirma o pesquisador. Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram que o número de focos de incêndio registrados na Amazônia de janeiro a setembro deste ano foi o maior desde 2010. Naquele ano, foram 102.409 pontos de fogo na floresta de 1º de janeiro a 30 de setembro; em 2020, no mesmo período, foram 76.030. No caso do Pantanal, também segundo o Inpe, 14% do bioma foi queimado apenas em setembro – é a maior devastação anual do território causada pelo fogo desde o início das medições, em 2002, pelo governo federal. A área atingida no ano chega a quase 33 mil km², que equivale à soma do território do Distrito Federal e de Alagoas. Veja a íntegra da nota do Ibama: O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) informa que a determinação para o retorno dos brigadistas que atuam no Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) acontece em virtude da exaustão de recursos. Desde setembro, a autarquia passa por dificuldades quanto à liberação financeira por parte da Secretaria do Tesouro Nacional. Para a manutenção de suas atividades, o Ibama tem recorrido a créditos especiais, fundos e emendas. Mesmo assim, já contabiliza 19 milhões [de reais] de pagamentos atrasados, o que afeta todas as diretorias e ações do instituto, inclusive, as do Prevfogo. VÍDEOS: veja notícias sobre os incêndios florestais no Brasil
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21/10 - Rondônia tem alta de 42% nos alertas de desmatamento em setembro, revela Imazon
Aumento acontece na comparação com o mesmo mês de 2019; foram 143 km² com sinais de desmatamento, segundo dados reunidos pelo instituto. Capital Porto Velho é a terceira cidade com maior número de alertas: 66 km² de floresta em setembro de 2020 foram destruídos. Imagem de área afetada pelo desmatamento na Amazônia Raphael Alves/AFP/Arquivo Os alertas de desmatamento em Rondônia aumentaram 42% em setembro de 2020 na comparação com o mesmo mês em 2019. É o que revela o levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgado nesta quarta-feira (21). Na Amazônia Legal, o aumento foi de 52%: são 803 km² de floresta perdida. Os dados são medidos por um sistema do próprio instituto. Segundo o Imazon, 143 km² foram detectados com resquícios de desmatamento em Rondônia em um único mês, contra 101 km² em setembro do ano passado. O estado segue na quarta posição do ranking (com 12% do total) das regiões com mais alertas de perda de floresta, ficando atrás de Pará (51%), Amazonas (13%) e Mato Grosso (12%). Na contramão dos dados, a degradação florestal em Rondônia no mês de setembro apresentou recuo de 60% na comparação com igual período de 2019. No total, foram 31 km² de área degradada contra 78 km² em setembro do ano passado. Os dados do Imazon apontam também que Porto Velho é a terceira cidade com maior número de alertas entre os municípios mais críticos: 66 km² de floresta foram destruídos em setembro deste ano. Antes da capital vem Altamira e São Félix do Xingu, no Pará, com 79 e 75 km² perdidos, respectivamente. As reservas rondonienses Rio Preto-Jacundá, Jaci Paraná e Rio Pardo também estão entre as unidades de conservação mais castigadas, com supressão florestal de 34, 12 e 3 km² em setembro deste ano. Como o Imazon mede o desmatamento O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon foi criado em 2008. Ele se baseia em imagens de satélites para captar a mudança do uso do solo. Com isso, afirma o Imazon, é possível detectar desmatamentos a partir de 1 hectare, mesmo sob condição de nuvens. O sistema de alertas do governo, chamado de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), usa imagens de satélite de 6 hectares. As imagens são captadas e analisadas pela ferramenta de monitoramento do instituto. O Imazon afirma que, atualmente, o SAD utiliza os satélites Landsat 7 (sensor ETM+), Landsat 8 (OLI), Sentinel 1A e 1B, e Sentinel 2A e 2b (MSI) com os quais é possível detectar desmatamentos a partir de 1 hectare mesmo sob condição de nuvens. Entenda as diferenças entre os sistemas que monitoram o desmatamento na Amazônia Sistemas de monitoramento da Amazônia têm objetivos e metodologias diferentes Juliane Souza/G1 Veja mais notícias do G1
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21/10 - Navio com mais de 1 milhão de barris de petróleo corre risco de afundar na Venezuela
Grupos ambientalistas demonstram preocupação com possível vazamento. Marinha do Brasil diz que a embarcação Nabarima está a cerca de 1,3 mil km das águas brasileiras. Navio Nabarima, que corre o risco de afundar com 1,3 milhão de barris de óleo cru no Golfo de Paria Divulgação/Fishermen and Friends of the Sea - FFOS Um navio da estatal venezuelana de petróleo, a PDVSA, corre o risco de afundar com mais de 1 milhão de barris de óleo cru no Golfo de Paria, que separa a Venezuela de Trinidad e Tobago, e causar um desastre ambiental. Fotos de sexta-feira (16) mostram o petroleiro Nabarima, que é operado por uma joint venture entre PDVSA e a italiana Eni, inclinado e emborcado em alto mar. Segundo a agência de notícias Reuters, a PDVSA planeja tirar parte do 1,3 milhão de barris de petróleo a bordo do Nabarima e passar para outra embarcação, que foi enviada ao local. Navio com mais de 1 milhão de barris de petróleo corre risco de afundar no Golfo de Paria, na Venezuela Fábio Manzano/G1 Em nota, a Marinha do Brasil afirmou que o petroleiro está a 1,3 mil quilômetros das águas brasileiras e a situação é acompanhada por um grupo que inclui o Ibama e a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Segundo a Marinha, a corrente marítima do local segue em direção ao Mar do Caribe, mas o grupo vai continuar monitorando "o comportamento das correntes marítimas e condições meteorológicas da região, além dos fatores de segurança da navegação, de forma a antecipar qualquer ação necessária". A estatal venezuelana de petróleo PDVSA planeja tirar parte do petróleo a bordo do Nabaruma e passar para outra embarcação Divulgação/Fishermen and Friends of the Sea - FFOS Riscos ambientais Grupos ambientalistas demonstraram preocupação com a situação, e autoridades da vizinha Trinidad e Tobago disseram que planejam inspecionar o navio. Gary Aboud, secretário-executivo da FFOS (pescadores e amigos do mar, em tradução livre), divulgou as imagens do Nabarima em uma rede social e afirmou que, "com base nas fotos, parece que as correntes das âncoras estão esticadas e sob extrema pressão". Aboud afirmou que, se as correntes da âncora quebrarem ou a âncora mudar, o navio vai virar e derramar cerca de 1,4 milhão de barris no ecossistema. Ele diz ser necessária a instalação de um equipamento de contenção de derramamento ao redor da embarcação, "em preparação para o pior". Ele disse ter escrito repetidamente para os membros do governo venezuelano e cobrou um posicionamento dos embaixadores dos EUA e da União Europeia no país, mas disse ter sido ignorado. "Todos os nossos apelos foram desconsiderados como se as organizações de base fossem invisíveis e como se a poluição de nossa bela região do Caribe não importasse", afirmou Aboud. Veja os vídeos mais assistidos do G1
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21/10 - A incrível descoberta de centenas de milhões de árvores no deserto do Saara
Usando imagens de satélite e inteligência artificial, grupo internacional de pesquisadores descobriu que no oeste do Saara e na savana do Sahel –norte da África–, existem cerca de 1,8 bilhão de árvores. O Saara e o Sahel têm muito mais árvores do que se pensava Martin Brandt/BBC Quando se pensa no Saara, o maior deserto não polar do mundo, muitas vezes se imagina uma gigantesca planície de areia que parece se estender até o infinito. Mas um novo estudo mostra que o Saara esconde algo inesperado: centenas de milhões de árvores. Não agrupadas em uma floresta, mas árvores solitárias. Vídeo: Onça-pintada que sofreu queimaduras graves no Pantanal de MT é solta após tratamento em GO Estudo avalia uso de veneno da cascavel amazônica em tratamento de câncer 'Bom bombeiro': Levantamento da UFMG questiona tese e mostra que cidades com maior rebanho tiveram mais queimadas no Pantanal Um grupo internacional de pesquisadores conseguiu contar essas árvores uma a uma em uma área de 1,3 milhão de quilômetros quadrados no noroeste da África. A região, que atravessa países como Argélia, Mauritânia, Senegal e Mali, inclui partes do Saara Ocidental e também o Sahel, o cinturão de savana tropical semiárida ao sul do deserto. O trabalho, publicado na revista "Nature", concluiu que há "um número inesperadamente grande de árvores" nesta área. Mais especificamente, cerca de 1,8 bilhão foram registradas, um número muito maior do que o esperado. O principal autor do estudo, Martin Brandt, da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, disse à BBC News Mundo que embora "a maioria esteja no Sahel, existem centenas de milhões no próprio Saara". Neste mapa, é possível ver o número de árvores por hectare na área estudada Martin Brandt/BBC "Há em média uma árvore por hectare no hiperárido Saara. Não parece muito, mas acho que é mais do que se poderia imaginar", disse ele. Além disso, ele esclareceu que a área pesquisada representa apenas 20% do Saara e do Sahel, "então a contagem total de árvores é muito maior". Como foi a contagem O grupo de cientistas, que incluiu especialistas da Nasa (agência espacial americana), do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) da França e do Centro de Monitoramento Ecológico de Dakar, no Senegal, entre outros, fez o trabalho acessando imagens de satélites de alta resolução normalmente reservadas para uso militar ou industrial. Eles usaram mais de 11 mil imagens da região, registradas por quatro satélites da empresa privada Digital Globe, que pertence à Agência Nacional de Inteligência dos Estados Unidos, que faz parte do Departamento de Defesa do país. Globo Repórter desvenda a vida dos nômades do deserto do Saara Para encontrar as árvores, eles usaram um tipo de inteligência artificial conhecido como aprendizado profundo, no qual um computador é ensinado a fazer algo. Nesse caso, a identificar árvores. Para não confundir uma árvore com um arbusto, os especialistas decidiram contar apenas as copas com área superior a três metros quadrados. Brandt disse à BBC Mundo como treinou o sistema para identificar árvores com precisão. "Eu cataloguei manualmente a área da copa de quase 90 mil árvores", observou ele. "Eu registrei muitas porque o nível de detalhe nas imagens é muito alto e as árvores não parecem iguais, e queríamos uma medida relativamente precisa das áreas de suas copas", explicou. Os pesquisadores também usaram o Google Maps para verificar a presença de árvores em áreas povoadas da área estudada Compton Tucker/BBC O trabalho mostrou que, em média, as copas tinham cerca de 12 m². Os pesquisadores estimaram que, se as árvores com copas menores que 3 m² ou arbustos menores forem incluídas, a vegetação total nesta área desértica seria 20% maior. O que isso significa Brandt observou que essa descoberta traz pouco alento quando se considera o enorme problema do desmatamento que tanto preocupa os ecologistas e que foi agravado nos últimos anos por grandes incêndios florestais em lugares como Grécia, Austrália, Estados Unidos e América do Sul. "Árvores em zonas áridas sempre estiveram lá. Saber seu número e localização é importante, mas não é equivalente ao plantio de novas árvores", disse ele. Ele também explicou que as árvores no deserto desempenham um papel menor do que as árvores nas selvas e florestas na absorção de dióxido de carbono da atmosfera. No entanto, ele enfatizou que, em áreas semiáridas e subúmidas, elas "são um considerável consumidor de carbono". Além disso, ele destacou a importância dessas árvores para as pessoas que vivem nessas regiões. "Elas são fundamentais para a subsistência, fertilizam o solo, proporcionam maior produtividade e fornecem sombra e abrigo para humanos e animais. Geram renda e são fundamentais para a nutrição", afirmou. Os especialistas acreditam que o sistema de rastreamento pode servir como base para encontrar árvores em outros ecossistemas. No entanto, eles alertam que ainda não existem condições para contar todas as árvores do planeta. "Devemos criar modelos mais robustos que possam ser usados ​​em uma variedade de diferentes sistemas de satélite com diferentes resoluções espaciais", disse Brandt. "Além disso, se for aplicado a florestas, muitas vezes é difícil identificar árvores individuais. Se é difícil para nossos olhos, também será difícil para o modelo." VÍDEOS mais visto da semana
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21/10 - Com mais de 2,1 mil focos de queimadas em 20 dias, RO tem o nono pior outubro desde 1998
Quantitativo também é maior que o total de focos registrados em outubro de 2019. Dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Queimadas na Amazônia - Foco de fogo na floresta amazônica. Reuters/Amanda Perobelli Rondônia acumulou, nos 20 dias de outubro deste ano, 2.190 focos de queimadas, conforme dados captados pelo satélite de referência Aqua do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A quantidade de pontos de fogo faz com que o mês seja o nono pior outubro em incêndios na região desde 1998. O pior ano até então é 2003, época em que o estado somou 7.593 focos ativos (veja gráfico abaixo). A quantidade de focos de fogo captados nesses 20 dias já aponta alta 293% na comparação com todo outubro do ano passado, quando o estado registrou 556 pontos de calor. Nesses 20 dias de outubro de 2020, o estado seguiu na segunda colocação do ranking das regiões do Norte que mais acumularam focos de queimadas, ficando atrás somente do Pará. Também foi nesse período que Rondônia representou 17,1% das queimadas em toda Amazônia, que registrou 12.774 focos. A capital Porto Velho aparece na primeira posição do ranking dos municípios da Amazônia que mais tiveram pontos de incêndio detectados. Foram 504 focos de queimadas entre 1º e 20 de outubro de 2020 na capital. As cidades seguintes foram: São Félix do Xingu (PA) - 443 Xapuri (AC) - 304 Portel (PA) - 287 Altamira (PA) - 248 Brasiléia (AC) - 246 Colniza (MT) - 225 Pacajá (PA) - 214 Vila Bela Santíssima Trindade (MT) - 204 Já em Rondônia, os municípios que mais registraram focos de queimadas nos 20 dias de outubro são: Porto Velho - 504 Nova Mamoré - 167 Machadinho D'Oeste - 166 Cujubim - 160 Pimenteiras do Oeste - 105 Candeias do Jamari - 95 Alta Floresta D'Oeste - 92 Guajará-Mirim - 90 Seringueiras - 70 Ane Alencar, diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), declarou ao G1 que o aumento no número de focos de queimadas abrange toda Amazônia, pois a queda na quantidade de pontos de chamas em outubro do ano passado é considerada "fora do normal". Para Ane, o motivo do aumento das queimadas na Amazônia pode envolver dois pontos: se está queimando o que realmente se queimaria em outros anos e um alerta de seca grande em algumas regiões do Brasil. "É preocupante e é preciso observar. Acredito que a chuva é o que pode salvar". O número de focos de incêndio registrados na Amazônia de janeiro a setembro deste ano é o maior desde 2010, segundo dados do Inpe. Naquele ano, foram 102.409 pontos de fogo na floresta de 1º de janeiro a 30 de setembro; em 2020, no mesmo período, foram 76.030. Entenda a coleta dos dados O Inpe realiza medições desde 1986, após ter realizado um experimento de campo em conjunto com pesquisadores da Nasa. O sistema, porém, foi aperfeiçoado em 1998 após a criação de um programa no Ibama para controlar as queimadas no país. Os dados da série histórica estão disponíveis desde junho de 1998. Um foco precisa ter pelo menos 30 metros de extensão por 1 metro de largura para que os chamados satélites de órbita possam detectá-lo. No caso dos satélites geoestacionários, a frente de fogo precisa ter o dobro de tamanho para ser localizada. Os focos de calor, a grosso modo, representam qualquer temperatura registrada acima de 47ºC, mas não é necessariamente um foco de fogo ou incêndio. Na verdade, um foco indica a existência de chamas em um píxel de imagem. Neste píxel pode haver uma ou várias queimadas distintas. Se uma queimada for muito extensa, será detectada também com píxels vizinhos àquele. Ou seja, vários focos estarão associados a uma só queimada. Neste contexto, o número produzido é um indicador, e não uma medida absoluta. Ciclo do desmatamento As queimadas na Amazônia têm relação direta com o desmatamento. O fogo é parte da estratégia de "limpeza" do solo que foi desmatado para posteriormente ser usado na pecuária ou no plantio. É o chamado "ciclo de desmatamento da Amazônia". Após o fogo, o pasto costuma ser o primeiro passo na consolidação da tomada da terra. Nos casos em que a ocupação não é contestada e a terra é de qualidade, o próximo passo é a exploração pela agricultura. O que provoca as queimadas? Para haver fogo, é preciso combinar: fontes de ignição (naturais, como raios, ou antrópicas, como isqueiros ou cigarros); material combustível (ter o que queimar, como madeiras e folhas); e condições climáticas (seca). Como a Amazônia é uma floresta tropical úmida, os incêndios mais recorrentes ocorrem quando a madeira desmatada fica "secando" por alguns meses e, depois, é incendiada para abrir espaço para pastagem ou agricultura. Segundo especialistas, um incêndio natural não se alastraria com facilidade na Amazônia. As queimadas são apenas uma das etapas do ciclo de uso da terra na Amazônia. Depois do desmate, se nada de novo acontecer, a floresta pode se regenerar. Uma floresta secundária, no entanto, nunca será como uma original, mesmo que uma parte da biodiversidade consiga se restabelecer. Na prática, o que acontece é que a mata não tem tempo de crescer de novo. Veja mais notícias sobre natureza e meio ambiente
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